31.05.08

Álbum traz olhar nacional sobre casas mal-assombradas

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa de "A Casa ao Lado", álbum de Diogo Cesar e Pablo Meyer, que começou a ser vendido neste mês

 

 

 

 

 

 

 

Desde o segundo semestre do ano passado, percebe-se uma inclinação do mercado editorial brasileiro para a produção de álbuns nacionais com histórias longas.

Por isso, não deveria surpreender uma obra como "A Casa ao Lado", que começou a ser vendida neste mês em lojas especializadas em quadrinhos (HQM, 60 págs., R$ 14,90).

Mas o álbum, curiosamente, surpreende. Duplamente.

Primeiro porque foi publicado pela HQM.

A editora, até o fim do ano passado, investia exclusivamente em títulos norte-americanos.

Neste ano, inverteu a prioridade e passou a lançar várias publicações nacionais inéditas.

As obras são voltadas tanto para o público infantil (caso de Senninha) quanto para o leitor adulto (Leão Negro, para ficar em um exemplo).

A outra surpresa é o álbum em si, que traz uma história de terror.

O gênero, que já foi popular no Brasil, tem poucas produções nacionais hoje em dia.

A trama mostra a busca de Jorge, um desempregado de meia idade.

Ele tem de encontrar o filho, desaparecido na casa vizinha à sua.

E, para achar o adolescente, tem de enfrentar as assustadoras figuras que habitam a misteriosa e esfumaçada residência.

Ter uma mansão mal-assombrada como temática de fundo não deixa de ser um clichê da literatura e do cinema de terrror.

Mas Diogo Cesar e Pablo Mayer, autores do álbum, conseguem dar um verniz nacional ao tema. Principalmente na caracterização do protagonista e no desfecho, surreal e imprevisível.

Do ponto de vista do leitor, a obra agrada.

Sob o olhar do mercado de quadrinhos, álbuns assim, mais longos e bem escritos, só ajudam a firmar a produção nacional e a dar a ela a necessária qualidade.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 12h42
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30.05.08

Livro de bolso relança tiras (ou melhor, Striptiras) de Laerte

Registro rápido.

Começou a ser vendido neste fim de mês um novo livro de bolso com tiras de Laerte.

"Striptiras - 3" (L&PM, 144 págs., R$ 10) reúne histórias criadas pelo desenhista anos atrás.

Este terceiro volume traz tiras do Zelador e do Síndico -vistos acima, numa das tiras da obra.

O livro mostra também histórias com o Homem-Catraca, outra criação de Laerte.

A obra integra a Coleção Pocket, da editora gaúcha L&PM.

Os dois primeiros volumes de "Striptiras" foram lançados em março e junho do ano passado.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h07
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29.05.08

Livro traz nova coletânea de Malvados, de André Dahmer

 

 

 

 

 

Seqüência da tira cômica, criada pelo desenhista fluminense em 2001

 

 

 

 

 

 

O desenhista André Dahmer tem nas plantas e no cultivo delas um de seus hobbies, exercitado em seu sítio, na serra fluminense.

A atividade extra não fez florescer o visual dos protagonistas da tira "Malvados", criada por ele e compilada num álbum homônimo, lançado neste mês (Desidetara, 114 págs., R$ 29,90).

Os personagens parecem girassóis. Mas só parecem, segundo Dahmer.

"Eu nunca disse que eram girassóis, mas também não me importo."

O termo, diz, foi herança de uma reportagem, feita anos atrás. "Pegou e ficou."

Plantas ou não, os personagens caíram no gosto dos leitores. Primeiro entre os internautas.

A série surgiu num site, criado pelo desenhista em 2001 e mantido até hoje.

O boca a boca, ou o link a link, ajudou a difundir as piadas feitas por ele.

A tira migrou para o impresso –é publicada no "Jornal do Brasil"- e ganhou uma primeira coletânea em 2005, pela Editora Gênese.

Há algumas tiras do primeiro livro nesta nova coletânea, embora a maioria seja dos dois últimos anos.

"Achei importante colcoar algumas delas porque queria um livro que representasse toda essa trajetória", diz o desenhista, nascido em Botafogo, em 1974.

"Esse livro é mais completo porque agora, ao contrário de 2005, tenho um trabalho mais sólido e organizado."

Os temas variam. Assim como o tempo de produção de cada história.

"Algumas tiras faço em cinco minutos, outras demoram três dias. Não há uma regra, infelizmente".

O que há, segundo ele, é um prazer na criação das tiras.

Esse seria, no seu entender, um dos motivos da repercussão de Malvados.

"Aprendi com meu pai que trabalho é feito para dar prazer, não o contrário", diz.

"Acho que todo trabalho feito com amor tem grande chance de reconhecimento. E se mesmo assim não houver reconhecimento, você o fez com amor e, por isso, já basta."

O desenhista tem planos de produzir uma história em quadrinhos mais longa.

Mantém projetos no âmbito pessoal também.

Casado há três anos, pretende ter um filho e adotar outro nos próximos dois ou três anos.

 

 

Nesta entrevista, feita por e-mail, André Dahmer fala sobre o trabalho em Malvados e como vê o papel da internet na produção de tiras hoje no país.

                                                           ***

Blog - "Malvados" é um exemplo bem-sucedido de tira que migrou do meio virtual para o papel. Como você vê hoje o papel da internet na produção de tiras brasileiras?
André Dahmer - Acho que a internet foi fundamental para toda essa geração de novos quadrinistas, gente que ainda não está no tal mercado, jovens com poucas opções para divulgar seus trabalhos na mídia impressa. Na verdade, sabemos que são tempos difíceis para todos os trabalhadores de maneira geral. Mesmo assim, acho que a rede ainda vai revelar muitos grandes profissionais na área. Vejo todo mês coisas novas, muita gente fazendo da web um lugar para divulgar quadrinhos, alguns deles realmente de alto nível.

Blog - Mesma pergunta, mas focada em outro meio de divulgação: qual o papel dos jornais, hoje, na difusão das tiras, no seu entender?
Dahmer - Hoje é, infelizmente, um papel pouco importante. A maior parte dos grandes jornais não desempenha mais o papel de divulgador de novos talentos nacionais nos quadrinhos há muito tempo. Há anos eles preferem comprar pacotes de tiras americanas, que sai bem mais em conta do que pagar um quadrinista nacional. É a lógica do lucro, mas por outro lado a mentalidade está mudando. Tenho visto pequenos movimentos no sentido oposto, ainda que raros. Mesmo assim, os jornais estão perdendo leitores dia após dia, passam por um processo de corte de custos e pessoal característicos dos tempos bárbaros em que vivemos. Se eu estivesse começando, não contaria com eles para divulgar e viver do meu trabalho. O caminho é mesmo a rede e a produção de livros independentes, se não houver editora que pague o necessário para um quadrinista trabalhar com dignidade.

 

 

Blog - Você já mencionou mais de uma vez que começou a fazer "Malvados" por puro prazer, tanto que produzia as tiras em baixa resolução. Hoje, a tira cresceu, é publicada também em jornal e em mais de uma coletânea em livro. O prazer na produção das histórias se mantém ou já se tornou um negócio?
Dahmer - Faço com imenso prazer até hoje, não sou bobo de burocratizar ou sacrificar meu trabalho em nome de qualquer dinheiro. Não sou desses que odeia dinheiro, mas meu trabalho (e meu prazer em trabalhar) estão muito acima dessa questão.

Blog - A propósito: por que "Malvados"? De onde surgiu o nome?
Dahmer - Eu não tenho uma explicação para o nome, nem como ele surgiu. Ajudou o fato de ter apenas oito letras, sem acentos ou cedilha. Queria um domínio na rede fácil de escrever e de lembrar.

Blog - Você comenta no livro que tem receio de ser rotulado como o "autor de Malvados". Mas seu trabalho não caminha um pouco nesse sentido?
Dahmer - Tenho imenso prazer em desenhar Malvados, mas também tenho o direito de estar livre para fazer o que bem quiser na minha vida, sem patrulha de ninguém. Tenho outros caminhos para trilhar e outras coisas a experimentar em desenho de quadrinhos ainda. Tenho só 33 anos e estou aprendendo, experimentando. Realmente não devo me preocupar com o que os outros querem e nem devo viver de uma fórmula qualquer, se ela não me der prazer.

Blog - Quais seus próximos projetos em quadrinhos?
Dahmer - Pretendo publicar uma história em quadrinhos longa, um livro inédito. Está em meus planos e já tenho algo para um roteiro, mas não sei quando farei ou mesmo se farei. No momento, prefiro ter calma para pensar em meu trabalho de maneira mais arejada. Após o lançamento do livro, entro de férias e devo sair um pouco do Rio de Janeiro.
  

                                                           ***

"Malvados" é o segundo livro de Dahmer pela Desiderata e o primeiro de quadrinhos da editora carioca após ser comprada pela Ediouro (leia mais aqui).

No ano passado, ele lançou uma coletênea de tiras sem personagens fixos.

Leia mais sobre "O Livro Negro de André Dahmer" neste link.

Categoria: ENTREVISTA

Escrito por PAULO RAMOS às 19h10
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28.05.08

Obra sobre Revolta da Chibata está programada para junho

 

 

 

 

 

 

 

Capa do álbum, que traz versão dramatizada do episódio histórico, liderado por João Cândido em 1910

 

 

 

 

 

 

Quando este blog antecipou, em dezembro de 2006, que a editora Conrad preparava uma versão quadrinizada da Revolta da Chibata, de 1910, faltava um detalhe: a definição do nome.

O título provisório, à época, era "Revolta da Chibata". Pelo menos era assim que os autores, Olinto Gadelha e Hemeterio, ambos de Fortaleza (CE), referiam-se ao projeto.

No começo do ano, o álbum foi batizado de "Almirante Negro", nome de João Cândido, líder o movimento de marinheiros que culminou no episódio histórico.

Agora, um ano e meio depois e a poucas semanas do lançamento, a editora define o nome oficial: "Chibata! João Cândido e a Revolta que Abalou o Brasil".

A história tem cerca de 200 páginas e foi narrada em nove capítulos.

Os primeiros são mais diretos. O miolo, um tanto mais detalhado. O final, quase um apêndice.

"É como se, doutra forma, tivesse começado a escrever a história num close e abrisse o plano mais e mais até chegar num grande painel, para depois voltar lentamente a um novo close", diz Hemeterio, por e-mail.

As palavras dele transmitem uma nítida empolgação.

Quase um ânimo equivalente ao de um leitor à espera da obra, que vai custar R$ 33,90.

A ansiedade é por ainda não ter visto o resultado final. O álbum ainda não saiu da gráfica.

O lançamento de "Chibata!" estava previsto para o ano passado.

"Demorou mais tempo do que esperávamos", diz o desenhista, que venceu o Salão Carioca de Humor deste ano na categoria cartum (veja o trabalho aqui).

Hemeterio credita o adiamento a dois fatores: mudanças internas na editora e à dificuldade de conciliar a produção da obra com os afazeres pessoais.

O resultado final é, em suas palavras, "uma ficção de época, recheada de personagens reais".

Não se trata, portanto, de uma obra documental.

Há uma mescla de passagens reais com outras, dramatizadas.

"Desde cedo, alertamos a editora para o fato de que, embora fortemente alicerçados nos fatos históricos, iríamos fazer um relato ficcional", diz.

"Eles [Conrad] nos deram carta branca e total liberdade criativa, respeitando nossos instintos e preservando nossa forma de expressão."

"Nossa intenção foi fazer um livro divertido e empolgante. Espero que os leitores gostem."

Veja uma prévia do álbum neste link.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 16h50
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Até sábado, pelo menos um lançamento por dia em São Paulo

 

 

Trecho de "Balada do Lobisomem", história que abre o 3º volume da coletânea de Piratas do Tietê, um dos lançamentos

 

 

Há uma "overdose" de lançamentos de quadrinhos nesta semana. Todos em São Paulo.

Nesta quinta, Laerte lança o terceiro volume da coleção "Piratas do Tietê - A Saga Completa".

A série compila as histórias dos truculentos personagens publicadas nas revistas "Circo" e "Piratas do Tietê".

O material é do fim da década de 1980 e do início da seguinte (leia mais aqui e aqui).

Este terceiro número -o último da coleção- traz 12 histórias.

Também na quinta, os organizadores do FIHQ (Festival Internacional de Humor e Quadrinhos) lançam o catálogo dos trabalhos apresentados na última edição do evento.

O FIHQ de 2007 foi realizado entre setembro e outubro, em Recife (aqui).

Na sexta, Jorge Barreto lança a obra de tiras "A Fábrica".

Há tiras também no sábado.

"Tiras de Letras até debaixo d´água" traz 243 piadas feitas por 25 autores diferentes.

A organização da obra, feita em sistema de cooperativa, é do cartunista Mario Mastrotti.

Segundo ele, já há um oitavo volume programado, "Tiras de Letra na Batalha".

Ainda no sábado, Spacca faz um lançamento oficial de "D. João Carioca - A Corte Portuguesa Chega ao Brasil (1808-1821)".

"Oficial" porque a obra está à venda desde dezembro (leia mais aqui e aqui).

Este lançamento será na Livraria da Vila (al. Lorena, 1731), a partir das 16h.

Os demais ocorrem na HQMix Livraria (Praça Roosevelt, 142, centro). Os de quinta e sexta-feiras começam às 19h30. O do sábado, às 18h. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 15h54
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27.05.08

Álbum vai reunir histórias raras de Samurai, de Claudio Seto

 

 

 

Trecho de uma das histórias, consideradas as primeiras produções brasileiras no estilo japonês 

 

 

 

Quase quarenta anos depois de serem publicadas pela primeira vez no Brasil, as histórias do Samurai serão relançadas no país.

O álbum vai ser publicado pela Devir e está programado para junho.

Segundo a editora, vai se chamar "Samurai - Flores Manchadas de Sangue".

A obra terá 128 páginas, formato grande (revista) e vai trazer uma seleção de cinco aventuras.

Uma delas é a primeira.  

Os quadrinhos foram produzidos por Claudio Seto, um dos pioneiros do mangá brasileiro.

São considerados hoje itens de colecionador.

Pela raridade, são pouco conhecidos, inclusive entre especialistas na área.

As tramas foram publicadas numa revista homônima, lançada entre o final da década de 1960 e o início da seguinte.

A revista era da extinta editora Edrel.

As histórias eram voltadas a um público adulto, algo novo na época.

O estilo lembra muito o mangá "Lobo Solitário", já lançado no Brasil.

O lançamento do álbum com o Samurai aproveita dois momentos.

Um é o centenário da imigração japonesa, comemorado neste ano.

O outro é a escolha do personagem para servir de molde para a estatueta do Troféu HQMix deste ano (leia aqui).

O troféu é a principal premiação de quadrinhos do país.

A cada nova edição, a comissão organizadora escolhe um personagem dos quadrinhos para compor a estatueta entregue aos vencedores.

A Devir programa também para junho outra obra de Seto.

O livro é uma coletânea de textos dele.

Segundo a editora, a publicação vai se chamar "Lendas Trazidas pelos Imigrantes do Japão".

O livro trará também ilustrações feitas pelo desenhista, que há alguns anos mora em Curitiba. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 20h30
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Salão de Piracicaba inicia inscrições para premiação deste ano

 

 

 

 

 

 

 

Cartaz da 35ª edição do salão de humor, feito pelo cartunista e escritor Ziraldo

 

 

 

 

 

 

 

 

O Salão Internacional de Humor de Piracicaba, o mais conhecido do gênero no país, começou as inscrições de trabalhos para a edição deste ano.

Os desenhos podem ser enviados até o dia 31 de julho.

Como no ano passado, serão cinco categorias: cartum, charge, caricatura, tiras e vanguarda.

Vanguarda é reservada para desenhos produzidos em computador ou em outros formatos.

Cada um dos vencedores recebe prêmio de R$ 4 mil.

Não haverá segundos colocados, como ocorreu na edição de 2007.

Um dos cinco premiados é indicado para o Grande Prêmio do salão. E ganha mais R$ 5 mil.

Há ainda uma categoria, cujo prêmio é concedido pela Câmara Municipal de Piracicaba, cidade no interior paulista. É apenas para caricatura. O valor é de R$ 2.851,51.

Neste ano, o regulamento do salão prevê suspensão do prêmio em caso de plágio.

Diz o texto: "Caso o júri de premiação constante alguma espécie de fraude ou plágio em um ou mais dos trabalhos inscritos, poderá cancelar o prêmio conferido".

A cautela, possivelmente, espelha-se no que ocorreu na edição passada.

Houve suspeita de plágio no cartum vencedor. O prêmio foi suspenso pelo presidente da comissão organizadora do salão, o jornalista Ricardo Viveiros (entenda o caso aqui).

Como não havia segundo lugar, oficialmente não houve ganhador nessa categoria.

A premiação será no dia 30 de agosto, data de abertura do salão, que está na 35ª edição.

Veja como se inscrever aqui.

                                                                ***

Outro salão do interior paulista que está com inscrições abertas é o de Ribeirão Preto.

As inscrições vão até 3 de julho (veja como enviar o desenho neste link).

São três categorias para esta 15ª edição: cartum, caricatura e charge.

Os primeiros colocados recebem R$ 1.500. Os segundos, R$ 500.

Os vencedores serão premiados na abertura do salão, no dia 3 de julho.

                                                                ***

Já foram divulgados os vencedores do Concurso Hermes Tadeu deste ano.

O concurso presta homenagem ao desenhista e colorista Hermes Tadeu, que morreu assassinado em Praia Grande, no litoral de São Paulo, em 2003. Estava com 25 anos.

Os desenhos escolhidos podem ser vistos neste link.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 15h36
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26.05.08

Underworld: o lado psicótico das tiras cômicas

 

 

 

Tiras do norte-americano Kaz trazem personagens e situações politicamente incorretas 

 

 

 

 

O chamado quadrinho underground pode ter surgido lá pelo fim dos anos 1960, nos Estados Unidos. Mas esse estilo alternativo tem alguns herdeiros.

Um deles é "Underworld", coletânea de tiras que começou a ser vendida nesse feriadão em lojas especializadas em quadrinhos (Zarabatana, 96 págs., R$ 30).

A temática alternativa, por assim dizer, reflete-se não só nas situações abordadas –todas politicamente incorretas-, mas também nos personagens psicóticos construídos pelo norte-americano Kaz Prapuolenis, autor das tiras.

Há o troncudo Snuff e o parceiro, Creep Rat, uma espécie de Mickey Mouse trash.

Ambos passam a maior parte do tempo num apartamento, na tentativa de fugir da polícia.

Há também Smoking Cat, um gato falante que fuma.

E Petit Mort, uma figurinha daquelas dóceis, como vista nos desenhos infantis, mas que tem fixação por sadomasoquismo, morte e mutilação.

Mutilação e decapitação, aliás, são fixações do autor também.

Boa parte das tiras gira em torno dessa temática.

É curioso notar que Kaz use em "Underworld" animais falantes e referências a animações e quadrinhos antigos (ou o lado B desses personagens).

A curiosidade é porque ele produz atualmente desenhos para o canal a cabo "Cartoon Network", especializado em animações. Antes, fez roteiros para "Bob Esponja".

Parece que as tiras eram um primeiro ensaio para outros projetos.

Mas não espere nas tiras de Kaz o mesmo clima televisivo permitido a menores.

O clima é diametralmente oposto.

Este primeiro álbum da Zarabatana lança as primeiras tiras produzidas por ele, feitas no início dos anos 1990.

Hoje, "Underworld" é mostrado no site "Kazunderworld", mantido pelo autor.

A leitura do álbum pode causar alguma estranheza de início, tanto pela temática surreal quanto pela falta de referência aos personagens.

Aos poucos, as criações dele vão sendo apresentadas e, após algumas páginas, já é possível perceber as características peculiares de cada um.

São seres que dialogam com o estilo usado por décadas nos quadrinhos e nas animações.

Mas são mostrados ao avesso e pra lá de incorretos nas tiras que protagonizam.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 17h16
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25.05.08

Katita: temática gay faz parada também nos quadrinhos

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa da revista independente, que traz tiras cômicas sobre o universo homossexual

 

 

 

 

 

 

 

No dia em que a 12ª Parada do Orgulho Gay movimenta o turismo paulistano e norteia as pautas da imprensa, um lançamento se enquadra perfeitamente nesse clima.

A revista independente "Katita - Humor & Malícia" (28 págs., R$ 4), que os autores começaram a vender nesta semana, traz 60 tiras da personagem, lésbica assumida.

O tema das piadas gira em torno do universo gay e dos relacionamentos da protagonista.

É a segunda publicação com tiras da personagem, criada no meio dos anos 1990 por Anita Costa Prado e desenhada por Ronaldo Mendes.

A primeira foi lançada em 2006, num livro editado pela Marca de Fantasia ("Katita - Tiras sem Preconceito").

Essa obra venceu o Prêmio Angelo Agostini de 2007 nas categorias melhor lançamento e melhor roteirista (leia aqui). Anita Costa Prado recebeu o prêmio novamente neste ano (aqui).

A diferença entre as duas obras, segundo a autora, é que este segundo lançamento traz tiras um pouco mais picantes sobre o mundo homossexual.

Essa temática é alternada com tiras ora mais ingênuas, ora mais engajadas, como a mostrada abaixo:

A revista vai ser vendida, por enquanto, apenas em São Paulo.

Será distribuída em pontos GLS e em algumas lojas especializadas em quadrinhos.

Outra forma de compra é por correio.

Os pedidos podem ser feitos por meio do e-mail da autora: poetisamoderna@hotmail.com

Em tempo: na abertura da Parada do Orgulho Gay deste domingo, os organizadores falaram em 5 milhões de pessoas presentes, número ainda a ser confirmado por outras fontes.

O evento é o maior do gênero no mundo. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 15h42
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24.05.08

Mauricio de Sousa é um dos dez escritores mais admirados do país

O criador da Turma da Mônica é um dos dez escritores mais admirados pelos brasileiros, segundo indica a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita pelo Ibope.

Mauricio de Sousa é o único da área de quadrinhos a compor a lista.

O desenhista e empresário aparece na décima posição.

Ele fica atrás dos escritores Monteiro Lobato (1º), Paulo Coelho (2º), Jorge Amado (3º), Machado de Assis (4º), Vinicius de Moraes (5º), Cecilia Meireles (6º), Carlos Drummond de Andrade (7º), Erico Verissimo (8º) e José de Alencar (9º).

A pesquisa foi encomendada pelo Instituto Pró-Livro, entidade mantida pelo mercado editorial.

O levantamento ouviu 5 mil pessoas de 311 municípios brasileiros.

Os resultados finais devem ser divulgados no meio da próxima semana, em Brasília.

A prévia da pesquisa foi antecipada na edição deste sábado do jornal "O Globo", em matéria assinada por Rachel Bertol.

Outro resultado do levantamento, segundo a reportagem, é que a maior parte da leitura se concentra no período em que a pessoa freqüenta a escola.

Após esse período, o nível de leitura entra em queda.

As bibliotecas também só são acessadas durante a vida escolar.

A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil também indicou que a Bíblia é o livro mais importante do país, segundo os entrevistados.

Das nove outras obras indicadas, seis são infantis.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 18h28
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23.05.08

Divulgados os indicados ao HQMix deste ano

Foram divulgados nesta sexta-feira os indicados para a 20ª edição do Troféu HQMix, a principal premiação de quadrinhos do país.

A seleção dos nomes e obras foi feita pela comissão organizadora do prêmio.

São 46 categorias, mais do que na edição passada.

A principal mudança foi a quebra da categoria "publicação independente" em quatro outras: publicação independente de autor, de grupo, especial e de bolso.

Outra novidade foi a inclusão de "blog sobre quadrinhos".

O Blog dos Quadrinhos foi indicado nessa categoria.

Fui indicado também como melhor articulista de 2007, ao lado de Álvaro de Moya, André Morelli, Eduardo Nasi, Gonçalo Júnior, Marcus Ramone e Télio Navega.

A votação é feita por e-mail.

Têm direito a voto cerca de 1.200 pessoas ligadas à área de quadrinhos.

Num segundo momento, serão divulgados os nomes de outras categorias, que homenageiam pessoas ligadas à área de quadrinhos.

Essas pessoas são definidas pela comissão organizadora.

Cabe também à comissão a escolha das melhores pesquisas científicas sobre quadrinhos.

A premiação deste ano ocorre no dia 23 de julho, no Sesc Pompéia, em São Paulo.

A exemplo das edições anteriores, os vencedores de cada uma das categorias devem ser divulgados antes da premiação.

No ano passado, os nomes foram informados uma semana antes (leia mais aqui).

Os ganhadores vão receber um troféu na forma de samurai.

A estatueta é uma homenagem a personagem criado por Cláudio Seto, tido como um dos pioneiros do mangá brasileiro (leia mais aqui).

A escolha do troféu está ligada ao centenário da imigração japonesa no Brasil.

O HQMix é organizado pela ACB (Associação dos Cartunistas do Brasil) e pelo Imag (Instituto Memorial das Artes Gráficas do Brasil).

Veja na postagem abaixo os indicados deste ano.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h05
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HQMix 2008 - Indicados

1) Desenhista Nacional
Fábio Moon e Gabriel Bá (5, Alienista e Fanzine)
Guazzelli (O Primeiro Dia, O Relógio Insano e Ragú #6)
José Márcio Nicolosi (Fetichast: Província dos Cruzados)
Laudo (Clube da Esquina e Tianinha)
Marcatti (A Relíquia)
Mozart Couto (A Boa Sorte de Solano Dominguez)
Spacca (D. João Carioca)

2) Desenhista Estrangeiro
Charles Burns (Black Hole)
David B. (Epiléptico 1)
Doug Braithwaite (Justiça)
Frank Quitely (Grandes Astros Superman)
Hiroya Oku (Gantz)
John Cassaday (Planetary)
Takehiko Inohue (Vagabond, Slam Dunk)

3) Roteirista Nacional
Daniel Esteves (Nanquim Descartável)
Fábio Moon (O Alienista)
Guazzelli (O Primeiro Dia, O Relógio Insano)
Laerte (Laertevisão)
Marcatti (A Relíquia)
Spacca (D. João Carioca)
Wander Antunes (O corno que sabia demais, A boa sorte de Solano Domingues)

4) Roteirista Estrangeiro
Alan Moore (Lost Girls)
Alison Bechdel (Fun Home)
David B. (Epiléptico)
Ed Brubaker (Demolidor)
Guy Delisle (Pyongyang)
Kazuo Koike (Samurai Executor, Lobo Solitário)
Warren Ellis (Planetary)

5) Desenhista Revelação
Daniel Gisé (Sociedade Radioativa / The Doors)
Felipe Cunha (Front / Eterno)
Gabriel Renner (Tarja Preta )
Jozz (Zine Royale)
Leonardo Pascoal (Bongolê-Bongoró)
Shiko (Blue Note)
Vinicius Mitchell (Revista O Globo)

6) Roteirista Revelação
A. Moraes (Desvio)
Cadu Simões (Homem-Grilo / Nova Hélade / Garagem Hermética)
Chicolam ( Menino-Caranguejo)
Fabiano Barroso (Um dia Uma Morte)
Leonardo Melo (Quadrinhópole)
Leonardo Santana (Prismarte)
Nestablo Ramos Neto ( Zona Zen)

7) Chargista
Angeli (Folha de São Paulo)
Chico Caruso (O Globo-RJ)
Cláudio (Agora -SP)
Dálcio (Correio Popular – SP)
Jean (Folha de São Paulo)
Paixão (Gazeta do Povo-PR)
Santiago (Jornal do Comércio de Porto Alegre)

8) Caricaturista
Baptistão (O Estado de S.Paulo)
Cárcamo (Revista Época / Folha de São Paulo)
Dálcio (Correio Popular)
Fernandes (Diário do Grande ABC)
Gustavo Duarte (Lance!)
Leite (Salão Carioca de Humor / Salão de Imprensa)
Loredano (O Estado de S.Paulo)

9) Cartunista
Adão Iturusgarai
Allan Sieber
Amorim
DaCosta
Dálcio
Duke
Simanca

10) Ilustrador
Adams Carvalho
Cau Gomez
Cavalcante
Gilmar Fraga
Kako
Walter Vasconcelos

11) Ilustrador de livro infantil
Alê Abreu (As Cocadas – Global Editora)
André Neves (O capitão e a sereia - Scipione)
Daniel Bueno (Fernando Sabino na sala de aula – Panda Books)
Felipe Cohen (O nascimento de Zeus – CosacNaify)
Joana Lira (A criação do mundo – Cia das Letras)
Mariana Massarani (Vivinha, a baleiazinha – Salamandra e Adamastor, o pangaré – Melhoramentos)
Suppa (Valentina – Global Editora e Rima ou Combina – Editora Ática)

12) Publicação Infantil
As Tiras Clássicas da Turma da Mônica(Panini)
Histórias da Carolina (Globo)
Luluzinha (Devir)
Naruto (Panini)
Turma da Mônica (Panini)
Turma do Xaxado (Cedraz)
Witch (Abril)

13) Publicação de Clássico
As Aventuras De Tintim - Explorando A Lua (Companhia Das Letras)
Corto Maltese - As Célticas (Pixel)
Krazy Kat – Páginas Dominicais 1925-1926 (Opera Graphica)
Marvel 40 Anos (Panini)
O Gaúcho (SM)
Turma Da Mônica - Coleção Histórica (Panini)
Um Contrato Com Deus E Outras Histórias De Cortiço (Devir)

14) Publicação de Humor
Escombros (Zarabatana)
Groo: Odisséia (Opera Graphica)
Humortífero (Opera Graphica)
Marusaku (Conrad)
Os Noivos Podem Se Beijar (Via Lettera)
Piratas do Tietê: A Saga Completa (Devir)
Tarja Preta (Independente)

15) Publicação Mix
Front - Ódio #18
Graffiti #16
Marvel Max
Irmãos Grimm em Quadrinhos
Pixel Magazine
Ragú # 6
Tarja Preta # 5

16) Publicação de Terror
A Serpente Vermelha (Zarabatana)
Black Hole (Conrad)
Courtney Crumrin & As Criaturas da Noite (Devir)
Death Note (Jbc)
Midnight Nation - O Povo Da Meia-Noite (Panini)
Preacher – Rumo Ao Sul (Pixel)
Zombie World - O Campeão Dos Vermes (Pixel)

17) Publicação Erótica
Chiara Rosenberg (Zarabatana)
Justine (Pixel)
Lost Girls (Devir)
Morango E Chocolate (Casa 21)
Mulheres (Zarabatana)
Revolução (Conrad)
Valentina Volume 2 - 66-68 (Conrad)

18) Revista de Aventura
Grandes Astros Superman (Panini)
J. Kendall - Aventuras De Uma Criminóloga (Mythos)
Lobo Solitário (Panini)
Mágico Vento (Mythos)
Marvel Action (Panini)
Pixel Magazine (Pixel)
Slam Dunk (Conrad)

19) Publicação de Tiras
Animatiras de Jean (Abril)
Benett Apavora! de Benett (Independente)
Livro Negro de André Dahmer (Desiderata)
Maakies de Tony Millionaire (Zarabatana)
Mais Preto No Branco de Allan Sieber (Desiderata)
O Mundo É Mágico - As Aventuras de Calvin & Haroldo de Bill Watterson (Conrad)
Talvez Isso... de Marcelo Campos (Casa 21)

20) Edição Especial Nacional
A Boa Sorte De Solano Dominguez (Desiderata)
A Relíquia (Conrad)
Fetichast: Províncias dos Cruzados (Devir)
Irmãos Grimm Em Quadrinhos (Desiderata)
Laertevisão (Conrad)
O Alienista (Agir)
O Corno Que Sabia Demais (Pixel)

21) Edição Especial Estrangeira
Antes do Incal – Volume 2 (Devir)
Asterix e a Volta Às Aulas(Record)
Fun Home – Uma Tragicomédia em Família (Conrad)
O Sonhador (Devir)
Persépolis Completo (Companhia Das Letras)
Planetary/Batman - Noite na Terra (Pixel)
Pyongyang - Uma Viagem à Coréia Do Norte (Zarabatana)

22) Minissérie
52 (Panini)
A Saga do Tio Patinhas (Abril)
Eternos (Panini)
Ex Machina - Símbolo (Pixel)
Fábulas - 1001 Noites (Pixel)
Guerra Civil (Panini)
Justiça (Panini)

23) Publicação sobre Quadrinhos
Crash (Editora Escala)
Jornal Graphiq (Independente)
Mundo dos Super-heróis (Editora Europa)
Neo Tokyo (Escala)
Revista Omelete (Mythos)
Tokyo Pop (NSP)
Wizmania (Panini)

24) Publicação Independente de Autor
Defensores da Pátria #1
Dinossauro do Amazonas #1
Homem-Grilo # 42
Lorde Kramus # 1
Menino Caranguejo # 1
Necronauta # 1

25) Publicação Independente de Grupo
Café Espacial #1
Nanquim Descartável # 1
Bongolé Bongoro # 2
Quadrinhópole # 4
Cão # 2
Garagem Hermética # 3
O Contínuo #6

26) Publicação Independente Especial
5
Contos Tristes
El Terrado
Música para Antropomorfos
Na Bodega
O Relógio Insano
Schem Há-Mephorash

27) Publicação Independente de Bolso
A Serpente e a Borboleta
De Bris
Juke Box # 4
Subterrâneo # 20
The Doors
Tulípio # 5
Zine Royale # 2

28) Projeto Gráfico
A boa sorte de Solano Dominguez (Desiderata)
Almanaque do Ziraldo (Melhoramentos)
Cidades Ilustradas São Paulo (Casa 21)
Estórias Gerais (Conrad)
Laertevisão (Conrad)
Piratas do Tietê vol.2 (Devir)
Sandman - Fim dos Mundos (Conrad)

29) Álbum de Aventura
300 De Esparta (Devir)
Bone - A Princesa Revelada (Via Lettera)
Corto Maltese - As Célticas (Pixel)
Invencível - Perfeitos Estranhos (Hq Maniacs)
Loki - Edição Especial Encadernada (Panini)
O Menino-Vampiro – Infância Maldita (Mythos)
Os Supremos – Edição Definitiva (Panini)

30) Publicação de Charges
As Galinhas #1 de Eduardo Prado (Independente)
Dálcio - Charges Publicadas entre 2003 e 2007 de Dálcio (Correio Popular)
Imbróglio Capixaba de Vários (Independente)
Ninguém Segura Caratinga de Vários (Independente)
Pasquim (Antologia 72-73) #2 (Desiderata)
Pizzaria Brasil de Cláudio (Devir)
Urubu de Henfil (Desiderata)

31) Publicação de Cartuns
Assim Rasteja A Humanidade de Allan Sieber (Desiderata)
Confesso de Marco Jacobsen (Independente)
Desenhos de Humor de Reinaldo (Desiderata)
Existe Sexo Após a Morte de Adão (Desiderata)
Jeremias, O Bom de Ziraldo (Melhoramentos)
Ninguém Segura Caratinga de Vários (Independente)
Onde Foi Que Eu Errei? de Rico (Independente)

32) Livro Teórico
Almanaque de Cultura Pop Japonesa de Alexandre Nagado (Via Lettera)
Desenhando Quadrinhos de Scott McCloud (M. Books)
Iconográfilos - Teorias, Colecionosmo e Quadrinhos de Agnelo Fedel (LCTE)
JAPOP - O Poder da Cultura Pop Japonesa de Cristiane A. Sato (NSP Hakkosha)
Love Hina Infinity (JBC)
Mulher ao Quadrado - As Representações Femininas nos Quadrinhos
Norte-americanos de Selma Oliveira (UNB/Finatec)
O Riso que nos Liberta de Wellington Srbek (Marca da Fantasia)

33) Tira Nacional
Animatiras de Jean Galvão
La Vie En Rose de Adão
Malvados de André Dahmer
Níquel Náusea de Fernando Gonsales
Piratas Do Tietê de Laerte
Quadrinho Ordinário de Rafael Sica
Salmonelas de Benett

34) Projeto Editorial
A Ciência Ri (UNESP)
Batman Crônicas vol. 1 (Panini)
Coleção 100% Quadrinhos (Graffiti)
Irmãos Grimm em Quadrinhos (Desiderata)
Krazy Kat - Páginas Dominicais 1925-1926 (Opera Graphica)
Laertevisão (Conrad)
São Paulo (Casa 21)

35) Animação
Disputa Entre o Diabo e o Padre pela Posse do Cênte-Fór na Festa do Santo Mendigo de Francisco Tadeu e Eduardo Duval
EngoleDuasErvilhas, de Marão
Garoto Cósmico de Alê Abreu
Juro Que Vi : Matinta Pereira de Humberto Avelar
Leonel Pé-de-Vento (Leonel The Flurry-Foot) de Jair Giacomini
Turma da Mônica – Uma aventura no Tempo de Maurício de Sousa
Yansan de Carlos Eduardo Nogueira

36) Exposição
400 Quadrinhos Franceses (Midiateca da Aliança Francesa), Niterói/RJ
Exposição "Oscar Niemeyer" (FIQ) Belo Horizonte/MG
Fierro – La Historieta Argentina (FIQ) Belo Horizonte/MG
Mangá: Como o Japão Reinventou os Quadrinhos (Metrô Clínicas) São Paulo/SP
Viajando em Quadrinhos pela França e Alemanha, Icaraí/RJ
Ziraldo - O Eterno Menino Maluquinho (Salão Carioca), Rio de Janeiro/RJ

37) Evento
25 Anos da Gibiteca de Curitiba (Gibiteca Curitiba)
2ª Semana de Quadrinhos (Ufrj)
2º Festival de Quadrinhos (Fnac Brasília)
4º Ilustra Brasil! (SIB)
5° FIQ - Festival Internacional de Quadrinhos
Anime Dreams
Recife 12 Horas de Hq

38) Salão e Festival
1º Salão Internacional De Humor Pela Floresta Amazônica
15º Salão Universitário De Humor De Piracicaba
18º Salão Carioca De Humor
20º Salão De Humor De Volta Redonda
34º Salão De Humor De Piracicaba
3º Salão De Humor De Paraguaçu Paulista
IX Festival De Humor E Quadrinhos De Pernambuco

39) Adaptação para outro veículo
1º Salão Mackenzie De Humor E Quadrinhos – Documentário
300 – Filme
Carlos Zéfiro – Calendário (Cervejaria Devassa)
Homem Aranha 3 - Filme
Hqs - Quando A Ficção Invade A Realidade - Romance (Rosana Rios)
Três Irmãos De Sangue – Documentário
Turma Da Mônica – Uma Aventura No Tempo

40) Web Quadrinhos
Desvio – A. Moraes / Jean Okada:
http://www.desvio.art.br
Dinamite & Raio Laser – Samuel Fonseca:
http://www.dinamiteraiolaser.com.br/index.php
Linha do Trem - Raphael Salimena:
http://linhadotrem.blogspot.com
Malvados – André Dahmer:
http://www.malvados.com.br
Nicolau – Lucas Lima:
http://www.lucaslima.com
The Major - Hector Lima / Irapuan Luiz / Michelle Fiorucci:
http://www.themajor.org
Toscomics – Samanta Flôor:
http://www.cornflake.com.br/cornflake/toscomics

41) Site sobre Quadrinhos
Bigorna -
http://www.bigorna.net
Fanboy -
http://www.fanboy.com.br
Guia dos Quadrinhos -
http://www.guiadosquadrinhos.com
HQManiacs -
http://www.hqmaniacs.com
MundoHQ -
http://hq.cosmo.com.br
Omelete -
http://www.omelete.com.br
Universo HQ -
http://www.universohq.com

42) Blog sobre Quadrinhos
Blog do Universo HQ -
http://universohq.blogspot.com
Blog dos Quadrinhos -
http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br
Gibizada -
http://oglobo.globo.com/blogs/Gibizada
Mais Quadrinhos -
http://maisquadrinhos.blogspot.com
Melhores do Mundo -
http://www.interney.net/blogs/melhoresdomundo
Projeto Continuum -
http://projetocontinuum.blogspot.com
Zine Brasil -
http://zinebrasil.googlepages.com

43) Blog / Flog de artista gráfico
Fabiano Gummo -
http://fgummo.blogspot.com
Grafar -
http://grafar.blogspot.com
Gustavo Duarte -
http://mangabastudios.blog.uol.com.br
Luigi Rocco -
http://roccoblog.zip.net
Rafael Coutinho -
http://raffa-bingo.blogspot.com
Rafael Grampá -
http://furrywater wordpress.com
Solda -
http://cartunistasolda.blogspot.com

44) Site de Autor
André Caliman -
http://www.andrecaliman.com
Daniel Gisé -
http://www.danielgise.com
Jozz -
http://www.jozz.com.br
Julia Bax -
http://www.juliabax.com
José Aguiar –
http://www.joseaguiar.com.br
Leonardo Pascoal -
http://www.leonardopascoal.com
Lorde Lobo -
http://www.lordelobo.com.br

45) Articulista de Quadrinhos
Álvaro de Moya (Revista Abigraf)
André Morelli (Mundo dos Super-heróis)
Eduardo Nasi (UniversoHQ)
Gonçalo Júnior (Revista Cult, Bigorna)
Marcus Ramone (UniversoHQ)
Paulo Ramos (Blog dos Quadrinhos do UOL)
Télio Navega (O Globo/Gibizada)

46) Editora do Ano
Conrad
Desiderata
Devir
JBC
Panini
Pixel
Zarabatana

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 20h45
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Sesc de Piracicaba discute diálogo entre quadrinhos e cinema

Começou nesta sexta-feira no Sesc de Piracicaba, no interior de São Paulo, o "HQ.Mov", evento que tenta investigar as fronteiras entre os quadrinhos nacionais e o cinema.

Agora à noite, às 20h, há um debate sobre o tema.

Participam o cartunista José Alberto Lovetro, o JAL, e o diretor de animações Otto Guerra.

É de Guerra o longa "Wood & Stock - Sexo, Orégano e Rock´n´roll", de 2006 (aqui).

Também nesta sexta-feira à noite ocorre a inauguração de uma exposição sobre os 30 anos das produções feitas por Guerra. A mostra vai até 15 de junho.

Parte das animações baseadas em quadrinhos vai ser exibida no "HQ.Mov", como desenhos de "As Cobras", de 1985, e "Rocky e Hudson", de 1994.

O ciclo de oficinas, filmes e animações -e não só de Otto Guerra- prossegue até o dia 13 de junho. Todos de graça.

Serviço - HQ.Mov. Quando: até 13 de junho. Onde: Sesc de Piracicaba. Endereço: Rua Ipiranga, 155, centro de Piracicaba. Quanto: de graça. Confira aqui a programação.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 18h15
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Encontro em Curitiba reúne fãs da Turma da Mônica

Fãs da Turma da Mônica vão fazer um encontro neste sábado, em Curitiba, no Paraná.

Ou melhor: Monicontro, como foi batizado o evento.

Este primeiro Monicontro vai ter palestras, troca de quadrinhos e cosplay (pessoas que se fantasiam de algum personagem dos quadrinhos, geralmente japoneses).

Encontros semelhantes, reunidos por meio do site de relacionamentos Orkut, têm sido feitos nos últimos dois anos. Mas com outro nome: Orkontro.

Em 2006, foi realizado em São Paulo. Em 2007, no Rio de Janeiro.

O grupo do Monicontro mantém um blog com mais informações sobre o evento.

Para acessar, clique aqui.

Serviço - 1º Monicontro. Quando: sábado, 24.05. Horário: 14h. Onde: Gibiteca de Curitiba. Endereço: rua Carlos Cavalcanti, 533, centro de Curitiba.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 18h00
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22.05.08

Dois lançamentos independentes nesta sexta em São Paulo

O número dois pauta um lançamento conjunto nesta sexta-feira à noite, em São Paulo.

O evento vai reunir o número dois de duas obras independentes: a continuação da minissérie "Depois da Meia-Noite" e a segunda edição da revista "Café Espacial".

"Depois da Meia-Noite" é uma trama de mistério em três partes.

Meia-Noite é um serial killer que mata sempre após a meia-noite. Por isso, tem esse apelido.

A história mostra a investigação de Verônica, policial escalada para descobrir quem é o assassino.

A primeira edição foi lançada em fevereiro deste ano (leia resenha aqui).

Esta seqüência havia sido anunciada para abril. Foi reprogramada para este mês.

O texto é de Laudo Ferreira Junior. Ele também divide os desenhos com Márcio Sennes e Omar Viñole (arte-final).

Laudo é também um dos desenhistas do segundo número de "Café Espacial".

Editada por Sergio Chaves, a revista mescla quadrinhos, entrevistas, contos e ensaios fotográficos. Esta nova edição traz cinco histórias em quadrinhos.

Serviço - Lançamento dos segundos números de "Depois da Meia-Noite" e "Café Espacial". Quando: sexta-feira, 23.05. Horário: a partir das 19h30. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo.

 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 18h28
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21.05.08

Editora Nacional lança cinco adaptações em quadrinhos

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa de "Triste Fim de Policarpo Quaresma", de Lima Barreto, obra adaptada por Laison de Holanda Cavalcanti

 

 

 

 

 

 

 

O gênero literatura em quadrinhos continua em alta no mercado brasileiro. E tem atraído novas editoras.

A Companhia Editora Nacional lançou neste mês, de uma tacada só, cinco adaptações.

Três delas são de obras estrangeiras: "Moby Dick", de Herman Melville (1819-1891), "A Ilha do Tesouro", de Robert Louis Stevenson (1850-1894), e "Viagem ao Centro da Terra", de Júlio Verne (1828-1905).

Cada uma custa R$ 18. As três foram produzidas no exterior.

Os desenhos são de Penko Gelev e os textos de Sophie Furse e Fiona Macdonald.

Os outros dois lançamentos são da literatura brasileira: "Memórias de um Sargento de Milícias" (R$ 18), do romance de Manuel Antônio de Almeida (1831-1859), e "Triste Fim de Policarpo Quaresma" (R$ 23), do escritor Lima Barreto (1881-1922).

As duas adaptações foram feitas pelo recifense Lailson de Holanda Cavalcanti.

Foi dele também a versão em quadrinhos de "O Alienista", de Machado de Assis (1939-1908).

A obra, lançada em março, inaugurou a linha de adaptações literárias da Companhia Editora Nacional (leia mais aqui).

O desenhista diz que a idéia de produzir as obras foi conjunta.

Surgiu enquanto ele fazia o álbum "Lusíadas 2500", lançado pela editora em 2006. O trabalho fazia uma leitura futurista da obra do português Luís Vaz de Camões.

"Policarpo Quaresma era um desejo antigo meu", diz Cavalcanti, por e-mail.

"O Alienista era um clássico tão óbvio que não poderia ficar de fora. E o Sargento de Milícias surgiu naturalmente como a terceira obra."

O desenhista, hoje com 55 anos, diz que demorou em média três meses para produzir cada uma das adaptações.

Na entrevista abaixo, ele fala um pouco sobre o processo de adaptação das obras literárias.

E sobre como vê o fato de haver tantas versões em quadrinhos de "O Alienista" (foram lançadas três de 2006 para cá).

                              ***

Blog - Já houve duas adaptações recentes de "O Alienista". Não há o risco de haver uma "overdose" dessa obra?

Lailson de Holanda Cavalcanti - Não, não acho. São como adaptações teatrais ou cinematográficas. Cada autor irá interpretar a obra à sua maneira, com sua visão estética e de conteúdo. No final das contas, comparando as três obras, pode-se ver subjetividades que escaparam a um ou a outro. Caberá ao  leitor (ou ao educador, se for o caso) fazer a sua escolha. Como digo nos textos que constam dos álbuns, onde relato o processo de adaptação que usei, minha preocupação primeira foi situar a obra no seu contexto temporal. No Alienista, por exemplo, já vi adaptações em diferentes mídias, além dos quadrinhos, onde ele é a cara de Freud: barba, óculos, paletó, gravata, coisas que são incongruências em relação à obra original, pois se o leitor prestar atenção, verá que a história se passa no tempo do Vice-Rei. E já no primeiro parágrafo, Machado diz que as crônicas de Itaguaí falam que "em tempos remotos", viveu ali o Dr. Simão Bacamarte. Considerando que a obra original foi publicada em 1882, isso nos leva a colocar o tempo narrativo no final do século 18, entre a Revolução Francesa e a vinda da Família Real para o Brasil. A arquitetura, então, é colonial e o vestuário não inclui gravatas modernas nem rostos barbados. É o período Napoleônico e a moda dominante era de rostos raspados, com suíças, calções, meiões, jaquetas de três cortes atrás, coletes, cartolas, laços no pescoço, vestidos femininos de busto descoberto e mangas longas, de cintura alta. Itaguaí, obviamente, seria uma cidadezinha de nada, mas aí usei a licença poética para criar uma "versão cenográfica" (ou "quadrinhográfica"!), para valorizar o cenário. A cidade tornou-se uma cidade ideal dos tempos coloniais, dando um pano de fundo para que a mesma possa ser compreendida mesmo em traduções para outros idiomas.

 

Blog - As adaptações parecem ter um cuidado didático, como as edições da Ática voltadas à literatura brasileira e portuguesa. Isso, de certa forma, pautou o modo como as adaptações foram feitas?

Cavalcanti - Sim, esta foi uma das minhas principais preocupações e da editora também. Meu primeiro livro publicado pela Companhia Editora Nacional/IBEP, que é "Pindorama - A outra História do Brasil" [de 2004], eu considero muito útil para uma compreensão do desenrolar sócio-político brasileiro; mas é uma obra onde a sátira está muito presente, há um viés meu muito particular na interpretação dos fatos. As crianças teriam dificuldades em perceber essas sutilezas se ele fosse usado como um livro didático. Então, ele é uma obra paradidática, e não, didática. Nestas adaptações agora, a preocupação foi fazer com que elas cumprissem realmente uma função de dar a melhor base possível para que um jovem entre em contato com os clássicos da literatura brasileira e, a partir daí, busque conhecer melhor os originais. Por isso, ao final de cada adaptação, existe um glossário, uma biografia do autor da obra, uma linha do tempo sobre ele, um texto meu sobre os critérios que usei para a adaptação e uma biografia minha.

 

Blog - Você procurou ser bastante fiel às obras originais. Como se deu esse processo de passar o texto para a linguagem dos quadrinhos?

Cavalcanti - Minha preocupação foi manter a adaptação o mais próxima possível do texto original, adaptando-o para facilitar a sua compreensão pelo leitor atual, sem perder o seu valor literário original. Fiz apenas modificações de tempo verbal e transformei em diálogos muitas descrições de cena. O que o texto não descreve, as imagens mostram e o que elas não podem mostrar, está no texto. Ao invés de colocar uma legenda repetindo o óbvio, dramatizei a narrativa, mantendo as palavras originais do autor. Não existem palavras minhas nas adaptações, todas são originais dos autores. Acho que a narrativa gráfica, a arte seqüencial, é isso, essa síntese entre imagem e texto onde cada parte pode ser apreciada separadamente, mas o conjunto deve formar um todo coerente, sem redundâncias.

 

Blog - Como você vê essa retomada do gênero literatura em quadrinhos? Trata-se de um modismo voltado às compras de quadrinhos pelo governo federal ou algo mais consolidado?

Cavalcanti - A coleção "Classic Illustrated" foi uma das minhas favoritas na infância, junto com as Edições Maravilhosas da EBAL. Sempre houve no Brasil e no mundo esse interesse em tornar acessíveis as obras da Literatura aos jovens, mas a metodologia também sempre esbarrou numa fórmula muito didática, que afastava o leitor médio de quadrinhos. Aqui no Brasil tentava-se dar uma seriedade que destoava. E o produto final acabava muito mais uma narrativa ilustrada e não uma obra de narrativa gráfica seqüencial. Além do mais, durante muito tempo as HQ ficaram com o "Estigma do Dr. Werthan" [psiquiatra norte-americano que criticava os quadrinhos na década de 1950] e eram consideradas uma literatura nociva à juventude. O fato de o MEC ter decidido aceitá-las como processo didático abriu grandes possibilidades e creio que todas as editoras viram seu interesse neste nicho de mercado. Se soubermos trabalhar isso e se a produção mantiver padrões de qualidade, creio que seja uma forma de educação cultural permanente e não apenas uma moda passageira.

 

Blog - Há outros projetos em quadrinhos em pauta? Quando virá a seqüência de Lusíadas 2500?

Cavalcanti - O segundo volume dos Lusíadas 2500 deverá ser lançado no final deste ano ou no princípio do próximo. Tive que atrasá-lo por conta dessas adaptações. E para retomar o ritmo, levou algum tempo. A coleção "Quadrinhos Nacional" deve ser ampliada, mas os novos títulos ainda estão em estudo. Aqui em Pernambuco continuo desenvolvendo trabalhos educativos em quadrinhos para o trânsito, educação, saúde, consciência ambiental e consciência fiscal. A Turma do Fom-Fom, por exemplo, que criei para o Detran de Pernambuco, foi uma das campanhas educativas mais bem sucedidas já vistas, com tiragens de revistas em quadrinhos na casa de 200 mil exemplares em cada edição. Para o futuro, continuo trabalhando nessas áreas. 

Categoria: ENTREVISTA

Escrito por PAULO RAMOS às 20h20
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20.05.08

Desenhistas de fora do RJ são principais premiados do Salão Carioca

Apenas um desenhista do Rio de Janeiro figura na lista dos principais premiados na 19ª edição do Salão Carioca de Humor, um dos principais do país.

O fluminense é Daniel Lafayette. Ele ficou em primeiro lugar na categoria quadrinhos.

Os trabalhos vencedores foram divulgados nesta terça-feira. O júri definiu ontem os ganhadores das quatro categorias do salão: charge, caricatura, cartum e quadrinhos.

Baptistão, de São Paulo, venceu em caricatura. A Ilustração retratou o ator Pedro Cardoso.

O primeiro lugar de charge ficou com Mineu, de Salvador.

Cartum, com Hemetério, de Fortaleza.

Os vencedores de cada uma das categorias recebem um troféu e um prêmio em dinheiro no valor de R$ 6 mil.

Os segundos lugares ganham R$ 4 mil cada um. Os terceiros, R$ 2 mil.

Os trabalhos vencedores e outros selecionados pelo júri vão ficar em exposição na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, no Rio de Janeiro.

A mostra abre no dia 2 de junho e vai até 31 de julho.

Veja nas postagens abaixo os desenhos vencedores em cada uma das categorias.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 19h32
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Salão Carioca de Humor - Charges

1º lugar - Mineu (Salvador - BA)

Título: Maioridade penal

2º lugar - Duke (Belo Horizonte - MG)

Título: Crise dos alimentos

3º lugar - Jota A (Teresina - PI)

Sem título

Menção honrosa - Benett (Curitiba - PR)

Título: Matilha

Menção honrosa - Rucke (Itu - SP)

Título: Pole position

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 19h19
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Salão Carioca de Humor - Caricatura

1º lugar - Baptistão (São Paulo - SP)

Título: Pedro Cardoso

2º lugar - Dálcio Machado (Campinas - SP)

Título: Paulo Coelho

3º lugar - Simanca (Salvador - BA)

Título: Dilma PAC-Boop

Menção honrosa - Leite (Montes Claros - MG)

Título: Marilyn Manson

Menção honrosa - Sama (Rio de Janeiro - RJ)

Título: Millôrusco

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 19h08
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Salão Carioca de Humor - Cartum

1º lugar - Hemetério (Fortaleza - CE)

Sem título

2º lugar - Jean (São José dos Campos - SP)

Título: Limpeza de piscina

3º lugar - Santiago (Porto Alegre - RS)

Título: Torres trigêmeas

Menção honrosa - Leite (Montes Claros - MG)

Título: A cara do riso

Menção honrosa - Dálcio Machado (Campinas - SP)

Sem título

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 18h56
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Salão Carioca de Humor - Quadrinhos

 

1º lugar - Daniel Lafayette (Rio de Janeiro - RJ) 

Título: Coletânea de tiras

2º lugar - Gabriel Renner (Porto Alegre - RS)

Título:  A vingança é um prato que se come cru

3º lugar - Ideraldo (Perdigão - MG)

Título: Tomy

Veja neste link os vencedores do Salão Carioca de Humor do ano passado.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 18h48
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19.05.08

Meiaoito aparentemente morreu, diz Angeli

O cartunista Angeli, autor da tira "Chiclete com Banana" e criador do revolucionário Meiaoito, disse que o personagem "aparentemente morreu".

A declaração faz parte de entrevista ao jornalista Ernane Guimarães Neto, veiculada na Folha Online no dia 4 deste mês. Foi a primeira declaração de Angeli sobre o assunto.

Segundo o cartunista, o personagem ficou datado.

"Não considero uma morte definitiva, mas me sinto bem deixando-o de lado", disse.

"Antes da morte, fez uma revisão, conversou com [fantasmas de] Lênin, sua mãe e quase admitiu que era tudo uma fantasia."

O personagem foi atropelado e esmagado por um caminhão da Coca-Cola.

A morte foi mostrada numa tira -a última de uma longa série- do caderno Ilustrada, do jornal "Folha de S.Paulo", publicada em 20 de julho do ano passado.

Na ocasião, foi reproduzida por este blog:

 

Na época, este blog tentou, sem sucesso, ouvir Angeli sobre o assunto.

Meiaoito era tido como o último comunista vivo.

Acreditava em mudanças por meio da revolução, discutida normalmente dentro de um bar, ao lado do inseparável parceiro Nanico.

Ele não é o primeiro personagem a ser morto -ou "aparentemente" morto- por Angeli.

O cartunista tirou também a vida da "porraloca" Rê Bordosa quatro anos após a primeira aparição dela nos quadrinhos.

A cena foi mostrada num especial da revista "Chiclete com Banana", de dezembro de 1987.

Houve uma segunda edição em agosto de 1991.

Leia mais sobre a morte de Meiaoito neste link. E aqui a entrevista completa à Folha Online.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 18h53
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Câncer: trabalho independente traz experimentação visual

A revista independente "Câncer" -que tem lançamento nesta terça-feira, em São Paulo- traz um duplo processo de experimentação na condução da narrativa.

A publicação, de 32 páginas, procura trabalhar com a cor e com suas diferentes possibilidades de tonalidade, como mostra o quadrinho acima.

Outra experimentação é na narrativa em si, escrita por Dalton Correa Soares e desenhada por Mathé e Olavo Costa.

A história -difícil de ser compreendida em alguns momentos- mescla seqüências do protagonista, o artista Diego, com esboços do que se passa na trama.

Parte dos esboços é incorporada à narrativa nas páginas seguintes.

A obra é construída nesse vai-e-vem visual, que mostra um "serviço" que Diego tem de fazer.

"Câncer" é a primeira publicação especial do selo "O Contínuo Quadrinhos".

O selo é mantido pelo mesmo grupo da revista independente "O Contínuo", editada desde 2005. A obra foi feita em parceria com a Núcleo Base Produções Artísticas.

Há uma prévia da revista no blog do grupo "O Contínuo". Clique aqui para acessar.

Serviço - Lançamento da revista independente "Câncer". Quando: terça-feira, 20.05. Horário: a partir das 19h30. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, 142, no centro de São Paulo. Quanto: R$ 6,90. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 18h34
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18.05.08

Luluzinha consolida nova carreira editorial no Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

Coleção com primeiras histórias da personagem chega ao sexto volume, lançado neste mês

 

 

 

 

 

 

 

Luluzinha ganhou uma nova chance no Brasil em 2006, quando foi publicado o primeiro álbum com histórias clássicas da personagem.

O formato maior e o preço, na faixa dos R$ 20, serviam de convite a um público adulto.

A aposta, vê-se hoje com mais precisão, funcionou. E já forma uma coleção.

Começou a ser vendido neste mês o sexto álbum da coleção, publicada em preto-e-branco.

"Luluzinha – Uma Dupla do Barulho" (Devir, R$ 23, 104 págs.), a exemplo das edições anteriores, traz as primeiras travessuras feitas por ela e pelo amigo Bolinha.

As nove histórias curtas do álbum foram publicadas nos Estados Unidos na revista "Four Color", entre maio e agosto de 1947.

Todas trazem a marca registrada da série: a ingenuidade nas situações vividas por Lulu e Bolinha. A graça vem exatamente daí.

Ter seis números –e outros programados- dá à personagem uma espécie de segunda chance no país.

Por décadas, Luluzinha fez parte do universo infantil de muitos adultos de hoje.

Ela começou a ser publicada no Brasil na década de 1950 pela editora da extinta revista "Cruzeiro". A personagem migrou depois da para a Abril. A revista durou até os anos 1990.

Nos Estados Unidos, ocorreu processo semelhante.

Luluzinha foi criada em 1935 por Marjorie Henderson Bell, autora que costumava assinar os trabalhos apenas como Marge.

Mas foi na metade da década seguinte que a personagem se firmou. E com outro autor.

John Stanley –autor das histórias deste sexto álbum- ficou encarregado da produção das histórias em quadrinhos para a revista de Luluzinha.

Foi ele –e não Marge- que ajudou na popularização da menina de vestido vermelho.

A publicação durou até 1984.

Voltou a ser editada anos depois, na forma de álbum, pela editora Dark Horse.

É esse o material que a Devir usa no Brasil.

O escritor de quadrinhos Harvey Pekar diz, na contracapa da obra, que Luluzinha "é um dos personagens mais subestimados da história".

A popularidade dela, muitas vezes guardada apenas na memória, contradiz essa frase.

A longevidade desta nova versão editorial da personagem, tanto nos Estados Unidos quanto aqui no Brasil, também sugere o contrário.

Luluzinha é popular. E continua sendo, principalmente depois de reencontrar seu verdadeiro público: o adulto de hoje, que esconde a criança leitora de quadrinhos de ontem.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 22h07
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Salão de humor usa desenhos para estimular doação de órgãos

É possível usar o humor para discutir assuntos delicados, como a doação de órgãos?

É. Pelo menos na visão dos organizadores do 1º Salão Nacional de Humor sobre Doação de Órgãos, realizado em Indaiatuba, no interior de São Paulo.

As inscrições vão até o dia 30 de junho (veja aqui como se inscrever).

A abertura do salão e da exposição dos trabalhos será no dia 12 de julho.

Há quatro categorias: charge, cartum, caricatura e quadrinhos.

Cada um dos primeiros colocados ganha R$ 2 mil.

Os segundos recebem R$ 1 mil, e os terceiros, R$ 500.

O evento é promovido pela Gabriel, entidade que incentiva a doação de órgãos, e tem apoio da Editora Virgo e do EMT Estúdio.

                                                                     ***

Outro salão de humor que está com inscrições abertas é o de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, que está 21ª edição.

Também há quatro categorias: charge, cartum, caricatura e história em quadrinhos.

Os primeiros colocados recebem R$ 2,5 mil reais cada um. Os segundos, R$ 1,5 mil.

Há ainda dois prêmios, ambos de R$ 1,5 mil, para o melhor trabalho de desenhista da cidade e sobre o tema "Desmatamento da Amazônia".

O prazo para envio dos trabalhos vai até 9 de junho. A abertura será no dia 3 de julho.

O Salão de Humor de Volta Redonda é primovido pela Secretaria de Cultura da cidade.

Veja neste link mais informações sobre como participar.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h07
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16.05.08

Panini lança (de verdade) Tiras Clássicas da Turma da Mônica

 

 

 

 

 

Segundo volume da coleção tinha sido anunciado em abril, mas foi publicado no início deste mês

 

 

 

 

 

Dois meses depois de veicular em uma de suas revistas que o segundo volume de "As Tiras Clássicas da Turma da Mônica" "já está à venda", a Panini finalmente lança a obra (132 págs., R$ 19,80).

Entre o anúncio –noticiado por este blog em 8 de março (link)- e a efetiva publicação, não houve por parte da editora uma nota explicando ao leitor o motivo do atraso.

Nem por que divulgou que a obra estava à venda quando, de fato, não estava.

O álbum –que traz nos créditos finais data de fevereiro- compila tiras da Turma da Mônica publicadas na metade da década de 1960.

Apesar de Mônica intitular a edição, ela ainda não era, na época, a grande estrela dos personagens criados por Mauricio de Sousa.

A maior parte das tiras era centrada em Cebolinha.

É exatamente essa a curiosidade e a importância da obra.

É ver como se moldaram as criações de Mauricio de Sousa ao longo dos anos.

A leitura em seqüência sugere uma evolução, hoje percebida graças ao distanciamento histórico.

As figuras mais populares, como Cebolinha, Cascão e Mônica, já tinham conquistado espaço.

A diversão é ver como começaram a ganhar, tira após tira, uma forma mais próxima à como são desenhados hoje.

Outros personagens, coadjuvantes à época, ficaram restritos aos registros de então.

Depois, foram abandonados ou tiveram participações esporádicas aqui e ali.

Desde aquela época, o desenhista e empresário parecia tatear novas criações a cada tira.

A edição é histórica, não no sentido de ser apenas um produto voltado ao colecionador.

É histórica no sentido lato do termo.

Mostra como se deu a construção dos personagens que Mauricio de Sousa soube tornar populares nos anos seguintes, num mercado difícil de ser trilhado.

Essa experiência constitui um capítulo obrigatório na trajetória do quadrinho brasileiro.

O senão –e é de lamentar que exista esse senão- é o atraso no lançamento, anunciado e estampado numa das revistas há dois meses, mas não cumprido.

O mesmo problema já tinha ocorrido com o primeiro volume, também lançado com atraso no segundo semestre do ano passado.

Foi um erro não corrigido pela equipe. E que se configurou num segundo erro.

As falhas acabam por tirar as luzes da qualidade da obra e da importância dela, características que deveriam ser o único tema a ocupar as letras desta resenha.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 18h24
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Quadrinhofilia e Quadrinhópole têm lançamento em São Paulo

Há algumas semelhanças entre "Quadrinhofilia" e "Quadrinhópole", além dos nomes.

Ambas são feitas por quadrinistas de Curitiba, cidade onde as obras foram lançadas no começo de abril (leia mais aqui e aqui).

Agora, outra coincidência: os autores se reúnem para um lançamento conjunto em São Paulo.

O lançamento duplo será neste sábado, a partir das 19h30.

"Quadrinhofilia" (HQM, 96 págs., R$ 29,90) reúne 14 histórias feitas por José Aguiar em diferentes momentos da carreira.

Os enredos passeiam por diferentes gêneros, do humor ao autobiográfico.

O estilo do desenhista -propenso à experimentação- acompanha essa variação genérica.

A obra faz parte de um grupo de lançamentos nacionais da HQM, em filão que a editora passou a investir neste ano (leia mais aqui).

 

 

Este sexto número da independente "Quadrinhópole" (32 págs., R$ 3) é todo pautado pela história "Insanidade", escrita por Juliano DFS e Leonardo Melo, também o editor da revista.

A trama inicia com a internação de Leonard Nicholson, internado pela família num hospital psiquiátrico. Detalhe: sem saber por quê.

A história se desenrola na tensão do protagonista na busca por respostas.

As quatro partes de "Insanidade", cada uma desenhada por um artista diferente, trazem algumas referências a filmes conhecidos e surpresas ao leitor.

Leia neste link a resenha da trama. E aqui a de "Quadrinhofilia".

                                                                    ***

Serviço - Lançamento de "Quadrinhópole" e "Quadrinhofilia". Quando: sábado, 17.05. Horário: a partir das 19h30. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, 142, em São Paulo.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 17h07
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15.05.08

Centenário da imigração japonesa pauta troféu do HQMix

Os cem anos da imigração japonesa no Brasil, comemorados neste ano, serviram de base para a escolha do troféu do próximo HQMix, principal premiação de quadrinhos do país.

A cada ano, os organizadores selecionam um personagem para ser representado na estatueta entregue aos vencedores.

Nesta 20ª edição do HQMix, o escolhido foi um samurai, desenhado por Cláudio Seto.

Seto é um dos pioneiros do mangá brasileiro.

Ele criou revistas em quadrinhos para a extinta editora Edrel, de São Paulo, entre o fim da década de 1960 e o início da seguinte.

É dessa fase a revista "O Samurai", com histórias voltadas ao público adulto.

Seto também trabalhou nas publicações "Ninja, o Samurai Mágico" e "Maria Erótica", personagem que levou, depois, para a Grafipar, de Curitiba, editora também extinta.

O desenhista já foi homenageado em outras edições do HQMix.

No ano passado, recebeu o título de Cidadão Honorário de Curitiba, onde mora.

O personagem homenageado na última edição do HQMix foi o caubói Kactus Kid, criação de Renato Canini (veja aqui e aqui).

                                                                   ***

O Troféu HQMix deste ano vai ser realizado no dia 23 de julho.

Como nas últimas edições, a cerimônia será no Sesc Pompéia, em São Paulo, e vai ter a apresentação de Serginho Groisman, da TV Globo.

A votação é feita por cerca de 1.200 profissionais da área de quadrinhos.

Segundo a comissão organizadora, a escolha dos indicados em cada uma das categorias e a votação serão feitas ainda este mês.

O HQMix é organizado pela ACB (Associação dos Cartunistas do Brasil) e pelo Imag (Instituto Memorial das Artes Gráficas do Brasil).

A presidente desta 20ª edição do prêmio será a professora e pesquisadora Sônia Bibe Luyten.

Veja neste link os vencedores do HQMix do ano passado. E aqui como foi o evento.

Crédito: a imagem desta postagem foi veiculada no site HQManiacs, no ano passado (link).

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 17h39
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