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30.06.08
Livros de bolso trazem tiras de personagens da Turma da Mônica
Em cada editora por onde passou (leia-se Abril e Globo), Mauricio de Sousa lançou livros de bolso com coletâneas de tiras de seus personagens.
O empresário e desenhista seguiu essa tradição na Panini, editora que publica a Turma da Mônica desde janeiro do ano passado.
A nova encarnação da coleção "As Melhores Tiras" traz cinco livros, todos produzidos em formato de bolso (ou "pocket", como se chama no mercado).
Mônica, Cebolinha, Chico Bento, Bidu e Penadinho protagonizam as obras (132 págs., R$ 9,90 cada uma).
Os livros começam a ser vendidos nesta semana.
Mas já podem ser encontradas em lojas especializadas em quadrinhos de São Paulo.
Há dois pontos de vista que devem ser destacados nessa nova safra de coletâneas: um é o mercadológico e outro, o conteúdo.
É sempre bem-vinda uma coletânea de tiras dos Estúdios Mauricio de Sousa.
Ele e sua equipe têm o mérito de criar uma das mais duradouras tiras nacionais.
No ano que vem, as criações de Mauricio de Sousa completam jubileu de ouro.
A primeira tira, de Bidu, é de 1959.
Foi publicada na "Folha da Manhã", hoje "Folha de S.Paulo".
Além do mérito histórico, que já justificaria uma coletânea, há que se reconhecer a qualidade das tiras, melhores que as produzidas atualmente.
Elas obedecem à estrutura clássica da tira: personagens fixos e uma piada no final.
Simples, diretas, bem-feitas.
As de Bidu, em especial, trabalham muito bem o elemento metalingüístico.
Os livros de bolso não dizem a data de publicação das tiras, o que seguramente enriqueceria o teor histórico das obras.
Há apenas uma pequena frase no canto esquerdo de cada uma das capas, registrando que se trata de "histórias clássicas publicadas em jornais".
A leitura mostra que não se trata das primeiras tiras, produzidas na primeira metade dos anos 1960.
O traço dos personagens é mais moderno.
Mas também não são as mais recentes.
Chico Bento é um bom exemplo.
O personagem não fala de modo caipira, como ocorre hoje em suas tiras e histórias em quadrinhos (e alvo de críticas de professores mal-informados).
A fala dele, nas tiras do livro, é mais próxima da variante culta da língua.
No máximo, lêem-se termos como "carça", "que bão" ou "´fessora".
Mas todos devidamente marcados com aspas ou negritos.
O lado mercadológico das cinco obras é elas sugerem ser uma resposta à linha de "pockets" da L&PM.
A editora gaúcha também tem publicado coletâneas de tiras nacionais.
A Panini publica as obras no mesmo formato.
A leitura das tiras -duas por página e lidas de baixo para cima, com o livro virado- também é idêntica à das publicações da L&PM.
A multinacional Panini tem dado sinais claros de que quer disputar mercado em todas as frentes de venda de quadrinhos.
Já domina as bancas, com linhas infantis, de super-heróis e mangás.
Passou a investir em livrarias no começo ano passado.
Faltava o flanco dos "pockets", ainda dominados pela L&PM. Não falta mais.
Restam apenas as áreas de livros sobre quadrinhos e de produção de álbuns nacionais.
Categoria: RESENHAS
Escrito por PAULO RAMOS às 14h08
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29.06.08
Quais são os desenhistas que renovam o quadrinho nacional?

Auto-retrato do desenhista Rafael Grampá na capa da edição deste domingo da "Revista O Globo"
A pergunta que intitula esta postagem foi feita na reportagem de capa da "Revista O Globo", publicada na edição deste domingo do jornal carioca.
A matéria, assinada pela jornalista Fátima Sá, parte da premissa de que "uma safra de jovens desenhistas vem renovando as histórias em quadrinhos de norte a sul do país".
A reportagem especial elenca oito autores:
- Rafael Grampá (autor do álbum inédito "Mesmo Delivery")
- Rafael Coutinho (filho de Laerte e autor de uma das histórias de "Irmãos Grimm em Quadrinhos", da Desiderata)
- Gabriel Bá (criador de "10 Pãezinhos")
- Fabio Moon (criador de "10 Pãezinhos")
- Shiko (que criou "Blue Note")
- Jozz (fez o álbum "Circo de Lucca", lançado pela Devir)
- Fabio Lyra (publica no mês que vem, pela Desiderata, o álbum "Menina Infinito")
- Gabriel Goes (desenhista da adaptação de "Beijo no Asfalto", de Nelson Rodrigues)
A seleção dos autores foi feita por Telio Navega, editor do blog "Gibizada".
Navega -que também trabalha no jornal- fez a diagramação das sete páginas da reportagem.
***
Um detalhe que merece registro é que a matéria é mais um exemplo de que a mídia impressa começa a ver a produção de quadrinhos de um modo diferente, com mais seriedade.
Essa tendência começou a ser percebida com mais nitidez no ano passado.
Muito disso se deve à ida dos quadrinhos às livrarias, espaço que goza de uma autoridade intelectual junto aos chamados "formadores de opinião".
Do rótulo de serem mera leitura de criança e, por esse raciocínio, superficiais, os quadrinhos passam hoje a ser observados pela mídia como um produto ora literário, ora pop.
É essa a visão que os olhos jornalísticos filtram aos leitores.
Trata-se de uma mudança de discurso sobre a área de quadrinhos, que deve ser observada com atenção.
***
Este blog abordou essa tendência de mudança de discurso da mídia impressa em agosto do ano passado.
Leia neste link.
***
Errata: Telio Navega, autor da lista, me corrige. Ele diz que a seleção é composta de seis desenhistas, e não oito, como escrevo acima.
Gabriel Bá e Fabio Moon não integram a relação. Os dois aparecem no texto da reportagem especial, mas, segundo Telio, apenas como entrevistados.
Categoria: NA MÍDIA
Escrito por PAULO RAMOS às 11h54
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28.06.08
Leão Negro em dose dupla

Editora HQM lança dois álbuns da série: um traz história inédita; outro, material já publicado no Brasil
Há duas formas de acompanhar as histórias de Leão Negro.
Uma é com a releitura das primeiras aventuras, publicadas no jornal "O Globo" nos anos 1980. A outra é lendo material inédito.
As duas formas de leitura podem ser encontradas nas lojas especializadas em quadrinhos.
A editora HQM, que publica a série brasileira, optou por mesclar álbuns inéditos com outros, apenas com histórias novas.
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Uma dessas novas tramas foi lançada nesta semana.
"Leão Negro 2 - O Medo da Solidão" (52 págs., R$ 19,90) continua a trama iniciada no álbum anterior, "Pepah", publicado em abril (leia resenha aqui).
O álbum é protagonizado por Kasdhan, filho de Othan, o Leão Negro que dá título à série (uma espécie de Conan, o Bárbaro, vivida por leões e ambientada numa fictícia e selvagem Idade Média).
A história mostra um renascimento do personagem, tão violento e agressivo quanto o pai. Kasdhan se afasta da meia-irmã Pepah e decide regressar ao castelo onde morou.
A aventura é escrita por Cynthia Carvalho e desenhada por Danusko Campos.
***
Cynthia Carvalho é uma das criadoras da série. As primeiras histórias foram produzidas por ela e por Ofeliano de Almeida.
Duas dessas aventuras -"Na Ilha de Gardo" e "No Mundo Subterrâneio"- foram adaptadas em "Leão Negro, Série Origens - Gardo" (52 págs., R$ 19,90).
O álbum mostra o início das aventuras de Othan. O guerreiro ajuda uma militar, Tchí, a resgatar soldados mantidos escravos. Entre uma briga e outra, apaixonam-se.
A obra traz ainda uma terceira história, "Magala", lançada na revista "Heavy Metal Brasil".
"Magala" pode ser lida também no site dedicado ao personagem (link).
***
A HQM prepara outros álbuns de Leão Negro. Há mais três da série original e pelo menos mais um com material inédito.
Em entrevista ao blog "Gibizada", no início do mês, Cynthia Carvalho disse que não pretende focar as novas histórias apenas em Othan.
O álbum "O Medo da Solidão", protagonizado pelo filho dele, é um sinal disso.
"Ao contrário de muitos personagens, Othan não será eterno. Ele vai envelhecer e morrer", disse ela ao "Gibizada", que é editado por Telio Navega.
"O leão negro não é mais apenas um. Os filhotes dele terão sua vez e, depois, os netos. Já tenho histórias até com os bisnetos."
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 17h38
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Defesa de deputado federal inclui história em quadrinhos
Merece registro esta matéria, noticiada na edição de hoje do "Jornal do Brasil".
O material de defesa do deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), entregue ontem ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, inclui uma história em quadrinhos.
O deputado, mais conhecido como o Paulinho da Força Sindical, é um dos personagens.
Segundo reporta o jornal, ele e a esposa, Elza de Fátima Pereira, explicam na história por que foi criada a ONG Meu Guri. A ONG é presidida por Elza.
"Elza e Paulinho perceberam que para muitas crianças e adolescentes o mundo estava sem cor e sem referências. Eles precisavam ajudar a mudar essa situação", diz um trecho da história em quadrinhos, de acordo com o JB.
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Paulo Pereira da Silva é acusado de falta de decoro parlamentar.
Ele é suspeito de estra ligado a suposto desvio de verbas do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a eventual favorecimento da ONG Meu Guri.
A denúncia partiu de operação feita pela Polícia Federal há quase um mês.
A defesa escrita do deputado argumenta, segundo o JB, que o caso é baseado em "recortes de jornal, sem nenhuma prova concreta".
A história em quadrinhos foi incluída nos anexos do relatório.
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Nota: agradeço ao leitor Emerson Magalhães por me avisar sobre a matéria.
Categoria: NA MÍDIA
Escrito por PAULO RAMOS às 17h16
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27.06.08
Propagandas que deveriam veicular
Recebi por e-mail sob o título "propagandas que deveriam veicular".
Havia uma série de montagens.
Esta chamou a atenção por estar relacionada a quadrinhos.
O resultado ficou bem divertido.

Categoria: NA MÍDIA
Escrito por PAULO RAMOS às 23h26
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Fnac promove concurso de quadrinhos

A livraria Fnac criou um concurso para revelar novos talentos na área de quadrinhos.
Os três primeiros colocados terão os trabalhos publicados.
O álbum do vencedor sairá pela editora Devir.
O ganhador também receberá equipamentos de computação e um prêmio de R$ 5 mil.
E terá um padrinho. Ou melhor, dois.
Nesta primeira edição do prêmio, a função ficará a cargo dos desenhistas Gabriel Bá e Fábio Moon, criadores das histórias dos "10 Pãezinhos".
O segundo e terceiro lugares também serão premiados com material de informática e receberão R$ 3 mil e R$ 1,5 mil, respectivamente.
Os trabalhos deles serão publicados pela editora Pixel.
Podem participar estudantes dos dos ensinos médio e superior.
A idade mínina exigida é 16 anos.
O tema da história em quadrinhos é "infinita diversidade em infinitas combinações".
É uma alusão à filosofia vulcana, da qual pertence o senhor Spock, da série de TV "Jornada nas Estrelas".
As incrições começam no dia 1º de julho e vão até 30 de agosto.
As regras e as inscrições poderão ser feitas no site do concurso. Para acessar, clique aqui.
***
Este é o segundo concurso de quadrinhos criado nesta virada de semestre.
Outro, de tiras cômicas, é promovido pelo jornal "O Estado de S. Paulo".
Leia mais sobre o "Concurso de Tirinhas" neste link.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 23h13
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26.06.08
Fim da sociedade: editora Pixel agora é toda da Ediouro
A empresa Futuro Comunicação deixou de ser sócia da Pixel, editora de quadrinhos que mantinha em parceria com a Ediouro.
A Futuro vendeu a parte dela da parceria -equivalente a 20% da editora- para a Ediouro, que passa a ser a única proprietária da Pixel.
O fim da sociedade foi confirmado no começo da noite desta quinta-feira por André Forastieri, dono da Futuro Comunicação.
Ele não dá muitos detalhes sobre a decisão.
Diz apenas que foi pautada em "questões comercias e pessoais".
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Segundo ele, a negociação foi formalizada há um mês e a saída foi amigável.
"Desejo o melhor para a Pixel e para todos os que estão lá", disse, por telefone.
"Tenho tanto orgulho do que fiz na Pixel quanto na Conrad [ele foi um dos sócios da editora]. Fui um dos que construíram tudo o que foi feito."
Forastieri diz que prepara uma nota para dar uma satisfação ao leitor da Pixel.
Ele ainda prepara o texto, mas adianta que o conteúdo não será nada "bombástico".
***
A sociedade entre a Futuro Comunicação e a Ediouro começou no início de 2006.
Foi firmada após a saída de Forastieri da Conrad e da tentativa da Ediouro de lançar revistas em quadrinhos nas bancas, vista um ano antes.
De início, a Pixel pautou os lançamentos em material europeu (o principal destaque era "Corto Maltese") e álbuns norte-americanos, ambos voltados ao leitor adulto.
Ainda no fim de 2006, negociou os direitos de publicação da DC Comics, uma das principais dos Estados Unidos. A DC publica personages como Super-Homem e Batman.
Não houve acordo e os super-heróis da DC continuaram sendo publicados no Brasil pela multinacional Panini.
***
Mas houve um fruto da negociação com a editora norte-americana.
A Pixel conseguiu fechar acordo para editar material adulto da DC, publicado nos selos Vertigo, ABC e Wildstorm.
Entre os títulos da Vertigo, está a popular série "Sandman", de Neil Gaiman.
A publicação desse material começou no primeiro trimestre do ano passado.
E se tornou o carro-chefe da editora, tanto em bancas quanto em livrarias.
***
No segundo semestre de 2007, ocorreram algumas mudanças nos bastidores da Pixel.
O editor-chefe Odair Braz Junior saiu da empresa. O cargo passou a ser ocupado por Cassius Medauar, que permanece até hoje na editora.
Pouco depois, André Forastieri se afastou do dia-a-dia das decisões da Pixel.
O ritmo de lançamentos teve uma reduzida no fim de 2007. Mas foi retomado neste ano.
Agora em junho, a editora vai lançar sete títulos, seis deles com material da DC.
No mês passado, lançou uma segunda revista mensal, "Pixel Fábulas".
***
A Ediouro tem demonstrado um claro interesse comercial na área de quadrinhos.
Nos últimos dois anos e meio, a empresa tem procurado firmar parcerias ou comprar editoras que publicam quadrinhos.
Em 2006, tornou-se parceira na criação da Pixel.
No ano seguinte, começou a lançar adaptações literárias pelo selo Agir, do qual também é dona. Um dos álbuns produzidos foi "O Alienista", dos irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon.
Na virada do ano, a Ediouro comprou a Desiderata, do Rio de Janeiro, editora que fez fama com a publicação de antologias do jornal alternativo "Pasquim".
A Desiderata também iniciava um catálogo de álbuns de quadrinhos nacionais.
Agora, detém cem por cento da Pixel.
***
A Ediouro está de olho também na Conrad, editora de que não esconde ter interesse há um bom tempo.
As duas partes confirmaram ao blog, na semana passada, que já houve dois encontros para discutir o assunto.
Mas disseram que não haviam fechado nenhum acordo.
Leia mais sobre a negociação entre Conrad e Ediouro aqui.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 19h36
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25.06.08
Local mostra histórias no interior dos Estados Unidos

Álbum começou a ser vendido neste mês e traz os seis primeiros capítulos da série
Quando se pensa num país, a tendência é que se ponham luzes nas principais cidades.
O escritor norte-americano Brian Wood ajusta a mira do holofote narrativo em outro ponto.
Ou melhor: outros pontos.
Ele ilumina as pequenas cidades dos Estados Unidos. E as histórias locais que elas podem proporcionar. Não é por acaso que chamou a série de "Local".
As primeiras seis histórias foram reunidas num álbum, "Local - Ponto de Partida", lançado este mês no Brasil (Devir, 200 págs., R$ 32).
***
A série mostra a migração da jovem Megan McKeenan (mostrada na capa do álbum) por seis cidades dos Estados Unidos.
O motivo da peregrinação é um problema de relacionamento, mostrado na primeira história, ambientada em Portland. Mochila nas costas, ela ruma a Minneapolis, sua segunda parada.
Encerra este primeiro álbum em Park Slope.
Em cada uma das paradas, enfrenta as dificuldades de uma nova vida. E tem um desses momentos relatados em cada uma das histórias.
Megan funciona como uma espécie de guia turístico do leitor, o ponto focal dele na narrativa.
***
Os dramas fictícios vividos por ela variam muito.
Há desde situações mais leves e românticas a momentos tensos, como quando é feita refém durante uma discussão entre dois irmãos (uma das melhores do álbum).
São relatos simples, uns mais interessantes, outros menos.
Mas todos narrativamente bem conduzidos por Brian Wood, mais conhecido do leitor brasileiro por ser o escritor da série "DMZ, publicada na revista "Pixel Magazine".
***
O primeiro relato sobre Megan, em especial, traz uma curiosidade para quem aprecia o uso inovador da linguagem dos quadrinhos.
Para marcar um momento de tensão da protagonista, o desenhista Ryan Kelly dá um close em seu rosto num quadrinho.
No quadro seguinte, elimina todo o cenário de fundo, mantendo apenas a face de Megan, com a mesma expressão e posição.
Há uma explicação para isso. Mas cabe à história revelar a quem a lê.
***
"Local", que teve mais seis histórias publicadas nos Estados Unidos, é potencialmente mais interessante ao leitor norte-americano do que ao brasileiro.
A descoberta do interior estadunidense dialoga melhor com vive no país.
Para nós, seria mais empático acompanhar uma peregrinação do Oiapoque, no Amapá, ao Chuí, no Rio Grande do Sul.
Mas isso não compromete a leitura, nem tira o mérito do roteiro de Brian Wood.
É um autor que começa a ter mais trabalhos publicados no Brasil. E a ser descoberto.
Como ocorre com as cidades do interior estadunidense que ele retrata em "Local".
Categoria: RESENHAS
Escrito por PAULO RAMOS às 22h35
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24.06.08
Spacca prepara adaptação do romance Jubiabá, de Jorge Amado

Álbum será publicado pela Companhia das Letras e tem lançamento programado para o fim do ano
O desenhista Spacca participa nesta quarta-feira à noite, em São Paulo, de uma mesa sobre adaptações literárias em quadrinhos.
O debate vai ser no Ilustra Brasil!, principal evento da área de ilustração no país.
A presença de Spacca, num primeiro momento, poderia causar estranheza.
Os últimos trabalhos dele em quadrinhos foram voltados a biografias de personalidades históricas, e não a adaptações literárias.
Mas é o novo projeto dele que justifica a participação no debate.
O desenhista prepara uma versão em quadrinhos do romance "Jubiabá", de Jorge Amado.
O álbum -ainda em produção- será publicado pela Companhia das Letras.
O lançamento está programado para o fim do ano.

Segundo Spacca, o convite para fazer a obra partiu da editora.
A Companhia das Letras participou no segundo semestre do ano passado de uma concorrência para publicar os livros de Jorge Amado (1912-2001).
Para engordar a oferta, a editora paulista ofereceu adaptações de quadrinhos.
Spacca, que já fez outros trabalhos na editora, foi chamado para dar uma cara à adaptação.
Inicialmente recusou. O motivo é que queria priorizar um álbum sobre a ligação do escritor Monteiro Lobato com o petróleo, obra também em produção.
Mas aceitou criar algumas páginas para compor a concorrência.
"Dias depois, eu falei para minha esposa que ia pegar [o projeto]", disse Spacca, por telefone. "Ela disse que sabia que eu não ia resistir."
Ajudou o fato de a Companhia das Letras ter ganhado a concorrência.
A obra sobre o criador do Sítio do Picapau Amarelo teve de ser adiada.
E teve início a pesquisa para o novo projeto.

O desenhista diz que vai manter a mesma estrutura da obra original, que leu quatro vezes para compor o roteiro. Para Spacca, "Jubiabá" resume bem a obra de Jorge Amado.
É na cidade de Salvador que se passa boa parte da história escrita em 1935, numa fase em que o Jorge Amado transpunha para o papel muito dos ideais comunistas.
O romance mostra a trajetória do negro malandro Antonio Balduíno, lutador de boxe e capoeirista, da infância à fase adulta.
E a transformação por que passa. Do desprezo aos trabalhadores a líder sindical grevista.
O pai-de-santo Jubiabá, que intitula o romance, acompanha esses dois momentos da vida de Balduíno.
"A expressão que sintetiza [o Balduíno] é que era alto como uma árvore e tinha a gargalhada mais clara da Bahia", diz o desenhista paulistano, que está com 44 anos.

Pelo fato de a história se passar em Salvador, Spacca teve de pesquisar muito sobre a cidade baiana.
Em especial sobre a Salvador das três primeiras décadas do século passado.
Em novembro, Spacca passou lá uma semana, viagem paga pela editora.
Foi apresentado à cidade pelo cartunista Cau Gomez e pelo quadrinista Antônio Cedraz, autor das tiras da Turma do Xaxado. Ambos moram em Salvador.
Passou pelo Pelourinho, pela Cidade Baixa. Fotografou, filmou. E observou.
"Quando você está lá, o projeto vai encontrando as peças naturalmente. Pode ser uma pessoa, uma parede, uma construção, um cachorro", diz o desenhista.
"Não é só informação -que eu posso pegar visualmente ou por meio de fotos. É encontrar as pessoas. A presença é mais forte."
Isso, diz, ajuda a tornar mais crítico o processo de construção do álbum.
Mas a presença não preenche todas as brechas.
A parte mais antiga de Salvador, como uma igreja que já foi demolida, teve de ser recuperada por meio de pesquisas em fotografias da época.
Usou também referências filmadas, como uma minissérie da Rede Globo baseada na obra de Jorge Amado.

Spacca diz não ter lido a outra adaptação em quadrinhos do romance, publicada décadas atrás pela extinta Editora Brasil-América na coleção "Edição Maravilhosa" (veja capa aqui).
Sua versão de "Jubiabá" terá 80 páginas, segundo o desenhista. São 10 a mais do que o projeto original. Foi ele quem pediu a ampliação para dar maior detalhamento.
Ele diz já ter 33 páginas prontas, ainda em preto-e-branco.
Tem de finalizar a obra nos próximos dois meses.
Depois, dedica mais um mês colorindo e outro finalizando.

O álbum será o quarto trabalho que Spacca vai lançar pela Companhia das Letras.
Ele publicou pela editora as biografias de Santos-Dumont -"Santô e os Pais da Aviação", de 2005- e de Jean-Baptiste Debret -"Debret em Viagem Histórica e Quadrinhesca ao Brasil", de 2006 (mais aqui e aqui).
No fim do ano passado, lançou em parceria com Lília Moritz Schwarcz o álbum "D. João Carioca - A Corte Portuguesa no Brasil (1808-1821)" (leia mais aqui).
E tem programada a obra sobre Monteiro Lobato, adiada para 2010.
"Eu decidi não fazer mais um álbum por ano. É muito desagastante. E eu gosto de amadurecer os desenhos", diz.
Isso, claro, se não for convidado a fazer outra adaptação de Jorge Amado, o que a editora não descarta.
"A gente gostaria de fazer mais duas", diz por telefone Thiago Nogueira, editor da Companhia das Letras.
"A gente só não bateu martelo nos títulos e nos quadrinistas."
***
Em tempo: o debate sobre "prós e contras das adaptações literárias para os quadrinhos" vai ser nesta quarta-feira, às 20h, no Senac Lapa-Scipião, em São Paulo (rua Scipião, 67).
Participam da mesa, além de Spacca, Eloar Guazzelli, Marcatti, Gabriel Bá e Fábio Moon.
Leia mais sobre esta quinta edição do Ilustra Brasil! neste link.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 17h54
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Uma tira que merece registro

Divertida essa idéia de Adão Iturrusgarai.
A tira cômica foi publicada na edição desta terça-feira da "Folha de S.Paulo".
Na semana passada, a "profissão estranha" era a de narrador de suruba.
Categoria: NA MÍDIA
Escrito por PAULO RAMOS às 14h03
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23.06.08
O Cabeleira faz roteiro de cinema na forma de quadrinhos

Álbum nacional inspirado no romance de Franklin Távora foi lançado neste mês pela editora Desiderata
O fim do ano passado sinalizava para um maior investimento editorial em álbuns nacionais. Parte deles de adaptações literárias. Outra parcela em histórias inéditas.
"O Cabeleira", lançado neste mês (Desiderata, 136 págs., R$ 39,90) fica na fronteira entre essas duas tendências.
Não é só uma adaptação literária.
É um exercício de roteiro de cinema na forma de quadrinhos.
A história surgiu em razão de um laboratório de roteiro, promovido pelo Sesc.
Leandro Assis e Hiroshi Maeda inscreveram uma primeira versão de "O Cabeleira".
Publicitário e engenheiro, respectivamente, os dois tinham em comum o interesse pelo cinema.
O roteiro foi sabatinado e remoldado. O resultado final não foi filmado. Foi vertido para a linguagem dos quadrinhos, no álbum lançado pela Desiderata.

A versão de Leandro Assis e Hiroshi Maeda mostra a trajetória do personagem central em dois momentos, na fase adulta e na infância dele (como mostrado no desenho acima).
A base do roteiro foi o romance de Franklin Távora (19842-1888).
O escritor cearense foi o primeiro a relatar em letras as histórias orais do Cabeleira, uma espécie de Lampião que percorreu Pernambuco no século 18. O livro é de 1876.
É do primeiro capítulo da obra o dito "Fecha a porta, gente / O Cabeleira aí vem / Matando mulheres / Meninos também".
José Gomes, nome do Cabeleira, fez fama por roubar e assustar os moradores da região. Nem igrejas e crianças poupava.
Nos saques e matanças, era acompanhado pelo pai, Joaquim Gomes, de quem herdou o tino pelo estilo de vida violento.

A "câmera" de Assis e Maeda foi o traço do carioca Allan Alex.
A escolha dele foi um dos acertos da editora Desiderata, que propôs o projeto aos dois.
O desenho de Alex soube captar os enquadramentos e, principalmente, os cortes cinematográficos da proposta original. E sem perder a necessária expressividade da obra.
Em vários momentos, cria-se a sensação de leitura de um storyboard, que serve de base para muitas filmagens cinematográficas.
É como se fosse um longa-metragem moldado em quadrinhos.

"O Cabeleira" é o segundo álbum nacional com histórias longas lançado pela Desiderata.
O primeiro -"A Boa Sorte de Solano Dominguez"- foi publicado em novembro do ano passado (mais aqui). O roteiro de Wander Antunes também se diferenciava nesse projeto.
Os dois trabalhos seguem a proposta da editora carioca de produzir álbuns nacionais.
Há pelo menos outros três em produção: "Mesmo Delivery", de Rafael Grampa, "Menina Infinito", de Fabio Lyra, e "Copacabana", de Odyr e de Sandro Lobo, editor de quadrinhos da Desiderata (leia mais aqui).
***
Ver obras bem produzidas como "O Cabeleira" leva ao questionamento, ainda sem uma resposta definitiva, de por que as editoras brasileiras não investiram antes nesse filão.
Já há exemplos concretos de que desponta um grupo de roteiristas e desenhistas capaz de criar boas histórias, uma das críticas que existiam até então.
Faltou coragem?
Então, que se reconheça, de público, a meritória coragem editorial da Desiderata e de poucas outras -entre elas a HQM- que têm investido e desbravado essa área.
***
Nota: A obra de Franklin Távora está em domínio público e pode ser lida na internet (aqui).
Categoria: RESENHAS
Escrito por PAULO RAMOS às 21h54
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Edital do PNBE para 2009 inclui histórias em quadrinhos
Pelo terceiro ano seguido, o governo federal tem interesse em incluir quadrinhos na lista de obras do PNBE (Programa Nacional Biblioteca na Escola).
O programa distribui de graça livros e histórias em quadrinhos a escolas dos ensinos fundamental e médio.
O edital deste ano foi lançado no dia 20 de maio.
As editoras interessadas em participar da triagem tiveram uma semana para cadastrar as obras e mais uma para entregar o material.
As inscrições terminaram no dia 2 deste mês, às 16h30.
***
O blog apurou que pelo menos três editoras que publicam quadrinhos -Devir, Conrad e Agir- enviaram obras para a seleção deste ano.
Duas delas encaminharam álbuns com adaptações literárias.
A Conrad indicou a leitura que Marcatti fez da "Relíquia", de Eça de Queirós (aqui e aqui).
A Agir apostou na versão de "O Alienista", de Machado de Assis, feita pelos irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon (mais aqui).
***
Encaminhar adaptações de romances casa com o teor do edital do governo.
A proposta do edital, de 14 páginas, é fazer seleção de "obras de literatura" para serem levadas às escolas.
O texto sugere que os quadrinhos sejam uma forma de literatura com imagens.
O acervo proposto inclui, além de quadrinhos, poemas, contos, crônicas, romances, memórias, biografias, ensaios e obras clássicas.
Em entrevista ao blog no ano passado, uma das coordenadoras do programa disse que o interesse nos quadrinhos está no apelo visual.
O formato -que alia palavras e imagens- é visto como uma forma mais atraente de estímulo à leitura, no ponto de vista do governo (mais aqui).
***
O resultado da triagem costuma ser divulgado no segundo semestre.
No ano passado, foram selecionadas oito obras em quadrinhos (veja a lista aqui).
Em 2006, o governo incluiu dez álbuns em quadrinhos (veja aqui).
O PNBE já trouxe pelo menos uma mudança no mercado.
As editoras passaram a investir no gênero literatura em quadrinhos, com claros olhos na lista do governo.
Neste ano, Agir, Escala, Companhia Editora Nacional e Companhia das Letras têm obras do gênero, ou lançadas ou em processo de produção.
***
Ter uma obra incluída na lista do PNBE significa venda de um número grande de exemplares.
O blog apurou que a tiragem de pelo menos um dos trabalhos incluídos na lista do ano passado foi de 32.116 unidades.
A tiragem média de um álbum é de 2 mil a 4 mil cópias.
O critério de seleção para a lista de 2009, segundo o edital, é baseado em três eixos: qualidade do texto, adequação temática e projeto gráfico.
No caso específico dos quadrinhos, vai preponderar também a "relação entre texto e imagem e o tratamento estético das narrativas visuais, adequadas aos jovens das séries finais do fundamental e do ensino médio".
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 13h59
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22.06.08
Livro de bolso reúne tiras de Wood & Stock

Obra com os personagens de Angeli começou a ser vendida neste mês e integra coleção de pockets da editora gaúcha L&PM
A dupla de hippies Wood e Stock, criada por Angeli, continua em pauta.
Tiras dos dois personagens foram reunidas num livro de bolso, lançado neste mês pela L&PM (104 págs., R$ 9,50).
A obra mostra tiras de diferentes momentos da dupla.
As histórias foram divididas por temas, ora com a dupla principal, ora com coadjuvantes.
Entre estes, estão Lady Jane e Overall, respectivamente esposa e filho de Wood.

Wood e Stock integram a trupe de personagens urbanos criados por Angeli.
Os dois são dois hippies que ficaram velhos, mas mativeram um pé nos costumes do passado. A maior parte das piadas deles gira em torno dessa temática.
Em 2006, os personagens ganharam mais projeção por causa da animação para os cinemas. A direção do longa foi de Otto Guerra (leia mais aqui).
"Wood & Stock - Sexo, Orégano e Rock´n Roll", nome do filme, ganhou diferentes prêmios, entre eles o troféu HQMix de melhor animação (mais aqui).

"Wood & Stock" é o quinto livro de bolso de Angeli lançado pela L&PM.
A editora gaúcha já publicou coletâneas de Rê Bordosa e Walter Ego.
Outros dois volumes -"Os Broncos Também Amam" (aqui) e "E Agora São Cinzas" (aqui)- traziam histórias da extinta revista "Chiclete com Banana".
"Wood & Stock" é a segunda obra com tiras nacionais que a L&PM lança neste mês.
A editora pôs à venda também o terceiro volume de "Striptiras", de Laerte.
Leia mais aqui.
Crédito: as duas tiras desta postagem são reproduções do site da editora L&PM.
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Escrito por PAULO RAMOS às 22h40
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Pixel lança encadernados das séries Authority e Planetary

Álbuns reúnem histórias já publicadas no Brasil pela editora Pixel em diferentes edições
A editora Pixel começou a vender nesta segunda metade do mês dois encadernados. Um com histórias da série Authority. Outro com Planetary.
As duas obras compilam material já publicado pela editora.
As reedições seguem a proposta da Pixel de relançar parte das histórias em versões encadernadas.
Essa prática foi definida após a Pixel adquirir, no começo de 2007, os direitos de publicação dos selos adultos da editora norte-americana DC Comics (leia mais aqui).
A DC Comics é a mesma editora de Super-Homem, Batman e Mulher-Maravilha.
Um dos selos adultos da DC, Wildstorm, é o que publica as séries Authority e Planetary.
***
"Planetary - Deixando o Século 20" (144 págs., R$ 37,90) reúne num volume só os números 13 a 18 da série norte-americana, escrita por Warren Ellis e desenhada por John Cassaday.
As histórias são as mesmas que foram publicadas na revista mensal "Pixel Magazine".
A série tem como ponto alto as referências a outras obras em quadrinhos e a elementos da cultura pop.
Mostra os integrantes de uma organização que tentam desvendar uma série de eventos secretos do século 20.
Cada nova descoberta é um novo elemento que se soma a uma trama maior.
***
"Authority - Terra Infernal e Outras Histórias" (180 págs., R$ 19,90) traz histórias que foram publicadas em especiais da Pixel, vendidos em bancas e lojas de quadrinhos.
A primeira parte do encadernado traz quatro histórias escritas por Mark Millar, um dos principais escritores da série.
Na metade final, há o conteúdo de um, escrito por Garth Ennis, criador da série Preacher.
O Authority é uma força global, com caráter supranacional, que atua em momentos de crise enfrentados pelo planeta.
Os integrantes do Authority protagonizam neste mês um outro lançamento da Pixel.
"Authority - Choque de Realidades" (76 págs., R$ 9,90) é o primeiro número -de um total de dois- que mostra a nova fase do grupo, escrita por Robbie Morrison.´
***
No mês passado, a Pixel relançou na forma encadernada o conteúdo de especiais das séries "100 Balas" e "Astro City".
Há um outro programado, com histórias de "Promethea", escritas por Alan Moore.
As narrrativas com a personagem foram publicadas em "Pixel Magazine".
Leia mais sobre o assunto neste link.
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Escrito por PAULO RAMOS às 13h24
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21.06.08
Abril começa a publicar números finais da coleção Carl Barks
Volume 37 da série em homenagem ao escritor e desenhista foi lançado nesta semana; ao todo, serão 41 números O ditado diz que tudo que é bom dura pouco. Mas, justiça seja feita, durou bastante a a coleção "O Melhor da Disney - As Obras Completas de Carl Barks". A fase final da série começou a ser vendida nesta semana (Abril, 180 págs., R$ 16,95). O que o leitor encontra nas bancas é o volume 37 da coleção. Outros quatro serão lançados nos próximos meses. O último, o de número 41, está programado para outubro. O volume final é uma edição extra. Inicialmente, a coleção teria 40 números. O primeiro foi lançado em abril de 2004. *** A edição que começou a ser vendida nesta semana traz 15 histórias, umas mais curtas, outras mais longas. O material foi publicado nos Estados Unidos em edições especiais. A maioria das aventuras já tinha saído no Brasil mais de uma vez. As primeiras 11 mostram o Pato Donald e seus sobrinhos, Huguinho, Zezinho e Luisinho. A maior parte das narrativas é do período que vai entre 1945 e 1949. Uma delas, de 1954, é inédita no Brasil, segundo a editora. As demais histórias são também da década de 1950. À exceção de uma, de 1945, que tem Mickey e Pateta como protagonistas. De acordo com a Abril, é a única com os dois personagens feita por Carl Barks (1901-2000). *** Barks foi, por décadas, uma espécie de "ghost writer" dos quadrinhos de Donald, Tio Patinhas e da maioria dos personagens da fictícia cidade de Patópolis. Ele desenhava, Disney levava a fama de ser o autor das histórias. Mas o traço de Barks tornou-se um estilo, seguido até hoje por outros desenhistas dos personagens. Isso rendeu a ele o apelido de o "homem dos patos". Só na década de 1970 é que foi descoberto por um grupo de fãs. Essa coleção da Abril é uma espécie de homenagem tardia ao trabalho dele, que ficou no anonimato por anos, inclusive no Brasil. *** A Abril faz planos de lançar outras coleções com histórias clássicas da Disney, a exemplo do que ocorreu com "O Melhor da Disney - As Obras Completas de Carl Barks". Leia mais sobre o assunto neste link.
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Escrito por PAULO RAMOS às 14h54
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20.06.08
Novo Tulípio tem participação de Ziraldo e Luis Fernando Verissimo
O escritor Luis Fernando Verissimo e o cartunista Ziraldo são os convidados do nova edição da revista "Tulípio".
O sétimo número começa a circular nesta sexta-feira à noite (capa ao lado).
"Circular" porque é distribuída de graça em bares de São Paulo e do Rio de Janeiro.
A cada edição, um escritor e um desenhista são convidados a participar da obra.
A idéia de criar o boêmio Tulípio partiu do redator publicitário Eduardo Rodrigues.
Ele freqüentava bares paulistanos e ficava imaginando situações cômicas.
Anotava os "insights" em guardanapos.
Foi a base do personagem.
Coube ao desenhista catarinense Paulo Stocker a tarefa de transformar em imagens as idéias de Rodrigues.
Cada cartum ocupa uma página da revista, feita em formato de bolso.
Como o mostrado ao lado, que integra este novo número.
Rodrigues e Stocker mantêm uma página com informações do personagem e sobre os pontos de distribuição da revista.
Para acessar, clique aqui.
O blog conversou com os autores sobre a criação do projeto durante o lançamento dos primeiros números.
Leia mais aqui e aqui.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 20h19
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19.06.08
Centenário da imigração japonesa pauta lançamentos de quadrinhos
Percebe-se pela leitura dos jornais e sites noticiosos que aumentou sensivelmente o volume de reportagens sobre o centenário da imigração japonesa, comemorado neste ano.
A pauta desta quinta-feira mostra a chegada do príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, a São Paulo. Ontem, ele visitou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília.
Esse burburinho já era esperado.
As editoras, inclusive as de quadrinhos, souberam antecipar esse clima oriental e prepararam para este mês uma série de lançamentos ligados ao tema.
Há desde obras infantis até produções nacionais, voltadas ao leitor adulto.
O nono número da revista "Saiba Mais! Turma da Mônica", da editora Panini, tem como tema a imigração japonesa.
A publicação usa versões nipônicas de Mônica e Cebolinha para recontar a chegada e a trajetória dos imigrantes no Brasil.
O flerte de Mauricio de Sousa com a data iniciou meses atrás.
Os estúdios dele desenvolveram duas "mascotes" japonesas para marcar o centenário.
O assunto ecoou na grande mídia.
Outra obra infantil sobre o centenário envolve a turma do Menino Maluquinho, de Ziraldo.
"Almanaque Maluquinho - O Japão dos Brasileiros" mostra as histórias de Sugiro, um descendente de japonesas.
Ele mostra a cultura de seu país aos personagens brasileiros.
A obra, publicada pela editora Globo, é vendida nas livrarias.
Para o leitor adulto, há dois álbuns e um livro, dois deles de autoria de Claudio Seto.
Seto é considerado um dos primeiros brasileiros a desenhar mangás no país.
"Samurai", um de seus primeiros trabalhos, vai ser reunido num álbum da Devir, como o blog tinha antecipado em maio (aqui).
As histórias são do fim da década de 1960 e do início da seguinte.
O álbum, de 128 páginas, estava previsto inicialmente para este mês.
Foi adiado devido a dificuldades na adaptação do material original.
Mas sai neste mês outra obra dele pela Devir.
Em "Lendas Trazidas pelos Imigrantes do Japão", Seto reúne diferentes histórias relatadas por imigrantes.
Não é um livro de quadrinhos. Mas conta com ilustrações feitas pelo veterano desenhista.
Seto inspira uma história de outro trabalho, este, sim, sobre quadrinhos.
É uma das histórias que compõem o número especial da "Front", da Via Lettera.
O tema é o centenário da imigração.
A "Front" é conhecida por agregar histórias de diferentes escritores e desenhistas.
Nesta primeira edição especial, participam 30 autores. Um deles é o veterano desenhista Júlio Shimamoto.
A publicação tem sido uma experiências mais bem-sucedidas e duradouras do quadrinho nacional.
Já foram publicados 19 números. O último saiu no início deste ano (aqui).
O lançamento da "Front Especial" é nesta sexta-feira à noite, às 20h, em São Paulo.
Vai ser na HQMix Livraria, que fica na Praça Roosevelt, 142, no centro da cidade.
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Escrito por PAULO RAMOS às 17h34
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Gabriel Bá é indicado em mais um prêmio de quadrinhos dos EUA
O paulista Gabriel Bá foi indicado na categoria "melhor desenhista" no Harvey Awards, um dos principais prêmios de quadrinhos dos Estados Unidos.
Bá foi selecionado pelo trabalho feito na revista "The Umbrella Academy", escrita por Gerard Way, cantor da banda "My Chemical Romance".
"The Umbrella Academy", inédita no Brasil, foi indicada também nas categorias "melhor série" e "melhor nova série".
O desenhista disputa com John Cassaday, Guy Davis, Frank Quitely e William Van Horn.
A lista dos indicados nas 21 categorias do Harvey Awards foi divulgada ontem.
A seleção e a premiação são feitas por profissionais da indústria norte-americana de quadrinhos. Os vencedores serão divulgados no dia 27 de setembro.
***
Este é o segundo prêmio de quadrinhos dos Estados Unidos disputado por Bá neste ano.
Ele e o irmão gêmeo, Fábio Moon, foram indicados em três categorias do Eisner Awards, espécie de Oscar da indústria de quadrinhos norte-americana.
Os dois concorrem com a produção independente "5", já lançada no Brasil no ano passado (leia mais aqui).
A obra disputa na categoria "melhor antologia".
A revista foi feita em parceria com outros três desenhistas: a norte-americana Becky Cloonan, o grego Vasilis Lolos e o brasileiro Rafael Grampá.
Bá concorre também na categoria "melhor minissérie", novamente pelo trabalho em "The Umbrella Academy".
E Moon pelos desenhos feitos em "Sugarshock!", escrita por Joss Whedon (leia aqui).
A história concorre como "melhor quadrinho digital".
***
Pelas bandas de cá, a dupla soma quatro indicações no Troféu HQMix, o principal do país na área de quadrinhos.
Foram indicados nas categorias "desenhista nacional", "publicação independente especial" ("5"), "edição especial nacional" ("O Alienista") e roteirista nacional (Fábio Moon).
Na última edição do prêmio, a dupla venceu em quatro categorias ( mais aqui).
A entrega do HQMix deste ano está marcada para o dia 23 de julho, em São Paulo.
Veja aqui os indicados à 20ª edição do prêmio.
E clique neste link para ler mais sobre a trajetória de Bá e Moon.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 10h11
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18.06.08
Blog faz jam session de cartuns de humor
"Jam Session".
O nome do blog já dá uma idéia da proposta da página virtual, coordenada pelo desenhista Flávio de Almeida.
A cada 15 dias, ele lança um tema e diferentes desenhistas produzem cartuns sobre o assunto.
O primeiro é "Palhaço".
Foi o tema que pautou o cartum ao lado, de Laudo Ferreira Junior, um dos participantes.
(O desenho é reproduzido com autorização do autor)
Há outros cartuns no blog. Acesse aqui.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 20h13
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Livro traz curiosidades sobre o seriado Agente 86

Obra escrita pelo jornalista Odair Braz Junior tem lançamento nesta quarta-feira à noite, em São Paulo
Você acreditaria que esta postagem sobre um seriado exibido há 40 anos foi colocada num blog sobre quadrinhos porque há um gancho, mesmo que tangencial, ligado à área de HQ?
Não acredita? Desculpe por isso, leitor. Há um gancho, sim.
É que uso aqui o velho truque de reproduzir bordões famosos do Agente 86 para introduzir uma matéria sobre um livro com curiosidades da série de TV, escrito por um ex-editor de quadrinhos.
"Agente 86 - O Velho Truque do Livro Cheio de Curiosidades" (Panda Books, 192 págs., R$ 32,90) é o resultado de cinco meses de pesquisa feita pelo jornalista Odair Braz Junior.
"Me internei em casa por uns cinco meses e, à noite, quando voltava do trabalho, mergulhava de cabeça nos episódios", diz Braz Junior, por e-mail.
Os 138 episódios dos cinco anos de duração da série foram a principal fonte de informação dele. O jornalista diz visto cada um deles, na íntegra, pelo menos duas vezes.
"Pelo menos" porque houve outras voltas a eles para checar informações.
"90% dos dados que coloco no livro não existem em outro livro ou mesmo na internet", diz.
"Ficava com o laptop em frente a TV e ia anotando tudo o que me passava pela frente. Fiz questão de ser minucioso."
E conseguiu esse detalhamento. A obra faz um completo raio-x do seriado, exibido nos Estados Unidos entre 1965 e 1970.
O livro traz todo tipo de curiosidades sobre a série com o atrapalhado agente vivido por Don Adams, falecido em 2005.
O nome Max, por exemplo, foi inspirado no pai do ator e diretor Mel Brooks, um dos criadores do seriado. Mas há muito mais.
Desde uma lista completa de todos os agentes do Controle, a agência onde trabalhava Maxwell Smart (nome do Agente 86), até detalhes sobre erros de gravação.

O fãs do seriado vão sentir apenas de um detalhamento maior sobre a dublagem brasileira, feita pelo ator Bruno Netto. Há apenas duas páginas dedicadas ao assunto.
"Não consegui informações suficientes sobre os dubladores e sobre as dublagens", diz.
"Procurei alguns conhecidos, mas ninguém soube me dizer com 100% de certeza sobre a perda da dublagem original e sobre os dubladores. Como não tinha 100% de certeza, preferi não colocar."
A versão brasileira ajudou a popularizar muitos dos bordões usados pelo Agente 86 e foi um dos fatores da fama da série no Brasil.
A maior parte da dublagem dos quatro primeiros anos foi perdida. Apenas a do quinto e último ano foi preservada.
A versão que hoje é exibida nas TVs a cabo e em DVD foi redublada.
Braz Junior, de 37 anos, diz que o convite para escrever o livro partiu de Marcelo Duarte, dono da editora Panda Books e autor de "Guia dos Curiosos".
O lançamento casa com o do filme baseado na série. O longa-metragem estréia na próxima sexta-feira e tem Steve Carrell no papel do Agente 86.
Antes disso, o jornalista faz um lançamento do livro.
A sessão de autógrafos vai ser nesta quarta-feira à noite, em São Paulo.

A obra é uma outra etapa da carreira de Braz Junior, hoje com 37 anos.
O jornalista tem um histórico ligado a publicações de quadrinhos e cultura pop. A última atuação na área foi como editor-chefe da Pixel.
No ano passado, trocou de empresa e de função.
Hoje é coordenador de internet da editora Manchete.
"Saí [da Pixel] por dois motivos: queria diversificar minha atuação no jornalismo e por isso fui para um portal de internet e também por uma questão financeira", diz.
"Se pudesse escolher de verdade, continuaria editando quadrinhos."
Serviço - Lançamento de "Agente 86 - O Velho Truque do Livro Cheio de Curiosidades". Quando: hoje (18.06). Horário: 19h30. Onde: Saraiva MegaStore do Shopping Eldorado, em São Paulo. Endereço: av. Rebouças, 3970. Quanto: R$ 32,90.
Crédito: as fotos desta postagem foram reproduzidas dos sites Retrô TV (link) e Meatheadshockey (link).
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 08h17
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17.06.08
Relançada luta do Homem de Ferro contra o alcoolismo
Álbum, que já está à venda, mostra a fase em que o herói tem de superar dependência à bebida
A recente repercussão do Homem de Ferro no cinema pode ofuscar a trajetória do personagem nos quadrinhos.
Justiça seja feita, o herói metálico não tem tantas histórias memoráveis quanto muitos de seus colegas de aventura.
Curiosamente, uma das sagas mais lembradas -meritoriamente- foge do padrão convencional das histórias do gênero.
O vilão são as garrafas de bebida alcoólica.
A luta do empresário Tony Stark, alter-ego do herói, é para superar a dependência.
É essa seqüência de histórias que começou a ser vendida neste mês ("Os Maiores Clássicos do Homem de Ferro", Panini, 172 págs., R$ 22,90).
***
A bebida camufla uma série de fracasssos vividos ao mesmo tempo pelo empresário.
O controle acionário de sua firma corre o risco de escapar de suas mãos.
Vive um clima de idas e vindas com Beth, envolvimento sentimental dele na época (as histórias são de 1979 e saíram por aqui na década seguinte, na extinta revista "Heróis da TV", da editora Abril).
Para piorar, perde parte do controle sua armadura, o que o leva a demonstrar diferentes fragilidades nas brigas contra os vilões tradicionais (os de uniforme e com superpoderes).
***
A trama sobre o (des)controle da armadura é interessante.
Mas é outro (des)controle, o da bebida, o âmago desta fase do herói, escrita por Bob Layton e David Michelinie e que tem a maior parte desenhada por John Romita Jr.
Romita Jr. -filho de John Romita, um dos veteranos dos quadrinhos norte-americanos- estava em início de carreira na editora Marvel Comics.
Hoje, mudou o estilo do traço e é uma das estrelas da companhia.
***
Os quadrinhos de super-heróis costumam agregar valor quando dialogam com temas reais.
Foi o mesmo caminho, para ficar em um exemplo, que garantiu a reedição das histórias de Arqueiro e Lanterna Verde produzidas na primeira metade da década de 1970.
Na ocasião, o parceiro do Arqueiro, Ricardito, enfrentava dependência de drogas.
É claro que o motivo do lançamento destas nove histórias do Homem de Ferro é menos nobre e mais comercial. Pauta-se nos ecos da popularidade midiática provocada pelo filme.
Que seja esse o pretexto.
Das poucas boas fases do herói, é uma das melhores. Justifica a (re)leitura.
***
A editora Panini lançou neste início de mês outra obra com o Homem de Ferro.
É um álbum de luxo com as primeiras histórias do herói, publicadas nos Estados Unidos na primeira metade da década de 1960. Custa R$ 49.
A publicação integra a coleção "Biblioteca Histórica Marvel", que se pauta em relançamentos de histórias clássicas dos super-heróis da Marvel.
Leia mais sobre o álbum aqui.
Categoria: RESENHAS
Escrito por PAULO RAMOS às 19h34
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Um outro olhar sobre o SP Fashion Week
Os desfiles do SP Fashion Week tiveram início nesta terça-feira, em São Paulo.
O evento -um dos principais do calendário da moda- vai até a próxima segunda.
Crédito: a charge é de Gilmar, reproduzida com autorização do autor (link).
Categoria: NA MÍDIA
Escrito por PAULO RAMOS às 17h42
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16.06.08
Ediouro e Conrad têm conversado sobre associação entre as editoras
A Ediouro tem mantido conversas com a Conrad. A pauta é uma eventual associação entre as duas editoras.
O termo "associação" foi usado por Luiz Fernando Pedroso, superintendente da Ediouro, empresa que tem sede no Rio de Janeiro.
Oficialmente, as duas partes confirmam dois contatos a respeito, um no fim de 2007 e outro no começo deste ano.
Ambas dizem não haver nada de concreto até o momento.
Nem relevam como seria essa eventual "associação".
Segundo Pedroso, o "namoro" com a Conrad é antigo.
Viria desde antes da criação da Pixel, há pouco mais de dois anos.
A Pixel, especializada em quadrinhos, é mantida em parceria com a Futuro Comunicação, de André Forastieri, ex-sócio da Conrad.
***
Tanto a Ediouro quanto a Conrad tomam muito cuidado com as palavras ao abordar o assunto. A começar pelo termo "associação", intencionalmente vago.
O superintendente da Ediouro vê nos quadrinhos uma área em crescimento e diz ter interesse em firmar parcerias com "gente que entende" do ramo.
"Os executivos têm que pensar sempre no crescimento", disse Pedroso agora há pouco, por telefone. E quadrinhos seriam um filão em expansão do ponto de vista da editora.
Foi essa filosofia de crescimento que levou a Ediouro a comprar a Desiderata, também do Rio de Janeiro, na virada do ano (leia mais aqui).
A Desiderata se destacou por reeditar antologias do jornal alternativo "Pasquim". A editora também investido em álbuns de autores nacionais.
***
Rogério de Campos, diretor editorial da Conrad, pontua muito a palavra "conversa" ao falar sobre o assunto.
"A gente conversou. De vez em quando, conversamos. Vamos ver o que dá no futuro", disse agora à tarde, por telefone.
O blog questionou como se daria essa eventual "associação". Se seria uma compra, como ocorreu com a Desiderata, ou uma forma de parceria.
Campos preferiu não falar sobre isso. Mas demonstrou não ter interesse em vender a Conrad. Ou toda a Conrad. "Eu estou muito jovem para me aposentar", disse.
Segundo ele, outras editoras também conversaram com ele a respeito nos últimos dois meses.
Campos não deixou claro quem procurou quem, se foi a Conrad que fez alguma proposta ou se foram as outras editoras.
A Conrad ganhou projeção no mercado com a publicação de mangás, como "Dragon Ball" e "Cavaleiros do Zodíaco".
Atualmente, é uma das principais editoras de quadrinhos do país.
Mantém um amplo e diversificado catálogo de mangás e de álbuns nacionais e estrangeiros voltados ao leitor adulto.
Também recebeu vários prêmios de melhor editora no troféu HQMix, o principal da área de quadrinhos do país. O último prêmio da Conrad no HQMix foi na edição do ano passado.
***
O interesse da Ediouro na área de quadrinhos teve início há questão de três anos.
A editora lançou algumas revistas nas bancas, entre elas produções européias e histórias ligadas a "Guerra nas Estrelas".
Essa experiência foi abandonada com o surgimento da Pixel.
A Pixel tem como carro-chefe o material da ABC, Vertigo e Wildstorm, selos adultos da editora norte-americana DC Comics, a mesma de Super-Homem e Batman.
A Ediouro também mantém a Agir, que tem se pautado em adaptações literárias.
Uma delas foi a de "O Alienista", feita pelos irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 17h47
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Feira na USP vai vender quadrinhos com desconto
A chamada “Feira Cult”, realizada nesta semana na Universidade de São Paulo, vai ter um estande com quadrinhos de todas as editoras, vendidos com pelo menos 20% de desconto.
A responsável pelo estande é a loja “Comix”, de São Paulo.
A loja promove o “Fest Comix”, evento que também conhecido pelos descontos.
A “Feira Cult”, que já teve outra edição realizada neste semestre, terá também um outro estande com quadrinhos independentes.
O estande será mantido pelo grupo do 4º Mundo, selo que reúne autores independentes.
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