30.07.08

HQM vai lançar mais revistas infantis e álbuns nacionais

 

 

A editora HQM surpreendeu no início deste ano quando anunciou que iria publicar quadrinhos nacionais.

A surpresa é porque era algo novo na história da editora, criada no início de 2006 pelos autores do "HQManiacs", site especializado em quadrinhos e cultura pop.

Até então, os lançamentos se pautavam em produções norte-americanas.

Agora, seis meses depois, a HQM volta a surpreender. A editora anunciou mais produções nacionais.

A lista inclui duas novas revistas infantis a serem vendidas nas bancas, álbuns nacionais inéditos e mangás produzidos por autores brasileiros.

"Não é tanto porque o quadrinho nacional está em alta. É porque o material é legal mesmo", diz por telefone Carlos Costa, editor-chefe da HQM. 

 

 

Uma das revistas infantis vai se chamar "Misto Legal" (acima, uma primeira versão da capa).

Vai reunir na mesma publicação personagens de três desenhistas diferentes: Ruy Jobim Neto, Salvador e Sérgio Moretini. São os criadores de Jarbas, Ran e Mico Legal, respectivamente.

A outra revista vai trazer histórias e tiras da Turma do Xaxado.

Os personagens foram criados pelo baiano Antônio Cedraz, que já publicou vários livros com eles.

Um integrou a lista do ano passado do PNBE, programa do governo federal que distribui quadrinhos e livros às escolas dos ensinos fundamental e médio.

Com bom humor, as criações de Cedraz enfrentam problemas do sertão brasileiro, como a seca e a vida dura na roça (leia mais aqui).

                                                             ***

As duas revistas serão mensais, com 36 páginas cada uma.

Ainda não há uma data definida de publicação.

"Só estamos esperando o momento certo para lançar", diz Costa.

A revista infantil Senninha, que voltou a ser publicada pela editora neste ano, continuará a ser vendida nas bancas. Ou pelo sistema de assinatura, iniciado neste mês.

Para o ano que vem, há planos de especiais e minisséries com a versão em quadrinhos do piloto Ayrton Senna.

 

 

 

Há álbuns nacionais inéditos na programação da editora.

Um deles é "Yeshuah - Assim Embaixo Assim Em Cima", escrito e desenhado por Laudo Ferreira Junior, o mesmo que produz quadrinhos sobre os músicos do Clube da Esquina (mais aqui e aqui).

Uma das páginas é mostrada acima. A história foi produzida em preto-e-branco.

O trabalho, programado para ter três volumes, vai contar a história de Cristo.

Yeshuah significa Jesus em hebraico.

 

 

Outro trabalho nacional é "Zoo", produzido por Nestablo Ramos Neto (uma das páginas acima).

A obra mostra o que seria dos humanos se fossem dominados pelos animais.

Um terceiro trabalho vai mostrar os dez anos do personagem Gralha. 

"Gralha - Tão Banal Quanto Original" foi produzido por vários autores, entre eles o curitibano José Aguiar, que publicou neste ano pela editora o álbum "Quadrinhofilia" (mais aqui).

Os álbuns devem ser lançados entre este semestre e o ano que vem.

                                                             ***

Além deles, a editora confirma mais três álbuns de Leão Negro, série nacional que a HQM começou a publicar no primeiro semestre (leia resenhas aqui e aqui).

Dois, "O Filhote" e "Terras Polares", reeditam histórias já lançadas no Brasil.

"Histórias de Família" traz material inédito. A previsão é lançar um a cada dois meses.

 

 

A editora pretende publicar também uma revista com mangás nacionais. Mangá é o nome como é conhecido o quadrinho japonês.

A publicação está em produção, segundo a HQM, e não tem data de lançamento definida.

As histórias são feitas por autores do Studio Seasons e farão parte de um selo chamado "HQMangá".

Há três séries: "Oiran", mostrada acima, "Baloon - Batedores de Aeros" e "Sete Dias em Alesh".

A editora paulista também negocia a publicação de mangás originais.

                                                             ***

No campo internacional, a HQM confirma novos álbuns da série Mortos-Vivos. O próximo, "Desejos Carnais", sai neste semestre, segundo a editora. 

Os demais no ano que vem, quando o espaçamento entre um lançamento e outro deve reduzir.

O mesmo vale para "Estranhos no Paraíso". Para este semestre, está programado o álbum "Santuário", inédito. Os demais ficam para 2009.

                                                             ***

Também estão na lista para o ano que vem novos álbuns de Invencível, Liberty Meadows e Savage Dragon, que já tiveram material publicado pela HQM nesses dois anos e meio de vida editorial.

"A gente já está com muitos lançamentos. Então, não sabemos se vamos conseguir encaixar algum deles", diz Costa.

"Mas provavelmente o quarto volume de ´Ínvencível' saia ainda este ano."

                                                             ***

Há também materiais estrangeiros novos. A editora confirmou dois mangás norte-americanos da editora Tokyo Pop: "I Luv Hallowen", de Keith Giffen, e "O Retorno ao Labirinto".

O primeiro é definido pelo autor como a visão dele sobre os Peanuts, com toques de Massacre da Serra Elétrica e humor inglês do Monty Python.

O outro é uma continuação do filme "Labirinto - A Magia do Tempo", de 1986, estrelado por Jennifer Connelly e David Bowie. A obra em quadrinhos foi produzida em três volumes.

                                                             ***

Outra "volta" é a da série "Histórias em Oz", que já teve uma primeira história publicada pela Editora Abril em 1991.

Essa aventura, chamada "As Maçãs Encantadas de Oz", vai ser relançada.

A HQM pretende publicar o restante da série, inédita no Brasil, em cinco volumes. O trabalho é de Eric Shanower.

                                                              ***

Outro trabalho anunciado pela editora é mais uma surpresa. Trata-se de "Kickback", do inglês David Lloyd, mais conhecido pelo desenho feito na  minissérie "V de Vingança", escrita por Alan Moore.

A Conrad havia anunciado a publicação desse álbum após a visita do autor ao Brasil, em 2006.

Um segundo trabalho de Lloyd é uma coletânea inédita no mundo, sem nome definido ainda.

A obra conta com a colaboração de outros autores, como Steve Bissette e Peter Milligan.

Também estão nos planos da editora mais trabalhos de Rick Veitch, autor de "Brat Pack", lançado no Brasil no fim do ano passado (mais aqui).

                                                              ***

O blog perguntou se a HQM vai conseguir dar conta de tantos lançamentos.

"Nós estamos agindo de uma forma arriscada", diz Carlos Costa.

"Estamos investindo. Mas não sabemos o dia de amanhã." 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 20h59
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Lançamentos independentes em Curitiba, Belém e São Paulo

 

 

Diferentes lançamentos indepentes em diferentes capitais brasileiras a partir de amanhã.

Nesta quinta-feira, em Curitiba, os responsáveis pelas revistas "Quadrinhópole" e "Avenida" fazem lançamentos das duas publicações na cidade de origem dos autores.

As duas obras já tinham sido lançadas na semana passada durante e depois da entrega do HQMix.

A imagem acima é a da capa final do terceiro número de "Avenida".

É um dos poucos desenhos de Lourenço Mutarelli feitos após ele deixar os quadrinhos para de dedicar à carreira literária.

                                                             ***

No sábado, em Belém, ocorre o lançamento de Fanzine, publicação independente do mesmo grupo por trás da revista "Quadrinorte" (leia mais aqui).

A publicação mescla quadrinhos e contribuições de diferentes partes do país e até do exterior.

E tem uma curiosidade: começa do número cem.

O motivo disso os autores dizem que será explicado quando o leitor comprar esse primeiro -ou melhor, centésimo- número.

                                                             ***

Também no sábado, mas em São Paulo, ocorrem dois lançamentos.

Um é o terceiro número do fanzine "Eterno", de Rodrigo Alonso e Felipe Cunha.

Os dois participam também do outro lançamento, a segunda edição de "Álcool com Açúcar".

Outros quadrinistas participam da publicação independente.

A capa foi feita por Luke Ross, muito conhecido pelos trabalhos feitos nos Estados Unidos em revistas de super-heróis.

                                                             ***

E no domingo, também em São Paulo, o grupo do Quarto Mundo vai vender quadrinhos na exposição "Art Facial - Rostos Famosos no Vinil".

Homenageado no Troféu HQMix deste ano, o Quarto Mundo é um selo que reúne autores independentes de diferentes partes do país.

Além das vendas, o desenhista Laudo vai fazer caricaturas de quem passar pela mostra.

                                                            ***

Serviço 1 - Lançamento de "Quadrinhópole" e "Avenida". Quando: quinta-feira (31.07). Horário: a partir das 19h. Onde: Er Só O Que Fltv. Endereço: av. República Argentina, 1334, Água Verde, Curitiba. Quanto: R$ 3 cada uma.

Serviço 2 - Lançamento de "Fanzine". Quando: sábado (02.08). Horário: a partir das 10h30. Onde: Caverna do Gibi, loja 5 da Galeria Portuense. Endereço: Rua dos 48, em frente ao Shopping Iguatemi, Belém, Pará. Quanto: R$ 3.

Serviço 3 - Lançamento de "Eterno" e "Álcool com Açúcar". Quando: sábado (02.08). Horário: a partir das 19h. Onde: Livraria HQMix. Endereço: praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo. Quanto: "Eterno" custa R$ 1; "Álcool com Açúcar", R$ 4.

Serviço 4 - Venda de obras do Quarto Mundo. Quando: domingo (03.08). Horário: a partir das 16h. Onde: Espaço Cultural Alberico Rodrigues. Endereço: praça Benedito Calixto, 159, Pinheiros, São Paulo. Quanto: diferentes preços.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 13h41
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Livro mostra Porto Alegre na visão do argentino Carlos Nine

 

A Prefeitura de Porto Alegre recebe nesta quarta-feira 200 exemplares do mais recente volume da coleção "Cidades Ilustradas".

O nono volume da série mostra o olhar do argentino Carlos Nine sobre a cidade do Rio Grande do Sul.

A imagem acima é a da capa da obra, que começou a ser vendida nesta semana (Casa 21, 72 págs., R$ 65).

Segundo a editora, os exemplares serão distribuídos para escolas da rede pública do município. 

 

Carlos Nine optou por recriar -e não apenas reproduzir- os desenhos que via.

Construções e fenônemos naturais ganham rosto e vida, alguns dos moradores ganham forma de animais, como ocorre no caso mostrado acima.

O recurso casa com o estilo do desenhista, ainda pouco conhecido no Brasil.

 

 

Na Argentina, Nine já publicou álbuns em quadrinhos e histórias mais curtas nas duas fases da "Fierro", a principal revista em quadrinhos do país. 

O desenhista de 64 anos tem também outros trabalhos lançados no exterior.

Já ganhou prêmios como melhor ilustrador em Nova York e em Roma.

Em 2001, foi escolhido como melhor autor estrangeiro no Festival de Quadrinhos Angoulême, na França, uma das principais premiações de quadrinhos da Europa.

 

 

A coleção "Cidades Ilustradas" mostra em cada um volume uma cidade brasileira pelo traço de um desenhista.

Porto Alegre é o terceiro lançamento da série nos últimos sete meses.

Em dezembro do ano passado, começou a ser vendido o volume com o olhar do inglês David Lloyd sobre São Paulo (leia mais aqui).

Em fevereiro, foi a vez da obra sobre Florianópolis, produzida pelo gaúcho Eloar Guazzelli (mais aqui).

 

 

A coleção é editada desde 2001. É uma parceria da Casa 21 com a Esso.

Além dos volumes já mencionados, a coleção tem edições sobre Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador, Belém e Cidades do Ouro mineiras.

A editora planeja novos trabalhos. O foco serão as cidades de Brasília, Manaus, São Luis e Recife.

Os autores de cada uma das obras ainda não foram definidos.

 

 

O livro é vendido pela metade do preço no site da editora (link).

A página virtual também disponibiliza a obra completa em formato pdf.

Para ler, clique aqui.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 13h16
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Humor gráfico vai pautar Dia Mundial do Orgasmo

 

 

A tira acima, feita por Paulo Stocker, é um dos trabalhos que serão mostrados nesta quinta-feira pelo UOL para marcar o Dia Mundial do Orgasmo.

A proposta do UOL é reunir produções sobre o tema feitas por diferentes desenhistas hospedados no portal. E dar uma abordagem leve e engraçada a respeito da data.

Os cartuns devem ser divulgados na página principal.

E estão programadas também sessões interativas sobre o tema. 

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 12h57
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29.07.08

"Menina Infinito" mostra relatos de amizade com pitadas de cultura pop

 

 

"Menina Infinito", de Fábio Lyra, inicia com uma história curta, de seis páginas. É um convite ao leitor para que conheça a protagonista do álbum. É ela quem se apresenta ao leitor.

Logo de cara, faz um esclarecimento: "Meu nome não é Menina Infinito. Me chamo Mônica. Menina Infinito é só o nome de minhas histórias".

O leitor vai descobrindo, quadrinho após quadrinho, que ela gosta de cinema, de ler livros pela metade e, principalmente, de música.

E já prepara quem lê para as referências à chamada cultura pop que vão pautar as três histórias curtas do álbum, que começou a ser vendido neste mês (Desiderata,  120 págs., R$ 39,90).

Desse jeito meio como não quer nada, autor e personagem fisgam a atenção do leitor. Quando este percebe, já entrou no mundo de Mônica e das amizades dela.

                                                             ***

A amizade e as dificuldades nos relacionamentos são os principais temas das três histórias seguintes do álbum, que funcionam como microcontos da juventude contemporânea.

O foco metonímico é Mônica. Tudo e todos circundam seu universo particular. Dos dois melhores amigos, Pedro e Malu, aos envolvimentos amorosos dela e deles.

É como se sofre aberta uma grande janela e nos fosse permitido ficar parados, apenas observando as vidas dos personagens e como um se apóia no outro para superar os obstáculos.

                                                            ***

A série Menino Infinito surgiu na extinta revista independente carioca "Mosh!".

Um dos responsáveis pela publicação, premiada mais de uma vez, era Sandro Lobo, que também editou este álbum da Desiderata (ele recentemente se desligou da editora).

A obra, inédita, funciona como se fosse uma extensão da parceria entre ele e Lyra.

A passagem pela "Mosh!" marcou de outra forma a carreira do quadrinista.

Ajudou a dar destaque a Lyra em âmbito nacional.

No ano passado, ele foi escolhido desenhista revelação no Troféu HQMix, principal premiação da área de quadrinhos no país.

                                                             ***

Podem-se fazer associações entre o álbum com esta ou aquela obra em quadrinhos, a maioria de outros países. Pode-se, é verdade. Mas não tira a originalidade do álbum nem o mérito de seu autor.

"Menina Infinito" fala de dois temas universais: amizade e relacionamentos.

E, em meio a isso, pontua referências cavalares à cultura pop, principalmente do meio musical.

São histórias simples. Mas bem narradas e envolventes.

Merecia um segundo número, lançado pela Desiderata ou por outra editora.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 23h02
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Nova Chiclete traz antigos trabalhos de premiados no HQMix 2008

 

 

A lista é grande. Angeli venceu o Troféu HQMix deste ano como melhor chargista. Laerte foi o mais premiado. Recebeu três estatuetas pelo álbum biográfico "Laertevisão - Coisas Que Não Esqueci".

O quarto troféu foi pela coleção "Piratas do Tietê - A Saga Completa", prêmio dividido com Toninho Mendes, editor da obra. E Luiz Gê foi um dos homenageados da premiação de quadrinhos.

Todos -Angeli, Laerte, Mendes e Gê- têm histórias relançadas no sexto número da "Antologia Chiclete com Banana", que começou a ser vendida nesta semana nas bancas (Sampa/Devir; 52 págs., R$ 7,90).

                                                             ***

As histórias foram publicadas na revista de Angeli entre 1985 e 1991. E mostram um lado dos quadrinistas pouco trabalhado nos dias de hoje.

Angeli continua a publicar tiras na "Folha de S.Paulo". Mas as mostradas na revista investiam mais nos personagens fixos e nas situações cômicas criadas por e para eles.

Este sexto número traz piadas de Wood & Stock, mostrados na capa, de Walter Ego e de Bibelô.

                                                             ***

Angeli faz parceria com o premiado Laerte e com o desenhista Glauco -autor da tira "Geraldão"- em uma das histórias de "Los Três Amigos".

Trata-se de uma versão satírica deles mesmos em histórias de faroeste.

Há anos o trio não produz uma nova aventura da série.

                                                             ***

Toninho Mendes, além de editar as duas versões da revista de humor, protagoniza uma fotonovela cômica. Ele é o Pequeno Lobatinho, que é visitado por fogosas noviças.

A história de Luiz Gê relançada na revista mostra um casal num carro, parado num semáforo paulistano, surpreendido por pedestres inusitados: as estátuas do Monumento às Bandeiras, que fica na região do Ibirapuera.

Gê disse no ano passado que voltaria a fazer quadrinhos.

Uma das voltas foi a criação de uma história em quadrinhos no corpo de uma manequim. Pelo trabalho, foi homenageado no HQMix.

                                                             ***

O retorno da Chiclete com Banana às bancas ocorreu em junho do ano passado (leia mais aqui).

A coleção vai relançar os melhores momentos da publicação em 16 edições.

A proposta inicial era pôr a revista à venda todos os meses. Mas o projeto foi alterado.

A mudança teve início no terceiro número, publicado com atraso (mais aqui). A obra chegou às bancas em outubro de 2007.

                                                            ***

Neste ano, Toninho Mendes disse que iria alterar a periodicidade da revista.

O espaçamento entre uma edição e outra seria de 45 a 60 dias, e não mais mensal.

Ele disse ao blog, em janeiro deste ano, que a mudança foi necessária para avaliar o resultado das vendas e planejar a edição seguinte (leia mais aqui).    

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 13h48
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Filme nacional serve de inspiração para história em quadrinhos

O longa-metragem "Condomínio Jaqueline", filmado em São Paulo, vai pautar uma história em quadrinhos produzida pelo paranaense Papito.

A informação foi noticiada na edição desta terça-feira do jornal "O Estado de S. Paulo".

Segundo a matéria, assinada por Flávia Guerra, as filmagens terminaram na semana passada.

As duas produções estão programadas para o ano que vem.  

                                                            ***

Papito freqüentou o set de filmagens. Em um caderno, fez rascunhos e anotações para sua história, programada para ser lançada pela editora Conrad.

O desenhista é mais conhecido na área de quadrinhos pela revista independente "Tipos".

A quinta edição -que trazia a história "Tequila Shots"- foi lançada neste ano.

Papito foi vinculado ao 4º Mundo, selo que reúne autores independentes de todo o país.

                                                             ***

"Condomínio Jaqueline" é dirigido por Roberto Moreira.

Mostra a trajetória de uma jovem atriz que se muda para São Paulo em busca de novas oportunidades.

Sozinha na grande metrópole, passa a fazer amizades com as pessoas que moram e trabalham no edifício fictício.

O filme pode gerar ainda uma série de TV, que daria continuidade ao longa do ponto onde parou.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 10h24
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28.07.08

Peça com personagens de Laerte tem 4 indicações ao Prêmio Shell

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Encenação da Cia. La Mínima é baseada nos quadrinhos dos Palhaços Mudos e estava em cartaz em SP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"A Noite dos Palhaços Mudos", peça inspirada nos personagens homônimos criados pelo cartunista Laerte, recebeu quatro indicações da etapa paulista do Prêmio Shell de Teatro.

Os nomes dos selecionados deste primeiro semestre foram divulgados na tarde desta segunda-feira.

A montagem, que teve texto de Laerte, foi indicada nas categorias:

  • direção: Alvaro Assad
  • ator: Domingos Montagner e Fernando Sampaio
  • trilha sonora original: Marcelo Pellegrini

 

                    

                                        

Na peça, os dois personagens criados por Laerte -a versão em quadrinhos é mostrada acima- tentam resgatar um nariz de palhaço mutilado.

O nariz vermelho está guardado numa organização secreta, que tenta acabar com a categoria circense.

A montagem foi apresentada até a semana passada no Espaço Parlapatões, na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo.

O fim da temporada, programado inicialmente para maio, havia sido prorrogado até este mês.

                                                            ***                                                            

O Prêmio Shell de Teatro, um dos principais do país, faz indicações semestrais.

As divulgadas hoje se referem às montagens apresentadas em São Paulo entre janeiro e junho deste ano.

O mesmo processo foi feito no Rio de Janeiro. A etapa fluminense foi definida há uma semana.

Os selecionados deste segundo semestre serão divulgados em janeiro de 2009. Somente depois disso é que serão definidos os premiados, que recebem uma escultura e R$ 8.000.

                                                            ***

Crédito: a fotografia dos atores da peça foi reproduzida do site da "Revista Bacante" (link).

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 18h10
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Novos números de Spawn e Fábulas Pixel serão lançados com atraso

As edições de julho das revistas mensais "Spawn" e "Fábulas Pixel" ainda não foram lançadas. E novos números dos dois títulos da Pixel devem chegar às bancas com atraso.

A informação é da própria editora, em nota assinada pelo editor-chefe Cassius Medauar no blog mantido pela Pixel. Em princípio, as próximas edições ficam para agosto.

"As mudanças ocorridas aqui [na Pixel] com a saída do Forastieri [André Forastieri, ex-sócio da editora] e essa possível compra da Conrad acabaram afetando as coisas bem mais do que eu esperava", escreve Medauar, na nota, escrita na última sexta-feira.

A postagem foi feita para justificar a saída de férias dele. "No dia 4 estarei de volta e espero já ter boas novidades a todos vocês."

                                                             ***

A saída de André Forastieri, mencionada na nota, ocorreu neste semestre e foi noticiada por este blog no fim de junho (leia aqui).

Ele vendeu a parte da sociedade -equivalente a 20%- à Ediouro, sócia majoritária da Pixel.

Hoje, a Ediouro é a única proprietária. A editora negocia também a compra da Conrad (aqui).

Em entrevista ao blog, em junho, Forastieri disse que a saída foi amigável e que foi pautada em "questões comerciais e pessoais".

                                                             ***

É a segunda explicação pública sobre a demora no lançamento das duas revistas que a Pixel dá aos leitores por meio do blog da editora. A primeira foi no dia 1º deste mês.

Na ocasião, Medauar escreveu que a demora de "Spawn" era por causa da finalização de um novo contrato da editora com Todd McFarlane, criador do personagem e dono dos direitos de publicação do anti-herói.

O fechamento do novo acordo e a demora no envio de originais teriam causado o atraso no lançamento da próxima edição, a 176. 

                                                             ***

No caso de "Fábulas Pixel", título recém-lançado pela editora, os motivos apresentados na época foram problemas de gráfica.

"Primeiro houve um atraso na chegada do papel na gráfica e depois problemas de impressão, e por isso a revista ainda não ficou pronta", escreveu Medauar, no início do mês.

O primeiro e, por enquanto, único número de "Fábulas Pixel" foi lançado no início do mês passado. A revista estava prevista inicialmente para abril.

Na ocasião, a editora disse que o atraso foi resultado de diferentes fatores. Os principais seriam atraso no envio de arquivos e a discussão com a gráfica melhor orçamento (aqui).

                                                             ***

Neste mês, a Pixel pôs nas bancas e lojas especializadas em quadrinhos três lançamentos: a nova edição de "Pixel Magazine" e encadernados de Promethea e Monstro do Pântano.

"Pixel Magazine" (100 págs., R$ 10,90) traz de volta a série norte-americana "Y - O Último Homem", que é relançada do início.

Parte da série já havia sido publicada no Brasil em álbuns da editora Opera Graphica.

Os encadernados de "Promethea - Livro 1" (176 págs., R$ 41,90) e "Monstro do Pântano - Amor em Vão" (100 págs., R$ 12,90) trazem histórias já lançadas pela Pixel.

O destaque é Promethea, série criada e escrita por Alan Moore. O título teve as primeiras histórias -seis são reunidas no encadernado- publicadas na revista mensal "Pixel Magazine".

A revista foi eleita melhor revista mix no Troféu HQMix deste ano. E a Pixel, a melhor editora de 2007 (veja a lista completa dos premiados neste link). 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 16h42
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Exposição mostra cartuns de Minêu selecionados em salões de humor

 

 

 

 

 

 

 

 

Cartum ao lado é um dos 14 painéis mostrados na exposição, que tem início hoje, em Salvador

 

 

 

 

 

 

 

O cartunista Minêu reuniu 14 trabalhos dele selecionados em salões de humor do Brasil e de outros países e organizou uma exposição com os desenhos.

A "Exposição Minêu: Humor Gráfico e Cotidiano" tem início nesta segunda-feira em Salvador, na Bahia. A mostra vai até 12 de agosto.

Pernambucano de nascimento e há dez anos baiano de residência, o cartunista foi um dos premiados deste ano do Salão Carioca de Humor.

Ele foi o primeiro colocado na categoria charge (veja o trabalho aqui).

A exposição fica na Estação de Trem da Calçada, em Salvador. A entrada é franca.

Serviço - Exposição Minêu: Humor Gráfico e Cotidiano. Quando: até 12 de agosto. Onde: Estação de Trem da Calçada, Salvador, Bahia. Horário: das 6h às 22h. Quanto: de graça.   

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 16h25
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27.07.08

Terceira coletânea de Calvin e Haroldo é relançada com nova tradução

 

 

 

 

 

 

Álbum de tiras dos personagens de Bill Watterson começou a ser vendido neste mês

 

 

 

 

 

 

A mudança no nome do título do terceiro álbum com tiras de Calvin e Haroldo dá o tom da principal mudança entre as duas versões da obra publicadas no Brasil: a tradução, refeita.

"Yukon, Hei!" virou "Yukon Ho!", como no original norte-americano.

Dentro, a coletânea também ganhou nova versão em português.

No mais, trata-se das mesmas obras, inclusive com a mesma capa e formato quadrado, exigências do autor da série, o norte-americano Bill Watterson.

A versão mais recente do álbum começou a ser vendida neste mês (Conrad, 128 págs., R$ 29,90). A anterior havia sido publicada pela editora Cedibra, em 1989.

 

 

Yukon é o nome dado por Watterson a uma espécie de Pasárgada -do poema de Manuel Bandeira- da liberdade infantil.

Em Yukon, as crianças não precisam obedecer aos pais, ficam longe das verduras nos almoços e jantares e das obrigações escolares.

É um mundo sem regras, feito à mão para as diabruras de Calvin.

Essa filosofia é descrita numa das primeiras páginas do álbum, num texto intitulado "A Canção do Yukon".

Serve, na verdade, de preparação para as situações inventadas pelo garoto travesso e por seu tigre imaginário, Haroldo (que ganha vida apenas na presença de Calvin).

 

 

Embora seja o terceiro álbum da série, "Yukon, Ho!" é o quarto publicado pela Conrad.

A editora paulista iniciou a publicação das coletâneas em fevereiro de 2007 com o álbum "O Mundo É Mágico - As Aventuras de Calvin & Haroldo", o último inédito no Brasil (mais aqui). 

O relançamento das obras já publicadas por outras editoras começou no segundo semestre do ano passado. A reedição seguiu a ordem cronológica, iniciando com o primeiro álbum.

A Conrad pretende publicar um novo livro a cada seis meses.

 

 

A primeira coletânea de tiras da série foi publicada no Brasil em 1987 pela editora Cedibra.
 
Depois, os álbuns passaram a ser lançados pela Best News.
 
Houve também duas tentativas nas bancas, nas revistas "Tira a Mão" (Nova Sampa) e "Calvin e Cia." (Opera Graphica).
 
Nos jornais brasileiros, a tira continua a ser publicada diariamente, apesar de não haver novas histórias.
 
Bill Watterson decidiu encerrar a produção da série no fim de 1995.
 
O desenhista, que também é cientista político, criou os personagens em 1985. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 20h21
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Fotoblog destaca trabalhos de profissionais e amadores

 

 

 

 

 

 

Página virtual do UOL veicula desenhos de humor gráfico enviados por leitores, como o visto ao lado

 

 

 

 

 

A caricatura do arquiteto Oscar Niemeyer, mostrada acima, foi feita por Edson Lovatto.

É um dos trabalhos veiculados no fotoblog "Seu Cartum", criado recentemente pelo UOL, portal que também hospeda este blog.

A proposta da página virtual é veicular trabalhos enviados por leitores, tanto profissionais da área quanto amadores.

Entre os dias 20 e 26 deste mês, foram inseridos 55 desenhos, entre charges, caricaturas e cartuns. O site recebe tiras também.

Clique aqui para visitar a página ou para saber como enviar trabalhos. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 11h08
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26.07.08

Brasileiros vencem principal prêmio de quadrinhos dos EUA

 

 

 

 

Revista de Gabriel Bá, Fábio Moon e Rafael Grampá venceu Eisner Awards na categoria melhor antologia

 

 

 

Os paulistas Gabriel Bá e Fábio Moon venceram as três categorias em que foram indicados no Eisner Awards, principal premiação da indústria norte-americana de quadrinhos.

A entrega dos prêmios foi ontem na San Diego Comic-Con, a mais disputada convenção de quadrinhos norte-americana.

A melhor história em quadrinhos digital, "Sugarshock!", foi desenhada por Moon (mais aqui).

A revista "The Umbrella Academy", eleita melhor minissérie de 2007, tinha arte de Bá.

A minissérie ajudou também Dave Stewart e James Jean a vencerem, respectivamente, as categorias relacionadas a cor e desenho de capa.

                                                            ***

Mas o maior destaque dos brasileiros foi a premiação de "5", obra independente lançada pela dupla nos Estados Unidos na convenção do ano passado.

A revista venceu na categoria melhor antologia.

A obra conta ainda com a participação de outro brasileiro, o gaúcho Rafael Grampá, um dos vencedores do Troféu HQMix deste ano (mais aqui).

Grampá também viajou aos Estados Unidos para participar da premiação.

                                                            ***

"5", como o título já indica, reúne cinco autores.

Além dos irmãos gêmeos e de Grampá, a obra tem a presença do grego Vasilis Lolos e da norte-americana Becky Cloonan.

A idéia da revista é que cada um dos autores faça histórias biográficas do outro.

Bá e Moon foram representados por Becky Cloonan.

A obra independente foi lançada no Brasil em julho do ano passado, durante a entrega do Troféu HQMix. Na premiação de 2007, Bá e Moon venceram em quatro categorias.

Gabriel Bá concorre neste ano a outro prêmio norte-americano, o Harvey Awards, como melhor desenhista (mais aqui).

                                                             ***

As conquistas são resultado de mais de dez anos de viagens -pagas do próprio bolso- à convenção de quadrinhos de San Diego.

A dupla tem tentato desde então mostrar trabalhos a editores e desenhistas do mercado norte-americano.

Neste ano, a ida deles à Comic-Con foi diferente. Participaram do evento como autores de destaque. A premiação nas três categorias só reforçou isso.

                                                            ***

O investimento feito pelos dois foi destaque nesta semana em reportagem do "The Wall Street Journal", voltado a economia e negócios.

A matéria foi traduzida no Brasil na edição de ontem do "Valor Econômico" (mais aqui).

Na convenção deste ano, eles lançaram a obra "Pixu", feita em inglês e inédita pelo Brasil.

A revista foi feita em parceria com dois dos autores de "5", Becky Cloonan e Vasilis Lolos.

                                                            ***

Também na convenção, os dois anunciam uma série própria, que será publicada pela Vertigo, selo adulto da editora norte-americana DC Comics (a mesma de Batman e Super-Homem).

Foi pelo selo que foram publicadas série como Sandman, de Neil Gaiman, e Preacher.

O nome da revista é "Daytripper".

No blog da dupla, os desenhistas definem a obra como um divisor de águas na carreira.

                                                             ***

No Brasil, a dupla é conhecida pelas histórias feitas nos álbuns de "Dez Pãezinhos".

O nome foi o rótulo dado pelos dois irmãos aos quadrinhos que produziam.

O último álbum, "Fanzine", foi lançado no ano passado pela editora Devir. A obra comemorava dez anos de narrativas quadrinísticas criadas por Bá e Moon.

                                                             ***

O blog fez há um ano uma longa matéria com os dois desenhistas.

Eles dão mais detalhes sobre a trajetória deles, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Clique neste link para ler. 

E aqui para ver a lista completa dos vencedores do Eisner Awards. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 12h05
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25.07.08

Governo do Rio diz que charge de Latuff é de "muito mau gosto"

 

 

A charge acima, feita pelo carioca Carlos Latuff, foi considera pelo governo do Rio de Janeiro como de "muito mau gosto".

O desenho foi usado em outdoors para chamar a população a participa de um ato público pela vida, realizado no Rio na última quarta-feira.

Um dos motes da manifestação eram os recentes casos de mortes -inclusive de uma criança- ocorridos em ações policiais na capital fluminense.

                                                             ***

Os outdoors eram do Cedca, Conselho Estadual da Criança de do Adolescente do Estado.

"Liguei para o presidente do Cedca e ponderei que considerava a imagem de muito mau gosto, que isso não ajudava em nada a causa da criança e continha mensagem grave e equivocada sobre a PM", disse o secretário da Casa Civil, Regis Fichter, ao Portal Imprensa.

"Passa uma mensagem que não é a correta e não ajuda em nada."

Segundo a reportagem do portal, o prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, classificou o desenho como "fogo amigo".

Os outdoors foram recolhidos.

                                                             ***

Antes das declarações das autoridades fluminenses, Latuff postou um depoimento no site "Centro de Mídia Independente".

Ele considerou corajosa a atitude do Cedca de "reproduzir uma de minhas mais duras charges sobre a violência policial que vitima diariamente crianças e jovens de comunidades pobres".

                                                            ***

Carlos Latuff tem um histórico de charges polêmicas.

No ano passado, foi intimado pela polícia fluminense a prestar esclarecimentos sobre uma charge a respeito dos Jogos Pan-Americanos, realizados no Rio.

Em 2006, um trabalho dele foi rotulado de "cartum satânico" pelo partido conservador Likud, ligado a Israel.

                                                            ***

O blog noticiou o assunto na semana passada. Leia mais neste link.

Crédito: a charge de Carlos Latuff foi reproduzida deste site.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 15h38
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Trabalho de Bá e Moon repercute em jornal dos EUA

É comum ler na grande mídia ecos de assuntos brasileiros noticiados em jornais norte-americanos.

Há quem critique esse tipo de repercussão por ser excessivamente terceiro-mundista, como se fosse necessário o assunto ser publicado fora do país para -aí sim- se tornar notícia.

Mas não deixa de ser relevante o fato de os desenhistas brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá terem sido alvo de uma reportagem do "The Wall Street Journal".

O jornal norte-americano tem a pauta ligada a economia e negócios.

                                                            ***

A matéria foi traduzida na edição desta sexta-feira do jornal "Valor Econômico", dos grupos Folha e Globo.

A reportagem mostra a repercussão da dupla nos Estados Unidos.

Segundo a leitura da reportagem -intitulada "Gêmeos Paulistas Conquistam Espaço no Mercado de HQs"-, o sucesso foi resultado de um investimento a longo prazo.

Isso porque os gêmeos Bá e Moon bancaram por 12 anos viagens anuais à San Diego Comic-Con, principal convenção de quadrinhos norte-americana.

Os dois participam também na convenção de 2008, iniciada esta semana.

                                                            ***

O objetivo das viagens era mostrar o trabalho em terras estadunidenses.

Deu resultado. Neste ano, Bá e Moon já participam como nomes de destaque.

Trabalhos dos dois concorrem em três categorias do Eisner Awards, espécie de Oscar da indústria norte-americana de quadrinhos.

O prêmio vai ser entregue durante a convenção.

                                                            ***

Bá disputa na categoria "melhor minissérie", pelo trabalho em "The Umbrella Academy".

E Moon pelos desenhos feitos em "Sugarshock!", um dos selecionados como "melhor quadrinho digital" (leia mais aqui).

Ambos concorrem ainda com a produção independente "5" na categoria "melhor antologia".

Além deles, participa da obra outro brasileiro, o gaúcho Rafael Grampá.

"5" foi lançada no Brasil há um ano.

Bá foi indicado também a outro prêmio norte-americano, o Harvey Awards, na categoria desenhista, novamente por "The Umbrella Academy" (mais aqui).

                                                            ***

Os dois chamaram a atenção também de Mike Mignola, criador do personagem Hellboy.

Eles vão desenhar uma obra escrita por Mignola e por John Dysart, "BPRD 1947".

Mignola foi um dos entrevistados na reportagem do "The Wall Street Journal".

"Eles estão ficando muito concorridos", disse ao jornal.

"Se conseguirmos só um livro deles, já é mais do que merecemos."                                               

                                                            ***

O UOL está com uma correspondente na San Diego Comic-Con, Heloísa Dall´Antonia.

Ela tem publicado uma série de reportagens e fotografias na editoria Jovem do portal.

Para acessar, clique aqui

E neste link para saber mais sobre a trajetória da dupla.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h12
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Bate-papo sobre quadrinhos hoje no UOL

Participo nesta sexta-feira, às 17h, de um bate-papo virtual aqui no UOL.

O bate-papo é uma espécie de sabatina on-line.

Ao vivo, internautas interagem com o entrevistado, enviando perguntas e comentários.

                                                             ***

O assunto da conversa é quadrinhos.

Mas o enfoque principal será a premiação do 20º Troféu HQMix, realizada na última quarta-feira à noite.

O acesso é livre. Não precisa ser assinante do UOL para participar.

                                                             ***

Em geral, o link de entrada para o espaço virtual de bate-papo aparece em uma chamada, na página principal do portal.

Fica o registro e o convite para participar. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 09h32
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23.07.08

Fim da cerimônia do 20º HQMix

 

Serginho Groisman e comissão do HQMix encerram a cerimônia.

Crédito das fotos: Monique Penteado.

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Escrito por PAULO RAMOS às 23h56
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Mix de fotos

 

Overdose de camisetas vermelhas do grupo do 4º Mundo

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 23h54
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Mix de fotos

 

O cartunista Bira Dantas, tocando sua tradicional gaita na cerimônia

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 23h43
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Mix de fotos

 

Filho de Henfil recebe por "Urubu", melhor publicação de charges

 

Luís Gê, um dos homenageados do ano pela comissão do prêmio

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 23h40
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Mix de fotos

 

José Aguiar recebe por melhor site de autor

 

André Dahmer, vencedor por Malvados, melhor web quadrinho

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 23h38
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Rafael Grampá não veio

Mas pediu que o ex-editor da Desiderata, Sandro Lobo, recebesse seu prêmio por melhor blog de artista gráfico.

Ele está nos Estados Unidos, lançando o álbum "Mesmo Delivery". 

A obra será lançada em agosto no Brasil pela Desiderata.

Capa abaixo da versão norte-americana:

 

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Escrito por PAULO RAMOS às 23h31
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Palco cheio - 2ª Parte

Agora, é por causa dos autores independentes do 4º Mundo.

O selo reúne quadrinhistas de todo o país.

É uma overdose vermelha no palco. Todos combinaram de ir com camisetas vermelhas.

O grupo ganhou força na segunda metade de 2007.

E lança neste HQMix dez revistas.

O 4º Mundo é um dos homenageados da comissão organizadora.

 

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Escrito por PAULO RAMOS às 23h29
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Palco cheio

 

 

Vários integrantes -e não são poucos- lotam o palco para receber o troféu de melhor publicação sobre quadrinhos, "Mundo dos Super-Heróis".

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 23h26
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Melhor caricaturista, Baptistão

 

 

Baptistão disse que queria ir ao palco com a filha, a exemplo do que fez no ano passado.

"Mas ela dormiu no colo da mãe", disse.

Dedicou o prêmio à filha.

Nota: a charge acima foi feita por ele e saiu no "Jornal da Tarde".

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Escrito por PAULO RAMOS às 23h25
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Pixel: melhor editora do ano

O editor-chefe da Pixel, Cassius Medauar, volta ao palco para receber o prêmio de melhor editora do ano.

A Pixel existe desde 2006.

Mas ganhou novo impulso no ano passado, com o contrato de publicação de títulos adultos da editora DC Comics.

Medauar dedicou o prêmio a André Forastieri, que ajudou a idealizar a Pixel.

Ele é sócio da Ediouro no projeto.

Forastieri vendeu sua parte da editora para a Ediouro neste ano.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 23h23
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Daniel Bueno, dois prêmios

 

 

Daniel Bueno recebe os dois prêmios deste Troféu HQMix.

Um por melhor ilustrador de livro infantil.

O prêmio foi pela obra "Fernando Sabino em Sala de Aula", da Panda Books.

É do livro a ilustração acima.

Bueno também recebeu por melhor dissertação de mestrado.

A pesquisa foi realizada na Universidade de São Paulo.

E mostrou a influência de Saul Seinberg nos desenhistas brasileiros da chamada geração Pasquim.

                                                             ***

Também recebeu o prêmio Jorge Arbach por melhor tese de doutorado.

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Escrito por PAULO RAMOS às 23h20
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Mais prêmios

Sidney Gusman e Marcelo Naranjo recebem por melhor site de quadrinhos.

José Aguiar, por melhor site de autor.

E o desenhista Luís Gê, antes dos três, como um dos homenageados do prêmio.

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Escrito por PAULO RAMOS às 23h09
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Tiras no palco

 

 

"Níquel Náusea", de Fernando Gonsales, melhor tira do ano.

A tira acima é a da edição desta terça-feira da Folha.

 

 

E André Dahmer recebe por "Malvados", melhor web quadrinhos.

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Escrito por PAULO RAMOS às 23h07
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Overdose de prêmios

Renato Lima recebe por melhor publicação independente de bolso.

Editores da Conrad, pelo álbum "Black Hole", na categoria terror.

 

 

Eles também receberam por melhor álbum de tiras: "O Mundo É Mágico - Calvin e Haroldo".

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Escrito por PAULO RAMOS às 23h05
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Henfil, 20 anos depois

 

 

O álbum "Urubu", com trabalhos de Henfil, venceu na categoria publicação de charges.

A obra compila charges esportivas feitas pelo desenhista.

O filho dele, Ivan Consenza, que recebeu a estatueta em nome do pai, lembrou que se trata de uma coincidência de datas.

São 20 anos de HQMix. E, neste 2008, 20 anos da morte de Henfil.

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Escrito por PAULO RAMOS às 23h02
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Dois prêmios para Allan Sieber

 

 

O desenhista venceu como melhor cartunista e pelo álbum "Assim Rasteja a Humanidade", por publicação de cartuns.

A obra, da Desiderata, reúne trabalhos de 1997 a 2006.

Ele agradeceu primeiramente a ele mesmo. "Acho que fiz um bom trabalho".

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Escrito por PAULO RAMOS às 23h00
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Mix de fotos

 

Autores da independente "Quadrinhópole", de Curitiba

 

Um dos integrantes dos "Paralapatões", na terceira exibição no palco

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h57
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Mix de fotos

 

Angeli recebe o prêmio na categoria melhor chargista de 2007

 

Eloar Guazzelli recebe pelo trabalho no álbum "O Relógio Insano"

 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h53
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Os independentes estão chegando

Começa agora na premiação uma série de entregas a produções independentes, que foram criadas exatamente pelo volume de publicações do gênero.

 

 

Eloar Guazzelli recebeu pela melhor publicação independente especial...

 

 

... e André Caliman e Leonardo Melo recebem pela curitibana "Quadrinhópole".

A quarta edição da revista ganhou como publicação independente de grupo.

Melo diz que o novo número, o nono da obra, pode ser o último.

Não explicou por quê. Mas disse que continuaria a trabalhar com quadrinhos.

                                                            ***

E Chicolam e equipe recebem pelo projeto "Menino Caranguejo".

A revista -publicada com verba da Fundação Cultural de Joinville- foi selecionada como melhor publicação independente de autor.

A obra ecológica está na segunda edição, lançada neste HQMix.

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Escrito por PAULO RAMOS às 22h42
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Angeli, o melhor chargista

 

 

A charge acima é a última publicada por ele no jornal "Folha de S.Paulo".

O trabalho de charges renceu a ele o troféu de melhor chargista.

Ele comentou sobre as mortes de seus personagens.

Da clássica morte de Rê Bordosa aos atuais assassinatos de Bob Cuspe e de Meia-Oito, este atropelado por um caminhão da Coca-Cola.

"Eles [Bob Cuspe e Meia-Oito] podem até voltar", disse o desenhista.

"Mas a Rê Bordosa, não".

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Escrito por PAULO RAMOS às 22h36
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Pixel no palco

 

 

Cassius Medauar, editor-chefe da editora, recebeu várias estatuetas.

Melhor editora, minissérie ("Fábulas Mil e uma Noites", capa acima), revista mix ("Pixel Magazine").

Ele recebeu também em nome do desenhista John Cassaday, escolhido como melhor na categoria.

A editora surgiu no início de 2006. No início do ano passado, conseguiu os direitos de publicação dos títulos da editora adulta DC Comics.

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Escrito por PAULO RAMOS às 22h33
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Laerte de novo no palco

 

Desta vez pela coletânea "Piratas do Tietê - A Saga Completa".

Os três volumes da coleção reúnem, em edições e capa dura, as histórias longas dos personagens criados por Laerte.

O álbum da Devir venceu como melhor publicação de humor.

O cartunista recebeu o prêmio com os editores da Devir.

Eles também receberam por outras duas obras da editora: "Um Contrato com Deus", de Will Eisner, e "Lost Girls", escrito por Alan Moore.

Os prêmios foram, respectivamente, por melhor publicação de clássicos e erótica.

Alan Moore foi premiado também como melhor roteirista.

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Escrito por PAULO RAMOS às 22h29
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Mix de fotos

 

Laerte recebe os troféus pelo álbum biográfico "Laertevisão"

 

Um dos integrantes da banda Jumbo Eletro, que se apresenta na premiação

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Escrito por PAULO RAMOS às 22h25
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300 de Esparta no palco

Ou, reescrevendo, os editores responsáveis pela edição da obra, publicada pela editora Devir.

O álbum foi premiado melhor álbum de aventura e adaptação para outro veículo (caso do longa-metragem, exibido em 2007).

Por enquanto, os editores receberam apenas na categoria adaptação.

 

 

O álbum, lançado em capa dura e em formato parecido com o de uma tela de cinema, foi um sucesso de vendas aqui nom Brasil no primeiro semestre de 2007.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h16
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Laertevisão: obra mais premiada deste HQMix

 

 

O álbum biográfico "Laertevisão" recebeu três prêmios neste 20º Troféu HQMix.

A obra mostra memórias do cartunista Laerte, feitas na forma de quadrinhos.

No palco, compareceram para receber, além do próprio Laerte, Rogério de Campos, diretor editorial da Conrad, e Rafale Coutinho, filho de Laerte.

Rafael fez o planejamento gráfico da obra.

"Laertevisão" venceu como melhor projeto editorial, projeto gráfico e edição especial nacional.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h12
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Homenageados sobem novamente ao palco

Recebem os prêmios:

- Itsuo Nakashima, filho de Yppê Nakashima, autor do primeiro desenho de animação brasileiro colorido. Nakashima pai é falecido.

- Minami Keizi, que novamente agradeceu emocionado.

- Fernando Ykoma, doente, não compareceu. A presidente da comissão, Sônia Bibe Luyten, recebeu em nome dele.

- Paulo Fukue e o irmão dele, Roberto Kukue.

Todos estiveram envolvidos com a editora Edrel.

Na virada da década de 1060 para a seguinte, a Edrel publicou os primeiros quadrinhos brasileiros produzidos em estilo japonês, conhecidos hoje como mangás.

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Escrito por PAULO RAMOS às 22h08
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Um bastidor divertido sobre o 6º HQMix

Segundo relata Serginho Groisman no palco, a mala que trazia os troféus foi aberta meia hora antes da premiação.

As estatuetas estavam quebradas.

Solução de improviso: os organizadores compraram pizzas para os vencedores do prêmio.

Naquele ano, terminou, literalmente, em pizza.

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Escrito por PAULO RAMOS às 22h02
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Mix de fotos

 

Discurso de Spacca, melhor desenhista de 2007

 

Abraço do apresentador Serginho Groisman em Zélio, irmão de Ziraldo

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Escrito por PAULO RAMOS às 21h55
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Mix de fotos

Mauricio de Sousa, acompanhado de dois de seus personagens

 

Apresentação do grupo de teatro Parlapatões, realizada agora há pouco

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Escrito por PAULO RAMOS às 21h51
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O prêmio é para Ziraldo...

... mas quem recebeu em nome dele foi o irmão, Zélio, a cunhada, a cartunista Ciça, e Ricky Goodwin.

Os prêmios foram para melhor publicação de caricaturas -"É Mentira, Chico!"- e exposição - "Ziraldo, o Eterno Menino Maluquinho."

Também foi premiado um representante da Companhia das Letras pelo álbum "Persépolis Completo", melhor edição especial estrangeira.

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Escrito por PAULO RAMOS às 21h45
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Cadu Simões recebe o HQMix...

... por roteirista revelação de 2007.

Ele dedicou o prêmio aos pais.

"O sonho do meu pai é que eu fosse jogador de futebol", disse.

"Ele perdeu um quarto zagueiro. Mas ganhou um bom roteirista de quadrinhos".

Simões é um dos coordenadores do 4º Mundo, movimento de autores independentes, que estão entre os homenageados deste ano.

Ele assina o roteiro de uma das histórias do quarto número da revista "Garagem Hermética", uma das independentes lançadas nesta premiação.

 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h41
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Melhor roteirista nacional...

... para Wander Antunes.

Ele não pôde comparecer. No lugar, Sandro Lobo, ex-editor da Desiderata, recebeu em nome dele.

A Desiderata lançou o álbum "A Boa Sorte de Solano Dominguez".

Lobo dividiu o mérito com Cassius Medauar, editor-chefe da Pixel.

A Pixel lançou outro álbum de Antunes, "O Corno que Sabia Demais e outras Histórias de Zózimo Barbosa". Capa abaixo:

 

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Escrito por PAULO RAMOS às 21h38
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Melhor desenhista de 2007...

Spacca, autor do biográfico "D.João Carioca", lançado pela Cia. das Letras. 

Ele leio seu discurso. Elogiou as regras do prêmio, mas relativizou ser mesmo "o melhor desenhista de 2007".

Spacca prepara uma adaptação do romance "Jubiabá", de Jorge Amado.

A obra será lançada pela mesma Cia. das Letras.

Deve começar a ser vendida no fim do ano.

E terminou com um agradecimento em japonês.

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Escrito por PAULO RAMOS às 21h35
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Dois prêmios para Mauricio de Sousa

 

Um por "Tiras Clássicas da Turma da Mônica", que reedita as primeiras tiras dos personagens criados por ele.

 

 

Outro pelo longa-metragem "Turma da Mônica - Uma Aventura no Tempo":

 

 

Mauricio compareceu ao palco com dois bonecos representando personagens seus, criados especificamente para o centenário da imigração.

Bem-humorado, disse que tem em pauta novos filmes.

E que seus personagens vão integrar um projeto educacional na China.

As criações dele, segundo Mauricio, são traduzidas hoje em 44 idiomas.

O desenhista e empresário diz que é a primeira vez que isso acontece.

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Escrito por PAULO RAMOS às 21h26
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Lobo Solitário

 

 

O mangá da editora Panini foi premiado como melhor revista de aventura.

Quem recebe o prêmio é um representante da editora multinacional.

A capa acima é da última edição da revista.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h21
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Desenhista revelação...

... para Jozz, autor do álbum "Circo de Lucca".

A história mostra a produção de uma história em quadrinhos.

O diferencial é que a construção dela é feita por meio de recursos de metalinguagem.

 

 

Outro troféu foi para Ricardo Antunes, autor do "Guia do Ilustrador".

O guia mostra direitos que os ilustradores têm para atuar na área.

O texto pode ser baixado de graça pela internet.

Antunes foi premiado como contribuição à área dos quadrinhos. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h19
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Gil Tokyo...

... e sua maquete usada no premiado Trabalho de Conclusão de Curso.

Ele foi ao palco com o boneco. E, com ele, agradeceu à platéia.

 

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Escrito por PAULO RAMOS às 21h16
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Primeiros premiados

 

Kako, como melhor ilustrador. Ele não compareceu. Mandou representante.

Gil Tokyo, com sua maquete em forma de boneco, recebe por melhor Trabalho de Conclusão de Curso.

 

 

E o desenhista Ivan Reis recebe como um dos homenageados.

Ele faz arte para revistas em quadrinhos de super-heróis.

Como o desenho acima, extraído da revista norte-americana do Lanterna Verde.

Reis venceu em 2007 o prêmio de melhor desenhista oferecido pela revista americana "Wizard", especializada em produções da indústria dos quadrinhos dos EUA.

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Escrito por PAULO RAMOS às 21h11
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Memória mix

No telão, aparece o primeiro clipe com fotos históricas dos 20 anos do HQMix.

A primeira entrega foi feita no MIS, em São Paulo.

O mesmo vai ocorrer durante a premiação, um clipe para cada ano.

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Escrito por PAULO RAMOS às 21h07
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Não estava no programa

Serginho Groisman convida o diretor do curta, Cesar Cabral, para ir ao palco.

Segundo Cabral, o curta vai ser exibido no Anima Múndi nesta quinta-feira e no sábado à noite. O festival de animação é realizado em São Paulo.

Angeli também também foi convidado a ir para o palco.

"Eu adorei isso", disse.

"Achei tudo muito legal... Mas é tudo mentira", completa o desenhista e criador da Rê Bordosa.

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Escrito por PAULO RAMOS às 21h05
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Pela reação da platéia...

... que aplaudiu calorosamente o fim da exibição, "Doissê Rê Bordosa" agradou.

A partir de agora, pode-se dizer que é sucesso de público também, não só de crítica.

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Escrito por PAULO RAMOS às 21h01
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Enfim, Dossiê Rê Bordosa

 

 

Os organizadores reservaram para o início da premiação o esperado curta "Dossiê Rê Bordosa".

A animação -vencedora de três prêmios no Festival Paulínia de Cinema- tenta desvendar os motivos que levaram o cartunista a matar a personagem.

É uma mescla de animação com documentário.

                                                              ***

Mesmo os entrevistados "reais" -caso de Angeli, Laerte e do editor Toninho Mendes-, são mostrados na forma animada.

O documentário-animação tem arrancado gargalhadas da platéia.

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h55
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Cerimônia do tambor

 

 

 

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h50
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Cerimônia do saquê

 

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h45
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Cerimônia do saquê...

... é reaizada no palco num cerimônia própria.

Cada um dos participantes veste um manto vermelho.

Groisman inclusive.

Os homenageados quebram com um martelo de madeira na tampa de um tanque, onde está o saquê.

Depois, servem da bebida, ao som de tambores japoneses.

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h41
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Discurso emocionado...

... de Minami Keizi, um dos criadores da extinta editora Edrel.

A editora foi pioneiro na publicação de mangás brasileiros no país.

Foi muito aplaudido...

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h33
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Homegeados orientais no palco

 

 

Parte dos homenageados deste ano do Troféu HQMix se inspira no centenário da imigração japonesa.

No palco, neste momento, estão os autores dos primeiros mangás brasileiros.

Um deles é Cláudio Seto, criador de Samurai. É dele o desenho acima.

As histórias do personagem, publicadas entre o final da década de 1960 e início da seguinte, serão relançados pela editora Devir.

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h30
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Só faltou uma coisa...

... a exibição do curta-metragem "Dossiê Rê Bordosa".

A animação, que mistura elementos de documentário, tinha exibição prevista antes do início da premiação.

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h18
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Começou a cerimônia de premiação...

... deste 20º HQMix.

No palco, a presidente da comissão Sonia Bibe Luyten e Serginho Groisman, o apresentador da cerimônia.

Os dois explicaram como surgiu o prêmio, em 1988, num quadro do programa "TV Mix", da TV Gazeta. O programa era apresentado por Groisman.

Groisma e Luyten explicam que esta 20ª edição do prêmio vai mostrar vídeos com um histórico de cada um dos 20 anos do troféu.

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h16
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Duas vezes Cláudio Seto

O criador do Samurai que figura o troféu na tela...

 

 

... e na cerimônia, ao lado dos troféus baseados no personagem dele.

 

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h13
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Segundo filme na tela

É o documentário "O Samurai de Curitiba", dirigido por Rober Machado e José Padilha.

 

 

A pordução aborda os bastidores das editoras Edrel e Grafipar, que publicaram quadrinhos japoneses e eróticos entre o fim da década de 1970 e início da de 80.

É dessa fase a revista em quadrinhos "Samurai", de Cláudio Seto, o primeiro mangá produzido no Brasil.

O personagem é homenageado na estátua deste ano do HQMix.

 

 

Um detlahe curioso documentário -como as duas fotografias acima mostram- é que ele tenta recriar na tela elementos da linguagem dos quadrinhos.

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Escrito por PAULO RAMOS às 19h55
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Duas cenas do inédito "Los Tres Amigos"

 

 

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Escrito por PAULO RAMOS às 19h48
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Começaram as projeções

Com 40 minutos de atraso, começaram as exibições dos curtas e dos documentários que vão anteceder a premiação.

O primeiro foi um trailer da animação "Los Tres Amigos".

O desenho é inspirado nos personagens criados pelos cartunistas Laerte, Angeli e Glauco.

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Escrito por PAULO RAMOS às 19h44
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A cerimônia estava programada para as 19h...

... mas vai atrasar.

No palco, os organizadores ainda fazem os últimos ajustes.

 

 

A premiação inicia com a exibição de curtas.

A projeção dos quatro vídeos programados deve demorar uma hora.

Só depois é que os troféus serão entregues.

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Escrito por PAULO RAMOS às 19h33
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Portas abertas...

... público entrando no teatro do Sesc Pompéia.

 

 

O teatro tem espaço para 800 lugares.

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Escrito por PAULO RAMOS às 19h29
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Mesa com os troféus está pronta

 

 

Os troféus já estão expostos no palco do teatro do Sesc.

Eles ficam num canto, atrás de onde os premiados recebrão as estatuetas.

A cada ano, a comissão organizadora escolhe um personagem dos quadrinhos para estampar a imagem do troféu.

O selecionado deste ano é Samurai, personagem criado por Cláudio Seto na virada dos anos 1960 para 70.

Foi o primeiro mangá brasileiro.

                                                             ***

Seto é também um dos homenageados deste 20º HQMix.

A escolha do Samurai foi pautada no centenário da imigração japonesa, comemorado neste ano. 

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Escrito por PAULO RAMOS às 19h19
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Lançamentos do 4º Mundo

 

 

O lugar do estande de revistas do grupo do 4º Mundo é estratégico.

Foi montado em frente à entrada do teatro do Sesc Pompéia, lugar da cerimônia.

Os autores lançam dez revistas. E aproveitam para vender antigas.

 

 

O 4º Mundo é um dos homenageados deste ano do HQMix.

O grupo é formado por autores independentes de diferentes partes do país.

Ao todo, conseguiram vencer em nove categorias do prêmio.

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Escrito por PAULO RAMOS às 18h55
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Na entrada, a história do quadrinho brasileiro

 

 

Uma exposição na entrada do Sesc Pompéia, em São Paulo, local da entrega do 20º Troféu HQMix, mostra a história dos quadrinhos no Brasil.

São diferentes painéis, cada um com um período histórico.

Da pioneira história feita pelo ítalo-brasileiro na segunda metade do século 19 até as produções mais atuais.

 

 

A exposição foi feita por José Alberto Lovetro e Gualberto Costa, respectivamente JAL e Gual, os criadores do troféu.

Eles mantinham uma coluna no programa "TV Mix", da TV Gazeta, de São Paulo.

Daí vem o nome "mix" da premiação de quadrinhos.

                                                             ***

O troféu existe há 20 anos.

Uma curiosidade: o programa da TV Gazeta era apresentado por Serginho Groisman, hoje na TV Globo.

Desde então, ele tem apresentado todas as cerimônias do HQMix.

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Escrito por PAULO RAMOS às 18h50
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Teatro do Sesc está quase pronto para HQMix 2008

 

 

A organização do Troféu HQMix faz os últimos ajustes no teatro do Sesc Pompéia, em São Paulo.

É onde ocorre daqui a pouco a cerimônia de entrega do prêmio, o principal da área de quadrinhos no país.

É também do teatro, ao lado do palco, que este blog vai transmitir a entrega dos prêmios aos vencedores e aos homenageados desta 20ª edição do HQMix.

A cerimônia começa às 20h. Uma hora antes, serão exibidos quatro curtas e documentários, entre eles "Dossiê Rê Bordosa", um dos premiados no Festival Paulínia de Cinema.

Veja os premiados deste HQMix neste link.

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Escrito por PAULO RAMOS às 18h36
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22.07.08

Blog dos Quadrinhos vai cobrir ao vivo premiação do HQMix

Este blog vai cobrir nesta quarta-feira a cerimônia de premiação do Troféu HQMix, o principal da área de quadrinhos do país.

As postagens serão feitas em tempo real direto do teatro do Sesc Pompéia, em São Paulo, onde vai ocorrer a entrega das estatuetas aos vencedores.

A próxima postagem deste blog já será feita do local da premiação.

                                                             ***

A cerimônia tem início às 20h. Mas a transmissão começa duas horas antes, às 18h.

Vai mostrar os preparativos para a festa e relatar a exibição dos curtas, que inicia às 19h.

Um deles é "Dossiê Rê Bordosa", vencedor de três prêmios no 1º Festival Paulínia de Cinema, realizado há dez dias no interior paulista.

                                                             ***

As duas últimas cerimônias de entrega do HQMix também tiveram cobertura on-line do blog.

Outra transmissão semelhante foi feita em outubro do ano passado, no Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte.

Coberturas jornalísticas nesses moldes permitem que internautas de outros Estados e de fora do Brasil tenham acesso às informações do prêmio no momento em que ocorrem.

                                                             ***

A entrega dos prêmios é aberta ao público.

Os organizadores pedem apenas que as pessoas cheguem um pouco mais cedo para retirar um ingresso -gratuito- na bilheteria do Sesc.

O Sesc Pompéia fica na rua Clélia, 93.

                                                             ***

Veja neste link os premiados da 20ª edição do Troféu HQMix.

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h23
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Overdose nacional antes, durante e depois do HQMix

 

 

 

Ilustração de Marcatti para a capa de "Zine Royale", um dos lançamentos independentes da semana

 

 

 

 

Dez revistas independentes serão lançadas entre esta terça-feira e o próximo domingo em São Paulo.

Todas são produzidas por autores nacionais e integram o selo 4º Mundo, nome dado ao grupo formado por quadrinistas independentes de diferentes partes do país.

Os autores venceram, com obras diferentes, oito categorias da edição deste ano do Troféu HQMix, principal premiação de quadrinhos do país.

Uma das premiações -a nona estatueta- foi pela contribuição dada pelo grupo à área de quadrinhos (leia mais aqui e aqui).

                                                             ***

Os lançamentos serão feitos em duas frentes.

As obras estarão disponíveis num estante, que será mantido pelo grupo na noite de quarta-feira, durante a entrega do HQMix. 

A cerimônia será às 19h, no teatro do Sesc Pompéia, em São Paulo.

A outra frente são lançamentos individuais na Livraria HQMix, no centro de São Paulo (Praça Roosevelt, 142). Todos ocorrem a partir das 19h30.

O primeiro é nesta terça-feira à noite.

É o segundo número da revista "Menino Caranguejo", vencedora do HQmix deste ano na categoria publicação independente de autor (mais aqui e aqui).

Os demais lançamentos ocorrem de quinta-feira a domingo.

Na quinta, há o terceiro número de "Zine Royale" (48 págs., R$ 3), coordenado por Jozz (desenhista revelação do HQMix).

Na mesma data, ocorre o lançamento da mineira "Graffiti 76% Quadrinhos" (100 págs., R$ 10).

A Graffiti é publicada desde 1995.

Um dos destaques desta 17ª edição são histórias do argentino Liniers (mais aqui).

Há também um entrevista com ele.

A Argentina é tema também de uma dos quadrinhos do álbum, feito por Eloar Guazzelli (vencedor do HQMix de melhor publicação independente especial, por "O Relógio Insano").

Ainda na quinta-feira, vai haver uma sessão de autógrafos com Allan Sieber, Fábio Lyra e André Dahmer, autor da tira "Malvados".

Os três fazem lançamentos paulistas de obras já lançadas pela editora carioca Desiderata.

Na sexta-feira, está marcado o lançamento de novos números de "Nanquim Destartável" (36 págs., R$ 4), "Avenida" e "Quadrinhópole".

As duas últimas são produzidas em Curitiba (ambas têm 32 págs. e custam R$ 3).

No sábado, é a vez de novas edições de "Boca no Inferno.Com" e de "Garagem Hermética" (32 págs., R$ 4).

O quarto número de Garagem traz uma história curiosa, que dialoga com a forma de divulgação da revista.

Mostra dois fanzineiros que vão até a entrega do HQMix mostrar seu trabalho.

A história é desenhada por Kleber de Souza (que também assina a capa da obra) e escrita por Cadu Simões (roteirista reveleção deste HQMix).

No domingo, o lançamento é do segundo número da revista "Hangar" (R$ 5).

Veja neste link a lista dos premiados deste ano do Troféu HQMix. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 15h53
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JBC vai lançar mangá produzido no Brasil

 

 

 

 

 

Capa aberta da revista, que traz duas histórias narradas ao mesmo tempo

 

 

 

 

A editora JBC vai publicar um mangá nacional na próxima Bienal do Livro de São Paulo, marcada para o mês que vem.

A história se pauta no centenário da imigração japonesa no Brasil, comemorado neste ano.

A informação foi noticiada nesta terça-feira no blog "Papo de Budega", especializado em quadrinhos, principalmente japoneses. 

                                                             ***

A obra -escrita pelo jornalista Ricardo Giassetti e desenhada por Bruno D´Angelo- traz duas histórias, que são narradas paralelamente, uma de um lado da revista, outra de outro.

Em dado momento, elas se encontram.

De um lado, o mangá inicia a história "O Catador de Batatas e o Filho da Costureira", como mostra a capa aberta no início desta postagem.

Trata-se da trajetória do imigrante Ikemoto, que vem ao Brasil em busca de novas oportunidades.

                                                             ***

A outra capa da revista inverte o ponto focal da história e o nome da obra.

Anuncia os relatos de "O Filho da Costureira e o Catador de Batatas".

Essa narrativa paralela apresenta Isidoro, um filho de escravos que é criado por Dona Nâna, uma costureira que o acolhe.

                                                             

 

A edição é bilíngüe. Cada uma das histórias é escrita na língua de origem dos personagens retratados.

A parte de Isidoro é escrita em português. Notas de rodapé traduzem os mesmos diálogos para o japonês., como ilustra a página acima.

O contrário ocorre na história do imigrante oriental.

                                                             ***

A JBC publica mangás no Brasil desde 2001. A empresa foi fundada no Japão em 1992.

Neste mês, a editora anuncia o lançamento de 13 mangás.

Três deles são novas séries: "Onegai Twins", "Hellsing" e "Nana".

                                                             ***

O Studio Vermis, formado por autores independentes paulistas, também produziu uma revista nacional em estilo japonês, a "TokyoAki".

A obra começou a ser vendida neste mês. Leia mais aqui.

Crédito: as duas imagens desta postagem são reproduções do blog "Papo de Budega" (link).

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h01
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Charge polêmica é usada para divulgar ato público no Rio

 

 

O outdoor acima divulga um ato público em defesa da vida, marcado para esta quarta-feira de manhã, na Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro.

A publicidade usa uma charge, de autoria do brasileiro Carlos Latuff.

O desenho mostra um policial armado. À frente dele, uma mulher chora ao segurar nos braços um garoto baelado, possivelmente seu filho.

Atrás do policial, um camburão da corporação, apelidado de "caveirão".

A imagem foi noticiada ontem à noite em matéria do site "Globo Online", de onde este blog reproduz a fotografia.

                                                              ***

O ato público foi pautado pelos recentes casos de mortes de civis ocorridos no Rio de Janeiro. Um administrador e uma criança perderam a vida em ações policiais.

O protesto aproveita também uma coincidência de datas.

Marca os 18 anos de criação do ECA –Estatuto da Criança e do Adolescente- e os 15 anos da morte de moradores de rua em frente à Igreja da Candelária, no centro da cidade.

O caso ficou conhecido como chacina ou massacre da Candelária.

                                                             ***

Sete meninos e um jovem foram assassinados na madrugada de 23 de julho de 1993.

Seis policiais militares foram julgados pelo crime. Três foram condenados.

É por isso que o ato público tem início em frente à Igreja da Candelária.

Começa com uma missa, às 9h, e continua com uma caminhada até a Cinelândia.

                                                             ***

Curiosamente, o ato marca indiretamente outra data: a de um ano da intimação feira a Carlos Latuff.

Ele foi convocado a prestar esclarecimentos à Delegacia de Repressão aos Crimes de Propriedade Itelectual sobre uma charge que fazia crítica à suposta violência no Estado na preparação dos Jogos Pan-Americanos, realizados em junho de 2007, no Rio de Janeiro.

O mascote dos jogos, Cauê, era mostrado com um fuzil em punho, pouco à frente de um camburão da polícia, o mesmo "caveirão" mostrado na charge do ato público.

A data da initmação era 26 de julho. Latuff compareceu dois dias depois.

O motico era uso indevido de marca.

                                                             ***

Não foram os únicos casos polêmicos vividos pelo desenhista.

Em 2006, um manifesto do partido conservador de direita Likud, ligado a Israel, rotulou um trabalho dele de "cartum satânico" e conclamou os simpatizantes a se unirem contra o desenhista carioca.

A ilustração mostrava um sorridente Tio Sam (símbolo dos EUA) aplaudindo um militar que segurava uma bomba com os dizeres "From Israel with Love" (De Israel com Amor).

O alvo eram crianças libanesas da cidade de Qana, a quem Latuff dedica a arte ("in loving memory").

                                                             ***

O caso repercutiu na Embaixada de Israel.

A Embaixada lamentou os desenhou e os comparou "aos do sistema de propaganda nazista".

Na ocasião, Latuff comentou, em entrevista ao blog: "Mas é claro que IsraHell (sic.) não poderia responder de forma diferente".

"Agora imagine se a mesma declaração tivesse sido feita numa página relacionada a um partido árabe/muçulmano, referindo-se a um cartunista judeu. Será que a Embaixada de IsraHell (sic., de novo) teria a mesma opinião sobre liberdade de expressão?".

                                                             ***

Leia aqui sobre a polêmica envolvendo a charge criticada pelo Likud.

E aqui para ler sobre a intimação sofrida por Latuff em 2007.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 11h07
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21.07.08

Sociedade dos Ilustradores reclama de concurso da revista Bravo!

A SIB (Sociedade dos Ilustradores do Brasil) enviou um e-mail à redação da Editora Abril para reclamar das regras do "Concurso Cultural Bravo! - Ilustrações".

Promovido pela revista "Bravo!", o concurso pedia que fossem enviados desenhos até 8 de agosto. O autor deveria basear a imagem no conto "Um Homem Célebre", de Machado de Assis.

O ganhador iria ilustrar um outro conto, inédito, na edição de outubro da "Bravo!". A seção da revista será chamada "ficção inédita".

                                                             ***

É sobre esse ponto a discordância da SIB. A Sociedade dos Ilustradores diz no e-mail que a editora não oferece nada em troca, a não ser a veiculação do desenho na revista.

A SIB afirma ainda que esses desenhos passarão a ser de patrimônio da Editora Abril, e não do eventual vencedor do concurso.

No regulamento do prêmio, disponível no site da revista (link), consta que:

  • "em nenhuma hipótese o ganhador poderá receber o valor do prêmio em dinheiro ou trocá-lo por outro bem";
  • os vencedores "cedem e transferem à Editora Abril S/A, sem quaisquer ônus para esta em caráter definido, plena e totalmente, todos os direitos autorais sobre o referido, para qualquer tipo de utilização, publicação ou reprodução na divulgação resultado".

                                                            ***

Outro ponto levantado no e-mail é que o ganhador "deve aceitar e não reclamar de absolutamente nada mesmo que os editores aprovem seu trabalho e resolvam, a seu bel-prazer, modificá-lo conforme a edição exigir".

O texto questiona, na seqüência, se isso é "cultural": "A SIB deseja um outro tipo de cultura. A do respeito". 

O item oito do texto do concurso diz que "o ganhador terá liberdade em criar a ilustração da seção "Ficção Inédita" mas totalmente aberto para modificações e adaptações sugeridas pela redação da revista para não causar um ruído na imagem da revista."

Observação: o negrito do trecho acima consta no regulamento e foi reproduzido ípsis-líteris.

O e-mail da SIB conclui: "O regulamento do concurso não tem absolutamente nada de cultural. Ele é um contrato econômico e unilateral, infelizmente".

                                                             ***

Outro lado.

O diretor de redação da "Bravo!", João Gabriel de Lima, disse agora há pouco ao blog que houve um mal-entendido na redação do regulamento do concurso apresentada no site.

Segundo Lima, o ganhador vai receber pelo serviço feito na edição de outubro e vai integrar o banco de dados da revista para eventuais futuros trabalhos.

"Por um erro nosso, nós demos a entender algo que não queríamos", diz, por telefone.

"Amanhã [terça-feira], vamos modificar e enviar uma carta à SIB."

                                                             ***

Sobre a modificação na ilustração, Lima afirma que o procedimento normal da revista é o ilustrador enviar um esboço antes de o desenho ser publicado.

A ilustração passa para o diretor de arte. Se estiver de acordo, é finalizada pelo desenhista para publicação.

"Nunca na ´Bravo!´ a gente recebeu um texto e alterou sem autorização do autor", diz. "Dificilmente se altera."

O diretor de redação diz também que, quando a revista imagina um desenho, já seleciona o ilustrador com o perfil adequado para aquela matéria.

O eventual vencedor do concurso cultural passaria pelo mesmo processo. 

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Escrito por PAULO RAMOS às 18h56
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Quadrinorte: a nova cara dos quadrinhos do Pará

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa da revista "Quadrinorte", que reúne histórias de autores paraenses; lançamento está programado para agosto

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma idéia real, que foi viabilizada pelo meio virtual e que está prestes a se concretizar na forma impressa.

Trata-se de uma revista em quadrinhos que tem o objetivo de dar cara e vez à nova safra de autores do Pará.

A "Quadrinorte" -nome do projeto e da revista- teve início em abril deste ano, com a criação de um blog homônimo.

A página virtual pedia histórias em quadrinhos a interessados que morassem no estado.

"Funcionou como um concurso", diz Tonico Silva, um dos responsáveis pelo projeto. 

"Pedimos que tantos desenhistas com roteiristas enviasssem histórias em quadrinhos para nosso e-mail e avaliaríamos o material para entrar no projeto."

                                                             ***

O prazo final para o envio das propostas foi 31 de maio.

O designer gráfico e ilustrador de 34 anos conseguiu material para fechar a primeira edição. Serão seis histórias, cinco de autores do estado.

Uma delas é assinada por Tonico Silva. É a narrativa "Bamburrado", que se passa em Itaituba, cidade natal dele. 

A idéia de incorporar uma história em quadrinhos de fora do Pará surgiu após perceber que tinha recebido vários contatos de autores de outras regiões do país.

"Foi aí que abrimos espaço para um convidado de fora do estado", diz.

O convidado para a edição de estréia é de São Paulo.

                                                             ***

Segundo Silva, o primeiro número já está diagramado. Falta a revisão, o prefácio e a finalização. E patrocínio para bancar os custos da impressão.

"No momento, estamos fazendo a divulgação e captando patrocínio. Estamos com alguns contatos de fora para tentar viabilizar a impressão em outro estado", diz.

"Segundo informações de alguns quadrinhistas tem gráficas muito baratas e de excelente qualidade fora daqui."

O lançamento está programado para o mês que vem.

A proposta é que a obra tenha seqüencia em outras edições, com periodicidade a ser definida.

                                                             ***

Os autores colocaram no blog da Quadrinorte um trailer com as histórias da primeira edição.

Para acessar, clique aqui.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 11h10
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20.07.08

Turma da Mônica cresce e é recriada em versão mangá

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Novos perfis dos personagens de Mauricio de Sousa são mostrados em revista promocional

 

 

 

 

 

 

 

Mônica mantém os dentões e o coelhinho, mas não é mais uma menina gordunha, como diziam Cebolinha e Cascão. Os dois também mudaram.

O cabelo de Cebolinha cresceu. E ele não troca mais o "r" pelo "l", a não ser em situações tensas. Uma fonoaudióloga ajudou o adolescente a corrigir a pronúncia.

Cascão, agora jovem, usa brinco, é fanático por esportes radicais e toma banho de vez em quando. Não gosta, mas toma.

Magali continua comilona. Mas controla o que come para se manter esbelta.

As mudanças nos perfis dos quatro personagens são apresentadas numa revista promocional, de 12 páginas. Todos cresceram e estão na adolescência.

"Turma da Mônica Jovem", título da publicação, foi distribuída gratuitamente no Anime Friends, evento de produções japonesas que termina neste domingo em São Paulo.

 

 

A revista promocional traz uma história de seis páginas, em que são introduzidos os novos perfis das criações do desenhista e empresário Mauricio de Sousa.

As mudanças são narradas por Mônica enquanto escreve em seu diário, digitado num notebook.

Segundo a assessoria de imprensa de Mauricio, a proposta dessa nova versão é alcançar um leitor mais jovem, diferente do que tradicionalmente lê as revistas infantis.

 

 

O lançamento da nova revista está programado para o mês que vem.

Terá 128 páginas e vai ser num formato maior que o das publicações mensais dos personagens vendidas nas bancas.

Vai ser produzida no estilo mangá, nome como é conhecido o quadrinho japonês.

Hoje, o gênero divide com os super-heróis a oferta de títulos ao público adolescente.

As revistas infantis da Turma da Mônica continuarão a ser publicadas com a versão tradicional dos personagens.

                                                             ***

É a segunda aposta recente dos Estúdios Mauricio de Sousa no leitor mais jovem. A primeira foi uma minissérie estrelada por Tina, que também foi modificada para a história.

Desde o início de 2007, quando a Turma da Mônica começou a ser publicada pela multinacional Panini, houve aumento na oferta de publicações especiais dos personagens de Mauricio de Sousa.

Parte das obras é destinada ao leitor adulto também.

Uma delas, "As Tiras Clássicas da Turma da Mônica", ganhou o Troféu HQMix deste ano na categoria publicação infantil (leia mais aqui).

A obra reedita as primeiras tiras cômicas do personagens.

                                                             ***

Na entrega do Troféu HQMix, na próxima quarta-feira à noite, no Sesc Pompéia, em São Paulo, vai haver nova distribuição da revista promocional, segundo a assessoria de Mauricio.

Leia mais sobre a versão mangá da Turma da Mônica neste link.

Crédito: as imagens desta postagem são reproduções da revista promocional "Turma da Mônica Jovem".

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Escrito por PAULO RAMOS às 11h44
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Paulistas vencem concurso de tiras do Estadão

"O Estado de S. Paulo" divulgou neste domingo os dois vencedores do "Concurso de Tirinhas", promovido pelo jornal.

Havia duas categorias: profissional e estudante. Os ganhadores foram dois paulistas.

 

 

Na profissional, o premiado foi José Custódio Rosa Filho. 

Custódio -nome que usa para assinar os trabalhos que faz- é de São Paulo.

A tira ganhadora -ou tirinha, como prefere o Estadão- tem o nome "Biro e sua Cachola".

Ele possui outras num site que mantém na internet. Há também charges e cartuns.

 

 

Na outra categoria, o vencedor foi Tobias Gonçalves Botelho, de Santos, no litoral paulista.

O desenhista usa o nome artístico de Sitião.

                                                             ***

Cada um dos ganhadores vai receber equipamentos de informática.

Os nomes dos dois vencedores saiu num anúncio, na página B4 do caderno de Economia da edição deste domingo do jornal.

A imagem das duas tiras premiadas e os nomes dos demais finalistas só estão disponíveis no site do Estadão, de onde foram reproduzidas as duas tiras desta postagem (link). 

                                                             ***

Não há informação se o jornal paulista vai incorporar as tiras ao caderno de cultura. O regulamento também não atrela a premiação à contratação dos premiados.

Dos grandes jornais, o Estadão é o que menos investe em tiras cômicas nacionais.

Das cinco publicadas diariamente, apenas uma, "Turma da Mônica", é brasileira.

As demais são norte-americanas.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 11h10
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19.07.08

Autores independentes criam revista nacional em estilo mangá

 

 

 

 

Capa aberta da edição de estréia da "TokyoAki", que começa a ser vendida neste mês

 

 

 

O quadrinho independente nacional, que ganhou novo fôlego desde o ano passado, tem dialogado com um espectro amplo de gêneros.

A última aposta se inspira no estilo mangá, como é conhecido o quadrinho japonês.

A revista "TokyoAki", que começou a ser vendida neste mês, é toda pautada no modo oriental de produzir quadrinhos.

A diferença em relação aos mangás é que as histórias são feitas por autores brasileiros.

                                                            ***

Esta edição de estréia traz quatro histórias. Cada uma aborda uma temática diferente: surfe, fantasia, horror, surrealismo.

A proposta é que os leitores escolham quais delas continuarão na próxima edição.

Segundo Harriot Junior, editor da revista e roteirista de três das histórias, esse modelo seletivo também é inspirado no quadrinho japonês.

"Provavelmente, as melhores histórias se tornarão uma revista à parte, nos moldes da Shonen Jump, uma das maiores publicações do mercado japonês de quadrinhos", diz.

A "Shonen Jump" costuma manter as séries com maior receptividade do público. A revista já publicou mangás clássicos, como "Dragon Ball", de Akira Toryiama.

                                                             ***

Esta edição de "TokyoAki" é o número zero da revista, programada para ser semestral.

É a mesma estratégia usada pelo Studio Vermis em outra publicação do grupo, a "Cão".

A revista independente também teve início com uma edição zero, lançada em fevereiro de 2007. O primeiro número foi publicado três meses depois (leia mais aqui).

Meses depois, veio o número dois. Parou no três.

"A produção da Cão continua, só demos um tempo na impressão da revista para implementar essas mudanças", diz Harriot.

São basicamente duas as mudanças, segundo ele: a publicação terá mais páginas e passa a ser lançada a cada quatro meses (antes era trimestral).

O tema da quarta edição é faroeste. Ainda não há uma data para o início das vendas.

                                                             ***

Os integrantes do Studio Vermis (link) vão vender a revista "TokyoAki" no Anime Friends.

O evento de mangás e animações japonesas termina neste domingo, em São Paulo.

O Anime Friends ocorre no Mart Center (rua Chico Pontes, 1.500, Vila Guilherme).

No local, há também estandes de lojas de quadrinhos e de outras editoras.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 19h41
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A leitura dos chargistas sobre o caso Daniel Dantas

O chargista é uma espécie de termômetro do impacto das notícias nas pessoas.

Por esse raciocínio, a temperatura dos habeas-corpus dados a Daniel Dantas e do afastamento do delegado da Polícia Federal responsável pelo caso está quentíssima, quase febril, na leitura dos chargistas.

Um exemplo do dia, feito por Bessinha e reproduzido do site "Charge Online":

 

 

O "Charge Online" tinha muitos outros exemplos neste sábado, todos bem críticos.

A página virtual reproduz virtualmente charges veiculadas em jornais impressos.

Para acessar, clique aqui.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 18h33
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18.07.08

Filme é de Batman. Mas é o Coringa de Ledger quem rouba a cena

 

 

 

Há um fato difícil de ser contornado antes de assistir a "Batman - O Cavaleiro das Trevas", segundo longa-metragem da nova safra de filmes do homem-morcego.

Trata-se da morte prematura do ator Heath Ledger, intérprete do vilão Coringa.

Ledger foi encontrado morto num apartamento em Nova York em 22 de janeiro deste ano. Causa: uso abusivo e acidental de medicamentos. Estava com 28 anos.

A produção milionária -custou 180 milhões de dólares- ganhou um involuntário e mórbido interesse: ver a última atuação de Ledger.

E, de forma póstuma, o ator australiano não decepciona.

O Coringa criado por ele é o grande destaque do longa, que estreou nesta sexta-feira.

E por méritos próprios, não por um apelo sentimental causado por sua morte.

                                                             ***

A atuação do ator australiano é uma das versões mais assustadoras do palhaço do crime, como também é conhecido o vilão.

Ele conserva os traços de humor, imprevisibilidade e loucura, como sua persona dos quadrinhos, mas com um grau de violência acima da média.

Essa combinação, difícil de ser conjugada, torna-se o foco do telespectador nos 158 minutos de projeção do filme.

O fio narrativo é conduzido pelo herói, Batman, como deveria mesmo ser.

Mas a expectativa da platéia é pela próxima aparição do Coringa.

                                                            ***

Esta seqüência da revitalização da franquia -o primeiro longa é de 2005, também dirigido por Christopher Nolan- está vinculada aos movimentos de bastidor do crime organizado da fictícia cidade de Gotham City.

Um triunvirato formado por Batman (Christian Bale retorna ao papel), Gordon (na fase pré-comissário, como ficou conhecido) e o promotor público Harvey Dent se une para combater a máfia municipal.

A presença do Coringa desestabiliza a atuação tanto dos criminosos quanto do trio.

E influencia na transformação de Dent no vilão Duas-Caras (interpretado por Aaron Eckhart, bem no papel).

Com o surgimento dele, o filme ganha um novo fôlego, com novas situações e mais ação.

                                                            

 

A história do longa-metragem foi inspirada na minissérie "O Longo Dia das Bruxas", já lançada no Brasil pela Editora Abril em oito edições quinzenais, entre outubro de 1998 e fevereiro do ano seguinte.

A minissérie -escrita por Jeph Loeb e desenhada por Tim Sale- também mostra a união entre Batman, Gordon e Dent e o combate dos três ao crime organizado.

Mas continha uma trama de mistério, ignorada no filme. Era a dúvida em saber quem era o assassino serial Feriado, que matava vítimas ligadas à máfia nos feriados norte-americanos.

A trama nos quadrinhos se passa no intervalo de um ano, de um Dia das Bruxas a outro.

Nesse período, Batman enfrenta uma série de vilões de Gotham, também deixados de lado no longa.

À exceção de Duas-Caras, do Espantalho -numa rápida aparição no começo- e do Coringa, este em doses bem menores e com bem menos importância que no filme.

                                                             ***

A editora Panini estrategicamente relança nesta semana a minissérie, numa edição de luxo, em capa dura (R$ 95, 404 págs.).

A história em quadrinhos ainda é melhor que o filme.

Mas isso não significa que o longa -que bem fique claro- seja ruim. Pelo contrário. Agrada e supera o anterior, muito pautado na origem do herói.

E tem a derradeira atuação de Heath Ledger. 

Depois de sua encarnação do Coringa, não será lembrado apenas como o caubói gay de "Broke Back Mountain", papel que rendeu a ele indicação ao Oscar.

Teria uma carreira promissora.

                                                            ***

Quem pretende ver "Batman - O Cavaleiro das Trevas", prepare-se para enfrentar fila.

Na sessão das 18h desta sexta-feira, já havia sala cheia num shopping de São Paulo.

Na saída, por volta de 20h45, uma fila enorme.

Nos Estados Unidos, parece ocorrer o mesmo. Segundo noticia o UOL, a pré-estréia lá bateu recorde. Arrecadou 18,5 milhões de dólares antes da estréia oficial.

O recorde anterior era do terceiro Guerra nas Estrelas, com 16,9 milhões de dólares.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 23h26
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Sábado tem lançamentos de quadrinhos no Rio e em São Paulo

Os quadrinhos tomam a ponte aérea neste sábado.

Há lançamentos no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Para os cariocas, um show vai marcar o início das vendas do álbum "Menina Infinito", de Fábio Lyra. O autor também comparece para autografar a obra, que custa R$ 39,90.

O álbum da editora Desiderata tem 120 páginas e traz três histórias, todas inéditas.

A personagem fanática por música já teve histórias publicadas na extinta revista independente "Mosh!".

Um dos responsáveis pela publicação era Sandro Lobo, que também editou o álbum.

O lançamento-show vai ser no sebo Baratos da Ribeiro, em Copacabana.

Segundo Lyra, o local foi um dos que ele usou como cenário para as histórias de Mônica, real nome da personagem.

No outro extremo da ponte aérea quadrinística, há dois lançamentos.

Ambos serão no mesmo local e horário: Livraria HQMix, no centro de São Paulo.

Um é uma edição especial do fanzine "Subterrâneo". É o quarto especial do grupo.

O outro é o terceiro número da revista independente "Tempestade Cerebral".

A publicação, editada por Alex Mir, enfoca os gêneros de aventuras e super-heróis.

Esta nova edição foi produzida no chamado formato americano.

É o mesmo das revistas de heróis que a editora Panini vende nas bancas.

Tanto "Tempestade Cerebral" quanto "Subterrâneo" integram o selo independente 4º Mundo, um dos homenageados deste ano do Troféu HQMix (leia mais aqui e aqui).

Serviço

Lançamento de "Menina Infinito" - Quando: sábado (19.07). Horário: a partir das 17h. Onde: sebo Baratos da Ribeiro. Endereço: rua Barata Ribeiro, 354, Copacabana, Rio de Janeiro (perto do metrô Siqueira Campos).

Lançamento de "Tempestade Cerebral" # 3 e de "Subterrâneo Especial" # 4- Quando: sábado (19.07). Horário: a partir das 19h30. Onde: Livraria HQMix. Endereço: Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h35
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17.07.08

Divulgada lista dos premiados do Troféu HQMix 2008

 

 

 

 

 

"Laertevisão" foi um dos destaques da premiação de quadrinhos; obra de Laerte venceu em três categorias

 

 

 

 

A comissão organizadora do 20º Troféu HQMix divulgou nesta quinta-feira os vencedores da edição deste ano da premiação, a principal da área de quadrinhos no país.

O cartunista Laerte foi o mais premiado. O álbum "Laertevisão -Coisas Que Não Esqueci", da editora Conrad, venceu em três categorias: melhor projeto editorial, projeto gráfico e edição especial nacional.

A obra reúne histórias em quadrinhos biográficas do desenhista, que foram publicadas no jornal "Folha de S.Paulo".

                                                            ***

O cartunista foi premiado também pelo álbum "Piratas do Tietê – A Saga Completa".

A obra, da editora Devir, relançava as histórias em quadrinhos dos imprevisíveis personagens. Foram publicados três volumes (leia mais aqui).

A edição do projeto foi de Toninho Mendes. Ele foi o editor da revista "Piratas do Tietê", lançada entre maio de 1990 e abril de 1992.

                                                            ***

Alguns dos premiados ganharam em duas categorias.

"300 de Esparta", o filme e o álbum de luxo, terão um troféu cada um. A estatueta tem a forma do personagem "Samurai", criação de Cláudio Seto (leia mais aqui e aqui).

O desenhista e empresário Mauricio de Sousa também receberá dois troféus.

Um pela coletânea "As Tiras Clássicas da Turma da Mônica". Outro pela animação "Turma da Mônica – Uma Aventura no Tempo".

                                                            ***

Allan Sieber ganhou como melhor cartunista e pelo trabalho no álbum "Assim Rasteja a Humanidade", da editora Desiderata.

Daniel Bueno foi escolhido melhor ilustrador e autor da melhor dissertação de mestrado.

A pesquisa dele, realizada na Universidade de São Paulo, mostrava a influência do cartunista norte-americano Saul Steinberg (1915-1999) em autores brasileiros da chamada "geração Pasquim" (leia mais aqui).

                                                            ***

Este jornalista recebeu o prêmio de melhor articulista de quadrinhos.

E este blog jornalístico venceu como melhor blog sobre quadrinhos.

                                                            ***

Nas demais categorias, a premiação foi bem diversificada.

E houve pelo menos uma novidade em relação a edições anteriores do prêmio: a Pixel ganhou como melhor editora de 2007. Nos dois últimos anos, tinha sido a Conrad.

Veja a lista dos 48 premiados, escolhidos entre 2 mil profissionais da área de quadrinhos:

 

1- Adaptação para outro veículo - 300 de Esparta - O Filme

2- Álbum de Aventura - 300 de Esparta

3- Animação - Turma da Mônica - Uma Aventura no Tempo

4- Articulista de Quadrinhos - Paulo Ramos

5- Blog/Flog de Artista Gráfico - Rafael Grampá

6- Blog sobre Quadrinhos - Blog dos Quadrinhos

7- Caricaturista - Baptistão

8- Cartunista - Allan Sieber

9- Chargista - Angeli

10- Desenhista Estrangeiro - John Cassaday

11- Desenhista Nacional - Spacca

12- Desenhista Revelação - Jozz

13- Edição Especial Estrangeira - Persépolis Completo

14- Edição Especial Nacional - Laertevisão - Coisas Que Não Esqueci

15- Editora do Ano - Pixel

16- Evento - 5° FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos

17- Exposição - Ziraldo, o eterno Menino Maluquinho

18- Ilustrador - Kako

19- Ilustrador de livro infantil - Daniel Bueno

20- Livro Teórico - Desenhando Quadrinhos de Scott McCloud

21- Minissérie - Fábulas - Mil e uma noites

22- Projeto Editorial - Laertevisão - Coisas Que Não Esqueci

23- Projeto Gráfico - Laertevisão - Coisas Que Não Esqueci

24- Publicação de Cartuns - Assim Rasteja a Humanidade

25- Publicação de Charges - Urubu de Henfil

26- Publicação de Clássico - Um Contrato Com Deus

27- Publicação de Humor - Piratas do Tietê. A Saga Completa

28- Publicação de Terror - Black Hole

29- Publicação de Tiras - O Mundo é Mágico - Calvin e Haroldo

30- Publicação Erótica - Lost Girls

31- Publicação Independente de Autor - Menino Caranguejo 1

32- Publicação Independente de Bolso - Juke Box 4

33- Publicação Independente de Grupo - Quadrinhópole 4

34- Publicação Independente Especial - O Relógio Insano

35- Publicação Infantil - As Tiras Clássicas da Turma da Mônica

36- Publicação Mix - Pixel Magazine

37- Publicação sobre Quadrinhos - Mundo dos Super-Heróis

38- Revista de Aventura - Lobo Solitário

39- Roteirista Estrangeiro - Alan Moore

40- Roteirista Nacional - Wander Antunes

41- Roteirista Revelação - Cadu Simões

42- Salão e Festival - IX Festival de Humor e Quadrinhos de Pernambuco

43- Site de Autor - José Aguiar

44- Site sobre Quadrinhos - Universo HQ

45- Tira Nacional - Níquel Náusea

46- Web Quadrinhos - Malvados

47- Publicação de Caricatura - É Mentira, Chico!

 

Os outros troféus foram escolhidos pela comissão organizadora do prêmio.

Três são de pesquisas de doutorado, mestrado e trabalho de conclusão de curso.

Os demais são homenageados da comissão:

 

48- Trabalho de Graduação - Gil Tokio

49- Tese de Doutorado - Jorge Arbach ("O Fato Gráfico - O Humor Gráfico como Gênero Jornalístico")

50- Tese de Mestrado - Daniel Bueno ("O Desenho Moderno de Saul Seinberg - Obra e Contexto")

51- Grande Mestre - Ypê Nakashima

52- Grande Mestre - Fernando Ykoma

53- Grande Mestre - Minami Keizi

54- Grande Mestre - Paulo Fukue

55- Grande Mestre - Roberto Fukue

56- Cláudio Seto (criador do Samurai que compõe a estátua do HQMix)

57- Homenagem - Ivan Reis

58- Grande Contribuição - Borba Gata-Luiz Gê

59- Grande Contribuição - 4° Mundo

60- Grande Contribuição - Guia do Ilustrador

 

A entrega dos 60 prêmios vai ser no próximo dia 23, no teatro do Sesc Pompéia, em São Paulo (rua Clélia, 93).

A presentação será de Serginho Groisman, da TV Globo, tarefa que ele repete desde a primeira entrega do Troféu HQMix, em 1988.

A cerimônia começa às 20h. Uma hora antes, vai haver exibição de produções sobre quadrinhos. Uma delas é o curta "Dossiê Rê Bordosa", premiado no fim de semana no Festival Paulínia de Cinema. A entrada é franca.

Leia mais sobre a programação, os homenageados e o histórico do HQMix neste link.

E aqui a lista dos indicados deste ano ao prêmio.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h30
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16.07.08

Congresso de Lingüística tem nove trabalhos sobre quadrinhos

O GEL -Grupo de Estudos Lingüísticos do Estado de São Paulo- tem nove pesquisas sobre quadrinhos na edição deste ano do congresso, o principal evento paulista do gênero.

O encontro de Lingüística começou nesta quarta-feira em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, de onde noticio esta postagem. Vai até sexta-feira.

Dos nove trabalhos sobre quadrinhos, cinco são de alunos de pós-graduação ou de professores/pesquisadores vinculados a universidades, a maioria paulistas.

Os demais são estudos de iniciação científica, feitos por estudantes dos cursos de graduação nas áreas de Letras e Lingüística.

                                                            ***

A maioria dos estudos -quatro ao todo- aborda charges, principalmente de Angeli. O cartunista faz desenhos para o portal UOL e para a "Folha de S.Paulo".

As outras pesquisas envolvem tradução, análise do hibridismo de linguagens em "Sin City" -no filme e na história em quadrinhos- e produção de sentido na associação de elementos verbais e não-verbais 

Outro estudo é de autoria de Diego Figueira, um dos coordenadores do site "Pop Balões", especializado em quadrinhos.

Ele discute questões de intertextualidade e de tradição em quadrinhos contemporâneos.

A exposição mostra elementos da pesquisa de mestrado que ele finaliza na Universidade Federal de São Carlos, também no interior paulista.

                                                            ***

Este jornalista -que também é docente universitário e pesquisador da área- expôs nesta quarta-feira um estudo sobre os gêneros dos quadrinhos.

Na minha leitura, os quadrinhos compõem um hipergênero, que agrega diferentes gêneros autônomos (como as tiras cômicas, os mangás, as charges etc.).

Em comum, dividiriam uma mesma linguagem -a dos quadrinhos-, produzida em textos predominantemente narrativos, em diferentes suportes e formatos.

                                                            ***

Ter nove trabalhos inscritos no GEL -o principal termômetro dos estudos lingüísticos no país- é mais um indicador de que o tema quadrinhos ganha fôlego na área.

Os motivos disso ainda merecem um estudo à parte, mais aprofundado.

Mas é possível perceber, desde já, que a soma de alguns elementos contribuiu para isso.

Entre os motivos, estão:

  • presença de questões de quadrinhos nos exames vestibulares, em especial da Unicamp (Universidade Estadual Paulista)
  • presença de tiras cômics e charges no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio)
  • inserção dos quadrinhos como conteúdo escolar no PCN (Parâmetro Curricular Nacional), criado na gestão do ex-presidente Fernando Henique Cardoso
  • inclusão de quadrinhos no PNBE (Programa Nacional Biblioteca na Escola), política que ganhou força no atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; o PNBE distribui livros -e quadrinhos- a escolas dos ensinos fundamental e médio

                                                            ***

A presença de quadrinhos na área de ensino -uma realidade hoje- obrigou a academia a começar a dar algumas respostas lingüísticas para o tema.

Tema que foi historicamente ignorado pela área, salvo pouquíssimas exceções.

Respostas tardias, é verdade. Mas, ainda sim, respostas.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 19h42
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15.07.08

Cicca Dum-Dum: mistura eficiente de erotismo e bom-humor

 

 

 

 

 

 

 

 

Álbum, escrito pelo argentino Carlos Trillo e desenhado pelo espanhol Jordi Bernet, começa a ser vendido nesta semana

 

 

 

 

 

 

 

É difícil dar uma rotulação a "Cicca Dum-Dum- Desafiando Al Capone", álbum que começa a ser vendido nesta semana (Zarabatana, 68 págs., R$ 30).

Numa primeira passada de olhos, inclusive na protagonista, trata-se de uma obra erótica.

O fato de a editora ter incluído a publicação na "Coleção Mondo Fetish" ajuda a corroborar essa leitura.

A coleção da Zarabatana já tem dois outros álbuns eróticos: "Chiara Rosenberg" e "Clara da Noite" (leia mais aqui e aqui).

Mas a leitura das páginas dá outra impressão. Há, sim, erotismo explícito. Mas dosado com muito bom-humor. É esse lado cômico, na verdade, o grande destaque da obra.

                                                             ***

Cicca Dum-Dum era estrela de um clube noturno de Chicago, mesma cidade do poderoso gângster Al Capone (1897-1947).

Ela se envolve com um fotógrafo, que rouba muito dinheiro de Capone para dar uma vida luxuosa à amada. Jurados de morte, fogem para Nova York. Detalhe: sem o dinheiro. 

Na nova cidade, tentam refazer o caixa casando Cicca com um capanga de lá, que a vê como uma moça pura e virginal.

O que ela não sabe é que o apaixonado bandido é ligado a Capone.

                                                            ***

A confusão é divertida e, em meio a ela, são pautadas as situações mais inusitadas para Cicca mostrar seus "dotes" (e ela não tem o menor pudor disso).

Uma das cenas mais engraçadas é observar Zózimo, capanga do gângster que quer casar com a protagonista. Toda vez que tenta fazer sexo é interrompido bruscamente pelo chefe.

O resultado híbrido -e eficiente- de erotismo e comicidade é mérito do escritor argentino Carlos Trillo, um dos mais talentosos do país vizinho.

É algo já feito por ele, embora com tramas mais curtas, em "Clara da Noite".

Outro ponto que aproxima os dois álbuns é a presença do desenhista espanhol Jordi Bernet, que fez a arte das duas obras.

                                                            ***

A Zarabatana programa lançar o segundo álbum da voluptuosa personagem: "Cicca Dum-Dum 2: Belo e Querido México". A editora não tem ainda uma data de publicação.

Ao todo, Cicca Dum-Dum protagonizou cinco obras.

Se mantiverem a mesma qualidade de texto deste volume de estréia, também serão bem-vindas em território brasileiro.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 23h13
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14.07.08

Comissão do Troféu HQMix define homenageados deste ano

 

 

 

 

 

 

 

Troféu entregue aos vencedores do prêmio terá a forma de Samurai, personagem criado por Cláudio Seto

 

 

 

 

 

 

A comissão organizadora do 20º Troféu HQMix divulgou nesta segunda-feira os homenageados da edição deste ano da premiação. 

O troféu é a principal premiação da área de quadrinhos do país.

A categoria grande mestre terá, pela primeira vez, cinco homenageados de uma só vez: Ypê Nakashima, Fernando Ykoma, Minami Keizi e os irmãos Paulo e Roberto Fukue.

A escolha deles está ligada ao centenário da imigração japonesa no Brasil, comemorado este ano.

Na categoria grande contribuição à linguagem dos quadrinhos, foram destacados o desenhista Luís Gê, Ricardo Antunes (autor do "Guia do Ilustrador") e os integrantes do selo independente 4º Mundo.

                                                            ***

Luís Gê foi lembrado pela produção de uma inovadora história em quadrinhos -"Borba Gata"- no corpo de uma manequim de vitrine.

O desenhista foi muito atuante a década de 1980 (mais aqui). Participou, por exemplo, da extinta revista "Circo", que trazia também histórias de Laerte, Angeli e outros.

Ricardo Antunes escreveu um manual de orientação para novos e antigos ilustradores saberem os direitos que têm na hora de atuar profissionalmente.

O "Guia do Ilustrador" pode ser baixado de graça pela internet (aqui). E se tornou uma espécie de referência na área.

Segundo a comissão do HQMix, é acessado por mais de 40 países.

O ilustrador brasileiro virá de Portugal, onde mora, para receber o prêmio.

O 4º Mundo é o nome dado ao selo que reúne autores independentes brasileiros. O grupo surgiu no ano passado e tem ganhado adeptos e repercussão desde então.

Atualmente, o selo publica tanto histórias impressas quanto virtuais, principalmente no blog do grupo (leia mais aqui).

                                                            ***

Ypê Nakashima realizou o primeiro longa-metragem de animação brasileiro feito em cores. A lembrança do nome dele se deve a essa produção, que não viveu para assistir.

Será a primeira vez que o HQMix dá um troféu de grande mestre a uma pessoa já falecida.

Os demais homenageados nessa categoria estiveram ligados à extinta editora Edrel.

A editora que publicou quadrinhos com temática oriental. O material foi produzido no Brasil entre o fim da década de 1960 e o início da seguinte.

Uma das revistas da Edrel era "Samurai", criação do nissei Cláudio Seto.

O personagem de Seto será homenageado por meio da estátua que será entregue a cada um dos vencedores.

A imagem mostrada no início desta postagem é a versão final do troféu, feito pelo artista plástico Olintho Tahara.

A editora Devir vai publicar um álbum com as histórias de "Samurai" (aqui). O lançamento estava previsto para junho, mas foi adiado por dificuldade na edição dos originais.

                                                            ***

As categorias grande mestre e contribuição à linguagem dos quadrinhos são definidas pela comissão organizadora do prêmio.

Outra, a de teses científicas, também fica a cargo da comissão. Mas os vencedores ainda não foram divulgados.

As demais categorias da premiação são escolhidas por meio de voto.

Cerca de 2 mil pessoas, 800 a mais do que na edição passada, têm direito à votação. Todas são ligadas à área.

O resultado já é conhecido pela comissão organizadora. A divulgação deve ocorrer na próxima quinta-feira.

Os nomes que concorrem foram noticiados pelo blog em maio (leia mais aqui).

                                                            ***

A entrega oficial dos prêmios será no dia 23, às 20h, no teatro do Sesc Pompéia, em São Paulo (rua Clélia, 93). A apresentação será de Serginho Groisman, da TV Globo.

Antes, às 19h, vai haver exibição de três curtas-metragem: o baseado em uma história da revista independente "Quadrinhópole", "O Samurai de Curitiba", um documentário sobre Cláudio Seto, e o premiado "Dossiê Rê Bordosa" (leia mais aqui).

Vai ser exibido também um clipe do longa-metragem com os "Los Três Amigos", que está sendo produzido. Os personagens são criações caricatas de Angeli, Laerte e Glauco.

                                                            ***

O Troféu HQMix foi criado em 1988, no programa "TV Mix", da TV Gazeta. O "mix" do prêmio vem daí.

O programa tinha um quadro de quadrinhos, comandado por Gualberto Costa (o Gual) e José Alberto Lovetro (O JAL). A idéia de criar a premiação partiu deles.

Desde então, os dois integram a comissão organizadora do troféu, que se tornou o principal do país. Neste ano, a presidência da comissão ficou a cargo da pesquisadora Sonia Luyten.

Groisman apresentou a primeira premiação. E tem repetido a tarefa nos 20 anos de HQMix.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h51
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Conrad adia mais uma vez volta de Battle Royale

O retorno do mangá "Battle Royale" às bancas foi adiado novamente.

A série da editora Conrad parou de ser publicada em dezembro de 2007, a três números do final. São 15 edições ao todo.

Em março, o site da editora anunciava o décimo terceiro número. O lançamento estava programado para abril (leia mais aqui).

A comercialização poderia ser feita no sistema de pré-venda, em que a pessoa garante a compra antes da publicação do título.

No mês passado, a oferta da revista foi retirada da página virtual.

                                                            ***

Segundo a Conrad, a suspensão se deveu, mais uma vez, por problemas de contrato.

"A primeira comunicação era que estava tudo o.k. e que poderíamos pôr a revista na impressão", diz por telefone Amauri Stamboroski Jr., redator do departamento de comunicação da editora.

"Mas, em um segundo contato, nós tivemos problemas com a aprovação da capa."

Stamboroski Jr. diz que a série não foi cancelada pela editora e que volta após a solução dos impasses contratuais. Mas afirma que não há data ainda para o retorno às bancas.

A primeira parada na publicação do mangá, no início do ano, também se deveu por problemas de contrato, segundo a Conrad.

A editora justificou o mesmo motivo para a suspensão da publicação das séries japonesas "Sanctuary", "Monster" e "One Piece", que ficaram meses sem novas edições (leia aqui).

Os três títulos já tiveram novas revistas lançadas pela editora.

                                                            ***

"Battle Royale" foi feito originalmente em livro, em 1999. Foi escrito por Koushun Takami.

No ano seguinte, ele adaptou a história para os quadrinhos, desenhados por Masayuki Taguchi.

A série mostra um grupo de alunos, que é levado para uma ilha contra a vontade. Lá, são orientados a matar uns aos outros. Ganha a liberdade o estudante que se mantiver vivo.

A matança faz parte de um projeto do governo japonês, chamado "O Programa". 

Em 2000, um mês após o lançamento do mangá, estreou no Japão a adaptação cinematrográfica.

O longa-metragem, lançado no Brasil em DVD, teve participação especial do ator e diretor Takeshi Kitano (de "Zatoichi", entre outros) como o temido professor disciplinador.

Houve um segundo longa-metragem em 2003, "Battle Royale: Requiem".

                                                            ***

No Brasil, o mangá começou a ser publicado em novembro de 2006.

Leia resenha sobre o primeiro número da série neste link.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 12h09
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13.07.08

Curta sobre morte de Rê Bordosa ganha dois prêmios em Paulínia

 

 

O curta-metragem "Dossiê Rê Bordosa", dirigido por Cesar Cabral, venceu dois prêmios do 1º Festival Paulínia de Cinema. A cerimônia de entrega ocorreu no sábado à noite.

A produção foi escolhida o melhor curta nas seleções feitas pelo júri oficial e pela crítica.

A animação procura responder por que o cartunista Angeli matou a personagem em 1987.

O filme já havia conquistado uma menção honrosa no Anima Mundi e dois prêmios do "Cine-PE", de Permambuco, nas categorias melhor roteiro e trilha.

                                                             *** 

O diferencial do curta é que todos os entrevistados são mostrados na forma animada.

Funciona como se fosse um documentário. Ouve-se a voz dos entrevistados, mas a imagem que se vê deles é feita por meio de animações.

Entre os entrevistados, estão o cartunista Laerte, o editor da revista "Chiclete com Banana", Toninho Mendes, e o próprio Angeli.

É ele, mais jovem, na imagem acima, ao lado de Rê Bordosa. E também na vista abaixo, durante depoimento em uma das cenas presentes no curta.

 

 

O principal destaque do festival de cinema, realizado em Paulínia (a 118 km de São Paulo), foi o longa "Encarnação do Demônio", dirigido por José Mojica Marins, o Zé do Caixão.

O filme venceu em sete categorias da premiação, entre elas a de melhor filme.

Se não houver mudanças de programação, o longa estréia nos cinemas em 8 de agosto.

Antes disso, deve ser lançado o álbum em quadrinhos "Prontuário 666 - Os Anos de Cárcere de Zé do Caixão". A obra, da Conrad, foi desenhada por Samuel Casal e vai custar R$ 24.

O álbum é anunciado pela editora como "a história em quadrinhos que precede o filme".

O 1º Festival Paulínia de Cinema é uma tentativa do município de tornar a cultura a segunda fonte de renda da cidade. Paulínia é conhecida economicamente como pólo petroquímico.

                                                             ***

"Dossiê Rê Bordosa" será exibido neste mês no Anima Mundi, tanto na edição do Rio de Janeiro (até dia 20) quanto na de São Paulo (de 23 a 27 de julho).

Há exibições também em Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) e no 36º Festival de Cinema de Gramado (RS).

O curta tem um site com mais informações sobre as exibições e o filme. São de lá as fotos mostradas nesta postagem. A página virtual tem também dois trailers da animação.

Para assistir, clique aqui.

Rê Bordosa fez parte de outra animação, o longa "Wood & Stock - Sexo, Orégano e Rock´n Roll", de Otto Guerra, exibido em 2006. A cantora Rita Lee dublou a personagem.

Leia mais sobre o filme de otto Guerra, inspirado nas criações de Angeli, neste link.

                                                             ***

Nota: as informações desta postagem foram baseadas em matérias do portal UOL e da Folha Online.

                                                            ***

Post postagem (14.07, 11h52): a leitora Elza Dantas corrige uma informação desta postagem. "Dossiê Rê Bordosa" venceu também um terceiro prêmio no festival.

O curta ganhou também na categoria júri popular. O filme ficou empatado com "Vida Maria", de Marcio Ramos. Fica registrada a correção.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 19h10
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11.07.08

Tiras infantis escondidas do restante do Brasil - Parte 4

 

 

Como tantas outras tiras infantis, a série Nicolau tem como protagonista um menino.

Mas ele tem um diferencial, pautado na vida moderna: é filho de mãe solteira e vive num prédio.

"Quis inventar um garoto normal, porém que sofresse com algo. A separação de seus pais foi o estopim de tudo", diz por e-mail Lucas Lima, o criador da tira cômica.

 

 

Nicolau não foi a primeira experiência dele com quadrinhos. Antes, fez por um ano uma série chamada "Os Escoteiros".

Lima diz que gostava da tira, mas sentia falta de personagens mais comuns, que tivessem maior identificação com as pessoas.

"O Nicolau surgiu daí, foi uma tira pensada. Queria uma gama grande de personagens para não perder nenhuma idéia que surgisse. Pra isso, nada melhor que um edifício, onde podem moram muitas pessoas."

Hoje, ele trabalha com uma média de 12 personagens, que moram ou trabalham no prédio. Diz que, com eles, inventa "um universo".

Há desde o porteiro Potiguá até um papagaio, Marcel, tratado por Nicolau.

 

 

As situações de humor são criadas na interação do menino loiro com os moradores e funcionários.

Embora não seja a protagonista, a mãe de Nicolau tem papel de destaque nas tiras.

Moderna e independente, ela tem de se dividir para cuidar do filho e dos "problemas" domésticos. Como a árdua traefa de abrir uma lata de palmitos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Livro lançado no fim do ano passado reuniu as primeiras histórias de Nicolau

 

 

 

 

 

 

 

As tiras iniciais foram compiladas num livro, lançado em dezembro de 2007.

"Nicolau - Primeiras Histórias" (capa acima) foi publicado pela Junqueira & Marin, editora de Araraquara, no interior paulista, mesma cidade do autor.

"Pelo fato das tiras do Nic [Nicolau] serem bastante populares em Araraquara, tivemos um lançamento bastante concorrido, está sendo uma experiência muito boa", diz.

Foi num jornal da cidade, o "Tribuna Impressa", que as tiras estrearam. São publicadas lá até hoje.

A série é veiculada também em jornais de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Ribeirão Preto, também no interior de São Paulo.

 

 

 

 

Lucas Lima ao lado do papagaio Marcel, uma de suas criações, na apresentação de peça com seus personagens

 

 

 

Além do livro e de uma versão na forma de revista em quadrinhos, outra experiência nova para o autor foi ver suas criações no teatro, na forma de bonecos.

A peça, escrita por ele e pela esposa, foi apresentada nesta semana no Sesc Pompéia, em São Paulo. Segundo Lima, foi resultado de uma sucessão de convites. 

O Sesc sondou a Companhia Polichinelo, grupo de Araraquara especializado em teatro de bonecos, sobre a possibilidade de uma peça envolvendo quadrinhos.

O dono da companhia lia as tiras de Nicolau e ampliou o convite para o quadrinista. Foi o início do projeto, que ganhou forma nas apresentações desta semana.

"O cenário é um grande livro fechado que, quando aberto, se transforma no prédio onde vivem os personagens", diz.

"O enredo gira em torno das tentativas desastradas do Nicolau -e seu inseparável papagaio- em fazer com que seus pais assinem seu boletim, que está com notas baixíssimas. Projeções dos quadrinhos originais e onomatopéias são usadas o tempo todo."

 

 

O livro com tiras de Nicolau é vendido nas grandes livrarias.

Lucas Lima mantém uma página virtual com informações sobre a série. Toda segunda-feira, ele atualiza o site com seis novas tiras cômicas de seus personagens.

Para acessar, clique aqui

                                                              ***

Leia nas postagens abaixo as três primeiras matérias da série especial sobre tiras infantis desconhecidas do restante dos leitores do país.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 20h27
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10.07.08

Tiras infantis escondidas do restante do Brasil - Parte 3

O João Marcos, criador das histórias de Mendelévio, é o mesmo João Marcos que, no ano passado, venceu o Troféu HQMix na categoria de melhor pesquisa de mestrado.

São, na verdade, duas facetas desse mineiro, morador de Governador Valadares, cidade no interior de Minas Gerais.

O lado acadêmico de João Marcos Parreira Mendonça -seu nome completo- está prestes a publicar o estudo feito na área de artes da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

O mestrado mostrou uma aplicação da obra biográfica "Persépolis", de Marjane Satrapi.

No álbum, a autora conta a conturbada infância vivida no Irã, sua terra natal.

A outra faceta dele, a profissional, também caminha bem. Divide a atuação entre aulas e oficinas e a produção das histórias infantis de Mendelévio.

O personagem foi criado em 1993. Mas só estreou dois anos depois. O início foi num jornal de Ipatinga, em Minas, onde João Marcos trabalhava como chargista e ilustrador.

Segundo ele, o menino de rosto redondo surgiu da vontade de trabalhar com tiras cômicas.

O que o fascinava -termo dele- era o poder de síntese do gênero, necessariamente curto, dadas as limitações do formato. A inspiração, no entanto, veio de dentro de casa.

"Por serem diárias, busquei referências na minha infância, da convivência que tinha com minhas irmãs e das brigas com uma delas", diz, por e-mail.

"Essas situações nortearam as características dos personagens e das histórias."

 

 

As histórias -feitas num formato maior que o das tiras tradicionais- mostram a convivência entre Mendelévio e a irmã, Telúria.

Muitas das cenas cômicas são criadas das intencionais cutucadas que um dá na outra. E vice-versa.

As histórias já renderam um livro, "Mendelévio Dez". Foi lançado pela editora Emcomum, de Belo Horizonte, em 2005, ano que marcava o décimo aniversário de publicação das tiras.

Hoje, elas são impressas nos jornais mineiros "Diário do Rio Doce", de Governador Valadares, e "Hoje em Dia", de Belo Horizonte. Este circula também em cidades do Espírito Santo e de Brasília.

                                                             ***

João Marcos afirma sentir dificuldade em viajar suas criações para outros estados. É um dificuldade dupla, diz. Há barreiras tanto nos jornais quanto nas editoras.

"Nos jornais talvez seja a pouca importância que dão aos quadrinhos, talvez por desconhecimento do valor que eles podem agregar ao jornal."
 
"Nas editoras que publicam quadrinhos é o desinteresse em avaliar, com atenção, um trabalho que não circula nos grandes jornais e que é produzido fora do eixo Rio-São Paulo."
 
Ele assume, no entanto, parte da culpa. "Falta um preparo melhor para lidar com a comercialização do trabalho."
 
Mas é otimista quanto a isso. João Marcos vê no atual momento brasileiro um solo propício para germinar quadrinhos infantis por outras terras.
 
"O que tenho visto nas escolas é que existe o interesse por parte das crianças e dos professores. Creio que há muito tempo não se via um momento tão bom pra se investir nesse tipo de quadrinhos."
 
"Os professores parecem ter descoberto o potencial dos quadrinhos e falta variedade de títulos infantis para leitura e para o trabalho com a criança."
 
                                                             ***
 
O que também tem empolgado o autor e pesquisador neste ano é uma outra criação, bem mais caseira. É mais uma faceta dele: ser pai de Ana, nascida no início de 2008.
 
Ana já serviu de coadjuvante em uma das histórias de Mendelévio:
 
 
 
 
O autor mantém um blog com histórias curtas de Mendelévio. Para visitar, clique aqui.
 
E neste link para ler mais sobre a pesquisa de mestrado, vencedora do HQMix de 2007.
 
                                                             ***
 
Leia nas postagens abaixo as duas primeiras matérias da série especial sobre tiras infantis.
 
Próxima postagem: Nicolau. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h17
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09.07.08

Tiras infantis escondidas do restante do Brasil - Parte 2

 

Os livros com histórias de Cabeça Oca já venderam mais de 50 mil exemplares, segundo o autor, Christie Queiroz. A maior parte das vendas ocorre em Goiás e Tocantins, onde as tiras são publicadas há 18 anos.

Uma das obras chegou a ser a mais vendida em uma livraria de Goiânia no fim de 2007.

Mas, para o restante do país, os personagens ainda são pouco conhecidos.

"Não consegui ainda romper estas fronteiras por contas da distribuição", diz Queiroz.

 

 

Um dos entraves, de acordo com ele, está nas grandes editoras, que não dão crédito às vendas de seus livros.

Queiroz afirma ter recebido algumas propostas. Mas de editoras menores, que prefere evitar. O motivo da cautela foi um contrato com uma delas, de Goiânia.

"Eles acabaram me dando um prejuízo histórico, mesmo estando na lista dos 10 mais vendidos nas livrarias de Goiânia."

"Então, para ser assim, optei por publicar os livros por minha conta própria até aparecer uma proposta interessante de uma editora de respeito."

 

 

Na região Centro-Oeste do país, onde é mais lido, ele diz ter um público fiel.

Mesmo assim, não descarta estratégias de marketing para popularizar os lançamentos.

"Sempre trabalho com parceiros, assim consigo propagandas na tevê, lançar os livros com um certo glamour fazendo de cada lançamento um evento esperado, vitrines nas livrarias e, no último livro, até outdoor eu consegui fazer."

O autor lançou até agora nove coletâneas de tiras de Cabeça Oca. A última, "Abafa o Caso!", foi lançada em abril deste ano (capa acima).

As obras resgatam histórias publicadas nos jornais "O Popular", de Goiânia, e "Jornal de Tocantins", de Palmas.

 

 

As tiras mostram a convivência bem-humorada do menino Cabeça Oca com a família.

O protagonista foi criado quando o autor tinha 5 anos. Ele mesmo serviu de inspiração.

"Estava me desenhando em frente o espelho. Queria criar um personagem para fazer meus gibis. Minha mãe passou no corredor, viu a cena e me chamou de cabeça-oca. Gostei do nome e batizei assim o personagem."

 

 

As tiras são divididas entre Cabeça Oca e Mariana, irmã dele.

A gravidez da esposa de Queiroz serviu de base para a personagem.

A gestação da filha ocorreu ao mesmo tempo que a da mãe de Cabeça Oca.

"Durante vários meses, o leitor acompanhou a gravidez e nascimento da personagem em tempo real. Nunca recebi tanta carta", diz o autor, que é designer gráfico e mora em Goiânia.

 

 

Os personagens criados por Christie Queiroz estão em expansão.

Criou uma grife com suas criações e tenta, sempre que possível, buscar novos espaços para divulgar as obras. Em setembro de 2007, esteve na Bienal do Rio de Janeiro.

"Quando vou a outros Estados, vejo curiosidade e muita surpresa das pessoas com o meu trabalho."

Mas falta, como ele mesmo diz, romper as fronteiras.

"Eu imagino que hoje a internet quebrou essas fronteiras. Mas não. Elas ainda existem."

"No prefácio do meu quarto livro o Ziraldo disse que o Brasil precisa me conhecer. Entendo que isso realmente precisa acontecer."

 

 

O autor vende os livros em livrarias da região Centro-Oeste e também por e-mail.

O contato é cabecaoca@globo.com

                                                             ***

Leia na postagem abaixo a primeira matéria da série especial sobre tiras infantis pouco conhecidas dos leitores brasileiros de quadrinhos.

A matéria de abertura é com a Turma do Xaxado, de Antonio Cedraz.

Próxima postagem: Mendelévio.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h46
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08.07.08

Cedraz lança novo livro de tiras da Turma do Xaxado e prepara revista

 

 

 

 

 

 

 

Livro traz 365 tiras publicadas entre 2001 e 2002 no jornal "A Tarde", de Salvador

 

 

 

 

 

 

 

 

As tiras da Turma do Xaxado são conhecidas por representar com bom-humor as dificuldades do interior da Bahia.

Seca, trabalho na roça e falta de dinheiro são temas comuns.

A situação difícil enfrentada pelos personagens infantis, encabeçados pelo entusiasmado Xaxado, serve de metáfora para o trabalho do criador das tiras, o baiano Antonio Cedraz.

Fora do eixo Rio-São Paulo, epicentro das editoras de quadrinhos do país, ele se esforça para manter suas criações em evidência.

O novo livro com tiras de seus personagens -"Xaxado Ano 3"- é um exemplo. A obra é vendida por e-mail (custa R$ 20). E foi produzida por uma editora mantida por Cedraz.

Ele programa um lançamento oficial no fim deste mês em Salvador, cidade onde mora.

 

 

O livro é uma compilação de 365 tiras publicadas em "A Tarde", de Salvador, entre 2001 e 2002. Foi no jornal que as histórias começaram a ganhar projeção.

A parceria começou há exatos dez anos, a convite de um editor. Este queria histórias com personagens do interior baiano.

Cedraz ofereceu a Turma do Xaxado. Tem sido publicada desde então.

Hoje, são veiculadas também no "Diário do Nordeste", de Fortaleza (CE).

 

 

Cedraz nasceu há 63 anos numa fazenda do interior da Bahia.

Hoje, um deslocamento de retina fez com que perdesse a visão em um dos olhos.

A produção das histórias é feita por um estúdio, mantido por ele.

Tem quatro funcionários registrados: um argumentista, um desenhista, um arte-finalista e um colorista. A parte administrativa é tocada pela filha.

"Eu fico dando idéias e controlando tudo", diz Cedraz.

 

 

 

 

 

 

Obra da Turma do Xaxado foi incluída na lista do governo que distribui quadrinhos nas escolas

 

 

 

 

 

Um dos livros produzidos pelo estúdio, "Lendas e Mistérios", venceu o Troféu HQMix de 2007 na categoria melhor álbum infantil.

Outra das conquistas da Editora Cedraz foi incluir o livro "Turma do Xaxado - Volume 2" na disputada lista do ano passado do PNBE (Programa Nacional Biblioteca na Escola).

O programa do governo federal compra grandes lotes de títulos e os distribui a escolas dos ensinos fundamental e médio.

A inclusão garante uma maior visibilidade junto aos professores de todo o país.

A difusão na área acadêmica é uma das formas que Cedraz vê de difundir suas criações.

 

 

Está nos planos do autor o lançamento de uma revista, a ser publicada nas bancas por uma editora de São Paulo.

"Ainda não posso falar mais pois a coisa ainda está em acerto", diz.

Segundo ele, o projeto estava programado para este mês. Mas foi adiado por causa da recuperação de Cedraz, que passou neste ano por uma cirgurgia na vesícula.

"A saúde anda meio abalada, mas vai dando para continuar a luta", diz. "Já estou tocando vários projetos".

Entre esses projetos, inclui também peça, desenho animado, exposição e mais livros.

 

 

Os projetos de Cedraz e as dificuldades que encontra para publicar seus personagens são dois dos assuntos que ele conversou com o blog, após uma série de e-mails trocados nas últimas semanas.

                                                             ***

Blog - Foi difícil firmar a Turma do Xaxado no mercado? Quais as maiores dificuldades?

Antonio Cedraz - As maiores dificuldades foram a descrença no quadrinho nacional. As editoras acham que quadrinho nacional não vende e não lançam nada. Em minha última viagem a São Paulo, fui a uma editora e simplesmente o editor falou assim: "Gosto muito do seu trabalho, mas não estamos publicando quadrinho brasileiro". Quer dizer não publicam só porque é brasileiro? Se um estrangeiro fizesse um personagem como o Xaxado, será que eles publicariam? Inclusive acho que o maior mérito do Xaxado é falar das coisas do Brasil, lendas, política e outras coisas.

 

Blog - Um dos livros seus foi incluído na lista do PNBE do governo. Como você viu isso e de que forma essa inclusão pôde ajudar na divulgação de suas criações?

Cedraz - Foi uma grande vitória para nós pois, como sabe, a nossa editora é pequena e concorremos com grandes. Essa conquista foi muito importante pois, além de dar um fôlego no orçamento, vamos ter mais penetração e visibilidade.

 

 

 

 

 

 

Blog - O que falta para a Turma do Xaxado ganhar outras mercados nacionais? Essa é uma preocupação sua? 

Cedraz - Uma grande editora que lance os nossos livros e os coloque em livrarias. A nossa editora não tem distribuição nacional e fica difícil. Uma grande ajuda está sendo dada pela publicação das tiras em livros didáticos. Recebo diariamente dezenas de e-mails do Brasil todo graças a essas publicações.

 

Blog - Quais seus novos projetos com relação a Xaxado? 

Cedraz - Este ano, o Xaxado faz 10 anos de publicação e estamos preparando várias coisas. Uma peça teatral, desenho animado, exposição de quadrinhos, livros por outras editoras e até uma revista em quadrinhos para as bancas. Estamos também pensando em licenciamento em produtos e serviços. Os sonhos são muitos e esperamos concretizá-los.

 

                                                            ***

 

Nota: o novo livro da Turma do Xaxado podem ser compradas por e-mail (editora@estudiocedraz.com.br). A obra custa R$ 20. O autor não cobra a remessa.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 09h58
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Duas tiras do dia que merecem registro

Nem sempre a graça da tira cômica está nos personagens ou nas palavras.

Muitas vezes, o gancho para o efeito de humor reside no balão.

Há dois exemplos disso nesta terça-feira.

Curiosamente, ambos aparecem na edição de hoje da "Folha de S.Paulo".

 

 

 

Na primeira tira, de Laerte, a curiosidade está no uso das reticências e da exclamação para indicar a alteração dos estados emocional e mental do personagem.

Na segunda, de Adão Iturrusgarai, a piada está no uso metalinguagem.

Em vez de servir de suporte para a fala, o balão é transformado num ser assassino.

A situação inesperada é o que provoca o efeito de humor no leitor.

Crédito: as duas tiras foram reproduzidas da versão on-line da "Folha de S.Paulo". 

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 09h46
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07.07.08

Celular e dinossauros são dois novos temas de jam session visual

 

O cartum acima, do desenhista Flávio de Almeida, é um dos novos trabalhos que compõem o blog Jam Session.

Iniciada no mês passado, a página virtual tem a proposta de apresentar um mesmo tema abordado por diferentes desenhistas. Cada um dá sua visão cômica do assunto.

O primeiro foi "palhaço" (leia mais aqui).

O segundo, "telefone celular", de onde foi reproduzido o desenho acima (link).

Na virada da semana, os cartuns começaram a abordar o tema "dinossauros" (link).

O blog Jam Session renova a pauta dos desenhos a cada 15 dias.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h15
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Hulk esmaga em três momentos históricos do personagem

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa do álbum com histórias de 1987, fase em que o personagem era cinza, e não verde

 

 

 

 

 

 

 

O segundo filme do Incrível Hulk, ainda em cartaz, deu um empurrão para que o monstro verde ganhasse novamente títulos próprios nas bancas. E em dose tripla.

As três obras da editora Panini trazem momentos diferentes do personagem.

Há desde o relançamento das primeiras histórias, publicadas nos Estados Unidos em 1962, até a fase em que o anti-herói declara guerra ao mundo.

E também as aventuras da década de 1980, em que ele era cinza, e não verde,

                                                            ***

"Os Maiores Clássicos do Incrível Hulk" (220 págs., R$ 29,90) mostra histórias do personagem publicadas entre maio de 1987 e janeiro do ano seguinte.

No Brasil, saíram pela Abril na extinta revista mensal dele, lançada entre 1983 e 1997.

As nove aventuras -que começou a ser vendido neste início de mês- marcam o início da fase elaborada por Peter David.

O escritor ficou anos à frente da revista mensal do monstro verde.

O aspecto "verde" do personagem é justamente o que marca essa trama inicial. David transformou Hulk num ser cinza.

A mudança se deu após o cientista Bruce Banner -alter-ego do Hulk- se sujeitar a uma nova exposição a raios-gama para voltar a ser o monstro.

Nas aventuras anteriores, ele havia conseguido se separar do Hulk.

A nova transformação se verteu num ser cinza, mais inteligente, agressivo e malandro que a versão verde. Mas a mudança ocorre somente à noite. De dia, volta a ser Banner.

                                                             ***

As histórias escritas por Peter David dialogam com a primeira aventura do personagem, publicada em maio de 1962.

Essa narrativa, bem como as cinco seguintes, foram reunidas num álbum de luxo, da coleção "Biblioteca Histórica Marvel" (166 págs., R$ 42).

A série relança histórias clássicas dos personagens Marvel (mais aqui).

A história de estréia, Banner se transforma num Hulk cinza. A cor verde surgiu apenas na aventura seguinte.

O motivo é que o escritor e criador do personagem, Stan Lee, não gostou do resultado.

"Tudo por que achei que cinza pudesse ser uma cor mais carregada, dramática e sombria, em harmonia com o clima melodramático que queríamos estabelecer", diz Lee, na introdução do álbum.

"No entanto, depois de ver as primeiras páginas impressas, percebi que a tonalidade não funcionou tão bem quanto eu esperava. De qualquer forma, exercitando a prerrogativa de qualquer escritor, eu a mudei pra verde."

                                                             ***

Essa sensação de "tentativa e erro" paira sobre as primeiras histórias de Hulk, como relembra o álbum da Panini, desenhado por Jack Kirby e Steve Ditko.

Banner inicialmente só se transformava à noite.

Depois, passou a usar uma máquina de raios-gama para a transformação.

E Rick Jones, o jovem que salvou antes de ser exposto à bomba de raios que o transformou pela primeira vez, consegue controlar o monstro, como se fosse um robô.

                                                             ***

Um Hulk completamente diferente, quase irreconhecível, é o personagem-título do segundo número de "Hulk contra o Mundo" (52 págs., R$ 5,90).

A revista também começou a ser vendida nas bancas neste início de mês.

Após ser expulso da Terra contra a vontade, Hulk retorna ao planeta com sede de vingança.

Quer acabar com os heróis que o enviaram na traumática viagem ao espaço: Homem de Ferro, Raio Negro, Doutor Estranho e Senhor Fantástico, líder do Quarteto Fantástico.

Com armadura e aliados extraterrestres, ele declara guerra ao mundo.

Neste número, os alvos da briga são Raio Negro e Homem de Ferro.

O início da história se dá neste segundo número. O primeiro, lançado no mês passado, servia apenas para relembrar os eventos que levaram à minissérie (resenha aqui).

Para leitores novos, trata-se de um Hulk bem diferente do visto no cinema e nas duas outras edições lançadas pela Panini. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 09h52
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05.07.08

Gaiman acha curioso HQs ainda serem literatura menor no Brasil

O escritor Neil Gaiman participa da edição deste ano da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty). Ele veio na qualidade de autor literário.

Mas deu a lógica: é noticiado como escritor de quadrinhos.

É sob o rótulo "HQ Pop" que a página principal do portal UOL, por exemplo, noticia na tarde deste sábado a participação dele no evento de Paraty, no Rio de Janeiro.

Gaiman é autor de "Sandman", série que virou item pop entre leitores e não leitores de quadrinhos.

                                                            ***

O escritor condedeu entrevista ao repórter Gustavo Martins, aqui do UOL.

Um dos assuntos abordados foi a questão de os quadrinhos serem uma "literatura menor". Gaiman considera o tema superado nos Estados Unidos e na Inglaterra.

Reproduzo, a seguir, trecho da reportagem:

                                                            ***

Gaiman diz que uma das coisas que acha curiosas no Brasil é que ainda persiste a questão se quadrinhos seriam uma forma menor de literatura (que foi perguntada na coletiva, inclusive).

"Na Inglaterra e nos EUA, essa discussão já foi resolvida quando o Art Spiegelman ganhou um prêmio Pullitzer por 'Maus', e depois quando 'Watchmen' foi eleita uma das cem maiores obras da literatura pela Time Magazine", afirmou.

"Os quadrinhos obviamente têm qualidades diferentes da prosa, mas pra mim é como discutir se o teatro é menor do que a prosa porque tem atores falando o que você deveria imaginar."

                                                            ***

Leia a íntegra da reportagem com Neil Gaiman neste link.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 15h46
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Exposição em São Paulo reconta história do quadrinho brasileiro

Começa hoje, em São Paulo, a exposição "A História dos Quadrinhos no Brasil".

A mostra reconta a trajetória dos quadrinhos no país, do século 19 até os dias atuais.

A exposição faz parte de uma programação do Sesc Pompéia ligada à área.

Os eventos vão tomar todo o mês de julho e incluem a premiação dos vencedores no Troféu HQMix, no próximo dia 23.

O HQMix é a principal premiação de quadrinhos do país.

                                                             ***

O "HQ Férias", como foi chamada a programação dos Sesc, inclui também apresentação de peças teatrais e de animações ligadas a quadrinhos.

Entre elas, estão vinhetas exibidas no canal a cabo Cartoon Network e longas produzidos por Otto Guerra, como "Rock e Hudson".

Segundo José Alberto Lovetro, o JAL, um dos organizadores da programação, serão exibidas também algumas expêriências de Mauricio de Sousa para uma versão animada do personagem Horácio.

A programação do HQ Férias vai até o dia 3 de agosto.  

Serviço - Exposição "A História dos Quadrinhos no Brasil". Quando: de hoje a 03.08. Horário: 3ª a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 19h. Onde: Sesc Pompéia. Endereço: rua Clélia, 93, em São Paulo. O site do Sesc traz detalhes da programação do "HQ Férias" (link).

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 11h35
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04.07.08

Para onde caminha o quadrinho independente brasileiro?

Autores de quadrinhos independentes vão participar no próximo domingo, em São Paulo, do 16º EIRPG, evento especializado em RPG (role-playing game).

 

Eles farão durante toda a tarde oficinas de roteiro, de fanzines e uma jam session de quadrinhos, uma marca do grupo.

 

É mais um espaço que o movimento procura ocupar.

 

É algo que tem se tornado constante desde que os autores criaram em setembro do ano passado o 4º Mundo, um selo que reúne quadrinistas nacionais de diferentes partes do país (mais aqui).

 

Os autores já conversam sobre participar da Bienal do Livro, talvez em parceria com alguma editora.

 

                                                            ***

 

O primeiro evento de que o grupo participou foi o FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos), realizado em outubro, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

 

Os autores alugaram um estande e dividiram os custos entre eles.

 

A presença dos independentes foi um dos destaques do festival (reveja aqui).

 

Desde então, o 4º Mundo tem alcançado mais projeção, diversificado o catálogo de títulos e trilhado dois caminhos: o virtual e o impresso.

 

Uma parte tem publicado em revistas e outra parte em sites pessoais ou no blog do grupo (link). E há quem trabalhe paralelamente nos dois flancos.

 

Há a idéia de traduzir algumas das histórias virtuais para atingir o público estrangeiro e aumentar o volume de leitores.

 

Até este momento, há 26 disponíveis no blog, como a mostrada abaixo, "Os 303 de Esparta", de Marlon Tenório.

 

 

 

 

 

                                                                          

 

Mas e mais à frente? Para onde caminha o 4º Mundo?

 

Segundo Cadu Simões, um dos organizadores do movimento, há muita conversa sobre isso no Quinto Mundo, nome dado à lista de discussão do grupo.

 

“A principal questão da discussão está relacionada à distribuição”, diz Simões, por e-mail.

 

“O nosso modelo de trocas de revistas entre os integrantes não está mais dando conta do atual volume de publicações e vendas do 4º Mundo.”

 

O problema tem levado a algumas propostas.

 

Uma delas é negociar com distribuidoras profissionais.

 

“Outro ponto de discussão que está rolando no momento é sobre a formalização do 4º Mundo numa fundação, ou até mesmo numa empresa”, diz Simões, criador do personagem Homem-Grilo.

 

“Tem uma série de ações que ficamos impedidos de fazer pela falta de CNPJ e, se o 4º Mundo fosse uma empresa, isso seria resolvido.”

 

                                                            ***

 

Simões dá outras informações sobre os rumos do movimento independente nesta entrevista, feita em dois momentos diferentes.

 

Blog - Estamos perto de comemorar um ano de 4º Mundo. Qual avaliação você faz desse período?
Cadu Simões
- Nesse quase um ano, acredito que o 4º Mundo conseguiu cumprir algumas das suas metas, como fomentar a produção de quadrinhos independentes, divulgar esses quadrinhos na grande mídia e dar saída à produção já existente, atingindo um novo público-leitor através de canais de venda alternativos como festas, shows e feiras populares (público esse que as editoras não conseguem atingir nas bancas, livrarias ou comic shops). E, principalmente, estamos formando o nosso próprio público-leitor. Ainda que seja um número pequeno, já existe um grupo de leitores que não era leitor habitual de quadrinhos e que começou a ler por causa das publicações do 4º Mundo.

Blog - Há uma tendência entre os integrantes do movimento independente de construir histórias curtas. Existe algo planejado para criação de álbuns mais longos, como ocorre, por exemplo, na França? Ou não há interesse nisso?
Simões
- Bem, os quadrinistas começam fazendo histórias curtas, pois, com elas, é mais fácil treinar suas habilidades técnicas e artísticas e também são bem mais fáceis de se produzir. Mas uma vez que ele já sinta que possui um bom domínio do processo de construção de histórias em quadrinhos, vai querer tentar fazer histórias maiores. E é o que já vem acontecendo com alguns quadrinistas independentes. Eu mesmo, a partir do próximo número da [revista independente] “Garagem Hermética”, começarei a publicar uma história seriada mais longa. O [Daniel] Esteves também está fazendo histórias seriadas com a “Nanquim Descartável”. Outro exemplo é a Avenida, cujas as histórias também possuem uma certa continuação e desenvolvimento.

 

Blog - A proposta do 4º Mundo agora é pôr mais material na internet? Essa estratégia caminha em paralelo às produções em papel?

Simões - Sim, a proposta é publicar também na internet através do blog do coletivo, tanto histórias em quadrinhos que já foram publicadas em revistas impressas quanto ainda inéditas. Assim, com a publicação das histórias em quadrinhos on-line,  atingimos um público maior do que apenas com as revistas impressas e, ao mesmo tempo, serve como um tipo de propaganda para essas revistas.

 

Blog - Como se dá a seleção das histórias do site e de quando em quando é a atualização?

Simões - Não há bem uma seleção das histórias. Assim como não tem um editor ou uma linha editorial. Cada membro do 4º Mundo tem liberdade para publicar seus quadrinhos no blog do coletivo sem precisar da aprovação dos outros membros. Também aceitamos colaborações dos quadrinistas que não pertencem ao 4º Mundo. Nesse caso, ele deve submeter a sua história no nosso fórum, o Quinto Mundo, e é a comunidade do fórum que irá decidir se será publicada ou não através de votação. As atualizações são diárias, sempre com a publicação de uma página por dia. E, terminando de publicar uma história em quadrinhos, já começamos a publicar outra logo em seguida.

 

Serviço - 4º Mundo no 16º EIRPG. Quando: domingo. Horário: a partir das 12h. Onde: Colégio Marista Arquidiocesano. Endereço: rua Domingos de Morais, 2.565, Vila Mariana, São Paulo.

Categoria: ENTREVISTA

Escrito por PAULO RAMOS às 15h01
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Programe-se

Há neste fim de semana dois lançamentos e a volta de duas adaptações teatrais.

 

  • "Enciclopédia dos Monstros" - o livro escrito pelo jornalista Gonçalo Junior tem lançamento neste sábado, a partir das 14h, no "Fantasticon 2008 - 2º Simpósio de Literatura Fantástica" (Colégio Arquidiocesano, rua Domingos de Moraes, 2.565, São Paulo); leia mais sobre a obra aqui

 

  • "Fercom" número 3 - o lançamento da revista independente será no sábado, às 19h30, na HQMix Livraria (Praça Roosevelt, 142, São Paulo)

 

  • "Graphic" - a peça que cria situações envolvendo quadrinhos faz a última encenação onde estreou, em Curitiba. Hoje, amanhã e domingo, às 21h, no Teatro Regina Vogue, no Shopping Estação (av. Sete de Stembro, 2.775); mais sobre a peça aqui

 

  • "Chapa Quente" - como o blog noticiou ontem, a peça tem reestréia neste fim de semana no Rio de Janeiro. Mais detalhes aqui.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h04
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Salão de Humor de Volta Redonda define premiados

O júri do Salão de Humor de Volta Redonda definiu os vencedores da 21ª edição do prêmio.

O salão tinha quatro categorias: charge, cartum, caricatura e história em quadrinhos.

Os primeiros colocados receberam R$ 2,5 mil reais cada um. Os segundos, R$ 1,5 mil.

Houve ainda dois prêmios, ambos de R$ 1,5 mil, para o melhor trabalho feito por um desenhista da cidade e outro sobre o tema "Desmatamento da Amazônia".

Esses desenhos e também os primeiros lugares das demais categorias podem ser vistos no site do salão de humor. Para acessar, clique aqui.

A exposição com os trabalhos premiados pode ser vista até 3 de agosto no Espaço das Artes Zélia Arbex, em Volta Redonda, no Rio de Janeiro.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 13h46
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03.07.08

Groo comemora aniversário de criação com discurso politizado

 

 

 

 

 

 

 

 

Edição especial marca jubileu de prata do atrapalhado personagem criado por Sergio Aragonés

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quem acompanha de longa data as histórias de Groo, o Errante, sabe de antemão que uma das marcas do personagem é ser desastrado. Outra é a pura falta de inteligência.

As duas características levam naturalmente ao humor, outra marca das histórias do guerreiro, uma versão atrapalhada e caricata de Conan, o Bárbaro.

Apesar de tudo isso, o álbum que comemora o jubileu de prata do personagem traz nas entrelinhas um inesperado e atual discurso político.

                                                             ***

"Groo - 25 Anos de Desastres" (Mythos, 164 págs., R$ 34,90), que começou a ser vendido na virada do mês, traz histórias de duas obras inéditas no Brasil.

A primeira é de "Groo 25th Aniversary  Special", de agosto de 2007, ano em que o personagem efetivamente comemorou 25 anos de criação (a primeira aventura é de 1982).

Groo visita uma aldeia em que há uma epidemia de gripe. Os médicos indicam remédios paleativos aos pacientes. O atrapalhado herói vai em busca de uma cura e a encontra.

O problema é que o remédio, feita a partir de frutas silvestres, é dado apenas para quem tem mais posses. Os pobres continuam com a doença.

A crítica que fica nas entrelinhas é que há tratamento diferenciado no sistema médico dos Estados Unidos, onde a história foi produzida. Mas a cutucada vale para o Brasil também.

                                                             ***

A segunda aventura do álbum especial é de uma minissérie, "Groo: Hell on Earth". As quatro partes da aventura foram publicadas entre outubro de 2007 e abril deste ano.

Desta vez, a crítica é bem mais explícita. Ecologicamente explícita.

Um reino chamado Uslip -uma paródia dos Estados Unidos- é conhecido por construir armas em larga escala.  A produção gera poluentes, lançados na atmosfera e em países vizinhos.

A fumaça é o estopim de uma série de mal-entendidos -ajudados pela presença sempre desastrosa de Groo- que geram uma guerra entre os diferentes reinos.

Afinal, como é dito no álbum, nada como uma boa guerra para camuflar os reais problemas de uma nação (leia-se Guerra do Iraque).

Paralelamente ao conflito, tem início um movimento de buscar soluções por meio de uma conferência global, em que todas os reinos assinariam um protocolo (como o de Kyoto).

                                                             ***

É curioso observar as metáforas produzidas pelo desenhista Sergio Aragonés, criador do personagem, e Mark Evanier, fiel parceiro de Aragonés e escritor das histórias.

Mas elas estão presentes, mais ou menos evidentes, conforme o momento da trama.

Mas não escondem a real estrela, Groo, e suas tradicionais atrapalhadas em busca de novas pelejas.

                                                             ***

Os brasileiros conheceram o personagem há 19 anos. Ele estreou um especial da editora Abril em 1989. A história foi lançada na coleção "Graphic Novel".

Um ano depois, ganhou revista própria, publicada mensalmente. Teve 27 números. O último foi lançado em julho de 1992.

Após o cancelamento, Groo iniciou uma peregrinação editorial, tal qual ocorreu nos EUA. Passou pela extinta Pandora, migrou para Opera Graphica e aportou agora na Mythos.

Foi a Opera Graphica a editora que tinha publicado o último álbum do personagem no Brasil, "Groo Odisséia", lançado em junho do ano passado (leia mais aqui).

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 19h58
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Peça baseada em histórias em quadrinhos tem reestréia no Rio

 

A peça "Chapa Quente" volta a ser encenada, agora no Rio de Janeiro.

Vai ser uma curta temporada. São três apresentações, de sexta-feira a domingo.

O trabalho é baseado em histórias em quadrinhos criadas pelo arquiteto e ilustrador André Kitagawa. São microcontos, que usam a questão urbana como tema.

A primeira montagem -feita pelo grupo teatral Cemitério de Automóveis, do diretor Mário Bortolotto- foi encenada em São Paulo, em maio de 2006 (leia aqui).

Houve uma segunda apresentação em março do ano passado (mais aqui).

Algumas das histórias apresentadas na peça haviam sido veiculadas inicialmente no site do desenhista. Ainda estão disponíveis para leitura na página virtual (link).

Uma delas é "Paranga Insana", cujo trecho é mostrado no início da postagem.

As narrativas foram também compiladas num álbum, "Chapa Quente", lançado em 2006. A obra foi indicada a um dos prêmios HQMix no ano passado.

Serviço - Reestréia da peça "Chapa Quente". Quando: 6ª, sábado e domingo. Horário: 20h. Onde: Teatro Municipal Ziembinski. Endereço: rua Heitor Beltrão, s/n, Tijuca, Rio de Janeiro. Quanto: R$ 15. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 19h06
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02.07.08

Linguagem dos quadrinhos ajuda a recuperar histórias de violência

Janaína é mãe de duas filhas. Teve a primeira aos 12 anos. Ela acha que vai para o inferno.

"Já matei muita gente! Pra me defender, mas matei", diz.

Um dos mortos tentou estuprá-la. Outro bateu nela. Janaína o matou numa viela.

Após uma discussão com o marido, cortou os pulsos dele. Ambos foram presos.

Meses depois, Janaína entrou no programa de liberdade assistida para menores infratores.

Quando concedeu esse relato, estava com 18 anos. Diz que sua meta é chegar aos 19.

"Uma vez, um pastor me falou que, nesta vida, eu não passava dos 18. Tô querendo chegar aos 19, depois aos 20..."

                                                             ***

O nome de Janaína é fictício. A história dela, não.

O relato integra um dos 29 depoimentos colhidos dentro do projeto Quadros, aplicado pela ONG (Organização Não-Governamental) Instituto Fonte para o Desenvolvimento Social.

Uma das propostas da instituição -que tem sede em São Paulo- é avaliar projetos sociais.

Foi esse o motivo que levou à criação do método, que se fundamenta na linguagem narrativa dos quadrinhos.

 

 

A proposta é usar o recurso do quadrinho para estimular os adolescentes a contarem suas histórias.

Um entrevistador mostra a eles uma série de 27 quadros, cada um mostrando uma determinada cena, ligada ou não à trajetória do menor (como as vistas nesta postagem).

É o adolescente que escolhe qual imagem tem mais a ver com sua vida. A partir da ilustração, passa a relatar acontecimentos que o levaram à criminalidade.

Depois, escolhe outra imagem. E outra. E da ligação delas, costura uma narrativa própria, que equivale aos eventos que acarretaram em sua detenção. 

Funciona como se fosse uma história em quadrinhos criada ao contrário.

Em vez de o escritor determinar a seqüência de leitura das cenas, é o leitor -no caso, o adolescente- quem determina os quadrinhos que irão compor a narrativa de sua vida.

 

 

As entrevistas foram feitas por um grupo de quatro pessoas, entre 2005 e 2006.

O tempo de duração da conversa variava, segundo os responsáveis pelo projeto.

Algumas levaram 40 minutos. Outras, quatro horas.

Houve depoimentos como o de Janaína, apresentado no início desta matéria. E outros 28.

Um adolescente detalhava como apanhava na Febem.

Outro comentava que não saía de casa. Tinha medo de ser morto.

 

 

A ONG entrou no projeto a pedido da Fundação Telefonica, em 2006. Esta fazia projetos sociais com menores havia seis anos, mas não tinha avaliado os resultados.

O Instituto Fonte foi contratado para aferir esses resultados.

Do ponto de vista quantitativo, usou pesquisas, aplicadas por outros adolescentes em liberdade assistida. Isso criaria empatia entre entrevistador e entrevistado.

O problema estava na forma de avaliar a história de vida deles. Um questionário tradicional poderia criar uma natural resistência entre a pessoa que entrevista e a que é entrevistada.

"Um dia caiu a ficha. Vamos usar algo dos quadrinhos, criar cenas de modo que o jovem construa a partir delas sua própria narrativa", diz, por telefone, Daniel Braga Brandão, consultor do Instituto Fonte e um dos criadores do projeto.

                                                            

 

O desenhista selecionado para criar as imagens foi Alexandre de Mayo, que fez a arte do álbum em quadrinhos "Os Inimigos Não Mandam Flores", de 2006, feito em parceria com o escritor Ferrez (leia mais aqui).

O que pesou na escolha dele foi ter tido experiência com menores da extinta Febem, entidade que era responsável pela detenção de menores no Estado de São Paulo.

Mayo participou de oficinas de hip-hop na instituição.

Foi feito um primeiro teste do método. Quarenta por cento das ilustrações foram descartadas.

"As imagens estavam muito ligadas à violência", diz Brandão, que tem mestrado em educação pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo.

Foi feita, então, uma segunda versão, com 27 cenas mais neutras.

Foram essas as imagens apresentadas aos adolescentes.

Durante as entrevistas, as ilustrações ou eram entregues nas mãos deles ou eram espalhadas pelo chão.

 

 

 

Segundo Brandão, as mais citadas nas entrevistas eram as duas imagens acima.

"Uma retrata uma situação muito presente nos meninos, que é a solidão. Ou representa a cadeia", diz o consultor de 35 anos.

"A 15 [a da pessoa de braços abertos] entrou como liberdade, algo olhando para a frente."

Duas das imagens, no entanto, não representavam cena nenhuma.

Uma era toda preta e a outra, branca. Brandão diz que funcionavam como curingas, a serem preenchidas pelos entrevistados. 

                                                             ***

Os adolescentes entrevistados pertenciam a programas da Fundação Telefonica aplicados no ano de 2005 nas cidades de Campinas, Guarulhos, Guarujá e Jandira, todas no Estado de São Paulo.

De acordo com Brandão, os jovens foram selecionados aleatoriamente. 

O resultado das pesquisas ficou pronto no fim do ano passado.

Nove depoimentos -considerados os mais relevantes- e os levantamentos estatísticos foram reunidos nas 200 páginas do livro, "Vozes e Olhares - Uma Geração nas Cidades em Conflito".

A obra foi finalizada no mês passado e não é vendida.

É fornecida gratuitamente a entidades ligadas ao tema (informações pelo e-mail daniel@fonte.org.br).

Daniel Braga Brandão diz que já foi sondado pela Fundação Casa -antiga Febem- para avaliar se o método Quadros pode ser aplicado em internos de oito unidades. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 17h21
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A morte do Homem-Aranha

Na versão de Adão Iturrusgarai:

 

 

Crédito: a tira cômica foi publicada na edição de hoje do jornal "Folha de S.Paulo".

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h00
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Salão sobre doação de órgãos adia prazo de inscrição

Os organizadores do 1º Salão Nacional de Humor sobre Doação de Órgãos adiaram o prazo de inscrição de trabalhos, que terminaria na última segunda-feira, dia 30.

Os desenhos podem ser enviados agora até o dia 15 de julho.

A premiação também foi adiada. A nova data é 15 de agosto.

Segundo o comitê organizador, a prorrogação foi feita para atender a pedidos de quem ainda não se inscreveu.

O salão tem quatro categorias: charge, cartum, caricatura e quadrinhos.

Os primeiros colocados ganham R$ 2 mil. Os segundos, R$ 1 mil e os terceiros, R$ 500. 

O objetivo do salão é usar o humor gráfico para alertar as pessoas sobre a importância da doação de órgãos. Leia mais sobre o evento aqui.

                                                             ***

Ainda estão abertas as inscrições para outros três salões de humor, todos realizados em cidades do interior de São Paulo.

O 35º Salão Internacional de Humor de Piracicaba recebe trabalhos até o dia 31 deste mês (leia mais aqui).

O prazo de inscrição para o de Ribeirão Preto termina amanhã (mais aqui).

E no Salão Internacional de Paraguaçu Paulista, que está na quarta edição, os desenhos podem ser encaminhados até o próximo dia 18 (leia mais sobre as regras neste link).

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 10h05
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01.07.08

Aquele abraço

 

A ilustração acima, de Eduardo Baptistão, faz menção ao abraço que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu em Fernando Henrique Cardoso na semana passada.

A cena ocorreu durante o velório da ex-primeira-dama e antropóloga Ruth Cardoso, esposa de Fernando Henrique. Foi uma das principais imagens da semana.

O desenho ilustra a coluna desta terça-feira de Arnaldo Jabor, publicada no jornal "O Estado de S. Paulo". Esta postagem reproduz o mesmo título usado por ele.

Jabor parte da hipótese de que Lula gosta de FHC. E que FHC gosta de Lula.

Para Jabor, o presidente teria aprendido com seu antecessor.

E teria influenciado na fundação do PSDB.

O desenho de Baptistão, baseado na cena real, capta exatamente essa idéia.

Nota: reproduzo o desenho com permissão do autor.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 16h55
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Quatro tiras que merecem registro

 

 

 

As duas tiras cômicas são de autoria de Rafael Sica.

Foram postadas nos últimos dias no blog dele, chamado "Quadrinho Ordinário" (link).

 

 

Essa tira filosófica de Laerte lembra um texto do poeta Mario Quintana (1906-1994):

"Assim devia ser a relação de autor para leitor: Uma face nua num espelho límpido. Mas é tão difícil... Ou a face está mascarada ou o espelho embaciado."

 

 

 

A tira cômica de Chico Bacon, feita por Caco Galhardo, aproveita a polêmica sobre o endurecimento da Lei do Bafômetro.

As duas últimas tiras foram publicadas na edição de hoje da "Folha de S.Paulo".

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h32
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