31.08.08

Tira e cartum são usados em prova do Enem

Mais uma vez, os alunos que fizeram a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) tiveram cartum e tira cômica como tema de questões.

Ler e interpretar textos visuais é uma das aptidões do exame do governo federal, que foi aplicado neste domingo a estudantes de todo o país.

O uso de gêneros ligados a histórias em quadrinhos tem sido uma constante na prova.

 

 

Um dos testes da prova deste ano se pautou nessa tira de Hagar, o Horrível.

A questão aplicava conceitos ligados à área de variação lingüística (nome dados às diferentes formas de falar, que variam conforme uma série de fatores sócio-culturais).

Os avaliadores pediram que os alunos do ensino médio dissessem em qual dos diálogos havia um trecho coloquial ou informal de linguagem.

Acertou o estudante que respondeu ser o conteúdo do primeiro quadrinho ("tá legal"; "espertinho").

 

 

Outro teste reproduzia o cartum acima, feito por Laerte para a revista "Exame" de 28 de setembro do ano passado.

O enunciado pedia que se respondesse qual das alternativas trazia uma expressão popular que sintetizasse a idéia apresentada no desenho.

Tratava-se da primeira alternativa: "com perseverança, tudo se alcança".

 

 

Parte das questões da prova aplicada neste domingo também se valia de recursos próprios à linguagem visual. Um dos testes chegou a usar o termo "signo visual" no enunciado.

E muitas eram trabalhadas como um texto -visual- a ser lido e analisado.

A pintura de Debret, mostrada acima, é um caso assim.

Pedia-se que o estudante a observasse e indicasse qual alternativa captava os elementos históricos presentes nela. O trabalho é de 1834.

                                                              ***

O conteúdo do Enem tende a ecoar nas escolas de ensino médio.

Um dos objetivos da prova é avaliar o desempenho dos estudantes ao fim da escolaridade básica.

Tradução disso: textos visuais devem, em tese, ser trabalhados em sala de aula.

                                                             *** 

Esse raciocínio vale para os quadrinhos também.

Pelo que se lê na prova do Enem, espera-se que o estudante do ensino médio seja proficiente na leitura crítica dos diferentes gêneros dos quadrinhos. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h32
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Exposições completam programação do Salão de Piracicaba

Cinco exposições completam a programação do 35º Salão Internacional de Humor de Piracicaba, o mais antigo do país.

Quatro delas foram inauguradas na noite de sábado, logo após a abertura do salão e da divulgação dos premiados deste ano.

A cerimônia ocorreu no Engenho Central, onde estão expostos os trabalhos.

                                                             ***

A quinta mostra teve início agora há pouco na Casa do Povoador, que fica às margens do Rio Piracicaba.

É uma exposição com 50 originais do álbum "D. João Carioca - A Corte Portuguesa no Brasil (1808-1821)", lançado pela Companhia das Letras no fim do ano passado.

A obra foi feita por Lilia Moritz Schwarcz e pelo cartunista Spacca.

 

 

Spacca, mostrado acima ao lado de cartaz com sua versão de D. João, esteve na abertura da exposição, no início da tarde deste domingo.

A mostra é a única da programação que não fica no Engenho Central.

Pode ser visitada na Casa do Povoador, construção antiga, às margens do Rio Piracicaba.

 

 

A casa foi preparada para reproduzir o clima da época da vinda de D. João ao Brasil.

As letras "P. R." foram estampadas nas portas e janelas da construção.

Na época, significavam "Príncipe Regente" e indicavam que o morador teria de ceder o lar para alguém da corte portuguesa.

 

 

Os desenhos originais de Spacca foram exibidos nos diferentes cômodos da casa.

 

 

Segundo o desenhista, o álbum já vendeu mais de 8 mil cópias.

O dado é de um mês e meio atrás.

 

 

Outra exposição é a que traz os 332 trabalhos selecionados na edição deste ano do salão.

Os desenhos são das cinco categorias do prêmio de humor: cartum, caricatura, charge, tiras e vanguarda.

Vanguarda foi criada para trabalhos que usassem outras linguagens ou recursos gráficos.

 

 

A exposição foi bem visitada na noite de sábado, quando foram registradas as fotos acima.

Foi quando ocorreu também a abertura do salão e a divulgação dos premiados.

A mostra pode ser vista -gratuitamente- no Engenho Central até 12 de outubro.

 

 

No espaço e também até 12 de outubro, o ilustrador e cartunista Orlando Pedroso apresenta uma série de trabalhos originais para comemorar 30 anos de carreira.

Parte deles é mostrada na fotografia acima.

 

 

Orlando esteve na abertura, na noite de sábado, quando foi registrada a foto acima.

É ele a pessoa de óculos em frente ao cartaz da exposição que leva seu nome.

                                                             *** 

Duas outras exposições encerram a programação deste ano do Salão de Humor.

Uma -sobre a história do quadrinho nacional- já havia sido apresentada em julho, no Sesc Pompéia, em São Paulo.

 

 

A outra trazia originais do Porto Cartoon World Festival, realizado em Portugal.

O salão de humor europeu é um dos principais do mundo.

 

 

Crédito da fotos: Monique Penteado

                                                             ***

Veja abaixo os premiados deste ano do Salão Internacional de Humor de Piracicaba.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h32
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30.08.08

Caricatura de Samuel Beckett vence grande prêmio de Piracicaba

 

 

A caricatura acima, do dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906-1989), foi a vencedora do grande prêmio do 35º Salão Internacional de Humor de Piracicaba.

O Troféu Zélio de Ouro, nome dado ao grande prêmio, é a principal categoria do evento de humor, que tem abertura na noite deste sábado em Piracicaba, no interior de São Paulo, de onde o blog noticia os vencedores.

O desenho é do colombiano Harold Ortiz Sandoval.

O trabalho dele venceu também como melhor caricatura na edição deste ano do salão de humor, o mais antigo do país.

                                                              ***

Os premiados foram definidos no fim da tarde deste sábado.

Os demais vencedores foram dois paulistas (categorias charge e tiras) e dois iranianos (cartum e vanguarda).

Cada um dos primeiros colocados vai receber R$ 4 mil. Harold Ortiz Sandoval, ganhador do grande prêmio, leva mais R$ 5 mil.

                                                             ***

Os nomes dos vencedores serão divulgados ao público na cerimônia de abertura, que tem início daqui a pouco.

O blog antecipa os trabalhos premiados em primeira mão:

 

 

1° lugar charge: Pedro Ferriani Mota – São Paulo / SP

 

 

1º lugar cartum: Mahmood Nazari – Irã

 

 

1º lugar vanguarda: Soheil Mohammadi – Irã

Nota: a categoria vanguarda foi criada para trabalhos que usem outras linguagens

 

 

 

1º Lugar tiras: Walmir Américo Orlandeli – São José do Rio Preto / SP

 

O júri do salão de humor selecionou também seis menções honrosas.

Menção honrosa é uma forma de reconhecimento a trabalhos não premiados que mereçam ser destacados.

 

            

 

Menção Honrosa caricatura: Gustavo Duarte – São Paulo / SP

 

 

Menção Honrosa charge: Raimundo Waldez da C. Duarte – Belém / PA

 

Outra menção honrosa de charge fo dada a Dálcio Machado, de Campinas, no interior paulista.

 

 

Menção Honrosa cartum: Elias Ramires Monteiro – Santa Maria / RS

 

Menção honrosa vanguarda: Rodrigo de Lira Minêu Rocha – Salvador / BA

Nota: a trajetória feita pela espada foi feita com um corte na folha; no desenho acima, vê-se apenas preto

 

 

Menção honrosa tiras: Pablo Hagenbeck Carranza – Aracaju / SE

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h18
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29.08.08

Academia de arte lança revista e cria núcleo de quadrinhos

 

 

 

 

 

 

 

 

Lançamento de "Conseqüências", escrita e desenhada por Caio Majado, marca o início do grupo de quadrinhos e de uma série de palestras sobre a área

 

 

 

 

 

 

 

 

A revista "Conseqüências" terá um segundo lançamento nesta sexta-feira à noite em São Paulo. O primeiro foi há uma semana, também na capital paulista.

A obra de 16 páginas, escrita e desenhada pelo paulistano Caio Majado, marca o início de uma série de eventos em torno da criação do Núcleo de Quadrinhos ABRA.

É por meio da obra e do destaque obtido por ela nos dois lançamentos que o grupo pretende chamar atenção para as atividades do núcleo, que traz no nome a sigla da Academia Brasileira de Arte.

                                                             ***

Na semana que vem, vai haver palestras diárias sobre quadrinhos em duas das cinco unidades da ABRA. A maioria será realizada à noite, às 19h30.

Uma delas é o debate sobre o mercado de quadrinhos no Brasil, na quarta-feira.

Participam da mesa Carlos Costa (editor-chefe da HQM), Daniel Esteves (do movimento independente Quarto Mundo), Eloyr Pacheco (do site "Bigorna") e Rogério Saladino (da editora Mythos).

                                                             ***

A revista é também o chamariz de uma exposição com 20 ilustradores e quadrinistas brasileiros. Cada um produziu um olhar pessoal sobre a obra.

 A mostra traz participações de Fábio Moon, Gabriel Bá, Rafael Grampá, Will, Bruno D´Angelo, Roger Cruz, Orlando Pedroso, além do próprio Caio Majado.

Ele mostra na revista uma história de vingança. O guerreiro Andreas viu os pais serem assassinados quando criança. Jurou matar o assassino.

Já adulto, tem a oportunidade de acertar contas com o autor do crime.

                                                              ***

A história, produzida em preto-e-branco, havia sido planejada inicialmente para a "Front", da editora Via Lettera. A obra reúne trabalhos de diferentes autores nacionais.

Ele tentou emplacar no álbum duas narrativas em quadrinhos.

Uma integrou a coletânea, outra não. A que ficou de fora foi justamente "Conseqüências". 

                                                             ***

Hoje, Majado divide a atuação profissional com as aulas de desenho que dá em duas unidades da ABRA, academia criada há cerca de 20 anos.

Ele é um dos idealizadores do núcleo de quadrinhos criado lá.

A proposta é fortalecer os cursos livres da instituição, entre os quais os de quadrinhos.

                                                              ***

Majado diz que o curso de quadrinhos tem duração de um ano e meio.

O diferencial, segundo ele, é que os alunos terão de enfrentar um processo de produção próximo ao visto no mercado.

"O núcleo vai funcionar como uma editora, com um cronograma para publicar um álbum", diz o desenhista, que teve trabalhos publicados em revistas independentes também.

A idéia é que o resultado, depois, seja reunido numa obra, intitulada "Alboom!".

                                                              ***

Serviço - Lançamento da revista "Conseqüências" e do Núcleo de Quadrinhos ABRA. Quando: nesta sexta-feira (29.08). Horário: 19h30. Onde: ABRA, unidade Brooklin. Endereço: av. Santo Amaro, 3.454, São Paulo. Quanto: o coquetel é gratuito; a revista custa R$ 2. Outras informações sobre a programação da 1ª Semana de Quadrinhos ABRA no site da academia (link).

                                                                                 ***

Nota: também nesta sexta-feira à noite, Anita Costa Prado faz sessão de autógrafos de trabalhos seus. Um deles são as tiras de Katita, personagem lésbica criada por ela e desenhada por Ronaldo Mendes. A partir das 19h30, na Livraria HQMix (Praça Roosevelt, 142, São Paulo).

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 23h14
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28.08.08

Fábulas Pixel é lançada com quase dois meses de atraso

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa do segundo número da revista, programada para ser lançada mensalmente

 

 

 

 

 

 

 

 

A editora Pixel lança nesta sexta-feira nas bancas o segundo número de "Fábulas Pixel". Nas lojas especializadas em quadrinhos, a revista já é vendida desde o meio da semana.

A obra -programada para ser o segundo título mensal da editora- chega ao leitor quase dois meses depois do previsto.

O primeiro número, também lançado com atraso, começou a ser vendido no início de junho.

                                                             ***

O editor-chefe da Pixel diz que houve vários motivos para o atraso.

"Primeiro, atraso na chegada de materiais da DC. Depois, problemas com a gráfica. E, por último, o momento de transição pelo qual a Pixel está passado fez com que a diretoria pedisse para segurarmos um pouco o lançamento", diz ele, por e-mail.

Para não haver nenhum novo problema de atraso, Medauar diz que o terceiro número será lançado apenas em outubro.

                                                             ***

O "momento de transição" a que ele se refere são as negociações de bastidor feitas pela Ediouro, proprietária da editora Pixel.

Neste semestre, a Ediouro se tornou a única proprietária da Pixel -o antigo sócio, André Forastieri, vendeu a parte dele- e negocia uma associação com a Conrad (leia mais aqui e aqui).

Este semestre também é o primeiro em que a editora carioca administra os lançamentos da Desiderata, comprada na virada do ano.

                                                             ***

A Agir, outro selo da Ediouro que publica quadrinhos, teve os lançamentos de adaptações literárias em quadrinhos adiados até segunda ordem.

Pelo menos duas já foram entregues pelos autores: a de "Os Sertões" e a de "O Pagador de Promessas".

                                                              ***

A Pixel tem adotado uma postura de transperência nesse caso.

O blog mantido pela editora postou duas notícias sobre o atraso do segundo número de "Fábulas Pixel".

Uma nota foi postada no início de julho e a outra, no fim do mesmo mês.

                                                              ***

Este segundo número da revista traz duas histórias de "Fábulas", carro-chefe da publicação.

Ambas dão seqüência à trama iniciada na edição de estréia.

A publicação traz também histórias de "Astro City" e de "Sandman Apresenta: Fúrias".

                                                             ***

Leia mais sobre o primeiro número de "Fábulas Pixel" aqui.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 13h37
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Cartum premiado em Piracicaba consta no catálogo do salão

 

 

Ao contrário do que este blog noticiou, cartum vencedor em 2007 aparece na obra que reúne trabalhos do salão

 

 

 

 

Este blog noticiou na terça-feira uma informação errada, que precisa ser corrigida, com igual destaque.

O cartum premiado na edição passada do Salão Internacional de Humor de Piracicaba foi incluído no catálogo que reúne os trabalhos selecionados pelo júri do evento. O lançamento do catálogo foi ontem, em São Paulo.

O blog havia noticiado -erroneamente- que o desenho não constava na obra.

                                                             ***

O alerta sobre a errata foi dado pelo autor do cartum, Evaristo Daniel Rodrigues, em comentário deixado na postagem do dia 26, que falava sobre o lançamento do catálogo.

Rodrigues registrou que a suspeita de plágio -que motivou o salão a cancelar o primeiro lugar na categoria- foi revista e o desenhista, posteriormente, recebeu a premiação.

Este jornalista desconhecia esse fato, confirmado hoje de manhã pela assessoria de imprensa do salão. Segundo a assessoria, a revisão do caso foi informada no site oficial do salão, por meio de uma nota.

                                                             ***

A nota, de três linhas, entrou no ar em outubro do ano passado, sem destaque, no item notícias do site. Está disponível para leitura na página do salão, o mais antigo evento do gênero no país.

A página virtual, no entanto, não inclui na exposição dos trabalhos premiados em 2007 o cartum vencedor (a última checagem foi feita às 12h42 desta quinta-feira). Da categoria, constam apenas as menções honrosas. 

Esse foi outro motivo que levou à informação equivocada.  

                                                              ***

O prêmio tinha sido suspenso no dia 28 de agosto do ano passado, poucos dias após a divulgação dos primeiros lugares em cada uma das categorias.

Houve suspeita de que o cartum vencedor -que mostrava um canibal num pódio, com uma medalha de vencedor no peito- tivesse sido plagiado de outro trabalho, feito pelo chargista Cau Gomez (veja os desenhos aqui).

                                                             ***

Na época, o presidente do salão, o jornalista Ricardo Viveiros, disse ao blog que o caso teria de ser decidido na justiça. Desde que houvesse uma reclamação formal.

"O prejudicado tem de agir de acordo com a legislação", disse, na ocasião.

"O meu antidoping é a justiça. Eu não tenho condições de avaliar plágio."

                                                             ***

Na mesma matéria e data, o desenhista negou o plágio. Disse ao blog que se tratava de "coincidência pura". Na conversa, Rodrigues lamentava muito o fato.

"O que eu não quero é que as pessoas pensem que eu sou um oportunista", disse.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 12h32
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Lourenço Mutarelli prepara retorno parcial aos quadrinhos

 

 

 

 

 

 

 

Capa de "A Soma de Tudo", um dos álbuns em quadrinhos com o detetive Diomedes, criação do escritor e desenhista que deve ser levada aos cinemas

 

 

 

 

 

 

 

Não se trata de um mais um álbum em quadrinhos ou algo do tipo. Mas é um ensaio de volta à área, ainda que de forma parcial.

A linguagem que Lourenço Mutarelli usou por tantos anos vai fazer parte do novo romance dele. A obra -que será ambientada em Nova York- vai conter páginas em quadrinhos.

O recurso será usado para compor um dos personagens do livro, um quadrinista.

                                                             ***

A informação foi dada por ele ao blog "Boteco Sujo", do jornalista Fausto Salvadori Filho.

Na reportagem, Mutarelli disse que mostrará um estilo diferente de desenho no novo projeto.

"Meu traço está mudando muito. Tenho feito coisas muito experimentais, para mim mesmo. É um traço sem lápis, sem esboço, sem muita elaboração", disse à matéria.

                                                             ***

Lourenço Mutarelli, hoje com 44 anos, lançou recentemente seu quarto romance, "A Arte de Produzir Efeito sem Causa".

É seu primeiro livro pela Companhia das Letras. Antes, publicava pela Devir.

                                                             ***

A mudança de casa editorial faz parte de um novo momento profissional dele.

Longe dos quadrinhos desde 2006, ele optou por investir em outras formas de arte. E com boa repercussão de crítica e de mídia.

A literatura é o carro-chefe. Mas dialoga também com o teatro e com o cinema, em que trabalha como ator e escritor.

                                                             ***

Foi o que fez, por exemplo, com o filme "O Cheiro do Ralo", exibido no ano passado.

O texto é baseado em seu romance homônimo. Ele encarnou um dos personagens na produção.

Mutarelli se prepara para repetir a dobradinha texto/atuação na adaptação de outro de seus romances, "O Natimorto". No longa, será o protagonista.

                                                             ***

Seus quadrinhos também devem ser levados para a tela grande.

Há um projeto -já em andamento- para adaptar a trilogia em quatro partes do detetive Diomedes, sua obra em quadrinhos mais conhecida e premiada.

O desenhista Rafael Grampá está envolvido no projeto. Ele cuida da parte visual.

                                                             ***

Uma dissertação de mestrado, defendida em fevereiro deste ano em Curitiba, estudou as diferentes fases quadrinísticas de Lourenço Mutarelli.

Aborda dos primeiros trabalhos, no fim da década de 1980, até o último álbum em quadrinhos, "Caixa de Areia (ou Eu Era Dois em Meu Quintal)", lançado pela Devir em 2006.

A pesquisa é de autoria de Liber Paz. Leia mais aqui.

E aqui para ler a entrevista completa do escritor ao blog "Boteco Sujo".  

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 23h40
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27.08.08

Blogs mostram adaptações literárias de obras nacionais

Já é possível encontrar em blogs de autores nacionais adaptações em quadrinhos de obras literárias brasileiras, tendência que ganha força nas livrarias.

Há pelo menos três que podem ser lidas em duas páginas virtuais diferentes.

 

 

A página acima faz parte de um adaptação de "Vidas Secas", feito pelo desenhista Rodrigo Rosa. Há apenas quatro páginas da história de Graciliano Ramos.

A explicação para isso é dada pelo próprio desenhista em seu blog.

O trabalho era um piloto feito para a Editora Globo para ser oferecido na concorrência para publicar os romances do escritor.

Quem venceu a disputa foi a editora Record. E o projeto foi abandonado.

                                                             ***

Rodrigo Rosa fez também os desenhos da versão em quadrinhos de "Os Sertões", de Euclides da Cunha.

O álbum já foi encaminhado à editora Agir, que ainda não tem data de lançamento.

Leia as outras páginas de "Vidas Secas" neste link.

 

 

 

A cena acima é da página de abertura de "Humilhação de Homem", baseado na obra de Nelson Rodrigues.

A adaptação foi escrita por Mauricio Dias e desenhada por Flavio Pessoa.

É a mesma dupla que lançou recentemente pela editora Jorge Zahar outra versão em quadrinhos do conto "A Cartomante", de Machado de Assis.

                                                             ***

Os dois autores transpuseram para os quadrinhos outro conto de Rodrigues, "O Grande Viúvo". Também está disponível para leitura on-line.

Segundo Dias, há interesse em trabalhar com a obra do dramaturgo.

Mas a vontade esbarra em questões autorais com a família do escritor.

                                                             ***

Para ler a versão em quadrinhos de "Humilhação de Homem", clique aqui

E neste link para a adaptação de "O Grande Víúvo".

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 17h56
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26.08.08

Catálogo do Salão de Piracicaba tem lançamento nesta quarta

 

 

 

 

 

 

 

Ilustração do arquiteto Oscar Niemeyer -premiada como melhor caricatura na edição passada- é uma das incluídas no catálogo do prêmio de humor 

 

 

 

 

 

 

O catálogo dos trabalhos selecionados na edição passada do Salão Internacional de Humor de Piracicaba vai ser lançado nesta quarta-feira à noite, em São Paulo.

O livro reúne 272 desenhos das cinco categorias do evento: charge, caricatura, tira, cartum e vanguarda.

Esta foi incluída pela primeira vez no salão de 2007. A proposta era englobar obras feitas com recursos novos de linguagem, como os proporcionados pelo computador.

                                                              ***

O único trabalho que ficou de fora do catálogo foi o vencedor da categoria cartum.

Houve uma suspeita de plágio, negada pelo autor, Evaristo Daniel Rodrigues.

O prêmio da categoria foi suspenso pelo então presidente da comissão organizadora do prêmio em 2007, o jornalista Ricardo Viveiros (leia mais sobre o assunto aqui).

                                                              ***

A mostra deste ano do salão terá 332 trabalhos, vindos de 42 países. O número é considerado recorde pela organização do prêmio. São 60 a mais do que na edição de 2007.

A seleção dos mais de dois mil trabalhos inscritos foi feita no último fim de semana (é ético de minha parte registrar ao leitor que integrei a comissão julgadora).

Os temas mais recorrentes nas charges foram sobre meio ambiente e aquecimento global. Nas caricaturas, houve um predomínio da cantora Amy Winehouse.  

Nas tiras, o que mais chamou a atenção é que a maioria dos trabalhos inscritos traziam charges, cartuns ou histórias em quadrinhos mais longas, e não tiras cômicas.

                                                              ***

Os vencedores desta 35ª edição do salão de humor serão definidos por uma segunda comissão no próximo sábado à tarde.

Os premiados em cada uma das categorias serão divulgados no mesmo dia na abertura oficial do salão, às 20h. 

A cerimônia vai ser no Engenho Central, na cidade de Piracicaba, no interior de São Paulo. A entrada é franca.

Além dos selecionados, o ilustrador Orlando Pedroso vai fazer uma exposição sobre seus 30 anos de carreira.

                                                              ***

Cada um dos premiados deste ano recebe R$ 4 mil.

Os primeiros lugares concorrem ainda ao grande prêmio do salão. Um deles, o vencedor, leva mais R$ 5 mil.

Veja -ou reveja- neste link os trabalhos premiados na edição passada do salão.

                                                              ***

Serviço - Lançamento do catálogo de 2007 do Salão Internacional de Humor de Piracicaba. Quando: quarta-feira (27.08). Horário: 19h. Onde: Livraria Sobrado. Endereço: av. Moema, 493, em Moema, São Paulo.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 17h55
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Série francesa Predadores traz narrativa ágil de mistério

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa do segundo volume da série francesa, que tem quatro volumes ao todo

 

 

 

 

 

 

 

Há uma vantagem na leitura do quadrinho europeu. Ao contrário das produções japonesas e norte-americanas, informações sobre trabalhos do velho continente não costumam rondar pelas páginas virtuais.

Essa relativa falta de informações é um privilégio para quem aprecia desfrutar uma história e desvendá-la aos poucos, saboreando cada novo elemento. Apesar de ser algo raro no mundo virtual de hoje.

A série francesa "Predadores" consegue ser uma dessas exceções. Cabe ao leitor desvendar a narrativa ágil de um mistério que se desenrola desde o número de estréia.

                                                             ***

A primeira parte -ou tomo, como se chama na França- foi lançada no Brasil no fim de julho. A seqüência começou a ser vendida neste mês (Devir, 64 págs., R$ 29).

A série não enrola. Mostra uma sucessão rápida de acontecimentos página após página.

Quando o leitor se dá conta, o álbum terminou. Com um gancho, claro, para o volume seguinte.

 

                                                             

Há um mistério que inicia logo nas primeiras páginas da história, lançada na França entre 1998 e 2003.

Vítimas aparecem mortas. Sem sangue e com um alfinete enfiado atrás de uma das orelhas.

A sensual tenente Vicky Lenore e o detetive Benito Spiaggi são os policiais responsáveis pela apuração do caso. Na investigação, descobrem uma surpresa após a outra.

                                                              ***

Os dois policiais ficam sabendo que as vítimas têm em comum um sisto atrás da orelha.

Não demora para saberem que o chefe deles e o amante de Lenore também possuem o elemento fatal.

As vítimas são assassinadas por uma dupla de irmãos, Camilla e Drago. São eles os "Preadores" do título. Resta apurar por que matam. E quem eles são exatamente.

 

                                                           

No segundo volume, que começou a ser vendido neste mês, o leitor tem parte das respostas.

Os crimes estão relacionados a uma vingança sobre um evento ocorrido séculos atrás.

Outra revelação é que os seres com sisto são vampiros. Ou algo próximo disso, porque o nome da "raça" deles não é verbalizado na série.

                                                              ***

Os autores - o belga Jean Dufaux e o suíço naturalizado italiano Enrico Marini- têm grande parte do mérito de "Predadores".

Conduzem uma narrativa cinematográfica, tanto nos textos como no ritmo dos desenhos. E com a vantagem de o leitor poder descobri-la página após página. Prazer raro hoje em dia.

A série tem mais duas partes. Também serão lançadas no Brasil pela Devir.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 15h17
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Bá e Moon fazem sessão de autógrafos de obra premiada nos EUA

 

 

 

 

Capa de "5", premiada como melhor antologia no Eisner Awards deste ano   

 

 

 

 

O prêmio de melhor antologia de 2007 -conquistado no Eisner Awards, a principal da área de quadrinhos dos Estados Unidos- deu uma sobrevida à obra independente "5".

Dois dos cinco integrantes do quinteto de autores -os paulistas Gabriel Bá é Fábio Moon- fazem uma sessão de autógrafos da revista na próxima quarta-feira, no Rio de Janeiro.

"5" havia sido lançada no Brasil em julho do ano passado durante a cerimônia de entrega do Troféu HQMix, o principal do gênero no país.

                                                              ***

O prêmio de melhor antologia foi dividido com os outros três autores: o brasileiro Rafael Grampá, o grego Vasilis Lolos e a norte-americana Becky Cloonan.

A proposta da obra é que cada um dos autores faça histórias biográficas do outro.

Bá e Moon foram representados por Becky Cloonan.

                                                             ***

Os gêmeos Bá e Moon venceram também em outras duas categorias do Eisner Awards, entregue no dia 25 de julho na San Diego Comic-Con (leia mais aqui).

Moon fez os desenhos da melhor história em quadrinhos digital, "Sugarshock!".

"The Umbrella Academy", eleita melhor minissérie do ano passado, tinha arte de Bá.

                                                              ***

Na convenção deste ano, a dupla lançou a revista "Pixu", outra parceria com Becky Cloonan e Vasilis Lolos. A obra é inédita no Brasil.

A dupla brasileira vai ter uma série própria, que será publicada pela Vertigo, selo adulto da editora norte-americana DC Comics (a mesma de Batman e Super-Homem). O nome da revista é "Daytripper".

Vertigo é o mesmo selo que publicou títulos como Sandman, de Neil Gaiman, e Preacher.

No Brasil, Bá e Moon ficaram conhecidos pelos álbuns da série Dez Pãezinhos.

                                                              ***

Serviço - Sessão de autógrafos de "5" e de outras obra de Gabriel Bá e Fábio Moon. Quando: quarta-feira (27.08). Horário: a partir das 20h. Onde: Livraria Dona Laura. Endereço: Casa de Cultura Laura Alvim, av. Vieira Souto, 172, Ipanema, Rio de Janeiro.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 23h48
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24.08.08

Turma da Mônica Jovem vende 57% dos exemplares em uma semana

 

 

O primeiro número da revista com a versão adolescente dos personagens da Turma da Mônica vendeu 57% da tiragem nos sete primeiros dias de venda.

A edição de estréia de "Turma da Mônica Jovem", lançada pela editora Panini há duas semanas, teve um lote inicial de 80 mil exemplares.

Com base nos dados preliminares de vendagem, a Panini dobrou a tiragem. Depois, fez nova ampliação e passou para 230 mil cópias. 

                                                             ***

A assessoria de imprensa de Mauricio de Sousa teve acesso aos números na última sexta.

Segundo ela, a estréia do número um da revista "Mônica", em 1970, teve tiragem de 200 mil exemplares, inferior à desta nova versão.

A assessoria vê nesses números um novo "case" de mercado a ser estudado.

                                                              ***

Uma análise mais detalhada, no entanto, só seria possível com números atuais de vendagens das revistas de Mauricio de Sousa.

Mas a Panini não informa quanto a versão tradicional da Turma da Mônica vende.

O único dado é que, de um ano para cá, o crescimento dos títulos de Mauricio de Sousa nas bancas foi de 30%.

                                                             *** 

"Turma da Mônica Jovem" atraiu bastante atenção da grande imprensa.

Foi um dos destaques da Panini na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, iniciada no dia 14 deste mês.

A revista traz versões adolescentes das criações de Mauricio de Sousa. E com mudanças tanto físicas quanto de características tradicionais dos personagens.

                                                             ***

O Cebolinha adolescente, por exemplo, fez fonoaudiologia e consegue evitar a troca do "r" pelo "l", a não ser em situações de tensão.

Cascão, agora, toma banho. Magali controla o que come para manter o corpo esbelto.

Anjinho teve o nome trocado para Céuboy. E o vilão Capitão Feio agora é Poeira Negra.

                                                             ***

A proposta de "Turma da Mônica Jovem" é atingir um leitor mais maduro, diferente da versão tradicional dos personagens, que continua a ser produzida e vendida normalmente.

Leia resenha sobre o primeiro número da nova versão neste link.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h27
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22.08.08

Encadernado reúne primeiras histórias de Surpreendentes X-Men

 

 

 

 

 

 

 

 

Álbum lançado neste mês reúne primeiras 12 aventuras do grupo, escritas por Joss Whedon e desenhadas por John Cassaday

 

 

 

 

 

 

 

Os leitores mais saudosos dos X-Men creditam à dupla Chris Claremont e John Byrne as melhores histórias do grupo de mutantes da editora norte-americana Marvel Comics.

Outra dupla, o escritor Joss Whedon e o desenhista John Cassaday, conseguiu a façanha de ouvir tantos elogios quanto Claremont e Byrne.

 Sinal disso foram as vitórias conquistadas em prêmios de quadrinhos, como o Eisner Awards, o principal dos Estados Unidos.

As primeiras 12 histórias de Whedon e Cassaday foram reunidas num álbum, que começou a ser vendido neste mês (Panini, 324 págs., R$ 38).

                                                             ***

Esse primeiro arco de aventuras dos Surpreendentes X-Men foi publicado nos Estados Unidos entre julho de 2004 e agosto do ano seguinte.

No Brasil, foi lançado mensalmente na revista "X-Men Extra", também da Panini.

A primeira aventura saiu na edição 46, de outubro de 2005.

                                                              ***

Whedon -conhecido por ser o criador da série de TV "Buffy, a Caça-Vampiros"- simplificou o roteiro das histórias dos X-Men, reduzindo as longas amarrações que existiam até então.

Com isso, conseguiu atrair quem raramente liam as aventuras do grupo.

O leitor mais novo vai encontrar um grupo enxuto, que vive um momento de reinício.

A partir daí, é só ação e surpresas, estas para fazer jus ao rótulo de "supreendentes" dado à sua versão do grupo.

                                                              ***

Um das surpresas -que já não é mais novidade- foi a volta de Colossus. O herói de metal tinha morrido anos antes.

A presença dele ajuda a dar um verniz semelhante às aventuras feitas por Byrne e Claremont, publicadas no fim da década de 1970 e início da seguinte.

É outra estratégia certeira usada por Whedon.

Por mais que dialogue bem com novos leitores, ele não ignora o saudosismo dos antigos. E recria cenas que mexem diretamente com a memória de quem acompanha X-Men há anos.

                                                              ***

Lançar esse primeiro arco na forma encadernada é uma forma de a editora Panini levar a série a um novo leitor, o que freqüenta as livrarias ou que desistiu de acompanhar as revistas mensais.

O "volume 1", apresentado na capa, dá a entender que o segundo arco feito por Whedon e Cassaday também será reunido futuramente em álbum.

As últimas histórias da dupla são publicadas atualmente na revista "X-Men Extra".

                                                              ***

O brasileiro Marlon Tenório fez uma brincadeira com os X-Men. Pôs os personagens no conto de fadas de Chapeuzinho Vermemlho. Leia mais na postagem abaixo.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 10h46
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Desenhista brasileiro usa X-Men para fazer sátira de conto de fadas

 

A página acima é de uma sátira da história de Chapeuzinho Vermelho feita pelo desenhista brasileiro Marlon Tenório.

A idéia não é nova nem inédita. Mas a versão dele é.

A começar pelo tom apimentado dos diálogos da história, que tem oito páginas.

Jean Grey é Chapeuzinho Vermelho. Wolverine, umo Lobo Mau. Professor Xavier, uma relutante Vovozinha. Ciclope, o Caçador.

                                                              ***

Esta é a segunda brincadeira de Tenório usando figuras das histórias em quadrinhos.

Ele já havia feito uma versão de "300 de Esparta": "Os 303 de Esparta".

Ambas podem ser lidas na página virtual do desenhista.

Para acessar, clique neste link

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 10h17
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Quadrinista faz mochilão de lançamentos no sul do país

 

 

 

 

 

 

 

 

Cartaz mostra roteiro das cidades que serão percorridas pelo desenhista para lançar seus trabalhos em quadrinhos

 

 

 

 

 

 

 

Merece registro a força de vontade do escritor e desenhista Jozz, nome como é conhecido o desenhista paulista Jorge Otávio Zugliani.

Ele faz, na cara e na coragem, um tour pelo sul do país para divulgar seus quadrinhos, o álbum "Circo de Lucca", da editora Devir, e a revista independente "Zine Royale".

Ele vai de ônibus. E os quadrinhos, num recheado mochilão.

                                                             ***

"Está pesado. Tem ´Circo de Lucca´ e ´Zine Royale´ 2 e 3. Fora o que estou lendo e levando para autores assinarem, tipo o "Casa ao Lado", do Pablo Mayer. Além das publicações, um kit de primeiros socorros, um santinho da minha mãe e meu caderno", disse o desenhista em entrevista ao blog "Gibizada", especializado em quadrinhos.

No depoimento, concedido a Telio Navega, Jozz disse que vai com dinheiro próprio e que dormirá em albergues e na casa de amigos.

                                                             ***

A primeira parada para lançamento é nesta sexta-feira, em Curibita, às 19h.

Depois viaja com seu mochilão de quadrinhos para Joinville, Florianópolis e Porto Alegre.

Os endereços, datas e horários estão no cartaz que abre esta postagem.

A única exceção é Florianópolis. Lá, a parada será no "primeiro boteco legal".

                                                             ***

Leia mais sobre os trabalhos de Jozz aqui e aqui.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 09h56
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21.08.08

Álbum de estréia de Tulio Caetano tem cara de quadrinho europeu

 

 

 

 

 

 

 

 

Obra é o primeiro título nacional da editora Zarabatana e tem lançamento nesta sexta-feira à noite, em São Paulo

 

 

 

 

 

 

O álbum é nacional. O autor, Tulio Caetano, também. Mas o jeitão da história de "Dr. Bubbles & Tilt - Sideral" é de trabalho europeu.

Formato maior, estilo do desenho, quantidade de páginas (são 40 com quadrinhos).

Uma possível explicação pode estar no currículo do autor.

                                                             ***

Goiano, Caetano mudou-se para a França há dez anos para estudar artes plásticas.

Lá, participou de publicações independentes e coletâneas.

"Dr. Bubbles & Tilt" é seu primeiro trabalho individual no Brasil, onde retornou no ano passado. E onde lança a obra nesta sexta-feira à noite, em São Paulo.

                                                             ***

O álbum mostra um momento de mudança de vida de Dr. Bubbles, um dos pesquisadores da empresa Genetechx.

A equipe é mantida isolada do mundo, no subsolo terrestre, bem abaixo da linha do metrô.

Bubbles, caracterizado com um ar de cientista louco, demite-se da empresa após descobrir uma cura para a micose que tem no rosto, motivo que o prendia lá. 

                                                             ***

Fora da empresa, ele procura moradia no apartamento de Tilt, um enigmático ser azul com quem Bubbles divide o título da obra.

Tilt ganha destaque depois de sofrer uma overdose de alucinógenos oferecidos por Bubbles.

Completamente fora do ar, ele se vê como um soldado interplanetário que tem como missão enfrentar perigosas raças alienígenas.

                                                             ***

Na verdade, é um artifício de Bubbles.

Ele se aproveita do estado "alterado" de Tilt para usar o colega como uma espécie de office-boy para receber o dinheiro que a ex-empresa devia.

É essa a missão imaginária de Tilt, que é atacado por reais esquadrões de elite no cumprimento da tarefa.

                                                             ***

O resumo da história parece complicado. E de certa forma é, se se levar em conta que traz mais perguntas do que respostas neste primeiro número.

Um exemplo é saber quem é exatamente Tilt. Outro é descobrir o que vai ocorrer com Bubbles, jurado de morte pela empresa por levar consigo segredos profissionais.

É de se esperar que seja outra semelhança com os álbuns europeus, que narram a história em diferentes volumes, ou tomos, como são conhecidos por lá. 

                                                             ***

Mas o trabalho de Tulio Caetano destoa dos demais álbuns nacionais -poucos em número ainda- que têm surgido no mercado recentemente.

É produzido com cara de material europeu. O traço, em especial, é de um detalhamento que ganha um destaque natural durante a leitura.

Estréia bem Tulio Caetano. Assim como a editora Zarabatana, que tem no álbum sua primeira investida em material nacional.

                                                             ***

Serviço - Lançamento de "Dr. Bubbles & Tilt - Sideral". Quando: sexta-feira (22.08). Horário: a partir das 19h30. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevel, 142, centro de São Paulo. Quanto: R$ 39. Nota: no mesmo local, dia e horário, Caio Majado lança a revista "Conseqüências". 

Escrito por PAULO RAMOS às 14h58
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Encontro discute futuro do quadrinho nacional

Qual o futuro dos quadrinhos no Brasil?

Um debate tenta tatear algumas respostas para a questão, simples e atual, porém complexa.

Participam do encontro Cadu Simões, Daniel Esteves e Laudo Ferreira Junior.

Os três integram o Quarto Mundo, selo que reúne autores de quadrinhos independentes.

Também participam da mesa o editor Dario Chaves e este jornalista.

O debate é nesta sexta-feira, às 20h, no Espaço Gafanhoto, em São Paulo.

Fica na Avenida Rebouças, 3181.

Os organizadores pedem que os interessados se inscrevam previamente.

Outras informações neste link.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h28
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Lançado segundo álbum com histórias clássicas de Super-Homem

 

A editora Panini começou a vender neste meio de semana o segundo volume de "Superman Crônicas" (196 págs., R$ 49,90).

O álbum de luxo, lançado em capa dura, já é encontrado em lojas de quadrinhos paulistanas.

A obra reedita histórias clássicas do super-herói do fim da década de 1930.

A estréia do personagem nos quadrinhos foi em 1938.

"Superman Crônicas" continua do ponto onde parou o volume anterior, lançado em dezembro do ano passado (leia resenha aqui).

A editora havia divulgado que iria vender "Superman Crônicas" na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, iniciada semana passada.

Mas, nos primeiros dias do evento, ainda não havia chegado (aqui).

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h18
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20.08.08

Definidos os vencedores do Salão de Doação de Órgãos

O júri do 1º Salão Nacional de Humor sobre Doação de Órgãos definiu os vencedores da edição de estréia do evento, realizado em Indaiatuba, no interior de São Paulo.

Havia quatro categorias: charge, cartum, caricatura e história em quadrinhos.

Os primeiros lugares em cada uma das áreas vão receber R$ 2 mil em dinheiro.

Os segundos, R$ 1 mil. Os terceiros, R$ 500.

Houve quatro menções honrosas, dadas a trabalhos não premiados que mereçam destaque.

                                                             ***

A proposta do prêmio era usar o humor gráfico para alertar sobre a importância da doação de órgãos.

O salão foi  promovido pela Gabriel, entidade que incentiva a doação de órgãos, e teve apoio da Editora Virgo e do EMT Estúdio.

O júri foi formado por representantes da entidade, da prefeitura de Indaiatuba, por dois médicos e dois cartunistas, Mario Mastrotti e Moacir Torres.

                                                             ***

Veja a seguir os autores e trabalhos premiados em cada uma das categorias.

 

 

1º lugar charge: "Justificativa" - Silvano Rosa Gonçalves de Mello / Jaboticatubas (MG)

 

2º lugar charge: "Lápides" - Rodrigo Accioly / Rio de Janeiro (RJ)

 

3º lugar charge: "Amigo do Peito" - Ianes Cardoso / Manhuaçu (MG)

 

Menção honrosa charge: "Campeonato" - Lucas Rodrigues Alves

 

 

1º lugar cartum: "Frankstein" - Afonso Carlos / Rio de Janeiro (RJ)

 

2º lugar cartum: "Rimsonha" - Biratan / Belém (PA)

 

3º lugar cartum: "Salve-me" - Hector Salas / Salvador (BA)

 

Menção honrosa cartum: "Anjo chutando" - Verde / São Paulo (SP)

 

 

1º lugar caricatura: "Falcão" - Camilo Riane / Rio Claro (SP)

 

2º lugar caricatura: "Erasmo Carlos" - Lex Franco / Ipatinga (MG)

 

3º lugar caricatura: "Christovam Buarque" - Waldez Duarte / Belém (PA)

 

Menção honrosa caricatura: "Zagalo" - Denílson / Guaxupé (MG)

 

1º lugar quadrinhos: "Doação" - Laerte Silvino / Recife (PE)

 

 

2º lugar quadrinhos: "Cores da Vida" - Verde / São Paulo (SP)

 

3º lugar quadrinhos: "Pinóquio e o Pirata" - Felix / Boituva (SP)

 

Menção honrosa quadrinhos: "Doador por Acidente" - Eric Vanucci / Indaiatuba (SP) 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h27
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Design dos jornais deve se aproximar da linguagem dos quadrinhos

A tendência é que os jornais reduzam de tamanho. E devem incorporar outras experiências visuais, como a dos livros infantis, das revistas e da linguagem das histórias em quadrinhos.

A opinião é do espanhol Javier Errea, um dos palestrantes do encontro promovido ontem em São Paulo no 7º Congresso Brasileiro de Jornais. 

O encontro, promovido pela ANJ (Associação Brasileira de Jornais), tinha como tema "O Brasil e a Indústria Jornalística em 2020".

                                                             ***

As discussões do encontro repercutiram nesta quarta-feira nos grandes jornais. Bem como as opiniões de Errea, diretor da Society for News Design, da Espanha.

"Esse modelo (título-texto-foto) não pode ser a única forma de informar, é monótono", disse ele, em depoimento reproduzido pelo jornal "Gazeta Mercantil".

Segundo ele, a credibilidade de uma publicação não pode ser limitada pela criatividade.

"Porque os jornais só fazem essas experiências nos suplementos especiais? Temos que converter todo o jornal e um suplemento especial", disse.

                                                             ***

O espanhol usou como exemplo no encontro - que reuniu empresários e executivos da área de jornais- uma reportagem do Fórum de Davos, na Suíça, feita somente com a linguagem dos quadrinhos.

Um dos diálogos entre quadrinhos e jornalismo tem ocorrido nos chamados infográficos, artes explicativas usadas para tornar as notícias mais claras ao leitor.

Outro cruzamento é no gênero jornalismo em quadrinhos, que ganhou evidência com as reportagens de Joe Sacco feitas com desenhos em quadrinhos.

Aos poucos, o tema tem ganhado evidência nos cursos de jornalismo de diferentes partes do país, em particular em trabalhos experimentais de conclusão de curso.

                                                             ***

Agradeço ao leitor Marcos Massolini pela dica da matéria da "Gazeta Mercantil".   

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 20h53
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19.08.08

Garoto Verme traz incômoda história de horror

 

 

 

 

 

 

 

 

Mangá é escrito e desenhado por Hideshi Hino, um dos especialistas em obras de horror

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um dos papéis de uma boa história de horror é incomodar o leitor. E isso o mangá "O Garoto Verme" faz.

A obra -lançada na Bienal Internacional do Livro de São Paulo (Zarabatana, 208 págs., R$ 27)- narra o sofrimento do protagonista, o menino Sanpei Hinomoto.

Ele pode ser rotulado como um sofredor. É rejeitado pelos colegas de escolas e incompreendido pela família. Encontra conforto apenas num esconderijo, onde cria animais.

                                                              ***

O sofrimento psicológico e social de Hinomoto -que já seria motivo de incômodo por parte de quem lê o mangá- é acentuado com a transformação do menino.

Picado por um estranho verme, ele passa a sofrer uma lenta mutação. De ser humano, ganha a forma do bicho que o vitimou.

Para realçar ainda mais o horror, a transformação é mostrada paulatinamente.

O garoto se transfigura, perde os membros, começa a decompor, vira uma casca, que depois renasce na forma de um verme.

                                                              ***

Durante o calvário, o menino se torna um estorvo para a família, composta pelos pais e por dois irmãos.

Há nesse ponto um claro diálogo com o surrealismo de "Metamorfose", obra do tcheco Franz Kafka (1883-1924).

O livro faz uma crítica à estrutura familiar. Gregor Samsa se metamorfoseia num inseto repugnante. Na nova forma, sem ser útil aos seus, torna-se um problema e é ignorado.

                                                             ***

Há muito de Kafka no mangá escrito por Hideshi Hino, autor chinês criado no Japão.

Mas com uma diferença: ao contrário de Gregor Samsa, Sanpei Hinomoto foge de casa em busca de nova perspectiva de vida.

É a forma que encontrou para contornar a exclusão, com todas as conseqüências que essa atitude vai acarretar. Uma delas é a repugnância que causa em todos, inclusive em seus animais de estimação.

                                                             ***

"O Garoto Verme" é a segunda obra de Hideshi Hino lançada pela Zarabatana.

No ano passado, a editora paulista publicou "A Serpente Vermelha", que também tinha como protagonista um garoto e abordava o tema do horror no convívio familiar (mais aqui).

O autor se destacou na área de quadrinhos pelos trabalhos feitos com horror e é tido como um dos pais do gênero no Japão.

O incômodo criado na vida do garoto vertido em verme justifica a fama que tem.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 14h24
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Charge eleitoral gratuita

A propaganda eleitoral gratuita começa nesta terça-feira em todo o país.

Para a data não passar em branco:

 

 

Crédito: a charge é de autoria de Orlandeli e foi postada no blog do autor (link).

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 23h05
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17.08.08

História em quadrinhos narra vida de Cazuza numa exposição em SP

 

 

 

Capa do encarte da exposição "Cazuza, o Tempo Não Pára", em cartaz no Sesc Ipiranga, em São Paulo

 

 

 

"Eu vejo o futuro repetir o passado. Eu vejo um museu de grandes novidades. O tempo não pára."

O trecho de "O Tempo não Pára", canção de Cazuza lançada em disco homônimo de 1989, tem um quê visionário.

O nome da música batiza uma exposição sobre o cantor e compositor, que fica em cartaz em São Paulo até o fim deste mês.</