29.09.08

Parte das editoras de quadrinhos vai adotar nova ortografia em 2009

Uma parcela das editoras brasileiras de histórias em quadrinhos vai seguir as regras do novo acordo ortográfico no ano que vem.

Das seis editoras consultadas pelo blog entre ontem à noite e hoje, três disseram que adotarão as mudanças em 2009. Duas já no primeiro semestre.

O decreto que implanta as mudanças foi assinado na tarde desta segunda-feira, no Rio de Janeiro, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A medida começa a valer a partir de 1º de janeiro de 2009. A nova lei prevê um período de transição até o último dia de 2012.

                                                              ***

Uma das editoras que começa a adotar o acordo no ano que vem é a Mythos, que edita material de super-herois para a multinacional Panini, atual líder de vendas nas bancas. 

Segundo a editora, o assunto já foi conversado internamente. As revistas com as novas regras começam a circular até o meio de 2009. Um texto vai avisar o leitor sobre as alterações.

A Devir também deve ter lançamentos com a nova ortografia no primeiro semestre de 2009.

A editora diz que as produções que começarem a ser trabalhadas no início do ano que vem já seguirão as regras. 

                                                             ***

A Zarabatana também prevê utilizar o acordo em 2009, porém não precisou exatamente em que período.

As outras três editoras consultadas pelo blog -Pixel, HQM e Conrad- ainda não definiram o assunto internamente. 

A Pixel vai aguardar a reação do mercado editorial para, então, adaptar-se aos poucos.

A HQM diz que vai se adaptar quando for o momento e que não tem intenção de mudar o que já está programado. A Conrad vai seguir a nova regra, mas não definiu quando.

                                                              ***

A proposta do novo acordo ortográfico foi assinada em dezembro de 1990, em Lisboa.

A proposta original era unificar a escrita dos países que usam a língua portuguesa: Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal.

Já houve diferentes idas e vindas do acordo. O decreto assinado nesta segunda-feira por Lula torna a implantação um caminho sem volta para o Brasil.

As mudanças preveem a queda de parte dos acentos especiais (caso do trema) e diferenciais (pára/para, para ficar em um caso).

Também estipula a inserção de "k", "w" e "y" no alfabeto, mudanças no uso do hífen e possibilidade de dupla escrita de algumas palavras (leia mais neste link).

                                                             ***

Na prática dos quadrinhos, significa que o vilão Pinguim não terá trema e que os super-herois serão grafados sem o acento agudo.

E que herois como Batman farão acções -ou ações- de bravura.

Apenas para registro: para ilustrar, escrevi esta notícia já com as novas regras.

Começo a seguir o acordo ortográfico nos textos aqui do blog em 1º de janeiro de 2009.

                                                              ***

Queria saber a opinião do leitor.

O que você achou do novo acordo ortográfico?

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 18h51
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No centenário da morte de Machado de Assis, HQ inocenta Capitu

Tal qual escreveu Machado de Assis, hesitei se deveria iniciar esta postagem pelo início ou pelo fim, isto é, se noticiaria em primeiro lugar a inocência de Capitu ou se omitiria a informação até o encerramento do texto.

Suposto o uso vulgar seja omitir, duas razões me levaram a adotar diferente método.

A primeira é que a notícia se tornou pública na edição desta segunda-feira do jornal "Extra", do Rio de Janeiro.

A segunda é que o mais interessante é ver qual foi a explicação usada para inocentar a personagem do romance machadiano "Dom Casmurro".

                                                             ***

O desfecho é o sexto e último capítulo da história em quadrinhos "O Julgamento de Capitu", publicada diariamente no jornal desde o último dia 24.

O final do romance foi definido por um leitor do "Extra". O jornal havia feito um concurso para que o público decidisse se Capitu traiu ou não o marido, Bentinho.

O romance de Machado de Assis, publicado pela primeira vez em 1910, foi costurado de tal forma que não deixava clara a traição.

O desfecho vencedor foi o publicado na edição de hoje do jornal carioca. A data, 29 de setembro, casa com o dia da morte do escritor, ocorrida há exatos cem anos.

                                                             ***

A história em quadrinhos foi feita por João Arruda (texto) e Vinícius Mitchell (desenhos).

Eles criaram a narrativa na forma de um tribunal. Em pauta, os argumentos dos advogados para definirem a culpa ou não de Capitu.

A parte final -definida pelo leitor- apresenta uma prova irrefutável da inocência da personagem. Mas é uma reviravolta completa na trama de Machado de Assis.

O site "Tirando de Letra", ligado ao jornal "Extra", disponibilizou hoje a história em quadrinhos, inclusive com o capítulo final. Para ler, clique aqui

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 12h37
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28.09.08

Série desenhada por Gabriel Bá vence mais um prêmio nos EUA

 

 

 

 

 

 

 

 

"The Umbrella Academy", que tem arte do brasileiro, venceu neste fim de semana o Harvey Awards na categoria melhor nova série

 

 

 

 

 

 

 

"The Umbrella Academy", título em quadrinhos desenhada pelo brasileiro Gabriel Bá, venceu o Harvey Awards na categoria melhor nova série.

Os vencedores foram definidos neste fim de semana em Baltimore, nos Estados Unidos.

O Harvey -nome inspirado no cartunista Harvey Kurtzman (1924-1993)- é um dos prêmios de destaque da indústria norte-americana de quadrinhos. Perde apenas para o Eisner Awards.

Os indicados e os vencedores das 20 categorias são definidos por profissionais da área.

                                                             ***

Bá concorria também na categoria melhor desenhista.

Mas o prêmio ficou com Frank Quitely, pelo trabalho feito em "Grandes Astros Superman".

O título com o homem de aço -que é publicado no Brasil pela editora Panini- ganhou em outras duas categorias: série regular e melhor história única (correspondente à edição número oito, já lançada por aqui).

                                                              ***

A série "The Umbrella Academy" já havia conquistado o Eisner Awards, em julho deste ano.

Escrita por Gerard Way, vocalista da banda My Chemical Romance, ganhou na categoria melhor minissérie (leia mais sobre a história neste link; e veja imagens aqui).

Bá venceu também pela obra independente "5", feita com o irmão, Fábio Moon, e com outro brasileiro, Rafael Grampá. Foi a vencedora na categoria melhor antologia (mais neste link).

A série "Sugashock!", desenhada por Moon, também venceu como melhor história digital.

                                                              *** 

Gabriel Bá concorre a mais um prêmio norte-americano, o "Scream 2008", especializado em produções de horror. 

O paulista concorre nas categorias melhor desenhista e melhor história, "The Umbrella Acadamy: Apocalypse Stories". O prêmio é promovido pelo canal Spike TV e será entregue no fim deste mês.

Por terras brasileiras, Bá e Moon venceram nesta semana o Prêmio Jabuti na categoria álbum didático e paradidático de ensino fundamental ou médio (leia mais aqui). 

O prêmio foi pela adaptação em quadrinhos de "O Alienista", conto de Machado de Assis.

                                                              ***

Crédito: a imagem que abre esta postagem é uma reprodução do site "Comic Books Journal".

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 17h12
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Jornal carioca reinventa em quadrinhos desfecho de Dom Casmurro

 

 

O jornal carioca "Extra" publica nesta segunda-feira um novo desfecho para o romance "Dom Casmurro", de Machado de Assis.

O final da nova versão, feita em quadrinhos, foi escolhido por leitores.

A seleção dos textos ocorreu entre 13 e 23 deste mês. Os autores-leitores deveriam enviar um texto de no máximo 1.024 caracteres dizendo como encerreriam a trama.

O resultado será mostrado amanhã, mesmo dia em que o escritor faleceu, há cem anos.

A maneira interativa de rememorar a obra é para marcar o centenário da morte de Machado.

                                                              ***

O jornal tem dedicado uma página ao tema. A metade de cima com matérias especiais.

A de baixo, com a história em quadrinhos, escrita por João Arruda e desenhada por Vinicius Mitchell. É deles a seqüência que abre postagem, da edição de sábado do "Extra".

A narrativa em quadrinhos começou a ser mostrada ao público no último dia 24. Traz os principais pontos da obra machadiana, publicada pela primeira vez em 1900.

Terá seis partes ao todo. Neste domingo, saiu o quinto e penúltimo capítulo.

                                                              ***

O romance "Dom Casmurro" mostra o relato de Bentinho, ex-seminarista que se casou com a enigmática Capitu.

O mistério é saber se a esposa o traiu com Escobar, um colega do tempo do seminário.

Escobar morre pouco depois. No enterro dele, o choro de Capitu sugere haver algo mais do que a tristeza da perda. É nesse momento que têm início as dúvidas de Bentinho.

Teria sido traído?

Apesar de o filho dele, Ezequiel, lembrar o colega, Machado de Assis teceu o romance de tal forma que não se pode afirmar categoricamente se houve mesmo a traição de Capitu. 

                                                             ***

É esse o mistério que o "Extra" se propõe a revelar nesta segunda-feira, do ponto de vista do leitor. Isso se o jornal for encontrado nas bancas. Hoje, nem todos puderam comprar a publicação.

Segundo o jornal informa neste domingo em sua página virtual, um grupo de homens -alguns armados-foi até o ponto de distribuição do "Extra", no Rio de Janeiro, e comprou cerca de 30 mil exemplares.

Isso impediu que o jornal chegasse a muitas bancas.

Ainda de acordo com o jornal, jornaleiros também foram procurados para que vendessem os exemplares. Os que não concordaram foram intimidados.

                                                             ***

O jornal trazia esta manchete: "Deputados em campanha mentem para garantir salário de R$ 13 mil". A reportagem pode ser lida na página virtual do "Extra" (link).

A matéria -segundo o site do jornal- denunciava três deputados estaduais inventaram compromissos para ter abonada falta a sessões da Assembléia Legislativa fluminense.

A estratégia garantiria o pagamento do salário, no valor de R$ 13 mil.

Os três deputados são candidatos a prefeito nesta eleição. Um em São João de Meriti, outro Niterói e o terceiro em Nilópolis. 

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 16h04
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27.09.08

Álbum traz mais histórias do Quarteto Fantástico de John Byrne

 

 

 

 

 

 

 

 

Álbum, que começou a ser vendido nesta semana, é o quarto volume da série com aventuras do grupo publicadas nos EUA na década de 1980

 

 

 

 

 

 

 

De pouquinho em pouquinho, as histórias de super-heróis feitas pelo escritor e desenhista John Byrne vão sendo relançadas no Brasil.

A edição mais recente com trabalhos dele começou a ser vendida nesta semana.

"Os Maiores Clássicos do Quarteto Fantástico - Volume 4" dá seqüência à fase em que ele estava à frente do título da editora Marvel Comics (Panini, 204 págs., R$ 28,90).

A exemplo dos três números anteriores -o primeiro é de 2005-, o álbum traz histórias da primeira metade da década de 1980. As oito aventuras desta publicação são de 1983.

                                                             ***

Este quarto volume da série traz um encontro do grupo -formado por Senhor Fantástico, Tocha Humana, Mulher Invisível e o Coisa- com outra equipe da editora, os Vingadores.

E mostra também um confronto com Doutor Destino, principal oponente dos quatro heróis, que tiveram a primeira aventura publicada nos Estados Unidos em 1961.

O material já havia sido publicado no Brasil pela editora Abril em formato menor, igual ao das revistas infantis vendidas nas bancas.

A reedição da Panini segue o tamanho original norte-americano e tem nova tradução.

                                                              ***

Parte das histórias de John Byrne na Marvel foram relançadas pela Panini nos últimos anos.

Ele foi um dos mais populares autores da indústria norte-americana de quadrinhos.

Byrne ganhou popularidade ao desenhar histórias dos X-Men entre o fim da década de 1970 e o início da seguinte. A série se tornou líder de vendas da Marvel.

Da revista, ele migrou para outros títulos da editora. Teve passagens por parte dos super-heróis da casa. É dessa época a série dele do Quarteto Fantástico.

                                                             ***

Na metade dos anos 1980, mudou-se para a concorrente DC Comics com a missão de reformular o Super-Homem. Cumpriu a meta e retornou à antiga editora.

Byrne tem ido e vindo de uma editora para outra desde então.

Neste século, ele já não tem conseguido repetir a mesma popularidade de outrora.

Mas tem seguidores fiéis, tanto lá quanto aqui, pelo que se percebe vendo a longa lista de álbuns com histórias dele lançada pela Panini.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h45
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Duas tiras do dia que merecem registro

 

 

 

Crédito: as tiras de Angeli e Caco Galhardo são da edição de hoje da "Folha de S.Paulo".

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 10h12
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Segundo número da Bíblia em mangá mostra Velho Testamento

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa do segundo volume da Bíblia em quadrinhos, obra que começou a ser vendida no Brasil nesta semana

 

 

 

 

 

 

 

A ordem dos fatos narrados na Bíblia foi invertida nos quadrinhos. Primeiro, foi o Novo Testamento, publicado no fim de agosto.

Um mês depois, é lançado o Velho Testamento (JBC, R$ 14,90).

Em comum, ambos têm o fato de serem produzidos em mangá, nome dado ao quadrinho produzido no Japão, que é exportado para diferentes países do Ocidente, inclusive o Brasil.

A obra inglesa, que agora chega ao Brasil, teve boa repercussão no exterior, mais do que o primeiro volume obteve por aqui.

                                                              ***

A proposta dos autores - os irmãos Siku e Akinsiku - é adaptar os principais fatos bíblicos numa linguagem acessível ao público mais jovem.

A escolha do formato mangá tem a ver com isso. Segundo Siku, o quadrinho oriental tem um ritmo narrativo mais dinâmico do que o ocidental.

"Tem um ritmo rápido e a condução da narrativa acontece mais pelo visual do que pelas palavras", diz o desenhista, em entrevista concedida especialmente para a edição nacional.

"Não podíamos tentar fazer um projeto de Bíblia sem observar as formas descritivas dela, e o formato do mangá parecia ter o estilo de narrativa mais apropriado."

                                                             ***

O resultado, no entanto, não tem muito do estilo japonês.

É algo mais híbrido, como o próprio desenhista admite em depoimento publicado no primeiro volume, sobre o Novo Testamento.

Este segundo e útlimo número segue o molde apresentado no anterior. Os autores pinçam as principais narrativas bíblicas e tentam ordená-las numa linha cronológica.

"A Bíblia em Mangá - O Velho Testamento" tem início com a criação do mundo e encerra com a previsão da chegada de Cristo.

E, em meio à narrativa, apresentam notas no canto das páginas orientando o leitor sobre onde encontrar o trecho na Bíblia.

                                                              ***

Leia neste link resenha do primeiro número da versão da Bíblia em mangá.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 23h31
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25.09.08

Desenhista argentino Liniers virá ao Brasil em outubro

 

 

 

 

 

Capa da edição nacional de "Macanudo", uma das tiras mais populares da Argentina atualmente

 

 

 

 

 

O desenhista Liniers, um dos mais populares da Argentina atualmente, vai estar em São Paulo no mês que vem.

Ele irá participar de dois eventos da área de quadrinhos, ambos no dia 22 de outubro.

Um é na HQMix Livraria, no centro da cidade.

Liniers é um dos convidados das comemorações de um ano da livraria. 

                                                             ***

Em tese, ele irá lançar no local o primeiro álbum da série "Macanudo", tira cômica que ele publica diariamente no jornal "La Nacion", de Buenos Aires.

A cautela sobre o lançamento no dia 22 é porque o álbum ainda não está pronto.

A Zarabatana, editora da obra, disse na tarde desta quinta-feira que o título está em processo de revisão e que - "tudo indica" - será impresso até o evento.

A produção foi antecipada por causa do evento. A idéia inicial da editora era publicar o primeiro volume de "Macanudo" mais à frente.

                                                             ***

A Zarabatana é uma das que está patrocinando a vinda do desenhista, que já lançou seis álbuns na Argentina, cinco deles com tiras de "Macanudo" (o primeiro é de 2004).

A viagem de Liniers é bancada também pela HQMix Livraria e pela rede Fnac.

A participação da Fnac é porque o desenhista é um dos convidados do "HQ o Quê", festival de quadrinhos promovido pela livraria que já está na quarta edição.

É o outro evento que pautou a vinda dele ao Brasil.

 

                                                       

Liniers participa no "HQ o Quê", na Fnac, no dia 22, às 19h. Nos demais dias, os debates têm início no mesmo horário.

Na segunda, dia 20, o jornalista Gonçalo Junior e a pesquisadora Sonia Bibe Luyten discutem a importância do Samurai, personagem de Claudio Seto, tido como o pioneiro do mangá nacional.

Na terça-feira, serão divulgados os vencedores do Prêmio Fnac Novos Talentos. Na quinta, o debate é com os autores independentes do grupo Quarto Mundo.

Na sexta-feira, o tema é "as atuais mudanças e transformações dos quadrinhos no Brasil". Participam da mesa editores da HQM. No sábado, haverá oficinas a partir das 12h.

                                                               ***

Todas a programação vai ocorrer na unidade Pinheiros da Fnac (av. Pedroso de Morais, 858, em São Paulo). A entrada é franca.

Clique aqui para ler mais sobre a trajetória de Liniers.

Crédito: a tira que ilustra esta postagem é da edição desta quinta-feira do "La Nacion" (link).

Nota: esta postagem foi atualizada às 22h51.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 18h31
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"Jogos de Poder" mostra bastidores do mundo da espionagem

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa do álbum, que traz os quatro primeiros números da série norte-americana

 

 

 

 

 

 

 

Este número de estréia de "Jogos de Poder" não é o melhor roteiro de Greg Rucka.

Mas isso não tira o mérito da obra, lançada no começo do mês (Devir, 128 págs., R$ 19,50).

Um texto mediano do escritor norte-americano é melhor do que muitos dos trabalhos estrangeiros publicados atualmente no Brasil.

                                                             ***

Rucka é mais conhecido do leitor daqui pelos trabalhos feitos em revistas de super-heróis.

Escreveu histórias de Batman, Super-Homem e Mulher-Maravilha. E a série policial "Gotham City contra o Crime", já lançada por aqui pela editora Panini. É possivelmente o melhor trabalho dele.

Paralelamente aos heróis, com poderes ou não, o escritor produziu outros textos, na forma de romances policiais e de séries em quadrinhos por diferentes editoras.

É nessa leva que se enquadra "Jogos de Poder - Operação: Terreno Partido".

                                                             ***

O álbum traz os quatro primeiros números da série, produzida em preto-e-branco.

A história, lançada nos Estados Unidos em 2001, mostra os bastidores políticos do mundo da espionagem do S.I.S., Service Intelligence Service, o serviço secreto inglês.

O arco de estréia centra o foco em dois dos integrantes da hierarquia do S.I.S.: o diretor de operações Paul Crocker e Tara Chance, oficial de operações especiais e subordinada a ele.

                                                              ***

Crocker tem no DNA desafiar autoridades superiores a ele.

Num desses rompantes, ele envia Chance ao Kosovo para matar um general russo.

Missão cumprida, a cabeça dela é posta a prêmio por conta da missão não-autorizada.

A sede inglesa do S.I.S. é atacada e o grupo tem de resolver o caso, parte com diplomacia, parte com articulações de vingança feitas por baixo dos panos.

                                                             ***

As quatro partes da trama, desenhadas pelo canadense Steve Rolston, sintetizam bem o estilo de Greg Rucka mostrado em outras séries.

Por mais que se centre nas articulações políticas da espionagem, traz de fundo um mistério a ser resolvido, tal qual o escritor faz em seus romances e quadrinhos policiais.

Outro ponto de convergência é a presença de uma protagonista forte nas atitudes, porém insegura na personalidade.

É um tema recorrente nos quadrinhos escritos pelo autor.

                                                             ***

"Jogos de Poder" chegou a ganhar um Eisner Award de melhor nova série.

O prêmio é o principal da indústria norte-americana de quadrinhos. É o mesmo conquistado neste ano pelos brasileiros Gabriel Bá, Fábio Moon e Rafael Grampá.

Mas não é o Eisner que garante uma automática qualidade da obra. Ela tem de falar por si.

                                                             ***

Por mais que este primeiro volume seja bem conduzido pelo texto de Rucka, o escritor já teve trabalhos melhores publicados no Brasil.

Ao final da leitura, fica a impressão de que a história apenas prepara terreno para algo maior, reservado aos próximos volumes. Seria somente uma introdução.

Por isso, vale uma nova investida na continuação da série, quando for lançada por aqui.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 17h50
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24.09.08

Muertos: assombração que virou história em quadrinhos

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma das páginas da revista independente "Muertos", que tem lançamento nesta quarta-feira em Santa Maria (RS)

 

 

 

 

 

O conto "Muertos" fala de fantasmas. E assombra o gaúcho Daniel Pereira dos Santos há mais de uma década. Palavras dele.

O incômodo pela história foi encarnado na forma de seres feitos em desenho, mostrados nas páginas da revista independente homônima, que tem lançamento nesta quarta-feira, em Santa Maria (RS).

"´Muertos´ me surpreendeu pois era diferente do que estava acostumado a ler na época", diz o desenhista de 31 anos, por e-mail.

O fascínio pela narrativa é em parte pelo desfecho, inesperado, em parte pela mensagem que passa, em particular no final. 

"Gostei muito do ritmo, que vai do suspense à ação e finaliza de forma delicada. E que particulamente considero um tantinho triste."

                                                             ***

A surpresa do final, como rege a regra do noticiário cultural, não será revelada aqui. Mas os detalhes da trama podem ser pinçados.

Trata-se da história de um homem misterioso e supostamente envolvido em negócios ilegais que tem de entregar uma encomenda no Paraguai.

O trajeto dele passa necessariamente pela vila de "Muertos", local usado há muito tempo como campo de extermínio para tropas brasileiras e argentinas.

O enredo se passa quase todo na cidade paraguaia.

E ajusta o foco no incômodo do protagonista em estar lá.

                                                             ***

O conto foi escrito por Zanthos Aybrom, um autor reservado, a ponto de existir pouca informação sobre ele. Segundo o desenhista, mora atualmente em São Paulo.

Os primeiros contatos com os textos de Aybrom chegaram a Pereira por cartas.

"Normalmente eram de ficção científica ou outros temas, mas sempre contendo muita ação." Até que foi fisgado por "Muertos", uma das melhores que diz ter lido.

A idéia da adaptação vem dessa época. A realização, no entanto, demorou a ser maturada. Não se julgava pronto.

O resultado verte para o papel, além da narrativa em si, um exercício de trabalhar luz e sombras, aos moldes do argentino Alberto Breccia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Seqüência de "Nada a Perder", próximo trabalho em quadrinhos de Daniel Pereira dos Santos

 

 

 

 

 

 

 

 

Até chegar a "Muertos", Daniel Pereira passou pelos fanzines, criados com o irmão, Alberto, na década passada.

Formou-se depois em desenho industrial pela Universidade Federal de Santa Maria, onde mora atualmente.

E, agora, prepara um novo projeto: uma revista com pequenas histórias, feitas por diferentes autores. Ele prentende usar estilos distintos em cada narrativa.

"Já tenho todos os textos", diz. Um deles pautou a página acima, de "Nada a Perder", uma das histórias.

Antes disso, pode-se ler "Muertos". Em papel ou na tela do computador. A história em quadrinhos está disponível na página virtual do autor (link).

                                                             ***

Serviço - Lançamento da revista independente "Muertos". Quando: hoje (24.09). Horário: a partir das 18h30. Onde: Santa Maria Shopping, em Santa Maria (RS). No lançamento, vai haver venda de quadrinhos do grupo independente Quarto Mundo. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 12h22
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23.09.08

Adaptação em quadrinhos de "O Alienista" vence Prêmio Jabuti

 

 

 

 

 

 

 

Álbum da editora Agir -lançado no ano passado- foi produzido pelos irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma obra em quadrinhos venceu uma das 20 categorias do Prêmio Jabuti, a principal premiação literária do país. Os ganhadores foram divulgados agora à tarde.

O trabalho premiado é a adaptação de "O Alienista", feita por Gabriel Bá e Fábio Moon.

O álbum baseado no conto de Machado de Assis (1839-1908) venceu na categoria álbum didático e paradidático de ensino fundamental ou médio.

Os autores - que são irmãos gêmeos - vão receber um prêmio de R$ 3 mil.

A obra - lançada no ano passado pela editora Agir - concorreu com outros nove trabalhos indicados ao prêmio, mantido desde 1959 pela Câmara Brasileira do Livro.

                                                            ***

O Prêmio Jabuti se soma a um ano singular na carreira dos dois quadrinistas paulistas.

Eles venceram, em julho, três categorias do Eisner Awards, principal premiação da indústria norte-americana de quadrinhos (leia mais aqui).

Uma revista independente deles, "5", ganhou como melhor antologia.

A publicação teve participação de outro brasileiro, Rafael Grampá.

As outras vitórias foram de títulos desenhados por eles, um por Bá, outro por Moon.

                                                             ***

Bá concorre ainda a outro prêmio norte-americano de quadrinhos, o Harvey Awards.

Novamente, é pelos desenhos feitos na série "The Umbrella Academy" (mais aqui).

Bá foi indicado a um terceiro prêmio, o "Scream 2008", especializado em produções de horror, promovido pelo canal Spike TV.

Os vencedores serão divulgados neste mês.

O brasileiro disputa nas categorias melhor desenhista e melhor história, "The Umbrella Acadamy: Apocalypse Stories".

                                                             ***

Neste mês, a dupla conseguiu outra conquista: uma tira no jornal "Folha de S.Paulo".

A história é publicada todos os domingos e foi batizada de "Quase Nada".

O jornal já circulou duas tiras (leia mais aqui).

Eles também assinam a página final da revista "Época São Paulo".

Cada um número traz uma história em quadrinhos de uma página.

                                                             ***

Leia mais sobre a versão premiada de "O Alienista" neste link

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 16h39
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Conrad negocia com duas empresas; Ediouro desiste do negócio

Fecha-se uma porta, abrem-se duas.

Enquanto a Ediouro desiste de firmar uma sociedade com a editora Conrad, esta mantém conversas com outros dois grupos.

A Conrad não diz quem são. Afirma apenas que não são só editoras. 

Segundo Rogério de Campos, diretor editorial da Conrad, não está nos planos dele a venda da empresa. Não descarta, no entanto, parcerias.

"Quero fazer mais e em outras áreas", disse hoje de manhã, por telefone.

"Se vier uma parceria, bem. Se não, tudo bem também."

                                                             ***

Um dos motivos que têm levado a editora paulistana a ouvir propostas são problemas financeiros, situação confirmada por Campos.

O problema teria levado a editora, nas palavras dele, a dar não dois, mas três passos atrás na reavaliação dos rumos editoriais.

"A gente está em um momento de transição de modelo."

O blog pergunta se se trata das publicações direcionadas às livrarias.

"A banca continua sendo uma rede de distribuição fantástica, algo que poucos países têm. Não é uma área para se descartar. É algo para se usar melhor." 

                                                             ***

A editora - que tem em catálogo títulos como "Sandman", "Calvin e Haroldo" e "Dragon Ball" - pretende agora retomar o ritmo de lançamentos, que estava parado.

Parte disso se deveu a motivos contratuais, segundo a Conrad.

Seria o caso dos mangás, como "Battle Royale", que deve voltar até o fim do ano.

Outro motivo seria a longa negociação com a carioca Ediouro, iniciada no fim de 2007 e tornada pública em matéria deste blog, noticiada em 16 de junho (mais aqui).

A proposta de associação - que envolveu auditoria - terminou sem acordo.

"Foi um processo longo e desgastante", diz Campos.

                                                             ***

A informação sobre o fim do negócio foi noticiada nesta terça-feira no site "Universo HQ", especializado em quadrinhos, e confirmada agora há pouco por telefone pelo superintendente da Ediouro, Luís Fernando Pedroso.

A transação, segundo ele, foi suspensa há questão de 20 dias. O motivo foi o valor que deveria ser pago à Conrad.

A quantia havia sido firmada pela Ediouro no primeiro contato entre as editoras. O valor, no entanto, não foi revelado por nenhuma das duas partes.

"Depois que a gente fez a auditoria, achou que não valia a pena", diz Pedroso, sem dar mais detalhes sobre isso.

                                                             ***

Pedroso diz que a Ediouro vai continuar o investimento nas outras editoras de quadrinhos compradas pelo grupo, caso da Agir, Desiderata e Pixel.

"Mas tem que ser rentável", fez questão de registrar.

O blog pergunta se a área de quadrinhos tem sido "rentável".

Resposta: razoável nas livrarias, aquém nas bancas.                                                            

O investimento nas bancas é feito por meio da Pixel, editora do grupo que publica material adulto da editora norte-americana DC Comics, a mesma de Batman e Super-Homem.

                                                              ***

O ritmo de lançamentos especiais da Pixel reduziu do início do ano para cá. E alguns dos títulos programados têm chegado às bancas com atraso (mais aqui).

O freio vale para a Desiderata também. No caso da Agir, voltada a adaptações literárias, pelo menos duas estão prontas e também em compasso de espera.

Segundo Pedroso, trata-se de uma reestruturação, de modo a "melhorar a operação".

Parte das mudanças tem a ver com a saída de profissionais da empresa.

André Forastieri, um dos sócios da Pixel, vendeu a parte dele na sociedade (leia mais aqui).

Sandro Lobo, editor da Desiderata, também saiu da editora. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 13h30
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22.09.08

Livro reúne tiras da série "Anos de Análise", de Adão Iturrusgarai

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"No Divã com Adão" faz coletânea de histórias publicadas no jornal "Folha de S.Paulo"; 15 delas são inéditas

 

 

 

 

 

 

 

 

Escrever esta resenha e não mencionar que se trata do novo livro do cartunista Adão Iturrusgarai: um mês de análise.

Não dizer que a editora é Planeta nem que a obra tem 160 páginas e custa R$ 34,90: dois meses de análise.

Esquecer do registro de que se trata de uma coletânea de tiras já publicadas pelo jornal "Folha de S.Paulo" ao longo dos últimos anos: três meses de análise.

Não escrever que, apesar disso, há 15 tiras inéditas, como anuncia a capa e também as páginas internas onde foram editadas: quatro meses de análise.

E não dizer ao leitor que esta estrutura de texto copia descaradamente o formato de humor da série "Anos de Análise", reunidas no livro: cem anos de análise. E acusação de plágio.

                                                             ***                                                 

É desse jeito bem-humorado que Adão Iturrusgarai construiu a série de tiras reunidas agora no livro "No Divã com Adão".

A estrutura do humor é semelhante em toda a série. Ele descreve situações cotidianas, algumas mais reais, outras menos, e atribui a cada uma um valor de punição.

O desfecho é sempre com uma cena exagerada, que exija um flagelo maior.

Alterna tempo de análise, número de ave-marias/pai-nossos, períodos no inferno.

 

 

O autor se inspirou numa experiência própria para criar a série.

Ele diz que teve a idéia quando fazia terapia em São Paulo (hoje, mora na Argentina).

"À medida que contava minha vida e os prováveis traumas, começava a calcular quanto tempo teria de ficar no divã para resolver cada ´evento´. Uma coisa assim quase matemática", diz Iturrusgarai, em texto publicado na obra.

"O que a princípio pareceu valer só duas tiras acabou rendendo umas 150." 

                                                              ***

Essa liberdade em brincar sobre sua própria experiência é representada não só nas tiras.

O prefácio do livro é feito pelo terapeuta de Adão, Sergio Zlotnic.

Ele não revela nenhum segredo do cartunista, até porque é impedido por questões éticas e legais. Mas entra no clima presente no restante da obra.

"Ofuscar um livro com um prefácio fantástico: um milhão de anos no inferno!..." 

                                                             ***

O pior - ou não, depende o ponto de vista - é que o leitor vai se enxergar em muitos dos cenários representados por Adão.

Se lidas na seqüência, numa tacada só, as tiras correm o risco de se tornarem repetitivas.

Não por causa das situações, mas por conta do formato de humor, semelhante a todas.

É obra para ser lida em doses homeopáticas, uma tira agora, outra depois.

Assim, aproveita-se melhor o humor do livro que, por que não, pode ser usado também como auto-terapia. De séria, como dizem, já basta a vida.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 13h14
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Charge eleitoral gratuita

 

 

Crédito: a charge de Angeli foi publicada na edição de hoje da "Folha de S.Paulo".

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 07h41
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21.09.08

Definidos vencedores de salão de humor sobre meio ambiente

 

 

 

Desenho de Jarbas Domingos ficou em primeiro lugar no salão, que tinha como tema meio ambiente 

 

 

 

 

Os organizadores do 1º Salão Internacional Pátio Brasil de Humor sobre Meio Ambiente divulgaram os vencedores da edição de estréia da premiação.

Foram dados três prêmios, todos para brasileiros. O tema era aquecimento global.

O primeiro lugar ficou com Jarbas Domingos, de Recife (PE). Vai receber R$ 3 mil.

O segundo colocado foi José Antonio Costa (Jota A), de Teresina (PI), e o terceiro para Luís Fernando Pimentel Mendes, de Brasília, onde foi realizado o concurso de humor.

Costa vai ganhar R$ 1,5 mil e Mendes, R$ 1 mil.

Outros 12 trabalhos tiveram menção honrosa, dada a obras de destaque não premiadas.

                                                             ***

Segundo a organização, o salão recebeu 290 trabalhos, parte deles de autores estrangeiros.

Os cem melhores desenhos ficarão expostos até o dia 28 deste mês no Pátio Brasil Shopping, de Brasília, que promoveu o evento.

Uma das cláusulas do prêmio era que os desenhistas teriam de ceder os trabalhos ao local.

Alguns cartunistas reclamaram da regra.

A proposta dos dos organizadores era vincular o shopping a questões ambientais (aqui).

                                                             ***

Veja abaixo os trabalhos que ficaram em segundo e terceiro lugar no salão de humor:

 

 

 

 

 

 

 

2º lugar

José Antonio Costa

Teresina (PI) 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3º lugar

Luís Fernando Pimentel Mendes

Brasília (DF)

 

 

 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 00h08
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20.09.08

E se Galvão Bueno fosse o narrador de sua vida?

 

A pergunta acima foi imaginada pelo desenhista Benett.

A resposta gerou uma série de tiras que ele começou a postar nesta semana em seu blog.

Merecem registro:

 

 

 

 

O desenhista diz, por e-mail, que vai haver outras da série nos próximos dias.

Para acessar a página virtual dele, clique aqui.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 15h50
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Dois lançamentos independentes neste sábado

 

 

 

 

 

 

 

Capa da revista de humor "Os 7 - Uma Graça Todo Santo Dia", que será lançada hoje à noite em São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

Este sábado tem dois lançamentos independentes, um em São Paulo e outro no Pará.

Na capital paulista, a partir das 19h30, o grupo Os 7 lança uma revista homônima de humor.

A obra mescla cartuns e tiras cômicas.

Os sete autores da obra são os mesmos que mantém o blog de humor "Os 7" (link).

A proposta é postar um trabalho todo dia. Um desenhista fica responsável por um dia.

Participam do grupo Airon, Jorge Barreto, Mário Mastrotti, Jodil, Vasqs, Verde e Ed Sarro.

Segundo Mastrotti, a revista traz trabalhos que não foram ao ar na página virtual.

O lançamento vai ser na HQMix Livraria (Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo).

                                                             ***

Em Belém, no Pará, há o lançamento da revista independente "Quadrinhorte".

A publicação mostra trabalhos da nova geração de desenhistas do estado.

O lançamento ocorre na Feira do Livro Pan-Amazônica, no estande da loja Caverna do Gibi.

Leia mais sobre a revista neste link.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 10h22
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18.09.08

Site Bigorna volta ao ar

O "Bigorna" já pode ser acessado normalmente a partir desta quinta-feira.

O site ficou nove dias fora do ar.

Nesse período, o leitor via na tela um recado, com data de 11 de setembro.

O texto justificava que a página virtual tinha sumido de repente (leia mais aqui).

O "Bigorna" é um dos sites brasileiros dedicado a informações sobre quadrinhos.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h54
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Mangá Death Note vira peça de teatro em São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"O Caderno da Morte - Death Note", nome da encenação, estréia no mês que vem no teatro do Sesi Leopoldina

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não é raro ver histórias ou personagens dos quadrinhos serem levados para o teatro.

Mas não é comum ver adaptações de mangás, nome dado ao quadrinho japonês.

Ainda mais no Brasil.

Uma delas estréia no começo do mês que vem, em São Paulo.

A Companhia Zero Zero de Teatro leva ao palco a história do mangá "Death Note".

                                                           ***

A informação sobre a peça foi noticiada pelo desenhista e escritor Alexandre Nagado em seu blog, o "Sushi Pop".  

"O Caderno da Morte - Death Note", nome da montagem, estréia no dia 9 de outubro. Fica em cartaz na capital paulista até 11 de novembro.

Vai haver sessões às quintas, sextas e sábados às 20h. Domingos, às 18h.

E, a partir de 31 de outubro, sessões verpetinas, às 16h, às sextas-feiras.

O grupo informa que as apresentações, todas no Sesi Leopoldina, serão gratuitas.

                                                              ***

A série "Death Note" já foi publicada no Brasil. O último número, 12, saiu no fim de maio.

A trama mostra um jovem inteligentíssimo, Light Yagami, que recebe um caderno mortal de um Shinigami, ser de outra dimensão.

O caderno tem o poder de matar qualquer pessoa que tiver o nome escrito nele.

De posse do artefato mortal, Light decide eliminar o malfeitores do planeta.

Assume o nome Kyra e se torna um serial killer conhecido em todo o planeta.

                                                             ***

Um grupo de Tokyo é escalado para investigar o caso. O pai de Light é um dos membros.

Paralelamente, outra frente de investigação é iniciada.

Ela é conduzida por um jovem enigmático e super-dotado, chamado apenas de L.

É L quem mais avança na leitura dos fatos que podem desvendar a identidade de Kira.

A trama funciona como um jogo de xadrez, com raciocínio lógico ora de Light, ora de L. 

                                                              ***

Entre os primeiros números e o desfecho, há uma série de reviravoltas na história.

Light, por exemplo, é vilão ou herói?

Os detalhes da trama foram reunidos numa 13ª edição, especial, lançada em junho na Bienal Internacional do Livro de São Paulo (leia mais aqui).

A obra faz uma espécie de making-of da série.

Traz também entrevistas com os autores: Tsugumi Ohba (texto) e Takeshi Obata (arte).

                                                              ***

Leia resenha sobre a série neste link.

E clique aqui para saber mais sobre o número final de "Death Note".

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 23h08
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17.09.08

Definidos finalistas do Prêmio Fnac Novos Talentos

 

 

 

 

 

 

Página de um dos 20 trabalhos selecionados, que passam por votação feita pela internet; vencedores serão divulgados no fim de outubro

 

 

 

 

 

 

 

Os organizadores do Prêmio Fnac Novos Talentos divulgaram nesta quarta-feira os finalistas do concurso de quadrinhos.

Foram selecionados 20 trabalhos, como previa o edital da premiação.

Os desenhos -de autores de diferentes partes do país- estão expostos no site do concurso. 

A proposta é que as histórias passem por uma votação virtual, que já começou a ser feita.

Os oito mais votados vão para a etapa final, que contará com dez trabalhos ao todo.

Os outros dois serão selecionados pela comissão julgadora entre os 12 restantes.

                                                             ***

O objetivo do concurso é premiar três das histórias em quadrinhos inscritas.

O vencedor ganha R$ 5 mil, equipamentos de informática e terá a história publicada Devir.

O segundo lugar também ganha material de informática. E R$ 3 mil em dinheiro.

O terceiro colocado recebe softwares e R$ 2 mil.

Além disso, as duas histórias serão publicadas pela editora Pixel.

                                                              ***

Os vencedores também serão apadrinhados pelos desenhistas Gabriel Bá e Fábio Moon.

A proposta é que, a cada edição, os três finalistas tenham um padrinho diferente.

Puderam se inscrever na premiação desenhistas maiores de 16 anos e que estivessem matriculados em algum curso ligado a artes ou literatura, inclusive de nível superior.

O tema da história em quadrinhos era "infinita diversidade em infinitas combinações".

Tratava-se de uma alusão à filosofia vulcana, à qual pertencia o senhor Spock, da série de TV "Jornada nas Estrelas".

                                                             ***

Segundo o edital do concurso, os três vencedores serão divulgados no dia 30 de outubro.

O prêmio é mantido pela livraria Fnac, que dá nome ao concurso.

Para conhecer os 20 trabalhos finalistas -e votar, se quiser-, clique aqui.

E aqui para saber mais sobre a etapa inicial do prêmio de quadrinhos.

                                                             ***

Post postagem (18.09, às 15h02): Silvio Alexandre, curador do prêmio, corrige, por e-mail e por meio de comentário registrado no blog, duas informações desta postagem.

A primeira é que os vencedores serão divulgados no dia 21 de outubro, em evento de quadrinhos realizado em São Paulo, numa das unidades da livraria Fnac.

O edital registra -corretamente- que os premiados serão definidos até 30 do mês que vem, e não no dia 30, como informo.

O segundo ajuste é que os vencedores farão outras histórias para serem publicadas.

O primeiro lugar produzirá um álbum para a Devir. O segundo e terceiro lugares, uma história cada um para ser incluída numa edição especial da revista "Pixel Magazine".

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h08
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16.09.08

Livro mostra lado político de Henfil e de sua obra

Henfil era um artista eclético, que se destacou em diferentes áreas, entre elas a de quadrinhos. Em meio à sua intensa produção, transitava um lado político, engajado.

Parte dessa faceta do criador da Graúna e dos Fradinhos é resumida agora em um biografia.

"Henfil - O Humor Subversivo" narra a trajetória do desenhista, morto há exatos 20 anos.

O lançamento é nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro (Expressão Popular, 92 págs., R$ 4).

O livro de bolso integra a coleção "Viva o Povo Brasileiro", que biografa personalidades brasileiras.

O autor da obra (capa ao lado) é o cartunista e pesquisador carioca Márcio Malta.

Para ele, a obra de Henfil, de tão ampla, proporciona diversas "entradas" para quem for estudá-la. A entrada por que optou foi a política.

Henfil teria tido influência dos frades dominicanos e do irmão Herbert de Souza, o Betinho, morto em 1997.

"Pontuo durante todo o meu livro -através de declarações seja do artista, seja de pesquisadores- que a principal motivação do cartunista era, sim, a política", diz ele, por e-mail.

"Os seus personagens e quase toda a produção tinham como objetivo final a politização. Não em sentidos estritos, mas partindo de uma concepção de vida pautada pela transformação e conscientização.

Malta pesquisou a obra do desenhista, entrevistas dele, bibliografia sobre a época, ouviu depoimentos.

A principal novidade, segundo o autor, é a de ter lançado um outro olhar sobre o desenhista.

"Acredito que o meu livro contribui com novas perspectivas para significativos momentos de nossa história recente, como o movimento pelas ´Diretas Já´ -batizado por Henfil- e a campanha pela Anistia."

No entender dele, outra contribuição foi dada pela repercussão pelos 20 anos da morte de Henfil.

Isso atraiu a atenção da imprensa. Antes do livro estar finalizado, Malta já dava entrevistas sobre o tema a diferentes mídias.

A data, de fato, chamou mais atenção sobre o trabalho de Henrique de Souza Filho, o Henfil.

Muitos só descobriram neste ano, via imprensa, quem ele era de fato.

O desenhista publicou os primeiros trabalhos na revista "Alterosa", de Minas Gerais, na década de 1960. Em 1967, foi para o Rio de Janeiro.

Na nova cidade, fez cartuns esportivos para o "Jornal dos Sports".

Dois anos depois, passou a integrar a trupe do jornal alternativo "Pasquim".

Essa fase foi importante para a produção de quadrinhos dele, publicados também em revistas.

Henfil também escreveu livros, dirigiu filme e manteve um quadro no extinto TV Mulher, da Globo.

É da gravação do quadro do programa um dos depoimentos do livro, dado por Plínio de Arruda Sampaio.

"Um belo dia, o Henfil invadiu a minha casa com uns três camera-men", relata o ex-deputado federal.

"Foi subindo, entrou no quarto do meu filho Dadão, que é um folião de marca, e propôs, ali mesmo, que fizessem um rapidíssimo quadro para ser apresentado no programa que ele tinha na TV Globo."

"Quando vi, estavam filmando, animadíssimos. Henfil agradeceu, beijou todo mundo e saiu na correria."

Malta desenvolve atualmente um estudo de doutorado em ciência política sobre o desenhista.

A tese procura mostrar o papel de Henfil no processo de redemocratização do país.

Ele pensa em usar como uma das fontes "As Cartas da Mãe", escritas por Henfil.

Os textos eram endereçados à mãe dele, dona Maria, um artifício para driblar a censura.

A pesquisa é feita na Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro.

                                                             ***

O blog havia antecipado este lançamento em janeiro deste ano. Leia a reportagem aqui.

E clique aqui para ler mais sobre a trajetória de Henfil.

Serviço - Lançamento de "Henfil - O Humor Subversivo". Quando: quarta-feira (17.09). Horário: 18h. Onde: Livraria Al-Fárábi. Endereço: Rua do Rosário, 32, centro do Rio de Janeiro (próximo à Praça XV). Quanto: R$ 4.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h54
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15.09.08

Morre desenhista Gedeone Malagola

 

 

 

 

 

Foto do artista, que foi um dos pioneiros na produção de quadrinhos no Brasil

 

 

 

 

O desenhista brasileiro Gedeone Malagola morreu na tarde desta segunda-feira, às 14h.

Ele estava internado havia um mês no Hospital São Vicente, em Jundiaí, grande SP.

Malagola, um dos pioneiros dos quadrinhos no país, enfrentava uma séria infecção.

Ele já apresentava problemas de saúde antes disso. Estava com 84 anos.

Segundo a filha dele, Gisele Malagola, o corpo será cremado nesta terça-feira.

A cremação está marcada para as 8h30 no Cemitério da Vila Alpina, em São Paulo.

                                                              ***

Gedeone Malagola -ele estava com 84 anos- foi um desenhista versátil.

Ele migrava com facilidade entre os diferentes gêneros dos quadrinhos.

Desenhou histórias de terror para diferentes editoras, em diferentes épocas.

É muito lembrado pelas histórias de super-heróis nacionais que criou.

São dele personagens como Raio Negro, Hydroman e Homem Lua.

                                                             

 

Malagola criou também uma editora na década de 1950, a Júpiter, com material nacional.

A editora Júpiter II -ex- SM Editora- foi inspirada na extinta empresa de Gedeone.

E reedita trabalhos dele, entre eles Raio Negro.

 

 

Gedeone foi também um dos poucos que desenharam os X-Men fora dos Estados Unidos.

Ele fez a arte de histórias do grupo de norte-americano nos anos 1960.

As narrativas com o traço dele foram feitas para a extinta editora GEP.

A GEP foi a primeira editora brasileira a publicar os heróis mutantes da Marvel.

Uma das histórias pode ser lida na internet, no site "HQBR". É de lá a página abaixo:

 

 

Uma das últimas entrevistas que concedeu foi para a revista "Mundo dos Super-Heróis".

A reportagem foi publicada no número cinco, publicado no ano passado.

A matéria traz um longo depoimento dele, em primeira pessoa, sobre sua trajetória.

A Europa, que edita a revista, disponibilizou a edição virtual para leitura.

A reportagem pode ser lida neste link. A matéria começa na página 70.

 

 

Gedeone Malagola morre pouco mais de um mês depois do falecimento de outro pioneiro dos quadrinhos no Brasil, Eugênio Colonnese.

Colonnese faleceu no dia 8 de agosto.

O criador de Mirza, a Mulher-Vampiro estava com 78 anos. 

Leia mais sobre a morte de Colonnese neste link

                                                              ***

Clique neste link para ver mais imagens de X-Men desenhados por Malagola.

E neste para saber mais sobre a produção dele feita com os heróis mutantes.

E aqui para saber mais sobre os super-heróis nacionais criados por ele.

                                                              ***

Nota: agradeço a Manoel de Souza, editor-chefe da revista "Mundo dos Super-Heróis", pela ajuda na elaboração desta notícia e no envio das imagens mostradas na postagem. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 18h44
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Coletânea de tiras mostra nascimento de irmão de Cebolinha

 

 

 

 

 

História é mostrada no terceiro volume da coleção "As Tiras Clássicas da Turma da Mônica", lançado neste mês 

 

 

 

 

 

Que Cebolinha tinha uma irmã os leitores do personagem já sabiam.

Mas que ele tinha um irmãozinho já é novidade. Que não é tão nova assim.

O nascimento do caçulinha é mostrado -ou mostrado de novo- neste mês.

A história é contada no terceiro volume de "As Tiras Clássicas da Turma da Mônica".

A obra é vendida nas bancas desde o início do mês (Panini, 132 págs., R$ 19,80).

                                                             ***

O surgimento do irmão de Cebolinha é mostrado em uma série de tiras dos anos 1960.

Além de narrar a história em si, elas traziam algo novo à época: a interatividade.

Uma nota, no canto do último quadrinho de algumas tiras, deixava um convite ao leitor.

O pedido era para que ele se manifestasse e sugerisse o nome do futuro bebê.

Dias depois, o caçulinha foi batizado de Salsinha. A tira também é mostrada na obra.

                                                             ***

Salsinha, hoje, não integra as histórias de Cebolinha.

Nem Olimpo, mostrado em algumas tiras como sendo primo de Cascão.

O relançamento das tiras antigas mostra esse processo de consolidação dos personagens.

Mônica, por exemplo, não era a principal protagonista das tiras.

As histórias davam mais atenção a Cebolinha e, por causa do irmão, à família dele.

                                                             ***

Outra característica da coleção é que mantém as características originais dos textos.

A troca de "r" por "l" de Cebolinha era feita sempre entre aspas.

Gírias e referências a elementos da época também são preservadas na série.

Notas explicativas, no fim da obra, contextualizam o leitor sobre o assunto.

As tiras deste terceiro volume são de 1966 e 1967.                                                            

A primeira tira por Mauricio de Sousa, do cachorrinho Bidu, foi criada em 1959.

                                                              ***

Esta edição de "As Tiras Clássicas da Turma da Mônica" tem data de agosto.

Foi lançada com um pouco de atraso, embora menor que os números anteriores.

O primeiro volume foi publicado no segundo semestre do ano passado.

O segundo, em maio deste ano, dois meses após anunciado em uma das revistas.

Leia mais sobre o assunto aqui e aqui.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 12h27
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Site Bigorna está fora do ar

Quem tentou acessar o site "Bigorna" nos últimos dias não conseguiu.

A página virtual -que traz notícias sobre quadrinhos- está fora do ar.

O leitor encontra apenas uma nota na tela, com data de 11 de setembro.

O texto diz que "de repente, o site sumiu, simplesmente desapareceu".

Os mantenedores da página dizem também que trabalham para voltar ao ar. 

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 09h00
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14.09.08

Gabriel Bá e Fábio Moon estréiam tira semanal em jornal

 

 

Os desenhistas Gabriel Bá e Fábio Moon conquistaram mais um espaço na mídia impressa.

Os irmãos gêmeos estrearam hoje uma tira, chamada "Quase Nada".

As histórias, semanais, serão publicadas na edição de domingo da "Folha de S.Paulo".

A primeira tira é a reproduzida no início desta postagem.

                                                             ***

O jornal paulistano dedicou uma matéria para o lançamento da nova série.

Na reportagem, os dois autores explicam que a proposta das tiras não será contar piadas.

A intenção é contar histórias mais reflexivas, como nesta de estréia.

"A idéia é tratar dos relacionamentos cotidianos, sem personagens fixos, a partir de idéias que estão constantemente em nossas cabeças", disse Moon ao jornal.

                                                              ***

O modelo seguido por eles se assemelha ao que Laerte tem feito no mesmo jornal.

O trabalho do cartunista na série "Piratas do Tietê" foge do gênero tira cômica.

A tira cômica funciona como uma piada. Traz um desfecho inesperado, que leva ao humor.

"Gostamos de todas as tiras do Laerte, incluindo as atuais, que estão menos fáceis, mas são geniais", diz Moon, na mesma reportagem.

"Essa liberdade que tem na ´Folha´, de poder fazer tiras assim, que não sejam piadas, nos estimulou a tentar."

                                                             ***

O nome da viria -explica Moon- vem da limitação proporcionada pelo formato da tira.

"Pensamos nesse nome porque é basicamente o que dá para contar em uma tira."

Mesmo que limitado, trata-se de um novo espaço conquistado pela dupla.

Bá e Moon também fazem uma história por mês para a revista "Época São Paulo".

E tem sido alvo de uma série de reportagens especiais em publicações impressas (aqui).

                                                              *** 

O motivo a procura dos jornalistas é a vitória no Eisner Awards (leia mais aqui).

O prêmio é a principal premiação da indústria norte-americana de quadrinhos.

Bá e Moon venceram em três categorias.

Uma delas, melhor antologia, foi dividida com outro brasileiro, Rafael Grampá.

As outras vitórias foram de títulos desenhados por eles, um por Bá, outro por Moon.

                                                              ***

Bá concorre ainda a outro prêmio norte-americano de quadrinhos, o Harvey Awards.

Novamente, é pelos desenhos feitos na série "The Umbrella Academy" (mais aqui).

Bá foi indicado a um terceiro prêmio, segundo informou nesta semana o site G1.

É o "Scream 2008", especializado em produções de horror, promovido pelo canal Spike TV.

O brasileiro disputa nas categorias melhor desenhista e melhor história.

Ambas são pela história "The Umbrella Acadamy: Apocalypse Stories".

                                                             ***

No Brasil, eles são finalistas do Prêmio Jabuti de literatura, pela adaptação de "O Alienista".

A obra inspirada no conto de Machado de Assis foi lançada no Brasil no ano passado (aqui).

Em 2007, os dois irmãos foram os principais premiados do Troféu HQMix.

Ganharam em quatro categorias do prêmio, o principal do país.

Na época, a imprensa não deu tanto destaque para a dupla como ocorre agora.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h43
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Série polêmica de Homem-Aranha começa a ser publicada no Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Revista mensal do herói traz início de "Um Dia a Mais", história que altera radicalmente a vida do personagem

 

 

 

 

 

 

 

Chegou às bancas de jornal no fim da semana a parte inicial da série "Um Dia a Mais".

A trama saiu na edição deste mês de "Homem-Aranha" (Panini, 100 págs., R$ 6,90).

O super-herói é o protagonista da polêmica série, contada em quatro partes.

Nesta edição, número 81 da revista, saem os dois primeiros capítulos.

                                                             ***

O interesse de "Um Dia a Mais" é a polêmica que causou nos EUA quando lançada.

A série -publicada em 2007 nas revistas do herói- mudou radicalmente a vida dele.

A mudança é mostrada nos capítulos finais, que serão lançados por aqui no mês que vem.

O desfecho da trama também será publicado na revista mensal do herói.

                                                              ***

Na trama, Peter Parker, alter-ego do Homem-Aranha, enfrenta um drama familiar.

A tia dele, May, é baleada e está em coma. O tiro tinha o herói como alvo.

Ela está desenganada pelos médicos. E o sobrinho, sem dinheiro para mantê-la no leito.

No primeiro capítulo, Parker parte em busca de verba. No segundo, uma cura mística.

                                                              ***

O resultado da busca por um milagre vai levar ao tema da série, um dia a mais.

A resolução será revelada nos capítulos finais, no mês que vem. E o que leva à polêmica.

O blog não vai dizer o fim, em respeito a quem ainda não sabe do que se trata.

Quem quiser se informar mais, basta digitar "One More Day" no Google e ver os resultados.

                                                             ***

O relevante é que o desfecho da série causou revolta em leitores norte-americanos.

E também na Marvel Comics, editora que publica as revistas do herói.

O escritor da trama, J. Michael Straczynski, diz que não era o final que queria.

Teria prevalecido a vontade do editor-chefe da Marval, Joe Quesada, que desenha a série.

Contrariado, Straczynski abandonou a editora. Hoje, escreve para a concorrente, DC.

                                                              ***

A mudança que a série provocará é, de fato, drástica.

Desfaz uma série de decisões editoriais adotadas pela Marvel desde a década de 1990.

Mas não foi a primeira na vida do herói.

Também nos anos 1990, os editores decidiram que Peter Parker, na verdade, era um clone.

Não funcionou. Em pouco tempo, a mudança foi revista e tudo voltou ao que era antes.

                                                              ***

Mais recentemente, o Homem-Aranha revelou a identidade secreta ao mundo.

A decisão foi tomada na minissérie da minissérie "Guerra Civil".

A história foi mostrada no segundo número, lançado no Brasil em agosto do ano passado. 

O tiro levado pela tia de Peter Parker é conseqüência direta dessa decisão do herói.

Leia mais sobre isso neste link. E clique aqui para saber mais sobre "Guerra Civil".

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 13h35
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13.09.08

Minisséries de Ex-Machina e Fábulas ganham versões encadernadas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa do álbum "Fábulas - 1001 Noites", que venceu neste ano o Troféu HQMix de melhor minissérie

 

 

 

 

 

 

 

 

Duas minisséries de destaque da Pixel em 2007 são relançadas em forma encadernada.

Uma delas, "Ex-Machina - Símbolo" (R$ 17,90) chegou às bancas nesta semana.

A outra, "Fábulas - 1001 Noites" ( R$ 18,90) começou a ser vendida no mês passado.

                                                             ***

Ex-Machina reúne os três números da minissérie lançada entre agosto e setembro de 2007.

Corresponde aos números 6 a 11 da série norte-americana, escrita por Brian K. Vaughn.

As histórias mostra os bastidores da política nova-iorquina.

O prefeito, Mitchell Hundred, é um herói que abandona a fantasia para assumir o cargo.

                                                             *** 

No álbum, Hundred precisa decidir se realiza ou não um casamento homossexual.

A cautela é porque o envolvimento no caso pode garantir a ele o rótulo de gay.

O prefeito está na faixa dos trinta anos e ainda é solteiro.

Paralelamente, há um mistério envolvendo o acidente que concedeu os poderes a ele.

Leia resenha da minissérie neste link.

                                                             ***

"Fábulas - 1001 Noites" venceu neste ano o Troféu HQMix na categoria melhor minissérie.

A história especial revela alguns dos segredos da série "Fábulas", da Vertigo.

Vertigo é o selo adulto da editora DC Comics, a mesma de Batman e Super-Homem.

O título mostra uma versão adulta e modernizada dos personagens dos contos de fadas.

                                                            ***

O encadernado é escrito por Bill Willingham, o mesmo autor da série mensal.

Neste álbum, que reúne a minissérie de 2007, Branca de Neve viaja para a Arábia para alertar os personagens de lá sobre o perigo do Adversário, o vilão enigmático da série.

Presa, ela tem de contar histórias -tal qual o conto das Mil e Uma Noites- para se salvar.

Cada relato dela revela trechos do passado dos personagens de Fábulas.

                                                              ***

Histórias inéditas da série são publicadas na revista "Fábulas Pixel".

Foram lançados dois números. O último começou a ser vendido em agosto.

Leia mais neste link.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 13h30
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12.09.08

Quadrinhos nacionais ganham candidato próprio

 

 

São José do Rio Preto, cidade a 440 km de São Paulo, "homologou" mais um candidato a prefeito: Grump.

O lançamento do personagem de quadrinhos à disputa municipal ocorreu nesta sexta-feira.

O primeiro "santinho" com ele -reproduzido acima- foi publicado na edição de hoje do "Diário da Região", jornal que veicula tiras do agora candidato desde 1995.

                                                              ***

Em reportagem publicada nesta sexta, o jornal explica que a idéia partiu do editor-chefe da publicação, Milton Rodrigues.

Ele propôs a candidatura a Walmir Orlandeli, criador e, agora, marqueteiro de Grump.

A proposta é que a brincadeira seja publicada até pelo menos 5 de outubro.

O desenhista vai reproduzir os "santinhos" em sua página virtual (link).

                                                              ***

Grump foi criado em 1995 em outra tira de Orlandeli, "Violência Gratuita".

O desenhista gostou do estilo do personagem, que naturalmente ganhou mais destaque.

Grump é um sujeito bem intencionado. Mas nada dá certo para ele e para seu cão, Vândalo.

O agora candidato Grump teve uma revista própria, que teve vida curta nas bancas.

                                                              ***

Este não é o primeiro projeto diferente feito por Orlandeli no "Diário da Região".

O jornal deu espaço para que ele criasse uma série com histórias de amor reais.

Cada uma mostra a maneira como casais se conheceram. O texto é de Raul Marques.

O relato é feito na forma de uma história em quadrinhos (leia mais aqui).

                                                             ***

Orlandeli foi notícia nas duas últimas semanas por outro motivo.

Ele foi o vencedor da categoria tira do Salão Internacional de Humor de Piracicaba.

E conquistou uma menção honrosa com uma caricatura no Salão de Paraguaçu Paulista.

Veja o trabalho em Piracicaba neste link.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h56
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20 anos depois, tiras de Candido Deodato continuam atuais

 

 

 

 

 

 

 

Capa da coletânea de tiras do personagem, obra que tem lançamento nesta sexta-feira à noite em São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

As atitudes dos políticos em época eleitoral não mudaram muito nos últimos 20 anos.

Isso fica bem evidente com a (re)leitura das tiras cômicas de Candido Deodato.

O personagem foi publicado em 1988 no jornal "Diário Popular", de São Paulo.

As situações eleitorais -mostradas com ironia- permanecem atuais.

                                                             ***

Fausto Bergocce, o autor, foi feliz na escolha da época para lançar uma coletânea das tiras.

Vive-se hoje o mesmo momento eleitoral de 20 anos atrás. Inclusive com disputa municipal.

Candido Deodato foi o primeiro trabalho de Fausto com tiras.

Nascido em Reginópolis, no interior paulista, ele tem um histórico de charges e cartuns.

                                                             ***

Candido Deodato -um brincadeira feita a partir das sílabas de "candidato"- surgiu a partir de um convite feito pelo cartunista Mauricio Morini, na época responsável pela seção de quadrinhos do "Diário Popular".

Numa entrevista nas páginas iniciais da coletânea, Fausto explica que inicialmente resistiu. Mas, depois, topou o desafio. E elegeu o momento político para sua criação.

"Para compor o desenho do personagem, analisei bem o momento", diz na entrevista.

"Tinha muitos barbudinhos, mais aguerridos, que apareciam mais, e o Candido Deodato é assim."

                                                             ***

Mas ele diz que a base do desenho foi inspirada em no personagem Reizinho.

Seria uma homenagem à criação de Otto Soglow.´

É algo semelhante ao que o cartunista Novaes havia feito dois anos antes.

Ele fez uma série de histórias com Sirney, rei baseado no então presidente José Sarney.

                                                             ***

As tiras de Candido Deodato foram publicadas apenas durante o ano de 1998.

A idéia, segundo Fausto, era essa mesmo. É, nas palavras dele, "um ciclo fechado".

"Não voltei mais a fazer tiras e não pretendo voltar", diz.

"Por uma questão de identificação, fiquei só com charge, apesar de ser grato aos quadrinhos. Acho quadrinhos muito difícil, então fechei o ciclo."

                                                             ***

Fausto, de fato, direcionou a carreira para outros trabalhos de humor, publicados em diferentes jornais do país.

Mas houve uma exceção. Ele voltou a fazer uma história de Candido Deodato.

É a última tira desta coletânea, feita especialmente para o álbum.

Mostra Candidato Deodato, dedo em riste, correndo atrás de uma urna eletrônica.

A urna, o leitor verá, é a única atualização entre os candidatos de ontem e os de hoje.

                                                              ***

O autor faz um segundo lançamento de "Candido Deodato - Aventuras e Desventuras de um Demagogo" (HBG Comunicações, 64 págs.) nesta sexta-feira à noite, em São Paulo.

Será na HQMix Livraria (Praça Roosevelt, 142, centro), a partir das 19h30.

O primeiro lançamento foi feito há duas semanas na abertura do Salão Internacional de Humor de Piracicaba, no interior de São Paulo.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 11h47
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Livro vai mostrar diferentes ilustrações sobre Cristo Redentor

Um livro vai mostrar 36 pontos de vista sobre o Cristo Redentor, principal cartão postal do Rio de Janeiro. As ilustrações -em aquarela- são de Renato Alarcão.

O projeto da obra é da Editora Casa 21.

É a mesma da série "Cidades Ilustradas", que mostra capitais brasileiras representadas por meio de desenhos. O último, sobre Porto Alegre, foi lançado no fim de julho (mais aqui).

Cada volume é feito por um profissional da área de quadrinhos.

                                                              ***

O novo projeto é inspirado em obras semelhantes, lançadas em outros países.

Segundo a editora carioca, o primeiro livro do gênero foi lançado em 1832.

Foi quando o pintor japonês Katsushika Hokusai lançou "36 Vistas do Monte Fuji".

A publicação tinha sido feita em gravuras de madeira. 

                                                              ***

Em 1902 e, depois, em 2002, duas publicações diferentes representaram a Torre Eiffel por meio de imagens ilustradas. Sempre com 36 desenhos.

A iniciativa da Casa 21 dialoga com essas obras.

O lançamento de "36 Vistas do Cristo Redentor" está programado para o fim do ano.

                                                             ***

A editora está em busca de ilustradores interessados em participar do projeto.

A Casa 21 quer selecionar 36 desenhos sobre o Cristo Redentor para comporem uma mostra virtual.

Os selecionados ganham uma edição do livro autografada pelo autor.

Há mais informações neste link.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 11h21
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Livro traz história da imigração japonesa pelo traço de Shimamoto

 

 

 

 

 

 

Obra desenhada pelo veterano Júlio Shimamoto mostra a trajetória da comunidade nipônica no Brasil, dos primeiros imigrantes aos dias de hoje

 

 

 

 

 

 

"Banzai! História da Imigração Japonesa no Brasil em Mangá" foi lançado oficialmente no dia 19 de março deste ano na Câmara Municipal de São Paulo.

Mas começa a chegar a algumas livrarias de grande porte neste mês.

Foi uma das primeiras obras em quadrinhos a abordar neste 2008 o centenário da imigração japonesa no país. O tema é a trajetória real da comunidade nipônica no Brasil.

                                                             ***

"Banzai!" -que significa uma saudação equivalente a "viva!"- usa a ficção para apresentar dados reais da vinda dos japoneses ao Brasil.

Francisco Noriyuki Sato, autor do mangá nacional, relata os fatos históricos por meio de um diálogo caseiro entre um avô e seu neto, descendentes de diferentes gerações de imigrantes orientais.

Na conversa, o avô relata como se deu a chegada dos primeiros japoneses -alguns antes mesmo do navio Kasatu Maru, em 1908- e os motivos políticos que levaram a isso.

                                                              ***

A obra tem a grande qualidade de não se restringir apenas aos momentos seguintes ao desembarque e ao trabalho nas plantações do interior paulista.

Ela dá seqüência à trajetória dos imigrantes e pontua as difíceis decisões que tiveram de tomar ao longo dos anos para se manterem no país.

Relata a busca por terras próprias, o envio dos filhos para estudarem na capital, as conquistas econômicas das décadas seguintes, a mescla cultural vista hoje.

                                                              ***

A narrativa histórica, por si só, já justificaria um olhar especial à obra, de fato bem realizada.

Mas a arte reserva outros dois convites para chamar a atenção do leitor.

O primeiro é a mescla de quadrinhos com fotos de época, recurso já usado nos álbuns franceses de "O Fotógrafo", publicados pela editora Conrad. O recurso acentua o realismo da narrativa real.

                                                             ***

O outro convite é a arte de Júlio Shimamoto, um dos mais antigos desenhistas brasileiros ainda em atividade.

Shimamoto já usou elementos orientais em outras obras, como no samurai da série "Musashi".

Em "Banzai!", ele faz um desenho solto, que transita com eficiência entre os elementos visuais de época e o diálogo fictício travado entre neto e avô.

                                                             ***

A obra -de 176 páginas- foi lançada pela Associação Cultural e Esportiva Saúde, sediada em São Paulo.

Vinha sendo vendida em associações e entidades ligadas à comunidade japonesa. Ainda é um caminho para encontrar a obra (clique neste link).

Das grandes livrarias, a Saraiva tinha o livro. Mas está em falta, segundo o site da rede.

A Livraria Cultura passou a vender a obra recentemente, embora não conste no site para vendas virtuais. 

                                                             ***

A dificuldade em encontrar o livro é algo recompensado durante sua leitura.

Há quem defenda que uma obra só acontece de fato quando é lida pela pessoa.

"Banzai!" merece acontecer. Apesar dos contratempos de distribuição.

                                                              ***

O mais recente lançamento a respeito do centenário da imigração japonesa é "O Filho da Costureira e o Catador de Batatas/O Catador de Batatas e o Filho da Costureira".

Leia mais sobre a obra na postagem abaixo.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 23h06
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10.09.08

Mangá nacional personaliza situação dos imigrantes no país

 

 

 

Obra traz duas capas, cada uma apresentando a trajetória de um personagem diferente: um mulato e um imigrante japonês 

 

 

 

Tal qual a narrativa bíblica das bodas de Caná, os melhores vinhos quadrinísticos sobre o centenário da imigração japonesa ficaram para o final da festa.

Uma das garrafas dessa safra celebrada neste ano vai ser oferecida ao público mais uma vez nesta quinta-feira à noite, em São Paulo.

Vai haver um segundo lançamento do mangá nacional "O Filho da Costureira e o Catador de Batatas/O Catador de Batatas e o Filho da Costureira" (JBC, 112 págs., R$ 24,90).

A primeira sessão de autógrafos foi na Bienal do Livro de São Paulo, em agosto.

                                                            ***

O livro é um bom exemplo do que se pode esperar de mangás produzidos no país.

A obra é ambientada no início da chegada dos primeiros imigrantes japoneses ao Brasil.

A questão do centenário é levada ao leitor por meio da vida de dois personagens: Isidoro, um descendente de escravos, e Ikemoto, recém chegado do Japão. 

                                                             ***

O primeiro mora no interior de São Paulo e vive a expectativa da chegada dos japoneses.

O segundo enfrenta os motivos que o levaram a sair do Japão e a imigrar para o Brasil.

E a expectativa de enfrentar uma terra nova e desconhecida.

 

 

A narrativa -escrita por Ricardo Giassetti e desenhada por Bruno DÁngelo- é cativante e essencialmente bem escrita.

A pesquisa feita pela dupla recria o clima da época e traça, pelos olhos dos dois personagens, um cenário bastante real do momento vivido pelos imigrantes.

Seriam elementos que já dariam por si um diferencial à publicação.

Mas o destaque da obra é a forma escolhida para relatar a história.

                                                             ***

A mescla entre as culturas japonesa e brasileira vista cem anos depois da imigração é representada de um jeito simples e criativo na publicação da JBC.

As histórias de vida de Isidoro e Ikemoto são relatadas paralelamente.

É por isso que a obra tem duas capas. Uma com o mulato ("O Filho da Costureira e o Catador de Batatas"), outra com o imigrante (com o título invertido).

Cada uma inaugura a obra de um jeito diferente.

                                                              ***

A leitura feita da esquerda para a direita narra a vida de Isidoro e se aproxima com o modo ocidental de ler.

Os balões são escritos em português. Notas de rodapé traduzem o conteúdo para o japonês.

A outra forma de leitura, da direita para a esquerda, faz menção ao modo como os japoneses acompanham suas publicações, inclusive os mangás.

Essa leitura, de trás para a frente, conta a trajetória do imigrante japonês. E ocorre o contrário: os balões estão em japonês e as notas, em português.

                                                            ***

O duplo mecanismo de leitura serve de metáfora para a união -numa mesma obra- de culturas diferentes, mescladas ao longo do centenário da imigração.

A estratégia ajuda a dar adjetivos plurais para obra de Giassetti de D´Angelo, que pode ser considerada, já, um dos principais lançamentos nacionais do ano.

O vinho de Caná, sorvido na forma de quadrinhos, valeu a espera.

E há outra obra dessa boa safra, sobre o mesmo tema. Será o assunto de uma das postagens do blog nesta quinta-feira.

                                                            ***

Serviço - Lançamento de "O Filho da Costureira e o Catador de Batatas/O Catador de Batatas e o Filho da Costureira". Quando: quinta-feira (11.09). Horário: a partir das 19h30. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo. Quanto: R$ 24,90).

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 19h02
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Livro usa charges para ilustrar história da política brasileira

 

 

 

 

"O Livro dos Políticos", de Heródoto Barbeiro e Bruna Cantele, narra com bom humor história do Brasil durante a República

 

 

 

 

 

 

 

A proposta de "O Livro dos Políticos", lançado neste início de mês, é narrar com bom humor a história do Brasil, do início da República até nossos dias.

O tom cômico é pontuado de duas formas na obra da Ediouro (304 págs., R$ 49,90).

Uma é por meio do texto da historiadora Bruna Cantele e do jornalista Heródoto Barbeiro, âncora do "Jornal da Cultura" e da rádio CBN e ex-professor de História.

A outra forma é com o auxílio de fotografias e, principalmente, charges de época.

                                                             ***

A reprodução gráfica usa desde chargistas atuais, como Gilmar e Luigi Rocco, até trabalhos históricos, como capas e desenhos da extinta revista "Careta".

Os desenhistas estão entre os elencados pelos autores na dedicatória do livro.

"Cartunistas esses que gentilmente cederam seus desenhos, com imensa generosidade, despretensiosa e amavalmente."

                                                             *** 

Heródoto Barbeiro e Bruna Cantele demonstram na obra um visível trabalho de pesquisa.

A trajetória da política é mais centrada nos presidentes da República que ocuparam o cargo no período republicano brasileiro.

É como se eles fossem satélites, por onde orbitam outras figuras da área política do país.

                                                             ***

"O Livro dos Políticos" segue uma trajetória cronológica. Mas ao contrário.

A obra inicia com o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com esse ponto de partida, os autores puxam o fio dos presidentes anteriores.

                                                             ***

Há, além da descrição dos períodos presidenciais brasileiros e de seus representantes, diferentes textos de apoio com o contexto histórico da época.

E com curiosidades, que ajudam a reforçar o tom curioso e cômico dos nossos representantes, lidos ao longo do tempo.

                                                              ***

Outra obra usou charges para narrar a história política do Brasil.

É "Pizzaria Brasil - Da Abertura Política à Reeleição de Lula", de Cláudio de Oliveira.

A obra foi lançada pela editora Devir no ano passado. Leia mais aqui.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h27
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Shopping de Brasília cria salão de humor sobre meio ambiente

 

 

 

 

 

 

 

 

Cartaz do primeiro Eco Cartoon, que terá os vencedores divulgados no dia 19 deste mês

 

 

 

 

 

 

 

Normalmente, os salões de humor são mantidos por prefeituras, ministérios do governo federal ou entidades da sociedade civil.

Em Brasília, um projeto caminha no sentido contrário. O 1º Salão Internacional de Humor sobre o Meio Ambiente foi criado pelos mantenedores de um shopping da cidade.

O tema do salão -apelidado de Eco Cartoon- será aquecimento global. 

                                                            ***

Renato Home, gerente de marketing do Pátio Brasil Shopping, responsável pelo salão, diz que a proposta é dupla.

O salão procura sensibilizar a sociedade para o problema ao mesmo tempo em que vincula o shopping a causas ambientais.

"Espero ter nossa marca associada à preservação do meio ambiente e sermos reconhecidos como uma organização ambiental e socialmente responsável", diz, por e-mail.

                                                            ***

As inscrições para o salão de humor terminam no próximo domingo.

São quatro categorias: charge, cartum, caricatura e tiras.

Todos os desenhos têm de abordar o aquecimento global.

                                                            ***

O júri de seleção definirá três vencedores.

Os primeiros lugares de cada uma das categorias ganham R$ 3 mil.

Os segundos, R$ 1.500 mil e os terceiros, R$ 1 mil.

Um quarto prêmio, no valor de R$ 500, será dado a quem vencer uma votação popular.

                                                             ***

Segundo o regulamento do prêmio, a divulgação dos vencedores será no dia 19.

É quando ocorre também a abertura do salão, no próprio shopping.

Além dos premiados, serão selecionados cem trabalhos para serem expostos no local.

Leia mais sobre o regulamento do salão de humor neste link.

                                                             ***

Quem também encerra as incrições no dia 15 é o Prêmio Desenho de Imprensa, ligado ao 1º Festival Internacional de Humor do Rio de Janeiro.

Como o próprio nome indica, a seleção será baseada em trabalhos publicados na imprensa.

Podem ser inscritos desenhos veiculados entre 11 de agosto de 2007 e 11 de agosto deste ano. São três categorias: caricatura, ilustração e desenho de humor.

Leia mais sobre o regulamento neste link.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 13h55
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09.09.08

Barcelona usa quadrinhos para orientar sobre limpeza das praias

 

 

"Deixou o celular [na praia]? A carteira? E o lixo?"

As perguntas mostradas no balão acima são direcionadas aos freqüentadores de praias de Barcelona, na Espanha. É lá, bem na areia, que a reprodução do balão foi colocada.

A proposta é usar a linguagem dos quadrinhos para conscientizar os usuários sobre a importância de deixar a praia limpa.

                                                             ***

A fotografia foi tirada pelo casal brasileiro Daniel e Carla Duclos e gentilmente encaminhada a este blog.

Os dois moram em Amsterdam, na Holanda, e passaram alguns dias em Barcelona.

Foi onde encontraram a campanha, que, até onde se pôde apurar, teve início em 2007.

 

   

 

A visita de Daniel e Carla às praias foi feita entre os dias 1º e 6 do mês passado.

Segundo o relato de Daniel, que é escritor, o mote da campanha era o uso de heróis.

Os cartazes mostram a atuação de super-heróis praianos no combate ao lixo.

As histórias curtas terminam invariavelmente com a sujeira sendo jogada nas lixeiras.

É como mostram as fotos vistas acima e logo abaixo, todas tiradas pelo casal:

 

   

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 18h07
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Semana tem cinco lançamentos de quadrinhos em São Paulo

 

 

 

 

Capa aberta de "Noite Luz", de Marcelo D´Salete, álbum que tem lançamento nesta terça-feira à noite

 

 

 

Há uma overdose de lançamentos de quadrinhos nesta semana em São Paulo.

São cinco produções nacionais, duas delas independentes.

A maratona de autógrafos começa nesta terça-feira à noite, às 19h30. 

Marcelo D´Salete lança "Noite Luz", álbum produzido pela editora Via Lettera. 

                                                             ***

A obra tem 112 páginas e traz seis histórias produzidas pelo desenhista.

A mesma publicação foi lançada há pouco tempo na Argentina.

Curiosamente, começou a ser vendida primeiro no país vizinho (leia mais aqui).

                                                            ***

Na quinta-feira, Ricardo Giassetti e Bruno D´Angelo autografam o mangá brasileiro "O Filho da Costureira e o Catador de Batatas".

A obra foi lançada oficialmente no mês passado na Bienal do Livro de São Paulo.

Mostra a trajetória de um mulato e de um imigrante japonês no interior paulista.

Em determinado ponto, as duas histórias se cruzam.

                                                             ***

Na sexta-feira, Fausto autografa a coletânea de tiras de "Candido Deodato".

As histórias são do fim da década de 1980 e foram reunidas pela primeira vez.

Trata-se de uma ironia às candidaturas políticas, tema que não perdeu a atualidade.

O desenhista também autografa outra obra, o livro infantil "A Nuvenzinha Exibida".

                                                             ***

O sábado à noite terá dois lançamentos independentes.

São novos números de "Necronauta", de Danilo Beyruth, e de "Eterno", feito por Rodrigo Alonso e Felipe Cunha.

Todos os lançamentos ocorrem na HQMix Livraria e têm início às 19h30.

                                                             ***

Serviço - Lançamentos de quadrinhos. Quando: terça, quinta, sexta e sábado desta semana. Horário: todos começam a partir das 19h30. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, centro de São Paulo. Quanto: diferentes valores.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h22
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Revista está à caça de autores de tiras

Registro rápido.

A revista jornalística "Caros Amigos", da editora Casa Amarela, pôs uma nota na edição deste mês convidando autores de tiras cômicas a publicarem trabalhos.

O material sairia na seção "Re: Traço", página da revista dedicada a quadrinhos.

Não é informado se o autor será pago por isso.

Consta apenas o e-mail para contato: arte@carosamigos.com.br

Nesta edição de setembro, a seção traz tiras de Silvino, André Dahmer e Voss.

Voss -autor de "Os Zensetos"- tem sido colaborador fixo da revista.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 08h50
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Lançada no Brasil morte de mais um Flash

 

 

 

 

 

 

 

 

Fim de mais uma versão do herói velocista é mostrada na revista "Os Melhores do Mundo", atualmente nas bancas 

 

 

 

 

 

 

 

 

A trajetória editorial do super-herói Flash é cheia de reviravoltas. Algumas delas fatais. 

Uma delas foi publicada na revista "Os Melhores do Mundo", lançada nas bancas na semana passada (Panini, 116 págs., R$ 8).

A própria legenda da capa já antecipa do que se trata: a "tragédia anunciada" da morte do personagem principal. 

                                                             ***

Quem foi assassinado pelo staff da DC Comics, editora norte-americana do personagem, foi a encarnação mais recente do herói velocista.

Após a minissérie "Crise Infinita", já lançada no Brasil, quem assumiu o papel de Flash foi Bart Allen, até então o mais jovem a usar o uniforme vermelho.

"Crise Infinita" tinha a proposta de trazer algumas mudanças aos personagens da editora, inclusive nas equipes que produziam as histórias dos super-personagens.

                                                            ***

Bart Allen surgiu na década de 1990 como o herói mirim encrenqueiro Impulso.

Chegou a ter revista própria nos Estados Unidos. Parte das histórias foi lançada por aqui.

Já neste século, integrou o grupo dos Novos Titãs, tornou-se mais sério e assumiu o nome de Kid Flash.

                                                           ***

A saída de cena de Bart Allen -uma tentativa editorial frustrada de revitalizar o herói- abre espaço para a o retorno da versão anterior do herói, Wally West.

West era dado como desaparecido desde "Crise Infinita". A volta dele foi mostrada recentemente nas revistas "Liga da Justiça" e "Universo DC".

West era, de início, o Kid Flash original. Na metade da década de 1980, tornou-se o Flash após a morte do herói original, Barry Allen.

                                                            ***

O primeiro a vertir o uniforme do Flash foi Joel Ciclone, na década de 1940.

Duas décadas depois, a DC tentou dar uma cara nova aos personagens clássicos.

Foi aí que o Flash ganhou o nome de Barry Allen e o uniforme vermelho.

                                                          ***

O encontro deste com Ciclone é mostrado neste mês em outro lançamento da Panini: "As Maiores Histórias do Flash", quarto título da "Coleção DC 70 Anos" (212, págs., R$ 22,90).

O álbum traz a descoberta mútua de ambos -um vive numa Terra e outro, em outra-, publicada nos Estados Unídos em 1961.

A edição reúne também outras histórias das três versões do herói. Duas são 1947 e 1949.

                                                            ***

A edição 14 de "Os Melhores do Mundo", que traz a morte do Flash, é o último número da revista. A publicação foi cancelada pela Panini.

A editora multinacional fez uma reestruturação dos títulos vendidos nas bancas. Uma das mudanças é o lançamento de uma revista com o super-herói Lanterna Verde.

O blog noticiou o assunto no começo do mês passado. Leia mais aqui.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 08h21
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08.09.08

Gabriel Bá e Fábio Moon são destaque em mais uma revista

Uma foto com os desenhistas Gabriel Bá e Fábio Moon toma toda a última página da edição deste fim de semana da revista "Carta Capital".

Os irmãos gêmeos aparecem em primeiro plano. Ilustrações deles são mostradas ao fundo.

Abaixo da fotografia, uma legenda explicava a inclusão da dupla na publicação: "É deles o Eisner, o maior prêmio da HQ".

Eisner Awards é a principal premiação da indústria norte-americana de quadrinhos (e não necessariamente "dos" quadrinhos, como leva a crer a "Carta Capital").

                                                             ***

É a segunda vez no espaço de uma semana que os desenhistas paulistas ganham destaque em revistas jornalísticas.

Na semana passada, uma história em quadrinhos deles ocupou a última página da "Época São Paulo". Foi o segundo trabalho da dupla para a publicação paulista.

O editorial da revista também destava a vitória deles no Eisner.

Eles venceram na categoria melhor antologia (com outro brasileiro, Rafael Grampá) e dois títulos -um desenhado por Bá e outro por Moon- foram premiados. 

                                                              ***

O destaque é merecido, tanto pela qualidade do trabalho quanto pelo esforço pessoal dos dois irmãos, criadores das histórias de "10 Pãezinhos".

E a premiação no exterior é notícia, sim, já informada inclusive por este blog.

O fato de o assunto ser levado a outros públicos, que tradicionalmente não acompanham quadrinhos, também é positivo.

Mas há um aspecto curioso nisso: por que parte dos veículos dá destaque a eles somente quando ganham um prêmio internacional?

                                                             ***

Justiça seja feita: a "Carta Capital" é uma das poucas revistas que têm dado destaque à área de quadrinhos. E Bá e Moon já foram alvo de reportagens em outras mídias.

Mesmo assim, a maior parte da grande mídia silenciou quando os mesmos desenhistas foram destaque em 2007 no Troféu HQMix, o principal do país.

Bá e Moon ganharam, na ocasião, em quatro categorias.

Foi necessário o reconhecimento internacional para que alguns dos "formadores de opinião" dessem uma espécie de chancela ao trabalho deles, que já apresentava qualidade antes.

                                                             ***

O mesmo processo ocorre com o cinema e com muitas das demais artes brasileiras.

Destaque de brasileiros no exterior soa como argumento de autoridade para pautas da mídia jornalística cultural.

Isso evidencia um profundo desconhecimento de jornalistas e críticos -não todos, é verdade- no tocante à área de quadrinhos.

Parece não haver um discernimento sobre o que é relevante na produção de quadrinhos.

                                                             *** 

Bá e Moon -não custa reforçar- têm méritos e fizeram jus a esse destaque todo.

Mas foi necessário um prêmio internacional para que fossem efetivamente descobertos pelos chamados "formadores de opinião".

A adaptação deles de "O Alienista" é uma das finalistas do Prêmio Jabuti de literatura deste ano. O assunto -que também é notícia- não foi noticiado para leitores da grande mídia.

Mais de 500 anos depois, continuamos sendo colonizados.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 10h18
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Edital prevê R$ 250 mil em projetos de histórias em quadrinhos

A Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo vai aplicar R$ 250 mil na produção de histórias em quadrinhos.

A área nunca havia sido contemplada nos projetos de fomento cultural do Estado, segundo informou a edição de sábado do jornal "Folha de S.Paulo", fonte das informações.

No entender da secretaria, trata-se de uma área em expansão.

                                                            ***

O edital -aberto ao público no fim do mês passado- prevê o financiamento de dez histórias.

As inscrições vão até o dia 16 de outubro.

Para ler o texto do edital, clique aqui.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 09h29
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06.09.08

Queda do Morcego é relançada em volume único

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Série mostra uma das maiores derrotas de Batman do herói e se tornou um clássico do personagem

 

 

 

 

 

 

 

 

Antes de se falar qualquer coisa sobre "A Queda do Morcego", é necessário contextualizar a história, relançada no Brasil em volume único e no formato original norte-americano (Panini, 276 págs., R$ 36,90).

A trama envolvendo Batman foi lançada nos Estados Unidos no primeiro semestre de 1993, pouco depois da morte do Super-Homem, estratégia editorial que ajudou a turbinar as vendas das revistas do homem de aço.

A editora DC Comics, que publicava os dois super-heróis, descobriu que eventos traumáticos com seus personagens chamavam a atenção dos leitores e da mídia.

E passou a apostar pesadamente nisso.

                                                             ***

O sucesso com a morte -o mais correto é "morte"- do homem de aço fez de Batman a próxima vítima.

Os algozes foram o editor das revistas do personagem, o também escritor de quadrinhos Denny O´Neil, e os roteiristas Doug Moench e Chuck Dixon.

A idéia, mais do que conhecida entre os leitores do herói, era "quebrar" Batman.

Literalmente, compromentendo sua coluna.

                                                             ***

Para isso, foi criado o vilão Bane. A versão original é bem mais violenta, calculista e inteligente que a mostrada no cinema, num dos longas de Joel Schumacher.

Para ficar mais forte, injetava uma droga por meio de canos ligados ao cérebro.

Ele fez na série o papel de Apocalypse nas histórias da derrota de Super-Homem.

                                                             ***

A estratégia de Bane é desgatar o homem morcego física e mentalmente para, então, agir.

Ele cria uma fuga em massa do Asilo Arkham, prisão que encarcera os principais super-vilões de Gotham City, cidade de Batman.

O herói tem de capturar todos, dos menos problemáticos aos mais violentos, como o Coringa e o Espantalho, que seqüestram o prefeito.

                                                              ***

A cada novo confronto, o cavaleiro das trevas se debilita mais e mais, a ponto de mal se agüentar em pé.

Fica lento e desatento. Até ficar no ponto para a esperada briga com Bane.

Os desenhos de Norm Breyfogle, Jim Balent, Graham Nolan e do veterano Jim Aparo ajudaram a criar esse clima de estresse.

No olhar, na fisionomia do rosto, na barba por fazer, Batman é um decalque do modo como é habitualmente representado.

                                                             ***

Os leitores brasileiros puderam ler a saga nas revistas "Liga da Justiça & Batman" e "Batman", lançadas pela Editora Abril entre o fim de 1994 e o início do ano seguinte.

Foram publicadas no chamado "formatinho", o mesmo usado em revistas infantis vendidas nas bancas.

"A Queda do Morcego", curiosamente, ajudou a Abril a firmar o título mensal do herói.

As três tentativas anteriores não alcançaram as vendas esperadas pela editora e resultaram no cancelamento da revista.

                                                            ***

Apesar de claramente mercadológica, a história parte de uma idéia interessante e se sustenta, ainda mais quando lida em seqüência, como neste álbum da Panini.

"A Queda do Morcego" se tornou um clássico do herói dos anos 1990. Apesar de saber-se, de antemão, que tudo depois voltou ao normal.

Super-Homem ressuscitou, Batman foi "desquebrado" (com perdão pelo neologismo).

Como isso ocorreu fica para ser (re)lido no volume dois da história, ainda sem data de lançamento divulgada pela editora.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 12h06
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05.09.08

Livro de cartuns mostra como argentinos vêem Jaguar

 

 

 

 

 

 

 

 

Obra -lançada agora no Brasil- foi publicada pela primeira vez na Argentina há 35 anos

 

 

 

 

 

 

 

 

Jaguar diz no texto introdutório de "Ninguém É Perfeito" que seu livro de cartuns tem uma história de publicação mais interessante que os desenhos de humor nele contidos.

A declaração pode aparentar um ar modesto do velho cartunista.

Pode até ser. Mas, de fato, os bastidores da obra são tão -ou mais- saborosos quanto o conteúdo dela.

                                                              ***

A concepção do livro de cartuns que chega agora às mãos dos brasileiros (Desiderata, 96 págs., R$ 24,90) teve início em 1972, pelas mãos de um editor argentino.

Ele convidou Jaguar para publicar alguns de seus cartuns em uma coleção que se propunha a dar um panorama dos autores do humor gráfico latino-americanos.

O cartunista, na época editor de humor do jornal alternativo "Pasquim", diz que entregou um punhado de desenhos.

Dois meses depois foi convidado para o lançamento, em Buenos Aires.

                                                              ***

No lançamento, já em 1973, teve a oportunidade de conhecer os principais nomes dos quadrinhos da Argentina.

Viu de Fontanarosa, morto no ano passado, a Quino, o eterno pai de Mafalda, personagem que prefacia a obra (trata-se de um comentário de Mafalda, em um balão, sobre o trabalho do brasileiro).

O contato -diz Jaguar na introdução da obra- rendeu amizades mantidas até hoje. E pelo menos uma mais uma boa história.

                                                             *** 

O brasileiro conta que aconselhou Quino a parar de produzir as tiras de Mafalda.

"Insisti que se continuasse desenhando a Mafalda (que no fundo era uma adaptação latina dos Peanuts), endureceria seu traço. História em quadrinhos e cartum são incompatíveis; na minha opinião, o cara tem de optar."

Uma semana depois, Quino parou de produzir a personagem.

"É claro que não o levei a isso", acrescenta Jaguar, na introdução. "[Quino] Já deveria estar remoendo essa idéia e o meu palpite talvez tenha sido a gota d´água."

                                                              ***

O livro -lido pelos brasileiros 35 anos depois do lançamento argentino- traz o estilo característico e provocativo dos desenhos de Jaguar.

O título seria o elo comum entre todos os cartuns. "Ninguém é perfeito", segundo o cartunista. "Mas poderia ser pior", faz questão de acrescentar.

A obra segue raciocínio semelhante. Poderia ser perfeita. Mas a história por trás dela é melhor. É, Jaguar, você acerta. Poderia ser pior. 

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 21h57
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Principal congresso de comunicação do país discute quadrinhos

Oito trabalhos teóricos sobre histórias em quadrinhos serão apresentados no Intercom, Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, o principal do setor no país. 

As comunicações -nome dado às exposições dos inscritos- ocorrem neste sábado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Natal, de onde escrevo esta postagem.

A cidade hospeda esta 31a. edição do congresso.

                                                              ***

Apenas dois dos estudos serão expostos separadamente pela manhã.

A maioria dos trabalhos será apresentada no período da tarde, numa sala temática, dentro de um grupo de estudos de produção editorial.

Na edição de 2007, os trabalhos teóricos também ficaram reunidos na área de produção editorial. Foi a alternativa encontrada à suspensão do núcleo de pesquisas dedicado exclusivamente à área.

                                                              ***

Os temas apresentados neste ano são bem variados.

Vão desde análises de super-heróis até um estudo da extinta revista em quadrinhos "Crás!", lançada na metade da década de 1970 pela Editora Abril.

A obra trazia histórias de humor feitas por autores brasileiros.

                                                              ***

Este jornalista vai expor uma análise comparativa entre o mercado de quadrinhos atual e o visto há 40 anos no Brasil.

Uma prévia desse estudo foi noticiada no blog no último dia de 2007.

Pode ser (re)lida neste link

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h27
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04.09.08

Versão da Bíblia em mangá tem pouco do estilo japonês de HQ

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa da versão da Bíblia em quadrinhos, produzida no Reino Unido e lançada agora no Brasil pela editora JBC 

 

 

 

 

 

 

 

Uma das poucas notas internacionais noticiadas por este blog no ano passado era sobre uma versão da Bíblia em mangá, nome dado ao quadrinho japonês.

Na ocasião, a obra tinha sido lançada no Reino Unido, onde foi produzida.

Um ano depois, os brasileiros têm a chance de ver a adaptação em quadrinhos.

                                                             ***

"A Bíblia em Mangá - O Novo Testamento" começou a ser vendida no fim do mês passado e pode ser encontrada (JBC, R$ 9,90).

O interesse inicial pela obra é a curiosidade de ver como ficaram os personagens bíblicos na versão mangá.

Cristo, por exemplo, é mostrado sem barba e de uma forma muito mais sombria que o habitual.

A leitura, no entanto, mostra que, de mangá, não há muito.

                                                             ***

O desenhista da obra, Siku, diz em entrevista reproduzida no fim da revista que se trata de um traço híbrido.

"Como o mangá foge a essas regras das HQs produzidas no Ocidente, quando se incorporam alguns dos seus princípios gerais ao meu estilo, por exemplo, o resultado é um traço diferente, um híbrido."

"Apesar disso, esse estilo ainda pode ser chamado de mangá."

                                                             ***

Na verdade, mangá é um rótulo atraente do ponto de vista editorial.

A palavra ajuda a dar um verniz oriental à história. E isso tende a ajudar nas vendas e na repercussão.

Se fosse uma versão da Bíblia não produzida em mangá -como há aos montes em livrarias religiosas brasileiras-, ganharia o mesmo burburinho nas imprensas estrangeira e nacional?

Provavelmente não.

                                                             ***

Há outro caso recente de uso do mesmo rótulo: a versão adolescente da Turma da Mônica.

A capa estampa que a revista foi produzida em "estilo mangá". Mas também há pouco das características da produção oriental na publicação.

Mesmo assim, tem repercutido bem, segundo a assessoria da Panini, multinacional que edita a obra. 

                                                             ***

Constatado que a Bíblia em mangá não faz jus a esse rótulo, resta ao leitor se ater à história.

A versão feita por Siku e por seu irmão, Akinsiku (responsável pelo texto), limita-se a pontuar fragmentos da trajetória de Jesus Cristo na Terra. 

Esses relatos tomam a primeira metade da obra. A outra parte foca os Atos dos Apóstolos, em especial as epístolas escritas por São Paulo.

São relatos rápidos, sem muito aprofundamento. E sem muito destaque à violência. O calvário e a crucificação, por exemplo, são narrados em apenas dois quadrinhos.

                                                             ***

O interesse da dupla de autores -ambos cristãos- é tornar de mais fácil acesso o conteúdo bíblico, o livro mais lido no mundo. Essa meta, ao menos, eles cumprem.

E se escoraram de eventuais críticas de religiosos. Cada um dos momentos narrados apresenta um quadrinho, como uma nota de rodapé, dizendo de que trecho da Bíblia foi retirado aquele relato.

"Quer saber mais?", intitula o quadro. Aparecem logo abaixo o capítulo e o versículo para que o leitor busque por conta própria o trecho. É um cuidado que, inclusive, é destacado na contracapa.

                                                             ***

Outro cuidado da edição é registrar que a obra foi aprovada pela Sociedade Bíblica Internacional.

Mesmo sem saber exatamente quem mantém essa instituição e onde é sediada, o leitor cria a imagem de que se trata de uma versão fiel ao conteúdo original.

E tende a ganhar a simpatia de pais.

                                                             ***

"A Bíblia em Mangá" é voltada ao público juvenil. Há um apelo secundário ao público adulto, mais para ver como ficou o resultado final.

É curioso, sem dúvida. Mas não espere muito mais que isso.

A JBC vai lançar outra parte da adaptação, com o Velho Testamento.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 21h57
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03.09.08

Tiras de Desvio voltam em blog do Quarto Mundo

 

Registro rápido.

"Desvio" -série de tiras escritas por A. Moraes e desenhadas por Jean Okada- volta a ser veiculada virtualmente.

As histórias são veiculadas diariamente na página virtual do Quarto Mundo, grupo de autores independentes de diferentes partes do país.

 

 

As tiras não têm personagens fixos nem a tradicional piada no final.

Elas também abordam temas variados.

Muitos usam os conhecimentos do leitor para terem o sentido construído.

Esses elementos ajudam a diferenciar o material das produções tradicionais do gênero.

 

 

A série circulou na internet por algumas semanas em site próprio (link).

Segundo informa o Quarto Mundo, os autores produziram 31 tiras. Depois pararam.

São essas histórias que o blog dos quadrinistas independentes veicula (veja aqui).

                                                             ***

Jean Okada produz outra série de tiras na internet, "Exploradores do Desconhecido".

As histórias são feitas em parceria com Gian Danton.

Para conhecer a série, clique neste link.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h26
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02.09.08

Site usa recurso dos quadrinhos para cobertura jornalística

 

 

 

 

Um dos quadros da arte usada em matéria sobre a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a plataforma da Petrobras, feita nesta terça-feira

 

 

 

Uma das coberturas da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, hoje, à plataforma de petróleo de Jubarte, no Espírito Santo, foi feita com recursos das histórias em quadrinhos.

O UOL-Notícias -página noticiosa do portal UOL, que hospeda este blog- usou balões em fotos do presidente para marcar as várias declarações feitas por ele.

Lula esteve na plataforma da Petrobras -que fica no litoral do Estado- para participar da primeira extração da camada de pré-sal.

                                                             ***

O recurso gráfico ajudou o leitor a visualizar as diferentes declarações do presidente e da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef.

Apesar disso, não é comum na coberturta jornalística feita por sites.

O recurso, aliando fotos e balões, é mais utilizado nos jornais impressos, embora com pouca freqüência.

E também em textos de humor. O leitor desavisado da notícia pode achar que se trata de alguma brincadeira.

                                                             ***

A mesma estratégia foi muito popular no Brasil nas décadas de 1950 a 1970.

Era usada nas fotonovelas, gênero hoje extinto no país.

                                                             ***

O recurso usado pela cobertura do UOL-Notícias surge duas semanas após o espanhol Javier Errea alertar representantes de jornais brasileiros sobre a necessidade de tornar os impressos mais "visuais".

Especialista no tema, ele foi convidado a ser um dos palestrantes do 7º Congresso Brasileiro de Jornais, realizado em São Paulo pela Associação Brasileira de Jornais.

O tema do debate era "O Brasil e a Indústria Jornalística em 2020" e reuniu executivos e empresários da área de jornais.

                                                            ***

Errea defendeu na palestra a incorporação de recursos gráficos de outras linguagens.

Ele mencionou o uso de experiências visuais dos livros infantis, das revistas e das histórias em quadrinhos.

"Porque os jornais só fazem essas experiências nos suplementos especiais? Temos que converter todo o jornal e um suplemento especial", disse ele na ocasião, em depoimento reproduzido pelo jornal "Gazeta Mercantil".

                                                              ***

Leia mais sobre a palestra de Javier Errea neste link.

E aqui para ver a cobertura feita pelo UOL-Notícias.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 20h58
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Mangá é um dos trabalhos premiados no Salão de Paraguaçu

 

 

A história acima, produzida no estilo japonês, é um dos trabalhos premiados no 4º Salão Internacional de Humor de Paraguaçu Paulista.

É a primeira vez que um salão brasileiro cria uma categoria específica para mangás, nome dado ao quadrinho japonês.

Os organizadores criaram a categoria para marcar o centenário da imigração japonesa, comemorado neste ano.

                                                             ***

Apesar da novidade, o salão teve poucos mangás inscritos.

Caio de Paula Souza, autor da história premiada, foi o único premiado.

A organização do prêmio não sabe dizer ainda se a experiência será repetida na próxima edição do evento de humor.

                                                             ***

"O mangá está muito popularizado. A gente esperava que a participação fosse maior", diz Mário Mastrotti, presidente do salão de humor pelo quarto ano seguido.

"Nas outras categorias, a participação foi muito boa. Tanto que foi maior que no ano passado."

Em 2007, houve 1.400 inscritos, 150 a mais do que na edição do ano anterior.

                                                             ***

O salão de Paraguaçu Paulista, cidade do interior de São Paulo, teve neste ano quase 1.500 trabalhos, vindos de 42 países.

Além de mangá, a premiação de humor teve outras quatro categorias: charge, caricatura, tiras, cartum e cartum temático.

Cartum temática teve o "trem" como pauta para os desenhos.

                                                             ***

Cada um dos primeiros lugares recebe R$ 2 mil.

Os segundos lugares, R$ 1 mil, e os terceiros, R$ 500.

À exceção das categorias mangá e tiras, as demais tiveram três menções honrosas cada uma. O título é dado a trabalhos não premiados que mereçam registro pela qualidade.

                                                             ***

Os premiados foram divulgados ao público na sexta-feira da semana passada, data de abertura do evento de humor.

A maioria dos primeiros lugares ficou com desenhistas do exterior.

Veja na postagem abaixo os trabalhos vencedores desta edição do salão. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 17h52
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Premiados no Salão de Humor de Paraguaçu Paulista

 

1º lugar  /  caricatura (Dalai-Lama)  

Shankar Pamarthy (Índia)

 

2º lugar  / caricatura (Keith Richards)  

Moisés de Macedo Coutinho  -  Mogi Guaçu (SP)

 

3º lugar  /  caricatura (Osama bin Laden)

Antonio Manuel Ferreira dos Santos  -  Portugal

 

Menções honrosas  /  caricatura:

  • Walmir Américo Orlandeli  -  São José do Rio Preto (SP)
  • José Raymundo Costa do Nascimento  -  Rio de Janeiro (RJ)
  • João Tiago Garcia Picoli  -  Sorocaba (SP)

 

 

1º lugar  /  charge (sem título)

Luís R. Mendiguren Tarres  -  Costa Rica

 

2º lugar  /  charge ("Eu Sou Você Amanhã")

Silvano Rosa Gonçalves de Melo  -  local não informado pela organização

 

3º lugar  /  charge  ("Prisão")

Raimundo Rucke Santos Souza  -  São Paulo (SP)

 

Menções honrosas  /  charge:

  • Bahran Arjmandnia (Irã)
  • Julio Angel Carrion Cueva (Peru)
  • Mohammad Amin Aghaei (Irã)

 

1º lugar  /  cartum  (sem título)

Vladimir Semerenko  -  Rússia

 

2º lugar  /  cartum  (sem título)

Bruno Fonseca Lanza  -  Belo Horizonte (MG)

 

3º lugar  /  cartum  ("O Criminoso")

Rodrigo de Oliveira Maia  -  Ananindeua (PA)

 

Menções honrosas  /  cartum:

  • Jarbas Domingos Lira Júnior  -  Recife (PE)
  • Junior Lopes da Cunha  -  São Paulo (SP)
  • Jean Pires de Oliveira  -  São Paulo (SP)

 

1º lugar  /  cartum temático ("Writing for a Train")

Pol Leurs  -  Luxemburgo

 

2º lugar  -  cartum temático ("Train and Nature")

Ali Shahali  -  Irã/EUA

 

3º lugar  -  cartum temático ("King")

Luc Descheemaeker  -  Bélgica

 

Menções honrosas  /  cartum temático:

  • Sérgio Ribeiro Lemos  -  São Vicente (SP)
  • Alberto de Jesus Nascimento Nicácio  -  São Luiz (MA)
  • Rumen Kostov Dragostinov  -  Bulgária

 

1º lugar  /  tira  ("O Xamã")

Evandro Alves  -  Itabira (MG)

2º lugar  -  tira  ("The Franco Show")

Pablo Rodolfo Franco Mayer  -  Santa Catarina (SC)

3º lugar  /  tira  ("Emílio")

Luigi Rocco Pasquale  -  São Paulo (SP)

                                                            ***

Veja neste link os premiados da edição de 2007 do Salão de Paraguaçu Paulista. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 17h39
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Adaptação em quadrinhos de O Alienista é finalista do Prêmio Jabuti

 

 

 

 

 

 

 

Versão do conto de Machado de Assis, lançada no ano passado, foi feita pela dupla Gabriel Bá e Fábio Moon

 

 

 

 

 

 

 

A versão em quadrinhos de "O Alienista", lançada no ano passado pela editora Agir, é uma das finalistas do Prêmio Jabuti, um dos principais da área de literatura no país.

A obra -feita pelos irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon- concorre na categoria melhor livro didático ou paradidático de ensino fundamental ou médio.

O álbum disputa a premiação com nove livros.

Neste ano, foram indicadas obras em 20 categorias do prêmio, mantido pela Câmara Brasileira do Livro desde 1959.

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Outra publicação que dialoga com os quadrinhos foi indicada para a premiação.

É "HQs - Quando a Ficção Invade a Realidade", de Rosana Rios.

A obra da editora Scipione disputa na categoria melhor livro juvenil.

A história mostra um menino que se depara com personagens dos quadrinhos, que subitamente ganham vida. 

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"O Alienista" é a segunda adaptação do conto de Machado de Assis (1839-1908) lançada de 2006 para cá.

A primeira integrou a coleção "Literatura Brasileira em Quadrinhos", da editora Escala.

Foi escrita e desenhada por Francisco Vilachã.

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As demais adaptações em quadrinhos do conto foram publicadas neste ano.

Em março, a Companhia Editora Nacional começou a vender uma versão da obra literária produzida por Lailson de Holanda Cavalcanti (leia mais aqui).

No mês passado, a Ática lançou na Bienal Internacional do Livro de São Paulo a mais recente versão em quadrinhos da obra.

O trabalho foi produzido por Luiz Antonio Aguiar e Cesar Lobo (mais aqui).

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O conto foi publicado pela primeira vez entre 1881 e 1882 na forma de folhetim.

O foco da história estava nas investigações psicológicas do médico Simão Bacamarte.

Pessoa estudada, fazia testes sobre loucura e razão num manicômio da vila de Itajaí.

Nos estudos e no entender dele, quem é são se torna louco. E vice-versa.

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A indicação à final do Prêmio Jabuti confirma um ano sui-generis para Bá e Moon.

Eles venceram em julho três categorias do Eisner Awards, principal premiação da indústria norte-americana de quadrinhos dos Estados Unidos (leia mais aqui).

Eles vão também publicar por lá uma série própria, que será lançada pela Vertigo, selo adulto da editora DC Comics, a mesma de Batman, Super-Homem e Mulher-Maravilha.

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O último trabalho deles no Brasil foi publicado na edição deste mês da "Época São Paulo", lançada no último fim de semana.

A história, mostrada na última página da revista, integra a série "Procurando São Paulo", criada pela dupla. 

É a segunda história em quadrinhos deles que circulou na "Época São Paulo".

A outra saiu na edição do mês passado e pode ser lida neste link

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 23h52
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