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30.11.08
Especial mostra aventura do passado de Júlia Kendall

Revista, que começou a ser vendida neste fim de mês, traz história publicada na Itália em junho deste ano
Os leitores da série italiana "J. Kendall - Aventuras de uma Criminóloga" estão acostumados a acampanhar as investigações de Júlia, a especialista que dá título à revista mensal.
Uma edição especial da série, lançada neste fim de mês (Mythos, R$ 7,90, 132 págs.), traz um diferencial.
Há o corriqueiro mistério a ser desvendado. Mas a trama se situa no passado da protagonista, ainda na época em que era estudante de criminologia.
***
Júlia Kendall acompanha um professor na investigação de uma chacina na residência de um chefe da Yakuza, a máfia japonesa.
Para desvendar o crime, ela é instigada pelo tutor a se enfronhar na cultura do Japão.
A então estudante de criminologia parte, então, para um bairro oriental em busca de respostas. O que encontra é um vendedor, descendente de um dos investigados. E por ele se apaixona.
***
A história chega ao Brasil pouco depois de ser publicada na Itália. Foi lançada lá em junho deste ano na revista "Almanacco del Giallo 2008".
O roteiro é do criador da personagem, Giancarlo Berardi, que tem se mantido à frente de todas as histórias dela desde o primeiro número da série, lançado em outubro de 1998.
Berardi divide o texto com Lorenzo Calza. Os desenhos são de Roberto Zaghi.
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No Brasil, a revista começou a ser publicada em novembro de 2004. Chamava-se, de início, "Júlia - Aventuras de uma Criminóloga".
No quinto número, teve de ser rebatizada por conta da semelhança com a coleção de romances femininos "Júlia". Foi aí que surgiu o título atual, que soma 48 números.
Nesse período, a Mythos tem lançado um especial por ano com histórias da personagem. O vendido neste fim de mês é o quarto lançado pela editora.
Júlia pertence à editora italiana Sergio Bonelli, a mesma das histórias do caubói Tex.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 10h17
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28.11.08
Sábado tem debate, lançamento e entrega de prêmio de quadrinhos
Neste sábado, vale o ditado: tem opção para escolher. Pelo menos em São Paulo.
Às 15h, vai haver um debate com as presenças dos desenhistas Laerte, do filho dele, Rafael Coutinho, de Rafael Grampá e dos irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon.
A mediação será deste jornalista. O tema vai ser "HQ no Brasil ontem e hoje".
A entrada é gratuita. O bate-papo será na unidade da Avenida Paulista da Livraria Cultura (Conjunto Nacional, que fica na Paulista, 2.073).
O encontro faz parte do Vira Cultura, evento feito aos moldes da Virada Cultural paulistana.
A livraria ficará aberta durante 37 horas seguidas. A maratona começou nesta sexta, às 9h.
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O desenhista Marcio Baraldi lança "Vale-Tudo", coletânea de trabalhos seus (mais aqui).
No mesmo horário e local, haverá a entrega do 1º Troféu Bigorna, promovido por colaboradores do site "Bigorna", especializado em notícias sobre quadrihos (veja os selecionados aqui).
A festa de lançamento e a entrega do prêmio ocorrerão no Bar Blackmore, em São Paulo (al. dos Maracatins, 1.317).
Vai ser das 14h às 17h. A entrada também é franca.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 17h05
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Mônica Jovem: mudanças e novas versões de antigos personagens

Quarto número da versão adolescente de Mônica e companhia traz alterações de nomes e retorno de personagens até então não mostrados, como Bidu
O beijo entre Mônica e Cebolinha -ou Cebola, como é chamado na fase adolescente- é o principal chamariz do quarto número de "Turma da Mônica Jovem", que começou a ser vendido nesta semana (Panini, 132 págs., R$ 6,40).
O beijo acontece?
Sim, acontece, como a grande imprensa virtual já noticiou ontem após ser informada por e-mail pela assessoria de imprensa de Mauricio de Sousa.
O beijo ocorre no final da revista, de forma delicada e sutil.
Mas a compra da revista na banca e a leitura da obra revelam outras duas informações -não repassadas à imprensa- que merecem tanto destaque quanto a beijoca entre os dois.
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A primeira é a volta de antigos personagens, com nova roupagem.
Nesta quarta aventura da série mensal, iniciada em agosto (mais aqui), as versões adolescentes de Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali interagem com as turmas do fantasma Penadinho e do elefante Jotalhão.
O homem das cavernas Piteco também reaparece, bem mais troncudo e barbudo.
E há algumas pontas de Bidu, primeiro personagem de Mauricio de Sousa.
No universo da revista, a explicação para a longevidade do cãozinho, criado em 1959, é que tomou uma "super-ração vitaminada", que o rejuvenesce.
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O segundo ponto da revista a ser destacado é que Mauricio de Sousa parece ter acatado alguns dos comentários feitos à nova publicação.
Pelo menos duas das críticas foram reavaliadas e assimiladas na história desta edição.
Uma é sobre o nome do vilão destes primeiros quatro números, que contam uma história só. O antigo Capitão Feio tinha sido rebatizado de Poeira Negra.
Toda a revista brinca com isso. No fim da publicação, os autores dão a entender que ele decide assumir o título original, "Meu nome é Capitão Feio!!"
Outra das alterações também tem a ver com o nome de um dos personagens.
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Anjinho foi rebatizado de Céuboy na nova versão. Agora, muda para Ângelo.
O personagem acata o comentário de três meninas. Uma delas diz "esse seu nome não pega, querido". Outra acrescenta: "Vai queimar seu filme! É tão out...".
Há muito de metalinguagem, não só nesse trecho como também em toda a revista.
As mesmas três garotas dão outro exemplo desse recurso. Duas delas estranham o nome de Poeira Negra.
A terceira responde: "Poeira Negra é o Capitão Feio. Vocês não lêem blog, não é?".
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Olhar com atenção a reação dos leitores ao projeto -talvez o mais ousado dos Estúdios Mauricio de Sousa- era algo previsto desde o início, segundo o empresário e desenhista tem dito nas várias entrevistas que concedeu sobre o assunto.
Isso, inclusive, é explicitado num editorial no fim da publicação. Ele diz que se sente com "adrenalida pura" na condução da equipe de produção.
"Sem saber onde chegar. Nem quando. Nem de que jeito. Mas o início da viagem está tenso e divertido. Com os leitores reagindo das mais diversas maneiras ao que estamos criando nos nossos estúdios."
E encerra o texto com um convite: "Topa ir conosco sem saber onde chegar, nem quando, nem em que estado?"
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Independentemente de qual seja a resposta do leitor, a nova versão dos personagens -que não exclui a linha infantil, publicada normalmente nas bancas- já é seguramente o principal fenômeno dos quadrinhos neste ano.
Do ponto de vista do leitor, conseguiu atrair ferrenhos elogios e fervorosas críticas, sem meio termo, em igual intensidade.
Do ponto de vista da imprensa, tem rendido um interesse acima da média para assuntos ligados a quadrinhos. E tem gerado um círculo vicioso: quanto mais a imprensa noticia, mais repercussão a série conquista.
E, quanto maior a repercussão, maiores as chances de nova matéria sobre o assunto.
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Do ponto de vista do mercado, gostem ou não da série, tem atraído a atenção de pessoas que normalmente não lêem quadrinhos. E atraído atanção também às bancas de jornal.
A próxima notícia não estará tanto nos volumes seguintes da série, e, sim, no impacto que a revista trouxe ao mercado e se cumpriu o desafio de agregar um novo público leitor.
Uma leitura superficial sobre o tema sugere que sim. Mas é algo a ser mais bem estudado.
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Merece registro uma informação que a assessoria de imprensa de Mauricio de Sousa enviou ontem à imprensa.
Essa versão em mangá da Turma da Mônica vai ser vendida também por assinatura.
O pacote inclui a série "As Primeiras Histórias da Turma da Mônica - Coleção Histórica", que reedita as revistas iniciais dos personagens de Mauricio de Sousa.
A linha histórica -inicialmente mensal e, agora, bimestral- tem sido lançada de forma irregular e com atraso desde o fim de 2007.
O último número, sete, apareceu nas bancas em outubro sem nenhum aviso prévio ao leitor.
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Na ocasião, o blog entrou em contato com a Panini.
A resposta foi que "A Coleção Histórica e outros títulos estão passando por reformulações. Assim que alinharmos esta reestruturação entre a Panini e a Mauricio de Sousa, entraremos em contato." (leia mais aqui)
A editora não entrou em contato. Nem avisou os leitores, que agora descobrem a reativação da série a partir do oitavo número.
A informação também não consta no site oficial da editora (acessei a página às 15h31).
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A pergunta não é descabida: dado o histórico de atrasos, será que a Panini vai manter a regularidade da Coleção Histórica com o serviço de assinaturas?
Categoria: RESENHAS
Escrito por PAULO RAMOS às 14h58
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27.11.08
Revista conta história do Brasil em quadrinhos
"História do Brasil em Quadrinhos", lançada nesta semana nas bancas, é produzida por profissionais ligados à revista "Mundo dos Super-Heróis"
De quando em quando, o passeio às bancas de jornal revela algum lançamento inesperado. Foi o caso desta semana.
Uma revista narra em quadrinhos a história do Brasil, desde os motivos que levaram à vinda da família real, em 1808, à independência do país, anos depois.
O título nacional revela outra surpresa: foi produzido pela equipe da revista "Mundo dos Super-Heróis", vencedora de melhor publicação do gênero no último Troféu HQMix, principal premiação de quadrinhos do país.
Na prática, isso significa mais uma surpresa: o grupo amplia o escopo de atuação e prepara terreno para outras experiências ligadas a quadrinhos.
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Manoel de Souza, editor da "Mundo dos Super-Heróis" e deste "História do Brasil em Quadrinhos" (Europa, 64 págs., R$ 19,90), conta que a nova revista foi uma forma de unir o útil ao agradável, como se diz no ditado.
Um dos sócios da editora queria uma publicação ligada à área de história. Souza, uma relacionada a quadrinhos. Foi o cerne do projeto.
A idéia é desenvolvida há um ano. Da concepção passou à pesquisa, da pesquisa à procura dos autores. No final, a obra acabou tendo diferentes pais.
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A pesquisa e o argumento ficaram com Edson Rossatto. O roteiro, com o jornalista Jota Silvestre. Ambos são colaboradores da "Mundo".
Os esboços da primeira metade ficaram a cargo de Celso Marcelo Kodama.
A outra parte e o lápis final, por conta do prazo apertado, com Laudo Ferreira Junior, que já publicou diferentes histórias ao longo do ano.
Laudo contou com a ajuda de outros desenhistas, como Will e Omar Vinõle.
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O resultado final mescla um traço mais cartunizado com pinturas da época, mais realistas, refeitas no traço de cada um dos desenhistas.
A revista também é coerente com aquilo a que se propõe: tornar o assunto menos árido ao leitor mais jovem, público alvo da obra.
"A gente queria fazer uma coisa mais didática, mais simples, para uma criança de 12 anos", disse Manoel de Souza agora há pouco, por telefone.
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O objetivo de Souza é tentar atingir outros públicos, de nichos diferentes, não necessariamente iniciados nos quadrinhos. "O nosso diferencial é explicar as coisas."
É a mesma proposta editorial da "Mundo dos Super-Heróis", lançada no fim de 2006.
Cada edição esmiúça a trajetória de um personagem dos quadrinhos.
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O primeiro passo, segundo ele, já foi dado: convencer a editora a publicar a obra.
O resultado, diz, superou a expectativa interna da empresa, especializada em revistas.
Dos mil exemplares previstos inicialmente, foram impressos 7 mil.
A distribuição também foi ampliada. Não ficou apenas nas lojas especializadas em quadrinhos. Chegou também às bancas.
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Souza diz que há outros planos de publicações, ligadas direta e indiretamente à área de quadrinhos. Só não revela quais. Apenas instiga.
"O nosso foco é cultura pop. Você vai ver nas próximas publicações."
Uma delas, pelo menos, ele adianta qual é.
Possivelmente -nas palavras dele- será um outro volume sobre fato histórico do país.
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A Editora Escala também programou uma coleção sobre fatos da história do país.
Um deles também é sobre a Independência do Brasil.
Deve ser lançado no mês que vem, junto com os outros volumes da série.
O blog havia noticiado o assunto em agosto. Leia mais aqui.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 18h55
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26.11.08
Biografia de João Cândido se destaca em obra da Revolta da Chibata

Cearenses Hemeterio e Olinto Gadelha narram a trajetória do líder do movimento nas 224 páginas da obra, à venda desde o mês passado
O álbum sobre a Revolta da Chibata teve o lançamento adiado mais de uma vez.
Deveria ter saído em 2007, foi remarcado para junho deste ano, começou a ser vendido há pouco mais de um mês (Conrad, 224 págs., R$ 39,90).
Houve contratempos internos na Conrad e problemas na primeira impressão, segundo a editora informou há alguns meses.
"Demorou mais tempo do que esperávamos", disse Hemeterio, o desenhista da obra, em notícia veiculada no blog em junho (leia mais aqui).
A espera, pelo menos, foi compensada. Já se pode dizer que esta descrição em quadrinhos do fato histórico é um dos principais lançamentos do ano.
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A revolta dos marinheiros -que reclamavam das chibatadas que levavam à bordo dos navios- completou 98 anos no último sábado.
O movimento foi liderado por João Cândido, um filho de escravos que é caracterizado no álbum como um líder nato e bem-intencionado.
Ele organizou a tomada de diferentes embarcações da esquadra do país.
O movimento durou dias e subjugou o governo de Hermes da Fonseca.
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Embora mescle elementos ficcionais e romanceados na condução da narrativa, escrita por Olinto Gadelha, o relato se ancora nos momentos históricos que levaram à revolta.
E a conseqüente prisão dos envolvidos, traídos pela promessa de um acordo de anistia.
O fato, no entanto, perde importância ante a trajetória de João Cândido (1880-1969).

Representação de João Cândido no traço de Hemeterio
O leitor é apresentado a três Joões Cândido. O da infância, o de 1910, ano do movimento dos marinheiros, e a fase idosa dele.
As duas últimas faces do líder do movimento, que se alternam entre no tempo narrativo, é que conduzem a história, com cortes cinematográficos.
É do ponto de vista dele que a revolta é contada. Conflito e o Almirante Negro -como Cândido ficou conhecido- confundem-se no relato.
Por isso, não é de estranhar o destaque que ele obtêm na obra, que pode ser vista também como uma biografia do personagem histórico.
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Os cearenses Hemeterio e Olinto Gadelha estão no projeto há pelo menos dois anos, quando este blog noticiou a preparação da obra (leia mais aqui).
Também não foi a primeira parceria da dupla, que se conhece desde 1992.
Eles fizeram em conjunto trabalhos para o mercado publicitário e uma história em quadrinhos, "Garatujas", publicada em 2004 por conta própria.
Segundo eles, um dos 500 exemplares foi levado à Conrad. Teria surgido aí o projeto.
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Os quadrinhos, quando saem da ficção e migram para a realidade, tendem a obter bons resultados.
"Chibata! João Cândido e a Revolta Que Abalou o Brasil" é um desses casos.
O mercado ganharia -e o leitor mais ainda- se outras descrições de momentos importantes da história do país fossem narrados com o mesmo cuidado autoral e editorial.
Categoria: RESENHAS
Escrito por PAULO RAMOS às 22h17
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25.11.08
Autor conhecido no sul faz lançamento em São Paulo

Costuma-se dizer que a importância dos quadrinhos de Iotti para os gaúchos é equivalente ao que os personagens de Angeli significam para os paulistas.
O curioso dessa analogia -verdadeira ou não- é que o autor gaúcho vai invadir o território paulista nesta quarta-feira, área em que ainda é pouco conhecido.
Iotti lança à noite o álbum "Radicci - Tem Outro Por Dentro" (L&PM, 144 págs., R$ 36).
O autor já havia feito um primeiro lançamento no início do mês, em Porto Alegre (mais aqui).
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Ao contrário das demais edições do personagem, lançadas em formato de bolso pela editora gaúcha, esta foi produzida em tamanho maior (16 cm por 23 cm).
O álbum traz também um DVD. O vídeo mostra um show de Carlos Henrique Iotti -nome completo do desenhista- encarnando sua criatura.
Radicci foi criado por ele há 25 anos. É o protótipo do italianão politicamente incorreto. As tiras do personagem -muito popular no sul do país- têm sido publicadas desde então.
O lançamento de "Radicci - Tem Outro Por Dentro" vai ser às 19h30 na HQMix Livraria, no centro de São Paulo (Praça Roosevelt, 142).

E em Curitiba, José Aguiar volta a mostrar duas exposições com desenhos feitos na Alemanha, para onde viajou em 2006.
Uma é sobre os lugares de lá, outra sobre as pessoas.
A primeira pode ser visitada no Instituto Goethe (r. Reinaldino S. de Quadros, 33). A segunda, no Centro de Criatividade de Curitiba, na Praça São Lourenço.
A ilustração acima é uma das que estão à mostra. Ele retrata o metrô de Berlim.
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Post postagem (26.11, às 20h26): José Aguiar me alerta que o local de uma das exposições é Parque São Lourenço, e não "praça", como escrevo acima.
Ele também diz que faz planos de migrar com a exposição para outras cidades.
O desenhista mantém um site sobre a mostra. Para acessar, clique aqui.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 23h41
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24.11.08
Lourenço Mutarelli vai presidir júri de seleção de quadrinhos em SP
O escritor e ator Lourenço Mutarelli vai presidir o júri de seleção das dez histórias em quadrinhos que receberão incentivo financeiro do governo paulista para serem publicadas.
Cada um dos selecionados vai receber R$ 25 mil para editar as histórias na forma de álbum. Oitenta e sete projetos concorrem. Foram inscritos 105.
O nome de Mutarelli -que iniciou a carreira nos quadrinhos e hoje se dedica a outras artes- foi divulgado no "Diário Oficial" do Estado no último sábado.
A comissão terá outros quatro integrantes: Primaggio Mantovi, que atuará como vice-presidente, Antônio de Souza Mendes Neto, Joana Carvalho Meirelles Gianella e Marco Antônio Leme do Prado.
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Mantovi e Mendes, assim como Mutarelli, têm forte ligação com a área de quadrinhos.
O primeiro trabalhou em diferentes revistas das editoras Rio Gráfica Editora e Abril. Uma de suas criações é o palhaço Sacarrolha, que teve revista própria na década de 1970.
Mendes -mais conhecido como Toninho Mendes- esteve à frente da extinta editora Circo, que publicou as revistas "Chiclete com Banana", de Angeli, e "Circo".
Foi Mendes o editor das antologias de Chiclete, vendida nas bancas, e de Piratas do Tietê, de Laerte, publicada em três volumes de luxo entre o ano passado e este.
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Leia mais sobre o edital e os trabalhos que concorrem neste link.
E aqui para ver o último trabalho em quadrinhos de Mutarelli, feito no fim do mês passado em São Paulo.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 13h48
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23.11.08
Quem te viu, quem te vê, Mônica!
Versão sensual da adolescente da personagem de Mauricio de Sousa é capa da revista "Sax"
É creditada ao ex-presidente Jânio Quadros (1917-1992) a frase "falem bem ou mal, mas falem de mim". Não importa qual seja o comentário, o relevante é estar em pauta na mídia.
Há muito desse pensamento janista na versão adolescente dos personagens da Turma da Mônica. A versão crescida das criações de Mauricio de Sousa continua repercutindo.
A bola da vez é a revista "Sax", à venda nas bancas.
O novo número da publicação estampa na capa uma sensual e charmosa Mônica, um visual bem diferente da menina gorducha e dentuça conhecida pelo grande público.
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O desenho foi feito especialmente para este sexto número da revista, que comemora os dois anos da publicação, voltada a moda e artes em geral.
A "Sax" dedica oito páginas ao assunto. Três delas trazem uma detalhada entrevista com Mauricio de Sousa.
Ele comenta, como era de se esperar, os motivos que levaram à criação adolescente da Turma da Mônica.
A razão já era conhecida: atingir o leitor acima dos 14 anos, que abandonava a versão tradicional de Mônica, Cebolinha, Cascão e companhia.
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A entrevista com o desenhista e empresário traz também pelo menos duas novidades.
A nova cara dos personagens deve virar desenho no Cartoon Network.
O canal a cabo, especializado em animações, deve distribuir o produto ao mundo todo.
E Mauricio de Sousa faz planos de criar um museu com suas criações.
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A entrevista também confirma o tom janista da nova cara dos personagens, estimulado e capitalizado pelos Estúdios Mauricio de Sousa.
Segundo Mauricio de Sousa, os jovens atacam a versão em mangá da "Turma da Mônica Jovem", título da revista em quadrinhos, mas não deixam de comprar a publicação.
"Eles compram e reclamam, reclamam e compram", diz ele aos jornalistas Edgard Reymann e Camilla Schahin.
O próximo capítulo do "falem bem ou mal, mas falem" é um possível beijo de Mônica e Cebolinha, capa do quarto número da revista, ainda não lançado.
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O flerte entre Mônica e Cebolinha existe desde o primeiro número, lançado em agosto.
A revista mostra o dia-a-dia dos personagens na adolescência. E as mudanças que tiveram.
Cebolinha passou por uma fonoaudióloga e só troca o "r" pelo "l" quando fica nervoso.
Cascão toma banho e Magali continua comendo, mas faz uma dieta balanceada.
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A "Turma da Mônica Jovem" é produzida nos moldes do mangá, nome dado ao quadrinho japonês.
O estilo também faz parte da estratégia de atingir o leitor adolescente, hoje potencial consumidor de mangás e de animações no formato oriental.
Tal qual os mangás, os três primeiros números trazem uma história de aventura, que continua na edição seguinte.
Leia mais sobre os dois números iniciais da série aqui e aqui.
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Para esclarecer, antecipo uma dúvida recorrente quando noticio este assunto: a versão infantil dos personagens continua sendo produzida e publicada normalmente nas bancas.
Categoria: NA MÍDIA
Escrito por PAULO RAMOS às 16h57
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Concurso escolhe melhor cartum de Natal

Um concurso vai selecionar desenhos de humor sobre o Natal. O melhor vai ser divulgado às vésperas da data.
Os interessados podem inscrever até três trabalhos. O prazo vai até o dia 20 de dezembro.
A seleção é feita pelos reponsáveis pelo Brazil Cartoon, site especializado em humor gráfico, que promove o evento.
O vencedor vai ganhar um kit profissional de desenho e uma camiseta oficial do site.
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O Brazil Cartoon -que se tornou uma referência na área- promove outro concurso de humor.
É o Salão Internacional de Caricaturas Godofredo Guedes.
O evento homenageia o centenário de nascimento de Godofredo, morto em 1983.
Baiano de nascimento, firmou-se em Montes Claros, no norte de Minas Gerais, onde atuou como pintor e compositor. A cidade também é sede do Brazil Cartoon.
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As caricaturas -têm de ser inéditas- podem ser enviadas até 1º de agosto do ano que vem.
O primeiro colocado ganha R$ 2 mil. O segundo e terceiro, R$ 1 mil e R$ 500, respectivamente. Todos recebem troféus.
O site Brazil Cartoon traz mais detalhes sobre o regulamento dos dois prêmios de humor.
Para acessar, clique aqui.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 16h05
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22.11.08
Mercado independente vive bom momento de coletâneas nacionais

"Camiño di Rato", que tem lançamento neste sábado, em São Paulo, é uma das novas revistas que compõem esse novo cenário de quadrinhos brasileiro
A capa da revista independente "Camiño di Rato", que começou a ser vendida neste mês, estampa na capa que "os quadrinhos brasileiros voltam a atacar".
A bem da verdade, a produção nacional sempre esteve, mais por resistência e amor à arte, mantendo-se presente mesmo com a histórica resistência da indústria cultural à área.
O que há de novo nesse contra-ataque, como provoca a capa da publicação, é que o país vive uma ebulição de coletâneas independentes de autores nacionais, algo inédito na tortuosa história dos quadrinhos brasileiros.
Há um grande volume de revistas em quadrinhos independentes, cujo recheio são histórias de diferentes quadrinistas. Só nas últimas semanas, foram lançadas cinco publicações. Duas delas hoje.
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Um dos lançamentos deste sábado é a "Camiño di Rato", já citada.
A revista mineira é editada pelo jornalista Matheus Moura, que mantém um blog sobre a área de quadrinhos, o "Toka di Rato".
Dar destaque ao editor é algo essencial nesse tipo de publicação, como bem lembra Telio Navega, do blog jornalístico "Gibizada". É ele -o editor- que encabeça a difícil tarefa de garimpar autores em diferentes partes do país.
Este número de estréia traz trabalhos não apenas de regiões distintas, mas também de gerações distintas.
***
Em meio aos novos autores, há quadrinhos de dois antigos fanzineiros (criadores de quadrinhos feitos em sulfite e de forma mais artesanal), Gazy Andraus e Edgar Franco.
Hoje doutores pela Universidade de São Paulo e professores universitários, ambos são representantes de um modo de produção quadrinística pouco usual no país.
São histórias mais existenciais, sem uma narrativa muito linear.
Eles as chamam de gênero fantasia-filosófica. Há dois exemplos nesta edição, um de Andraus, outro de Franco.

Outro lançamento deste sábado, no mesmo local da "Camiño di Rato", é do terceiro número da "Café Espacial" (capa acima).
A revista independente, editada no interior paulista por Sergio Chaves, também adoça a bebida quadrinística com autores de diferentes partes.
O que distingue este novo número é que o sabor do café está mais refinado.
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O paladar apurado começa com a capa dupla, desenhada pelo carioca Fábio Lyra, autor do álbum "Menina Infinito", lançado no início do semestre pela editora Desiderata.
O conteúdo interno parece dar sinais de amadurecimento, tanto temático quanto qualitativo.
Seguindo a mesma metáfora, o café passa a ser servido de forma mais profissional.

Há algumas semanas, os leitores de lojas especializadas em quadrinhos começaram a ter contato com os segundos números de outras duas coletâneas: "Subversos" e "Grande Clã".
A primeira faz parte de um programa de incentivo cultural da Prefeitura de São Paulo, o VAI (Valorização de Iniciativas Culturais).
Criado em 2003 na gestão da prefeita Marta Suplicy, objetiva ajudar financeiramente a produção cultural de jovens de baixa renda ou de regiões que não tenham recursos artísticos.
Outra revista em quadrinhos, a "Menisqüência", teve apoio do mesmo programa.
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Este segundo número da "Subversos" traz 19 histórias em quadrinhos de diferentes autores.
Eles foram selecionados por meio de uma chamada de trabalhos, feita pelos editores Akira Sanoki, Alexandre Manoel e Igor Shin Moromisato, que assina uma das histórias.
Para o próximo volume, já selecionaram os participantes. O processo de escolha foi o mesmo. Participaram setenta autores, entre escritores e desenhistas.
Um detalhe: por fazer parte de um programa de fomento cultural, a revista não pode ser vendida. Por isso, é distribuída gratuitamente.
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A "Grande Clã" -antes era "Klã"-, assim como a "Camiño di Rato" e "Café Espacial", pertence ao Quarto Mundo. O selo reúne autores independentes de diferentes estados.
Editado por Guilherme Nardini, este segundo número traz trabalhos de autores do selo independente, como Will e Marlon Tenório, e de outros, ainda pouco conhecidos do leitor.
Essa mescla funciona. Os membros do clã criam histórias diversificadas, cada uma com um estilo próprio, a maioria unida pelo humor.
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Desde pelo menos a primeira metade da década de 1970, os quadrinistas brasileiros tentam se manter em evidência com coletâneas, publicadas à margem do mercado cultural.
É dessa época, por exemplo, a revista "Balão", criada por Laerte e Luiz Gê, então estudantes da Universidade de São Paulo e ilustres desconhecidos.
Laerte hoje é referência, assim como Gê, que produz pouco por conta da atividade universitária (é professor da Universidade Mackenzie, em São Paulo).
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O movimento das coletâneas continuou nos 70, ganhou mais força nas duas décadas seguintes -com autores como Lourenço Mutarelli e Marcatti-, deu uma pausa e é retomado.
Com um diferencial: um volume de títulos independentes nunca visto na história do país.
Estes novos -e outros novos não citados na matéria- se mesclam às demais coletâneas, já consolidadas entre os leitores, mesmo que sem uma regularidade na publicação.
É o caso da "Graffiti 76% Quadrinhos", da "Ragú", da "Garagem Hermética", da "Quadrinhofilia", da "Cão", da "Avenida", da "Juke Box", entre outras.
Mesmo sendo um espaço de experimentação, já tem produzido bons resultados.
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Serviço - Lançamento das revistas "Camiño di Rato" e "Café Espacial". Quanto: hoje (22.11). Horário: a partir das 19h30. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 10h23
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21.11.08
Coleção relança quadrinhos de Radical Chic e Gatão de Meia Idade

Capa do primeiro volume de Radical Chic, personagem criada pelo carioca Miguel Paiva
Quanto você pagaria para reler os casos da Radical Chic e as tiras de Gatão de Meia-Idade?
A Companhia Editora Nacional aposta que o leitor desembolsaria R$ 62.
É o valor de cada um dos volumes de uma coleção que relança os causos das duas criações de Miguel Paiva. A série é produzida em capa dura.
Os seis primeiros volumes -três com cada um dos personagens- começaram a ser vendidos neste mês.
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Radical Chic é uma solteirona moderna. Faz ginástica, é vaidosa, namora, vive as encanações de toda mulher.
O grande público talvez enxergue nela a atriz Andrea Beltrão, hoje uma das integrantes do seriado "A Grande Família", da TV Globo.
A emissora carioca exigiu na década de 1990 uma série com a personagem, que era vivida por Beltrão.
Os episódios eram de curta duração, pequenas esquetes sobre pensatas da Radical.
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A coleção da Companhia Editora Nacional prevê ao todo seis volumes.
Cada um deles foi batizado com um nome, que procura sintetizar um dos lados da personagem.
Estes três primeiros foram intitulados "Corpo de Delito", "Mulheres que Pensam" e "Sexo à Deriva". Os volumes têm 96 páginas cada um.

Coleção de Gatão de Meia-Idade prevê seis volumes ao todo; os três primeiros estão à venda
A mesma facilidade que o carioca Miguel Paiva tem em escrever sobre o universo feminino vale também para os problemas masculinos modernos, representados na figura do Gatão de Meia-Idade.
A exemplo da "irmã" Radical, a figura dele, aos olhos do grande público, pode estar associada a uma adaptação em carne e osso.
O personagem foi levado ao cinema em 2006, num filme dirigido por Antônio carlos da Fontoura.
O solteirão convicto e de rabo de cavalo foi interpretado pelo ator Alexandre Borges.
***
Para os leitores de "O Globo", o gatão já é um amigo diário. O personagem descasado e com uma filha pré-adolescente é publicado no jornal desde 1995, quando foi criado.
Em essência, as características dele -sintetizadas em seu nome- mantiveram-se as mesmas durante todos esses anos. O que mudou foi o modo de produção das tiras.
O primeiro volume da coleção -"Primeiras Tiras"- traz histórias ainda em preto-e-branco. Mas, como alerta Miguel Paiva no prefácio, não são bem as primeiríssimas tiras.
Estas já tinham sido compiladas em outros dois volumes, menos luxuosos e mais em conta, lançados na década de 1990 pela editora Objetiva. Hoje, estão esgotados.
***
O segundo volume -"Vida em Cores"- acompanha a evolução no modo de produção da série.
Traz as primeiras tiras produzidas em cores, motivo do título do álbum.
O conteúdo das piadas, em essência, permaneceu o mesmo.
***
O terceiro álbum -"Enquadrado"- reúne histórias de quando a série mudou de local de publicação.
Gatão de Meia-Idade passou a sair abaixo da coluna de Ancelmo Góis, colaborador do jornal. Isso alterou o formato das histórias.
O dia-a-dia do personagem deixou de ser produzido no molde tradicional da tira.
As histórias ganharam um formato quadrado, o tal do "enquadrado" do título.
***
Cada um destes três primeiros volumes, já à venda, têm 128 páginas.
A coleção de Gatão de Meia-Idade prevê outros três álbuns, no mesmo formato.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 12h10
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20.11.08
Novo número da Mad mescla duas gerações de desenhistas

Revista, que começou a ser vendida neste mês, traz trabalhos de novos e de antigos autores nacionais
Havia uma certa expectativa não declarada neste oitavo número da revista de humor "Mad", lançado neste mês (Panini, 44 págs., R$ 5,90).
A curiosidade era saber se mudaria algo na publicação. Este novo número é o primeiro feito sem nenhuma participação de Otacílio D´Assunção, o Ota.
Ota -que havia participado de todas as fases da revista no Brasil desde que foi lançada, em 1974- se desligou da publicação no fim de agosto (entenda o caso aqui). O assunto veio a público no início do mês seguinte.
Ele argumentou que houve interferência em seu trabalho, o de preparar todo o conteúdo nacional. Raphael Fernandes, com quem dividia a edição, ficou responsável por toda a obra.
***
É essa a expectativa: ver como ficou o resultado após a saída de Ota.
Este oitavo número apresenta mais conteúdo nacional, embora ainda predomine o material norte-americano. Das 44 páginas da edição, 15 são daqui.
A título de comparação: o primeiro número, lançado em março deste ano, trazia 11 páginas com conteúdo de autores nacionais (aqui).
***
Nestes -nos autores nacionais- está o outro resultado do número. Houve uma mescla de desenhistas de diferentes gerações.
Os novos artistas dividem espaço com nomes conhecidos de quem lia quadrinho nacional desde a década de 1970 e nos 20 anos seguintes.
É um rol de autores que produzia em fanzines e publicações que arriscavam a vida nas bancas, sempre sem o retorno esperado de vendas.
É o caso de Flávio, Amorim, Xalberto, Bira Dantas, Marcio Baraldi.
***
E há um fato raro: um trabalho de Marcatti, que passou de autor escatológico para respeitado adaptador literário (levou aos quadrinhos o romance "A Relíquia", do português Eça de Queirós).
Marcatti faz um pôster de duas páginas da cantora Amy Winehouse, a mesma ironizada na capa da edição.
Há também uma biografia "autorizada" dela, escrita por dois representantes da nova geração, Raphael Salimena (desenhos) e João Pinho (texto).
***
O novo número da "Mad" está longe de ser o ponto de convergência dos diferentes autores de quadrinhos nacionais.
Mas, se há esse espaço, ainda que restrito, por que não usá-lo?
Para registro: parte dos autores da revista vai autografar a publicação nesta sexta-feira à noite, a partir das 19h30, em São Paulo.
Vai ser na HQMix Livraria, no centro da cidade (Praça Roosevelt, 142).
***
Nota: começou a ser vendido nesta semana o sétimo número da "Antologia Chiclete com Banana" (Devir, Sampa, 52 págs., R$ 7,90), que reedita material produzido por Angeli entre o fim da década de 1980 e a primeira metade da seguinte.
As Skrotinhas são o destaque da capa e da parte interna.
A revista costuma ser vendida nas bancas, na mesma prateleira destinada à "Mad".
Categoria: RESENHAS
Escrito por PAULO RAMOS às 23h20
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Coletânea traz primeiros trabalhos de Marcio Baraldi

"Vale-Tudo", que começa a ser vendido neste mês, reúne histórias raras das décadas de 1980 e 1990
Tive a oportunidade de escrever um dos prefácios do álbum "Vale -Tudo", que começa a ser vendido neste mês (Opera Graphica/Grrrr!, 52 págs.).
O outro texto introdutório do desenhista Marcio Baraldi foi feito pelo jornalista Gonçalo Junior.
Nesses casos, costumo fazer uma espécie de resenha da obra. Ocorreu o mesmo com o álbum "Quadrinhofilia", de José Aguiar, lançado no início deste ano.
Por causa disso, o texto de abertura fica muito parecido com o que veicularia aqui no blog.
Pedi ao autor, então, se poderia reproduzir o prefácio/resenha neste espaço virtual.
Autorização gentilmente concedida, segue o texto.
***
Escrevi certa vez que não dá tempo de procurar o Marcio baraldi para noticiar algo sobre ele. Bem antes de entrar em contato com ele, o desenhista já sobrecarregou de e-mails sua caixa postal weletrônica detalhando as informações que você queria saber e até as que não queria também.
Mas isso não é nenhum demérito, muito pelo contrário. Baraldi esconde do grande público um eficiente lado marqueteiro. Lembra um pouco aquele ditado "água mole em pedra dura tanto bate até que fura". Uma hora, alguma dessa informações dele "fura" o bloqueio da mídia cultural aos quadrinhos, e não só aos dele.
Com este "Vale-Tudo" não foi muito diferente. Recebi as histórias pelo correio (sim, Baraldi também ataca a imprensa pelo correio). Dentro do envelope, havia cópias xerocadas e grampeadas de cada uma das histórias, agora impressas neste álbum.
Antes que eu questionasse do que se tratava, uma folha sulfite seguia o "modus operandi" do desenhista e antecipava todos os detalhes que eu tentava saber e também os que que não esperava (como o gentil convite para prefaciar esta obra).
Baraldi começava a carta assim: "Paulão, este meu novo livro vai se chamar "Vale-Tudo"! Ele vai resgatar todas as minhas HQs soltas, sem personagens fixos, desde os anos 80!!! Ele resgata desde minha adolescência até hoje!"
Quem lê esse trecho da carta talvez não perceba, mas ele revela exatamente como é Baraldi fora dos quadrinhos. Aqueles que tiveram a oportunidade de conversar com ele pelo menos uma vez sabem do que eu estou falando. Inquieto, bem-humorado, elétrico, como bem sugere o excesso de pontos de exclamação em suas frases.
Esse seu jeito de ser, que se soma a um lado contestador e questionador, migra para as histórias que faz. E este álbum mostra muito bem isso, melhor até do que seus álbuns anteriores, "Roko-Loko e Adrina-Lina", "Tattoo Zinho" e "Humortífero", ligados ao mundo do rock e da tatuagem, algumas de suas paixões.
Neste novo trabalho, há histórias sobre Aids, sobre o papel dos sindicatos na defesa das greves e dos trabalhadores, sobre a violência urbana e, principalmente, sobre o quão incoerentes somos e representamos ser.
Há, claro, outros temas menos "sociais", que buscam apenas a diversão pura e simples. Em todas, o que há em comum é o humor característico do desenhista, que pode aqui ser visto em perspectiva, do início da carreira aos anos que se seguiram.
São histórias raras, publicadas aqui e acolá ao longo das últimas duas décadas. Tão raras quanto as parcerias feitas por Baraldi, mais conhecido por ser um cavaleiro solitário do desenho. Aqui, há registros de quadrinhos feitos em conjunto com Bira Dantas e Marcatti, outros dois autores que transitaram entre as produções ditas "underground" nos anos 1980 e 1990.
E, com certeza, o nome desta obra é coerente com a trajetória do autor. É coerente na temática das histórias, nas críticas com abordagens sociais, no humor agressivo e, não raras vezes, devastador. É coerente também com o processo de divulgação que, arrisco dizer, deve ter sobregarregado o circuito jornalístico, especializado em quadrinhos ou não.
Mais do que marketing, a atitude do desenhista é um gesto de coragem e de "vou à luta", num país que, como todos sabem, não tem um histórico de valorização do quadrinho nacional. Mas Baraldi felizmente não espera algo acontecer, ele procura fazer acontecer.
Se hoje você lê este modesto prefácio, certamente se deve ao espírito inquieto dele. Afinal, para sobreviver de quadrinhos no Brasil... vale tudo.
***
O álbum já é vendido em pelo menos uma das lojas de quadrinhos de São Paulo.
O lançamento oficial, no entanto, será numa festa no dia 29, das 14h às 19h, também na capital paulista. Vai ser no Bar Blackmore (alameda dos Maracatins, 1317, atrás do Shopping Ibirapuera).
Na festa, vai haver também a entrega do Troféu Bigorna, premiação de quadrinhos iniciada neste ano.
Categoria: RESENHAS
Escrito por PAULO RAMOS às 17h33
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19.11.08
Relançamento mantém viva obra de Gedeone Malagola

Revista "Raio Negro" reedita duas aventuras criadas pelo desenhista brasileiro, morto em setembro passado
A morte do desenhista Gedeone Malagola não parou a reedição dos trabalhos em quadrinhos dele.
A editora Júpiter II começou a vender um novo número de "Raio Negro" (32 págs., R$ 3).
O único diferencial da revista em relação às edições anteriores é a primeira página interna, dedicada à memória de Malagola, que faleceu no último dia 15 de setembro, aos 84 anos.
Há uma foto dele, seguida da frase "Obrigado por tudo, mestre & amigo!!!".
***
A publicação relança duas histórias de 1967. As duas aventuras trazem super-heróis criados por ele.
A primeira é do personagem-título. O capitão Roberto Sales -alter-ego do herói voador- tem de enfrentar outra pessoa se passando por Raio Negro.
A outra história é do Homem-Lua. Ele viaja até a Malásia para resgatar um agente inglês desaparecido.
***
As histórias nacionais -todas em preto-e-branco- tem de ser lidas dentro do contexto da época, bem mais ingênuo do que as atuais produções de super-heróis norte-americanas.
A relevância do material deste oitavo número de "Raio Negro" é pelo valor histórico.
As aventuras foram produzidas para a extinta GEP.
Pela mesma editora, desenhou, também na década de 1960, histórias brasileiras dos X-Men, supergrupo da norte-americana Marvel Comics.
***
Na década anterior, criou uma editora própria, a Júpiter, nome que inspirou a atual Júpiter II.
A Júpiter II -ex-SM Editora- tem mesclado quadrinhos antigos, como o de Malagola, com outros, inéditos.
Nos últimos dois meses, pôs à venda dois novos títulos: "Capoeira Negro", de Antônio Mello e Alex Cruz, e "Blenq", de Rod Gonzalez e Darlei Nunez. Ambos custam R$ 3.
***
As revistas -editadas por José Salles- são vendidas no circuito independente.
Em São Paulo, são encontradas em lojas especializadas em quadrinhos.
Leia mais sobre a trajetória de Gedeone Malagola neste link.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 23h31
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18.11.08
Aline, de Adão Iturrusgarai, terá especial de fim de ano na Globo

A personagem Aline, das tiras cômicas de Adão Iturrusgarai, vai ganhar um especial de fim de ano na TV Globo.
Quem crava a informação é a colunista Patrícia Kogut no site do jornal "O Globo".
Segundo a nota, o programa irá ao ar no dia 30 de dezembro.
A direção será de Mauricio Farias, do seriado "A Grande Família", também da Globo.
***
Ainda de acordo com a nota, o especial está em fase de seleção do elenco.
A atriz Maria Flor teria conquistado o papel central.
Os especiais de fim de ano da Globo normalmente funcionam como teste para seriados.
Se agradam, podem ganhar lugar fixo na grade de programação do ano seguinte.
***
A tira, publicada no jornal "Folha de S.Paulo", mostra a convivência de Aline -uma jovem viciada em sexo- com Pedro e Otto, com quem divide um apartamento.
Ela e eles formam um triângulo amoroso, pauta de muitas das piadas da tira.
***
Crédito: a tira que ilustra esta postagem foi reproduzida do site de Adão Iturrusgarai (link).
Categoria: NA MÍDIA
Escrito por PAULO RAMOS às 23h43
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Organização do Prêmio Angelo Agostini inicia votação
A votação para a 25ª edição do Prêmio Angelo Agostini começou a ser feita neste mês.
A informação foi noticiada por Worney Almeida de Souza, organizador da premiação de quadrinhos, em texto veiculado no Bigorna, site especializado em informações sobre a área.
Qualquer pessoa pode votar. A escolha vale para estas categorias: desenhista, roteirista, lançamento, cartunista, fanzine, Prêmio Jayme Cortez e mestre do quadrinho nacional.
Nesta última, há uma lista de nomes, disponíveis na nota do Bigorna (link).
Quanto ao Prêmio Jayme Cortez, é dado a quem tiver se destacado ou incentivado a área de quadrinhos durante este ano.
***
A lista com os nomes escolhidos pode ser enviada por correio ou por e-mail até 5 de janeiro.
Por correio, para AQC-ESP/ Worney Almeida de Souza, caixa postal 675, CEP 01059-970, São Paulo.
Por e-mail, para um destes dois endereços eletrônicos: votacao@aqc-esp.com.br ou angeloagostini@bigorna.net
O Prêmio Angelo Agostini é um das poucas premiações da área de quadrinhos que existem no país. A proposta é valorizar a produção nacional.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 23h32
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17.11.08
Cenas de Jornada nas Estrelas são recontadas sob olhar dos vilões

Novo ponto de vista sobre a série é mostrado no álbum "Jornada nas Estrelas - Klingons: Herança de Sangue", que tem lançamento hoje em São Paulo
Um dos elementos de uma história é o foco narrativo. No universo de Jornada nas Estrelas, o olhar rotineiro era o da tripulação da nave estelar Enterprise, que ia aonde nenhum homem jamais esteve, como dizia a narração de abertura do seriado exibido entre 1966 e 1969.
"Jornada nas Estrelas - Klingons: Herança de Sangue", que começou a ser vendido na virada de semana e tem lançamento hoje à noite em São Paulo, muda esse ângulo de visão.
As histórias do álbum (Devir, 168 págs., R$ 45) mostram os principais conflitos com os inimigos da raça Klingon. Mas do ponto de vista dos Klingons.
***
Os eventos podem ser lidos por um leitor novato, que não domina o amarrado universo da série de TV criada por Gene Roddenberry (1921-1991).
Mas o diálogo é com aqueles que já são iniciados nas aventuras do Capitão Kirk, do Senhor Spock e do Doutor McCoy, vividos, respectivamente, pelos atores William Shatner, Leonard Nimoy e DeForrest Kelley (1920-1999).
As situações de conflito remetem a quatro episódios da série: "Missão de Misericórdia" (de 1967), "Problemas aos Pingos" (1967), "Uma Guerra Particular" (1968) e "O Dia do Pombo" (1968).
***
O enredo criado pelos escritores Scott e David Tipton se passa um pouco antes dos eventos mostrados no sexto longa-metragem da série, de 1991.
"Jornada nas Estrelas VI: A Terra Desconhecida" mostra uma tentativa de sabotagem de um acordo firmado entre os Klingons e a Federação dos Planetas Unidos.
A Federação é a entidade que mantém a Frota Estelar, à qual pertence a nave Enterprise.
O álbum apresenta as reflexões de Kahrah, alto membro da cúpula Klingon, para se decidir a favor ou contra a assinatura do acordo de paz.
***
Há na minissérie outro elemento que dialoga especificamente o fã da série.
O primeiro capítulo da história, lançada nos Estados Unidos pela editora IDW, é repetido no fim do álbum com o conteúdo dos balões narrado na língua dos Klingons.
A edição traz também capas originais e extras.
***
O lançamento do álbum no Brasil tem a ver com o futuro dos personagens no cinema.
A série passa por uma revitalização. A nova versão -que mostra a tripulação da Enterprise no início de carreira- estréia no ano que vem.
O longa é dirigido por J. J. Abrams, criador das séries "Lost" e "Alias".
A Devir antecipa a possível repercussão do filme e programa uma série de álbuns de Jornada nas Estrelas, como o blog havia noticiado em agosto (leia mais aqui).
***
O próximo, "Space Between", aborda a Nova Geração da série, formada por outros atores.
O volume seguinte, "Star Trek - Alien Spotlight", é uma coletânea de histórias produzidas por diferentes autores.
O quarto álbum é "Star Trek Year Four". A obra narra as aventuras do quarto ano da série clássica, ano que, na verdade, nunca existiu.
O seriado foi cancelado nos Estados Unidos no fim da terceira temporada, em 1969.
***
A Devir promove um debate para marcar o lançamento deste primeiro álbum.
Vai ser nesta segunda-feira, às 19h30-, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo (av. Paulista, 2.073). A entrada é franca.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 11h17
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Questão de vestibular aborda papel de Disney na América do Sul
O papel político de Walt Disney e de seus personagens nos países sul-americanos durante o período da Segunda Guerra Mundial foi tema de uma das questões do vestibular da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
A primeira fase do processo seletivo foi realizada neste domingo.
O assunto foi abordado em uma das duas questões da parte de História.
***
O enunciado reproduzia um trecho do livro "O Imperialismo Sedutor: A Americanização do Brasil na Época da Segunda Guerra", de Antonio Pedro Tota.
A obra foi lançada em 2000 pela Companhia das Letras. O trecho do livro dizia:
Os animais humanizados de Walt Disney serviam à glorificação do estilo de vida americano. Quando os desenhos de Disney já eram famosos no Brasil, o criador de Mickey chegou aqui como um dos embaixadores da Política da Boa Vizinhança.
Em 1942, no filme ´Alô Amigos´, um símbolo das piadas brasileiras, o papagaio, vestido de malandro, se transformou no Zé Carioca. A primeira cópia do filme foi apresentada a Getúlio Vargas e sua família, e por eles assistida diversas vezes.
Os Estados Unidos esperavam, com a Política da Boa Vizinhaça, melhorar o nível de vida dos países da América Latina, dentro do espírito de defesa do livre mercado. O mercado era a melhor arma para combater os riscos do nacionalismo, do fascismo e do comunismo.
***
Seguia, logo abaixo desse trecho, um desenho do Pato Donald de braços dados com Zé Carioca, ambos sorridentes.
Os organizadores da questão fizeram duas perguntas aos candidatos:
- de acordo com o texto, de que maneira os personagens de Walt Disney serviam à política externa norte-americana na época da Segunda Guerra Mundial?
- como o governo Vargas se posicionou em relação à Segunda Guerra Mundial?
***
Não é a primeira vez que a Unicamp usa quadrinhos como tema de questões de seu vestibular.
É comum a universidade do interior paulista usar tiras cômicas na prova de Língua Portuguesa. Usa esse recurso desde 1990. No vestibular do ano passado, havia uma questão assim.
O inusitado, desta vez, é a leitura crítica sobre o papel de Walt Disney e de seus personagens nos países da América do Sul.
Este jornalista não se lembra de questão similar em exames vestibulares.
***
A política de Disney surtiu efeito não só no cinema.
No fim da década de 1940, quadrinhos com suas criações começaram a ser publicados na Argentina. Em 1950, passaram a ser editados regularmente no Brasil pela Editora Abril.
São publicados pela Abril desde então.
***
Nota: agradeço ao leitor Ricardo Yazigi pela dica desta notícia.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 00h26
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15.11.08
Morre desenhista Claudio Seto
Pioneiro na produção de mangás no Brasil estava com 64 anos; enterro será neste domingo, em Curitiba
O desenhista de quadrinhos Claudio Seto morreu neste sábado em Curitiba, onde morava.
Ele teve um acidente vascular cerebral ontem. Os exames feitos no hospital onde foi atendido detectaram uma forte hemorragia.
Na manhã deste sábado, foi confirmada morte cerebral.
Seto tinha um quadro de pressão alta e diabetes, doenças que aumentam os riscos de AVC.
O enterro dele será neste domingo, também em Curitiba. Estava com 64 anos.

Seto em trecho do documentário "O Samurai de Curitiba"
Claudio Seto é tido como o pioneiro na produção de mangás no Brasil. Ele criou no fim da década de 1960 o personagem "Samurai", produzido no estilo japonês.
As histórias foram publicadas pela extinta editora Edrel e lembravam o traço do mangá "Lobo Solitário", já lançado no Brasil pela editora Panini.
Essas histórias, consideradas raríssimas, foram compiladas num álbum que será publicado pela editora Devir, possivelmente neste ano ainda.
O lançamento deveria ter ocorrido meses atrás (leia mais aqui). Foi adiado por conta do processo de recuperação.
Pela mesma editora, lançou neste ano o livro "Lendas Trazidas pelos Imigrantes do Japão".

Samurai criado por ele compôs neste ano a estátua dada aos premiados do Troféu HQMiX
O vínculo de Claudio Seto com as raízes do quadrinho japonês no Brasil renderam a ele diferentes homenagens neste ano por conta do centenário da imigração japonesa.
Um dos reconhecimentos ocorreu em julho na entrega do Troféu HQMix, a principal premiação da área de quadrinhos do país. O desenhista foi um dos homenageados.
A estatueta da premiação, dada a cada um dos vencedores, usou a forma do Samurai criado por ele (fotografia acima).
A cerimônia de entrega dos troféus também exibiu o documentário "O Samurai de Curitiba", dirigido por Rober Machado e José Padilha. Seto é um dos entrevistados.
A produção abordou os bastidores das editoras Edrel e Grafipar, que publicou eróticos entre o fim da década de 1970 e o início da seguinte.

Seto recebe homenagem -uma estatueta com a forma de seu Samurai- na cerimônia do Troféu HQMix deste ano
No HQMix, Seto estava bem. Emocionou-se no palco com a homenagem, feita em vida.
Ele é o terceiro pioneiro dos quadrinhos no Brasil a perder a vida neste semestre.
Eugênio Colonnese, criador de Mirza, a Mulher-Vampiro, morreu em agosto, aos 78 anos.
No mês seguinte, Gedeone Malagola morreu em Jundiaí, na grande São Paulo.
Malagona estava com 84 anos. Trabalhou em diferentes gêneros. Mas era mais lembrado pelos super-heróis nacionais que criou.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 22h49
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14.11.08
Dividindo saberes: da universidade para as livrarias - Parte 3

REBLIN, Iuri Andréas
Para o alto e avante: Uma análise do universo criativo dos super-heróis
Porto Alegre: Asterisco, 2008
Se transformar em livro uma pesquisa em quadrinhos é feito pouco comum no Brasil, a obra de Iuri Andréas Reblin é ainda mais rara: aproxima os super-heróis ao campo da teologia.
Não se trata de um mestrado ou algo assim.
É uma coletânea de cinco textos do pesquisador, publicados originalmente nas revistas acadêmicas "Protestantismo em Revista" e "Espaço Acadêmico".
A compilação deu origem a "Para o Alto e Avante - Uma Análise do Universo Criativo dos Super-Heróis" (Asterisco, 128 págs.), à venda nas livrarias.
***
O leitor talvez tenha um estranhamento inicial sobre o que pode haver de teológico nos quadrinhos de super-heróis.
Reblin propõe algumas aproximações na forma de equilibradas pensatas.
O autor, que tem mestrado em teologia, discute, por exemplo, que informações transmite o corpo dos superseres. Há a dicotomia entre a forma idealizada e a real. E a simbologia de projeção que ela transmite ao leitor.
Outra discussão é sobre os elementos culturais que existem na migração dos quadrinhos do gênero produzidos fora dos Estados Unidos. O Homem-Aranha indiano é o mesmo da versão norte-americana?
***
Tais pensatas -bem como as demais presentes no livro- revelam um conhecedor da área.
Reblin fica na exata linha que divide o distanciamento crítico, necessário aos estudos acadêmicos, do fã voraz de quadrinhos de super-heróis.
O próprio autor deixa explícita essa paixão na introdução da obra.
Para ele, o gênero tem de ser levado menos a sério. No bom sentido, faz questão de ressaltar. A proposta dos quadrinhos não seria apenas a de ser uma janela da realidade, mas, sim, divertir.
***
Essa maturação do olhar sobre a área é fruto de uma convivência com os quadrinhos cheia de afastamentos e retornos, segundo ele relata no texto introdutório.
Reblin diz que tentou se desfazer de suas coleções diversas vezes. Uma delas foi logo que entrou na faculdade.
Tempo, arrependimento, retorno às compras. Chegou até a abandonar um namoro após ser posto contra parede: eles ou eu? Venceram os quadrinhos.
"Esse processo de idas e vindas, encontros e desencontros, amores e desamores foi acontecendo constantemente, até que resolvi aceitar minha paixão por esse universo mágico como uma parte de mim."
***
É nesse ponto que talvez o livro se aproxime mais de quem tradicionalmente cresceu lendo histórias de super-heróis, publicadas há décadas no Brasil.
Não importa a idade, é comum esse leitor refletir sobre suas compras e paixões quadrinísticas. Não é dinheiro jogado fora? Já não sou velho para ler histórias de heróis?
Há vários relatos de pessoas que, num desses rompantes de pensamento, optou por vender toda a coleção.
E, a exemplo de Reblin, arrependeu-se, voltou atrás e assumiu a paixão pelo gênero.
***
Nildo Viana, professor de sociologia da Universidade Estadual de Goiás, dá pistas teóricas do que se passa na cabeça do leitor numa hora dessas.
Segundo Viana relata no prefácio do livro, isso é conseqüência de um domínio racionalista que procura opor razão e sentimentos, pondo estes e aquele em campos diferentes e opostos.
O resultado é que o lado mais emocional tende a ser desqualificado pela reflexão racional.
***
Outro fator seria, nas palavras de Viana, um "elitismo de setores mais intelectualizados da população, que erigem seus valores como sendo superiores".
"Assim, o elogio à música clássica vem acompanhado com desvaloração da música popular e determinadas manifestações desta. Nesse contexto, as histórias em quadrinhos também são desvaloradas e tidas como ´inferiores´."
Não é demais registrar que Nildo Viana foge dessa concepção elitista, como a define, e vê os quadrinhos, sim, como forma de arte.
***
A leitura de prazer dos super-heróis feita por Iuri Andréas Reblin se verteu em um prazer de leitura sobre o mundo dos super-heróis.
As páginas da coletânea teórica exalam uma paixão sobre o gênero que passou do interesse de mero leitor. Conquistou também as reflexões racionais do pesquisador.
Como ele mesmo resume, a obra não é apenas o produto de um exercício intelectual.
"Na verdade, gosto de compreendê-lo."
***
Leia nas postagens abaixo as duas primeiras matérias -de um total de três- da série especial sobre novos livros teóricos sobre quadrinhos.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 22h04
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12.11.08
Dividindo saberes: da universidade para as livrarias - Parte 2

MENDO, Anselmo Gimenez
História em quadrinhos: Impresso vs. Web
São Paulo: Editora Unesp, 2008
O que predomina de quadrinhos na internet são as produções digitalizadas, pensadas como se fossem feitas para o formato do papel.
Mas há um estreitamento com outras linguagens, como a das animações e a dos games.
São duas das leituras do designer e ilustrador Anselmo Gimenez Mendo, autor de "História em Quadrinhos: Impresso vs. Web", livro que começou a ser vendido há dois meses.
A obra é resultado de um mestrado dele, defendido em 2005 no Instituto de Artes da Unesp (Universidade Estadual Paulista).
***
Outra das constatações da pesquisa é que há uma gradação na forma como os quadrinhos aparecem na internet. Migra-se de um modelo mais tradicional de história para outro, híbrido e carregado de recursos multimídia.
Esse contínuo -segundo Mendo- tende a se enquadrar em uma destas cinco categorias:
- reprodução da página impressa
- reprodução da história impressa, mas adaptada à tela do computador
- história em quadrinhos com interface para o suporte digital
- história com uso moderado de recursos multimídia e interatividade
- uso avançado de som, animação e interatividade
***
O pesquisador paulistano, de 42 anos, não sabe mensurar com precisão quantos sites utilizou para o estudo.
"Mas foram muitos, com certeza mais de uma centena", diz. O livro prioriza 14 páginas.
"Procurei não me preocupar com a quantidade, mas sim com exemplares representativos de cada categoria, em um ambiente tão vasto e volátil quanto o das páginas web."
"Também tentei não dar preferência aos projetos nacionais, talvez por isso tenha encontrado menos trabalhos brasileiros representativos."
***
O estudo de Mendo se soma a outro, pioneiro no país na pesquisa de quadrinhos na internet: "HQtrônicas - Do Suporte Papel à Rede Internet", de Edgar Franco, hoje professor da Universidade Federal de Goiás.
O livro também foi resultado de um mestrado, defendido em 2001 na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
A versão em livro foi lançada em 2004. Neste ano, ganhou segunda edição (leia mais aqui).
Franco, que também é quadrinista, defendia que começa a surgir nas páginas virtuais um gênero novo.
Não seria nem quadrinhos, nem animação. Seria um híbrido de ambos, que convencionou chamar de HQtrônicas.
***
A pesquisa de Mendo apresenta muitas convergências com a de Franco.
Mas difere na inserção da linguagem dos games, na já citada gradação de quadrinhos na internet e na opção por não adotar a terminologia HQtrônica.
É justamente essa diferenciação entre as duas abordagens teóricas que iniciou a conversa de Anselmo Gimenez Mendo com o blog, feita por e-mail.
***
Blog - O primeiro estudo brasileiro sobre a migração dos quadrinhos para a internet é o de Edgar Franco, mencionado por você no livro. No seu entender, qual a novidade que seu estudo traz em relação ao dele? Anselmo Gimenez Mendo - O professor Edgar Franco fez um estudo pioneiro e minucioso de categorização e análise das histórias em quadrinhos digitais, que ele nomeia como HQtrônicas, e seu projeto acadêmico, além do seu trabalho artístico, contribuiu com o olhar que tenho sobre o tema. Caminhamos em nossas pesquisas relativamente no mesmo período, o que leva a parte dos estudos terem referências similares. O que acredito que meu trabalho acrescente é que não vejo os quadrinhos no meio digital com inovações suficientes a ponto de criar uma nova forma de expressão. Imagino a história em quadrinhos nos meios digitais quase em um beco sem saída com relação à inovação. No que se pode encontrar hoje na internet, a adição de elementos multimídia e de interatividade às histórias só empurram os quadrinhos cada vez mais para perto dos desenhos animados (som e animação) ou dos games (interatividade e não linearidade). Desta forma, não vejo os quadrinhos digitais como algo originalmente novo.
Blog - Você menciona, mas não incorpora o termo "HQtrônica", de Franco. Qual a sua leitura sobre essa terminologia? Mendo - Procurei não me prender a nenhum neologismo em especial, porque acredito que alguns temas só fazem sentido, se criados por pesquisadores, quando se referem a algo essencialmente novo. Acho que não é o caso das histórias em quadrinhos digitais, então prefiro me referir a elas por termos mais genéricos. Hoje na web encontramos dezenas de nomenclaturas para definir os quadrinhos on-line: HQtrônicas, quadrinhos digitais, quadrinhos eletrônicos, webcomics (talvez a mais comum), digital comics etc.
Blog - No livro, fica claro que há uma espécie de gradação no uso dos quadrinhos na internet, dos simplesmente escaneados aos híbridos. Na sua leitura, qual desses modelos predomina hoje no país?
Mendo - Sem dúvida os digitalizados. Acredito que a internet hoje seja encarada pelos artistas, prioritariamente, como substituta dos meios tradicionais de divulgação e distribuição. Uma minoria utiliza os recursos hipermidiáticos da rede como opção criativa. O que mais podemos encontrar, e basta para isso uma pesquisa simples no Google, são adaptações de quadrinhos pensados para o formato do papel, com pouca ou quase nenhuma adaptação para a tela do computador.
Blog - O título do livro menciona uma oposição, quadrinhos versus web. Você vê uma oposição entre os dois? Não seria uma complementação? Mendo - Optei por esse título por ser um pouco provocativo. Por um lado, existe uma clara complementação entre os quadrinhos na rede e os impressos, principalmente quando a web substituí parte do processo, como os meios de publicação e distribuição. Por outro lado, o que leva a enxergar essa oposição é o fato de a principal metáfora dos quadrinhos na web ainda ser o papel, isso em um meio onde ele, naturalmente, não existe fisicamente. Quando consegue fugir da relação com o meio impresso, a história em quadrinhos se aproxima, como disse anteriormente, de outras mídias como a TV, o Cinema ou os videogames.
Blog - Na sua leitura, qual o rumo dos quadrinhos nacionais hoje? Até que ponto a internet auxilia nesse processo?
Mendo - Acho que talvez estejamos passando por uma boa onda criativa. Há tempos não vemos tantos trabalhos nacionais sendo publicados, mesmo que de forma independente, e vários quadrinistas recebendo relativo destaque na mídia. Mas acredito que, como sempre, estamos à mercê das conjunturas econômicas. A internet ainda não tem um bom e lucrativo modelo de negócio para os quadrinhos, mas ainda é uma excelente e barata forma de divulgação. Através da web, talentos podem ser lidos e descobertos.
Blog - No futuro, você imagina que predominem os quadrinhos virtuais mais próximos dos quadrinhos ou os mais híbridos, como os que recebem influências dos desenhos e dos games?
Mendo - Acho muito difícil responder a essa questão. Muito depende de avanços tecnológicos, como equipamentos portáteis mais adequados à mobilidade e que possam se equiparar à praticidade do papel. Também acredito que modelos de negócios rentáveis e eficientes para os quadrinhos na web levariam cada vez mais profissionais e empresas a se atirarem sobre projetos mais ousados e que contribuiriam para o desenvolvimento de um trabalho híbrido interessante. Da forma como estamos, provavelmente os quadrinhos menos adaptados ao formato da rede continuem levando vantagem sobre os híbridos.
***
Próxima postagem da série especial: Para o Alto e Avante - Uma Análise do Universo Criativo dos Super-Heróis.
Leia abaixo a primeira matéria sobre novos livros teóricos sobre quadrinhos.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 22h55
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11.11.08
Dividindo saberes: da universidade para as livrarias - Parte 1

MENDONÇA, João Marcos Parreira
Traça traço quadro a quadro: A produção de histórias em quadrinhos no ensino da Arte
Belo Horizonte: C/Arte, 2008
A primeira vez que este blog jornalístico noticiou a pesquisa de João Marcos Parreira Mendonça foi em novembro de 2006.
Ele havia defendido naquele mês um mestrado na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). O estudo mostrava como usar as histórias em quadrinhos no ensino de Artes.
Desde então, a pesquisa tem voltado à pauta, não só deste blog.
Em 2007, venceu o Troféu HQMix, o principal da área de quadrinhos, na categoria melhor dissertação de mestrado. Agora, o trabalho é vertido em livro (C/Arte; 120 págs.).
A obra é um dos três trabalhos teóricos que deixaram nos últimos meses as pouco acessadas prateleiras das universidades para atingir um outro público, potencialmente maior, o das livrarias. E que serão o foco desta série especial de postagens.
***
A base do livro é o premiado mestrado de João Marcos Mendonça.
Houve, no entanto, alguns ajustes. O objeto de análise da pesquisa, a série "Persépolis", obra biográfica da iraniana Marjane Satrapi, não pôde ser usada na nova versão.
Motivo: problemas editoriais. A editora francesa dona dos direitos da obra não autorizou a utilização das imagens.
"Sem elas, o texto não fazia sentido. Foram meses de negociação", diz o pesquisador.
***
A saída foi trocar a história usada na análise.
O autor optou, então, por utilizar "Santô e os Pais da Aviação", obra de Spacca que mostra a biografia de Santos-Dumont e o surgimento das primeiras experiências com aviões.
A abordagem do álbum, lançado pela Companhia das Letras em 2005, é a mesma feita à de uma obra de arte não produzida em quadrinhos.
"Eu procuro mostrar os conhecimentos e conteúdos de arte presentes numa história em quadrinhos, bem como as competências e habilidades em arte que podem ser desenvolvidas a partir dos quadrinhos", diz Mendonça.
***
Num outro capítulo, ele passa da análise para a produção. Desenvolvem-se os conceitos de arte por meio da produção dos próprios alunos.
O método foi desenvolvido pelo autor quando dava aulas de composição, plástica e desenho para o curso de Design Gráfico.
"Hoje, o ensino de Arte considera outras manifestações artísticas que não sejam as tradicionais, como desenho, escultura, pintura", diz.
"Os modos de produção de imagens se ampliaram e é fundamental que os alunos tenham acesso a essa diversidade, conheçam e construam um pensamento crítico sobre elas. Uma possibilidade são os quadrinhos."
***
O autor -que também desenha a tira "Mendelévio", publicada em jornais de Minas Gerais, estado onde mora- já aplicou a metodologia em oficinas de quadrinhos.
Já teve professores na platéia. Segundo ele, os resultados foram "os melhores possíveis".
"Entre as crianças, histórias fantásticas e a descoberta dos quadrinhos como um meio para criar seus próprios personagens e histórias e aprender arte."
"Entre os adultos -principalmente professores-, a redescoberta da capacidade de desenhar, independente do tempo em que ficaram sem exercer essa prática e a descoberta da riqueza presente na linguagem dos quadrinhos."
***
A aceitação de parte dos professores -ao menos os que freqüentaram as oficinas dele- lança um novo olhar sobre o tema.
Historicamente, a situação era outra no país. Quadrinhos, arte e escola não compunham dados de uma mesma equação.
Um das raízes disso é abordada no livro: o conceito de arte era associado ao que a elite brasileira ditava.
***
Segundo o autor relata na obra, achava-se no início do século 20 que a arte se restringia apenas às pessoas de alta cultura, ou seja, da burguesia.
Quadrinhos, meio de comunicação mais voltado às massas, ficava de fora.
"Os críticos colocavam a cultura de massa como a principal adversária da produção artística", diz o pesquisador ao blog.
"Eles defendiam uma arte que era afastada do mundo da experiência, desvinculada da realidade. Isso acabou se manifestando também na quase exclusão dos quadrinhos como modalidade artística no ensino de Arte."
***
João Marcos Mendonça diz que ainda encontra resistência, quebrada aos poucos.
Para o presente, ele continua a produção das tiras de Mendelévio, mantém as aulas e tem um artigo, também sobre ensino de artes, pautado para 2009.
E lança o livro, às 18h desta terça-feira, no 9º Encontro de Literatura de Belo Horizonte (Chevorlet Hall, av. Nossa Senhora do Carmo, 230).
Para o futuro, faz planos de avançar a pesquisa num doutorado.
Quem sabe o presente e o futuro ajudem a corrigir o passado.
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Próxima postagem da série especial: História em quadrinhos: Impresso vs. Web.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 13h20
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10.11.08
Abril lança série Ultra-Heróis e programa novas revistas para 2009

Super-heróis da Disney formam versão adaptada da Liga da Justiça em série italiana que começa a ser publicada neste mês no Brasil
Duas novas revistas, uma em mangá e outra aos moldes do antigo "Disney Especial", e uma série que reúne os principais super-heróis de Patópolis.
O pacote inclui também reedições de histórias pouco conhecidas do Zé Carioca, feitas por autores brasileiros.
São algumas das novidades que a Editora Abril programou para o ano que vem, algumas já a partir de fevereiro.
Mas a primeira delas, a série Ultra-Heróis, começa a ser publicada na edição deste mês da revista "Aventuras Disney" (84 págs., R$ 4,95), nas bancas nesta semana.
***
Ultra-Heróis é uma minissérie produzida na Itália. É uma espécie de Liga da Justiça dos heróis Disney.
O grupo é liderado por Esquálidus, personagem do futuro que põe o "p" no início das palavras e costuma dividir aventuras com Mickey.
O camundongo também integra a equipe, embora sem uniforme.
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Os demais componentes são Superpato (Donald), Superpata (Margarida), Superpateta (Pateta), Morcego Vermelho (Peninha).
Completam o grupo duas novas versões de heróis uniformizados, criadas especialmente para a série: Quatro-Folhas (Gastão) e Ganso de Aço (Gansolino).
Juntos, eles têm de enfrentar os Bad-7, grupo de supervilões liderado pelo Professor Gavião.
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Para fevereiro, a editora paulista programou o lançamento de uma sexta revista mensal, "Gibiteca Disney".
Essa informação -e também a da publicação do mangá com os personagens Disney- havia sido noticiada na semana passada no blog "Papo de Budega", de Sandra Monte.
"Gibiteca Disney" será produzida no mesmo tamanho das demais e com mais páginas (segundo a editora, não foram definidas ainda quantas e nem o preço).
A publicação será semelhante ao extinto "Disney Especial", que reunia histórias temáticas a cada edição.
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A editora cita piratas, futebol, ficção científica e detetive como possíveis temas.
Outro seria grandes super-heróis da Disney, que relançaria, inclusive, a rara origem do Morcego Vermelho.
Também está nos planos um volume com as principais aventuras de Mickey, mesclando histórias antigas com material inédito.
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Nas demais revistas mensais, a novidade ficaria em torno de "Zé Carioca".
A publicação relançará histórias raras do personagem produzidas por autores brasileiros, entre eles Renato Canini, o mais popular entre os leitores.
Segundo a editora, a maior parte dessas narrativas só havia sido publicada uma vez no país. Ainda de acordo com a Abril, as republicações começarão em fevereiro.
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O lançamento que mais destoa do formato das publicações Disney tradicionais é o mangá "Kingdom Hearts", que tem Pato Donald e Pateta como protagonistas.
Eles se unem ao jovem Sora na busca de Mickey, desaparecido. Sora também está à procura de dois amigos, que também sumiram.
A série é baseada num jogo de videogame. De acordo com a Abril, a revista sai no ano que vem. O número de páginas, a periodicidade e o preço ainda não foram definidos.
Também não informação sobre uma nova coleção, feita aos moldes da série que reeditou as obras completas de Carl Barks, criador das principais histórias Disney nos quadrinhos.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 12h58
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Feira na USP vende livros e quadrinhos pela metade do preço
A Festa do Livro da USP, realizada na Universidade de São Paulo, é conhecida por vender obras novas pela metade do preço.
A feira tem sido a melhor oportunidade do ano para comprar livros.
A décima edição do evento ocorre nesta semana, de quarta a sexta-feira.
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Segundo a organização, mais de cem editoras se cadastraram.
Parte delas tem obras em quadrinhos no catálogo.
É o caso da Conrad, da Via Lettera, da Peirópolis e da Editora Globo.
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A Festa do Livro da USP vai das 9h às 21h, no prédio da Geografia, na própria USP.
A dica é ir pela manhã, horário que costuma ser mais vazio.
Veja neste link a lista completa das editoras que vão participar do evento neste ano.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 12h23
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08.11.08
Revista reacende debate se quadrinhos são literatura

"Discutindo Literatura", lançada nesta semana, dedica edição especial às histórias em quadrinhos
A discussão é antiga: quadrinhos são literatura?
A questão, que já caminhava para um consenso entre os pesquisadores da área, volta à pauta por conta da edição especial da revista "Discutindo Literatura" (Escala Educacional, 68 págs., R$ 7,90).
A publicação literária, que começou a ser vendida nesta semana nas bancas, aborda especificamente o universo das histórias em quadrinhos.
***
Antes de avançar a discussão, é preciso registrar que a revista tangencia a questão.
Os doze artigos da publicação especial, assinados por diferentes profissionais da área, preocupam-se mais em dar uma visão geral dos quadrinhos do que se enfronhar no teor literário deles.
Mas o tema aparece aqui e ali, ora nos textos, ora em algum dos títulos. A capa, por exemplo, destaca os "quadrinhos literários de Alan Moore e Neil Gaiman".
***
A discussão sobre o caráter literário dos quadrinhos data de, pelo menos, fins de 1960 e início dos 70, época em que iniciaram os estudos teóricos a respeito da linguagem.
Vítimas do preconceito social e acadêmico que pairava sobre os quadrinhos, os pesquisadores brasileiros procuravam destacar em suas obras argumentos que autorizassem o estudo do tema.
Era muito comum ler que determinado escritor renomado gostava de quadrinhos -eram citados sempre os mesmos nomes- ou que a linguagem tinha uma verniz literário.
Alguns arriscavam dizer que era uma "forma de literatura", sem perceber que a expressão só ajudava a pôr os quadrinhos num segundo plano, à sombra do literário.
***
Por mais bem-intencionados que fossem esses escritos -e eram-, tais registros só buscavam na literatura um rótulo socialmente aceito para justificar a pesquisa em pauta.
E a literatura, historicamente, é uma área bem vista socialmente, pela mídia, pela academia.
Há décadas as faculdades de Letras credenciam com destaque os estudos literários, tanto na graduação quanto na pós-graduação.
***
Escorar-se na literatura sugeria um apelo a um primo próximo e mais rico e famoso, o literário, para que usasse seu prestígio para permitir que os quadrinhos, o primo pobre, transitassem pelo mesmo espaço.
A duras penas, as pesquisas resistiram aos anos 1970. Tiveram uma rápida retomada nas duas décadas seguintes e registram neste século um significativo aumento no volume de estudos.
Esses novos trabalhos acadêmicos têm convergido para a leitura de que quadrinhos não são literatura.
Quadrinhos são quadrinhos, uma linguagem artística autônoma, tal qual o são o teatro, o cinema, a dança e tantas outras formas de manifestação, a literatura entre elas.
***
Os quadrinhos tendem a ter textos narrativos, como a literatura.
Possuem personagens, narrador, espaço, tempo, enredo, tal qual a literatura.
Mas representam visualmente os elementos narrativos por meio de personagens e cenários, encapsulados em quadrinhos. Os diálogos, na maioria das vezes, são mostrados por meio de balões.
Essas características são os elementos fundamentes da linguagem autônoma dos quadrinhos. E a diferencia da literária.
***
Claro que há pontos em comum. A presença dos elementos narrativos é um deles. A escrita de uma história na forma impressa é outra semelhança.
Mais um ponto comum são as adaptações literárias em quadrinhos, que ganharam fôlego de 2006 para cá, muito por causa da lista do PNBE (Programa Nacional Biblioteca na Escola).
O programa do governo federal compra anualmente lotes de livros e quadrinhos e os distribui a escolas dos ensinos médio e fundamental de todo o país.
Em 2009, serão levadas 600 obras aos estudantes, 19 delas em quadrinhos.
***
As adaptações -que compõem um gênero autônomo, a literatura em quadrinhos- permitem um diálogo mais próximo entre os dois campos artísticos.
Mas não se deve perder de vista que se trata de um diálogo.
Assim como ocorre entre quadrinhos e cinema (há fartura de exemplos), quadrinhos e teatro, quadrinhos e televisão.
***
Essa leitura é pautada em estudos acadêmicos, realizados aqui no Brasil nos últimos anos.
O porém é exatamente esse: é pautada em estudos acadêmicos.
E o que se discute dentro da universidade nem sempre é o que se conversa fora dela.
É o caso.
***
Vejamos o mesmo caso do ponto de vista do não-leitor de quadrinhos.
O professor recebe na escola um lote de livros para serem utilizados em práticas pedagógicas em sala de aula. No meio do montante de obras, algumas são em quadrinhos.
Esse professor está autorizado a pensar, por uma inocente ignorância do tema, que aqueles álbuns desenhados com quadrinhos sejam uma espécie de literatura.
O próprio governo federal via os quadrinhos como forma de literatura nos últimos três anos.
***
Nas livrarias, local conhecido por vender livros, os leitores encontram obras em quadrinhos nas estantes, produzidas em formato de livro.
Esse leitor também está autorizado a aproximar o livro que tem em mãos daquele produzido com o auxílio de imagens.
Para ele, ambos seriam literatura. Ou uma forma de literatura, na falta de termo melhor.
***
As adaptações literárias são as mais fáceis de serem assemelhadas à literatura tradicional. Afinal, nela se pautam.
Tal visão é compartilhada por alguns dos chamados "formadores de opinião" de cadernos de cultura brasileiros.
Sem terem uma visão completa da área dos quadrinhos, surpreendem-se com tantas obras literárias em quadrinhos e álbuns nacionais produzidos no formato de livro.
***
Essa mistura de olhares já gerou situações inusitadas nos últimos meses.
A adaptação literária de "O Alienista", de Machado de Assis, feita por Gabriel Bá e Fábio Moon, venceu uma das categorias do Prêmio Jabuti, o mais prestigiado da área de literatura no país.
Neil Gaiman, autor da série em quadrinhos "Sandman", foi à Flip (Festa Literária de Parati), na qualidade de romancista.
Mas foram os fãs do mestre dos sonhos que garantiram uma das mais longas filas de autógrafos desde que o evento foi criado. E Gaiman desenhava um Sandman em suas assinaturas.
***
É preciso respeitar o olhar de quem não lê quadrinhos. Isso é conseqüência de décadas de uma associação dos quadrinhos a uma leitura meramente infantil e, por isso, desqualificada ou de baixo teor informativo e estilístico.
A edição especial da revista "Discutindo Literatura" mostra a esse público que há muito mais por trás da superfície infantil da área.
Mas, ao mesmo tempo, tende a sugerir aos leitores que quadrinhos sejam literatura.
***
Quadrinhos não são literatura. Pelo menos, do ponto de vista de muitos acadêmicos.
Esse olhar é compartilhado por este jornalista, que também é pesquisador da área.
Cabe agora a aos acadêmicos encontrarem formas de evidenciar esse ponto de vista à sociedade atual, tão assustada com a presença de quadrinhos nas escolas e nas livrarias e, ao mesmo tempo, tão carente de respostas, historicamente adiadas.
Categoria: RESENHAS
Escrito por PAULO RAMOS às 22h52
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07.11.08
Novo número da Graffiti reforça aproximação com Argentina

Edição 18 da revista independente mineira tem festa de lançamento neste sábado em Belo Horizonte
O mais recente número da independente "Graffiti 76% Quadrinhos" reforça uma tendência percebida já na edição anterior, lançada há três meses.
Por mais que a inspiração da revista mineira tenha vindo da Europa, ela dialoga cada vez mais com a argentina "Fierro", principal publicação do gênero no país vizinho.
A aproximação, neste 18º número, deixa de ser apenas no formato, semelhante ao das revistas semanais jornalísticas, com páginas grampeadas ao centro.
Há também a mescla de quadrinhos e textos. E o conteúdo de todas as histórias foi traduzido para o castelhano ao pé da página, o que facilita o acesso aos leitores de lá.
***
A inclinação portenha tinha sido sinalizada de forma mais clara na revista anterior.
Parte do número 17 foi dedicada à Argentina e à sua capital, Buenos Aires (leia mais aqui).
A edição também marcou a estréia no Brasil de Liniers, atualmente um dos principais e mais populares desenhistas de quadrinhos da Argentina.
Autor da série "Macanudo", ele esteve no fim do mês passado no Brasil para lançar o primeiro encadernado de suas tiras, editado pela Zarabatana (mais aqui).
***
O tema das histórias deste novo número também une os dois países: o futebol.
O esporte é mostrado de diferentes formas em 14 histórias em quadrinhos, umas mais longas, outras de apenas uma página.
Todas se personalizam ou pelo estilo, ou pela temática proposta.
Mas uma delas merece registro, pela criatividade do enredo.

O gaúcho Eloar Guazzelli criou um conto que explica ficcionalmente o motivo da derrota –real- do favorito Brasil para o Uruguai na Copa de 1950. Foi dois a um.
O resultado amargou a perda do título, em pleno Maracanã, para a seleção uruguaia.
Na criativa leitura de Guazzelli, premiado neste ano com um Troféu HQMix, a derrota tem a ver com a singela tradição de comer nhoque (como mostrado na seqüência acima).
Num dia determinado, a degustação do prato autorizaria a concretização de um desejo nos dia 29 de junho. Não é difiícil imaginar qual foi o desejo.
***
A Graffitti 76% Quadrinhos tem conquistado espaço e se firmado como uma das mais duradouras publicações independentes brasileiras.
A confiança na publicação se pauta também na conquista, por anos seguidos, de apoio financeiro na Prefeitura de Belo Horizonte.
A verba paga a obra e projetos de álbuns mais longos.
Dois já foram lançados. Um terceiro está em produção.
***
Este 18º número –que tem capa pintada pelo também mineiro Lelis- teve um primeiro lançamento no fim do mês passado em São Paulo.
Os autores fazem agora um segundo lançamento neste sábado, em Belo Horizonte, em formato de festa. Há, sim, o que comemorar.
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Serviço – Festa de lançamento da "Graffiti 76% Quadrinhos". Quando: Sábado (08.11). Onde: Recanto da Seresta. Endereço: Praça Duque de Caixas, 120, Santa Tereza, Belo Horizonte (MG). Quanto: o ingresso de R$ 12 dá direito a um exemplar da revista.
Categoria: RESENHAS
Escrito por PAULO RAMOS às 12h42
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Edição especial comemora 60 anos de criação de Tex

Revista, à venda nas bancas, traz história colorida publicada há dois meses na Itália
O escritor e pesquisador italiano Umberto Eco defende que uma mudança brusca na vida de um personagem dos quadrinhos avançaria seu caminho rumo à morte. Seria esse o motivo de várias das criações se manterem sempre joveias e pouco alteradas.
O raciocíonio do autor de "Apocalípticos e Integrados" vale perfeitamente para Tex Willer, que completou em setembro 60 anos de criação. Mas permanece jovial.
No Brasil, o ranger ganha uma edição especial para marcar a data (Mythos Editora; R$ 9,90; 132 págs., e não 128, como mostra a capa da obra).
A obra está à vendas nas bancas desde o fim do mês passado.
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A edição comemorativa traz alguns diferenciais em relação às revistas regulares do personagem, que vive as aventuras no faroeste norte-americano.
Traz papel especial, foi feita em cores e mostra uma história publicada há dois meses na Itália, no número 575 da revista. O texto é de Claudio Nizzi e os desenhos, de Fabio Civitelli.
Em "Na Trilha das Recordações", Tex relembra a seus tradicionais parceiros -Kit Carson, o índio Jack Tigre e Kit Willer, seu filho- uma história vivida anos antes com Lilyth, sua falecida esposa.
No mundo ficcional das aventuras de Tex, a índia, mãe de seu filho, foi seu grande amor.
***
O personagem foi criado pelo italiano Gianluigi Bonelli (1917-2001). A primeira aventura foi publicada em setembro de 1948 em formato horizontal, de 32 páginas.
Os desenhos foram feitos por Aurelio Galleppini (1917-1994), que assinava apenas Galep.
A dupla permaneceu à frente as histórias do ranger por décadas.
Já há bastante tempo, Tex tem sido o carro-chefe da Sergio Bonelli Editore, empresa que publica a série -e outras revistas em quadrinhos- na Itália. É mantida pelo filho de Gianluigi.
***
No Brasil, Tex tem tido um público fiel há décadas. Segundo texto de introdução desta edição comemorativa, as primeiras passagens do ranger em terras brasileiras foram da década de 1950.
Mas se firmou mesmo a partir de 1971, em revista própria, lançada pela Vecchi.
A obra mensal tem sido publicada desde então. A única mudança foi a casa que a edita.
Passou a ser editada pela RGE em 1983, pela Globo em 1987 e pela Mythos, desde 1999.
***
A passagem de Tex pela Mythos, onde está até agora, tem sido uma das mais prolíficas em termos de número de títulos do personagem à venda.
Além da revista mensal, há um rol diversificado de publicações: "Tex Coleção", "Tex Edição de Ouro", "Os Grandes Clássicos de Tex", "Tex Edição Gigante".
A editora paulista publica também outras três séries da Sergio Bonelli: "J. Kendall - Aventuras de uma Crimonóloga", "Mágico Vento" e "Zagor".
Zagor ganhou recentemente outra edição especial. A obra marcava os 30 anos de publicação do personagem no Brasil.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 11h08
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06.11.08
Descontos e autores independentes pautam 4ª Maratona HQ
Autores independentes de quadrinhos e os tradicionais descontos nas vendas darão o tom da 4ª edição da Maratona HQ, que começa nesta sexta-feira à noite, em São Paulo.
O evento de quadrinhos é realizado anualmente nessa época na loja da livraria Devir.
A proposta é deixar o local aberto das 22h da sexta-feira às 16h do domingo.
O atrativo principal são descontos, de 20% em todos os títulos. Da meia-noite à 6h da manhã, o desconto mínimo é maior: 40%.
***
Debates, palestras, oficinais e sessões de autógrafos pontuam a programação da maratona.
Neste ano, a programação é dominada por autores independentes, em especial os do Quarto Mundo. O grupo reúne quadrinistas de diferentes partes do país.
Eles dominam os títulos que serão autografados durante o sábado e o domingo.
E vão aproveitar a estada na loja para repetir a produção do Contos da Madrugada.
***
O primeiro Contos da Madrugada foi realizado no mês passado durante outro evento de quadrinhos, o do primeiro ano de aniversário da HQMix Livraria, também em São Paulo.
A proposta é produzir uma história coletiva numa jam session quadrinística.
O tema, desta vez, será "zumbis". Segundo o grupo, qualquer desenhista pode participar.
O trabalho poderá ser acompanhado in loco. O mesmo vale para o resultado final.
***
Serviço - 4ª Maratona HQ - Quando: das 22h da 6ª às 16h do domingo. Onde: Loja da Devir. Endereço: rua Toedureto Souto, 624, Cambuci, São Paulo. A programação completa pode ser lida no site da loja (link).
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 17h31
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05.11.08
Edital de quadrinhos do governo paulista revela boom de projetos
A notícia óbvia é que o governo paulista divulgou nesta quarta-feira os nomes dos 87 projetos em quadrinhos inscritos no edital de incentivo à publicação, aberto neste semestre.
Mas essa informação, como dito, é a notícia óbvia. Ela esconde outra, mais relevante.
O programa -que dará R$ 25 mil a cada um dos dez selecionados- revelou uma overdose de projetos nacionais, até então desconhecidos.
Foram encaminhados ao governo 105 propostas de histórias a serem publicadas em forma de álbum.
Dezoito foram desclassificadas por não atenderem a alguma das exigências do edital.
***
Os nomes dos 105 projetos foram publicados na edição de hoje do Diário Oficial do Estado de São Paulo. A lista está nas páginas 27 e 28 do jornal virtual (pode ser lida aqui).
Há propostas dos mais diferentes gêneros: de adaptações literárias a biografias, de trabalhos de ficção a histórias infantis.
Parte dos autores é desconhecida entre os leitores da área.
Outra parte é ligada ao movimento independente paulista. Isso se justifica por uma das exigências do edital: que o inscrito morasse no estado há mais de dois anos.
***
Mais do que produções diferenciadas, o edital do governo paulista evidencia que há uma ebulição de projetos de quadrinhos, o que, até então, era desconhecido do público.
Cento e cinco projetos não é pouca coisa, dado o histórico brasileiro. Ainda mais num só estado do país.
Conta rápida: se forem desconsiderados os dez vencedores, ainda a serem definidos, sobram 95 propostas de histórias em quadrinhos. Dá uma média de oito por mês.
Mesmo que parte delas não atinja a qualidade esperada, não é algo a ser ignorado.
***
O quadrinista brasileiro revela ter interesse em publicar histórias mais longas, na forma de álbum, e demonstra ter idéias para isso.
Vale reforçar: não é algo a ser ignorado.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 22h55
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Tira antecipa vitória de Barack Obama e causa polêmica nos EUA

A tira acima, da série Doonesbury, era para ser publicada nos jornais norte-americanos nesta quarta-feira.
A história registra, logo no primeiro quadrinho, a vitória de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos, o que de fato ocorreu.
"E é oficial - Barack Obama venceu, tornando-se o primeiro presidente afro-americano da história", dizem os dois primeiros balões da tira, reproduzindo um possível noticiário de TV.
O detalhe polêmico é que a tira foi produzida antes de o resultado final ser conhecido. No Brasil, a apuração só foi encerrada e divulgada durante a madrugada.
***
Pelo menos uma dúzia de jornais norte-americanos -entre eles o "Los Angeles Times" e o "Chicago Tribune"- não publicou a história na edição desta quarta.
O motivo foi o presságio sobre a vitória de Obama.
Doonesbury, de Garry Trudeau, é uma das tiras mais populares dos Estados Unidos.
O diferencial dela é que faz, no formato da tira, uma resenha de temas ligados à política estadunidense, como a recente eleição presidencial.
***
A tira de Doonesbury de hoje pode ser lida no blog de Trudeau, de onde foi reproduzida.
A página virtual mostra também as histórias anteriores e traz uma reportagem explicando a polêmica da não-publicação em alguns jornais norte-americanos. Para acessar, clique aqui.
Nota: o crédito da descoberta desta tira é do jornalista Sérgio Dávila, que noticiou o assunto hoje em seu blog (pode ser acessado neste link).
Categoria: NA MÍDIA
Escrito por PAULO RAMOS às 16h00
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04.11.08
Mais um álbum de Calvin e Haroldo é reeditado no Brasil

Álbum, o quinto publicado pela Conrad, traz o mesmo conteúdo da versão anterior, lançada no início da década de 1990 pela editora Cedibra
O nome do álbum sugere ficção científica: "Criaturas Bizarras de Outro Planeta". Mas, na verdade, há poucos seres interplanetários nessa coletânea de tiras de Calvin e Haroldo, que ganha nova edição no Brasil (Conrad, 128 págs., R$ 33,90).
As poucas criaturas diferentes que aparecem na obra são todas vivenciadas na mente do garotinho sapeca que dá título à série. Há de dinossauros a formigas gigantes.
O fruto mais conhecido da imaginação dele, no entanto, continua sendo Haroldo, seu tigre de pelúcia, que só ganha vida quando não há adulto por perto.
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Esses dados, necessários para contextualizar a série, não são exatamente uma novidade, especialmente para quem acompanha as tiras há anos.
As informações também não resumem à altura o conteúdo das tiras criadas pelo norte-americano Bill Watterson em 1985.
Cada uma traz um situação comicamente inusitada, outra das marcas da série.
Situações que têm sido sistematicamente relançadas no Brasil e em outros países desde que Watterson decidiu parar a produção das tiras, no fim de 1995.

O que se lê de Calvin e Haroldo hoje nos jornais brasileiros são republicações.
"Criaturas Bizarras de Outro Planeta" também já tinha chegado às mãos dos brasileiros. Foi lançado pela editora Cedibra, no início da década passada. Hoje, a obra está esgotada.
O conteúdo das duas edições é exatamente o mesmo. O formato, a capa e o número de páginas padronizados são exigências do autor.
O que difere é o tratamento editorial -as páginas são um pouco mais grossas- e a tradução, refeita. O título do álbum, por exemplo, mudou. Na versão da Cedibra, eram "Estranhos Seres de Outro Planeta!".

A Conrad adquiriu os direitos de publicação das coletâneas em 2006.
O primeiro álbum, "O Mundo É Mágico", foi lançado em 2007. Era o único ainda inédito.
Desde então, a editora paulista voltou a publicar as coletâneas do início. Já relançou os quatro primeiros, contando com este novo álbum.
A Conrad tem publicado dois livros por ano. O último, "Yukon, Ho!", foi lançado em julho (leia mais aqui).
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 23h39
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Guia dos Quadrinhos cria acervo de pesquisas sobre quadrinhos
Registro rápido.
O site "Guia dos Quadrinhos" criou uma área para hospedar pesquisas sobre histórias em quadrinhos. O acesso aos estudos é gratuito.
Até então, a página se dedicava apenas ao cadastro de revistas e álbuns.
Até a tarde desta terça-feira (acessei às 14h59), havia seis estudos disponíveis: dois mestrados, três trabalhos de conclusão de curso de graduação e um artigo.
A Universidade de São Paulo também tem disponibilizado na internet -também de graça- os mestrados e doutorados defendidos na instituição nos últimos anos.
Alguns deles -pouquíssimos ainda- tiveram os quadrinhos como tema.
Para acessar a página do Banca de Teses, da USP, clique aqui.
E neste link para visitar a área de pesquisas do "Guia dos Quadrinhos".
Categoria: NA MÍDIA
Escrito por PAULO RAMOS às 15h02
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Dois lançamentos gaúchos na Feira do Livro de Porto Alegre
A 54ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre traz nesta semana dois lançamentos de autores de quadrinhos. Ambos são da editora gaúcha L&PM.
Um deles é a nova coletânea de tiras de Radicci, o mesmo mostrado acima.
"Radicci - Tem Outro por Dentro" (144 págs., R$ 36) foge do padrão das demais obras do personagem lançadas pela L&PM.
Ao invés de ser feito em formato de bolso, foi editado em tamanho maior (16 cm por 23 cm) e traz anexado um DVD.
O conteúdo mostra um show em que o criador de Radicci, Iotti, encarna seu personagem politicamente incorreto, criado em 1983.
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O outro lançamento não é de quadrinhos, mas traz texto e desenhos do chargista Santiago, também do sul do país.
"Conhece o Mário? - 2" (104 págs., R$ 9) mostra situações curtas de humor, ilustradas por ele. O livro de bolso integra a coleção Pocket da editora gaúcha.
A linha reúne outros lançamentos de quadrinhos, inclusive de Santiago.
O primeiro volume de "Conhece o Mário?" foi lançado em 2006, também pela L&PM.
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Serviço - Lançamentos na 54ª Feira do Livro de Porto Alegre. Quando: 5ª (06.11), "Radicci - Tem Outro por Dentro"; 6ª (07.11), "Conhece o Mário? 2". Horário: ambos são às 19h30. Onde: Feira do Livro de Porto Alegre. Endereço: praça da Alfândega, centro de Porto Alegre. Quanto: R$ 36 e R$ 9, respectivamente.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 14h27
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03.11.08
X-Men de Joss Whedon e John Cassaday chega ao fim

Última história feita pela dupla foi publicada no Brasil no número 82 da revista "X-Men Extra", lançada no fim da semana passada
Os leitores dos X-Men costumam rotular as histórias de Chris Claremont e John Byrne, feitas no fim do 70 e início dos 80, como as melhores do grupo de mutantes da editora Marvel Comics.
O escritor Joss Whedon e o desenhista John Cassaday conseguiram burburinho semelhante entre os que acompanham os heróis ou que voltaram a lê-los por causa deles.
A última história deles à frente da revista "Surpreendentes X-Men" foi lançada no fim da semana passada, no número 82 da revista "X-Men Extra" (Panini, 100 págs., R$ 6,90).
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A aventura foi publicada nos Estados Unidos em julho deste ano num especial do supergrupo: "Giant-Size Astonishing X-Men". Ela encerra a trama construída nas edições anteriores.
Uma espécie de bala em tamanho gigante é lançada rumo à Terra. Dentro dela, presa, está Kitty Pride, uma das integrantes do grupo.
Salvar a Terra e também a heroína são duas das tarefas a serem resolvidas pela equipe.
Outra é impedir que o planeta onde o restante do grupo está preso seja destruído.
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Para fazer jus ao título da série, o final é surpreendente. Assim como foi a passagem de Whedon e Cassaday pela revista.
A dupla iniciou os trabalhos em julho de 2004 (no Brasil, em outubro do ano seguinte). Desde então, tinha pautado as histórias com reviravoltas e surpresas.
Uma delas foi a volta de Colossus. O herói que transforma o corpo em metal, até então, estava morto.
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Fazer sombra ao trabalho de Claremont e Byrne, até então tidos como intocáveis quando o assunto é X-Men, não é pouca coisa.
Há uma inegável química entre o texto de Whedon -outro dado surpreendente- e os detalhados desenhos de Cassaday, que ajudam, por si só, a crescer um roteiro.
Mas talvez estejam na redução do número de integrantes do grupo -bem mais enxuto- e na simplificação da narrativa as principais chaves do acerto da série.
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Não era preciso ter acompanhado anos e anos das intermináveis tramas principais e secundárias dos X-Men para entender esta seqüência de aventuras.
Elas eram narradas em si mesmas. Conseguiram, com isso, atrair novos leitores.
E fizeram a parte deles ao oferecer histórias bem contadas. Isso deveria, aliás, ser regra.
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As 12 primeiras histórias feitas pela dupla foram reunidas num encadernado, lançado pela Panini em agosto deste ano. Leia mais neste link.
Categoria: RESENHAS
Escrito por PAULO RAMOS às 14h41
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Exposição no ABC traz caricaturas de personalidades

Desenho de Zé do Caixão é um dos 12 trabalhos da mostra feita pelo jornalista e ilustrador Edson Lovatto
Caricatura não traz uma narrativa em si. Por isso, não chega a ser considerada quadrinhos.
Mas o recurso dela, o de deformação de um rosto ou de uma característica marcante de uma pessoa, passeia por diferentes linguagens. Entre elas, a dos quadrinhos.
É possível ver isso de forma bem clara em exposições de caricaturas, como a que abre nesta terça-feira, às 20h, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.
A mostra traz 12 trabalhos de Edson Lovatto, que divide o tempo entre o jornalismo (trabalha no portal UOL) e os desenhos.
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Lovatto, de 25 anos e um dos filhos de São Bernardo do Campo, mesclou recursos gráficos e digitais nos desenhos, metade deles feitos especialmente para a exposição.
Entre os caricaturados, estão jogadores de futebol, políticos e artistas.
"O critério que adotei na escolha dos homenageados foi puramente ´visual´, ou seja, personalidades e/ou celebridades ´fotogênicas´para as distorções que esta técnica de humor gráfico permite", diz o desenhista, por e-mail.
"O observador mais atento vai perceber, porém, que eles fazem parte de ´mundos´de que gosto, como música, futebol e política."
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Lovatto tem atuado profissionalmente na área desde 2007. Mas seus desenhos começaram a freqüentar as seleções dos salões de humor em 2004.
Embora não tenha sido premiado ainda, ele tem conquistado espaços, tanto na mídia impressa quanto na virtual.
Um exemplo é seu blog, hospedado na seção de humor do UOL (link).
"Acredito que meu trabalho tenha evoluído muito de um ano para cá, sobretudo amparado na convicção de que queria me tornar ilustrador profissional. Além do treino diário, claro."
Outro resultado é percebido por meio dos elogios dos caricaturistas Baptistão e Luiz Carlos Fernandes, dois de seus "gurus" na área do desenho e que assinam frases da mostra.
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Serviço - Exposição Lovatto Caricaturas. Quando: de 4 a 26 de novembro. Horário: 2ª, das 9h às 19h; 3ª a 6ª, das 9h às 21h; sábados, das 9h às 17h. Onde: Câmara de Cultura Antonino Assumpção. Endereço: r. Marechal Deodoro, 1325, centro, São Bernardo do Campo (SP). Quanto: de graça.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 14h16
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