Escrito por PAULO RAMOS às 22h58
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 109
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Cuca e Racha
Sampaio, 33 anos, Curitiba (PR)
"Trabalho com quadrinhos e tiras. Tenho esse e também o "blog da cachorra"... publico em diversos veículos. Você pode ver a dupla Cuca e Racha na revista ´MAD´ nº 10."
Escrito por PAULO RAMOS às 22h36
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 103
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Pavão Negro
Otávio Augusto, 29 anos, Guarulho (SP) (divide os roteiros com Claudio Alves)
"Pavão Negro é um herói incomum, egocêntrico e um tanto vaidoso. Lutar por justiça e pelos direitos da ralé é a última coisa que passa pela sua cabeça. Seu negócio é aparecer bem na fita!"
Escrito por PAULO RAMOS às 14h07
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 101
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Eddie´s Blog
Ed Sarro, 40 anos, São Paulo (SP)
"Cartunista e ilustrador, teve trabalhos publicados nos jornais ´O Estado de S.Paulo´, ´Jornal da Tarde´, em periódicos regionais e de bairro e nas revistas ´Imprensa´ e ´CADesign´. Participa do blog ´Os 7´juntamente com mais seis amigos e recentemente passou a publicar também na versão brasileira da revista ´MAD´."
Escrito por PAULO RAMOS às 14h03
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 100
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Café Espacial
Publicação independente coordenada por Sergio Chaves (editor), 24 anos, Vera Cruz (SP) e Lídia Basoli (jornalista responsável), 28 anos, Marília (SP)
"A Café Espacial é uma publicação independente, sem fins lucrativos, que tem a intenção de registrar e resgatar a força e o potencial cultural das histórias em quadrinhos, da literatura, contos e entrevistas. Enfim, das artes como um todo".
Escrito por PAULO RAMOS às 13h55
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 98
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Submundo Mamão
Vinicius Visentini (Vini), 32 anos, Valinhos (SP)
"No blog é apresentado um pouco de tudo que faço e gosto, como quadrinhos, webcomics, tiras, cartuns, notícias sobre quadrinhos, música, literatura e entretenimento!"
Escrito por PAULO RAMOS às 13h52
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 97
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Requadro
Vi(ni)cius D., 25 anos, Ubá (MG)
"O blog Requadro foi criado há um ano com o intúito de divulgar imagens e textos relacionados à produção dos quadrinhos de minha autoria. O projeto independente de HQ ainda em fase de criação e pretende abordar a temática da corrupção arraigada no comportamento do brasileiro."
Escrito por PAULO RAMOS às 01h01
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30.01.09
140 anos de quadrinhos no Brasil - 94
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Dez Pãezinhos
Gabriel Bá e Fábio Moon, 32 anos, São Paulo (SP)
"Premiados criadores dos 10 Pãezinhos estão produzindo três novas séries de quadrinhos para o mercado americano, mas estão descobrindo novas formas de contar histórias curtas na tira ´Quase Nada´, que publicam aos domingos na ´Folha de São Paulo´, trabalho este que os leitores podem conferir semanalmente em seu blog."
Escrito por PAULO RAMOS às 00h53
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 92
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Caio Majado, 26 anos, São Paulo (SP)
"Blog do ilustrador Caio Majado, mostrando seu trabalhos publicados, editoriais e publicitários, histórias em quadrinhos e alguns sketchs. O blog possuí também algumas fotos, entrevistas e alguns videos."
Escrito por PAULO RAMOS às 00h49
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 91
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Neusinha Santos
Richardson Santos (Nanquim), 32 anos, Belo Horizonte (MG)
"Boletos bancários vencidos, cheques sem fundos voltando, falta de dinheiro e uma dívida enorme para pagar... esses são apenas alguns ingredientes da vida de Neusinha."
Escrito por PAULO RAMOS às 00h22
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 83
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
O Contínuo
Alcimar Frazão, Carlos T:Lemøs, Dalton Correa Soares, Olavo Costa, Pedro Felicio e Vitor Souza (não informaram as idades), São Paulo (SP)
"Coletivo de quadrinistas que, desde 2005, edita a revista ´O Contínuo´, além de publicar edições especiais, como ´Câncer´, e realizar exposições, como ´Cazuza, Por Ele Mesmo´, propondo uma pesquisa acerca da narrativa e dos quadrinhos como uma linguagem artística, antes de tudo, acessível e divertida."
Escrito por PAULO RAMOS às 00h04
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 79
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Tracei / Tiras Anônimas
F. V. K., 27 anos, Ribeirão Preto (SP)
"Tracei - Tirinhas de humor com alguns personagens fixos. Tiras Anônimas - 200 tirinhas de humor sequenciais que contam a saga, já finalizada, de um anônimo incógnito em busca do sentido da vida."
Escrito por PAULO RAMOS às 21h56
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 71
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Tietê
Leandro Luccas (Tietê), 30 anos, Campinas (SP)
"Como sempre, a corda arrebenta no lado mais fraco. E é justamente esse lado mais fraco que o Mendigo S/A vem apresentar. Um lado com uma personalidade muito forte, no qual dois moradores de rua, Raul e Pablo, vivem. Talvez se o endereço deles não fossem as tiras, passariam despercebidos como milhões que acordam todos os dias nas ruas."
Escrito por PAULO RAMOS às 21h51
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 70
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Caio Martinelli, 36 anos, São Paulo (SP)
"Eu busco um estilo pessoal, no qual me baseio na minha experiência em desenho e pintura (estudei artes plásticas) para criar (ou adaptar) personagens, cenários, situações e estórias."
Escrito por PAULO RAMOS às 20h16
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 66
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Quadrinhofilia
José Aguiar, 33, Curitiba (PR)
"Quadrinhofilia foi o álbum que lancei ano passado pela editora HQM e é também meu blog, onde divulgo meus trabalhos como ilustrador e, claro, meus quadrinhos."
Escrito por PAULO RAMOS às 20h13
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 65
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Pupuca Ponto Com
Pupuca, 47 anos, Niterói (RJ)
"Cartunista e quadrinista, colaborador da ´Mad´ desde 1990, quadrinhos publicados na revista ´Mega Quadrinhos 6´, ´Quadreca 16´ (que nem saiu) e na ´Eca!Magazine´."
Escrito por PAULO RAMOS às 20h10
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 64
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Nanquim ao Quadrado
Wallisson Narciso, 24 anos, Maceió (AL)
"Um louco de dreadlocks que cresceu lendo quadrinhos, desenhando, jogando muitos games e escutando New Metal. Atualmente está se empenhando em adquirir mais conhecimento em software livre, curtindo as séries da Vertigo e continuando com a mesma mania de sempre: desenhar."
Escrito por PAULO RAMOS às 19h58
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 61
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Banana Pop
Mariana Valentim, 33 anos, São Paulo (SP)
"Gosto muito de me distrair comigo, divirto-me horrores com meus miolos.. aqui, no meu interior, ao lado da vida convencional que insiste em passar pelos meus olhos, exibe-se um filme B de estupenda ironia e acidez. E eu vou vivendo todos os dias assim, rindo dos outros e sorrindo pra mim. Dando vida à Banana Pop, compartilho parte desse roteiro surreal com vocês. E a imensa alegria que sinto ao desenhar. Divirtam-se!"
Escrito por PAULO RAMOS às 19h53
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 60
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Gazy Andraus, 42 anos, São Vicente (SP)
"Blog que linka a meus trabalhos acadêmicos principais, como a tese de doutorado e o mestrado, além de entrevistas e participações com textos biográficos traçando um paralelo com minha vivência com os quadrinhos (site IBAC) e também a meus sites e blogs contendo trabalhos artísticos, como HQ e ilustrações."
Escrito por PAULO RAMOS às 19h49
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 59
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Elton da Silva Souto, 35 anos, Goiânia (GO)
"Este blog é uma miscelânea de tudo que envolve desenho: muita ilustração, charge, cartum, tirinhas, história em quadrinhos e animação. É só navegar pra achar..."
Escrito por PAULO RAMOS às 19h44
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 58
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Tirinhas do Zé
José James Teixeira, 50 anos, São José (SC)
"Sou conhecido como Zé da farmácia, acredito que não precisa dizer onde trabalho, né? Como gosto muito de uma boa piada, resolvi transformar estas, em tirinhas. Trabalhei 22 anos na indústria farmacêutica, visitei milhares de médicos como propagandista, por isso, criei um personagem chamado ´Dr. Roberval - o clínico geral´. Espero que gostem!!"
Escrito por PAULO RAMOS às 18h18
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 53
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Desenhos e Esboços de Daniel Brandão
Daniel Brandão, 33, Fortaleza (CE)
"Passei quase dez anos trabalhando com o Capitão Rapadura, do cartunista Mino. Estudei na Joe Kubert School. Hoje eu dou aulas de desenho, quadrinhos e mangá, faço parte da Glass House Graphics e produzo quadrinhos e ilustrações para diversas editoras do Brasil e do exterior, dentre elas, Abril, Marvel, DC e Dark Horse."
Escrito por PAULO RAMOS às 18h11
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 51
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Balão - Ilustração
Fernando Balão, 34 anos, São José dos Campos (SP)
"Tiras, charges e ilustrações com uma leve pitada de nonsense e humor negro, além de animações como o ´Jornalismo Verdade´(MTV) e o ´Programa Lindomar Correia´."
Escrito por PAULO RAMOS às 17h13
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 44
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
O Menino Chorão
Carol Rodrigues, 15 anos, Pará
"Os quadrinhos do Menino Chorão mostram as estripulias de Armando, um cabeçudinho cara-de-pau com a turminha da vizinhança, que inclui uma baixinha invocada, uma patricinha apaixonada, um menino metido a badboy, um pequeno nerd, uma eterna mal-humorada, a prima maluca, entre outros."
Escrito por PAULO RAMOS às 17h05
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 42
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Yeashuah - Assim em Cima, Assim em Baixo / Tianinha
Laudo Ferreira Jr., 45 anos, São Paulo (SP)
"Desde molequinho, quando fazia meus primeiros desenhos nos caderninhos, sonhava em contar histórias em quadrinhos e mostrar às pessoas. Acreditei nisso e não teve jeito, a coisa te pega mesmo!"
Escrito por PAULO RAMOS às 16h56
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 40
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Sapo Brothers
Rafael Beraldo Dourado (não informou a idade e onde mora)
"O site dos Sapo Brothers completa uma década em agosto deste ano. Os personagens existem desde 1992. Além dos quadrinhos, o site tem jogos e animações."
Escrito por PAULO RAMOS às 16h53
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 39
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Atakcorp
Will Rez, 22 anos, São Paulo (SP)
"O blog é para divulgar um pouco do meu trabalho (que não considero trabalho e sim diversão), que faço sem pretensão alguma (pelo menos até o momento)."
Escrito por PAULO RAMOS às 13h10
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 32
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
XDragoon
Felipe Marcantonio, 23 anos, Boituva (SP)
"XDragoon é uma série que conta a história de dois dragões do planeta Gan-Mah que acabam encontrando uma garota chamada Renata Oliveira. Série de ação e comédia, para maiores de 10 anos."
Escrito por PAULO RAMOS às 13h06
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 31
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Contratempos Modernos
Rodrigo Chaves, 28 anos, Porto Alegre (RS)
"Tiras de humor, na maioria das vezes preto e branco e sem diálogos, sobre os contratempos da vida moderna, como a chuva de bigornas, o apocalipse zumbi ou levar um fora da namorada."
Escrito por PAULO RAMOS às 12h58
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 29
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Os Clássicos da Literatura em Quatro Quadrinhos / O Breve Verbo
Antonio Eder, 38 anos, Curitiba (PR)
"Muito de meus trabalhos de quadrinhos estão lá, e minha nova empreitada: as tiras de os ´Clássicos da Literatura em Quatro Quadrinhos´e ´oo Breve Verbo´."
Escrito por PAULO RAMOS às 12h55
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 28
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Menstruação Atômica
Diego Álvaro, 22 anos, Cachoeira Paulista (SP)
"Cartunista atuante no cenário alternativo. Fez diversos quadrinhos para revistas independentes e fanzines. Agora começa atuar na mídia digital com um blog que funciona como diário gráfico."
Escrito por PAULO RAMOS às 12h50
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 27
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Pagando o Pato
Joatan Preis Dutra, 34 anos, Bremen/Alemanha (natural de Florianópolis, SC)
"´Pagando O Pato´ é uma série de tiras sarcásticas sobre um pato e restante fauna da sociedade, reproduzindo aquelas situações tragicômicas cotidianas - micos em geral - ao qual todos nós um dia já protagonizamos."
Escrito por PAULO RAMOS às 12h44
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 26
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Sideralman
Will, 47 anos, São Paulo (SP)
"Nos quadrinhos, comecei no fanzine ´Subterrâneo´ (2004) com o Sideralman, aos poucos fui passando a colaborar com outras revistas independentes. Faço parte do coletivo Quarto Mundo."
Escrito por PAULO RAMOS às 11h49
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 23
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Pé Duro e Gracílio
Gilson Venancio Alvarenga, 44 anos, Vila Velha (ES)
"Tenho um trabalho pararelo na área de cartum para cartilhas e similares. Também possuo dois personagens, oPé Duro e oGracílio, que já foram publicados em jornal empresarial e num jornal comercial."
Escrito por PAULO RAMOS às 11h45
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 22
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Magias & Barbaridades
Fabio Ciccone, 26 anos, São Paulo (SP)
"No ar há mais de 5 anos, ´Magias & Barbaridades´ conta as aventuras de um mago meio otário, um bárbaro fã de Shakespeare e uma amazona desequilibrada (literalmente), desbravando esse mundão véio sem porteira."
Escrito por PAULO RAMOS às 11h24
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 18
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
André Caliman
André Caliman, 22 anos, Curitiba (PR)
"Produzi as revistas independentes ´Avenida´ e ´Quadrinhópole´ e atualmente trabalho num projeto para o mercado americano. O anexo é um exemplo desse trabalho."
Escrito por PAULO RAMOS às 01h50
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 16
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Sócios Ltda.
Página mantida pelo grupo de autores independentes
"Este é o blog do Sócios Ltda, grupo responsável pela publicação da revista independente ´Garagem Hermética´, cujo quinto número será publicado em breve."
Escrito por PAULO RAMOS às 01h41
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 14
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Homem-Grilo
Cadu Simões, 26 anos, Osasco (SP)
"O Homem-Grilo é uma paródia ao universo dos super-heróis. Atualmente está sendo publicada no blog a segunda HQ dos Territorianos, um grupo de super-heróis atrapalhados que fazem parte do ´griloverso´."
Escrito por PAULO RAMOS às 00h54
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 10
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Projeto 22
Celso Oliveira Menezes (roteirista), 31 anos, e Felipe Massafera, 24 anos (desenhista), Mogi Mirim (SP)
"Blog com o processo de criação da Graphic Novel ´22 de Abril´, um dos dez projetos selecionados pelo PAC da Secretaria de Cultura de São Paulo, a ser lançada pela Zarabatana Books no final do ano."
Escrito por PAULO RAMOS às 00h43
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 8
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
Tio Guedes
Ranulfo Medeiros, 24 anos, e Pedro Caraça, 26 anos (não informaram onde moram)
"Em nosso blog, mostramos nossas páginas de quadrinhos e falamos sobre nosso processo de criação - dos primeiros esboços à página finalizada, com cores."
Escrito por PAULO RAMOS às 00h05
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140 anos de quadrinhos no Brasil - 1
Maratona de sites e blogs no Dia do Quadrinho Nacional
1001 Dias
Flávio de Almeida, 49 anos, Santo Antônio de Pádua (RJ)
"Uma longa história que começou no dia 1º de janeiro de 2009 e vai até o dia 12 de março de 2011. O amor em suas várias (im)possibilidades em 1001 dias!"
Escrito por PAULO RAMOS às 00h01
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28.01.09
Aproveite o Dia do Quadrinho Nacional e divulgue seu trabalho
A próxima sexta-feira, dia 30, é o Dia do Quadrinho Nacional.
Para marcar a data, está página vai divulgar sites e blogs de quadrinhos nacionais.
Basta que o autor me envie, por e-mail, o link e os dados pessoais (leia mais abaixo).
A proposta é tornar este blog um ponto focal da data e contribuir - ainda que de forma modesta - para a difusão de trabalhos, muitas vezes desconhecidos do grande público.
***
É a segunda vez que o blog faz esse tipo de divulgação.
O mesmo foi feito em 30 de janeiro do ano passado. Foram reunidos 125 links.
Todos podem ser (re)lidos no item "dicas" no canto esquerdo da tela.
***
Aos autores, peço apenas a gentileza de observar estas orientações:
Escrito por PAULO RAMOS às 20h07
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Por que 30 de janeiro é o Dia do Quadrinho Nacional?
A resposta para a pergunta acima está nesta imagem:
Os dois quadrinhos iniciam a história "As Aventuras de Nhô Quim, ou Impressões de uma Viagem à Corte", do ítalo-brasileiro Angelo Agostini (1843-1910).
A narrativa foi publicada em página dupla no jornal "Vida Fluminense" em 30 de janeiro de 1869. É por isso que a data foi escolhida para marcar o Dia do Quadrinho Nacional.
A bem da verdade, é possível ver produções quadrinísticas anteriores, caso das charges.
Mas isso não diminui o trabalho inovador do artista e a relevância histórica da obra, inclusive em termos mundiais.
***
Na falta de um nome preciso para o que criava, Agostini usou o rótulo "história em muitos capítulos", estampado no canto direito superior da página.
Percebiam-se aí os primeiros esboços da linguagem que se configuraria, algumas décadas depois, no que conhecemos por histórias em quadrinhos.
Não havia balões, linhas cinéticas (traços que indicam movimento), onomatopeias, metáforas visuais. Mas havia a base dos quadrinhos, a narrativa mostrada em sequência.
E inovações no uso da linguagem visual, como esta:
O primeiro quadrinho é todo preto. Motivo: o personagem estava num trem que, naquele momento, passava por um "túnel grande". O recurso continua inovador, 140 anos depois.
A história tinha toques de humor, como se lê no trecho acima, mas também de aventura.
Essa temática só seria usada pelos americanos na virada das décadas de 1920 para 30.
***
O tom de aventura ficou mais evidente em outro trabalho de Agostini, bem mais popular que este no século 19: "As Aventuras do Zé Caipora".
A primeira parte da história é de 27 de janeiro de 1883.
Uma vez mais, Agostini produzia uma narrativa em sequência, com legendas abaixo dos quadrinhos. Mas aprimorava o traço e o contorno dos quadrinhos, ora maiores, ora menores.
***
Costuma-se atribuir a "Yellow Kid", produção norte-americana do fim do século 19, o ponto de partida para os quadrinhos.
A história, na verdade, foi a primeira a usar os quadrinhos como meio de comunicação de massa de forma mais organizada.
O início mesmo coube a outros trabalhos pioneiros, nem sempre lembrados.
***
A Inglaterra produzia "Dr. Sintaxe" já em 1798. Houve outros casos de histórias de humor na Europa ao longo do século 19.
E os brasileiros têm em Angelo Agostini um dos precursores, inclusive na temática.
O desenhista já produzia quadrinhos de aventura muito antes dos norte-americanos, que gostam de destacar serem os primeiros a produzir o gênero.
***
Nota: as primeiras história de Nhô Quim e de Zé Caipora - não são a mesma narrativa, não custa reforçar - foram compiladas num livro, publicado em 2002 pelo Senado Federal.
É de lá boa parte das informações mencionadas nesta matéria.
Também são da obra as duas imagens que ilustram esta postagem.
Escrito por PAULO RAMOS às 19h35
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27.01.09
Diferentes eventos marcam Dia do Quadrinho Nacional
Álbum histórico "Heróis da Restauração Pernambu- cana", tema de palestra em Recife na sexta-feira à noite, é um dos itens da programação
Uma série de palestras e encontros vai marcar o Dia do Quadrinho Nacional, comemorado na próxima sexta-feira, dia 30.
Os eventos ocorrem em diferentes partes do país. E começam já no dia 29.
***
5ª, 20h, no Rio de Janeiro Debate "Humor Enquadrado - Gargalhadas em Quadrinhos", com participações de André Dahmer, Allan Sieber e Clara Gomes, e mediação de Arnaldo Branco Local: Livraria Travessa, unidade Leblon, av. Afrânio de Melo Franco, 290
6ª, às 15h, em São Paulo Palestra sobre a produção de histórias em quadrinhos no Brasil, ministrada pelo pesquisador Nobu Chinen Local: Centro Cultural da Juventude, av. Deputado Emílio Carlos, 3.641
6ª, das 16h às 23h, em Santo André, no ABC paulista 6º Encontro dos Cartunistas do ABC e São Paulo Local: Frans Café, av. Portugal, 1.126
6ª, a partir das 19h, em Recife Palestras sobre os quadrinhos em Pernambuco, ministradas por Amaro Braga e Henrique Virgínio; após as exposições, vai haver sessão de autógrafos dos álbuns "Heróis da Restauração Pernambucana" (R$ 15) e dos quatro volumes de "Passos Perdidos - História Desenhada" (R$ 25 cada um). Local: Livraria Cultura do Shopping Paço Alfândega, rua Madre de Deus, s/n
6ª, 19h30, em Campinas, no interior de São Paulo Sessão de autógrafos de "Macaco Albino" (R$ 3), de Leandro Robles Local: Casa da Vó Restaurante e Pizzaria, av. Albino J.B. de Oliveira,1.600
sábado, 19h30, em São Paulo Lançamento da revista "NFL Comics", de Ha1000ton, Bira Dantas, Laudo Ferreira Júnior, Omar Viñole e Carlos Morgani Local: HQMix Livraria, Praça Roosevelt, 142 Obs: este lançamento não está diretamente ligado ao Dia do Quadrinho Nacional
***
É possível que a programação seja maior. Se o evento não foi incluído, é por puro desconhecimento do autor deste blog.
Sabe de mais alguma comemoração do Dia do Quadrinho Nacional?
Agradeceria se deixasse registrada nos comentários abaixo.
Escrito por PAULO RAMOS às 12h35
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Onimbo e os Vermes do Inferno mostra esquizofrenia do horror
Mangá, lançado neste mês, mostra um ser que se alimenta de vermes hospedados dentro do corpo das pessoas
Há uma espécie de cadeia alimentar no mundo apresentado em "Onimbo e os Vermes do Inferno", mangá que começou a ser vendido neste mês em lojas de quadrinhos (Zarabatana; 192 págs., R$ 29).
Vermes do inferno se desenvolvem dentro das pessoas e delas se alimentam. Surgem a partir de traumas vividos no passado.
E Onimbo, um ser poderoso com jeito de menino malandro, alimentar-se dos tais vermes.
Fecha-se, assim, o ciclo alimentar que sintetiza o enredo do álbum, escrito e desenhado por Hideshi Hino, que fez fama com seus quadrinhos de horror.
***
Onimbo tem a habilidade de extrair os vermes das pessoas. Não que esteja interessado no bem estar delas. Nada disso. O interesse do pequeno ser é apenas digerir os tais monstros.
Tanto que, ao invés de simplesmente tirar os "encostos" de dentro das vítimas, ele espera pacientemente até que os vermes cresçam e se tornem um aperitivo mais suculento.
Até que isso aconteça, o portador sofre de fortes ataques de esquizofrenia. Vê tornarem-se reais os traumas do passado.
Um pesadelo é pior que o outro. E é o que dá o tom de horror ao mangá.
***
Este álbum traz quatro contos de Onimbo. Ele se alimenta de diferentes vermes, em diferentes pessoas.
Os relatos podem ser lidos de forma autônoma. E vão se encerrar num segundo volume da série. Segundo a Zarabatana, a sequência está programada para março.
Onimbo é o terceiro trabalho de Hideshi Hino lançado pela editora de Campinas, cidade no interior de São Paulo. Os outros também eram mangás de horror.
"A Serpente Vermelha" mostrava um garoto seguido pelo animal que dava título à obra.
E "O Garoto Verme" - o melhor dos três - apresentava a transformação de um menino em verme. O álbum foi lançado em agosto do ano passado.
***
Nota: dois outros mangás começaram a ser vendidos neste mês, lançados por diferentes editoras. Ambos são voltados ao leitor adolescente.
"Tenjho Tenge" (JBC; R$ 10,90) mostra a luta entre grupos rivais dentro de uma escola de segundo grau. O grau de violência - pontuado por algumas cenas de nudez - fez com que a capa incluísse o selo de "proibido para menores de 18 anos".
"Vampire Kisses - Laços de Sangue" (NewPOP; R$ 6,90) mostra a relação entre uma adolescente "normal", Raven, e seu namorado vampiro, Alexander.
Neste número de estreia, descobrem a existência de um primo de Alexander, também vampiro, pessoa que terão de enfrentar. O enredo lembra muito o que se vê no cinema no filme "Crepúsculo", também sobre a dificuldade do namoro entre um vampiro e uma jovem.
Escrito por PAULO RAMOS às 11h57
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26.01.09
Álbum de luxo vai relançar primeiras histórias do Demolidor
Capa da primeira revista do personagem nos Estados Unidos, título incluído na edição programada para ser publicada em março pela editora Panini
As primeiras aventuras do Demolidor serão relançadas em um álbum de luxo da coleção Biblioteca Histórica Marvel, da editora Panini. A obra está programada para março.
O álbum trará as 11 primeiras histórias da revista "Daredevil", título do personagem nos Estados Unidos. O número de estreia é de abril de 1964 (capa acima).
O herói foi criado por Stan Lee e Bill Everett para a editora norte-americana Marvel Comics.
O diferencial do personagem é ser cego. O mesmo acidente que tirou a visão dele ampliou seus sentidos, o que lhe permitia combater o crime como o Demolidor.
***
A coleção Biblioteca Histórica Marvel foi lançada na metade de 2007. A linha reúne histórias clássicas de heróis da Marvel. Para este ano, a Panini programa outros álbuns da série.
A editora pretende lançar os segundos volumes de Quarteto Fantástico e Vingadores, que inicialmente seriam publicados no ano passado.
Também está nos planos um segundo álbum do Surfista Prateado e os terceiros volumes com histórias antigas de Homem-Aranha e X-Men.
A editora lançou também números com as primeiras aventuras de Capitão América, O Poderoso Thor, O Incrível Hulk e Homem de Ferro.
***
A coleção é vendida em lojas especializadas em quadrinhos e em livrarias, filão que a Panini passou a explorar a partir de 2007. Nas bancas, a editora multinacional é líder de mercado.
Segundo o editor responsável pela linha Marvel no Brasil, Fernando Lopes, a série Biblioteca Histórica Marvel não será o único lançamento voltado às livrarias neste ano.
Mas ele faz suspense sobre o assunto.
"Temos alguns outros produtos previstos, mas ainda é cedo para divulgá-los", diz. "Posso adiantar, contudo, que temos entre eles algumas obras há muito aguardadas pelos fãs."
Escrito por PAULO RAMOS às 22h31
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Um curioso passeio pelas adaptações de Benjamin Button
Capa do álbum "O Curioso Caso de Benjamin Button", que mostra em quadrinhos conto de F. Scott Fitzgerald
A curiosidade sobre o caso de Benjamin Button não está apenas no nome do conto do norte-americano Francis Scott Fitzgerald (1896-1940).
O dado curioso é que as resenhas sobre a história do homem que nasce velho e rejuvenesce ao longo dos anos têm de se ater às adaptações.
Pelo menos até as livrarias brasileiras receberem os exemplares de "Seis Contos da Era do Jazz", o que deve ocorrer em questão de dias. A obra inclui a narrativa sobre Button.
Na falta do texto original, resta comparar as duas adaptações existentes, a do cinema e a feita em quadrinhos, lançada no fim da semana passada (Ediouro, 128 págs., R$ 29,90).
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A comparação traz outra curiosidade. As duas histórias mostram o mesmo enredo. Benjamin Button nasce velho e se torna jovem ano após ano.
Mas há sensíveis diferenças entre o que se vê na tela e o que se lê em quadrinhos, produzidos por Nuncio De Filippis, Christina Weir (textos) e Kevin Cornell (desenhos).
No álbum, Button inicia a vida como um adulto de 70 anos, barbudo, alto e corcunda. Domina a língua, dialoga com o pai e é tratado por ele como se fosse uma criança de fato.
A incongruência de ser visto como criança embora seja adulto é a tônica do restante da história. Ninguém na sociedade o vê como realmente é.
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A versão cinematográfica ameniza o modo como as pessoas que rodeiam Button o enxergam. Ele nasce e vive os primeiros anos em um asilo, fato inexistente na versão quadrinizada.
Outras diferenças: nasce como um pequeno bebê, sem o domínio da fala e tem o comportamento típico de uma criança. Brinca e se diverte, apesar de ter corpo de um idoso.
É abandonado pelo pai - o que não ocorre no álbum - e é criado por uma mãe adotiva. Tem participação mínima na guerra, ao contrário do que se lê na adaptação quadrinizada.
E, principalmente, não conhece seu grande amor durante a infância, como se vê na tela grande. E também não passa parte da vida adulta com ela.
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O álbum - pelo que noticia a Ediouro - se baseia no texto original de Fitzgerald.
O que o cinema mostra é algo diferente. É uma história curiosa, sim, mas também um conto de amor. Esse talvez seja o principal ponto que distingue as duas adaptações.
Fora a cativante interpretação de Brad Pitt no papel de Benjamin Button, papel que o indiciou ao Oscar de melhor ator (o filme teve 13 indicações, incluindo a de melhor filme).
Entre ir ao cinema e comprar o álbum, o bilhete garante uma diversão melhor.
Depois, se a história agradar, vale um passeio pelas páginas da adaptação em quadrinhos, a título de comparação. E pelo conto original, a ser lançado pela editora José Olympio.
Escrito por PAULO RAMOS às 10h47
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25.01.09
Malvados ganha prêmio do júri do Best Blogs Brazil
O júri do Best Blogs Brazil indicou "Malvados", de André Dahmer, como o melhor blog de quadrinhos de 2008.
Os nomes foram divulgados no site da premiação, que busca dar visibilidade aos blogs.
Os troféus foram entregues na noite de sábado no Campus Party, evento de tecnologia realizado durante toda a semana passada em São Paulo.
Ao todo, são 30 categorias. É a primeira vez que o prêmio inclui quadrinhos na relação.
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O Best Blogs Brazil faz a definição dos vencedores em duas etapas. Na primeira, votam apenas os internautas.
Nessa primeira seleção, o blog de quadrinhos escolhido foi "Dr. Pepper", como o blog noticiou no último dia 20.
"Malvados", na lista popular, havia sido o sétimo blog mais votado.
Saiba mais sobre "Malvados" neste link. E neste para visitar a página de André Dahmer.
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Merece registro as histórias feitas por Cadu Simões e Gil Tokio durante o Campus Party.
Os dois quadrinistas participaram do evento e postaram o divertido dia-a-dia no blog do "Quarto Mundo", grupo independente de autores de diferentes partes do país.
"O Guia dos Campuseiros Cucarachas", nome do relato, pode ser lido neste link.
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Post postagem (26.01, às 10h14): avisam-me por e-mail que há um ar de ironia na premiação de "Malvados". O motivo é que André Dahmer, o autor do blog, teceu críticas ao Campus Party, onde ocorreu a entrega dos troféus, e se negou a ir ao evento midiático.
As críticas dele foram noticiadas pela "Folha Online". "Por trás de toda roupagem jovem e moderna da Campus Party, com suas barraquinhas neo-hippies, suas conexões sem fio e seus blogueiros famosos, está a Telefônica, grande campeã de reclamações no Procon-SP", disse Dahmer.
"Esses eventos estão se tornando o paraíso de agências de marketing virais e de blogueiros sem qualquer conteúdo, gente que quer apenas fazer (pouco) dinheiro copiando e colando informações em seus blogs. Acho um meio de vida pobre, triste e poluidor".
Outros blogueiros também criticaram o evento. A íntegra da matéria pode ser lida aqui.
Escrito por PAULO RAMOS às 21h20
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23.01.09
Livro faz raio-x da linguagem dos quadrinhos
"A Leitura dos Quadrinhos", que chega às livrarias nesta semana, esmiúça recursos visuais e verbais usados nas HQs
Quais as características da linguagem dos quadrinhos e quais seus diferentes gêneros?
O livro "A Leitura dos Quadrinhos", que começa a chegar nesta semana às livrarias (Contexto, 160 págs., R$ 23), procura dar respostas a essas questões e trazer um olhar aprofundado e crítico sobre os recursos das histórias em quadrinhos.
A obra, de minha autoria, é o tema desta terceira e última postagem da série sobre livros teóricos lançados entre o final de 2008 e início deste 2009.
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O livro procurou investigar tudo - ou quase tudo - que já foi publicado sobre o tema, tanto no Brasil quanto no exterior.
A partir dessa leitura, foi feita uma abordagem atualizada e crítica de cada um dos conceitos, dividida em sete capítulos.
Cada um dos recursos é fundamentado e exemplificado com base em histórias em quadrinhos nacionais e estrangeiras já publicadas no Brasil.
Há também exemplos de trabalhos produzidos na internet.
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Mas a obra não se detém apenas na revisão crítica da literatura sobre o assunto, ainda pequena dada a importância do tema.
O livro dá um passo além, trazendo uma discussão nova sobre elementos nunca antes trabalhados do ponto de vista teórico.
E tenta fazer uma inédita aproximação entre os estudos linguísticos e a linguagem dos quadrinhos, principalmente na representação da oralidade, que não ocorre só nos balões.
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"A Leitura dos Quadrinhos" integra a coleção "Linguagem & Ensino", da Editora Contexto.
A série é voltada a professores, estudantes universitários, pesquisadores e profissionais da área de comunicação. Por isso, houve o cuidado de o texto ser acessível a pessoas não iniciadas na área.
Mas o interesse pela obra é mais amplo.
Pessoas que gostam de quadrinhos, por exemplo, têm no livro uma oportunidade de se aprofundar na linguagem e em seus sempre inovadores recursos.
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É possível ler na internet uma parte de "A Leitura dos Quadrinhos".
A editora disponibilizou a introdução e o sumário em pdf. Podem ser acessados aqui e aqui.
E a Livraria Cultura oferece o primeiro capítulo, sobre gêneros, também em pdf. Clique aqui.
Escrito por PAULO RAMOS às 10h23
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22.01.09
Narrativas Gráficas e Falas & Balões ganham novas edições
Obra de Will Eisner teve edição ampliada; outros livros teóricos do autor, um deles inédito, serão lançados ainda este ano
As obras não são novas, mas ganharam novas edições neste início de 2009.
O conteúdo de "Narrativas Gráficas de Will Eisner" e "Falas & Balões - A Transformação dos Textos nas Histórias em Quadrinhos" é essencialmente o mesmo das primeiras versões, lançadas respectivamente em 2005 e 1998.
As principais diferenças estão nos capítulos extras e no tratamento editorial.
As duas reedições - e as mudanças em relação às versões anteriores - são o tema desta segunda postagem sobre obras teóricas sobre quadrinhos lançadas na virada do ano.
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"Narrativas Gráficas" (Devir, 176 págs., R$ 40) manteve o formato original, mas ganhou nova capa e um capítulo que não existia na primeira edição da obra, lançada também pela Devir.
A parte extra aborda a presença dos quadrinhos na internet.
Nas cinco páginas do novo capítulo, o autor, o norte-americano Will Eisner (1917-2005), faz uma rápida descrição da diferença de leitura nas páginas impressas e na tela e quais as melhores maneiras de transpor para o computador a arte desenhada.
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O capítulo extra é coerente com a proposta da obra: dialogar com o produtor de quadrinhos, que quer criar histórias desenhadas ou aprimorar a arte delas.
Eisner procura mostrar como se processa a narrativa nos quadrinhos. A maioria dos exemplos apresentados é do próprio autor.
O livro é a segunda obra teórico-prático dele. O primeiro, "Quadrinhos e Arte Sequencial", fazia uma descrição da linguagem dos quadrinhos e se tornou referência na área.
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"Quadrinhos e Arte Sequencial" também será relançado pela Devir. A primeira versão da obra é de 1989. Foi publicada pela editora Martins Fontes e teve mais de uma edição.
A Devir planeja lançar ainda um terceiro livro de Eisner, "Anatomia Expressiva".
Inédita no Brasil, a obra foi publicada nos Estados Unidos após a morte do autor.
Segundo a editora, os dois trabalhos serão publicados ainda este ano.
Livro de Marcos Nicolau discute a evolução das falas e dos balões nos quadrinhos; nova edição ganhou capítulos extras
"Falas & Balões" (Marca de Fantasia, 68 págs., R$ 11) é um trabalho bem mais sintético, se comparado ao de Eisner. Mas tem em comum o objetivo de abordar elementos da narrativa em quadrinhos.
No caso do livro de Marcos Nicolau, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal da Paraíba, o interesse está nas mudanças textuais vistas ao longo dos anos.
O autor procura encontrar momentos que apresentaram algumas dessas mudanças, alterações que ajudaram a tornar mais rica e complexa a linguagem.
Como a presença de outras formas narrativas - herança da literatura - e o surgimento das onomatopeias.
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Em essência, a obra é a mesma que foi lançada em 1998, também pela Marca de Fantasia.
Há um novo capítulo e um apêndice. O capítulo extra atualiza o tema na série "Sin City", de Frank Miller. A outra parte traça uma cronologia evolutiva das falas e balões.
O tratamento editorial também é outro. O formato é de bolso, menor que o da primeiro versão, em tamanho revista. Isso exigiu a retirada de parte dos exemplos ou o deslocamento deles para o final da obra.
O livro só é vendido por meio do site da editora Marca de Fantasia (link). Hoje à tarde, estava fora do ar. Mas vá tentando.
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Próxima postagem: "A Leitura dos Quadrinhos", que chega às livrarias nesta semana.
Escrito por PAULO RAMOS às 17h49
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21.01.09
Virada do ano foi promissora para obras teóricas sobre quadrinhos
Capa de "A Magia dos Quadrinhos", um dos sete livros sobre quadrinhos que começaram a ser vendidos nas livrarias entre 2008 e 2009
Coincidência ou não, houve uma concentração de obras teóricas sobre quadrinhos entre o fim de 2008 e o início deste 2009.
Pelo menos sete delas começaram a ser vendidas nas livrarias na virada de ano. Cinco são inéditas. As outras duas, novas versões de antigas obras.
Nesta e nas próximas duas postagens, o blog vai noticiar cada um dos livros.
A série vai seguir uma linha cronológica. Esta, que dá início ao trio de postagens, mostra as obras que chegaram ao mercado no fim do ano passado.
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"A Magia dos Quadrinhos" (Edições Bagaço, 376 págs., R$ 35) é uma obra que relembra a evolução dos primeiros quadrinhos publicados no Brasil, com particular interesse pelos norte-americanos.
O autor - o médico e colecionador Rostand Paraíso - se declara um apaixonado por quadrinhos e o livro seria um forma de débito "pelo que eles me proporcionaram".
O detalhamento da descrição evidencia mesmo um trabalho de fã. Parte das pesquisas se pautou em obras já existentes, parte em material próprio.
O relato histórico começa com a extinta revista "O Tico-Tico", que começou a ser publicada em 1905, e se centra principalmente na primeira metade do século passado.
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Há um motivo para Paraíso se fixar nesse período. Ele defende a tese de que os quadrinhos atuais estão em decadência.
A Europa ainda teria redutos de qualidade, tanto nos desenhos quanto no texto.
A queda, na leitura dele, teria início após a Segunda Guerra Mundial. Os super-heróis teriam perdido a graça por terem superpoderes que os tornam invencíveis.
"O aparecimento dos mangás japoneses, com suas figuras geradas, em grande parte, por computador, parece em nada ter contribuído para modificar a decadência sentida no setor."
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"Batman e a Filosofia - O Cavaleiro das Trevas da Alma" (Madras, 256 págs., R$ 34,90) é uma coletânea de artigos sobre o herói da editora norte-americana DC Comics.
A obra foi produzida pelos pesquisadores estadunidenses Mark D. White e Robert Arp. White assina um dos 20 capítulos do livro, divididos em seis partes.
O conteúdo se debruça sobre as características do personagem de Gotham City.
Discute-se, por exemplo, por que o herói não mata o vilão Coringa, o papel ético de Batman e paralelos do personagem com ideias de Wittgenstein, Kierkegaard, Aristóteles e Kant.
"Nossos Deuses São Super-Heróis" busca mitos que influenciaram na produção dos super-heróis norte-americanos
"Nossos Deuses São Super-Heróis - A História Secreta dos Super-Heróis das Histórias em Quadrinhos" (Cultrix, 248 págs., R$ 29,90) é outra obra traduzida do inglês que dialoga com elementos da filosofia.
O autor, Christopher Knowles, se aprofunda sobre um tema recorrente: as influências míticas presentes nas histórias de super-heróis. A própria capa inicia as comparações reproduzindo, com heróis, quadro sobre a Santa Ceia.
Nos 23 capítulos, Knowles vê diálogos com as culturas greco-romanas, com a maçonaria, com a literatura, com a magia, com a ciência, para ficar em alguns exemplos.
Embora haja uma conclusão no final, cada capítulo exerce o papel de um pequeno ensaio autônomo, exemplificado por um ou mais heróis dos quadrinhos norte-americanos.
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"Traços Ideogramáticos na Linguagem dos Animês" (Via Lettera, 160 págs., R$ 37) é a versão em livro do doutorado de Patrícia Borges realizado na área de Comunicação e Semiótica da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).
O livro mostra como se dá a presença de elementos do cineasta russo Sergei Eisenstein (1898-1948) nos animês - principalmente - e nos mangás, os quadrinhos japoneses.
A teoria desenvolvida na obra - chamada de Teoria da Montagem -, em linhas bem gerais, divide as animações em quadros e os compara em sequência.
O método é aplicado nas animações "A Princesa e o Cavaleiro", "Gundam Wing", "Ranma 1/2", "Os Cavaleiros do Zodíaco", "Neon Genesis Evangelion" e "A Viagem de Chihiro".
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Próxima postagem da série: duas antigas obras sobre quadrinhos ganham novas edições.
Escrito por PAULO RAMOS às 21h41
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20.01.09
Dr. Pepper vence categoria de quadrinhos do Best Blogs Brazil
Não sabe do que se trata a série de tiras "Dr. Pepper"? O doutor explica:
É desse jeito irônico que a série foi escolhida como o melhor blog de quadrinhos do Best Blog Brazil na votação dos leitores.
O prêmio foi divulgado no último sábado no site da premiação.
A tira é feita por Daniel M. Thomazelli e se baseia no humor politicamente incorreto.
Logo na primeira página, há um alerta: "se você gosta de piadas de mau gosto, entre".
O Best Blogs Brazil - ou BBB, como é chamado na blogosfera - destacou neste ano 30 categorias de blogs. A premiação é dividida em duas etapas.
A primeira é feita pelo público. Dr. Pepper teve o maior número de votos, 831, 29% do total.
A segunda premiação do Best Blogs Brazil é feita pelo júri.
Os nomes serão divulgados no próximo sábado, às 20h, no Campus Party Brasil, evento de tecnologia que ocorre até o próximo domingo no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo (rodovia dos Imigrantes, km 1,5).
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A categoria quadrinhos do Best Blogs Brazil vale tanto para blogs de quadrinhos quanto para blogs sobre quadrinhos.
Veja - e, se quiser, visite - os dez selecionados (sigo a mesma ordem da premiação):
Escrito por PAULO RAMOS às 17h42
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Seriado baseado em tiras de Adão entra na grade da Globo
"Aline", especial de fim de ano exibido no último dia 30 pela TV Globo, agradou e vai entrar na grade da emissora neste ano. Mais quatro episódios foram aprovados.
A informação foi noticiada nesta terça-feira pelo blog "Canal 1", ligado ao portal UOL.
A série se baseia nos personagens criados por Adão Iturrusgarai.
A atriz Maria Flor vive a ninfomaníaca Aline. Otto e Pedro são interpretados por Bernardo Marinho e Pedro Neschling, respectivamente. O trio é mostrado na foto acima.
Adão Iturrusgarai, que hoje mora na Argentina, diz em seu blog que gostou do que viu.
"Achei muito legal, divertido, charmoso e moderno. Dei muita risada vendo minhas piadas ali na televisão. É incrível. Nada me incomodou. Gostei das atuações", diz.
"Confesso que me surpreendi por que estava com o pé atrás antes de assistir. Senti algo diferente ao ver aquele monte de gente envolvida na minha criação e minhas piadas. Isso foi interessante já que o trabalho dos desenhistas de quadrinhos é bastante solitário."
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O especial pode ser visto na íntegra no site de vídeos "YouTube".
Foi dividido em cinco partes. Seguem os links para quem quiser assistir:
Escrito por PAULO RAMOS às 17h00
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19.01.09
Quadrinhos dos EUA reproduzem discurso pró-Obama
Capa da revista norte-americana do Homem-Aranha, que mostra o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama
Os olhos do mundo todo nesta terça-feira vão estar em Washington. A capital norte-americana vai sediar a posse do 44º presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
O primeiro presidente negro na história do país assume o cargo em meio a duas conturbadas heranças da gestão de George W. Bush: uma guerra inacabada e uma instabilidade financeira interna.
Por maiores que sejam os desafios - e são -, 79% veem sua administração com otimismo, a maior vista na posse dos últimos seis presidentes. Outra pesquisa dá a ele 60% de aprovação.
Os quadrinhos de super-heróis ecoam essa popularidade já há alguns meses.
***
A obamamania foi vista e revista em "Savage Dragon", da Image Comics. O título, escrito e desenhado por Erik Larsen, deu apoio explícito ao então candidato democrata.
Definida a disputa, a Marvel Comics preparou um encontro entre Obama e o Homem-Aranha. "Obrigado, parceiro", diz ele ao super-herói, após ser salvo.
A onda é vista, agora, na revista "Youngblood", de Rob Liefeld.
O presidente eleito é desenhado de forma positiva em todos esses casos.
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O que os quadrinhos fazem é uma reprodução acrítica do discurso dominante no país.
No momento, é pró-Obama. Afinal, de cada dez norte-americanos, seis o apoiam e dois o veem com otimismo.
É o mesmo mecanismo visto após o ataque do 11 de Setembro e na Segunda Guerra Mundial, para ficar em dois exemplos.
Ambos já foram abordados em outro momento por este blog.
O ataque às Torres Gêmeas, em 2001, criou nos Estados Unidos um discurso de profunda lamentação, inicialmente, e de necessidade de represália, depois, ambos alimentados pelo governo Bush.
Os dois discursos foram reproduzidos pela imprensa interna e externa, inclusive brasileira.
Usavam-se termos ocos de significado - e necessariamente negativos -, como "medo", "eixo do mal" e "terror". Era parte da estratégia federal para criar um sentimento pró-conflito.
A outra parte da argumetação de Bush foi ancorada na afirmação de que existiam armas de destruição em massa. Não havia, como se comprovou anos depois.
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Esse discurso foi reproduzido ípsis-líteris nos quadrinhos de super-heróis.
A Marvel, a exemplo do que faz agora com Obama, correu para lançar uma edição da revista do Homem-Aranha abordando o tema. O herói se sentia impotente ante a tragédia.
Os demais super-heróis e vilões se uniram para resgatar as vítimas dos escombros. O inescrupuloso Doutor Destino chegou a derramar lágrimas.
Nos meses seguintes, o título do Capitão América foi repaginado para que ele combatesse o novo mal norte-americano: o terror, mesmo termo oco cunhado por Bush.
Hoje, George W. Bush deixa a administração com 20% de aprovação, índice visto apenas na depressão da crise de 1929 dos Estados Unidos.
Ele tem sido mostrado em textos e fotos jornalísticas como uma caricatura, sintetizada agora na figura de um sapato jogado contra ele pouco tempo atrás.
Não há sombra da aprovação vista na época do início da invasão ao Iraque. O olhar norte-americano sobre o tema mudou. O discurso também. Inclusive nos quadrinhos.
A série "Os Supremos", também da Marvel, é um indício disso. Na segunda fase do título, o mundo se une para atacar o poderio bélico norte-americano.
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Na Segunda Guerra Mundial, houve nos Estados Unidos um incentivo à propaganda contra os países do eixo.
Mas, mais que isso, houve condescendência dos autores na produção de histórias assim. Reproduzia-se o discurso dominante na época.
Foi assim que o Super-Homem enfrentou os nazistas. Que Flash Gordon retornou à Terra para lutar na guerra. Que o Capitão América foi criado.
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Barack Obama toma posse nesta terça-feira no auge de sua popularidade.
Os quadrinhos de super-heróis evidenciam essa aprovação. E capitalizam com ela.
Basta ver o número de manchetes pautadas sobre a presença de Obama na revista do Homem-Aranha.
Trata-se de um discurso predominante na maioria dos textos sobre o novo presidente produzidos na imprensa e nos quadrinhos de super-heróis.
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Bush, há não muito tempo assim, gozava de popularidade, vista também nos quadrinhos.
Hoje, é uma caricatura de si mesmo. Não foi o presidente quem mudou. Foi o discurso sobre ele.
Identificar tal discurso é uma forma de tornar a leitura mais crítica para, a partir daí, concordar com ela ou dela discordar.
Mas nunca a reproduzir, de maneira acrítica, como temos visto, inclusive nos quadrinhos.
Escrito por PAULO RAMOS às 17h45
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Cartógrafo alemão faz mapa de como seria cidade de Patópolis
O mapa acima mostra como seria a fictícia Patópolis, cidade de Pato Donald, Tio Patinhas e de tantos outros personagens do mundo Disney.
O trabalho foi feito pelo cartógrafo alemão Jürgen Wollina e demorou 13 anos para ser concluído.
Ele tomou como base as histórias de Carl Barks (1901-2000), principal autor dos quadrinhos Disney. Em algumas narrativas, o desenhista incluía mapas de Patópolis (Entenhausen, em alemão).
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Segundo noticia a "Folha de S.Paulo" nesta segunda-feira, fonte desta informação, Wollina concluiu que o Pato Donald mudou de casa 33 vezes e que o Tio Patinhas teria 20 caixas-forte.
Patópolis teria 600 km quadrados e entre 100 mil e 200 mil habitantes. "É claro que não moram só patos lá, é uma cidade grande", disse o cartógrafo na reportagem da Folha.
Wollina integra a Organização Alemã Não-Comercial de Seguidores do Donaldismo Puro. Ou D.O.N.A.L.D., em alemão. O grupo mantém um site, de onde foi reproduzido o mapa.
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Pensata rápida: a mesma "Folha de S.Paulo" trouxe ontem no caderno "Mais!" uma entrevista com o crítico literário George Steiner. Na opinião dele, "é muito provável que milhões de pessoas leiam literatura em formato de gibi".
Chamada na capa do jornal: "George Steiner defende valor artístico de TV e quadrinhos". Chamada na capa do caderno: "O crítico George Steiner defende as formas criativas contemporâneas, como TV e quadrinhos, e aponta fragilidades da cultura humanista".
As frases das chamadas - que não foram ditas por Steiner, registre-se - trazem o subentendido de que, até agora, quadrinhos não gozavam de "valor artístico".
Os quadrinhos surgiram no país há exatos 140 anos (ou mais, se considerarmos as charges). E a imprensa ainda discute se têm valor artístico...
Escrito por PAULO RAMOS às 11h47
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18.01.09
Quarto Mundo é homenageado em mais um prêmio de quadrinhos
O Quarto Mundo - selo independente que reúne autores de diferentes partes do país - vai ser um dos homenageados do Prêmio Angelo Agostini, dedicado à área de quadrinhos.
O grupo foi indicado para o troféu Jayme Cortez, categoria que destaca quem tenha incentivado a área durante o ano de 2008.
Os autores independentes já haviam sido homeageados de forma semelhante no último Troféu HQMix, outra premiação de quadrinhos do país.
É da cerimônia de entrega, em julho, a foto que abre esta postagem.
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Os vencedores desta 25ª edição do Angelo Agostini foram divulgados nesta última semana pelo site "Bigorna", que apoia o evento. Veja os outros premiados:
Desenhista - Laudo Ferreira Júnior
Roteirista - Daniel Esteves
Cartunista - Marcio Baraldi
Lançamento - "Menina Infinito", de Fábio Lyra
Fanzine - "Quadrinhos Independentes", de Edgard Guimarães
Mestres do Quadrinho Nacional: Emir Ribeiro, Deodato Filho, Mozart Couto, Sebastião Seabra, Sergio Morettini e Watson Portela
Laudo já havia vencido o prêmio na mesma categoria em 2008. Marcio Baraldi ganha como melhor cartunista pela terceira vez seguida.
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O prêmio é dado pela AQC, Associação dos Quadrinistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo.
A votação é aberta. O processo de escolha teve início novembro passado.
Segundo o site "Bigorna", a festa de entrega dos troféus será no dia 14 de fevereiro, a partir das 13h, no Senac Consolação, em São Paulo.
Escrito por PAULO RAMOS às 17h38
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17.01.09
Série ligada a Incal narra história dos metabarões
Primeiro volume de "A Casta dos Metabarões", de Alejandro Jodorowsky e Juan Gimenez, começou a ser vendido nesta semana
Embora a manchete seja esta, pode soar incompreensível a quem não conhece o assunto dizer que "série ligada a Incal narra história dos metabarões".
O título se refere ao álbum "A Casta dos Metabarões - Tomo Um", que começou a ser vendido nesta semana em lojas especializadas em quadrinhos (Devir, 128 págs., R$ 49).
Por isso, antes de a resenha avançar, são necessárias algumas "traduções" em nome do didatismo jornalístico.
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"Incal" é uma série de ficção científica francesa escrita pelo chileno Alejandro Jodorowsky e desenhada pelo francês Moebius, um dos principais artistas do país.
A história mostra um detetive particular, John Difool, que é tomado por uma entidade poderosíssima, o Incal. Caberia a ele, junto com o Incal, dar um novo destino ao planeta.
"Incal" foi publicado pela primeira vez em 1980 no número 58 da revista francesa "Metal Hurlant". Teve seis volumes - ou tomos, como se chama na Europa -, lançados até 1988.
No Brasil, foi publicado pela Devir em três álbuns. O primeiro é de maio de 2006.
***
A série teve duas sequências. A primeira foi "Antes do Incal", que narra os momentos que antecederam a história. Também já foi publicada pela Devir a partir de agosto de 2007.
A segunda sequência é este "A Casta dos Metabarões", que lança o foco em um dos personagens da ficção científica, o Metabarão. Ou melhor, na linhagem dele.
O que se lê neste novo trabalho escrito pelo também diretor de cinema Jodorowsky é como se deu a linha sucessória dos metabarões, título nobre atribuído nesse universo futurista.
Metabarões mutilam partes do corpo dos herdeiros; característica da linhagem é passada de pai para filho
O início se dá com Othon. Guerreiro nato, ele é levado a um outro mundo após o segredo de seu planeta ser descoberto - um óleo que tira a gravidade de qualquer objeto ou pessoa.
Na nova vida, Othon é mutilado. Tem a região genital destruída numa luta.
Passa a usar, então, uma prótese mecânica e inicia a linhagem, passada de pai para filho, de mutilar partes do corpo de cada um dos herdeiros e substituí-las por componentes tecnológicos.
Seu filho, Aghnar, perde os dois pés após uma sessão de resistência à dor.
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Este primeiro álbum reúne os dois primeiros tomos, "Othon le Trisaïeul" e "Honorata la Trisaïeule" (Honorata é a mãe de Aghnar).
Foram lançados na Europa em 1992 e 1993, respectivamente.
A série teve oito volumes ao todo. O último é de 2004.
Todos tiveram desenhos do argentino Juan Gimenez, que tem vários álbuns publicados na Europa e um estilo próprio de arte.
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Esse estilo de Gimenez permite que a obra tenha uma cara visual própria e se distancie do traço inconfundível - e seguido por muitos - de Moebius.
Outro diferencial é que a narrativa é bem menos filosófica que "Incal". E, por isso, bem mais fácil de compreendida. Não há a necessidade de ter lido os trabalhos anteriores.
É pura ficção científica. Deve agradar a quem gosta do gênero.
Escrito por PAULO RAMOS às 11h00
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16.01.09
Baby Blues mostra lado cômico de ser pai pela primeira vez
Primeira coletânea das tiras norte-americanas começou a ser vendida nesta semana
Há algumas histórias em quadrinhos que conseguem ultrapassar os leitores tradicionais e alcançam outros públicos, que normalmente acompanham a área à distância.
"Baby Blues - O Bebê Chegou... E Agora" (Devir, 128 págs., R$ 23) tem tudo para se somar a essa rol de publicações.
A primeira coletânea da série de tiras norte-americana começou a ser vendida nesta semana, um mês depois do programado pela editora.
O apelo ao público não habituado com quadrinhos é o tema trabalhado nas tiras. Trata-se do lado cômico das dificuldades de um casal ao lidar com o primeiro filho.
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As histórias mostram a rotina de Darryl e Wanda - os pais - com a chegada de Zoe, a filha recém-nascida.
Como trocar as fraldas? Como fazer o bebê parar de chorar? Que fralda usar?
Por mais traumáticas que fossem as respostas a essas perguntas, são situações necessariamente vividas por quem já foi pai um dia.
E é isso o que tende a atrair um espectro mais amplo de leitores. Alimentado pelo toque de humor dado pelos autores, Rick Kirkman e Jerry Scott.
Embora seja novidade no Brasil, a tira existe desde 1990, quando estreou nos EUA.
"Baby Blues" já teve, desde então, 30 coletâneas de histórias. Esta é de 1991.
Hoje, é lida em mais de 1.100 jornais no mundo todo, segundo informações da distribuidora da série, a King Features Syndicate.
E traz um detalhe curioso: Zoe cresce à medida que os anos passam. Neste início de 2009, já é uma garotinha. A família também cresceu.
A tira agrada por ser bem trabalhada e por encontrar humor numa situação comum a todos os casais que já tiveram filhos.
Pode ser lida por qualquer leitor. Mas terá, sem dúvida, identificação maior por quem é pai.
Ou tio, caso deste jornalista, que ganhou três sobrinhos - inclusive gêmeos - nos últimos três anos e seis dias (não que esteja contando, claro).
Vi nas tiras da série várias situações vividas por meus irmãos e cunhadas. E não serei o único. Não tenho dúvidas de que há outros pais, avós e tios saudavelmente corujas, que também vão se enxergar nas situações de "Baby Blues".
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Post postagem (17.01, à 1h35) - Leitores me corrigem, com toda a razão, que "Baby Blues" é publicada há alguns anos no Brasil sob o título "Zoé e Zezé". Não se trata, portanto, de uma novidade no país, como escrevi equivocadamente na resenha. A tira circula nos jornais "O Globo", do Rio de Janeiro, e "Agora", de São Paulo.
Escrito por PAULO RAMOS às 13h52
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15.01.09
Novo número da Mad satiriza mangás
A imagem acima é a capa aberta do décimo número da revista de humor "Mad", que começou a ser vendida nas bancas nesta quinta-feira (Panini, 44 págs., R$ 6,50).
Como as legendas e os desenhos da capa já indicam, o alvo das sátiras dessa edição são os mangás e seus personagens. Boa parte das histórias da revista se dedica ao tema.
A leitura, por exemplo, é feita da direita para a esquerda, como ocorre com os mangás, nome dado aos quadrinhos japoneses.
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A maior parte dos quadrinhos é feita por autores brasileiros, como tem ocorrido nas últimas edições. Uma das brincadeiras é com relação a personalidades brasileiras.
Como elas seriam em versões mangá?
O ex-governador Paulo Maluf e Dunga, técnico da seleção, são duas das vítimas da gozação.
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Aos poucos, a "Mad" vai ganhando uma cara própria.
Embora seja uma publicação norte-americana e tenha parte do conteúdo feita nos Estados Unidos, ela tem aberto muito espaço à produção nacional.
Marcatti (da adaptação em quadrinhos de "A Relíquia") e o polêmico chargista Carlos Latuff são dois dos autores que têm traballhos nessa edição.
Escrito por PAULO RAMOS às 18h35
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Overdose: primeiro lançamento independente do ano
Capa da revista, que tem lançamento na sexta-feira à noite, em São Paulo
Uma obra feita a seis mãos é a primeira novidade independente nacional neste início de 2009. A revista "Overdose" (R$ 5) tem lançamento nesta sexta-feira à noite, em São Paulo.
O trabalho é produzido pelo trio Mateus Santolouco, Rafael Albuquerque e Eduardo Medeiros. São os mesmos autores da revista "Power Trio", publicada no ano passado.
Segundo os quadrinistas informam no blog dedicado à publicação, trata-se do segundo número de uma trilogia, intitulada "Mondo Urbano".
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O lançamento de "Overdose" integra uma ciclo de palestras, oficinas e bate-papos realizado na Quanta Aacademia, na capital paulista.
A programação inicia hoje e se encerra amanhã, sempre à noite.
Os autores disponibilizaram uma prévia da revista no blog do grupo. Pode ser lida aqui.
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Serviço - Lançamento da revista "Overdose". Quando: sexta-feira (16.01). Horário: a partir das 19h. Onde: Quanta Academia de Artes. Endereço: rua Dr, José de Queirós Aranha, 246, Vila Mariana, São Paulo. Quanto: R$ 5.
Escrito por PAULO RAMOS às 18h16
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14.01.09
Lançado quarto número de Fábulas Pixel
Revista chega ao leitor com dois meses de atraso; publicação da editora Pixel deveria ser mensal
Começou a ser vendido nesta semana, sem muito alarde, o quarto número de "Fábulas Pixel" (Pixel, 100 págs., R$ 10,90). A revista, que deveria ser mensal, é lançada com dois meses de atraso.
Do ponto de vista do leitor, a demora é, curiosamente, o menor dos problemas. Não havia até agora a confirmação de que a obra seria publicada.
Em dezembro, o editor-chefe da Pixel, Cassius Medauar, anunciou sua saída da editora.
Medauar alegou que a Ediouro - dona do selo editorial Pixel - teria adotado outros rumos e que ele não havia mais se encaixado nos rumos da empresa.
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A saída de Medauar e a falta de notícias por parte da Ediouro geraram um vácuo informacional. Não se sabia que mudanças a editora iria adotar.
Neste início de mês, a empresa emitiu uma carta aos leitores dizendo que as mudanças seriam apenas de ordem administrativa e que os lançamentos continuariam.
À imprensa a Ediouro ainda não se pronunciou. A primeira novidade desde então é este quarto número de "Fábulas Pixel".
Os demais números do título também foram lançados com atraso.
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O quarto número da revista marca a volta da série "Promethea", escrita pelo inglês Alan Moore, autor das minisséries "Watchmen" e "V de Vingança".
A história corresponde ao número 13 do título norte-americano, ponto onde havia parado.
A primeira dúzia de histórias foi lançada na revista "Pixel Magazine" e, depois, reunida num encadernado.
"Fábulas Pixel" traz também aventuras das séries "Sandman Apresenta", "Astro City" e "Fábulas", carro-chefe do título.
Escrito por PAULO RAMOS às 18h33
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Revista publica tiras de Rafael Sica e história de Robert Crumb
Registro rápido.
A última edição da revista "Piauí" traz várias tiras cômicas do desenhista Rafael Sica.
Os trabalhos há haviam sido veiculados no blog dele, o "Quadrinho Ordinário".
É de lá a tira acima, postada por lá no dia 5 de novembro do ano passado.
A "Piauí" publica as tiras nos cantos das páginas da revista, como ocorreu na edição passada, que trazia material da série "Macanudo", do argentino Liniers.
Este novo número da publicação traz também uma história em quadrinhos de Robert Crumb, desenhista que foi um dos principais autores do movimento alternativo norte-americano.
Atualmente, Crumb trabalha numa adaptação do livro bíblico do "Gênesis".
Escrito por PAULO RAMOS às 11h49
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Bons tempos para (re)ler obra de Joe Sacco
Lembram-me por e-mail: boa hora para (re)ler as reportagens em quadrinhos de Joe Sacco sobre a situação palestina.
Os relatos do jornalista são mostrados nos livros "Palestina: Uma Nação Ocupada" e "Palestina: na Faixa de Gaza", capas reproduzidas acima. As duas obras são da Conrad.
Escrito por PAULO RAMOS às 23h06
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11.01.09
Fuvest e Unicamp usam tiras em questões do vestibular 2009
Duas histórias em quadrinhos foram usadas na prova de língua portuguesa do vestibular da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), realizada na tarde deste domingo.
Uma era uma tira do personagem Chico Bento, de Mauricio de Sousa.
A outra era de Calvin e Haroldo, série criada pelo norte-americano Bill Watterson.
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A Unicamp tem usado tiras em seu vestibular desde 1990. Mas nunca duas de uma vez só.
O uso de quadrinhos corresponde a um sexto da prova, que tem 12 questões dissertativas.
Há uma semana, a Fuvest - que seleciona alunos para a Universidade de São Paulo -, também havia usado uma tira de Mafalda, do argentino Quino.
Fuvest e Unicamp são considerados os principais vestibulares do país.
A tira cômica de Chico Bento - reproduzida acima - foi usada pela Unicamp como base para que os candidatos explicassem as características da fala de cada um dos personagens.
A questão pedia também que o vestibulando respondesse e justificasse se esse modo de falar era exclusivo do homem rural brasileiro.
No caso de Calvin e Haroldo, os organizadores da prova reproduziram duas versões de uma mesma tira. A primeira traz uma tradução portuguesa. A segunda, uma versão brasileira.
Pede-se: 1) uma diferença sintática entre as duas traduções; 2) que se explique a diferença entre os verbos "ter" e "haver" na segunda tira.
Com a tira de Mafalda, reproduzida acima, a Fuvest quebra uma resistência de mais de uma década no uso de quadrinhos em seu vestibular. A última experiência tinha sido em 1997.
Na prova de língua portuguesa, realizada no domingo passado, os organizadores diziam que o sentido da tira se baseava em polissemia (mais de um sentido possível de um mesmo termo). Pedia-se para identificar e explicar essa polissemia.
A segunda parte da questão propunha que o candidato justificasse se concordava com a premissa de que a história era não só humorística mas crítica também.
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Assim como a Fuvest e a Unicamp, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), elaborado pelo governo federal, tem usado tiras e charges em questões, inclusive na prova de 2008.
Podem-se perceber algumas tendências nesse uso:
ocorre uma predileção pelo uso de tiras cômicas nos testes; isso se dá, possivelmente, por economia de espaço e pelo fato de serem publicadas em jornais, principal fonte de circulação delas e mais próxima do meio acadêmico;
prefere-se o uso do termo "tirinha", e não de "tira" ou "tira cômica"; isso sugere uma não-familiaridade dos organizadores dos testes sobre a características dos diferentes gêneros dos quadrinhos; na falta de nome mais preciso, usa-se "tirinha";
o uso nos vestibulares se enquadra numa nova - porém tardia - visão que circula no meio educacional brasileiro que enxerga os quadrinhos como uma forma de leitura, a exemplo de vários outros gêneros midiáticos;
a presença de quadrinhos nos exames vestibulares implica também a inserção de seus diferentes gêneros - e não apenas as tiras - nos ensinos médio e fundamental.
A vida prática mostra que muitos professores ainda demonstram resistência aos quadrinhos ou desconhecimento sobre a linguagem e os recursos deles no uso em sala de aula.
Mas, no geral, é algo positivo o que se vê neste início de 2009.
Escrito por PAULO RAMOS às 23h10
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10.01.09
Tiras animadas de Angeli podem ser vistas na internet
Animações baseadas em tiras e personagens do cartunista Angeli são exibidas no programa "Metrópolis", da TV Cultura, desde o início deste ano. Parte delas já pode ser vista na internet.
A série se chama "Angelitos". São cerca de cem desenhos com 30 segundos cada um.
As tiras animadas foram feitas em parceria com a produtora Animanostra há dez anos. Estavam paradas na TV Cultura desde então.
O site TV UOL disponibilizou as primeiras animações.
E também o trailer, que traz pílulas de Wood & Stock, Meia-Oito e Bibelô, Skrotinhos, Lovestorias, Rê Bordosa, Rala-Rikota entre outros.
É o trailer que reproduzo abaixo:
Os outros vídeos de "Angelitos" pode ser vistos neste link.
Escrito por PAULO RAMOS às 23h58
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08.01.09
Cinema segue em 2009 tendência de adaptar quadrinhos
Cena de "X-Men - Origens: Wolverine", um dos filmes com estreia programada para este ano
Os produtores de cinema norte-americanos repetem neste 2009 a mesma tendência vista nos anos anteriores, a de levar para a tela grande versões em carne e osso de personagens dos quadrinhos.
Há pelo menos três longas confirmados: "The Spirit - O Filme", "Watchmen - O Filme" e "X-Men - Origens: Wolverine".
Se não houver mudanças na programação, estreiam no Brasil, respectivamente, em 6 de fevereiro, 6 de março e no feriado de 1º de maio.
E o mesmo deve ocorrer nos próximos anos. Já há em vista sequências de Batman, Super-Homem, Homem de Ferro, Homem-Aranha. Para ficar em quatro casos.
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Editoras nacionais já pautam lançamentos para aproveitar a repercussão dos longas.
A Aleph programa para o mês que vem o livro "Os Bastidores de Watchmen". A Panini, mais uma reedição da minissérie escrita por Alan Moore e desenhada por Dave Gibbons.
A Panini também pretende lançar um encadernado com histórias recentes de Spirit feitas por Mark Evanier e Sergio Aragonés. São os mesmos autores da série cômica Groo.
***
Outras editoras se pautam na mesma fonte, mas em via contrária: publicam álbuns em quadrinhos de produções estritamente cinematográficas.
A Devir pretende pôr no mercado mais três álbuns da franquia Jornada nas Estrelas. O primeiro - "Jornada nas Estrelas - Klingons: Herança de Sangue" - foi lançado em novembro.
A obra recontava momentos marcantes da série sob o ponto de vista dos vilões, os Klingons.
O novo filme inspirado no seriado de TV criado Gene Roddenberry (1921-1991) estreia em maio. A direção é de J. J. Abrams, responsável pelas séries "Lost" e "Alias".
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No mês passado, a Conrad antecipou a exibição do longa-metragem sobre Che Guevara com um álbum biográfico dele, produzido na Argentina pouco depois de sua morte.
O filme, de mais de quatro horas de duração, será dividido no Brasil em duas partes: uma em fevereiro, outra em maio. Na Argentina, foi exibido em dezembro, na íntegra.
Também em dezembro, a Pixel havia anunciado uma adaptação de "O Curioso Caso de Benjamin Button", que estreia neste mês nos cinemas brasileiros.
Mas, com as recentes mudanças na editora do grupo Ediouro, o lançamento fica incerto.
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Para encerrar, merece registro o especial com a personagem Aline, que a TV Globo levou ao ar no fim de dezembro. Pode virar série regular neste 2009.
A personagem-título é baseado na tiras cômicas do brasileiro Adão Iturrusgarai.
Escrito por PAULO RAMOS às 22h45
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06.01.09
Em carta, Pixel diz que mudanças são só administrativas
A Pixel emitiu uma carta em que torna públicos dois pontos: 1) mantém os lançamentos neste novo ano; 2) as mudanças na editora são só de ordem administrativa.
Não menciona quais são os lançamentos nem quando começam a ser vendidos.
O texto - assinado pela editora - circula desde a semana passada no site de relacionamentos Orkut.
A carta foi reproduzida na íntegra na comunidade "Pixel Media (Oficial)" e em parte na da Ediouro, empresa dona do selo editorial.
***
A autoria do texto foi confirmada ao blog, por telefone, por Renata Lino, da Agência Frog, empresa responsável pela parte comunicação virtual da Ediouro.
Ela diz ter sido alertada sobre dúvidas quanto ao futuro da editora ao ler dois tópicos na comunidade da Ediouro: "não parem com a Pixel" e "não parem com Fábulas".
A carta foi feita pela Ediouro após isso. Mas ainda não foi inserida nem no site da editora nem no blog da Pixel, canais oficiais de divulgação da empresa na internet.
***
Leia o texto na íntegra, enviado por e-mail ao blog pela Agência Frog:
Comunicado ao leitores da Pixel
Informamos aos leitores que a Pixel Media a partir de 2009, passa a ser um selo da Ediouro Publicações S/A .
O atual momento econômico mundial tem levado as empresas a uma ampla reestruturação, de modo a garantir resultados positivos e sua manutenção enquanto negócio.
Todo trabalho de edição continuará sendo realizado pelo Cassius e sua equipe de forma terceirizada, com o objetivo de garantir a qualidade final dos produtos, por meio da excepcional experiência dessa equipe no desenvolvimento dos produtos PIXEL.
Agradecemos pelo entendimento das ações administrativas em andamento e tranqüilizamos os leitores, uma vez que tais medidas têm por único objetivo garantir a continuidade dos lançamentos da Pixel, com a qualidade de sempre, aprovada reiteradamente por nossos leitores.
No inicio [sic.] de 2009, colocaremos novos produtos à disposição de nossos clientes.
Agradecemos pela compreensão,
Pixel Media
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O Cassius mencionado na carta é Cassius Medauar, ex-editor-chefe da Pixel.
Ele assina a última postagem do blog da editora, de 11 de dezembro de 2008. No texto, torna pública sua saída da editora, como o blog havia noticiado na ocasião.
"Os rumos tomados começaram a ser bem diferentes dos planos que tínhamos no começo e eu acabei não me encaixando mais nos planos da empresa", diz Medauar, no texto.
Ele afirma ainda que continuará prestando serviços de consultoria à editora.
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O texto de Medauar, em tom de despedida e de agradecimento aos leitores, sugeria uma mudança de rumos editoriais da Pixel, ainda não esclarecida.
A carta emitida pela editora é a primeira manifestação pública do grupo Ediouro sobre o assunto. Mas não responde a todas as questões.
A informação de que a Pixel é um selo da Ediouro não é nova. A empresa detém, hoje, cem por cento da editora. Até então, era mantida em sociedade com André Forastieri, ex-Conrad.
A carta também não diz quando "os novos produtos estarão à disposição de nossos clientes". "Fábulas Pixel", uma das revistas mensais, não saiu em dezembro.
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Surgida em 2006, a editora entrou no mercado com títulos norte-americanos e europeus. O forte, então, era a série Corto Maltese, de Hugo Pratt.
No ano seguinte, a Pixel conseguiu firmar contrato para a publicação dos títulos adultos da ABC, Vertigo (de Sandman) e Wildstorm, selos adultos da norte-americana DC Comics.
Desde então, tem mesclado lançamentos de álbuns e minisséries com títulos mensais.
No ano passado, ganhou o Troféu HQMix - o principal do país na área de quadrinhos - como editora do ano.
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O blog aguarda um contato telefônico da Pixel/Ediouro para ter mais informações sobre as mudanças na editora.