31.08.09

Disney compra Marvel por US$ 4 bilhões

Reproduzo reportagem noticiada nesta segunda pela editoria de Entretenimento do UOL.

                                                          ***

A Walt Disney Co. anunciou nesta segunda-feira que fechou um acordo para comprar a Marvel Entertainment Inc. em troca de pagamento em dinheiro e ações no valor de quatro bilhões de dólares.

"Acreditamos que somando a Marvel a um único portfólio de marcas da Disney teremos significativas oportunidades de crescer e criar valor a longo prazo", declarou o presidente e diretor executivo da Disney, Robert Iger.

O diretor executivo da Marvel, Ike Perlmutter, também comemorou a negociação: "A Disney é o lar perfeito para o arquivo de personagens da Marvel, dada sua provada habilidade para ampliar a criação de conteúdos e empreendimentos."

"Esta é uma oportunidade sem precedentes para a Marvel de fortalecer sua vibrante marca, tendo acesso à formidável organização global e infraestructura da Disney em todo o mundo", completou.

                                                          ***

Além de Homem-Aranha, Homem de Ferro e X-Men, o elenco de mais de 5.000 personagens da Marvel inclui o Capitão América, o Quarteto Fantástico, Thor, entre outros.

Disney e Marvel anunciaram que os acionistas da Marvel receberão 30 dólares por título em dinheiro e aproximadamente 0,745 de ação da Disney por cada ação da Marvel.

Com base na cotação de fechamento da ação da Disney na sexta-feira passada, o valor da negociação é de 50 dólares por ação da Marvel, ou aproximadamente 4 bilhões de dólares.

Perlmutter continuará supervisionando as propriedades da Marvel, que incluem Marvel Studios, Marvel Animation e Marvel Comics, e "trabalhará diretamente com linhas globais de negócios da Disney para (...) integrar o patrimônio da Marvel", completa o comunicado.

                                                           ***

Nota: agradeço a Celbi Pegoraro, do "Animation-Animagic", pelo aviso sobre a negociação.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h41
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30.08.09

Quino participa de inauguração de estátua de Mafalda na Argentina

 

 

Uma pequena multidão parou o vai-e-vem de pedestres na esquina das ruas Chile e Defensa na tarde deste domingo em Buenos Aires, na Argentina, de onde escrevo esta reportagem.

Os olhos dos presentes se dividiam entre Quino e Mafalda. Criador e criatura participaram da cerimônia de inauguração da estátua da personagem.

O local não foi escolhido ao acaso. Foi na rua Chile que o desenhista viveu parte da vida e onde ambientou as tiras, publicadas na década de 1960 e no início da seguinte.

Foi Quino quem tirou o pano que cobria o banco em que Mafalda aparece sentada. Depois, dividiu um pouco o banco com ela.

 

 

A cerimônia da tarde deste domingo foi rápida, pouco mais de meia hora. Reuniu amigos e colegas do desenhista e autoridades. Além, claro, da multidão e dos jornalistas.

Quino mais ouviu homenagens de companheiros de profissão do que falou. Quando falou, foi econômico. 

"Estou muito emocionado e também preocupado que não sei o que dizer."

"Claro, sempre me custou falar, por isso me dediquei a desenho. Assim como há muita gente que não sabe o que dizer e assim mesmo ganha eleições."

 

 

Quino, na prática, condensou em meia hora um pacote de homenagens.

Mafalda também foi colocada numa placa na entrada do prédio de número 371, onde ele morou e onde a menina questionadora teria vivido.

"Aqui viveu Mafalda, célebre personagem e patrimôno cultural da cidade, criada por Joaquin Salvador Lavado, "Quino"", inicia o texto da placa.

"Homenagem da Legislatura da cidade autônoma de Buenos Aires", encerra.

 

 

Outro prêmio recebido por Quino foi a medalha do bicentenário da cidade de Buenos Aires.

A homenagem será dada a 200 pessoas. O desenhista é o primeiro a receber.

Mas, das três homenagens, a estátua de 80 centímetros de Mafalda é a que mais ficou registrada nas câmeras de quem por lá passou na tarde quente deste domingo portenho.

Pouco mais de meia depois de encerrada a cerimônia, a personagem dividia o banco com pessoas de todas as idades. Era necessário pedir licença para registrá-la sozinha.

                                                         ***

Talvez Pablo Irrgang, que criou a escultura, tenha mesmo razão sobre a estátua ficar ao ar livre, numa insegura Buenos Aires.

O artista plástico de 43 anos diz que é claro que a falta de segurança passa pela cabeça dele. Mas vê nisso uma aposta.

"Que as pessoas aprendam a conviver com Mafalda e extraiam o melhor dela."

Já estão fazendo isso, Pablo, a se pautar pelo primeiro dia da nova atração turística do bairro portenho de San Telmo.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 20h41
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Paulista vence prêmio principal do Salão de Humor de Piracicaba

 

1º lugar charge

 

 

 

Charge de Alberto Ribeiro Palmieri foi escolhido o melhor trabalho da edição deste ano do evento de humor

 

 

 

O desenhista Alberto Ribeiro Palmieri, de Meridiano, no interior paulista, venceu o principal prêmio do Salão Internacional de Humor de Piracicaba, dado ao melhor trabalho das cinco categorias vencedoras do evento.

O prêmio - chamado Troféu Zélio de Ouro - garante um prêmio no valor de R$ 5 mil. Palmieri vai receber mais R$ 4 mil por ter ficado em primeiro lugar na categoria charge.

Os vencedores foram divulgados na noite de sábado na abertura oficial do salão deste ano.  

As outras categorias foram divididas entre três brasileiros e um polonês. Cada um vai receber R$ 4 mil. O prêmio dado pela Câmara dos Vereadores ficou com um espanhol.

Veja abaixo os outros premiados neste ano no salão de humor, um dos principais do país.

 

1º lugar caricatura

 

Caricatura feita por Gonzalo Rodriguez, de Porto Alegre

 

 1º lugar Prêmio da Câmara dos Vereadores

 

Prêmio dado pela Câmara dos Vereadores ficou com o espanhol Omar Turcios

 

1º lugar na categoria vanguarda 1º lugar cartum

 

Vanguarda para Raimundo Rucke Santos Souza, de Itu (SP);  à direita, cartum do polonês Josef Jurczyszyn

 

1º lugar tiras

1º lugar tiras

 

Premiado na categoria tiras foi o desenhista Luigi Rocco, de São Paulo

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 19h32
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28.08.09

Mais uma editora vai publicar mangás e manhwas no Brasil

 

          

 

Uma nova editora - Savana - vai investir no mercado de quadrinhos japoneses e coreanos, os mangás e manhwas.

Segundo a empresa, os primeiros títulos começam a ser vendidos no mês que vem.

A editora vai estrear com os mangás "Tokyo Toy Box" e "Unordinary Life" e com o manhwa "Jack Frost".

Em outubro, está programado um quarto título, também coreano, "Aflame Inferno". Acima, algumas das capas.

                                                           ***

"A ideia é trazer títulos bons e alternativos, mas conhecidos pelo público mais assíduo, abrangendo principalmente adultos", diz Cristina Souza, da área de marketing e comunicação da editora.

"Títulos nacionais e de outros países ainda não estão no planejamento 2009/2010 da empresa."

De início, os títulos serão trimestrais. A proposta é pôr as obras à venda em bancas, livrarias e lojas especializadas em quadrinhos.

São os mesmos pontos de venda de outros editoras do ramo, como Panini e JBC.

                                                          ***

O blog perguntou se há espaço para mais uma editora de mangás e manhwas no Brasil. "Há espaço sim, não só para nós mas também para outras editoras que podem vir a chegar", diz.

"O mercado não está saturado de títulos, e, sim, quase monopolizado por editoras que deixam a desejar na qualidade gráfica."

O diferencial da editora, segundo ela, serão o preço mais acessível e a qualidade gráfica, mais próxima ao original. 

"O importante é  mudar o padrão de ´qualidade´ e fazer o que viemos fazer : ´Revolucionar´ o mercado."

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h39
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27.08.09

Premiados do Salão de Humor de Piracicaba serão definidos sábado

Os vencedores deste ano do Salão Internacional de Humor de Piracicaba serão definidos no próximo sábado na cidade do interior paulista que dá nome ao evento.

O júri se reúne entre o fim da manhã e o início da tarde e avalia os 330 trabalhos já selecionados. Foram inscritos 1.261 desenhos, vindos de 34 países.

O salão dará um prêmio de R$ 4 mil para os vencedores de cada uma das cinco categorias do concurso de humor, um dos principais do país.

Os desenhistas puderam se inscrever em charge, cartum, tiras, caricatura e vanguarda, que reúne trabalhos feitos com processos artísticos diferenciados.

                                                           ***

Há um segundo prêmio, o principal do salão, dado para o melhor desenho das cinco categorias. O vencedor leva mais R$ 5 mil.

A programação desta 36ª edição será na sexta-feira à noite com uma peça de teatro. A abertura oficial da exposição ocorre no dia seguinte, às 20h.

É também nessa ocasião que serão divulgados ao público os premiados deste ano.

Os detalhes do local e até quando vai a exposição constam no convite do salão, feito pelo ilustrador Orlando. Pode ser visto logo abaixo:

 

 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h56
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Panini planeja lançar Sandman em 2010

A série "Sandman", do inglês Neil Gaiman, está nos planos da Panini para ser relançada no Brasil no ano que vem. Segundo a editora, a forma de publicação ainda não foi definida.

O título integra o acordo para publicação da Vertigo e da Wildstorm, selos adultos da norte-americana DC Comics. "Sandman" pertence à Vertigo e é um dos mais premiados do selo.

As histórias escritas por Gaiman já foram relançadas no país mais de uma vez, por mais de uma editora. A última tentativa foi no ano passado, pela Pixel, ligada ao grupo Ediouro.

A série foi retomada do início, mas não passou do segundo volume. A Pixel, no começo deste ano, decidiu romper o contrato de publicação dos títulos adultos da DC.

                                                          ***

A ida das linhas Vertigo e Wildstorm para a Panini havia sido antecipada pelo blog na última sexta-feira. A editora planeja, de início, lançar dois álbuns e um título mensal. 

A revista será chamada "Vertigo" e trará os títulos "Sandman Presents: Thessaliad", "Lugar Nenhum", "John Constantine: Hellblazer", "Scalped" e "Northlanders". 

Os álbuns retomam, do início, as séries "Y - O Último Homem" (abaixo, a capa do primeiro volume) e "ZDM - Terra de Ninguém", que vinham sendo publicadas pela Pixel.

A programação da editora é apresentar os primeiros lançamentos na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no meio do mês que vem. Nas bancas e livrarias, em outubro.

 

Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

 

Capa de "Y - O Último Homem", série da Vertigo que será retomada do início pela Panini

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Até o final do ano, a Panini planeja pôr no mercado outras séries, a maioria no formato álbum, reunindo vários capítulos numa mesma obra.

É o caso de "Preacher" e de "Fábulas", que também vinham sendo publicadas pela Pixel. As duas séries serão retomadas do ponto onde a editora anterior havia parado.

"São séries longas e que não seria produtivo voltar lá pro começo", diz Fabiano Denardin, editor sênior das revistas da DC Comics no Brasil.

"Queremos muito concluir Preacher para acabar de vez com o estigma de série maldita."

                                                         ***

O tom "maldito" da série é que ela foi publicada por editoras diferentes, sem que nenhuma delas lançasse o final da trama, criada por Garth Ennis e Steve Dillon.

"A única diferença, no caso de Preacher, é o formato. Vamos adotar o original", diz.

A Devir e a Pixel, as duas últimas editoras a lançarem a série, adotaram um tamanho um pouco menor que o original norte-americano.

"Mas quem se preocupa em ter uma coleção padronizada pode ficar tranquilo. Ao chegar no final, pretendemos republicar os primeiros encadernados até termos a série completa."

                                                           ***

O blog perguntou a Denardin se a publicação dos selos adultos da DC não ajuda a Panini a consolidar espaço nas livrarias, um dos interesses comerciais da editora.

"Seguramente. Apesar de já estarmos fazendo isso com Marvel e DC, é importante diversificarmos as nossas linhas", diz.

"O mais importante aqui é criarmos um mercado de quadrinhos em livraria no Brasil."

"Pra isso, precisamos contar com o apoio do público e também dos livreiros que estão nos ajudando a desbravar esse segmento. Esperamos que ainda cresça muito."

                                                          ***

Nota: a editora criou duas páginas para informar sobre os lançamentos da Vertigo e da Wildstorm. Os sites ainda não estão atualizados. Podem ser acessados aqui e aqui.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 00h37
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26.08.09

Mendelévio e Nanquim Descartável têm lançamentos nesta 5ª

 

Crédito: imagem cedida pelo autor

 

 

 

 

 

Coletânea de histórias de Mendelévio e Telúria, de João Marcos Mendonça, tem lançamento em Belo Horizonte 

 

 

 

 

 


Dois trabalhos nacionais - uma coletânea de Mendelévio e Telúria e o novo número da revista independente "Nanquim Descartável - têm lançamentos nesta quinta-feira.

O primeiro será lançado em Belo Horizonte. O outro, em São Paulo. Ambos serão à noite.

"O Mundo Mendelévio e o Planeta Telúria - Histórias para Quem Tem Irmãos" reúne 44 histórias de uma página dos dois irmãos, criados pelo mineiro João Marcos Mendonça.

O mote do humor está nas tradicionais brigas que irmãos normalmente protagonizam.

                                                          ***

As situações são as mais comuns e caseiras, do tipo testarem quem fica acordado até mais tarde ou quem cutuca o outro por último.

E há situações curiosas. Em uma das tiras, os irmãos vao visitar a filha o autor, Ana, na época recém-nascida.

As brigas deles dialogam com o leitor infantil e já foram reunidas numa revista, em tamanho pequeno. Este é o primeiro livro com a dupla. O prefácio é de Mauricio de Sousa.

Os dois personagens foram inspirados nas irmãs do autor. As histórias são publicadas no jornal  "Hoje em Dia", de Belo Horizonte. 

                                                          

Crédito: imagem cedida pelo autor

 

 

 

 

 

 

 

Terceiro número da revista independente "Nanquim Descartável" tem lançamento em São Paulo e aborda o ciúme das duas protagonistas

 

 

 

 

 

 

 

 

Este terceiro número de "Nanquim Descartável" vem sendo esperado já há alguns meses. A história mostra mais um momento na vida das duas protagonistas, Ju e Sandra.

A narrativa é construída em um dia da vida das duas amigas, que dividem um apartamento. E se pauta nos diálogos entre os personagens.

Cada capítulo é narrado em uma das pausas para comer: café da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e lanchinho da madrugada.

O tema, no entanto, não é comida: é o relacionamento das duas personagens, que passa a ter uma pitada de inveja com a chegada de uma antiga amiga, Marina.

                                                          ***

"Nanquim Descartável" se tornou no espaço de quase dois anos um dos títulos mais destacados do grupo de autores independentes Quarto Mundo.

O segundo número da revista, lançado no ano passado, venceu o Troféu HQMix na categoria de melhor publicação independente de autor.

A edição e os roteiros são de Daniel Esteves, criador do projeto. Cada número tem a arte feita por um grupo de desenhistas diferentes.

As 52 páginas deste terceiro número contam com os trabalhos de Wanderson se Souza, Mário Cau, Júlio Brilha, Mário César e Laudo Ferreira.

                                                         ***

Serviço 1 - Lançamento de "O Mundo Mendelévio e o Planeta Telúria". Quando: quinta-feira (27.08). Horário: a partir das 18h30. Onde: sede da editora Lê. Endereço: rua Januária, 437, Belo Horizonte. Quanto: R$ 28.
Serviço 2 - Lançamento de "Nanquim Descartável" 3. Quando: quinta-feira (27.08). Horário: 19h30. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo. Quanto: R$ 6.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 11h17
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Oficina ensina técnicas para desenhar personagens históricos

 

Crédito: imagem cedida peloa autor

 

Registro rápido. O desenhista Spacca vai fazer uma oficina para ensinar o processo de criação visual de personagens históricos, uma especialidade dele.

O encontro será no dia 19 de setembro, das 14h às 20h, e integra a programação do Ilustra Brasil! 6, evento promovido pela Sociedade dos Ilustradores do Brasil.

A oficina é gratuita, mas são apenas 12 vagas. Até hoje cedo, restavam nove, segundo Spacca. Há o pré-requisito de o interessado já ter habilidades de desenho.

As inscrições podem ser feitas por e-mail: spacca@terra.com.br O encontro será realizado na Casa do Artista, em São Paulo (alameda Itu, 1.012).

                                                          ***

Post postagem (26.08, às 11h44): Spacca acaba de avisar, por e-mail, que as vagas já se encerraram. As nove vagas restantes foram preenchidas em pouco mais de uma hora.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 10h21
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25.08.09

Mafalda vai ganhar estátua em Buenos Aires

A personagem Mafalda, do argentino Quino, vai ter uma estátua, que será inaugurada no próximo domingo em Buenos Aires, na Argentina.

A estátua terá 80 centímetros e foi feita pelo artista plástico Pablo Irrgang. A menina ficará sentada num banco, como foi feito no Rio de Janeiro com o poeta Carlos Drummond.

Veja como ficou a versão final de Mafalda nesta reportagem veiculada pelo portal UOL: 

 

 

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 11h50
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24.08.09

Ragu se reinventa e se torna antologia em formato de luxo

 

Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

Capa de Eloar Guazzelli para o sétimo número da publicação, que passa a ser feita em formato de livro de luxo, com 240 páginas

 

 

 

 

 

 

 

Quando o leitor da "Ragu" saiu de casa e foi comprar a edição mais recente da obra em quadrinhos, viu que ela havia se metamorfoseado. E não era sonho.

O título recifense abandonou os limites da revista e abraçou outro formato, o do livro.

O sétimo número, lançado na noite desta segunda-feira em São Paulo, é uma obra de luxo, com capa dura, papel especial e 240 páginas. Custa o que oferece: R$ 40.

O conteúdo também é proporcional à pompa do formato. Há uma clara intenção de a publicação alcançar um outro nível qualitativo. E consegue.

                                                          ***

O formato difere dos números anteriores, mas a proposta básica se mantém: reunir histórias em quadrinhos de autores de diferentes partes do país.

Esta sétima edição traz trabalhos de Eloar Gazzelli, Rodrigo Rosa, Marcelo D´Salete (uma história forte), Daniel Caballero, Fábio Zimbres, João Lin, Christiano Mascaro.

Os dois últimos acumulam também a função de editores da obra. E de manter contato com autores de outros países, da Espanha e da América do Sul, unidos pelo castelhano.

A presença deles realça ainda mais a relevância da obra. Não é sempre que quadrinistas sul-americanos publicam pelas bandas de cá. E numa antologia tão destacada.

                                                          ***

Olhando no retrovisor do tempo, percebe-se com maior nitidez a metamorfose da "Ragu". Nos dez anos de existência, passou de fanzine a revista, de revista a livro de luxo.

O conteúdo melhorou, aprimorou-se, abriu as páginas para autores de fora. E para análises, como a de Daniel Bueno sobre a passagem de Steinberg em Recife, neste número.

A "Ragu" - que perdeu o acento agudo, outra metamorfose - tem se mantido por meio de incentivos públicos. Esta edição foi produzida com verba do governo de Pernambuco.

O dinheiro nubla um pouco o tom independente, mas não o teor autoral. Quiçá todos vertessem verba pública em produtos como esta "Ragu", que reinventou, como este volume, o modo de fazer antologias de quadrinhos aqui no Brasil. 

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 22h12
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Revista Brasileiros publica quadrinhos históricos de André Toral

 

Crédito: imagem cedida pelo autor

 

A revista "Brasileiros" abriu espaço para publicar regularmente quadrinhos feitos por André Toral. A edição deste mês traz a segunda história desenvolvida por ele.

"Globalização", título da história, ocupa duas páginas inteiras da revista, à venda nas bancas. A narrativa mostra um fragmento do período colonial brasileiro.

Segundo Toral, a proposta é mostrar quem seriam os coadjuvantes do passado do país. "Os bastidores da história, por atores comumente ignorados", diz, por e-mail.

Toral - que também é antropólogo, historiador e professor universitário - diz que já prepara o material para o próximo número. O título será "O País que Não Foi".

O último álbum do autor paulistano, "Os Brasileiros", da Conrad, foi lançado em maio.  A obra traz sete histórias sobre a questão indígena, abordadas em diferentes épocas.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 18h27
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Ilustra Brasil define programação deste ano

 

Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

Desenho de Samuel Casal para o convite desta sexta edição do evento, o principal da área de ilustração no país

 

 

 

 

 

Os organizadores do Ilustra Brasil divulgaram na tarde desta segunda-feira a programação da sexta edição do evento, o principal da área de ilustração no país.

O encontro é organizado pela SIB, Sociedade dos Ilustradores do Brasil. A abertura será no dia 14 de setembro, às 20h, na galeria Maria Antônia, em São Paulo.

Os dias e semanas seguintes serão pautados por mesas-redondas e palestras, todas também na capital paulista, em diferentes locais.

A programação do encontro de ilustração vai até o dia 13 de outubro e apresenta vários temas que dialogam com a área de história em quadrinhos. Confira abaixo:

  • 15.09, 20h, na galeria Maria Antônia - Palestra "Orlando, 30 Anos de Ilustração", com Orlando
  • 17.09, 20h, auditório do Sesc - Mesa-redonda sobre "O Livro, Como É Feito", com Jefferson Luiz Alves (Editora Global), Guto Lins (ilustrador e artista gráfico) e Samuel Seibel (Livraria da Vila)
  • 22.09, 16h, auditório Maria Antônia - Palestra "Steinberg no Brasil", por Daniel Bueno
  • 24.09, 20h30, auditório do Senac - Palestra "Criando e Ilustrando para o McDonald´s e Suas Consequências", por Hiro Kawahara
  • 29.09, 16h, auditório Maria Antônio - Mesa-redonda "O Novo Quadrinho Brasileiro", com Rafael Coutinho, Rafael Grampá, Gustavo Duarte e Laerte
  • 13.10, 20h, auditório do Senac - Palestra "Citron Vache, Estúdio de Ilustração e Animação, um Olhar entre o Tradicioanl e o Digital", com Laurent Cardon e Sylvain Barré

A programação inclui também uma exposição na galeria Maria Antônio e oficinas com Orlando, Spacca e Hiro Kawahara. As oficinas serão na Casa do Artista.

                                                           ***

Endereços
Auditório Maria Antônia - Rua Maria Antônia, 258/294, na Vila Buarque (as palestras serão no 3º andar)
Auditório do Senac Consolação - Rua Dr. Vila Nova, 228, na Consolação
Casa do Artista - Alameda Itu, 1.012, nos Jardins

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 17h53
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23.08.09

Censura a quadrinhos dá tom político a entrega do HQMix

Houve dois temas recorrentes nos discursos de agradecimento dos premiados do 21º Troféu HQMix, entregue na noite de sexta-feira, no teatro do Sesc Pompeia, em São Paulo.

O primeiro foram os dotes físicos de Mirza, personagem de Eugênio Colonnese que serviu de molde para a estátua dada aos vencedores. Foi assunto da maioria das falas.

O outro tópico teve um verniz político, motivado pela presença do ministro da Educação, Fernando Haddad. É a primeira vez que uma autoridade federal participa da festa.

Haddad compareceu para receber o troféu de contribuição à área, por incluir desde 2006 obras em quadrinhos na lista do PNBE, Programa Nacional Biblioteca da Escola.

                                                         ***

A escolha do programa federal foi feita pela comissão organizadora do prêmio e teve duas funções na prática: uma de reconhecimento; outra de resposta a atos de censura.

A primeira explicita qualidades do programa, que leva obras a bibliotecas escolares de todo o país e que tem ajudado a oficializar a presença de quadrinhos no ensino.

A segunda função, não tão evidente quanto a anterior, serviu justamente para marcar posição sobre a necessidade de uso de histórias em quadrinhos nas escolas.

Foi uma espécie de resposta aos atos de censura a obras de Will Eisner realizados em junho por autoridades educacionais dos estados de Santa Catarina e Paraná.

                                                          ***

O caso pautou o discurso de Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva, secretária de Educação Básica do MEC e responsável pela área que cuida das listas do PNBE.

"Não podemos ceder à pressão de falsos moralismos, de politicamente corretos", disse, no palco, sob aplausos, no início da cerimônia.

Antes da festa, foi ainda mais contundente, em entrevista ao blog: "Foi uma posição hipócrita e moralista."  No entender dela, houve despreparo de quem abordou a obra.

O principal foco da polêmica foi o livro "Um Contrato com Deus e Outras Histórias de Cortiço", de Eisner. O álbum foi reeditado pela Devir em 2008 e  incluído na lista do PNBE.

                                                          ***

Segundo a secretária, uma biblioteca escolar não é uma estante de livraria. Caberia ao bibliotecário restringir o acesso do título aos alunos mais maduros, diz.

Ela também teme que as recentes polêmicas possam interferir no processo de seleção das demais obras do programa, feitas por meio de uma comissão.

"Eu temo por um excesso de politicamente correto", disse ao blog, antes da festa.

O tema voltou ao palco no meio da cerimônia, quando o ministro chegou ao teatro. Ele teve uma fala mais morna. Vê nos quadrinhos uma forma de "chacoalhar" o ensino.

                                                          ***

O excesso do politicamente correto foi tema também da fala de Rogério de Campos, diretor da editora Conrad e premiado como melhor articulista de 2008.

Campos fez alusão ao medo que algumas editoras estariam tendo após as recentes polêmicas envolvendo obras em quadrinhos. Segundo ele, o clima é de censura.

"As editoras não querem estar coladas com a imagem de obras que tragam, por exemplo, cenas de pedofilia." Pedofilia foi uma das acusações à obra de Eisner.

"Com todo o respeito ao ministro, é preciso abandonar os programas de governo e estimular o fazer quadrinhos. Nós estamos nos sentindo oprimidos."

                                                         ***

Minha fala, ao receber o prêmio, também fez referência ao tema. Mas dividi o foco com outra polêmica, a vista em São Paulo com "Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol".

O álbum, adulto, foi comprado pelo governo estadual para ser dado a crianças de nove anos.

Na minha leitura, o equívoco esteve na seleção feita pelo governo e na visão estreita e antiga de enxergar nos quadrinhos um veículo direcionado apenas ao leitor infantil.

Defendi, no palco, que a mídia independente de quadrinhos contribuiu para mostrar um outro lado, que conseguiu mudar um pouco o discurso visto e lido na imprensa tradicional.

                                                          ***

Veja nas postagens abaixo como foi a cerimônia de entrega do 21º Troféu HQMix.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 16h29
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22.08.09

Comissão organizadora do Troféu HQMix no fim da cerimônia

 

 

Leia nas postagens abaixo como foi a cerimônia de premiação do 21º Troféu HQMix.

A cerimônia foi realizada na noite de sexta-feira, no teatro do Sesc Pompeia, em São Paulo.

Crédito das fotos: Gil Tokio.

Escrito por PAULO RAMOS às 03h23
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Sônia Bibe Luyten: presidente da comissão do Troféu HQMix

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 03h21
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Publicação independente especial: Depois da Meia-Noite

 

 

Laudo Ferreira Jr. recebeu o prêmio; outro autor, Omar Viñole, não pôde comparecer

Escrito por PAULO RAMOS às 03h19
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Publicação independente de grupo: Café Espacial

 

 

Editores da revista independente "Café Espacial", que tras histórias de diferentes autores

Escrito por PAULO RAMOS às 03h17
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Publicação independente de autor: Nanquim Descartável

 

 

Em primeiro plano, o escritor e editor da revista, Daniel Esteves; atrás desenhistas da série

Escrito por PAULO RAMOS às 03h15
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Web quadrinhos: Rafael Sica

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 03h06
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Mestrado: Liber Paz

 

Escrito por PAULO RAMOS às 03h05
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Doutorado: Valéria Bari

 

 

Orientador da tese, Waldomiro Vergueiro, entregou troféu à irmã da pesquisadora

Escrito por PAULO RAMOS às 03h04
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Grande mestre: Zélio

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 03h02
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Adaptação para quadrinhos: Bira Dantas, por Dom Quixote

 

 

Desenhista recebeu o troféu e tocou gaita, no palco, em memória a desenhistas falecidos

Escrito por PAULO RAMOS às 03h01
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Roteirista estrangeiro: Alan Moore

 

 

Ex-editor-chefe da Pixel Cassius Medauar, que editou obra de Moore em 2008, recebeu o prêmio

Escrito por PAULO RAMOS às 02h59
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Articulista: Rogério de Campos

 

 

Editor da Conrad recebeu também prêmios pelos álbuns "Che" e "Clic 3", publicados por ele

Escrito por PAULO RAMOS às 02h58
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Publicação mix: Graffiti 76% Quadrinhos

 

 

Fabiano Barroso, um dos editores da revista independente mineira, no palco do Sesc

 

 

Editores da revista distribuíram exemplares à plateia; um foi para ministro da Educação

Escrito por PAULO RAMOS às 02h56
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Livro teórico: Márcio Malta

 

 

Pesquisador e desenhista é autor de "Henfil - O Humor Subversivo", lançado em 2008

Escrito por PAULO RAMOS às 02h54
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Ilustrador nacional: Weberson Santiago

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 02h52
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Rafael Grampá recebe dois prêmios por Mesmo Delivery

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 02h51
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Desenhista estrangeiro: Liniers

 

 

Desenhista argentino enviou um vídeo, em que agradece a premiação no Troféu HQMix

 

 

No palco, foi representado por Claudio Martini, editor da Zarabatana, que publicou Macanudo

Escrito por PAULO RAMOS às 02h49
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Cartunista: Duke

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 02h47
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Caricaturista: Dalcio Machado

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 02h46
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Fernando Gonsales recebe dois prêmios por Níquel Náusea

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 02h46
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Prêmio para o 1º Festival Internacional de Humor do RJ

 

 

Ricky Goodwin, organizador do festival, que contou com um catálogo, lançado em 2008

Escrito por PAULO RAMOS às 02h44
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Publicação de humor: Laerte e seus Piratas do Tietê

 

 

Desenhista recebeu também prêmio de melhor chargista em nome do colega Angeli

Escrito por PAULO RAMOS às 02h43
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Serginho Groisman, apresentador da festa há 21 anos

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 02h41
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Publicação de cartuns: Tulípio

 

 

Eduardo Rodrigues, autor dos cartuns da revista, distribuída de graça em bares de SP e RJ

 

 

Desenhos são de Paulo Stocker, que trabalhou na construção visual do boemio Tulípio

Escrito por PAULO RAMOS às 02h40
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Homenagem a Fábio Moon e Gabriel Bá

 

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 02h37
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Roteirista revelação: Adriana Brunstein

 

 

Ela dividiu o texto do álbum "Prontuário 666" com Samuel Casal, que não pôde comparecer

Escrito por PAULO RAMOS às 02h34
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Desenhista revelação: Hemeterio

 

 

Hemeterio publicou com Olinto Gadelha o álbum "Chibata!", pela editora Conrad

Escrito por PAULO RAMOS às 02h33
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Edição especial estrangeiro: Asterix e Seus Amigos

 

 

Representante da Record recebe prêmio em nome da editora, que publicou a obra em 2008

Escrito por PAULO RAMOS às 02h31
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Mauricio de Sousa: dois prêmios por Turma da Mônica Jovem

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 02h28
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Editora do ano: Panini

 

 

Marcio Borges recebe o prêmio de editora do ano em nome da Panini

Escrito por PAULO RAMOS às 02h27
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Homenagem ao PNBE por relevância aos quadrinhos

 

 

Maria do Pilar, secretária de Educação Básica do MEC, recebeu o prêmio no início da cerimônia

 

 

Ministro da Educação, Fernando Haddad (dir.), com o apresentador Serginho Groisman

Escrito por PAULO RAMOS às 02h24
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21.08.09

Fim da cerimônia. Daqui a pouco, as fotos

Posto daqui a pouco as fotos da cerimônia de entrega do HQMix.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h58
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Obrigado, senhor ministro, por ter ficado até o fim

"Obrigado, ministro, pelo senhor ter ficado até o fim", disse Sônia Luyten, presidente da comissão organizadora, no encerramento da festa.

"Nunca nossa classe [dos quadrinhos] teve tanta atenção. E o senhor ficou até o fim. Gostei".

Aplausos.

Sônia chama para o palco os integrantes da comissão para, eles também, serem homenageados.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h56
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Publicação independente especial...

... para "Depois da Meia-Noite", de Laudo Ferreira Jr. e Omar Viñole.

Viñole não pôde comparecer. Laudo dividiu com ele e com o grupo independente Quarto Mundo a premiação.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h53
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Publicação independente de grupo...

... foi para a equipe da "Café Espacial". O título reúne histórias de diferentes autores nacionais.

"A Café Espacial é uma produção minha e da Lígia [também no palco], mas ela não seria possível sem o trabalho dos autores", diz Sergio Chaves, um dos editores da publicação.

"Sem eles, a Café não teria o mesmo sabor".

Escrito por PAULO RAMOS às 22h51
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Nanquim Descartável...

... recebe por melhor publicação independente de autor.

A revista é escrita e editada por Daniel Esteves, que foi ao palco receber o troféu.

Divide o prêmio com colegas, familiares e com os diferentes desenhistas da série.

Cada volume tem arte de mais de um autor.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h47
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Peguei meu prêmio...

... por melhor mídia sobre quadrinhos, por este blog.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h45
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Melhor wequadrinhos....

... para Rafael Sica, do blog "Quadrinhos Ordinários".

É uma das principais páginas de quadrinhos do país.

Sica agradeceu em poucas palavras. Foi chamado de volta ao palco.

"A experiência de publicar em blog é ótima, porque você não sofre nenhum tipo de censura e publica o que quer", diz.

 

Escrito por PAULO RAMOS às 22h41
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Começam as premiações das pesquisas

Valéria Aparecida Bari, por doutorado, não pôde comparecer.

O orientador, Waldomiro Vergueiro, da Universidade de São Paulo, discursou por ela.

Bari fez uma pesquisa que mostrou que quadrinhos incentivam a leitura.

Vergueiro entregou o prêmio à irmã dela.

"Ela vai amar essa gostosa aqui", diz.

Mestrado por para Liber Eugênio Paz. Ele estudou a obra de Lourenço Mutarelli.

"Foi uma viagem e tanto. Foi bem divertido", diz.

A pesquisa foi feita na Universidade Federal Tecnológica do Paraná.

E o Trabalho de Conclusão de Curso foi recebido por Pedro Franz Broering.

Broering estudou os desenhos do uruguaio Alberto Breccia, que fez carreira na Argentina.

Foi representado no palco.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h39
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O discurso de Zélio...

... ainda não terminou. Já passa de oito minutos.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h30
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Ciça e Zélio: grandes mestres

Os dois desenhistas foram escolhidos para serem homenageados como grandes mestres. A escolha é da comissão do prêmio.

Há uma relação de parentesco. Zélio é irmão de Ziraldo e é também marido de Ciça. E Ciça é autora das tiras de "O Pato".

Zélio esteve ligado por muito tempo à comissão organizadora do prêmio.

Fez o discurso mais longo da noite. Relembrou os bastidores do troféu em anos anteriores.

Ciça não pôde vir. Problemas de saúde da mãe.

Ziraldo - outro ausente na cerimônia - também foi homenageado.

A lembrança foi por ter sido destacado em uma premiação espanhola, um dos principais títulos europeus da área de quadrinhos. 

Escrito por PAULO RAMOS às 22h27
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Outra homenagem da noite

A rede de livrarias Fnac recebe como contribuição aos quadrinhos.

A escolha - feita pela comissão organizadora do prêmio - foi pela rede ter feito em 2008 eventos de quadrinhos e um concurso de desenho.

o "Prêmio Novos Talentos" dava ao primeiro colocado a possibilidade de desenvolver um álbum, com tutoria de Fábio Moon e Gabriel Bá.

O álbum será publicado pela editora Devir. Não há informação de quando deve ser publicado.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h19
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Gaita, uma vez mais

Desta vez, em homenagem póstuma aos desenhistas e personalidades dos quadrinhos que já morreram.

Uma delas é Eugênio Colonnese, morto em 2008, criador de Mirza.

A personagem é a base do troféu entregue aos vencedores deste ano.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h15
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Adaptação para os quadrinhos...

... foi para Bira Dantas, para a versão em quadrinhos de "Dom Quixote".

A categoria foi criada neste ano por conta do grande volume de álbuns em quadrinhos baseados em romances. A obra é da Escala.

"Eu queria agradecer a todo mundo que votou, que torceu, e também aos que não votaram.", diz Bira.

"Vale a pena ler a obra. Assim como vale a pena lutar contra esses moinhos da censura".

"Está no nosso papel ler nas entrelinhas, desconfiar sempre."

Em homenagem ao Dom Quixote, o desenhista toca gaita no palco.

Bira e sua gaita já se tornaram uma tradição nas cerimônias de entrega do HQMix.

E sempre, sempre fazem a plateia ficar num silêncio absoluto.

Não foi diferente desta vez...

Escrito por PAULO RAMOS às 22h13
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Melhor roteirista estrangeiro...

... foi para o inglês Alan Moore. Cassius Medauar, ex-editor da Pixel, recebe o troféu. A editora cancelou o contrato de edições de Moore.

"Com a Pixel, a gente tinha um sonho de fazer quadrinhos", diz.

"Mas quem merecia mesmo estar recebendo este troféu é o André Forastieri, idealizador do projeto."

"A Pixel poderia ter dado certo, se o parceiro maior tivesse investido um pouco mais. Mas está aí a Luluzinha Jovem para dar sequência."

A Pixel deixou de publicar os selos adultos da DC Comics e se voltou para uma versão jovem de Luluzinha, em formato de mangá.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h09
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Três vezes Rogério de Campos

O editor da Conrad recebe por três categorias.

Pelos álbuns de "Che", "Clic 3" e por melhor articulista de quadrinhos.

Segundo ele, vivemos hoje um clima de censura.

"Acontece quando temos atitudes como eu não vou publicar, isso não pode existir", diz. Foi aplaudido.

"Já há casos de editoras que não publicam com medo disso."

"As editoras não querem estar coladas com a imagem de obras que tragam, por exemplo, cenas de pedofilia."

"É uma coisa que está em andamento. Com todo o respeito ao ministro, é preciso abandonar os programas de governo e estimular o fazer quadrinhos. Nós estamos nos sentindo oprimidos."

"Eu convido todos a sermos sujos, nojentos. O [José] Serra falou o contrário. Eu convido a todos a serem sujos e nojentos".

Discurso forte, como de costume. Foi bastante aplaudido.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h06
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Graffitti no palco

A revista independente mineira "Graffiti 76% Quadrinhos" recebe o prêmio por melhor publicação mix.

Publicação mix é o nome dado à revista que reúne trabalhos de diferentes autores.

Dois dos editores da revista foram ao palco.

"Como um dos problemas da Graffiti é a distribuição, nós vamos dar alguns exemplares à platéia".

Um foi para o ministro da Educação, Fernando Haddad.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h02
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Henfil, o Humor Subversivo...

... recebe por melhor livro teórico. O autor é o pesquisador Márcio Malta.

A obra faz uma biografia sobre o desenhista e chargista. O livro custa R$ 4.

"Faz 21 anos da morte do Henfil", diz.

"Ele dizia ´eu morro, mas meu desenho fica´. A atualidade dele está nos desenhos", diz.

Malta faz doutorado na Universidade Federal Fluminense sobre Henfil.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h59
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Ilustrador nacional....

... para Weberson Santiago.

"Pô! Ela [a Mirza] é gostosa pra caralho!". Mirza é a personagem que inspirou o troféu.

Segundo Santiago, ele faz umas 40, 50 ilustrações por mês.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h57
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Rafael Grampá...

... recebe os dois prêmios, melhor desenhista nacional e melhor álbum especial, ambos por "Mesmo Delivery", da editora Desiderata.

Agradecimento à mãe, a colegas e a dois especiais, Rafael Coutinho e ao colorista da história.

Ambos foram convidados a ir ao palco.

"Divido o prêmio com eles e queria dizer que quadrinhos é foda pra caralho!".

Escrito por PAULO RAMOS às 21h55
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Desenhista estrangeiro...

... foi para o argentino Liniers, autor das tiras de "Macanudo";

Ele não pôde vir. Cláudio Martini, editor da Zarabatana, que publicou a série no ano passado, o representou no palco.

Em um vídeo curto, no telão, Liniers agradeceu a premiação.

"Saludos a todos". Saludos, Liniers.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h52
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De Angeli nas mãos de Laerte

O melhor chargista do ano passado foi Angeli. Mais uma vez.

Ele não pôde vir. Laerte recebe em nome dele.

"A gente se conhece desde 69... e continuamos fazendo 69", brinca Laerte. "Sei que o ministro aqui entende."

Começaram em revistas alternativas.

"Depois, abriu espaço na "Folha de S.Paulo" pra gente. E, aí, fomos ficando íntimos".

Escrito por PAULO RAMOS às 21h50
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Perdemos muito a graça da educação

A frase acima é do ministro da Educação, dita há pouco, no palco.

"Eu tenho um filho no ensino médio. É um caminhão de coisas desnecessárias", disse.

O ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio -, segundo ele, é uma forma de desonerar o ensino nos moldes como é hoje.

A partir deste ano, o exame passa a exercer função mais forte no processo seletivo dos vestibulares, em particular nas federais.

Fernando Haddad é a primeira autoridade federal a participar da cerimônia de entrega do Troféu HQMix, que existe há 21 anos.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h47
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Ministro da Educação...

... chegou para receber o troféu em homenagem ao PNBE.

O programa compra quadrinhos para serem levados a escolas de todo o país.

"Costumo dizer o seguinte. Difícil não é ser ministro da Educação. Difícil é ser ministro da Educação numa época tão conservadora", diz Fernando Haddad.

Os quadrinhos são uma das formas de "chacoalhar" a escola, diz.

Haddad diz que o Zorro era seu personagem dos quadrinhos preferido.

"Acho que era o mais socialista dos heróis."

Segundo ele, sua casa na infância era pobre em livros, de toda a natureza. Havia enciclopédias. E alguns quadrinhos.

"Tinha Turma da Mônica?", pergunta Serginho Groisman.

"Tinha. Pô, eu tenho 46 anos. Tá me zoando?", brinca o ministro.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h43
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Fernando Gonsales: dois prêmios por Níquel Náusea

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 21h36
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Laerte e seu troféu por Piratas do Tietê

 

Escrito por PAULO RAMOS às 21h33
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Mauricio de Sousa recebe seus dois troféus

 

Escrito por PAULO RAMOS às 21h33
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Banda no palco

A apresentação garante um tempinho para pôr as primeiras fotos da premiação.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h28
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Boa pesquisa

Groisman pergunta para a platéia se alguém veio assistir à cerimônia por pura curiosidade.

Uma disse que sim. Soube do prêmio por meio do site "Universo HQ", especializado em informações sobre quadrinhos.

O apresentador me pergunta - a mim e a Eduardo Nasi, do "Universo HQ" - para onde estamos transmitindo.

Direto ao ponto: a maioria veio por ter alguma ligação com quadrinhos.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h26
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Cartunista....

... foi para Duke, de Minas Gerais. Ele organiza um salão de humor em Belo Horizonte.

"Queria dedicar a minhas duas filhas, Maria Eduardo e Júlia", diz.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h21
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Melhor caricaturista....

... para Dalcio Machado. O último recebido por ele foi há dez anos.

Ele brinca que a esposa pediu que ele pusesse uma roupinha no corpo de Mirza, personagem que inspirou o troféu.

A estátua tem sido uma tônica nos discursos de quase todos os premiados.

Dálcio é um dos mais premiados desenhistas brasileiros, tanto aqui quanto no exterior.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h20
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Melhor caricaturista....

... para Dalcio Machado. O último recebido por ele foi há dez anos.

Ele brinca que a esposa pediu que ele pusesse uma roupinha no corpo de Mirza, personagem que inspirou o troféu.

A estátua tem sido uma tônica nos discursos de quase todos os premiados.

Dálcio é um dos mais premiados desenhistas brasileiros, tanto aqui quanto no exterior.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h20
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Níquel Náusea...

... foi premiada em duas categorias: tira nacional e álbum de tiras.

Fernando Gonsales, o autor e criador da série, recebe no palco.

"Eu sempre achei que fazer quadrinhos não era uma forma de ganhar mulheres gostosas, mas desta vez ganhei", brinca.

Ele se referia ao provocante troféu de Mirza, a Mulher-Vampiro, entregue aos premiados.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h19
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Um carioca chegou...

... atrasado. Mas chegou. Ricky Goodwin recebe agora no palco pelo 1º Festival Internacional de Humor do Rio de Janeiro.

A mostra apresentou trabalhos das carreiras de Angeli, Laerte e Luis Fernando Verissimo.

Os trabalhos foram reunidos num livro, um catálogo da exposição.

"É mais um prêmio ao Angeli e ao Laerte, campeões de prêmios", diz Goodwin.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h16
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Laerte...

... recebe o seu HQMix deste ano. Todo ano ele ganha um.

O desta vez foi pelo terceiro volume da reedição de Piratas do Tietê.

A obra de luxo foi publicada pela editora Devir.

Serginho Groisman brinca que Laerte é o maior colecionador de troféus da história da premiação.

"O do Amigo da Onça está lá na minha cozinha".

"Decorando?", pergunta o apresentador.

"Não, bebendo água."

Escrito por PAULO RAMOS às 21h14
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Melhor publicação de cartuns...

... foi para o sétimo número da revista Tulípio, distribuída de graça em bares de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Já existe há três anos. Segundo os autores, a tiragem é de 20 mil exemplares.

"O importante é que o cartum não morreu", diz Paulo Stocker, desenhista das histórias.

O texto é de Eduardo Rodrigues.

"Senti na pele a perseguição da censura. O Tulípio é um pouco dessa resistência", completa o desenhista.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h10
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Fábio Moon e Gabriel Bá...

... recebem homenagem. A dupla de desenhista foi homenageada pelos prêmios recebidos no ano passado, no Brasil e no exterior.

Lá, venceram o Eisner Awards. Aqui, um Prêmio Jabuti, pela adaptação de "O Alienista", de Machado de Assis.

Para Bá, o bom do prêmio é que faz com que mais gente passe a perceber os quadrinhos.

"Se vocês gostam de quadrinhos, façam. Se vocês gostam de quadrinhos, leiam. Se não fosse por vocês, a gente não estaria aqui."

Escrito por PAULO RAMOS às 21h08
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Caco Galhardo...

... recebe pelo evento Bistecão Ilustrado.

Segundo Galhardo, ele fica até meio constrangido de receber o prêmio.

"Teve gente que fez doutorado para receber o troféu. Eu só convidei algumas pessoas para uma cerveja, brinca.

Galhardo é autor das tiras de Chci Bacon, publicadas na Folha de S.Paulo.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h06
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Cariocas não comparecem

Representantes do 1º Festival Internacional de Humor do Rio de Janeiro e da exposição Angeli/Genial não comparecem para pegar os troféus. A ausência recebeu piadinhas de Serginho Groisman no palco.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h04
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Autores nacionais...

... no palco. Recebera os prêmios Hemeterio, por desenhista revelação.

E Adriana Brunstein por roteirista nacional. Ela dividiu com Samuel Casal o texto de "Prontuário 666", sobre Zé do Caixão.

Casal não pôde vir e foi por ela representado.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h02
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Edição especial estrangeira....

... para "asterix e Seus Amigos", da editora Record. Ana Paula Costa representa.

Ela agradece à organização e diz que é muito bom ter ouvido as palavras da representante do PNBE.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h00
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Mauricio de Sousa...

... recebe seus dois prêmios no palco do Sesc Pompeia, em São Paulo.

Venceu por projeto editorial e publicação infanto-juvenil.

Ambos foram por "Turma da Mônica Jovem", lançado em 2008.

"Este troféu não é só para mim. É para tudo mundo que participou da Turma da Mônica Jovem", disse.

"Turma da Mônica Jovem" foi um dos maiores sucessos editoriais de quadrinhos nos últimos anos no país.

"E não vamos parar por aí". Só não adiantou quais serão os próximos projetos.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h58
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Editora do ano: Panini

Quem recebe em nome da editora é Márcio Borges, do departamento de marketing.

"A gente espera investir muito nos próximos anos", disse.

A editora confirmou hoje que passa a publicar no Brasil os títulos adultos da editora norte-americana DC Comics, de Batman e Super-Homem.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h55
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Homenagem ao PNBE

Representando o ministro Fernando Haddad - que disse que vem à cerimônia -, recebe o prêmio a secretária de Educação Básica do MEC.

Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva disse que se a gente quiser crianças com espírito crítico, isso passa por diferentes leituras.

Entre elas, a leitura de histórias em quadrinhos.

Não podemos ceder à pressão de falsos moralismos, de politcamente corretos", disse. Recebeu aplausos.

O PNBE recebe homenagem por contribuição aos quadrinhos. O programa inclui quadrinhos na lista desde 2006.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h54
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Homenagem a Colonnese

Família do desenhista Eugênio Colonnese sobe ao palco para receber homenagem em nome dele, falecido no ano passado.

Colonnese foi o criador da Mirza, a Mulher-Vampiro, personagem que inspirou o troféu entregue neste ano aos vencedores.

A Mirza - diz uma das familiares - voltou à mídia há uns 15 anos. Antes, tinha feito sucesso na década de 1960.

"Vejo aqui vários desenhistas. Meu pai está lá em cima vendo tudo. Sucesso a todos."

Escrito por PAULO RAMOS às 20h51
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Serginho lembra...

... que a cerimônia já foi feita em diferentes lugares.

No MIS, Museu da Imagem e do Som. Depois, no Aeroanta, antigo...

Agora, no teatro do Sesc, com o troféu de Mirza, a Mulher-Vampiro.

Troféu que ele fez questão de pegar na mão...

Escrito por PAULO RAMOS às 20h46
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Serginho Groisman...

... no palco. Entrada ao som de Thriller, de Michael Jackson.

Ele apresenta a cerimônia desde o início da premiação, iniciada há 21 anos.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h45
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Categoria de articulista...

.... recebeu mais de cem artigos, vindos de todo o país.

A categoria foi uma das que teve comissão formada especificamente para a escolha do texto vencedor, previamente inscritos.

A seleção de teses, mestrados e trabalhos de conclusão de curso também foi selecionada por comissão de pesquisadores.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h43
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Sônia Bibe Luyten...

... faz discurso de abertura do troféu. A pesquisadora é a presidente da comissão organizadora deste 21º HQMix.

Segundo ela, "mudança foi a palavra de ordem desta edição do HQMix".

"Procuramos o melhor para este nosso filho, que completa 21 anos. E, como toda mudança, teve muita gente que fez muita cara feia. Mas eu não tenho medo disso."

Algumas das mudanças - fala minha, e não dela - foram a junção de categorias e a criação de comissões para selecionar algumas das categorias, como a de charge e articulista.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h39
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Telão exibe...

... um mix com os nomes dos autores e editoras premiadas. Palmas.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h36
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Começou...

... a cerimônia de entrega do 21º Troféu HQMix. Banda no palco.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h34
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Pré-mix 7

 

 

O cobiçado troféu, com a personagem Mirza, a Mulher-Vampiro.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h33
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Pré-mix 6

 

 

Plateia à espera do início da cerimônia.

O começo estava previsto para as 20h. Atrasou.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h32
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Pré-mix 5

 

 

Preparação do palco do Sesc Pompeia para a cerimônia de entrega do troféu.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h30
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Pré-mix 4

 

 

Rafael Grampá, vencedor em duas categorias do HQMix deste ano.

Ele ganhou como melhor desenhista nacional e melhor edição especial nacional.

A obra foi publicada pela editora Desiderata, do Rio de Janeiro.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h27
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Temo por excesso de politicamente correto no PNBE

A secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva, acredita que as recentes polêmicas envolvendo obras em quadrinhos possam interferir no processo de títulos do PNBE.

"Eu temo por um excesso de politicamente correto", disse ela ao blog, agora há pouco.

O PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola), do governo federal, compra livros para serem levados a escolas de todo o país.

Desde 2006, inclui quadrinhos na lista. Por isso, o programa vai ser homenageado nesta edição do HQMix como contribuição à área.

Um deles, distribuído neste ano, é "Um Contrato com Deus e Outras Histórias de Cortiço", do norte-americano Will Eisner.

Autoridades estaduais de Santa Catarina, Paraná e São Paulo viram na obra insinuação a pedofilia e a sexo e procuraram censurar os álbuns nas bibliotecas escolares.

"Foi uma posição hipócrita e moralista", disse Maria do Pilar. No entender dela, houve despreparo de quem trabalho com a obra.

Segundo ela, uma biblioteca escolar não é uma estante de livraria. Cabe ao bibliotecário restringir o acesso do título aos alunos mais maduros.

A obra de Eisner foi selecionada pelo governo para ser lida por alunos do ensino médio.

O edital deste ano do PNBE também prevê compra de títulos em quadrinhos. De acordo com Pilar, o resultado sai no fim de setembro.

O MEC vê nos quadrinhos uma das formas possíveis de leitura, como também o são o cinema e outras manifestações artísticas.

"Quando a gente amplia o conceito de leitura, tem que incluir os quadrinhos", conclui Maria do Pilar.  

Escrito por PAULO RAMOS às 20h20
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Pré-mix 3

 

 

Imagem do telão, colocado bem acima do palco do Sesc Pompeia.

A personagem mostrada é Miraz, a Mulher-Vampiro, que serve de molde para o troféu entregue aos vencedores deste ano.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h06
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Pré-mix 2

 

 

Banca com quadrinhos na entrada do teatro do Sesc Pompeia, local da cerimônia.

Entre as obras, há um lançamento independente: o terceiro número de "Nanquim Descartável", escrito e editado por Daniel Esteves.

Ele faz um lançamento oficial da revista até o final do mês.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h03
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Pré-mix 1

 

 

A pesquisadora Sonia Bibe Luyten, presidente da comissão organizadora deste 21º Troféu HQMIx.

Escrito por PAULO RAMOS às 19h59
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Cerimônia do Troféu HQMix começa às 20h

A cerimônia de premiação do 21º Troféu HQMix começa daqui a pouco, às 20h.

A festa vai ser no teatro do Sesc Pompeia, em São Paulo.

É o mesmo palco das edições anteriores.

O blog vai transmitir a festa direto do teatro. Esta postagem já é feita do Sesc.

O HQMix é a principal premiação da área de quadrinhos do país.

Leia nas postagens abaixo os premiados da edição deste ano.

Escrito por PAULO RAMOS às 19h46
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Panini vai publicar selos Vertigo e Wildstorm no Brasil

A Panini fechou contrato para a publicação dos títulos da Vertigo e da Wildstorm, selos adultos da editora norte-americana DC Comics, a mesma de Batman e Super-Homem.

A informação é noticiada em primeira mão pelo Blog dos Quadrinhos.

Os dois selos têm séries premiadas no mercado norte-americano, como Preacher, Fábulas, Monstro do Pântado - escrita por Alan Moore - e Sandman - de Neil Gaiman.

Os direitos pertenciam à editora Pixel, do grupo Ediouro. A empresa rompeu o contrato no início deste ano, depois de rarear por meses o lançamento de novos títulos.

                                                         ***

A Panini - que já detém os direitos dos super-heróis da DC - programa uma prévia dos primeiros lançamentos na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no mês que vem.

Os títulos começam a ser vendidos nas bancas em outubro. De início, serão três obras: dois álbuns de "Y - O Último Homem" e "ZDM" (novo nome para "DMZ") e uma revista.

A publicação mensal será chamada "Vertigo" e trará as séries "Sandman Presents: Thessaliad", "Lugar Nenhum", "John Constantine: Hellblazer", "Scalped" e "Northlanders".

Pela sinopse, o título se parece com "Pixel Magazine", publicada pela última editora dos títulos Vertigo e Wildstorm no Brasil. A revista também mesclava diferentes séries.

                                                          ***

A Panini ainda não tem detalhes sobre o número de páginas dos dois álbuns iniciais. Mas, segundo a editora, as duas séries vão recomeçar do número um.

"ZDM - Terra de Ninguém" vinha sendo publicada na extinta revista "Pixel Magazine". Mostra o dia a dia de fotojornalista numa região de guerra civil. 

"Y - O Último Homem" vai ser relançada do início pela terceira vez no Brasil. A série teve dois álbuns publicados pela Opera Graphica e foi retomada pela Pixel.

Nenhuma das duas editoras encerrou a série, que mostra a vida de um jovem, o único sobrevivente a um misterioso incidente que matou todos os homens do planeta.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 15h48
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20.08.09

Outra adaptação em quadrinhos de Alienista concorre a Prêmio Jabuti

 

Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

Versão do conto de Machado de Assis concorre na categoria ilustração de livro infantil ou juvenil

 

 

 

 

 

 

 


2008.  Mais ou menos nessa época. Notícia do blog: a adaptação em quadrinhos de "O Alienista", de Gabriel Bá e Fábio Moon, concorre a uma das categorias do Prêmio Jabuti.

2009. Dia 20 de agosto. Notícia deste blog: a adaptação em quadrinhos de "O Alienista", de Luiz Antonio Aguiar e Cesar Lobo, concorre a uma das categorias do Prêmio Jabuti.

Parece déjà vu, mas é fato. Mais uma vez, uma versão do conto de Machado de Assis (1839-1908) foi selecionada para a premiação, mantida pela Câmara Brasileira do Livro.

Pelos desenhos, Cesar Lobo concorre com outras dez publicações no item ilustração de livro infantil ou juvenil. Os indicados foram divulgados nesta quinta-feira.

                                                          ***

A adaptação, lançada no ano passado pela editora Ática, foi a quarta versão em quadrinhos do conto feita publicada no intervalo de dois anos.

As outras foram lançadas pelas editoras Escala, Ibep/Companhia Editora Nacional e Agir. Foi a da Agir que venceu em 2008 o Jabuti na categoria de livro didático e paradidático.

A próxima etapa do prêmio é definir os três finalistas de cada uma das categorias. A divulgação dos vencedores está prevista para o dia 29 de setembro.

O Jabuti é tido como uma das principais premiações na área de livros do país. Neste ano, completa 51 edições.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 19h45
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Abril cancela Aventuras Disney e projeto de mangá

 

Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

Capa do número 48 da revista mensal, o último lançado pela editora; Abril diz que fim do título foi causado por baixas vendas 

 

 

 

 

 

 

 

A editora Abril cancelou a revista mensal "Aventuras Disney" e o projeto do mangá "Kingdom Hearts", série importada que tem Donald e Pateta como protagonistas.

O mangá, inédito no Brasil, havia sido anunciado para este ano. Segundo a editora, o título teve de ser suspenso por problemas contratuais com a firma Square Enix.

A empresa detém os direitos do jogo de videogame em que se baseia a série homônima e teria apresentado restrições legais sobre a distribuição do game em solo brasileiro.

Na série, Donald e Pateta se unem ao jovem Sora para encontrar Mickey, que está desaparecido. Sora também procura dois amigos que haviam sumido.

                                                          ***

O cancelamento de "Aventuras Disney" havia sido noticiado pelos sites "HQManiacs" e "Universo HQ" no início desta semana. A informação foi confirmada pela editora.

"Desde janeiro, diferente das nossas outras publicações Disney, ela começou a sofrer uma forte queda nas vendas, que nos obrigou a parar agora, no número 48", diz Paulo Maffia, da redação de revistas Disney da Abril.

O último número trazia apenas histórias do vilão Mancha Negra, em comemoração aos 70 anos de criação do personagem.

"O que eu queria deixar bem claro, antes que as cornetas do apocalipse comecem a tocar, é que o problema foi específico desse titulo. Nossas outras revistas Disney estão indo muito bem, obrigado", diz Maffia.

 

Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa do primeiro volume de "História e Glória da Dinastia Pato", programado pela editora para o mês que vem

 

 

 

 

 

 

 

 

A Abril mantém parado outro projeto de revista, "Gibiteca Disney". Seria um almanaque temático nos mesmos moldes de "Disney Especial", publicado por anos no Brasil.

A editora, em paralelo, anuncia especiais. O principal deles é uma edição de luxo de "História e Glória da Dinastia Pato", programado para o início do mês que vem (a R$ 14,95).

A série italiana mostra a evolução do clã dos patos, do Egito Antigo à década de 1970.

As histórias haviam sido publicadas de forma esparsa no Brasil nas revistas Disney da Abril, em 1974. A nova compilação vai reunir todas os capítulos e publicar um ainda inédito.

                                                         ***

A Abril também programa um especial com "Duck Tales", baseado no desenho animado homônimo que voltou a ser exibido pela TV Globo.

A revista terá 192 páginas (a R$ 8,95) e será publicada no mesmo formato das demais revistas mensais Disney da editora paulista.

Outra mudança ocorre com as edições especiais de férias de Mickey, Donald, Tio Patinhas e Pateta. Elas passam a ser trimestrais.

No intervalo entre as férias escolares, receberão o adjetivo "extra" no título.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 18h59
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Whiteout perde ritmo de mistério na sequência da série

 

Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

Capa de "Whiteout - Ponto de Fusão", segundo volume da série norte-americana que começou a ser vendido neste meio de mês 

 

 

 

 

 

 

 

Há uma máxima na indústria artística de que a sequência é pior do que o original. Já há exemplos que derrubam essa frase.

Mas a afirmação se encaixa perfeitamente para a continuação da série "Whiteout", que chegou ao Brasil neste meio de mês (Devir, 112 págs., R$ 21,50).

"Whiteout - Ponto de Fusão" retoma a protagonista, a agente federal Carrie Stetko, e a põe de novo para desvendar um crime na Antárdida.

Desta vez, não se trata apenas de um assassinato. O problema que ela tem de solucionar é quem explodiu uma base russa cheia de armamentos pesados.

                                                          ***

O mistério - ponto alto do primeiro volume, "Whiteout - Morte no Gelo", lançado no Brasil em novembro de 2007 - se perde nesta sequência.

Ele até existe. Mas é diluído em meio aos conflitos pessoais da protagonista e ao atraente cenário do gelo, que se torna mortal na caça aos autores do crime.

Quem já leu algum roteiro do escritor Greg Rucka, criador da série e também desta história, sabe que ele se ancora em personagens femininas e no tom policial.

Há, aqui, a condutora narrativa feminina. Mas ele não consegue repetir o suspense rumo ao necessário desfecho da trama.

                                                          ***

Este álbum nacional reúne as quatro partes da minissérie, lançada nos Estados Unidos pela editora Oni Press. Os desenhos são de Steve Lieber, o mesmo da parte anterior.

"Whiteout - Melt", nome original da história, venceu como melhor série, em 1999, o Eisner Awards, espécie de Oscar da indústria norte-americana de quadrinhos.

Não era para tanto. Rucka já fez tramas muito mais bem construídas, como comprova o primeiro volume de "Whiteout". O prêmio serve mais como apelo para vendas.

O prêmio e a adiada versão para o cinema, "Terror na Antárdida". O longa deveria ter chegado aos cinemas daqui em 2008. O lançamento foi remarcado para outubro.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 10h11
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19.08.09

Série comemora 70 anos de criação de Batman

 

Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

 

 

Capa pintada por Alex Ross para o primeiro volume de "Batman 70 Anos", que começou a ser vendido neste meio de mês 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma coleção de quatro volumes vai relançar histórias de diferentes épocas de Batman para marcar os 70 anos de criação do herói norte-americano.

O primeiro número de "Batman 70 Anos" começou a ser vendido nas bancas neste meio de mês (Panini, 194 págs., R$ 19,90). A obra traz nove aventuras do homem-morcego.

A mais antiga é de 1940, uma história do número de estreia da revista "Batman" nos Estados Unidos, escrita por Bill Finger e desenhada por Bob Kane.

As demais pinçam pelo menos uma aventura de cada década seguinte do herói de Gotham City. A mais recente é de 2000, escrita por Brian Michael Bendis.

                                                          ***

A primeira aparição de Batman nos quadrinhos foi na revista "Detective Comics", de 1939. As histórias foram relançadas em 2007 no álbum "Batman Crônicas", também da Panini.

As aventuras iniciais traziam um personagem bem mais violento que de costume. Matava e não sentia pesar dos criminosos. Tornou-se mais contido com o surgimento de Robin.

Essas histórias revelam também que Bob Kane, sempre creditado como o criador de Batman, não foi o único na tarefa. Bill Finger e Gardner Fox também ajudaram.

A Panini havia lançado no ano passado uma série semelhante, também em quatro volumes, para marcar os 70 anos de Super-Homem, comemorados em 2008. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 15h59
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18.08.09

Tese vencedora do HQMix mostra que quadrinhos estimulam leitura

Embora defendida em maio de 2008, a tese de doutorado premiada no Troféu HQMix deste ano conserva uma pertinente atualidade.

A pesquisa de Valéria Bari se debruça sobre um tema antigo, o de que quadrinhos tirariam o interesse dos jovens pela leitura.

Ela desmonta a premissa e a reconstrói, ancorada em dados, e não discursos vazios. E o que descobriu foi exatamente o contrário.

Os quadrinhos não só estimulam a leitura, como também levam a pessoa a migrar para outros gêneros de escrita.

                                                          ***

Bari acompanhou durante seis anos os hábitos de leitura de estudantes da USP (Universidade de São Paulo), onde fez o doutorado.

Depois, confrontou os dados com a realidade da Espanha, para verificar se não se tratava de uma característica apenas dos alunos daqui.

O resultado final do estudo confirma a importância das histórias em quadrinhos como fomento à leitura e dá uma novo significado, agora positivo, à expressão "quadrinhos são coisa de criança".

O tema ganha ainda mais atualidade após as sucessivas resistências de governos estaduais à inclusão de quadrinhos no ensino, vistas em maio e junho deste ano.

                                                         ***

"Como a linguagem dos quadrinhos sempre foi representativa na leitura infantil e das camadas populares, sua validade cultural é questionada por aqueles que preferem privilegiar linguagens, discursos e obras inacessíveis", disse Bari ao blog, em junho de 2008, um ano antes das polêmicas.

No entender da pesquisadora, a leitura de quadrinhos deve ser estimulada, inclusive, dentro de casa, pelos pais.

"Uma criança adquire o gosto pela leitura em um ambiente no qual sua infância é respeitada, os seus gostos pessoais são respeitados e as atitudes dos adultos que o rodeiam denotem que a leitura é fonte de prazer e alegria", diz.

                                                          ***

A dissertação de mestrado e o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) premiados neste 21º Troféu HQMix abordaram aspectos de dois desenhistas diferentes.

O TCC estudou a arte de Alberto Breccia, uruguaio que fez carreira na Argentina.

Breccia se caracterizou pelo uso de sombras nos quadrinhos que fazia, algo que veio a ser repetido, décadas depois, pelo norte-americano Frank Miller.

O trabalho foi feito por Pedro Fraz Broering para o curso de design gráfico da Universidade Federal de Santa Catarina.

                                                           ***

O mestrado vencedor, de autoria de Liber Paz, lançou um olhar literário à produção de quadrinhos do brasileiro Lourenço Mutarelli.

A pesquisa – feita na Universidade Tecnológica do Paraná – investigou o período entre os primeiros trabalhos dele, nos idos dos anos 1980, e o álbum final.

A última obra em quadrinhos de Mutarelli foi o autobiográfico “Caixa de Areia (Ou Eu Era Dois em Meu Quintal)”, lançado em 2006 pela Devir.

Paz concluiu que o trabalho do quadrinista reflete e refrata elementos sociais e tecnológicos, que há uma tendência a abordar temas como solidão e melancolia e que existe uma fixação do autor por figuras deformadas.

                                                         ***

A entrega do prêmio aos estudos vencedores deste HQMix será na próxima sexta-feira, às 20h, no teatro do Sesc Pompeia, em São Paulo.

O blog noticiou as pesquisas de Liber Paz e de Valéria Bari no ano passado, pouco depois da defesa deles.

(Re)Leia as entrevistas com os dois pesquisadores nas postagens de 31.03.08 e de 11.06.08, respectivamente.

E veja na postagem abaixo quem foram os outros premiados nesta edição do troféu.                                                        

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 16h23
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17.08.09

Divulgados os premiados do Troféu HQMix deste ano

 

Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

"Turma da Mônica Jovem" foi um dos trabalhos vencedores em duas categorias; entrega dos troféus será na próxima sexta-feira, em São Paulo

 

 

 

 

 

 

A comissão organizadora do 21º Troféu HQMix divulgou na manhã desta segunda-feira os vencedores da edição deste ano do prêmio, o principal da área de quadrinhos no país.

A lista não traz um grande vencedor, ao contrário do que ocorreu nas edições passadas. Mas alguns autores e projetos se destacaram por serem  premiados com duas estatuetas.

É o caso da revista "Turma da Mônica Jovem", ganhadora das categorias projeto editorial e publicação infanto-juvenil. O título mensal é publicado pela Panini, eleita editora do ano.

Iniciado em 2008, traz uma versão adolescente dos personagens de Mauricio de Sousa.

                                                          ***

O desenhista Angeli foi premiado pela exposição "Angeli - Genial" e como melhor chargista, categoria que ele tem repetidamente vencido no HQMix.

Fernando Gonsales, que também é sucessivamente premiado, foi vencedor das categorias tira nacional e álbum de tiras, por "Em Boca Fechada Não Entra Mosca", da Devir. 

O álbum "Mesmo Delivery", da Desiderata, foi escolhido como melhor edição especial nacional de 2008. O autor, Rafael Grampá, foi premiado também como desenhista nacional.

Os autores de "Chibata!", Hemeterio e Olinto Gadelha, venceram nas categorias desenhista revelação e roteirista revelação. O álbum foi publicado pela Conrad.

                                                           ***

Outro livro da Conrad recebeu dois prêmios, mas de forma indireta. É a biografia de Che Guevara, dos argentinos Hector German Oesterheld, Alberto Breccia e Enrique Breccia.

A obra venceu na categoria publicação de clássico. Pelo texto publicado no álbum, Rogério de Campos venceu como melhor articulista de quadrinhos.

"Che" não foi o único trabalho argentino premiado, fato raro no histórico do prêmio.

Liniers, autor das tiras de Macanudo, foi escolhido melhor desenhista estrangeiro. A série teve uma coletânea publicada em 2008. Neste ano, sai também na "Folha de S.Paulo".

                                                           ***

Veja a seguir a lista dos 44 premiados do Troféu HQMix, que inclui este blog como melhor mídia sobre quadrinhos.

Adaptação para os Quadrinhos - Dom Quixote

Adaptação para outro veículo - Batman, o Cavaleiro das Trevas (cinema)

Articulista – Rogério de Campos

Caricaturista - Dálcio Machado

Cartunista - Duke

Chargista - Angeli

Desenhista Estrangeiro - Liniers

Desenhista Nacional - Rafael Grampá

Desenhista Revelação - Hemeterio

Edição Especial Estrangeira - Asterix e seus amigos

Edição Especial Nacional - Mesmo Delivery

Editora do ano – Panini

Evento - Bistecão Ilustrado

Exposição - Angeli/Genial

Grande Contribuição - FNAC

Grande Contribuição - Programa PNBE

Grandes Mestres - Ciça e Zélio

Homenagem/Destaque Internacional - Fábio Moon e Gabriel Bá

Homenagem/Destaque Internacional - Ziraldo

Ilustrador Nacional - Weberson Santiago

Livro Teórico - Henfil, o Humor Subversivo

Mídia sobre HQ - Blog dos Quadrinhos

Projeto Editorial - Turma da Mônica Jovem

Publicação de Aventura/Terror/ficção - 100 Balas

Publicação de Cartuns - Tulípio 7

Publicação de Charges - 35º Salão Internacional de Humor de Piracicaba

Publicação de Clássico - Che

Publicação de Humor - Piratas do Tietê vol. 3

Publicação de Tiras - Níquel Náusea - Em Boca Fechada Não Entra Mosca

Publicação Erótica - CLIC 3

Publicação Independente de Autor - Nanquim Descartável

Publicação Independente de Grupo - Café Espacial

Publicação Independente Especial - Depois da Meia-noite

Publicação Infanto-juvenil - Turma da Mônica Jovem

Publicação Mix - Graffiti n.18

Roteirista Estrangeiro - Alan Moore

Roteirista Nacional - Adriana Brunstein e Samuel Casal

Roteirista Revelação - Olinto Gadelha

Salão e Festival - 1° Festival Internacional de Humor do RJ

Tira Nacional - Níquel Náusea

Trabalho de Doutorado Valéria Aparecida Bari

Trabalho de Mestrado - Líber Eugenio Paz

Trabalho de TCC Pedro Franz Broering

Web Quadrinhos - Quadrinho Ordinário (link)

                                                           ***

Os homenageados já haviam sido divulgados na semana passada. Os nomes foram escolhidos pela comissão organizadora do prêmio.

As demais categorias tiveram os nomes definidos ou por uma comissão ou pelo voto de mais de duas mil pessoas ligadas à área de quadrinhos no Brasil.

A entrega dos prêmios será na próxima sexta-feira, dia 21, às 20h, no teatro do Sesc Pompeia, em São Paulo.

A entrada é franca. A apresentação será de Serginho Groisman.

                                                           ***

Groisman tem comandado todas as entregas desde o surgimento do prêmio, em 1989. O nome do troféu tomava como base o programa "TV Mix", apresentado por ele na TV Gazeta.

O "TV Mix" matninha um quadro de quadrinhos comandado por Gualberto Costa e José Alberto Lovetro, o JAL. Os dois ainda integram a comissão organizadora do prêmio. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 12h25
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16.08.09

L&PM vai lançar livros de bolso com tiras de Mauricio de Sousa

A editora gaúcha L&PM vai publicar tiras de personagens de Mauricio de Sousa. O material será lançado em formato de bolso dentro da coleção "pocket".

A informação foi divulgada no site da editora. O texto da página virtual não registra a data exata de lançamento. Diz apenas que serão dez títulos, publicados nos próximos meses.

A lista inclui Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão, Turma do Penadinho e a volta de Os Sousa, personagens publicados nos jornais entre as décadas de 1970 e 80.

Os Sousa trazia situações cotidianas vividas pelos integrantes da família que dava título à série. As tiras dialogavam com um outro tipo de leitor, mais adulto.

                                                          ***

A L&PM tem aumentado nos últimos dois anos o catálogo de títulos em quadrinhos de sua coleção de livros de bolso, que lidera esse segmento no país.

A editora tem priorizado tiras cômicas. Há material estrangeiro, como Garfield e Snoopy, e de autores brasileiros, caso de Angeli, Laerte, Glauco e Adão Iturrusgarai.

A Panini, que tem prioridade na publicação das histórias dos Estúdios Mauricio de Sousa, havia lançado cinco livros de bolso, aos moldes dos da L&PM, em junho do ano passado.

Os livros traziam tiras de Mônica, Cebolinha, Penadinho, Bidu e Chico Bento. A editora paulista havia anunciado novos volumes. Mas a coleção não passou do primeiro número.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h42
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15.08.09

Editoras preparam livros com personagens clássicos dos EUA

 

Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

Capa de "Frank e Ernest", tira que terá coletânea publicada no mês que vem 

 

 

 

 

 


Editoras brasileiras preparam uma série de lançamentos com personagens clássicos dos quadrinhos norte-americanos.

A lista inclui Frank & Ernest, Gasparzinho, Snoopy e Luluzinha. O primeiro a ser comercializado é uma coletânea de tiras de Frank & Ernest, de Bob Thaves (1924-2006).

O álbum terá 128 páginas e será publicado pela editora Devir. A obra vai trazer histórias mais recentes da dupla, conhecida por extrair humor de situações cotidianas.

As tiras começaram a circular nos Estados Unidos em 1972 e são produzidas até hoje. Após a morte de Thaves, os desenhos passaram a ser feitos pelo filho dele, Tom.

                                                          ***

A Devir também é a responsável pelo lançamento de outros dois conhecidos personagens norte-americanos: Luluzinha e Gasparzinho.

Luluzinha é publicada pela editora paulista desde 2006. Teve seis álbuns até agora e vai ganhar mais dois nos próximos meses. O primeiro está programado para outubro.

Os livros relançam em ordem cronológica as primeiras histórias da menina travessa, criada em 1935 pela desenhista Marjorie Henderson Buell, que assinava apenas Marge.

As histórias foram publicadas na segunda metade de 1940 na revista em quadrinhos da personagem. O trabalho era feito por John Stanley, que deu uma nova cara a ela.

                                                          *** 

Os livros de Luluzinha tiveram bom retorno, segundo a editora. Alguns ganharam mais de uma impressão. Cada volume tem tiragem entre dois e três mil exemplares.

Segundo Leandro Luigi Del Manto, editor da Devir, a obra consegue atingir um público adulto e nostálgico, que lia com carinho aquelas histórias quando crianças.

O resultado conseguido com Luluzinha pautou o lançamento de Gasparzinho, outro personagem clássico que a editora passa a publicar a partir deste ano.

"A gente vai fazer duas edições focando no público de Luluzinha", diz Del Manto.

 

Crédito: reprodução do site http://monsterama.blogspot.com

 

 

 

 

Trecho de história de Gasparzinho, que terá livro lançado pela Devir 

 

 

 

 

O tom nostálgico é visto logo no título: "Gasparzinho, o Fantasminha Camarada", forma como o personagem foi popularizado aqui no Brasil por meio dos desenhos animados.

A obra base para a versão nacional é um livro produzido pela norte-americana Dark Horse. A publicação fez uma coletânea de histórias de 1949 a 1966.

Além dos quadrinhos, o título trará também matérias sobre a evolução do personagem ao longo dos anos no cinema e nas animações para a televisão.

O primeiro álbum está programado para ser lançado mais para o final do ano. O fantasminha havia sido publicado no Brasil pelas editoras de O Cruzeiro, Vecchi e Globo.

                                                          ***

Outra editora que irá publicar material em quadrinhos antigo é a L&PM. A empresa informou neste mês em seu site que adquiriu os direitos de publicação de "Complete Peanuts".

A coleção reedita todas as tiras de Snoopy, criadas por Charles M. Schulz. O desenhista criou a série em 1950 e esteve à frente dela até 2000, ano de sua morte.

O autor havia abandonado a tira pouco antes. A última a ser publicada trazia um registro de agradecimento dele aos leitores, que o acampanharam por décadas.

A L&PM não informou a previsão de lançamentos do volume de estreia, que traz as primeiras tiras. A editora gaúcha já publicou os personagens em oito livros de bolso.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 12h46
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14.08.09

Reportagem em quadrinhos registra episódio histórico da Bahia

 

Detalhe da reportagem em quadrinhos O Corneteiro Lopes

 

Uma reportagem em quadrinhos produzida na Bahia narra um dos momentos históricos vividos no Estado. Ela registra o papel de um corneteiro no desfecho da Batalha do Pirajá.

O confronto ocorreu no fim de 1822. A disputa era pautada na independência baiana e punha em lados opostos portugueses e o Exército Pacificador, pró-autonomia política.

"O Corneteiro Lopes", título da reportagem, foi publicado no jornal "Correio da Bahia" no dia 2 de julho. No começo deste mês, foi disponibilizada para leitura on-line.

A matéria pode ser acessada no site "Projeto Vanguarda", mantido pelos autores. A narrativa por produzida por Leandro Silveira, Augusto Mattos e José Roberto Almeida.

O grupo já produziu outras duas reportagens em quadrinhos: uma sobre o movimento estudantil baiano e outra sobre portadoras de HIV.

                                                           ***

Nota: vai haver um debate sobre jornalismo em quadrinhos neste sábado em São Paulo.

O encontro vai abordar a reportagem sobre o movimento independente Quarto Mundo, veiculada aqui no blog na semana passada (pode ser lida a partir daqui).

A mesa terá presença dos quadrinistas Edu Mendes, Will e Laudo Ferreira Jr. Também participo do debate, que terá início às 17h.

O "Jornalismo em Quadrinhos na Varada" será realizado na varanda - daí o nome - da Quanta Academia, que fica na rua Dr. José de Queiroz Aranha, 246. A entrada é franca.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 17h03
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Revista reúne encontros da Turma da Mônica com Michael Jackson

 

Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

"Turma da Mônica - Maico Jeca" reedita cinco histórias e traz outra inédita, em homenagem ao cantor 

 

 

 

 

 

 

 

 


A morte de Michael Jackson, no dia 25 de junho, ecoou imediatamente na internet. O assunto passou a dominar os temas de sites e páginas de relacionamento.

Um dos que abordaram o tema foi Mauricio de Sousa. O empresário disponibilizou rascunhos de uma história em quadrinhos em homenagem ao cantor norte-americano.

Não demorou para que o trabalho ecoasse virtualmente em sites, blogs e Twitter, rede de comunicação muito usada pelo criador da Turma da Mônica.

Criou-se, então, uma expectativa virtual sobre o lançamento da narrativa, publicada nesta semana nas bancas na revista "Turma da Mônica - Maico Jeca" (Panini, 52 págs., R$ 5,50).

                                                         ***

A história, de dez páginas, encerra a edição especial. Mostra a expectativa da Turma do Penadinho para a chegada do cantor após ter morrido.

A trama imagina pelo roteirista Paulo Back consegue captar o tom de homenagem que havia nos dias que sucederam o falecimento do artista.

Talvez por isso, pela qualidade da história, abriu-se uma exceção. Os autores - Back e o desenhista José Cavalcante - foram creditados, algo que não ocorre nas demais revistas.

E que não ocorreu também nas outras cinco histórias da revista, reeditadas de títulos da Turma da Mônica. Elas trazem encontros com outros personagens.

                                                          ***

Lidas em sequências, as narrativas refletem as mudanças físicas pelas quais o cantor passou ao longo dos anos. Os desenhos só registraram como ele era na época.

É por isso que seria importante a revista pôr o ano em que as histórias foram publicadas pela primeira vez. Ajudaria a situar melhor o leitor em relação ao artista.

Há apenas uma exceção, numa nota de rodapé, que indica ser de abril de 1997 uma das histórias. Mas não é algo que compromete a leitura.

O título deve agradar a quem gosta da Turma da Mônica e do cantor. A obra preserva o tom de homenagem, apesar de ter sido pautada por uma oportunidade comercial.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 16h22
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13.08.09

Governo de SP recebe 141 inscrições para edital de quadrinhos

O Secretaria de Estado da Cultura do governo paulista recebeu 141 inscrições para o edital de incentivo à produção de histórias em quadrinhos.

A comissão responsável pela documentação barrou 29 inscrições por apresentarem problemas na documentação. Os 112 restantes continuam no processo seletivo.

É a segunda vez que o Estado promove o edital. As regras são as mesmas da primeira versão, de 2008. Podem participar autores paulistas. Serão selecionados dez projetos.

Cada um dos vencedores recebe verba de R$ 25 mil para produzir o álbum. Em troca, tem de repassar parte da tiragem ao governo e fazer oferecer oficinas de quadrinhos.

                                                           ***

Até agora, apenas um dos selecionados em 2008 foi publicado. É o álbum de tiras "Caroço no Angu", de Gilmar, lançado no começo de maio.

Os demais projetos estão em produção. Parte dos autores mantém um blog, mostrando o making-of da criação dos trabalhos. A página pode ser acessada neste link.

Cada um dos autores tinha prazo de oito meses para finalizar o projeto, a contar da data de assinatura do contrato. Por isso, as obras devem ser lançadas nos próximos meses.

O resultado final do edital paulista deve ser divulgado ainda este semestre. Clique neste link para saber quem são os autores selecionados. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 17h30
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Independentes e álbum sobre vidas passadas têm lançamento em SP

Registro rápido. Há três lançamentos de obras em quadrinhos em São Paulo na sexta-feira e no sábado. Todos ocorrem na HQMix Livraria (Pça. Roosevelt, 142), às 19h30.

Na sexta, o grupo do fanzine "Subterrâneo" lança o quinto especial da publicação.

No sábado, Érico San Juan lança o jornal "Caricaras". A obra é gratuita. O autor promete ainda fazer uma caricatura da pessoa na capa. Ele cobra R$ 2 pelo desenho.

Na mesma noite, André Diniz autografa "7 Vidas - A Aventura de uma Pessoa em Seus Passados". O álbum da Conrad teve desenhos de Antonio Éder. Leia mais aqui e aqui.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 17h04
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12.08.09

Jornal do interior paulista aumenta espaço de tiras nacionais

 

Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

Seção de quadrinhos do "Jornal de Piracicaba" começou a publicar neste mês oito tiras nacionais, metade delas de autores locais; a imagem ao lado reproduz a área dedicada aos profissionais da cidade

 

 

 

 

 

 

É algo raro de se ver, o que justifica ainda mais esta notícia. O "Jornal de Piracicaba", do interior paulista, aumentou o espaço de tiras e passou a apostar em material nacional.

A mudança teve início no último dia 4. O jornal passa a publicar oito tiras feitas por brasileiros. Metade é de autores da cidade. Até então, as histórias eram norte-americanas.

A seção de quadrinhos foi dividida HQ, HQ Piracicabana e HQ Internacional. Na primeira, estão incluídos autores de fora do município: Angeli, Laerte, Fernando Gonsales e Jean.

Na segunda parte, aparecem os quadrinistas locais: Érico e Fábio San Juan, Bill Scarpitti, Erasmo Spadotto, Catarina Landim. A internacional alterna Recruta Zero, Hagar e Snoopy.

                                                          ***

Segundo Érico San Juan, um dos autores, o "Jornal de Piracicaba" teve várias fases com relação aos quadrinhos. Mas nunca com tantos trabalhos nacionais e regionais.

"Com vários autores de Piracicaba juntos, está desde agosto de 2003", diz, por e-mail.

"Mas era um espaço semanal em cores, dentro do caderno Fim de Semana, às sextas-feiras. No resto da semana, no caderno de Cultura, tinha apenas tiras estrangeiras."

O desenhista trabalha para o jornal há 18 anos. Em 1997, um de suas tiras, "Dito, o Bendito", foi publicada diariamente. Dividia o espaço com a norte-americana "Os Bichos".

                                                          ***

É comum jornais regionais dedicarem espaço para alguma tira local. Mas, salvo raras exceções, não passa de uma. A tendência das demais é pelo uso de material dos EUA. 

O caminho adotado pelo "Jornal de Piracicaba" é algo raro, por isso, digno de nota.

Entre os grandes jornais, os que dedicam mais espaço a trabalhos brasileiros são a "Folha de S.Paulo" e "O Globo".

Quais as tiras nacionais do jornal de sua cidade? Se puder, deixe registrado o nome do município, do jornal, das tiras e dos autores delas no espaço de comentários. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 12h51
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11.08.09

Coletânea de Calvin e Haroldo é reeditada com novo título

 

Creédito: reprodução

 

 

 

 

"A Vingança dos Oprimidos", nome da primeira versão, de 1991, foi trocado para "A Hora da Vingança"; conteúdo é o mesmo

 

 

 

 

 

O quadrinista norte-americano Bill Watterson exige que as coletâneas de suas tiras de Calvin e Haroldo sejam publicadas nos mesmos moldes das edições originais.

Resta às editoras brasileiras pouca liberdade na produção da obra. Uma das válvulas de escape é a tradução.

E está nela - na tradução - a principal diferença da nova versão da quinta coletânea da série, que começou a ser vendida na virada de semana (Conrad, 128 págs., R$ 29,90).

"A Vingança dos Oprimidos", título da primeira versão, lançada pela Cedibra em 1991, foi alterado para "A Hora da Vingança". As tiras também ganharam nova tradução.

                                                          ***

No mais, as duas versões da coletânea são essencialmente as mesmas, inclusive no conteúdo e na cena da capa. A ilustração sintetiza uma das situações vistas no álbum.

É a tal vingança lida no título das duas versões da obra. Calvin e seu tigre Haroldo - que ganha vida apenas na imaginação do menino - tramam dar o troco na babá Rosalyn.

Ela precisa estudar para uma prova do dia seguinte. Calvin sequestra, então, as anotações dela e ameaça jogar os papéis privada abaixo se ela não atender a algumas exigências.

A sequência dura 12 tiras, o que equivale a duas semanas publicadas nos jornais.

                                                          ***

A série, hoje, é reeditada em diferentes países. Na forma de coletâneas, como esta, e também nos jornais. No Brasil, um dos que publicam a tira é "O Estado de S. Paulo".

O motivo dos relançamentos é que o autor deixou de produzir as histórias no fim de 1995, dez anos e um mês depois da estreia nos Estados Unidos.

A Conrad tem relançado a série no Brasil desde 2007. A editora paulista já publicou seis álbuns. O primeiro, "O Mundo É Mágico", era o único inédito no Brasil.

Após a obra de estreia, a Conrad seguiu a ordem cronológica de publicação nos demais títulos. "A Hora da Vingança" corresponde ao quinto álbum da série.

                                                          ***

Post postagem (12.08, à 0h44): leitores deste blog me alertam - com toda a razão - que houve mais uma versão desta coletânea lançada no Brasil, obra que desconhecia.

Trata-se de "A Vingança da Babá", título mais próximo ao original norte-americano, publicado pela editora Best. Fica registrada a informação. 

Este caso é oportuno para perceber bem qual é a diferença de fazer jornalismo num blog e na mídia em geral. Nos blogs, as correções são feitas muito mais rapidamente.

Se a notícia estiver incompleta ou equivocada, o leitor irá alertar o jornalista no ato, de forma transparente. E ajudará a melhorar a qualidade da informação. Isso só tem a somar.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h39
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Meio de semana tem três lançamentos nacionais

 

Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

"A Luneta Mágica em Quadrinhos" é um dos álbuns que têm lançamento nos próximos dias 

 

 

 

 

 

 


Duas adaptações de obras literárias - "Jubiabá" e "A Luneta Mágica - e uma revista em quadrinhos independente - "Có!" - têm lançamentos neste meio de semana.

"Jubiabá de Jorge Amado" (Quadrinhos na Cia., R$ 33) começou a ser vendida em maio, mas a primeira sessão de autógrafos será nesta quinta-feira, em São Paulo.

Spacca, autor da obra, faz depois um segundo lançamento no dia 28 deste mês em Salvador, cidade onde a história do romance é ambientada.

O álbum foi um dos quatro títulos que inauguraram o Quadrinho na Cia., selo editorial da Companhia das Letras dedicado exclusivamente a histórias em quadrinhos.

                                                          ***

Na mesma quinta-feira e no mesmo horário, mas no Rio de Janeiro, Carlos Patati e Marcio de Castro lançam "A Luneta Mágica em Quadrinhos" (Panda Books, R$ 25,90).

O álbum adapta um dos romances menos conhecidos do escritor brasileiro Joaquim Manuel de Macedo. A obra marca a estreia da Panda Books na área de quadrinhos.

Outra estreia é a de Gustavo Duarte na criação de uma história em quadrinhos mais longa. O trabalho gerou a revista "Có!", produzida por conta própria (R$ 10).

Ele lança a publicação nesta quarta-feira à noite, em São Paulo. Antes disso, vendeu alguns exemplares na San Diego Comic-Con, realizada em julho nos Estados Unidos.

                                                          ***

Leia mais sobre as adaptações de "Jubiabá" e de "A Luneta Mágica" neste link.

E neste para (re)ler a entrevista com Gustavo Duarte sobre a produção de "Có!".

                                                          ***

Serviço 1 - Lançamento de "Có!", de Gustavo Duarte. Quando: quarta-feira (12.08). Horário: a partir das 20h. Onde: São Cristóvão Bar e Restaurante. Endereço: rua Aspicuelta, 533, São Paulo. Quanto: R$ 10.

Serviço 2 - Lançamentos de "Jubiabá de Jorge Amado", de Spacca. Quando: quinta-feira (13.08). Horário: 19h30. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo. Quanto: R$ 33. Em Salvador, o lançamento será no dia 28.08, às 18h30, na Livraria LDM-Multicampi (rua Direita da Piedade, 20). Antes, às 17h, Spacca participa de debate sobre a obra de Jorge Amado. 

Serviço 3 - Lançamento de "A Luneta Mágica em Quadrinhos", de Carlos Patati e Marcio de Castro. Quando: quinta-feira (13.08). Horário: 19h30. Onde: Livraria da Travessa. Endereço: rua Visconde de Pirajá, 572, Ipanema, Rio de Janeiro. Quanto: R$ 25,90.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h58
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10.08.09

Livro detalha adaptações de super-heróis para cinema e TV

 

Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

 

 

Primeira versão da capa da obra, produzida pela equipe da revista "Mundo dos Super-Heróis" 

 

 

 

 

 

 

 


O título do livro é autoexplicativo: "Super-Heróis no Cinema e nos Longa-Metragens da TV". Cabe a esta notícia, então, esmiuçar os outros detalhes da publicação.

A obra detalha a versão filmada de mais de 150 personagens dos quadrinhos. Cada adaptação terá uma ficha técnica, tanto da produção quanto do herói envolvido.

A pesquisa foi feita por André Morelli. O historiador integra a equipe da revista "Mundo dos Super-Heróis", que traz a cada número um dossiê sobre um personagem dos quadrinhos.

O livro será publicado pela editora Europa, a mesma da revista. A data de lançamento não foi definida. Trabalha-se com a ideia de que a venda tenha início neste semestre.

                                                          ***

Ao contrário da publicação bimestral, o livro não irá para as bancas. A obra de 144 páginas será comercializada em livrarias e lojas especializadas em quadrinhos.

A ideia do projeto foi do editor da revista, Manoel de Souza, que assina também a edição e o planejamento gráfico. Cerca de 1.200 fotos ilustram o relato dos filmes.

Segundo o editor, Morelli ficou quase um ano pesquisando o tema. O domínio do assunto permitiu que também fizesse uma pequena resenha de cada um dos filmes.

"Nós combinados que ele faria uma opinião bem séria, bem sóbria", diz Souza, por telefone.

                                                           ***

O livro traz as adaptações mais conhecidas, como as de Batman e Homem-Aranha, para ficar em dois exemplos. Mas revela também outras pouco conhecidas.

Uma delas é uma versão de Super-Homem, feita na Índia em 1983. Na produção, o personagem não só combate o mal mas também protagoniza números de dança.

A obra também alarga um pouco a proposta do livro e inclui versões heroicas que, de super, têm pouco. É o caso do francês Asterix, que teve mais de um longa no cinema.

O mesmo raciocínio permitiu a inclusão de algumas produções nacionais, como a do detetive Ed Mort, criado por Luis Fernando Verissimo e Miguel Paiva.

                                                         ***

O plano de ampliar o escopo da "Mundo dos Super-Heróis" teve início no ano passado. O grupo lançou nas bancas, em novembro, a revista "História do Brasil em Quadrinhos".

Na época, a equipe já dizia ter outros planos, mas não revelava quais. Descobre-se, agora, que um dos projetos era este "Super-Heróis no Cinema e nos Longa-Metragens da TV".

Manoel de Souza diz ter mais projetos. Eles envolvem outra história em quadrinhos. E mais livros como este. Vai depender - diz - do resultado das vendas.

A obra sobre os filmes de super-heróis está em processo de revisão final e de impressão. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 20h07
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Fnac também vai receber HQMix de contribuição aos quadrinhos

A livraria Fnac também foi premiada com no Troféu HQMix por contribuição aos quadrinhos. A informação foi divulgada hoje pela organização do prêmio, o principal da área no país.

A Fnac vai dividir o prêmio - um dos principais do HQMix - com o Ministério da Cultura, por manter quadrinhos na lista do PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola).

A escolha foi feita pela comissão organizadora. A Fnac foi selecionada por três motivos: promoção de festivais de quadrinhos em diferentes capitais, realização de um concurso de novos talentos em 2008 e continuidade no destaque de obras da área.

A cerimônia de premiação desta 21ª edição do HQMix será no dia 21, no Sesc Pompeia, em São Paulo. Os nomes dos vencedores devem ser divulgados na próxima segunda.

                                                         ***

Saiba quem são os homenageados da edição deste ano do HQMix na postagem abaixo.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 17h28
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09.08.09

PNBE recebe prêmio HQMix de contribuição aos quadrinhos

 

Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

Premiação vai homenagear também Ziraldo, Zélio, Ciça, Gabriel Bá, Fábio Moon e Eugênio Colonnese, criador de Mirza, a Mulher-Vampiro, no cartaz ao lado

 

 

 

 

 


O PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola) vai receber o prêmio de grande contribuição aos quadrinhos neste ano no Troféu HQMix, o principal da área no Brasil.

O programa do governo federal compra livros para serem levados a escolas de todo o país. Desde 2006, a lista inclui obras em quadrinhos. Neste ano, foram distribuídos 21 títulos.

Grande contribuição é uma das principais categorias do HQMix e é definida pela comissão organizadora. A cerimônia de entrega será no próximo dia 21, em São Paulo.

Também cabe à comissão a definição dos homenageados. Os nomes foram divulgados neste fim de semana e incluem Ziraldo, Zélio, Ciça, Fábio Moon e Gabriel Bá.

                                                          ***

Segundo os organizadores deste 21º HQMix, cada um dos autores foi escolhido por ter se destacado de diferentes modos durante 2008, ano em que se baseia a premiação.

A seleção de Ziraldo foi pelo fato de ele ter recebido o prêmio Ibero-Americano de Humor Gráfico de Quevedo, na Espanha, em reconhecimento à biografia dele na área.

O casal Ciça e Zélio - irmão de Ziraldo - foi lembrado pela dedicação de décadas à área do desenho. Ciça é autora das tiras de O Pato. Ambos receberão o troféu grande mestre.

Os irmãos Bá e Moon se destacaram pelos prêmios recebidos no exterior no ano passado. Um deles foi o Eisner Awards, o principal da indústria norte-americana de quadrinhos.

                                                          ***

Outro homegeado desta edição do HQMix já havia sido divulgado pela comissão. É o desenhista Eugênio Colonnese, morto em agosto do ano passado.

O troféu que será entregue aos vencedores se baseia na personagem mais famosa dele, Mirza, a Mulher-Vampiro. A estátua pode ser vista logo abaixo.

Segundo a comissão do prêmio, a família do autor estará presente na cerimônia de entrega.

A cada ano, os organizadores do HQMix usam um personagem dos quadrinhos como molde para o troféu. No ano passado, foi o Samurai, de Cláudio Seto.

 

Troféu do HQMix baseado em Mirza, a Mulher-Vampiro       Troféu do HQMix baseado em Mirza, a Mulher-Vampiro

 

Segundo a comissão do prêmio, os demais vencedores serão divulgados no próximo dia 17.

Falta a definição das categorias de articulista de quadrinhos e de melhor mestrado, doutorado e trabalho de conclusão de curso, definidos por uma comissão à parte.

A maior parte das categorias da premiação foi escolhida por meio do voto de mais de duas mil pessoas ligadas à área de quadrinhos, previamente cadastradas.

A cerimônia de entrega, no próximo dia 21, será realizada no teatro do Sesc Pompeia, mesmo local das edições anteriores. O evento começa às 20h. A entrada é franca.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 12h22
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08.08.09

Personagem próximo a Super-Homem morre na revista deste mês

 

Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

Vítima é revelada nas páginas finais de confronto do herói com o vilão Brainiac; título chegou às bancas na sexta-feira 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um personagem bem próximo a Super-Homem morre na edição deste mês da revista "Superman", que começou a ser vendida nessa sexta-feira (Panini, 100 págs., R$ 7,50).

A cena é mostrada nas últimas páginas do confronto do herói contra o vilão Brainiac. A história, em cinco partes, havia começado a ser publicada na edição passada.

O roteiro é de Geoff Johns, autor que tem redefinido a vida de Super-Homem. O capítulo final foi lançado nos Estados Unidos na revista "Action Comics", de dezembro de 2008.

Dois meses antes, a morte do personagem ligado ao herói chegou a ser noticiada em sites e portais informativos brasileiros, inclusive revelando quem era a vítima.

                                                          ***

Nota: este blog adota o critério de não revelar informações que possam estragar a leitura. Se alguém quiser saber quem é a vítima, ferramentas de busca virtual mostram quem é.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h21
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Atualizando a pauta da semana

A reportagem em quadrinhos sobre a trajetória do Quarto Mundo, noticiada em quatro postagens durante esta semana, atrasou um pouco a pauta diária do blog.

Faço aqui um rápido registro de alguns assuntos da semana que merecem destaque.

Chico Bento 1 X governo 0

O secretário de Educação da Bahia, Adeum Sauer, foi demitido nesta semana. O governo havia impresso uma cartilha com uma tira de Chico Bento que trazia palavrão. O Estado assumiu a falha e pôs um carimbo em cima do balão de fala para esconder o termo chulo.

Autoridades e quadrinhos

As polêmicas sobre quadrinhos na educação pautaram promoção da loja Comic Show, de João Pessoa. "Como você convenceria uma autoridade a ler quadrinhos adultos? Autores das três melhores respostas ganham álbuns da Via Lettera. Um deles é "Dez na Área".

Um mês com Mutarelli

Lourenço Mutarelli fez uma rápida volta aos quadrinhos na edição deste mês da revista "Piauí". Em seis páginas, faz um diário visual de momentos vividos por ele durante o mês de junho. O autor abandonou os quadrinhos para se dedicar à literatura, ao teatro e ao cinema.

Pixu no Brasil

A história de terror "Pixu", de Gabriel Bá e Fábio Moon, vai sair no Brasil em outubro pela Devir, segundo noticiou o site "HQManiacs". A obra havia sido publicada apenas nos EUA. O trabalho concorre à premiação de quadrinhos Harvey Awards como melhor antologia.

Lançamento

O desenhista André Dahmer faz um lançamento paulista do livro de tiras "A Cabeça É a Ilha". Vai ser neste domingo, das 14h às 20h, na loja Cachalote (r. Ministro Ferreira Alves, 48, na Pompeia, em São Paulo). O álbum começou a ser vendido em julho.

Salão de Piracicaba

A organização do 36º Salão Internacional de Humor de Piracicaba prorrogou o prazo de inscrição para a edição deste ano. Os trabalhos podem ser enviados até o dia 15 deste mês. A data de abertura, no entanto, está mantida: dia 29 de agosto.

Lésbicas nos quadrinhos

A escritora Anita Costa Prado faz palestra sobre lésbicas no quadrinho nacional. Será no próximo dia 17, das 18h às 19h30, no Ponto de Leitura Olido (av. São João, 473, centro de São Paulo). Anita é criadora das tiras de Katita, personagem lésbica.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 12h54
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07.08.09

A História do Quarto Mundo: Uma Reportagem em Quadrinhos 

Epílogo

Por que fazer uma reportagem em quadrinhos sobre o grupo independente Quarto Mundo?

A ideia começou a ser amadurecida no fim do ano passado, mais por curiosidade de saber como seria a construção de uma matéria na linguagem das histórias em quadrinhos.

O projeto estava hibernando até ser despertado há alguns meses por um convite feito por Edu Mendes, um dos autores ligados ao grupo de quadrinistas.

Edu iria editar um informativo do Quarto Mundo em formato tabloide - é equivalente a uma página de jornal dobrada no meio. Ele propôs que eu fizesse um dos textos.

                                                          ***

Ele havia imaginado um artigo sobre o atual movimento independente brasileiro.

Fiz uma contraproposta: e se fosse sobre uma reportagem sobre a trajetória do Quarto Mundo - algo que ainda faltava ser contado -, feita em quadrinhos?

Edu pediu um tempo para pensar e, depois, deu um o.k. para tocar a ideia.

Foi minha vez, então, de fazer um convite. Propus a Laudo Ferreira Jr. se topava desenhar a matéria. Laudo aceitou e pôs Omar Viñole na parceria.

                                                         ***

A impressão que tive dessa experiência é que a elaboração de uma reportagem em quadrinhos se parece muito, muito mesmo, com o modo de compor uma reportagem na TV.

Na televisão, onde trabalhei por quase oito anos, opera-se por exclusão. Priorizam-se o que o entrevistado falou e as imagens que se tem para mostrar.

A informação que a pessoa eventualmente não disse é incluída na fala do repórter. O que o cinegrafista não captou também. Ou então o assunto é vertido na forma de arte.

De certa forma, ocorreu o mesmo com o roteiro desta reportagem em quadrinhos.

                                                          ***

Outro cuidado foi o de basear cada uma das imagens em elementos reais. As fotos foram captadas por Monique Barleben enquanto as entrevistas eram feitas. Outras são de arquivo.

As cenas dos entrevistados, desenhadas por Laudo, também tomaram como base as fotos.

O uso das imagens reias é algo que aproxima esta experiência de "O Fotógrafo", como alguns leitores deste blog já apontaram. Mas também distancia em outra medida.

O distanciamento é porque, ao contrário do álbum francês, aqui o repórter não participa da matéria. Repórter não é notícia. O fato, este sim, é que deve ser o destaque da reportagem.

                                                           ***

Esse distanciamento, intencional, também afasta este projeto das reportagens feitas por Joe Sacco, ainda as mais famosas referências sobre este assunto.

Sacco opta por se envolver com as fontes e os temas que reporta. Ele faz parte da notícia tanto quanto esta integra as matérias em quadrinhos que realiza.

Não se trata de uma crítica a ele, mas, sim, de uso de uma outra forma de narrar.

Saio com a impressão que não é muito minha praia. Mas valeu a experiência e agradeço os retornos dos leitores deste blog, sempre pertinentes e enriquecedores.

                                                          ***

Aproveito para registrar, publicamente, os merecidos agradecimentos a Laudo, Omar e Monique, que toparam participar deste projeto pelo simples gosto de fazê-lo.

Esta reportagem é tão de vocês quanto minha, vocês sabem disso.

Outros dois agradecimentos. Um para Edu Mendes, pelo convite, por nos ter arrumado uma terceira página no informativo (não prevista) e pela liberdade total que nos deu.

Outro para Will, incentivador e responsável pela parte gráfica do informativo.

                                                           ***

Partiu também de Edu e de Will a ideia de fazer um bate-papo sobre o assunto.

O "Jornalismo em Quadrinhos na Varanda" - porque vai ser na varanda da academia de desenho Quanta - será no próximo sábado, dia 15, às 17h, em São Paulo.

A Quanta fica na rua Dr. José de Queiroz Aranha, 246, perto do metrô Ana Rosa. 

Participam os nomes lidos nesta postagem: Laudo, Omar, Will, Edu e este que escreve.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 16h19
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06.08.09

A História do Quarto Mundo: Uma Reportagem em Quadrinhos - 3

 

 

Amanhã, os bastidores que levaram à elaboração desta reportagem em quadrinhos.

                                                           ***

Créditos: Paulo Ramos (reportagem e roteiro), Laudo Ferreira Jr. e Omar Viñole (desenhos e montagem), Monique Barleben (fotos), arquivo do Quarto Mundo (fotos antigas).

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 19h16
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05.08.09

A História do Quarto Mundo: Uma Reportagem em Quadrinhos - 2

 

 

Amanhã, na terceira parte da reportagem: qual a diferença entre o atual movimento independente e o visto em anos anteriores?; e para onde ruma o Quarto Mundo?

Leia a primeira parte da reportagem em quadrinhos na postagem abaixo.

                                                          ***

Créditos: Paulo Ramos (reportagem e roteiro), Laudo Ferreira Jr. e Omar Viñole (desenhos e montagem), Monique Barleben (fotos), arquivo do Quarto Mundo (fotos antigas).

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 11h26
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04.08.09

A História do Quarto Mundo: Uma Reportagem em Quadrinhos - 1
 

 

Na segunda parte da reportagem: o surgimento do Quarto Mundo como movimento organizado, os primeiros prêmios e as primeiras críticas à forma de atuação do grupo.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 00h00
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03.08.09

Álbum francês faz roteiro de cinema ambientado na 2ª Guerra

 

Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

"Eu Sou Legião" usa narrativa próxima à dos longas-metragens; álbum mostra arma secreta dos nazistas, que controla mentes humanas 

 

 

 

 

 

 

 

O desenhista argentino Alberto Breccia disse, certa vez, que parte dos autores de quadrinhos não haviam se inspirado na linguagem do cinema, mas, sim,  copiado.

A frase é uma das que atesta a tênue fronteira que existe entre as diferentes formas de narrativa: cinema, teatro, literatura, histórias em quadrinhos.

A discussão é antiga, porém sempre atual. E rememorada de quando em quando por conta de alguma história que reduza ainda mais a fronteira entre as linguagens.

Uma delas começa a ser vendida no Brasil. O álbum "Eu Sou Legião" (Panini, 180 págs., R$ 49). Trata-se de um bom exemplo de um thriller feito na forma de história em quadrinhos.

                                                          ***

A sensação durante a leitura é a de estar assistindo a um filme. Contribui para isso a falta de balões de pensamento, o uso do silêncio, os cortes ágeis entre os quadrinhos.

Outra fator que enriquece o tom cinematográfico é o traço realista de John Cassaday, uma das marcas do desenhista norte-americano.

Cassaday é mais conhecido do leitor brasileiro pelos trabalhos feitos nas editoras Marvel e DC Comics, nos Estados Unidos. "Eu Sou Legião" é a estreia dele no mercado europeu.

O álbum foi lançado pela francesa Humanïdes Associés em três volumes - ou tomos, como se chama por lá - entre 2004 e 2007. A versão nacional compila as três partes.

                                                          ***

O roteiro imaginado pelo francês Fabien Nury - pouco conhecido aqui no Brasil - se passa na Segunda Guerra Mundial. Ele cria uma mescla de mistério com ficcção fantástica.

Os nazistas mantêm uma arma chamada Legião. É uma garota - a mesma mostrada na capa do álbum - que consegue controlar mentalmente outros seres, vivos ou não.

Diferentes frentes começa a se organizar para eliminar a menina. Não só dos Aliados, mas também de facções nazistas dissidentes, ligadas à Operação Valquíria.

A operação foi uma das tentativas de derrubar Adolf Hitler. A estratégia se tornou popular no ano passado ao ser abordada em um filme estrelado por Tom Cruise.

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Os eventos do álbum se passam antes da operação real, realizada em 1944. Os acontecimentos ocorrem entre o fim de dezembro de 1942 e os primeiros dias de 1943.

Mas conseguem, mesmo que ficcionalmente, captar o clima da Segunda Guerra e criar uma interessante obra de mistério, construído aos poucos, como no cinema.

A Panini fala deste álbum há bem mais de um ano. Mas, no mercado editorial brasileiro, o leitor já sabe que há de se ter cautela entre os anúncios e a concretização deles.

"Eu Sou Legião" marca uma nova visita da editora pelos materiais europeus. A multinacional havia apostado no setor em 2006. Mas não tinha dado sequência.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 10h38
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02.08.09

Livro reedita primeira transição de membros dos Vingadores

 

Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 


Série de histórias foi publicada pela primeira vez nos EUA em 1965 e ganha nova versão no Brasil dentro da coleção Biblioteca Histórica Marvel 

 

 

 

 

 

 

 

 


A trajetória do supergrupo Os Vingadores sempre foi marcada por mudanças dos membros que compõem a equipe. A primeira delas é relançada no Brasil, numa edição de luxo.

A transição aparece em "Biblioteca Histórica Marvel: Os Vingadores", que começou a ser vendido nesta virada de mês em lojas de quadrinhos (Panini, 220 págs., R$ 52).

A alteração se resume na saída dos integrantes originais - Homem de Ferro, Thor, Gigante e Vespa - e na entrada de novos - Gavião Arqueiro, Mercúrio e Feiticeira Escarlate.

O único que permanece é o Capitão América, que passa a liderar a trupe. Algumas das histórias da nova formação haviam sido adaptadas para o desenho animado do herói.

                                                           ***

As aventuras que mostram essa transição tomam a metade final do livro. A parte inicial ainda narra as lutas dos membros fundadores contra variados vilões.

O livro reúne dez histórias da equipe da editora norte-americana Marvel Comics. Foram publicadas nos Estados Unidos entre dezembro de 1964 e setembro do ano seguinte.

No Brasil, haviam sido lançadas pelas editoras Ebal e Bloch. Os roteiros são de Stan Lee, criador da maioria dos personagens Marvel na década de 1960.

O livro integra a coleção "Biblioteca Histórica Marvel", que relança histórias antigas dos super-heróis da editora. O primeiro volume de Os Vingadores saiu em agosto de 2007.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h53
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