30.09.09

Morre Ivan Saidenberg, famoso por roteiros de Zé Carioca e Peninha

O roteirista Ivan Saidenberg morreu nesta quarta-feira, no fim da manhã, em Santos, no litoral sul de São Paulo. Ele foi um dos mais conhecidos criadores dos quadrinhos Disney no Brasil.

A informação foi confirmada ao blog agora há pouco, por telefone, pela filha dele, Lucila Simões Saidenberg. A causa do falecimento, segundo a família, foi por complicações provocadas por diabetes e insuficiência arterial.

O escritor de quadrinhos estava com 68 anos e enfrentava convulsões desde 2004. A última, mais forte, o manteve internado desde domingo em um pronto atendimento no Guarujá, cidade vizinha a Santos.

O velório será realizado nesta quinta-feira no cemitério municipal da vila Júlia, também no Guarujá. O enterro está programado para as 16h.

                                                          ***                                                        

Saidenberg tem trabalhos nacionais produzidos já nos anos 1960. Mas é lembrado pela passagem pela Abril, iniciada na década seguinte.

O roteirista foi um dos que ajudaram a dar um ar mais brasileiro e malandro ao personagem Zé Carioca. Ele no texto e Renato Canini nos desenhos.

Saidenberg esteve também por trás das histórias de Peninha produzidas para a editora entre as décadas de 1970 e 80. De Peninha e de seus alter-egos, como Morcego Vermelho, Pena Kid e Pena das Selvas.

De acordo com Paulo Maffia, da redação da Abril, o escritor assinou mais de mil roteiros até sair da empresa. Morou 16 anos em Israel, de onde voltou há poucos anos. Adotou desde então Santos como moradia, mesma cidade onde faleceu.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h19
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Indicação de Alienista ao Jabuti revela um outro olhar sobre HQs

A adaptação em quadrinhos do conto "O Alienista", de Machado de Assis (1839-1908), não levou o Prêmio Jabuti deste ano. Os vencedores foram divulgados nessa terça-feira.

Mas a própria escolha da obra numa premiação da Câmara Brasileira do Livro revela muito mais do que a conquista do primeiro lugar, que ficou com o "O Matador", de Odilon Moraes.

Mostra como parte das editoras e dos não-leitores de quadrinhos têm enxergado esse novo momento da área no país, com adaptações aos montes e conquista de espaço em livrarias.

A adaptação não concorreu como obra em quadrinhos. Foi indicada para a categoria "ilustração de livro infantil ou juvenil", um indício de como foi recebida no meio editorial.

                                                           ***

Não se pode obrigar alguém que não lê quadrinhos a entender esse meio, às vezes tão difícil de ser compreendido até por quem está acostumado às leituras sequenciais.

Por isso, é uma visão que deve ser respeitada. Isso, no entanto, não tira o fato de que lê de forma nublada o que seja uma adaptação. Ou até mesmo quadrinhos.

Parte-se de dois pressupostos. Primeiro: uma história quadrinizada é produzida por um roteirista e um desenhista (ou um profissional que acumule os dois encargos).

Segundo pressuposto: por ser uma adaptação, ela transpõe o conteúdo original para uma outra linguagem, de uma outra forma. Não precisa ser, necessariamente, a mesma obra.

                                                          ***

Seguindo essa linha de raciocínio, a versão de "O Alienista" pode seguir - e o fez - o texto machadiano o mais fielmente possível. Mas não deixa de ser uma versão do conto.

No caso em pauta, a leitura que o roteirista Luiz Antonio Aguiar e o desenhista Cesar Lobo - indicado ao Jabuti - fizeram do conto. A obra é mais deles do que Machado.

É aí que entra a visão editorial. É mais interessante destacar, inclusive na capa, o nome do romancista, e não de quem adaptou a obra. Aguiar e Lobo aparecem em letras menores.

Isso quando aparecem. Há casos de outras adaptações, como a de "A Luneta Mágica", de Joaquim Manuel de Macedo, que nem creditam na capa os autores.

                                                          ***

O recurso é compreensível em termos mercadológicos. Machado de Assis e outros romancistas têm um nome mais conhecido, por isso mais atraente para vendas.

E o objetivo, não custa registrar, pauta-se exatamente nas vendas, em particular para as listas governamentais, atual febre entre editoras que nunca publicaram quadrinhos.

Mas a estratégia editorial acaba influenciando o outro extremo do processo: a pessoa que lê tais obras, que não necessariamente está acostumada com quadrinhos.

O mesmo vale para o rótulo "ilustrador" dado a Cesar Lobo no Jabuti. Naquela adaptação, ele não foi ilustrador. Foi desenhista, co-autor do processo de criação.

                                                          ***

Registre-se que não são todas as editoras que fazem isso. A própria Ática, que publicou esta versão de "Alienista", pôs na capa o termo "arte" para o trabalho de Cesar Lobo.

Mas a indicação de ilustrador de livro infantil ou juvenil num prêmio do porte do Jabuti sugere que a obra foi vista como livro infantil, e não como quadrinhos.

Outro caso assim: a mais recente adaptação lançada no mercado, "Iracema em Quadrinhos", também destaca na capa o desenhista, Jão, como "ilustrador".

É uma visão nublada do que seja tanto história em quadrinhos quanto livro infantil. Embora, sabe-se, a fronteira entre as duas áreas esteja cada vez menor.

                                                           ***

Ver tantas adaptações, apesar de nelas haver um claro interesse comercial, não deixa de ser bom. 

Pode ampliar no país o número de leitores, inclusive de quadrinhos, e até fomentar um ensaio de mercado para os autores.

Mas não deixa de ser importante registrar como tais produções têm sido recebidas e lidas por parte do mercado editorial. O lado "quadrinhos" é posto num segundo plano.

Ao mesmo tempo em que sugere um fortalecimento dos quadrinhos, cria uma nova visão sobre eles, bem diferente de como realmente são.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 10h12
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29.09.09

Ranma 1/2 ganha nova chance no Brasil

 

Ranma 1/2. Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mangá voltou a ser publicado neste mês pela editora JBC 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A sobrecarga de mangás nas prateleiras das bancas de jornal brasileiras não significa que todos valham os reais e a atenção do leitor.

Mas há, de quando em quando, um ou outro título que merece uma atenção especial. É o caso de "Ranma 1/2", que começou a ser vendido neste mês (JBC, 186 págs., R$ 10,90).

O mangá ganha uma nova chance no Brasil. A série havia sido iniciada, mas não encerrada, pela Animangá.

A editora publicou as histórias no chamado formato americano, como o das revistas de super-heróis, e com um terço do número de páginas. A JBC relança a trama do início, nos moldes originais.

                                                          ***

"Ranma 1/2" se pauta num dos pilares de muitos contos de fadas: o protagonista é vítima de uma maldição ou feitiço. No caso, maldição.

Ranma Saotome, o personagem-título, cai numa fonte chinesa que fez fama por conta de uma lenda. A água dela transforma os homens em mulheres.

O pai do jovem,  Genma Saotome, também passa por uma mutação ao entrar na fonte ao lado. Sai sob a forma de um panda gigante.

Para pai e filho voltarem ao normal, precisam se molhar com água quente.

                                                          ***

Por mais que os dois personagens tomem cuidado, a autora, Rumiko Takahashi, faz questão de criar situações para que a água fria cruze o caminho de ambos.

A estratégia ajuda a criar um tom humorístico para a série, acentuado pelas situações em que Ranma tem de enfrentar.

Ele é prometido como noivo para a jovem Akane, exímia lutadora de artes marciais, como Ranma. A troca de sexo, iniciada neste primeiro número, cria boas situações cômicas.

Outra parte da graça é criada quando um aluno da escola dos dois jovens, Kuno,  se apaixona pela versão feminina de Ranma.

                                                          ***

A primeira tentativa de publicação da série no Brasil não deu muito certo, tanto que o título foi cancelado.

Pode ser que, na época, não houvesse todo esse ambiente propício para a circulação de mangás no país. Mas merece uma segunda chance.

É um título voltado para adolescentes, que traz uma leitura despreocupada. Despreocupada, mas que diverte e cria boas situações de humor.

A JBC pretende publicar a série todos os meses. Segundo o site da editora, estão programadas 38 edições.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 19h23
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28.09.09

Animação de Boogie integra programação do Festival do Rio

O Festival do Rio vai exibir o filme que levou para a tela grande o personagem Boogie, criado pelo escritor e quadrinista argentino Roberto Fontanarrosa (1944-2007).

A primeira exibição do longa argentino será na próxima quarta-feira. Vai haver outras cinco apresentações até o dia 8, data de encerramento do festival de cinema carioca.

A animação tem 84 minutos e foi dirigida por Gustavo Cova. Boogie, el Aceitoso é um ser violento, que resolve tudo à bala. As histórias, no entanto, não deixam de ser divertidas.

O personagem foi publicado no Brasil em 1988 em um álbum da L&PM. Foi traduzido como Boogie, o Seboso. O trailer oficial, já disponível na internet, antecipa o clima do filme:

  

 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 17h23
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27.09.09

Morte de Super-Homem dificilmente seria a mesma neste novo século

 

A Morte do Superman - Volume 1. Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

 

Série norte-americana é reeditada no Brasil; livro de quase 400 páginas foi lançado neste mês em lojas de quadrinhos 

 

 

 

 

 

 

 

 


A leitura de "A Morte do Superman - Volume 1", relançada neste mês em um livro de capa dura (Panini, 396 págs., R$ 92), esconde muito mais do que a história de fato é.

Houve uma combinação de fatores que ajudaram a tornar a série uma das mais comentadas do início da década de 1990, dentro e fora dos Estados Unidos, Brasil inclusive.

A época em que a sequência de histórias foi lançada , entre dezembro de 1992 e janeiro de 1993, havia um clima editorial pró-personagens mais violentos e menos certinhos.

Também não iam tão bem as vendas das quatro revistas mensais do herói, "Superman", "Superman: The Man of Steel", "The Adventures of Superman" e "Action Comics".

                                                          ***

A soma desses elementos ajudou a criar no público a impressão de que a editora não via futuro num personagem tão politicamente correto. Daí a decisão da morte.

Sabe-se, hoje, que não é verdade. Mas a DC Comics, que publica o herói nos Estados Unidos, soube alimentar tal sensação na mídia pré-internet.

Não demorou para o assunto tomasse as imprensas escrita, televisiva e radiofônica. As matérias, em geral, davam voz à decisão de a editora matar o Super-Homem.

No Brasil, mais de uma publicação abordou o tema, com maior ou menor ceticismo. Chegou a haver disputa acirrada e até briga para conseguir um exemplar original aqui no país.

                                                           ***

O ponto é que o assunto saiu do âmbito do leitor tradicional e chegou até pessoas que normalmente não tinham o hábito de ler quadrinhos, incluindo os do herói, criado em 1938.

Mike Carlin, editor das revistas do herói na época, diz na introdução desta reedição que a ideia inicial não era uma jogada de marketing. Era apenas contornar uma trama abortada.

O grupo de autores - três roteiristas, três desenhistas e um, Dan Jurgens, que acumulava as duas funções - queria casar Clark Kent, alter-ego do herói, com a repórter Lois Lane.

Os dois já haviam iniciado um namoro e firmado noivado em edições anteriores. O plano, no entanto, foi cancelado a pedido da empresa. O motivo: o seriado que começaria na TV.

                                                          ***

"Lois & Clark - As Novas Aventuras do Superman" - nova traduzido no Brasil - estrearia em 1993 e tinha como mote o relacionamento dos dois personagens centrais.

A ideia da empresa seria prorrogar o enlace até que casasse com o momento da série mais propício para isso, o que, de fato, ocorreu poucos anos depois, na TV e no papel.

Uma das alternativas, dada pelo roteirista Jerry Ordway, foi matar o personagem. Ideia aceita, foram traçadas as linhas gerais das sete histórias que culminariam na morte.

Super-Homem iria enfrentar um ser indestrutível, Apocalypse, criado especificamente para a trama. A cena final, mostrada em "Superman" número 75, mostrada a queda de ambos.

                                                          ***

Se a série não tinha de início um interesse marqueteiro, se valer a descrição de Carlin, o desfecho seguramente teve. E foi acentuado pela editora, não só nas entrevistas à mídia.

À morte se seguiu uma nova série, "Funeral para um Amigo", também nas revistas mensais. As oito partes foram reunidas neste livro da Panini, porém com cortes.

Para acentuar o clima de "o herói morreu mesmo", a DC deixou de circular as quatro revistas mensais por dois meses e meio. Isso, claro, atiçou dúvida nos leitores.

A circulação foi retomada em junho de 1993, com a edição 500 de "The Adventures of Superman". As quatro revistas mensais traziam uma versão diferente baseada no herói.

                                                          ***

Uma versão meio homem e meio máquina, um clone adolescente, um negro de armadura com o "s" do homem de aço e um ser enigmático, com um novo visual do uniforme.

A estratégia da editora era cliar um clima de dúvida: Qual dos quatro seria o verdadeiro?

Essas primeiras histórias também foram reunidas no livro. O desfecho da série fica para o segundo volume, sem data de lançamento informada pela Panini.

Mas, de um jeito ou de outro, já se sabe como terminou a história: Super-Homem voltou, como normalmente ocorre no gênero super-heróis, por mais que as editoras neguem.

                                                          ***

A série foi lançada no Brasil pela primeira vez pela Abril, que detinha então os direitos de publicação dos personagens da DC Comics. Saiu num especial, em novembro de 1993.

Esta nova edição traz outra tradução e usa o formato original norte-americano. A revista da Abril foi lançada no chamado formatinho, semelhante ao das revistas infantis.

Ocorreu com a série algo que dificilmente seria repetido hoje com a velocidade da internet. Houve algo assim há pouco com a "morte" do Capitão América, mas em menor escala.

Apesar do marketing, a morte do Super-Homem rendeu uma boa história e um caso editorial que merece ser registrado. Pontos que mais do que justificam uma reedição.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 15h12
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Registros rápidos

Sertões 2010

Ficou para o ano que vem o lançamento da adaptação de "Os Sertões", segundo a Desiderata, que irá publicar o álbum. A obra foi entregue à editora, já pronta, há cerca de um ano e meio. O roteiro é de Carlos Ferreira e os desenhos, de Rodrigo Rosa.

Iracema 2009

"Iracema em Quadrinhos" (R$ 32) é o mais recente lançamento de adaptação literária, febre entre editoras que nunca investiram em quadrinhos, com olhos em listas do governo. O álbum é da Noovha América e foi produzido por Jão e Oscar D´Ambrosio.

Aline na TV

Estreia na próxima quinta-feira à noite, na TV Globo, o seriado "Aline", baseado na tira homônima de Adão Iturrusgarai. Maria Flor repete o papel que viveu no piloto, exibido no fim de 2008. Pedro Neschling e Bernardo Marinho também voltam como Pedro e Otto. 

Biblioteca Histórica 1

A Panini começou a vender nos últimos dias em lojas de quadrinhos o terceiro volume de "Biblioteca Histórica Marvel" com histórias do Homem-Aranha da década de 1960 (R$ 68). O álbum traz aventuras das revistas "Amazing Spider-Man" e "Amazing Spider-Man Annual 2".

Biblioteca Histórica 2

Outro álbum da coleção, que reedita as primeiras histórias dos heróis Marvel, também foi programado para este mês. A obra relança aventuras  antigas dos X-Men (R$ 54). Também é o terceiro volume de Biblioteca Histórica com o grupo mutante.

Gripe suína

Uma cartilha ilustra cuidados que devem ser tomados para evitar o vírus H1N1, da gripe suína. O trabalho foi escrito pelo médico Fábio de Araújo Sá e desenhado por Rico. As orientações estão disponíveis para leitura on-line, de graça (link).

Mais Manara

A Conrad lançou mais um álbum erótico de Milo Manara. Valeria, a protagonista de "Encontro Fatal" (R$ 29,90) é transformada em escrava sexual até que seja paga uma dívida do marido. A editora tem outros trabalhos do desenhista em catálogo.

Último biscoito

Boa cena em uma das histórias do segundo número de "Crise Final Especial", da Panini (R$ 7,50). O último adeus de Batman a Ajax - ou J´onn J´onnz - é pôr um biscoito no caixão do herói, morto na estreia da minissérie "Crise Final". O marciano era fã de biscoitos.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 13h17
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25.09.09

Convite: lançamento de Muito Além dos Quadrinhos em São Paulo

 

 

Preço: R$ 24,50. Saiba mais sobre "Muito Além dos Quadrinhos" na postagem de 17.09.

Escrito por PAULO RAMOS às 15h26
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Yeshuah sai. Mas por outra editora

Trecho de Yeshuah

 

 

 

 

 

 

Álbum feito por Laudo Ferreira Jr. narra a história de Cristo e será publicado pela Devir 

 

 

 

 

 

 

A informação é a mesma que este blog noticiou há mais de um ano: um álbum nacional sobre a história de Jesus Cristo, "Yeshuah", será publicado. A novidade: por outra editora.

O trabalho, escrito e desenhado por Laudo Ferreira Jr., será editado agora pela Devir, e não pela HQM. O contrato foi assinado neste mês. A obra está programada para dezembro.

"Com a HQM tive um primeiro bom contato com o pessoal, todos receptivos", diz o autor, que mantinha com a editora um acordo verbal.

"Esse primeiro contato foi há mais de um ano atrás e, de lá para cá, fiquei quase oito meses ou um pouco mais sem contato da parte deles. Acredito que por motivos editorias e reestruturais, que a mim não compete saber."

                                              ***

A mudança de casa editorial não alterou a proposta do projeto: relatar a trajetória de Jesus Cristo sob um ângulo que foge da visão tradicional vista nos países ocidentais. 

O nome da série já sinaliza isso. Uso o nome hebraico de Jesus, Yeshuah. O recurso pautou também os outros nomes bíblicos: Maria será Mirian; José, Yoseph; Herodes, Horid.

O autor diz que não criou o trabalho com a proposta de gerar polêmica. "A intenção é respeitá-lo como um personagem dentro de uma grande história que está aí até hoje."

"Pesquisei durante muito tempo em livros de estudiosos, textos apócrifos, conversas com historiadores e teólogos, porém é uma obra ficcional e não tem vínculos religiosos."

 

Trecho de Yeshuah

 


Laudo desenvolve a pesquisa para "Yeshuah" há quase dez anos. O resultado é uma narrativa de cerca de 500 páginas, divididas em três álbuns.

A obra que abre a trilogia foi batizada de "Assim em cima assim embaixo".

"O título remete a Hermes Trismegistus, lendária figura ligada à alquimia", diz.

"E é justamente o foco desse primeiro volume que lida com ´nascimentos´: o de Maria, o de Jesus e um segundo nascimento, quando é batizado."

                                              ***

Laudo tem outro álbum, também programado para ser lançado neste ano. É "Mistério da Mula sem Cabeça", com roteiro de Alex Mir. A obra será publicada pela Via Lettera.

O trabalho foi um dos dez selecionados de 2008 do edital paulista de incentivo à produção de histórias em quadrinhos, promovido pelo governo estadual.

O autor também terá uma exposição no próximo FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos), realizado no mês que vem em Belo Horizonte (MG). A abertura é na próxima terça.

São 15 páginas de histórias do Clube da Esquina. As narrativas em quadrinhos contam momentos vividos pelos autores do movimento musical mineiro.   

O primeiro está pronto.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 10h58
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24.09.09

Guy Delisle e Liniers terão álbuns lançados no FIQ

 

Shenzhen. Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

 

 

O diário de viagem "Shenzhen", de Delisle, e a segunda coletânea de tiras de "Macanudo" serão publicados pela editora Zarabatana

 

 

 

 

 

 


Guy Delisle e Liniers, dois dos convidados internacionais do FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos) terão álbuns lançados no evento, realizado em outubro em Belo Horizonte.

O canadense Delisle terá publicada no Brasil seu primeiro diário de viagem, "Shenzhen" (160 págs., R$ 32), sobre experiência vivida por ele na cidade chinesa.

A obra será lançada pela Zarabatana, mesma editora que publicou outros dois trabalhos dele, "Pyongyang" e "Crônicas Birmanesas" (leia resenhas aqui e aqui).

É também a Zarabatana a responsável pela segunda coletânea de tiras de "Macanudo" (96 págs., R$ 35), de Liniers. O primeiro volume foi lançado em 2008.

A série, neste ano, começou a ser publicada pela "Folha de S.Paulo". O desenhista foi o vencedor do Troféu HQMix deste ano como melhor desenhista estrangeiro. 

                                              ***

O FIQ será realizado entre 6 e 12 de outubro. Leia a programação na postagem de 17.09.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 18h04
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Realidade e ficção dão tom da melhor coletânea da Allan Sieber

 

 

 

 

 

 

 

 

"É Tudo Mais ou Menos Verdade", que tem lançamentos hoje, no Rio de Janeiro, reúne trabalhos publicados em diferentes jornais e revistas 

 

 

 

 

 


O desenhista Allan Sieber já conta com um pequeno catálogo de coletâneas, a maioria de tiras. Sua nova reunião de trabalhos não desmerece, mas  supera as anteriores.

"É Tudo Mais ou Menos Verdade - O Jornalismo Investigativo, Tendencioso e Ficcional de Allan Sieber" (Desiderata, 128 págs., R$ 49,90), que tem lançamento nesta quinta-feira à noite no Rio de Janeiro, apresenta um diferencial em relação às demais.

Há nas histórias - ou ao menos em parte delas - a presença de um olhar mais pessoal e bem-humorado do autor sobre assuntos dos mais diferentes.

De um safári às favelas cariocas aos desfiles do Fashion Rio. De uma noite no camarote carnavalesco da Brahma às palestras da Flip, em Paraty (a mais recente, feita em agosto).

                                                          ***

A maior parte das histórias curtas da coletânea é de situações ficcionais, previstas no título do álbum. Mas o destaque da obra está na outra parte do título: no jornalismo tendencioso.

A bem da verdade, não se trata de jornalismo. Ou, se for, aproxima-se mais do jornalismo gonzo, modo de narrar popularizado pelo norte-americano Hunter Thompson (1937-2005).

Thompson ia além dos relatos. Participava das histórias que reportava. Registrava suas impressões, sentimentos. Desmontava o mito da objetividade jornalística em favor do eu.

É o que faz Sieber ao registrar suas impressões pessoais - e por isso tendencioso - a respeito do que era pautado. Está aí o sabor dos relatos feitos por ele.

                                                           ***

A proposta dos relatos é transformar Sieber numa espécie de estranho no ninho. Ele tem de registrar situações das quais não faz parte. A contradição em geral é divertida.

Cabe a ele reproduzir no papel fragmentos do que vê e de como vê os momentos presenciados. Com um detalhe: ele explicita o que normalmente fica guardado na memória de cada um.

Um exemplo durante desfile do Fashion Rio: "De repente, um peito de uma modelo escapa do vestido. Ela se mantém impassível. Grande momento. Foi o primeiro desfile que aplaudi".

O tom pessoal pode, às vezes, estar no título, como no relato sobre a Festa Literária de Paraty deste ano. Sieber chamou a história de "A Feira das Vaidades".

                                                           ***

Esta nova coletânea reúne histórias feitas em diferentes publicações, de jornais a revistas como "Playboy", "Sexy", "Trip" e "Piauí". Há também algumas inéditas, feitas aqui e ali.

Nem todas, não custa reforçar, enquadram-se nos relatos pessoais de Sieber. Há material estritamente ficcional e outros, mais autobiográficos, como sua infância religiosa.

Conteúdos tão divergentes ajudam a tornar esta a mais completa coletânea de trabalho do desenhista e, por isso, a melhor. Mas vale avisar as autoridades: é para adultos.

Tanto que uma das histórias é da coletânea "Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol", obra adulta levada em maio pelo governo de São Paulo a crianças de nove anos.

                                                         ***

Allan Sieber está envolvido em dois outros projetos: uma adaptação de contos de João do Rio e um piloto para TV da série "Vida de Estagiário". Leia mais na postagem de 14.07.

                                                          ***

Serviço - Lançamento de "É Tudo Mais ou Menos Verdade - O Jornalismo Investigativo, Tendencioso e Ficcional de Allna Sieber". Quando: hoje (24.09). Horário: das 19h30 às 22h30. Onde: Cinemateque. Endereço: rua Voluntários da Pátria, 53, Botafogo, Rio de Janeiro. Quanto: R$ 49,90.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 11h38
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20.09.09

Criador do mangá Shin-Chan é encontrado morto no Japão

 

Capa do primeiro número de Shin-Chan. Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

Capa do primeiro número da série, lançada no Brasil pela Panini entre 2004 e 2005 

 

 

 

 

 

 

 

 

Yoshito Usui, criador do mangá "Shin-Chan", foi encontrado morto neste fim de semana numa região montanhosa do Japão. Ele estava desaparecido desde 11 de setembro.

Segundo a agência de notícias EFE, o desenhista de 51 anos havia dito que sairia para passear no local e que retornaria no mesmo dia.

Ainda de acordo com a EFE, a polícia suspeita que ele tenha caído de um precipício de 100 metros de altura enquanto fazia uma trilha.

O corpo foi encontrado no sábado e, posteriormente, reconhecido.

                                                         ***

"Shin-Chan" era um menino de cinco anos que tinha como principal característica dizer o que passava pela cabeça, por mais inconveniente que fosse. E geralmente era.

O jeito sincero ao extremo do garoto deixava loucos os pais - Hiroshi e Misae - e também as professoras e colegas de escola. Era daí que surgiu o humor das histórias de Usui.

A série começou a ser publicada no Japão em 1990. Depois, foi animada para a TV. Parte dos desenhos foi exibida no Brasil.

O mangá também foi publicado por aqui entre 2004 e 2005, pela Panini. Teve 12 edições.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 23h50
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Desenhista de Salvador vence concurso de tiras cômicas

 

O Inferno São os Outros, de Hector Salas, via site da editora Marca de Fantasia

 

A série "O Inferno São os Outros", feita pelo desenhista Hector Salas, de Salvador (BA), foi a vencedora de um concurso de tiras cômicas realizado em João Pessoa (PB).

A seleção integrava o 1º Seminário Paraibano de Quadrinhos, realizado nos dias 15 e 16 pelo Núcleo de Artes Midiáticas da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

A proposta é reunir os melhores em um livro, que será publicado pela Marca de Fantasia.

A editora é mantida por Henrique Magalhães, professor da UFPB e um dos responsáveis pelo concurso. Dos 31 personagens inscritos, foram selecionados 17 para a obra.

 

O Inferno São os Outros, de Hector Salas, via site da editora Marca de Fantasia

 

O site da editora Marca de Fantasia traz outros trabalhos de Hector Salas, vencedor deste primeiro concurso, e também os nomes dos 17 selecionados para o livro. Acesse aqui.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h46
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17.09.09

Livro põe em debate diferentes temas ligados a quadrinhos

 

Muito Além dos Quadrinhos - Análises e Reflexões sobre a 9ª Arte. Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

 

 

"Muito Além dos Quadrinhos - Análises e Reflexões sobre a 9ª Arte" começa a ser vendido nos próximos dias e reúne artigos de nove pesquisadores 

 

 

 

 

 

 

 


Um livro põe em discussão temas ligados às histórias em quadrinhos. A obra reúne artigos produzidos por nove autores brasileiros, que pesquisaram diferentes facetas da área.

O espectro de temas é intencionalmente plural. Das distinções do terror brasileiro e do norte-americano à independência feminina conquistada pela personagem Margarida.

Dos quadrinhos produzidos para fins corporativos à migração de diferentes Batmans nas mídias televisiva e quadrinística. Da história brasileira à história argentina.

Da visão que os norte-americanos têm do Brasil ao uso de gírias e ao caráter regional das histórias em quadrinhos produzidas no país.

                                                          ***

"Muito Além dos Quadrinhos - Análises e Reflexões sobre a 9ª Arte" (Devir, 208 págs.) é organizado por mim e por Waldomiro Vergueiro, professor da Universidade de São Paulo.

O livro começa a chegar às livrarias e lojas de quadrinhos nos próximos dias.

Há um lançamento agendado para o próximo dia 26, um sábado, às 19h30, na HQMix Livraria, em São Paulo. O lançamento irá contar com a presença dos nove autores.

Além dos organizadores, a obra traz análises de Agda Dias Baeta, Alexandre Barbosa, Angela Rama, Eloar Guazzelli, Fernando Mafra, Gêisa Fernandes D´Oliveira e Túlio Vilela.

                                                          ***

A seguir, os temas de cada um dos artigos e o nome de quem escreveu a análise:

  • Margarida no Brasil: retrato de uma mulher pós-moderna, de Agda Dias Baeta
  • A história em quadrinhos e a imagem como informação: a coexistência da ficção e da realidade, de Alexandre Barbosa
  • Heróis no Brazil: uma (des)caracterização do espaço geográfico brasileiro, de Angela Rama
  • Um encontro de grafismos nos Pampas: breve histórico das histórias em quadrinhos na Argentina, de Eloar Guazzelli
  • Batman de Beethoven: um olhar sobre as adaptações televisivas do Homem-Morcego, de Fernando de Oliveira Mafra
  • O caipira de todos nós: a construção do sentido de um tipo brasileiro nos quadrinhos, de Gêisa Fernandes D´Oliveira
  • O uso da gíria nas histórias em quadrinhos, de Paulo Ramos
  • Influências religiosas e sobrenaturais nos quadrinhos nacionais de terror, de Túlio Vilela
  • Quadrinhos e educação popular no Brasil: considerações à luz de algumas produções nacionais, de Waldomiro Vergueiro

                                                         ***

Serviço - Lançamento de "Muito Além dos Quadrinhos - Análises e Reflexões sobre a 9ª Arte". Quando: 26.09. Horário: a partir das 19h30. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, 142, no centro de São Paulo.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 18h05
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Definida programação do FIQ 2009

Os organizadores do 6º FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos) divulgaram a programação do encontro, que será realizado entre 6 e 12 de outubro em Belo Horizonte.

O festival ocorre a cada dois anos e mescla a participação de convidados estrangeiros com autores nacionais. Segue a programação, informada no blog oficial do evento de quadrinhos:

06.10, terça-feira

  • 16h: Abertura oficial
  • 10h30 às 14h: Almoço em homenagem à França
  • 09h30 às 10h30 e 14h às 15h: Oficinas de tiras e desenho
  • 18h30: Mesa “Animação e Cinema”, com Sávio Leite, Guy Delisle e Lancast
  • 20h: Bate-papo sobre Humor Gráfico, com os franceses Cizo e Felder, o argentino Liniers e o brasileiro Duke

07.10, quarta-feira

  • 10h30 às 14h: Almoço em homenagem à França
  • 09h30 às 10h30 e 14h às 15h - Oficinas de tiras e desenho
  • 16h às 18h: Oficina com o desenhista alemão Reinhard Kleist
  • 18h30: Mesa sobre quadrinhos alemães, com Kleist e Jens Harder, também da Alemanha
  • 20h: Bate-papo com Renato Canini, homenageado do FIQ, Lancast e Rodrigo Rosa

08.10, quinta-feira

  • 10h30 às 14h: Almoço em homenagem à França
  • 09h30 às 10h30 e 14h às 15h - Oficinas de tiras e desenho
  • 14h30: Bate-papo com crianças, com Ciça Fittipaldi
  • 16h às 18h: Oficina com Gabriel Bá e Fábio Moon
  • 20h: Bate-papo com Ben Templesmith

09.10, sexta-feira

  • 09h30 às 10h30 e 14h às 15h - Oficinas de tiras e desenho
  • 14h30: Bate-papo com crianças, com João Marcos Mendonça
  • 16h às 18h: Oficina com os espanhóis Juan Dias Canales e Teresa Valeros
  • 18h30: Mesa "Educação, Bibliotecas e Quadrinhos", com Waldomiro Vergueiro (USP), Vitor Amaro Lacerda (UFMG) e João Marcos Mendonça. Também participo da mesa
  • 19h: Sessão comentada da série de TV "Aline", com Adão Iturrusgarai
  • 20h: Bat papo - 70 anos do Batman, com Ivan Costa, Ivan Reis, Ed Barrows e Joe Bennett

10.10, sábado

  • 09h30 às 11h30: Avaliação de portfólio com Eddie Berganza
  • 10h às 11h, 12h às 13h, 14h às 15h, 16h às 17h - Oficinas de tiras e desenhos
  • 14h às 15h: "Blackest Night", bate-papo com Eddie Berganza e Ivan Reis
  • 15h às 15h30: Cenas de ação, com Rafael Grampá
  • 15h30 às 16h: Colorização, com Cris Peters e Rod Reis
  • 16h30: Bate-papo com Guy Delisle
  • 18h: Bate-papo "Scans e Internet: impacto e experiências", com Amaury de Paula, Joe Prado e Sidney Gusman
  • 19h30: Bate-papo com o norte-americano Craig Thompson

11.10, domingo

  • 10h às 11h, 12h às 13h, 14h às 15h, 16h às 17h - Oficinas de tiras e desenho
  • 14h às 14h30: Roteiro, com o norte-americano Ivan Brandon
  • 14h30 às 15h: Bate-papo com o brasileiro Will Conrad
  • 15h às 15h30: Bate-papo com o brasileiro Eddy Barrows
  • 15h30 às 16h: Bate-papo com Rafael Albuquerque
  • 16h30: Mesa "Mercado Indie", com Fábio Moon, Gabriel Bá, Rafael Grampá, Becky Cloonan e Vasilis Lolos
  • 18h: Bate-papo "Quadrinhos na China", com os desenhistas chineses Xiao Pan e Benjamin

12.10, segunda-feira

  • 10h às 11h, 12h às 13h, 14h às 15h, 16h às 17h - Oficinas de tiras e desenho
  • 14h às 14h30: Bate-papo com José Aguiar
  • 14h30 às 15h: Projeto Kaplan e Quadrinhos para Iphone, com Leo Ortiz, Alex D’ates e Gio Vieira
  • 15h às 15h30: Anatomia, com Will Conrad
  • 16h30: Mesa "Versão em Quadrinhos", com os brasileiros Luis Gê, André Toral e Wellington Srbek
  • 18h: Bate-papo com os franceses Olivier Tallec e Jean-Christophe Camus
  • 20h: Atividade de encerramento

                                                          ***

Leia mais sobre o 6º FIQ, bem como sobre os convidados do festival, nas postagens de:

16.02 - FIQ vai homenagear Renato Canini 

29.04 - FIQ confirma mais estrangeiros para o festival de quadrinhos

01.06 - FIQ confirma mais estrangeiros e começa a contatar brasileiros

06.07 - Liniers vai participar do FIQ

20.07 - Craig Thompson confirma presença no FIQ

                                                          ***

Serviço - 6º FIQ, Festival Internacional de Quadrinhos. Quando: de 6 a 12 de outubro. Onde: Palácio das Artes, em Belo Horizonte (MG). Endereço: Avenida Afonso Pena, 1.537. Quanto: de graça.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 10h59
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16.09.09

Brasileiros são principais premiados do 1º Salão de Humor de BH

 

 

            

 

Os desenhos acima são os premiados nas duas categorias do 1º BH Humor, salão realizado em Belo Horizonte (MG).

Os trabalhos são de dois brasileiros, Rodrigo Rosa e Rafael Natal. Rosa ficou em primeiro lugar na categoria cartum temático. O assunto escolhido era "lixo".

Natal venceu no item caricatura, representando o ator inglês Hugh Laurie, da série de TV "House". Cada um vai receber R$ 10 mil.

O segundo e terceiro de cartum temático ficaram com o grego Michael Kountoris e o brasileiro Jean Galvão. Em caricatura, com Dalcio Machado e o iraniano Vahid Jafari. 

                                                          ***

Os segundos lugares recebem R$ 3 mil cada um. Os terceiros, R$ 1 mil.

O júri decidiu indicar também seis trabalhos como menções honrosas, título dado a desenhos não premiados, mas que merecem destaque pela qualidade.

Veja a seguir os desenhos selecionados em segundo e terceiro lugares do evento, que tem como proposta inserir Minas Gerais no circuito dos salões de humor:

 

 

2º lugar cartum temático: Michael Kountoris (Grécia)

 

 

3º lugar cartum temático - Jean Galvão

 

 

2º lugar caricatura - Dalcio Machado

 

 

3º lugar caricatura - Vahid Jafari (Irã) 

                                                          ***

O site oficial do 1º BH Humor registra também os desenhos indicados como menções honrosas. Pode ser acessado neste link.

E clique aqui para entender como foi criado o salão de humor mineiro.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h59
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15.09.09

Encontro em São Paulo reúne pesquisadores de quadrinhos

 

 

Um encontro, no próximo sábado, em São Paulo, vai reunir pesquisadores de quadrinhos de diferentes partes do país.

A proposta do 4º Seminário de Pesquisa em Histórias em Quadrinhos é apresentar projetos de mestrado e doutorado sobre o tema concluídos no último ano.

O evento é organizado pelo Observatório de Histórias em Quadrinhos da Universidade de São Paulo. A cada ano, o evento é realizado em uma universidade diferente.

Esta quarta edição será no campus Liberdade da Unicsul (rua Galvão Bueno, 868). O seminário vai das 8h30 às 18h. Veja a programação, reproduzida do cartaz do evento:

 

 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h59
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14.09.09

Governo de SP define vencedores do edital de quadrinhos

 

Tira de (SIC), uma dos projetos selecionados no edital

 

A Secretaria Estadual da Cultura de São Paulo divulgou nesta segunda-feira os dez projetos vencedores do edital de incentivo à produção de histórias em quadrinhos.

Cada um dos autores vai receber R$ 25 mil para produzir um álbum. Setenta por cento da verba é repassada após a assinatura do contrato. O restante, depois da finalização.

Um dos projetos aprovados é (SIC), série criada por Walmir Orlandeli e veiculada num blog mantido por ele. A tira venceu o Salão Internacional de Humor de Piracicaba em 2008.

Veja a seguir a relação dos dez selecionados no edital do ProAC, Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo, voltado à produção de obras em quadrinhos:

  • "Cogumelos ao Entardecer", de Jonatas Tobias Mendes da Silva
  • "Anarriê", de Michel Leandro Borges dos Santos
  • "Crônicas da Pindahyba", de Hilton Mercadante
  • "Zeladores", de Anderson Almeida Silva
  • "Bando de Dois", de Danilo Beyruth
  • "A Dama do Martinelli", de Marcela Godoy
  • "(SIC)", de Walmir Américo Orlandeli
  • "Babilônia em Chamas", de Juliano Nogueira Miossi
  • "Contos e Cantos do Maraska: Pscicordelia", de Marcelo Scaff Marques
  • "O Astronauta ou Livre Associação de um Homem no Espaço", de Fernando Cardoso Saiki

Os nomes que acompanham cada um dos projetos são dos autores das propostas. Isso não significa que façam a obra obrigatoriamente sozinhos. Podem contar com outros.

O resultado indica também dez projetos como suplentes. O texto que finaliza o edital não registra quem foi o júri de seleção das propostas, inscritas entre junho e o fim de julho.

Este é o segundo ano seguido que o governo paulista realiza o edital de incentivo à produção de quadrinhos. A primeira edição, em 2008, também selecionou dez projetos.

Destes, dois já foram publicados: "Caroço no Angu", em maio, com tiras de Gilmar, e "Uiara e os Filhos de Eco", que começou a ser vendido neste mês.

                                                           *** 

Os autores selecionados neste edital de 2009 terão oito meses para concluir as obras após a assinatura do contrato. Pode haver prorrogação de 90 dias.

Cada um dos álbuns deve ter, pelas regras do edital, um mínimo de 40 páginas e tiragem de pelo menos mil exemplares. Duzentos devem ser doados ao governo estadual.

Outra contraparte é oferecer um workshop ou oficina de oito horas - no mínimo - a preços populares. Podem ser cobrados até R$ 10.

O edital deste ano teve, ao todo, 141 projetos inscritos. A exigência é que os interessados morassem há pelo menos dois anos no Estado de São Paulo.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h31
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Umbigo sem Fundo acentua diálogo entre literatura e quadrinhos

 

Umbigo sem Fundo. Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

Capa do livro escrito e desenhado pelo norte-americano Dash Shaw, à venda nas livrarias

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Há um inevitável estranhamento no primeiro contato com "Umbigo sem Fundo", obra do selo Quadrinhos na Cia. que começou a ser vendido neste mês nas livrarias (R$ 59).

O incômodo inicial é por conta do tamanho do livro: 720 páginas, algo incomum no mercado brasileiro. Fica até a dúvida o produto de 1,1 kg é mesmo um trabalho em quadrinhos.

Assimilada a ideia de que as páginas trazem, sim, quadrinhos, começa um outro - louvável - estranhamento: entender exatamente qual é a proposta da obra.

Tal qual um trabalho literário, traz uma narrativa sobre relacionamentos humanos, pronta a ser descoberta, página após página. E ajuda a instigar o diálogo entre literatura e HQ.

                                                          ***

Sabe-se - ou defende-se - que quadrinhos e literatura compõem linguagens distintas e autônomas. Mas nunca se negou que exista uma forte relação entre as duas áreas.

"Umbigo sem Fundo" ajuda a aproximar essas fronteiras. O modo de narrar a história é semelhante ao lido nos romances ou contos um pouco mais longos.

Há também uma intenção editorial nesse sentido. A lombada do livro, escrito e desenhado pelo norte-americano Dash Shaw, registra que a obra reúne "vários tipos de gêneros".

São listados seis: família, comédia, drama, horror, mistério (este, sublinhado) e romance. Há muito de família e de romance. Pouco do restante.

                                                          ***

A história relata o encontro da família Loony. A reunião foi marcada na casa de praia dos pais, Maggie e David, que decidem se separar após 40 anos de união.

A separação permeia o reencontro com os três filhos - Dennis, Jill e Peter - e com os netos, mas serve também como forma para cada um reavaliar a si próprio e(m) seus relacionamentos.

Não é uma narrativa excepcional, assim como não era "Retalhos", uma das obras que inauguraram o selo de quadrinhos da Companhia das Letras.

Mas ambas apresentam bons relatos ao leitor, acentuados pela forma como são narrados. Ou, como acertadamente queria Will Eisner, tornam-se novelas ou romances gráficos.  

                                                          ***

O debate se quadrinhos são literatura pode avançar se for mudado o foco da análise. Embora autônomas, as duas manifestações artísticas apresentam diálogos.

O que resulta, então, dessa aproximação? Quais são os elementos literários presentes nos quadrinhos e - questão geralmente esquecida - como estes os recriam?

A obra de Dash Shaw ajuda a trazer algumas respostas. Uma delas, a título de exemplo, está em Peter, caçula dos Loony, desenhado com dedos de Mickey Mouse e rosto de sapo.

Seus traços revelam de imediato que ele destoa dos demais familiares. É uma resposta visual à personagem plana - menos complexa - imaginada por E. M. Foster para o romance.

                                                         ***

Há outras soluções próprias, que os quadrinhos recriam a partir do literário, inclusive na temática, mas que ganham outra cor e forma na linguagem em que estão abrigados.

Sístole e diástole, aproximação e fronteira, romance e quadrinhos. Há dualidades entre o literário e o quadrinístico que já passou da hora de serem investigadas.

Os autores de quadrinhos já criaram um catálogo suficiente que justifica um madurecimento entre os dois campos, ora com contribuições estéticas maiores, ora menores.

As páginas criadas por Dash Shaw se enquadram nas contribuições maiores. É um bom exemplo para entender melhor como se dá a aproximação - e a recriação - entre as áreas.

                                                          ***

Nota: Dash Shaw lançou o livro na Bienal do Livro do Rio de Janeiro e participa de um bate-papo sobre a obra em São Paulo nesta terça-feira.

O encontro terá a participação dos brasileiros Gabriel Bá e Fábio Moon. Será às 19h30 na Saraiva Megastore do shopping Pátio Paulista (rua Treze de Maio, 1.947).

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 19h10
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13.09.09

Livro relança violência urbana das histórias de Questão

 

Questão - Zen e a Arte da Violência. Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

 

Obra reúne seis primeiras aventuras do herói, publicadas pela primeira vez há 22 anos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu era um adolescente que cursava o segundo ano do colégio quando li pela primeira vez uma história do personagem sem rosto Questão numa das revistas de Batman, da Abril. 

Uma das tramas resistiu ao tempo e ficou colada na memória. Foi publicada no sexto número do título do homem-morcego, de fevereiro de 1988.

O que diferenciava a história era a forma como foi contada. O protagonista era um personagem secundário. O foco narrativo estava em diferentes moradores de Hub City.

Um deles pensava em se matar. Subiu no topo de um prédio e ensaiava pular. Uma lufada de vento acelerou a decisão. Silêncio. Texto do último quadrinho: "ele mudou de ideia".

                                                          ***

Há um inegável convite de nostalgia a releitura da história, relançada no livro "Questão - Zen e a Arte da Violência" (Panini, 176 págs., R$ 49,90), à venda em lojas de quadrinhos.

Aquela narrativa que me marcou é uma das seis da obra, as primeiras do herói Questão, publicadas nos Estados Unidos entre fevereiro e julho de 1987.

A revisão de hoje da leitura de ontem revela que aquela trama que marcou - a quinta da série - continua sendo a melhor desta coletânea. Não por saudosismo. Pela qualidade mesmo.

O atrativo dela permanece: é narrada por fragmentos da vida dos moradores da fictícia cidade norte-americana, envolta em caótica violência por conta da fragilidade do prefeito.

                                                          ***

Hub City tem no prefeito uma marionete. Quem efetivamente comanda é o reverendo Jeremiah Hatch, que procura acentuar a violência para instigar intervenção divina.

Questão e o repórter investigativo Vic Sage, que são a mesma pessoa, exercem em seus diferentes papéis sociais um contraponto à corrupção municipal.

O subtítulo da obra - "zen e a arte da violência" - também se pauta no herói. Derrotado e dado como morto no fim da trama, ele encontra na fiolosofia  marcial um renascimento. 

E volta a enfrentar a truculência urbana de Hub City, com a mesma marca registrada: uma máscara que esconde seus traços faciais e o torna um enigmático homem sem rosto.

                                                          ***

As primeiras histórias do Questão - estas e outras que vieram - foram publicadas no Brasil nas revistas "Batman" e "Caçadores", ambas da Abril, entre 1987 e 1991.

A arte é de Denys Cowan e o texto, de Denny O´Neil, escritor conhecido pelos roteiros de Batman e de Lanterna e Arqueiro Verde na primeira metade da década de 1970.

É um material que justifica relançamento. Pela qualidade e pelo apelo de apresentar o personagem aos novos leitores, que o viram morrer há pouco na minissérie "52", da Panini.

São boas tramas. Mas nada que justifique uma edição tão luxuosa - em capa dura - e, por consequência, cara. As lembranças poderiam ser recuperadas de forma mais modesta.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 22h45
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12.09.09

Registros rápidos

Globo adulta

A Globo confirmou ao blog que "Perramus- Dente por Dente", lançado nesta semana, é uma retomada nas obras adultas. A editora programa para 2010 uma adaptação em quadrinhos de "Fahrenheit 451", de Ray Bradbury, feita pelo norte-americano Tim Hamilton.

Globo infantil

Investir em obras adultas não significa ignorar o mercado infantil, principal investimento da Globo. A editora lança neste meio de mês "O Mais Querido do Brasil em Quadrinhos", sobre o Flamengo (R$ 25). O autor é Ziraldo, que fez para a editora obra do Corinthians.

Terceiro arrepio

Chegou às bancas nesta semana o terceiro número de "A Turma do Arrepio" (R$ 3,50). A criação de César Sandoval, aparentemente, tem se firmado no mercado, inclusive com publicidade nas páginas. A revista infantil voltou a ser publicada em junho deste ano.

Humor santista

O desenhistas Bar e DaCosta organizam o 2º Salão Dino de Humor do Litoral Paulista, que procura valorizar autores da região. São cinco categorias: cartum, charge, caricatura, HQs/tiras e estudantil. Inscrições até 13 de outubro no salaodinodehumor@uol.com.br

Ilustra Brasil! 6

A abertura do 6º Ilustra Brasil! será na segunda-feira, às 20h, no Centro Universitário Maria Antônia, em São Paulo. O evento é organizado pela SIB - Sociedade dos Ilustradores do Brasil - e é o principal do setor no país. A programação vai até o meio de outubro.

E a programação do FIQ?

Os organizadores do 6º FIQ - Festival Internacional de Quadrinhos - ainda não divulgaram a programação do evento, que reúne autores nacionais e estrangeiros. A demora é ruim para o público, que fica no aguardo para preparar a viagem. O FIQ vai de 6 a 12 de outubro.

Canudos em Curitiba

O álbum "A Revolta de Canudos", de André Diniz e José Aguiar, tem lançamento na quinta-feira (17.09), às 19h, em Curitiba, na Itiban (av. Silva Jardim, 845). A obra era o título da coleção criada pela Escala Educacional mais difícil de ser encontrado.

Duas vezes Steve Niles

A Devir lançou dois álbuns escritos por Steve Niles, conhecido por obras de terror. "30 Dias de Noite - Dias Sombrios" (R$ 31) dá sequência à franquia. "Sasquatch - A Lenda do Pé-Grande" (R$ 31) foi escrito com Rob Zombie. A arte é de Richard Corben.

Dois álbuns, duas mortes

A lista de lançamentos da Panini para este mês inclui o relançamento da morte do Super-Homem, famosa da década de 1990. A editora programa também para este ano a republicação de outra morte, a do segundo Robin, na coleção "Batman 70 Anos".

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 12h18
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11.09.09

Livro em homenagem a Mauricio tem lançamento na Bienal do RJ

 

Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

 

Obra feita para marcar 50 anos de carreira do desenhista e empresário traz leituras de 50 quadrinistas sobre personagens da Turma da Mônica

 

 

 

 

 

 

 

A ambiguidade intencional do título do livro em homenagem a Mauricio de Sousa sintetiza a ideia da obra: 50 artistas fazem histórias para marcar os 50 anos de carreira dele.

Os primeiros aperitivos do projeto já vinham circulando há alguns meses em sites e blogs ligados a quadrinhos. O prato completo será servido agora na Bienal do Livro do Rio.

Mauricio de Sousa vai lançar oficialmente o álbum no próximo sábado à noite, no estande da Panini (das 18h às 20h). A editora programou outros títulos ligados ao cinquentenário.

Dois deles: o relançamento de uma versão de Romeu e Julieta com a Turma da Mônica e uma coletânea com histórias de Bidu, personagem que também completa 50 anos.

                                                          ***

"MSP 50 - Mauricio de Sousa por 50 Artistas" será publicado em duas versões: em capa dura, a R$ 98, e em capa cartonada, a R$ 55. 

Há alguns trechos do livro homenagem, passados pela assessoria de imprensa.

São páginas feitas por Laerte, Fernando Gonsales, Gabriel Bá e Fábio Moon, Jean e Ivan Reis. Podem ser vistas, nessa ordem, logo abaixo:

 

Página feita por Laerte

 

Página feita por Fernando Gonsales

 

Página feita por Gabriel Bá e Fábio Moon

 

Página feita por Jean

 

Página feita por Ivan Reis

Serviço - Lançamento de "MSP 50 - Mauricio de Sousa por 50 Artistas". Quando: sábado (12.09). Horário: 18h às 20h. Onde: Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Endereço: centro de convenções Riocentro, que fica na av. Salvador Allende, 6.555, na Barra da Tijuca. Obs.: Mauricio de Sousa vai passar a tarde do sábado e o domingo dando autógrafos em estandes de outras editoras que publicam livros dele.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 00h05
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10.09.09

Overdose de lançamentos independentes sábado em São Paulo

Sábado terá seis lançamentos independentes em duas lojas de quadrinhos paulistanas. A maioria já foi lançada em outras datas e ganha agora mais uma sessão de autógrafos.

Às 14h, a loja Comix será o ponto de encontro dos autores dos novos números de "Subterrâneo Especial", "Garagem Hermética" e "Nanquim Descartável".

Às 19h30, os lançamentos mudam de endereço: rumam para a HQMix Livraria. Estarão lá quadrinistas das revistas "Picabu", "Projeto Continuum" e "Subversos".

Endereços: a Comix é na Alameda Jaú, 1998, perto do metrô Consolação; a HQMix Livraria fica na Praça Roosevelt, 142, no centro de São Paulo.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 23h17
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09.09.09

Ziraldo vence de goleada partida do Corinthians em quadrinhos

 

Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

Capa de "Todo-Poderoso Timão em Quadrinhos", que relembra fatos e jogadores marcantes nos quase cem anos do Corinthians 

 

 

 

 

 

 

 

Na partida quadrinística entre Ziraldo e a versão em estilo mangá disputada no campo de futebol corintiano, o pai do Menino Maluquinho venceu. E de goleada.

A leitura feita por ele - ou pelo estúdio dele - sobre o time paulista é mais completa e qualitativamente superior ao álbum em mangá lançado em julho, também sobre o clube.

"Todo-Poderoso Timão em Quadrinhos" (Globo, 112 págs., R$ 25), já à venda, traz pequenas crônicas vividas por dois fanáticos pelo time, Mosquete e Mosquetinho, pai e filho.

Este aprende com as memórias daquele sobre o passado de glórias do Corinthians, da fundação em 1910 à conquista dos títulos recentes. O relato ficcional se mescla ao real.

                                                           ***

E, em meio aos passeios nostálgicos, entram no campo dos quadrinhos uma seleção de jogadores que já passaram pelo clube e que marcaram época.

Sócrates, Marcelinho Carioca, Gilmar, Casagrande, Ronaldo. Cada um surge por meio dos relatos, lembrados por conta de feitos ou de títulos que ajudaram a vencer.

O formato narrativo - o do pai corintiano ensinando o histórico do time ao curioso filho - ajuda a aproximar a obra dos leitores mais jovens, que descobrem hoje os feitos de ontem.

E torna mais dinâmica a maneira de apresentar o passado do time ao torcedor, não só o infantil, verdadeiro público-alvo da publicação. Pode agradar até quem prefere outro time.

                                                         ***

O álbum foi planejado para marcar o centenário de criação do time, que será comemorado no ano que vem. Cumpre a pauta, sem dúvida.

E acerta em tudo o que a obra "Timão em Estilo Mangá" errou. A história imaginada pela equipe de Ziraldo tem ritmo, desenho, estrutura narrativa, referências explicadas.

Até no número de páginas e no preço é mais atraente. A forma em estilo mangá foi lançada em dois formatos. O de luxo custava R$ 59,90. O com capa cartonada, R$ 29,90.

Se fosse uma partida, Ziraldo teria ganhado com placar dilatado, de goleada. E o juiz teria dado cartão vermelho para o concorrente em estilo mangá. Por má fé contra o torcedor.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 23h27
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08.09.09

Obra argentina de Breccia e Sasturain vai ser publicada no Brasil

 

Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

Quarto e último volume de "Perramus", intitulado "Dente por Dente", será publicado pela Editora Globo; ao lado, capa da versão original, publicada na Argentina pela Ediciones de la Flor 

 

 

 

 

 

 

De quando em quando, as editoras brasileiras trazem alguma surpresa. A mais nova é o lançamento do álbum "Perramus", de Juan Sasturain e Alberto Breccia.

O tom de surpresa aumenta quando se vê que a obra é argentina e que será publicada pela Globo, que mantém em catálogo títulos em quadrinhos voltados ao leitor infanto-juvenil.

E, de pueril, "Perramus" não tem nada. "Dente por Dente", título do volume que sairá no Brasil, mostra a busca do protagonista e de seus colegas por dentes de Carlos Gardel.

Os dentes do cantor de tango - morto em um acidente aéreo em 1935 - estão com diferentes personalidades, como Fidel Castro e um traiçoeiro Frank Sinatra.

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O grupo é convocado por Jorge Luis Borges. O escritor argentino defende a ideia de que recuperar o sorriso de Gardel irá contribuir para melhorar a estima dos argentinos e de outros países sul-americanos.

O lançamento de "Perramus - Dente por Dente" foi antecipado nesta terça-feira por Marcelo Naranjo no "Universo HQ", site especializado em informações sobre quadrinhos.

A página virtual da Globo já registra o livro para venda: 176 páginas, a R$ 40. Curiosamente, a editora optou por iniciar a série no Brasil pelo fim: este é o quarto e último volume.

O site da editora rotula a obra como "maior representante do quadrinho político latino-americano" e se ancora na relação da série com o regime militar. Não é bem assim.

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O diálogo com a ditadura ocorreu nos outros volumes de "Perramus", hoje esgotados na Argentina. O único ainda à venda é esta quarta parte, a menos politizada.

Sinal de que a resenha do site da Editora Globo vende algo que o álbum não tem é o texto de Juan Sasturain, escritor da obra, na introdução à edição argentina.

"Dente por Dente é, sem dúvida, a mais gratuitamente aventureira das histórias de Perramus", diz. "É também a maior e a menos trágica".

A obra foi produzida entre 1988 e 1989 e se destaca pelas referências e pela arte de Breccia. A edição mais recente, base para a da Globo, é de 2006, publicada em capa dura.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h34
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07.09.09

Conrad prepara para este ano versão do Gênesis feita por Crumb
 

Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

 

 

Página de abertura do livro bíblico, narrado em quadrinhos pelo norte-americano Robert Crumb 

 

 

 

 

 

 

 

 

No ano em que autoridades de educação e setores da sociedade e da imprensa voltam a enxergar males nos quadrinhos aqui no Brasil - inclusive com censura de algumas obras em bibliotecas escolares -, chega ao país a versão do livro bíblico do "Gênesis" feita por um dos pais do politicamente incorreto, o desenhista Robert Crumb.

O trabalho será publicado pela Conrad, que tem em catálogo parte das obras do autor. A programação é lançar ainda este ano, talvez em outubro, junto com outros países. 

"Imagino que causará alguma confusão na cabeça dos obscurantistas. Porque é o texto bíblico sem nenhum acréscimo, mas também sem censura, ao contrário do que acontece em várias das edições existentes no mercado brasileiro", diz Rogério de Campos, diretor editorial da Conrad.

"No final a questão se resume ao seguinte: estão os crentes preparados para ler a Bíblia com atenção e sem preconceitos? Talvez não estejam. Mas certamente a obra chamará atenção dos leitores mais tolerantes."

                                                         ***

O "Gênesis" é o primeiro livro da Bíblia. Relata a criação do mundo, o surgimento de Adão e Eva e os acontecimentos que iniciaram a história da humanidade sob a ótica cristã.

Segundo Campos, não se trata de uma adaptação. "Pelo contrário, esse livro é provavelmente a edição mais fiel ao texto bíblico disponível nas livrarias brasileiras."

"Porque Robert Crumb foi fundo em suas pesquisas, não só iconográficas. Apoiou-se no que existe de mais profundo e atual na área de pesquisa dos textos bíblicos."

"Teve o apoio do professor Robert Alter, autor de ´The Five Books of Moses´, a célebre tradução do Pentateuco para o inglês", diz.

 

Crédito: divulgação

 

Segundo a Conrad, a obra será publicada em preto-e-branco e terá em torno de 200 páginas. Rogério de Campos não economiza nos adjetivos ao se referir ao trabalho:

- "é o livro do ano";
- "o texto fundador da cultura ocidental quadrinizado pelo maior artista do Ocidente";
- "está entre as cinco coisas mais importantes dos últimos 30 ou 40 anos."

"Acredito ´piamente´ que este é um livro que deveria estar presente em todas as bibliotecas do Brasil", diz Campos, que venceu o Troféu HQMix deste ano como melhor articulista de quadrinhos.

"Um livro que os pais deveriam dar para seus filhos adolescentes. E que eu certamente darei de presente para minha filha. Porque quero que ela tenha acesso ao que de melhor a humanidade produziu."

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Pode até ser. Mas, até que seja efetivamente lançado no Brasil, as declarações só ajudam a reforçar a expectativa em torno do produto, acentuada pelo marketing editorial.

A revista "Piauí" deste mês, por exemplo, traz a obra na capa e antecipa as nove primeiras páginas. A presença da história ajuda a aumentar a espera da obra editada pela Conrad.

Pelo que se leu, não se pode dizer qual será a recepção do livro. Mas é fato que ele tem o tom da polêmica no DNA. Pelo tema e, principalmente, pela presença de Robert Crumb.

O autor norte-americano é tido como um dos principais autores do movimento "underground" surgido nos Estados Unidos na década de 1960. Os trabalhos dele serviram de base para uma geração de outros quadrinistas, inclusive brasileiros, caso de Angeli.

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Escrito por PAULO RAMOS às 21h52
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06.09.09

Espetáculo com Homem-Aranha estreia mês que vem no Brasil

Um espetáculo pautado nas histórias do super-herói Homem-Aranha começa a ser apresentado no Brasil no mês que vem. A estreia será no dia 10 de outubro no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

"O Homem-Aranha Ação e Aventura" fica em cartaz na capital paulista durante todo o mês. Em novembro, inicia temporada no Rio de Janeiro, no Maracanãzinho. As exibições lá começam no dia 7.

O show já foi apresentado no Chile e na Argentina e tem ares de superprodução. Envolve cerca de cem pessoas, 23 só no elenco. Nove são brasileiros.

No palco, os atores fazem acrobacias para dar vida às brigas do herói contra vilões como Duende Verde e Doutor Octopus. O vídeo abaixo dá uma ideia de como é a produção: 

                           

 

Os organizadores programaram os shows paulistas às sextas, sábados e domingos. No Rio de Janeiro, só nos fins de semana. A duração é de uma hora e meia. A classificação, livre.

Em São Paulo, os preços já foram divulgados. O ingresso mais barato custa R$ 60. O mais caro, R$ 280. No Rio de Janeiro, ainda não foram definidos, segundo a organização.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 00h19
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05.09.09

Persépolis faz parte de filmes obrigatórios em vestibular de SP

 

Cena do filme Persépolis, baseado na obra homônima de Marjane Satrapi

 

O longa-metragem "Persépolis", baseado nos quadrinhos da iraniana Marjane Satrapi, faz parte da lista de filmes obrigatórios para o vestibular 2010 do curso de direito da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.

A produção é um dos oito longas indicados aos candidatos, que terão de ler ainda 12 livros e analisar nove obras de arte para fazerem a prova. O vestibular será realizado no começo de novembro.

O filme faz uma versão animada da biografia da autora, que passou a infância no Irã e a adolescência na Europa. A série foi lançada no Brasil pela Companhia das Letras, primeiro em quatro volumes, depois encadernada.

O longa-metragem, dirigido por Satrapi e por Vincent Paronnaud, ganhou o prêmio do júri do Festival de Cannes e concorreu ao Oscar do ano passado na categoria melhor filme de animação. Perdeu para "Ratatouille".

                                                          ***

A versão animada de "Persépolis" ajudou a tornar a obra conhecida entre pessoas que tradicionalmente não liam quadrinhos. Leia mais sobre isso na postagem de 22.01.08.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 10h11
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Registros rápidos

Tiras de Letra

O livro "Tiras de Letra na Batalha" tem lançamento neste sábado, às 19h30, em São Paulo. Organizada por Mário Mastrotti, a obra reúne tiras de 27 autores nacionais. A sessão de autógrafos será na HQMix Livraria, que fica na Praça Roosevelt, 142, no centro da cidade.

Em estilo mangá

O rótulo "em estilo mangá", inaugurado com sucesso em 2008 com "Turma da Mônica Jovem", pauta a forma como a Galera Record anuncia um de seus lançamentos: "Avalon High - A Coroação". A série é escrita por Meg Cabot e é inspirada na lenda de Rei Arthur. Autora norte-americana lança a obra na Bienal do Livro do Rio de Janeiro.

Curso de quadrinhos - 1

O Sesc Pompeia, em São Paulo, promove neste mês um curso gratuito de quadrinhos. As aulas vão abordar temas como a linguagem, o histórico, criação de roteiro, edição e publicação de obras na área. Há apenas um pré-requisito: a pessoa precisa saber desenhar. As inscrições podem ser feitas pelo telefone (11) 3871-7700.

Curso de quadrinhos - 2

As aulas serão dadas pelos criadores do Troféu HQMix, Gualberto Costa e JAL, e pelos professores e especialistas em quadrinhos Waldomiro Vergueiro e Sonia Bibe Luyten. É o mesmo grupo que fez curso semelhante em 2007 na Gibiteca Henfil e que serviu de base para a criação da revista independente "Garagem Hermética".

Festival de Humor

O 2º Festival Internacional de Humor do Rio de Janeiro começou o processo de inscrições de trabalhos gráficos feitos para a imprensa. São três categorias: caricatura, ilustração e desenho de humor. Cada um dos vencedores recebe R$ 6 mil. As inscrições vão até 2 de outubro. Informações sobre o regulamento no site do festival.

Bastidores da Independência

Uma exposição em São Paulo mostra os bastidores do processo de produção do álbum "História do Brasil em Quadrinhos: Independência", lançado em 2008. Os 20 paineis podem ser vistos, de graça, na estação Alto Ipiranga do metrô. Fica durante todo o mês.

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Escrito por PAULO RAMOS às 09h51
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04.09.09

Brasileiro concorre como melhor desenhista em 2 prêmios nos EUA

 

Crédito: imagem de Lanterna Verde feita por Ivan Reis

 

 

 

 

 

 

 

 

Pelo trabalho na série Lanterna Verde, Ivan Reis foi indicado no Scream Awards e no Wizard Fan Awards 

 

 

 

 

 

 

 


O brasileiro Ivan Reis concorre como melhor desenhista em duas premiações de quadrinhos nos Estados Unidos, o Scream Awards e o Wizard Fan Awards.

A informação foi passada pelo próprio Reis, que se tornou um dos principais nomes da norte-americana DC Comics, a mesma de Batman e Super-Homem.

O desenhista mantém um contrato de exclusividade com a editora. Nos últimos anos, tem feito a arte da revista mensal de Lanterna Verde.

É pelo trabalho com o personagem que ele disputa os dois prêmios. O roteirista, Geoff Johns, e a série também concorrem no Scream Awards.

                                                          ***

O Scream Awards é promovido pela emissora de TV Spike e elege os melhores filmes, seriados e quadrinhos ligados a terror e ficção científica.

Em 2008, o brasileiro Gabriel Bá venceu na mesma categoria a que Reis concorre.

Bá foi premiado pelo trabalho na série "The Umbrella Academy", programada para ser lançada no Brasil no mês que vem, pela Devir.

A outra premiação - o Wizard Fan Awards - é feita pela revista "Wizard", especializada em informações sobre a indústria norte-americana de quadrinhos.

                                                           *** 

Reis já havia vencido, em 2007, outra premiação promovida pela revista. 

Ele foi escolhido pela equipe da publicação como o melhor desenhista daquele ano. Uma vez mais, pelo trabalho feito com Lanterna Verde.

Histórias do herói, com arte de Reis, são publicadas atualmente no Brasil na revista mensal "Dimensão DC: Lanterna Verde", da Panini.

A diferença em relação ao material norte-americano é de pouco menos de um ano. Reis desenha atualmente a minissérie "Blackest Night", também vinculada a Lanterna Verde.

                                                           ***

A escolha dos melhores do Scream Awards é feita por meio de voto virtual.

O brasileiro disputa com Tony Harris e Jim Clark, Steve McNiven, Eric Powell, Frank Quitely e John  Romita Jr. Se quiser votar, clique neste link.

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Escrito por PAULO RAMOS às 00h47
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02.09.09

Semana de lançamentos em São Paulo

 

Capa de O Cortiço, de Rodrigo Rosa e Ivan Jaf     Capa de Uiara e os Filhos de Eco

 

Uma adaptação de "O Cortiço", o novo número de uma obra independente - "Garagem Hermética" - e um álbum sobre temas ecológicos - "Uiara e os Filhos de Eco".

Os três títulos têm lançamento nesta semana em São Paulo, em diferentes datas e locais.

O primeiro a ser realizado é a versão em quadrinhos do romance de Aluísio Azevedo, roteirizada por Ivan Jaf e desenhada pelo gaúcho Rodrigo Rosa para a editora Ática.

A sessão de autógrafos será nesta quinta-feira à noite, na Livraria Cultura da Paulista. Os dois autores têm outras adaptações, já concluídas ou em produção.

                                                          ***

Outro lançamento será no sábado e no domingo durante o encontro AnimeCon, realizado na Universidade Anhembi Morumbi. É o álbum "Uiara e os Filhos de Eco" (capa acima).

O trabalho de 44 páginas foi escrito por Jussara Nunes e André Vazzios e desenhado por Vazzios, Monique Novaes e Everton Teles Valério.

É definido pelos autores como uma obra que aborda "temas ecológicos de maneira descontraída, numa linguagem de fácil acesso para todas as idades".

O álbum foi produzido com verba do governo de São Paulo para incentivo à produção de quadrinhos. O edital selecionou dez projetos. Este é o segundo a ser lançado.

                                                         

Capa do quinto número da revista Garagem Hermética

 

O terceiro lançamento da semana é o quinto número do independente "Garagem Hermética", editado por Roberta Bronzatto e que conta com histórias de diferentes autores.

Esta nova edição traz trabalhos de Cadu Simões, Will, Edu Mendes, Nobu Chinen, Fábio Santos, Kleber de Souza, Laudo Ferreira Jr., Fabio Cobiaco, Daniel Esteves e Vader.

Outro participante é Sam Hart, autor da capa da revista, mostrada acima. O título foi criado há mais de dois anos. Mas fazia algum tempo que não tinha um novo trabalho.

A quarta edição havia sido publicada em julho do ano passado. O lançamento deste quinto número será no sábado à noite, na HQMix Livraria.

                                                          ***

Serviço 1 - Lançamento de "O Cortiço". Quando: quinta-feira (03.09). Horário: das 18h30 às 21h30. Onde: Livraria Cultura. Endereço: Avenida Paulista, 2.073, São Paulo.
Serviço 2 - Lançamento de "Uirá e os Filhos de Eco". Quando: sábado e domingo (05 e 06.09). Horário: 11h às 20h. Onde: AnimeCon, na Universidade Anhembi Morumbi. Endereço: rua Dr. Almeida Lima, 1.134, São Paulo.
Serviço 3 - Lançamento de "Garagem Hermética" 5. Quando: sábado (05.09). Horário: a partir das 19h30. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, 142, São Paulo.

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Escrito por PAULO RAMOS às 12h43
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O primeiro - e divertido - encontro entre Mickey e o Incrível Hulk

É prematuro dizer o que vai ocorrer - ou se vai ocorrer - alguma mudança com a compra da Marvel pela Disney, anunciada no início desta semana. O tempo é que dirá.

Mas o que já se percebe é uma tendência, pelo menos aqui no Brasil, de fazer piada sobre o tema. Aqui mesmo no blog, alguns dos comentários têm sinalizado esse caminho.

Um, veiculado no site "Charges", é um exemplo disso. Mostra o primeiro e divertido encontro entre o Incrível Hulk, da Marvel, e Mickey, da Disney.

Por puro analfabetismo digital, não consegui reproduzir o vídeo aqui no blog. Segue, então, o link para que possa ser visto diretamente no site.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 11h17
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01.09.09

Convite: lançamento de A Leitura dos Quadrinhos em Curitiba

 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 09h33
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