30.06.10

Livros de bolso reúnem tiras de Angeli e Laerte

 

 

Dois livros de bolso reúnem tiras do tempo em que Angeli e principalmente Laerte ainda trabalhavam com personagens fixos. "Skrotinhos" e "Striptiras 4" começaram a ser vendidos neste fim de mês (L&PM, 112 e 144 págs., R$ 11 cada um).

A coletânea de "Os Skrotinhos" compila tiras da dupla de personagens conhecida pelas manifestações impróprias, tanto nas atitudes quanto nas palavras. Estão entre as criações mais populares de Angeli.

O quarto volume de "Striptiras" traz como destaque, inclusive na capa, o reacionário Capitão Douglas Capricórnio, um dos vários seres criados por Laerte (é dele a tira acima). A obra traz também histórias de Don Luigi.

Os dois desenhistas têm direcionado as produções mais recentes em tiras sem personagens fixos. Algumas delas, inclusive, sem serem pautadas no humor. Ambos já tinham lançado outras coletâneas pela L&PM.

                                                          ***

Registro rápido: via Twitter, a L&PM confirmou para o segundo semestre o lançamento do terceiro volume de tiras antigas de Snoopy ("Peanuts Completo: 1955-1956").

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h18
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28.06.10

Cachalote faz aproximação entre quadrinhos e literatura

 

Cachalote. Crédito: Quadrinhos na Cia.

 

 

 

 

 

 


Capa do álbum nacional, que começou a ser vendido neste fim de mês 

 

 

 

 

 

 

 


Uma das mudanças mais sensíveis na adaptação de um romance para os quadrinhos é a perda da profundidade dos personagens. Na troca de linguagem, há a tendência de fixação nas cenas mais relevantes da trama. A imagem tende a suprir ou resumir muitos das descrições ou reflexões feitas pelo narrador.

"Cachalote", que começou a ser vendido neste fim de mês (Quadrinhos na Cia, 280 págs., R$ 45), navega contra essa corrente. Consegue levar para os quadrinhos justamente o que as adaptações deixam de lado: a minuciosa construção dos personagens, elemento caro à linguagem literária.

O ethos dos protagonistas é formado devagar, ao longo das páginas, muitas delas silenciosas, levando o leitor a inferir por meio da imagem o momento vivido pela pessoa.

De tão trabalhada, essa forma de narrar é o que desponta do álbum, mais até do que as histórias em si, criadas pelo escritor Daniel Galera e pelo desenhista Rafael Coutinho.

                                                         ***

"Cachalote" conta paralelamente seis histórias ao longo de três capítulos. A que abre e fecha a obra, enigmática, envolve uma senhora idosa. As demais têm homens como protagonistas.

Apesar de não se cruzarem, as tramas têm em comum o fato de os personagens lidarem com distintas formas de decadência pessoal. Cada um procura, então, encontrar um rumo para a vida.

O ator chinês beberrão e relapso, acusado do assassinato de um colega. O escultor que vê no cinema uma válvula de escape para o marasmo. O escritor deprimido que mantém uma relação de amizade com a ex-esposa.

O funcionário de uma loja de ferragens que se apaixona e tem pudores de fazer com a namorada o mesmo sexo masoquista de antes. O playboy que deixa de viver às custas do dinheiro do tio.

                                                         ***

A parceria entre Galera e Coutinho funciona. As imagens falam por si, são autônomas às palavras em vários momentos, fruto do minucioso trabalho do desenhista, que se dedicou à tarefa por dois anos e meio.

Coutinho deixa sua marca na obra e dissocia de vez sua imagem profiisional da do pai - é filho do cartunista Laerte. A leitura sugere que ele pensou com cuidado cada um dos quadrinhos das quase 300 páginas, muitos com bons resultados de experimentação narrativa.

A dupla procurou fazer finais abertos a cada um dos seis contos. Isso cria uma sensação de incompletude, uma não-correspondência à expectativa do leitor, que passou páginas e páginas acompanhando a construção e o desenrolar dos personagens.

O mesmo vale para a baleia que intitula a obra. Aparece em poucos momentos, mais sugerindo do que articulando sua presença no título.

                                                          ***

"Cachalote" teve um primeiro lançamento no sábado passado, em São Paulo, na loja que tem o mesmo nome do álbum e que tem o desenhista como um dos sócios. Os autores farão outros dois lançamentos nesta semana, um no Rio de Janeiro e outro em Porto Alegre (leia serviço no fim da postagem).

O lançamento, enfim, diz a que veio a obra. O eficiente marketing da Companhia das Letras ajudou a construir uma expectativa em torno do álbum, que teve matérias de destaque em mais de um veículo de imprensa e uma prévia na revista "Piauí".

Houve até quem rotulasse o trabalho como o "lançamento do ano", burburinho que a editora sabiamente soube alimentar. Exagero (até porque estamos apenas no meio do ano).

"Cachalote" tem qualidades, muitas delas em torno do trabalho ímpar de Rafael Coutinho. Mas não é a obra revolucionária que se apregoa. Mesmo a apropriação da forma de narrativa literária já foi vista em outros projetos quadrinísticos.

                                                          ***

O que é revolucionário, isso sim, é a proposta da RT Features, empresa que bancou a parceria entre Galera e Coutinho.

A proposta é dar a prioridade do projeto à Companhia das Letras. Se aceito, a editora publica e a RT fica com os direitos de adaptação para outras mídias.

A empresa já patrocina outras parcerias de escritores e quadrinhistas, como as de Angélica Freitas e Odyr Bernardi, em "Guadalupe", e Ronaldo Bressane e Fabio Cobiaco, em "V.I.S.H.N.U.", para ficar em dois exemplos já noticiados por este blog.

A se pautar por "Cachalote", o resultado tende a dialogar com um público não leitor de quadrinhos e ajuda a construir um novo mercado para a produção nacional. É algo novo, que pode render bons resultados.

                                                          ***

Serviço - Lançamentos de "Cachalote". No Rio de Janeiro. Quando: terça-feira (29.06). Horário: 19h. Onde: Livraria da Travessa. Endereço: r. Visconde de Pirajá, 572, Ipanema. Em Porto Alegre. Quando: quinta-feira, 1º.07. Horário: 19h. Onde: Palavraria Livros & Cafés. Endereço: r. Vasco da Gama, 165, Bom Fim. Preço: R$ 45.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 22h33
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24.06.10

Os Sousa recupera memórias de uma infância não esquecida

 

Os Sousa: Desventuras em Família

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa do livro de bolso da série de Mauricio de Sousa, que há anos não era reeditada no Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

Os Sousa. Crédito: editora L&PM

 

Difícil manter a objetividade jornalística em se tratando de Os Sousa, série criada por Mauricio de Sousa e agora resgatada em uma coletânea (L&PM, 144 págs., R$ 11).

A dificuldade é pelo fato de as tiras estarem umbilicalmente ligadas a recordações de outros tempos, que guardo com carinho na memória. Lembranças que a (re)leitura automaticamente ativou.

Na infância, quando tinha meus oito anos, mais ou menos, meu pai costumava comprar todos os domingos o jornal da região, o "Diário do Grande ABC" - nasci e ainda moro no "C", São Caetano do Sul.

Era o dia em que saía o "Diarinho", suplemento infantil do jornal, com brincadeiras e quadrinhos. E, no caderno de cultura, podia ler as histórias de Os Sousa, há muito não reeditados e agora relembrados.

                                                         ***

A série tinha um quê mais adulto, que destoava com o que Mauricio de Sousa produzia até então. Mostrava cenas - o formato da tira não permitia muito mais que isso - entre dois irmãos, os tais Sousa.

As piadas giravam em torno deles, ora em dupla, ora individualmente. Mano, o irmão folgado, solteirão e mulherengo, não raras vezes tornava-se o centro das atenções do leitor.

Naquele início dos anos 1980 - a série foi publicada até o final daquela década -, não tinha noção de alguns detalhes, agora mais claros na releitura. A começar pelo sobrenome dos protagonista, o mesmo de Mauricio.

O empresário e desenhista inicialmente se baseou em sua própria realidade para constituir as histórias, segundo informa o texto da contracapa do livro de bolso da L&PM.

                                                          ***

Outro dado que não tinha como perceber à época é que a tira, mesmo que não fosse intencional, dialogava fortemente com a Família Trapo, programa de TV protagonizado por Golias na década de 1960.

A série em quadrinhos, criada em 1969, é contemporânea. E também tinha em Mano o seu Carlos Bronco Dinossauro, papel interpretado por Ronald Golias (1929-2005).

O que também não tinha como saber à época era o poder que essas tiras teriam na memória décadas depois. Lembranças que estavam adormecidas desde que a série deixou de ser publicada.

A reedição de parte das tiras traz à tona aqueles momentos da infância em família. Acredito que papai, hoje falecido, também teria gostado de (re)ler algumas dessas piadas. 

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 11h18
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21.06.10

Quanto vale conhecer a história de Kick-Ass?

 

Kick-Ass: Quebrando Tudo. Crédito: editora Panini

 

 

 

 

 

 

 

Capa de "Kick-Ass - Quebrando Tudo", álbum que começou a ser vendido no mesmo dia da estreia do filme

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Há um custo para conhecer a história "Kick-Ass - Quebrando Tudo", que estreou nos cinemas, nas livrarias e nas lojas de quadrinhos na última sexta-feira.

Banquei os valores neste fim de semana. O custo faz jus ao nome do personagem: sai por volta de R$ 76, a depender do valor gasto nas sessões de cinema.

O valor é a soma do ingresso para o longa, R$ 16, e o preço do álbum em capa dura da Panini, R$ 60 - é possível encontrar em alguns pontos de venda por 20% de desconto.

A história entretém, muito por conta das cenas de ação e das referências às histórias de super-heróis. Mas, analisando friamente, não vale R$ 76.

                                                          ***

Como vem sendo cada vez mais frequente, o filme se baseou numa história em quadrinhos. As oito partes de "Kick-Ass", base para o longa, foram publicadas nos Estados Unidos entre abril de 2008 e março deste ano.

A narrativa mostra a mudança na vida do adolescente Dave Lizewski após ele decidir se tornar um super-herói - mesmo sem ter nada de super.

O que mais faz é apanhar. Foi assim que foi parar no YouTube e se tornou famoso.

"Por que todo mundo quer ser a Paris Hilton e ninguém quer ser o Homem-Aranha?", ele se questiona, logo no início da primeira parte. 

                                                          ***

As referências a elementos da mídia, da cultura pop e do universo dos super-heróis são a tônica dos diálogos do protagonista com seus amigos, todos fãs de quadrinhos como ele.

No álbum, são várias as referências aos heróis da Marvel Comics, editora de Homem-Aranha e X-Men e responsável pela publicação de "Kick-Ass" pela Icon, um de seus selos.

A diferença do selo editorial é que os direitos da série ficam com os autores. No caso, o o roteirista Mark Millar e pelo desenhista Jonh Romita Jr.

A dupla participa da produção do longa-metragem. A presença deles pode justificar a fidelidade canina a algumas das sequências da série em quadrinhos. Mas não todas, se comparadas as duas versões.

                                                          ***

Há divergências pontuais aqui e ali - a maioria desnecessária, a bem da verdade. O final - que não será revelado aqui, por motivos óbvios - também é diferente. Mas uma mudança parece ser mais gritante: os uniformes dos heróis secundários.

Quando assumiu o papel de Kick-Ass - com um uniforme de mergulho comprado via E-bay -, Dave Lizewski descobriu que havia outras pessoas que se vestiam como heróis e atuavam como tal.

Dois deles eram Big Daddy e sua parceria e filha, Hit-Girl. Big Daddy, interpretado por Nicolas Cage, transformou numa versão caricata de Batman no filme, com uma assumida semelhança no uniforme.

O longa-metragem também dialoga mais com os super-heróis da DC Comics, de personagens como Super-Homem e Batman. Um motivo possível é que eles dialogam melhor com o público do cinema, não iniciado na área.

                                                         ***

Tanto o filme quanto o álbum entretêm. Na tela, há uma interpretação inspirada da jovem atriz Chloe Moretz, que faz a violenta Hit-Girl. As melhores cenas são com ela, algumas à la Matrix ou longas do diretor Quentin Tarantino.

No álbum, a história mescla violência e referências aos quadrinhos, numa arte inspirada de John Romita Jr. que desenhou por muito tempo as aventuras do Homem-Aranha.

Mas as duas versões não resolvem a contradição de se propor a discutir como seriam os super-heróis num mundo em que eles não existem por meio de uma história como muitas outras do gênero.

A edição da Panini, em capa dura e com 212 páginas, cobra um preço alto para uma obra assim, por mais qualidades que tenha. Por R$ 60, o leitor pode comprar nove revistas mensais de heróis da editora - e ainda sobra R$ 1,50 para um café. 

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 17h28
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17.06.10

Cartunistas estão com medo de participar do Salão de Piracicaba

"Os cartunistas estão com medo de falar".

"Eles estão receosos, não querem tomar partido. Por ´tomar partido´ digo participar do salão".

As duas frases são de Eduardo Grosso, atual chefe do Centro de Documentação, Pesquisa e Divulgação do Humor Gráfico, que cuida do Salão Internacional de Humor de Piracicaba.

Grosso assumiu o cargo de Maria Ivete Araújo, a Zetti, afastada em dezembro de 2009 e motivo de protesto de três associações de desenhistas, que recomendaram à classe protestar sobre o caso.

                                                          ***

Na leitura de Grosso, o caso criou entre os cartunistas um clima que ele compara a uma guerra, como se os desenhistas tivessem de tomar lados opostos de um conflito.

"Pessoalmente, eu tenho a preocupação de que vai desgastar algo que é maior que tudo isso, que é o próprio salão. A gente passa, o salão fica", disse ao blog, por telefone.

O artista plástico disse que se reuniu com as entidades de cartunistas, em São Paulo, para chegar a um acordo. "O caso da Zetti está envolvido num contexto administrativo", diz.

Segundo ele, a saída esteve pautada num desgaste dela com os funcionários e com a prefeitura, que controla a área. O município disse, em janeiro, que se tratava de uma renovação no setor.

                                                         ***

O pedido de protesto ao salão foi formalizado nos últimos dias e noticiado pelo blog na última segunda-feira.

O texto foi assinado pela ACB (Associação dos Cartunistas do Brasil), SIB (Sociedade dos Ilustradores do Brasil) e Imag (Instituto Memorial de Artes Gráficas do Brasil).

O posicionamento encerra uma discussão virtual entre as mais de 200 pessoas que assinaram uma carta de protesto contra a saída de Zetti e a maneira como ela foi afastada pela prefeitura.

As inscrições para a 37ª edição do salão vão até o dia 3 de agosto. Até o momento, 120 desenhistas de 20 países - entre eles o Brasil - enviaram trabalhos para o evento de humor.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 10h42
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14.06.10

Associações de cartunistas pedem protesto a Salão de Piracicaba

Três associações de desenhistas recomendaram que a classe faça protestos contra o Salão Internacional de Humor de Piracicaba, que tem abertura em 28 de agosto.

O pedido foi formalizado por meio de um e-mail, enviado na semana passada a uma lista de mais de 200 cartunistas e profissionais da área de quadrinhos.

O motivo do racha, agora oficial, é para marcar a falta de diálogo da Prefeitura da cidade do interior paulista sobre o afastamento da ex-coordenadora do salão.

Maria Ivete Araújo, a Zetti, foi afastada do cargo em dezembro do ano passado. Os cartunistas entendem que ela foi desligada de forma humilhante e pedem seu retorno.

                                                         ***

O textoé assinado pela ACB (Associação dos Cartunistas do Brasil), SIB (Sociedade dos Ilustradores do Brasil) e Imag (Instituto Memorial de Artes Gráficas do Brasil).

As três entidades mediavam uma discussão virtual sobre o tema, que se arrastava pelos últimos meses. Em abril, as associações já consideravam um esvaziamento do salão.

Participavam do debate mais de 200 pessoas ligadas direta e indiretamente ao evento de humor. Todas se manifestaram contra a exoneração de Zetti.

O grupo tem tentado desde o início do ano obter uma resposta definitiva da prefeitura. O último contato ocorreu em 19 de maio, por meio de uma carta. Segundo as associações, não houve resposta.

                                                          ***

"Esgotadas todas as possibilidades de diálogo, estamos convocando todos os cartunistas para um amplo protesto pelo retorno da democracia ao salão e pelo poder de voz dos cartunistas", diz o texto.

O comunicado deixa a cargo de cada um a maneira como será feito o protesto. Mas sugere uma data para as manifestações: de junho a agosto de 2010, mês de abertura do salão.

"As formas de protesto podem ser desde enviar cartuns e charges sobre o que aconteceu até protestos como usar camisetas ou enviar e-mail", diz por telefone José Alberto Lovetro, o JAL, presidente da ACB.

"Os cartunistas vão usar o que sabem fazer melhor num lugar onde há abertura para isso. Se não houver, será censura, como não houve nem na ditadura."

                                                          ***

Zetti chefiou por 20 anos o Centro de Documentação, Pesquisa e Divulgação do Humor Gráfico de Piracicaba, que cuida do salão. Esteve outros dez anos ligada ao evento.

Ela soube que sairia da função por meio de uma carta, recebida dois dias antes do Natal.

Segundo a prefeitura disse ao blog na ocasião, o desligamento era para levar a uma renovação. O artista plástico Eduardo Grosso assumiu o cargo dela.

As inscrições para a 37ª edição do salão de humor vão até o dia 3 de agosto.

                                                           ***

Leia mais sobre o caso nas postagens de:

  • 04.01 - sobre o afastamento de Zetti
  • 27.01 - carta de cartunistas pede volta de Zetti
  • 01º.04 - cartunistas consideram esvaziamento de salão

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 20h10
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11.06.10

Livro trará primeiras tiras de Liniers

 

Notícias argentinas - III

 

Bonjour. Crédito: reprodução

 

 

 


Capa da versão argentina de "Bonjour", que será publicado no Brasil 

 

 

 

 


Antes de "Macanudo", havia "Bonjour". A coletânea da série, de Liniers, será publicada no Brasil. A obra traz os primeiros trabalhos do desenhista argentino.

O álbum será publicado pela Zarabatana, que já mantém em catálogo outra criação dele, "Macanudo". A editora programa pôr no mercado no segundo semestre deste ano. 

 Sem "Bonjour", não haveria "Macanudo". Foi por meio da primeira, publicada no jornal "Página/12", que o autor chamou a atenção do concorrente "La Nacion".

A troca de jornal foi mediada pela cartunista Maitena, da série "Mulheres Alteradas". Na nova casa, ele criou as tiras de "Macanudo" e foi descoberto pelo grande público.

                                                          ***

"Bonjour" estreou em setembro de 1999 e já trazia o estilo singular de Liniers. A série de tiras serviu como um laboratório para o que ele faria anos depois em "Macanudo".

Publicada uma vez por semana no suplemento "No", "Bonjour" já mostrava os homens de chapéu e os pinguins, personagens que se tornariam regulares em seus trabalhos.

A coletânea da série segue no Brasil o mesmo percurso realizado na Argentina: foi lançada depois dos primeiros livros de "Macanudo". A primeira edição de lá é de 2005.

"Macanudo" já teve dois livros lançados no Brasil, ambos pela Zarabatana. A editora já prepara o terceiro (capa abaixo). A série é publicada também na "Folha de S.Paulo".

 

Macanudo 3. Crédito: editora Zarabatana

 

 

 

 

 

Capa da edição nacional de "Macanudo 3", que será publicado neste ano

 

 

 

 

 

 

A Zarabatana programa, também para o segundo semestre, o lançamento de uma outra coletânea de tiras argentinas, "Batu".

A série é feita pelo desenhista Tute, filho do cartunista Caloi, também autor de tiras - são dele as histórias do personagem Clemente, muito famoso no país.

"Batu", como "Macanudo", é publicado diariamente no jornal "La Nacion". A diferença em relação ao vizinho de página é que as piadas ocupam o espaço de duas tiras.

As histórias são direcionadas a um leitor mais jovem. O personagem-título é um menino magro e cabeludo, que interage com seu cão, Tútum, e o melhor amigo, Boris.

                                                        ***

Com esses títulos, a Zarabatana se torna uma das editoras brasileiras com o maior rol de obras argentinas em catálogo.

A editora irá publicar também trabalhos da revista argentina "Fierro", a principal do país, como o blog noticiou na terça-feira

Claudio Martini, editor da Zarabatana, diz que pretende continuar a apostar nesse mercado. "Mas isso vai depender também da aceitação que os livros tiverem", ressalva.

"Acredito no sucesso deles, pois trazem trabalhos excelentes, tanto nos desenhos como nos roteiros, e creio que quando o leitor brasileiro conhecer melhor a produção do país vizinho, também vai ficar fã dos quadrinhos argentinos, como já acontece na Europa e outros países da América."

                                                          ***

Leia nas duas postagens abaixo as duas primeiras partes da série "notícias argentinas".

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 09h34
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09.06.10

Eternauta vai sair no Brasil

 

Notícias argentinas - II

 

 El Eternauta. Crédito: reprodução do site da Norma Editorial

 

 

 

Obra, uma das principais da Argentina, será publicada pela editora Martins Fontes 

 

 

 

 

 

"El Eternauta", uma das principais histórias em quadrinhos da Argentina, será publicada no Brasil, informação que o blog antecipa em primeira mão.

O contrato já está assinado. A obra será lançada pela Martins Fontes. Tanto a editora quanto a família do autor, o roteirista Héctor Germán Oesterheld, confirmaram o acordo. 

O acerto é para publicar as duas primeiras partes da história, escritas por Oesterheld e desenhadas por Francisco Solano Lopez. Ambas são inéditas no Brasil

A primeira a sair é a que deu início à série, publicada na Argentina entre 1957 e 1959.

                                                         ***

"Nós iniciamos a tradução e imagino que consigamos produzir [o álbum] no mais tardar até o fim do primeiro trimestre de 2011", disse o editor Evandro Martins Fontes, que irá publicar a obra no Brasil.

Martins Fontes disse que a edição nacional vai se basear numa versão publicada na Espanha, pela Norma Editorial, em comemoração ao cinquentário da série (capa acima).

O formato será horizontal, o mesmo como a obra foi publicada na década de 1950.

Segundo o editor, o contato para a publicação teve início em 2009, quando ele "descobriu" a obra numa visita à Argentina. A Martins Fontes já mantém no catálogo as obras de Quino.

                                                        ***

"El Eternauta" é considerada uma das mais importantes obras em quadrinhos da Argentina. Vem sendo sistematicamente reeditada no país, inclusive em algumas versões piratas.

A história de ficção científica narra a invasão da Terra por alienígenas. O ataque é contado por meio de um grupo de sobreviventes de Buenos Aires.

A trama - eleita pelo governo argentino um dos cem livros essenciais para os estudantes do país lerem - foi lançado pela primeira vez pela Editoral Frontera, editora de Oesterheld.

Ele retomou a série na década de 1960, numa releitura da obra, desenhada por Alberto Breccia. E, depois, na segunda parte, lançada no final da década de 1970.

                                                         ***

A continuação de "El Eternauta" é vista por muitos como um trabalho mais politizado e casa com o momento pessoal vivido pelo escritor.

Durante os anos 1970, Oesterheld aderiu à Juventude Peronista, movimento de resistência aos governos de então.

Em 27 de abril de 1977, foi sequestrado, preso, torturado e morto pelos militares, que haviam assumido o poder um ano antes. As quatro filhas dele - duas delas grávidas - e os dois genros também tiveram o mesmo destino. Da família, sobraram a viúva e dois netos.

Enquanto isso, "El Eternauta II" continuava sendo publicado normalmente nas bancas, como se o roteirista ainda estivesse vivo aos olhos dos leitores. 

                                                        ***

Na próxima postagem da série especial "notícias argentinas": duas coletâneas de tiras do país, inéditas no Brasil, serão publicadas por aqui no segundo semestre.

Escrito por PAULO RAMOS às 16h52
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08.06.10

Revista argentina Fierro será publicada no Brasil

 

Notícias argentinas - I

 

Fierro Brasil. Crédito: editora Zarabatana

 

 

 

 

 

 

 

Ilustração de Liniers para a capa da "Fierro Brasil", que será produzida no país pela editora Zarabatana 

 

 

 

 

 

 



A principal revista em quadrinhos da Argentina, a "Fierro", será publicada no Brasil pela editora Zarabatana. O número de estreia está programado para o segundo semestre.

A informação é noticiada em primeira mão pelo blog.

O contrato foi assinado na virada do mês. A negociação com os responsáveis pela publicação vinha ocorrendo desde o trimestre final de 2009.

O acordo prevê o lançamento de uma edição a cada seis meses, com 160 páginas. 

                                                          ***

A obra nacional será produzida em formato livro, num tamanho semelhante ao original, 21 cm por 28 cm.

A maior parte do conteúdo será uma coletânea de histórias de autores argentinos publicadas na revista. O restante será com histórias de quadrinistas brasileiros

"Creio ser esta a primeira vez que teremos a publicação no Brasil de uma seleção do que há de melhor sendo produzido lá. E esta seleção passa obrigatoriamente pela revista ´Fierro´", diz Claudio Martini, editor da Zarabatana.

"Fierro é uma revista emblemática dos quadrinhos argentinos como, por exemplo, foi a revista ´Metal Hurlant´ para os quadrinhos franceses."

                                                         ***

Na Argentina, a revista é mensal e é vendida no segundo sábado de cada mês com o jornal "Página/12". Tem tiragem em torno de 15 mil exemplares e, segundo os editores, dá lucro.

Uma primeira versão foi publicada no país entre 1984 e 1992. Terminou na centésima edição. O retorno ocorreu em novembro de 2006, por meio da parceria com o jornal.

Com 64 páginas, a "Fierro" mescla histórias de diferentes autores argentinos. A única exceção é o brasileiro Adão Iturrusgarai, que integra o rol de quadrinistas por morar no país.

Parte do conteúdo são narrativas curtas, com diferentes temáticas. A outra parte são histórias maiores, em capítulos, um por edição - chamadas de histórias de "continuará".

 

Noturno. Crédito: editora Zarabatana

 

 

 

 

 

 

 

Capa da versão nacional de "Noturno", álbum que inaugura a "Coleção Fierro" 

 

 

 

 

 

 

 



As narrativas em capítulos serão publicadas no Brasil em uma série à parte, batizada por enquanto de "Coleção Fierro". O primeiro número será "Noturno", de Salvador Sanz.

A história foi lançada em capítulos na "Fierro" durante dois anos e dois meses. Foi compilada em livro no fim de 2009.

"Noturno" é uma trama de mistério permeada por surrealismo, desenhada num traço hiper-realista, característica do autor.

Conta a história de enormes aves, que usam os homens como canal de entrada para nossa dimensão.

                                                          ***

A Zarabatana planeja vender as obras da coleção e a "Fierro Brasil" de duas maneiras: os dois títulos juntos, possivelmente com desconto, ou separados.

A editora já tem em catálogo outros trabalhos de autores argentinos, como as coletâneas de tiras de "Macanudo", de Liniers.

"Creio que há  público para histórias em quadrinhos de qualidade, não importa o país de origem, mas, no caso da ´Fierro´, temos esta barreira que precisa ser rompida", diz Martini.

"Penso também que isto é um caminho de mão dupla, e os argentinos também se interessarão mais pela produção brasileira."

                                                         ***

Na próxima postagem da série especial "notícias argentinas": um clássico de lá, finalmente publicado no Brasil.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 09h30
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07.06.10

Xampu recupera clima cultural dos anos 80 e 90

 

Xampu! - Lovely Losers. Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

 

 

Álbum do brasileiro Roger Cruz traz histórias de diferentes personagens ambientadas na cidade de São Paulo  

 

 

 

 

 

 

 

Muitos apocalípticos criticavam na década de 1990 a integração de alguns desenhistas brasileiros no mercado norte-americano.

O discurso, em linhas bem gerais, dizia que os autores haviam se vendido e dado as costas ao país de origem. Exagero, como se sabe hoje.

Mas o tiroteio verbal sugeria ao menos um ponto pertinente: se o mercado daqui fosse consolidado como o de lá, que quadrinhos esses mesmos desenhistas fariam?

O paulistano Roger Cruz, um dos autores que fez o percurso Brasil/Estados Unidos, faz um ensaio de resposta no álbum "Xampu - Lovely Losers" (Devir, 80 págs., R$ 29,50).

                                                         ***

Cruz começou a desenhar no mercado estadunidense na década de 1990. Trabalhou e ainda trabalha com super-heróis, em particular os da Marvel, de Homem-Aranha e X-Men.

Foi na pausa entre um serviço e outro que ele esboçou o álbum nacional, uma nostálgica volta à São Paulo dos anos 1980 e 90.

A obra tem um sabor especial para quem divide a mesma faixa etária do autor - o quadrinista nasceu em 1971.

São muitas as referências: as festas ao som dos long plays, as tribos, as bandas de garagem - há mais, a ser descobertos nos detalhes de cada quadrinho.

                                                          ***

Em meio à ebulição de referências, o autor narra a história de um trio de personagens, construídos com um tom biográfico - seja ele real ou não.

A bem da verdade, não se trata de uma história, mas de histórias, no plural. Sombra, Max e Nicole têm fragmentos da vida entreleçados ao longo dos sete contos curtos.

O leitor descobre o passado, o presente e o futuro deles. E a ligação entre os três, na amizade e num improvável triângulo amoroso - ou quase isso.

As narrativas diferem-se umas das outras na escolha do personagem central e no estilo. Destaque para a que mostra a vida de Max, construída por meio de um diálogo com um subentendido  entrevistador.

                                                         ***

A concepção dos personagens não é nova. Vem de agosto de 1997, data em que Cruz publicou a primeira história da série no número três da extinta revista "Metal Pesado", que trazia só autores nacionais.

O autor, então, assinava como Rock. A trama da revista, contada em três páginas, foi redesenhada e redimensiada para o álbum. É a que abre a obra.

Max, Sombra e companhia se mantiveram. Mudou o estilo, menos cartunizado, mais realista. Comparativamente, com resultado melhor.

O lado autoral de Cruz faz uma nostálgica volta a um passado não tão distante assim. O álbum é o primeiro de uma trilogia. A se pautar por este, vale esperar pelos outros.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 22h33
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Livro narra história do beijo nos quadrinhos

 

Smack! O Beijo nos Quadrinhos. Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

Obra do jornalista Gonçalo Junior é distribuída a clientes de loja de quadrinhos de São Paulo por conta do mês dos namorados 

 

 

 

 

 

 

 


A singularidade do beijo esconde história nos quadrinhos. De contatos mais sutis ou sugeridos a outros mais explícitos, o tema é narrado num livro, distribuído desde o início do mês na loja Comix, de São Paulo.

"Smack! O Beijo nos Quadrinhos" (Centopeia, 202 págs) divide as diferentes maneiras de beijar em 11 tópicos, cada um deles encabeçando um dos capítulos da obra. As cenas são mostradas com legendas, que contextualizam os momentos apresentados.

Há os liberados, os puros, os de paixão, os orientais - alusão aos mangás, os quadrinhos japoneses -, os heroicos, os poderosos, os adultos, os irreverentes, os assustadores, os excitantes e os proibidos.

Um dos censurados no Brasil foi o da minissérie norte-americana "Camelot 3000", versão futurista da história de Rei Artur. O beijo entre duas das personagens foi limado da revista da Editora Abril, que publicava a história em 1986.

                                                          ***

O ar de tabu visto no capítulo sobre os beijos proibidos casa com a proposta que o autor, o jornalista e pesquisador Gonçalo Junior, procurou dar à obra.

Neste resgate sobre a história do beijo, a leitura sinaliza para uma gradativa liberação das amarras sobre os quadrinhos ao longo do século 20.

Na leitura do autor, apresentada no capítulo inicial, a ausência dos beijos esteve atrelada a um cuidado pelo qual a área passou, muito por conta do público-alvo, predominantemente infanto-juvenil.

O cuidado excessivo gera alguns dados curiosos. Na década de 1930, o beijo, quando havia, era associado à vitória do herói, no fim da aventura. Ele aproveitava e beijava a mocinha da vez.

                                                          ***

A liberação teria começado a ganhar fôlego com os quadrinhos adultos e alternativos da década de 1960. A mudança, depois, foi absorvida pela indústria da área.

Mesmo assim, alguns cuidados permaneceram. Gonçalo Junior descobriu, por exemplo, que a história de Branca de Neve, adaptada pela Disney, não mostrava o beijo.

O final da narrativa apresentava o príncipe se aproximando do rosto dela. Na cena seguinte, ela já estava desperta. O beijo fica apenas sugerido, momento mostrado pela obra.

Outro momento marcante que o livro traz é o recente beijo entre as versões adolescentes de Mônica e Cebolinha, publicado no quarto número de "Turma da Mônica Jovem", lançado em novembro de 2008.

                                                         ***

Relembrar tantos beijos é uma outra forma de narrar a história dos quadrinhos, tema caro a Gonçalo Junior e presente em outras obras dele, como "A Guerra dos Gibis", da Companhia das Letras.

O livro foi feito sob encomenda da Comix, loja paulistana especializada em quadrinhos. A proposta é aproveitar o mês dos namorados e distribuir os exemplares aos clientes (a obra não é vendida).

O exemplar será dado a quem fizer compras de R$ 150 na loja, de uma só vez ou acumuladas ao longo de junho. Foram impressos mil exemplares.

A Comix fica na Alameda Jaú, 1998, bem perto da Rebouças e da Avenida Paulista. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 23h05
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04.06.10

HQMix: indicados de mais seis categorias

Os organizadores da 22ª edição do Troféu HQMix divulgaram nesta semana os indicados de mais seis categorias da premiação, a principal da área de quadrinhos do país.

A seleção inclui as categorias tiras, publicação de aventura/terror/ficção, erótica, web quadrinhos, clássicos e mix (nome dado à reunião de diferentes histórias em uma mesma revista).

Os indicados são:

Web Quadrinhos 

Publicação de Clássico

  • Bidu 50 Anos - Maurício de Souza (Panini)
  • Calvin e Haroldo - A Hora da Vingança - Bill Watterson (Conrad)
  • No Rastro de Masamune - Luiz Saidenberg (Marca de Fantasia)
  • Peanuts Completo: 1950 a 1952 - Charles M. Schulz (L&PM)
  • Samurai #1 - Júlio Shimamoto (EM Editora)
  • Watchmen - Edição Definitiva - Alan Moore, Dave Gibbons e John Higgins (Panini)
  • Verão Índio - Hugo Pratt e Milo Manara (Conrad)

Publicação Mix

  • Beleléu (Independente)
  • Cabaret (Independente)
  • Graffiti 76% Quadrinhos #19 (Independente)
  • MSP50 - Maurício de Sousa por 50 Artistas (Panini)
  • Ragu #7 (Independente)
  • Revista Picabu #4 (Independente)
  • Tarja Preta #6 (Independente)

Publicação de Tiras

  • A Cabeça é a Ilha - André Dahmer (Desiderata)
  • Calvin e Haroldo - A Hora da Vingança - Bill Watterson (Conrad)
  • Macanudo #2 - Liniers (Zarabatana)
  • Mutts - Os Vira-Latas - Patrick McDonnell (Devir)
  • Níquel Náusea - Um Tigre, Dois Trigres, Três Tigres - Fernando Gonzales (Devir)
  • Peanuts Completo: 1950 a 1952 - Charles M. Schulz (L&PM)
  • Vida Boa - Fábio Zimbres (Zarabatana

Publicação de Aventura/Terror e Ficção

  • A Torre Negra - O Longo Caminho para Casa #3 de Stephen King - Peter David, Jae Lee e Richard Isanove (Panini)
  • J. Kendall - Aventuras de uma Criminóloga #58 - Giancarlo Berardi, Giuseppe de Nardo e Lorenzo Calza (roteiro) e Mario Jannì (desenhos) (Mythos)
  • Mágico Vento #89 - Gianfranco Manfredi e Ivo Milazzo (Mythos)
  • Melodia Infernal #1 - Lu Ming (Conrad)
  • Oninbo e os Vermes do Inferno #2 - Hideshi Hino (Zarabatana)
  • Tex - Edição Histórica #76 - G.L. Bonelli, Galeppini e Virgílio Muzzi (Mythos)
  • Vertigo #1 vários (Panini)

Publicação Erótica

  • As Aventuras Secretas - Denis Rodrigues (Dinâmica)
  • Clic 4 - Milo Manara (Conrad)
  • Encontro Fatal - Milo Manara (Conrad)
  • Futari H - Katsu Aki (JBC)
  • Love Junkies - Kyo Hatsuki (JBC)
  • Verão Índio - Hugo Pratt e Milo Manara (Conrad)

Neste ano, os nomes dos indicados ao prêmio têm sido apresentados por meio de um blog, mantido pela comissão organizadora do HQMix.

Veja nas postagens abaixo os selecionados em outras seis categorias do troféu.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 17h40
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