31.10.10

Edição colorida marca número 100 de Mágico Vento

 

Mágico Vento 100. Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

Série de faroeste é um dos títulos mais duradouros no Brasil da editora italiana Sergio Bonelli

 

 

 

 

 

 

 

 

Em vez do tradicional preto-e-branco, cores. A mudança gráfica marca a centésima edição de "Mágico Vento", lançada nas bancas neste fim de mês (Mythos, 100 págs., R$ 8,90).

Este número comemorativo mantém a tradição do restante da série e insere os personagens centrais no contexto histórico dos Estados Unidos na segunda metade da década de 1870.

A edição mostra o aumento da tensão entre soldados e os índios Sioux, ambos em conflito, e o assassinato do lendário Wild Bill Hickok, morto num jogo de pôquer em 1876.

Em meio ao crime e ao conflito, a narrativa se passa em dois ambientes, vividos pelos dois protagonistas: Mágico Vento entre os índios, o jornalista Poe ao lado de Wild Bill.

                                                         ***

Os leitores novos irão entender a história. Mas ficará a sensação - verdadeira - de que a trama é resultado de uma costura iniciada nos números anteriores.

Mágico Vento é o nome indígena adotado ao ex-soldado Ned Ellis. Salvo em um acidente, foi encontrado e cuidado por índios. Passou a viver entre os Sioux e ser visto como xamã.

O título místico é consequência de um dom herdado do acidente: a capacidade de ter visões, premonitórias ou não. Nesta centésima edição, ele tem uma dessas mensagens.

Em suas andanças pelo Velho Oeste, é acompanhado por Poe, como é conhecido o jornalista Willy Richards. O apelido é pela semelhança com o escritor Edgar Allan Poe.

                                                         ***

A série de faroeste estreou no Brasil em julho de 2002. Tem se firmado no mercado de bancas desde então, algo difícil de ocorrer entre os trabalhos da editora Sergio Bonelli.

Ter uma numeração tão larga é um feito raro entre os títulos da editora italiana, que, salvo "Tex" e "Zagor", custa a emplacar uma série aqui no Brasil.

Houve várias tentativas, muitas delas pela mesma Mythos: Mister No, Martin Mystére, Nick Raider, Dylan Dog, Dampyr. Todas foram canceladas.

As exceções são "Mágico Vento" e "J. Kendall - Aventuras de uma Criminóloga", embora já tenha havido anúncio de que a série seria cancelada. Uma campanha feita por leitores aparentemente tem dado uma sobrevida à série de mistério, que está no número 71.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 11h25
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30.10.10

Álbum erótico de Gilbert Hernandez marca estreia de editora

 

Birldand - Uma Aventura dos Sentidos. Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

Obra de um dos autores de "Love and Rockets" inaugura entrada Arte Sequencial no mercado de quadrinhos

 

 

 

 

 

 

 

 

Não há meio termo sobre as histórias em quadrinhos de "Love and Rockets", criadas desde 1982 pelos irmãos Gilbert, Mario e Jaime Hernandez. Ou a pessoa se encanta ou repudia.

Ocorre algo semelhante com as obras eróticas. O gênero não é para todos os gostos.

Se superadas essas duas resistências, o leitor pode se enfronhar nas páginas de "Birdland - Uma Aventura dos Sentidos", obra de estreia da Arte Sequencial (104 págs., R$ 34,90).

O álbum traz uma história erótica, escrita e desenhada por Gilbert Hernandez e ligada ao universo ficcional de "Love and Rockets".

                                                          ***

O que aproxima esta narrativa das demais da série é a fogosa psiquiatra Fitz Herrera, meia irmã de Luba, personagem-chave de outras tramas.

A médica hipnotisa seus pacientes para se aproveitar sexualmente deles. A quantidade de consultas recomendada a eles depende do interesse sexual dela pelo cliente.

Se ficasse apenas nisso, não seria mais uma história de "Love and Rockets", marcada pela abordagem das relações humanas. E como há relações no álbum...

Fitz é casada com Mark. Ele a ama, ela não. E todas amam Mark, que contorna a ausência sexual da esposa com todas as parceiras possíveis, até a apaixonada cunhada.

                                                           ***

Mais do que uma obra erótica, "Birdland - Uma Aventura dos Sentidos" se assemelha muito aos roteiros das produções pornográficas. Tudo é pretexto para sexo.

São pouquíssimas as páginas da obra que não mostram relações sexuais explícitas e com toques exagerados. Perto do final, o enredo tem uma reviravolta. Mas mantém o sexo.

Por ter dois motores de resistência - "Love and Rockets", que ainda não se adaptou ao mercado brasileiro, e erotismo como tema, que restringe significativamente o público leitor -, trata-se de uma aposta de risco para a estreia da Arte Sequencial.

Apesar disso, o tratamento gráfico dado à obra, com capa feita com uma imagem "vazada", credita a espera por um segundo lançamento da editora, criada por Ricardo Kozesinski, dono do sebo de quadrinhos Rika, de São Paulo.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 13h51
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29.10.10

Primeiro, os quadrinhos. Agora, Monteiro Lobato

Reproduzo ipsis literis nesta postagem reportagem desta sexta-feira da "Folha de S.Paulo", intitulada "Conselho quer vetar livro de Monteiro Lobato em escolas".

O tema já vitimizou os quadrinhos mais de uma vez em 2009. Os alvos haviam sido álbuns de Will Eisner e o nacional "Dez na Área, um na Banheira e Ninguém no Gol".

No cenário internacional, o exemplo mais contundente foi "Tintim no Congo", de Hergé, produção alvo de críticas por trazer teor racista.

Segue a reportagem, assinada pelas jornalistas Angela Pinho e Johanna Nublat.

                                                         ***

Monteiro Lobato (1882-1948), um dos maiores autores de literatura infantil, está na mira do CNE (Conselho Nacional de Educação).

Um parecer do colegiado publicado no "Diário Oficial da União" sugere que o livro "Caçadas de Pedrinho" não seja distribuído a escolas públicas, ou que isso seja feito com um alerta, sob a alegação de que é racista.

Para entrar em vigor, o parecer precisa ser homologado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. O texto será analisado pelo ministro e pela Secretaria de Educação Básica.

O livro já foi distribuído pelo próprio MEC a colégios de ensino fundamental pelo PNBE (Programa Nacional de Biblioteca na Escola).

Em nota técnica citada pelo CNE, a Secretaria de Alfabetização e Diversidade do MEC diz que a obra só deve ser usada "quando o professor tiver a compreensão dos processos históricos que geram o racismo no Brasil".

Publicado em 1933, "Caçadas de Pedrinho" relata uma aventura da turma do Sítio do Picapau Amarelo na procura de uma onça-pintada.

Conforme o parecer do CNE, o racismo estaria na abordagem da personagem Tia Nastácia e de animais como o urubu e o macaco.

"Estes fazem menção revestida de estereotipia ao negro e ao universo africano", diz a conselheira que redigiu o documento, Nilma Lino Gomes, professora da UFMG.

Entre os trechos que justificariam a conclusão, o texto cita alguns em que Tia Nastácia é chamada de "negra". Outra diz: "Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão".

Em relação aos animais, um exemplo mencionado é: "Não é à toa que os macacos se parecem tanto com os homens. Só dizem bobagens".

Por isso, Nilma sugere ao governo duas opções: 1) não selecionar para o PNBE obras que descumpram o preceito de "ausência de preconceitos e estereótipos"; 2) caso a obra seja adotada, tenha nota "sobre os estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos raciais na literatura".

À Folha Nilma disse que a obra pode afetar a educação das crianças. "Se temos outras que podemos indicar, por que não indicá-las?"

Seu parecer, aprovado por unanimidade pela Câmara de Educação Básica do CNE, foi feito a partir de denúncia da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, ligada à Presidência, que a recebeu de Antonio Gomes da Costa Neto, mestrando da UnB.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 12h08
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Uma tira do dia que merece registro

 

Piratas do Tietê, de Laerte. Crédito: edição on-line da Folha de S.Paulo

 

Da série "Piratas do Tietê", de Laerte, na edição desta sexta-feira da "Folha de S.Paulo".

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 11h14
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27.10.10

Vai de táxi?

 

Taxi. Crédito: imagem cedida pelo autor

 

 

 

 

 

Capa da revista, que Gustavo Duarte lança hoje à noite em São Paulo

 

 

 

 

 

 

O táxi de Gustavo Duarte não tem acento agudo. É como o usado nos Estados Unidos. Não é coincidência. A revista foi pensada para dialogar com diferentes leitores. Ao mesmo tempo.

Há vários sinais disso. A contracapa, por exemplo, traz um texto em três línguas, português, inglês e espanhol, escrito pelos quadrinistas Gabriel Bá e Fábio Moon.

O indicador mais contundente foi o lançamento da obra no começo do mês na New York Comicon, nos Estados Unidos. Com boa repercussão, segundo o autor.

Vendeu bem  e ainda foi procurado por cinco lojas, interessadas em vender o trabalho. Quatro são norte-americanas. Uma é francesa.

                                                          ***

O que ajuda no diálogo com públicos de outro país é o fato de a narrativa ser produzida sem texto, só imagens em sequência.

Como ele fez em "Có!", o trabalho anterior dele, lançado no meio do ano passado. Pela história, levou neste ano dois troféus HQMix, principal premiação de quadrinhos do país.

"Có!" também fez o périplo Brasil/Estados Unidos e serviu para inserir Duarte definitivamente na área de quadrinhos. Tanto que ele já planeja outras corridas, de táxi ou não.

Até então, a atuação dele havia sido - e ainda é - na imprensa, via charges, caricaturas e ilustrações, principalmente para o diário esportivo "Lance!", onde está há uma década. 

                                                          ***

Paulista do interior de São Paulo, Gustavo Duarte mostra em "Táxi" uma sobre o jazz.

Um músico é o protagonista da história, que terá lançamento hoje à noite em São Paulo. O formato quadrado, 20 cm por 20 cm, é uma referência às capas dos discos de jazz.

O autor imprimiu 2 mil exemplares da revista, pagos do próprio bolso, como fez também com "Có!".

Nesta entrevista, feita por meio de uma série de trocas de e-mail, o desenhista detalha os objetivos da publicação, o processo de produção e dá dicas dos próximos projetos.

                                 

Taxi. Crédito: imagem cedida pelo autor

 

Blog - Por que a tendência de criar histórias sem palavras, como em Có?
Gustavo Duarte
- Como te disse quando lancei a "Có!", sempre tive um predileção pelos meus trabalhos sem fala. Tentar passar uma idéia sem escrever nada, sempre me pareceu muito interessante. Quando fui fazer a "Có!", quis tentar contar uma história inteira assim. Como gostei do resultado, fiquei com vontade de experimentar criar outras histórias da mesma maneira.

Blog - Você tem feito um roteiro de priorizar o lançamento nos Estados Unidos e, depois, aqui no Brasil. Qual o objetivo dessa estratégia?
Duarte
- O fato de lançar lá primeiro, é mais uma coincidência do que algo que priorizo. A idéia de ir para San Diego [na San Diego Comicon] e agora para Nova York [New York Comicon] existiu e existe principalmente para conhecer outras trabalhos, mercados, públicos e é claro, divulgar o meu trabalho. Mas acredito que o mais importante é para ver o que está acontecendo em outros lugares. Sei que o meu mercado principal é o brasileiro. Mas não vejo fronteiras para um quadrinista, ainda mais nos dias de hoje.

Blog - Qual foi o retorno no lançamento estadunidense?
Duarte
- Foi bem legal. Ainda melhor do que já tinha ocorrido com a "Có!". Assim como em San Diego, conheci bastante gente e tive a oportunidade de conversar com os leitores de lá. Além de vários profissionais da área. Quanto às vendas, também me deixaram muito contente e superaram as minhas expectativas. Uma coisa que me deixou muito contente desta vez foi a procura das lojas. Da primeira vez, vendi para uma loja. Desta vez cinco vieram me procurar e comprar comigo. Quatro dos Estados Unidos e uma da França (Paris).

Blog - Você ganhou dois HQMix pelo trabalho em "Có!" e agora, um ano depois, investe em outro trabalho. Daqui para frente, qual a sua meta? Continuar com os quadrinhos nesses moldes ou migrar para outros projetos?
Duarte
- Daqui para frente gostaria de fazer muito mais quadrinhos. Tanto desta quanto de outras maneiras. Tenho uma ideia para uma história maior, com mais páginas. Acho que está chegando a hora de colocar esta idéia em prática.

Blog - Qual é a ideia para essa história mais longa? Seria, uma vez mais, sem palavras?
Duarte
- A ideia central está na cabeça há algum tempo. Num papo informal contigo, posso te contar, mas prefiro não publicar nada ainda. Seria uma história um pouco mais longa, de umas cem páginas. Um desafio maior para também fazer sem nenhuma palavra.

Blog - Você sinaliza apostar mais nos quadrinhos daqui pra frente. Quais os próximos projetos, além do já comentado?
Duarte
- Quanto aos próximos projetos, além desse acima, tenho algumas outras ideias. Algumas mais curtas como a "Có!" e a "Taxi". Uma delas é uma história sobre uns pássaros. Uma ideia que tive nesta ida a Nova York. E outras mais longas, como uma ideia que tenho para uma história de terror. Agora é só arranjar tempo para tudo isso. E, é claro, conseguir viabilizar financeiramente. 

                                                          ***

Serviço - Lançamento de "Taxi", de Gustavo Duarte. Quando: hoje. Horário: a partir das 20h. Onde: São Cristóvão Bar. Endereço: rua Aspicuelta, 533, vila Madalena, São Paulo. Quanto: R$ 10.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 11h37
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Registros rápidos

 

Homenagem virtual

 

Crédito: Mauricio Rett

 

Um grupo de 16 desenhistas se reuniu para fazer uma história em quadrinhos coletiva para homenagear os 75 anos de vida de Mauricio de Sousa, comemorados nesta quarta-feira. A narrativa toma como base os personagens da Turma da Mônica e é narrada por meio dos blogs de cada um dos autores. A tira acima, de Mauricio Rett, dá início à leitura.

França em João Pessoa

A segunda parada do quadrinista francês Killoffer pelo Brasil será na Rio Comicon, no mês que vem. Antes, ele faz palestra, exposição e lançamento em João Pessoa. Ele publica dois livros em português: "676 Aparições", pela Barba Negra, e "Quando Tem que Ser", pela Marca de Fantasia. O site da editora traz a programação completa.

No ritmo das balas

A Panini já pôs à venda a segunda coletânea de histórias de "Jonah Hex". A editora anunciou para este mês outro lançamento ambientado no Velho Oeste norte-americano: "Loveless", também num segundo volume. Os revólveres estão pauta de outro título programado para outubro: o quinto número de "100 Balas".

Perseguição nua

A revista "A Sombra de Batman", nas bancas, traz para o Brasil uma história que causou polêmica nos Estados Unidos. O motivo é uma sequência em que Batmoça persegue a Mulher-Gato, ambas nuas. Os desenhos são de Kevin Maguire, conhecido por criar mulheres voluptuosas e rostos hiper-expressivos.

Jornalismo em debate

Um encontro em Porto Alegre vai pôr em debate o gênero jornalismo em quadrinhos. Participam convidados da Alemanha - Atak e Jens Harder - e jornalistas, pesquisadores e quadrinistas brasileiros - Spacca, Gilmar Rodrigues, Arisitides Dutra e Felipe Muanis. As mesas começam na quinta-feira à noite e vão até sábado. Programação completa aqui.

BH Humor

Terminam no próxima dia 10 as inscrições para a segunda edição do BH Humor. O Salão Internacional de Humor de Belo Horizonte tem duas categorias: cartum - sobre o tema transporte e trânsito - e caricatura. Os vencedores ganham R$ 10 mil cada um. A abertura da mostra com os trabalhos será no dia 17.11. Regulamento no site do salão.

Dossiê HQ

A proposta do Dossiê HQ é aproximar autores e leitores. A estreia será no sábado, às 16h, com Laudo Ferreira Jr. e Danilo Beyruth, autores de dois dos principais álbuns do ano ("Yeshuah" e "Bando de Dois"). O encontro é promovido pela loja Gibiteria, onde irá ocorrer o bate-papo (praça Benedito Calixto, 158, 1º andar, São Paulo). 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 10h07
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25.10.10

Duas paradas em Belo Horizonte (com Bienvenido entre elas)

 

Parada um: nesta terça-feira, às 19h, com lançamento de Bienvenido na sequência

 

 

Parada dois: quarta-feira, às 14h, na Faculdade de Letras da Federal de Minas Gerais

 

 

Ficam os convites.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 11h44
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20.10.10

Safra 2009 do Proac mostra sua cara neste 2010

 

Anarriê. Crédito: editora HQM

 

 

 

 

 

 

Capa de "Anarriê", lançado neste mês, um dos álbuns custeados pelo edital paulista de incentivo à produção de quadrinhos

 

 

 

 

 

 

 

De dois meses para cá,  houve uma concentração de obras do edital paulista de incentivo à produção de quadrinhos. Dos 10 títulos selecionados, 7 foram publicados nesse período.

Embora ainda falte o lançamento de três obras, já é possível perceber a cara da edição 2009 do Proac (Programa de Ação Cultural), mantido pelo governo do Estado de São Paulo.

A marca parece ser a da diversidade. Há obras de diferentes gêneros, voltadas a diferentes públicos, do adulto ao infanto-juvenil.

Em comum, o fato de serem custeadas com verba de R$ 25 mil e de serem produzidas por autores que moram há pelo menos dois anos em São Paulo, regra do edital.

                                                          ***

O diálogo com o leitor mais jovem fica claro em dois dos títulos: "Cogumelos ao Entardecer" e " Anarriê", que começou a ser vendido no fim de semana (HQM, 104 págs., R$ 29,90). 

Em "Anarriê", o escritor e desenhista, Michel Borges, usa traços do mangá para contar a história. Duas crianças, Gabriel e Andressa, são transportados a uma outra dimensão durante uma festa junina. A viagem mágica da dupla dá o tom da aventura.

Aventura com toques místicos é também o mote de "Cogumelos ao Entardecer", de Jonatas Tobias (Devir, 112 págs., R$ 44).

Os garotos Knox e Arroba - que tem rosto de porco - partem em busca dos tais cogumelos do título, com promessa de que, assim, seus sonhos serão realizados.

                                                          ***

A faceta adulta dos trabalhos gerados pelo edital de 2009 é vista em três dos lançamentos, cada um ligado a um gênero diferente.

"Bando de Dois", de Danilo Beyruth, lançado no mês passado, faz uma história de ação ambientada no sertão brasileiro (Zarabatana, 96 págs., R$ 36).

Os dois únicos sobreviventes de um bando de cangaceiros precisam recuperar as cabeças dos demais, decepadas e mantidas pelo autor do crime.

Outro lançamento é a coletânea de tiras "Sic", de Walmir Orlandeli (Conrad, 72 págs., R$ 19,90). Cada uma traz uma espécie de conto narrado na forma de tira.

                                                         ***

Em termos gráficos, "O Astronauta: Ou Livre Associação de um Homem no Espaço" é possivelmente o trabalho mais inovador publicado até agora (Zarabatana, 52 págs., R$ 33).

A história se baseia em um conto do escritor e quadrinista Lourenço Mutarelli, mostrado como o personagem central do álbum, o primeiro do edital de 2009 a ser lançado.

Tê-lo em cena é consequência de diversos registros visuais dele, captados pelo fotógrafo Flavio Moraes. Os desenhos ficaram a cargo de Fernando Saiki e Olavo Costa.

O resultado, que dialoga com o experimentalismo, recria em imagens as frases de Mutarelli, elaboradas por meio de associação de ideias.  

 

Cena de Crônicas da Pindahyba.

 

 

Cena de "Crônicas da Pindahyba", que será lançado nesta semana

 

 

 

 

Os outros dois títulos publicados, "Crônicas da Pindahyba" e "Zeladores", trazem histórias sem um público definido. Podem ser acompanhadas tanto pelo leitor juvenil quanto pelo adulto. Em comum, ambas tateiam o folclore brasileiros, embora por caminhos distintos.

"Crônicas da Pindahyba" será lançado nesta sexta-feira, às 22h, em Bragança Paulista, no interior de São Paulo (no Balcão Busca Vida). A obra se passa no Brasil do século 17.

O trio Ubaldo, Pajé e Azuma peregrina pelas estradas e serras paulistas para dar o "troco" aos abusos comerciais dos colonizadores europeus.

A história é de Hilton Mercadante, responsável também pela edição do álbum (40 págs., R$ 10). Pelo que se leu da estreia, a proposta é dar sequência à série.

                                                         ***

"Zeladores", de Nathan Cornes e Anderson Almeida usa o folclore como mote para a ação (Devir, 64 págs., R$ 39,50). Ação ambientada num cenário paranormal.

O malandro Zé Pilintra e o racional Opala 78 usam seus conhecimentos místicos para defender a fictícia cidade de São Paolo.

As outras três obras ainda não publicadas são "A Dama do Martinelli", de Marcela Godoy", "Homem no Espaço", de Fernando Saiki, e "Eram os Deuses Orixás", de Alex Mir.

Pelo edital, os autores teriam prazo de oito meses para finalizar os projetos, com prorrogação de 90 dias. O edital foi renovado neste ano. Veja os selecionados aqui.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h54
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19.10.10

Fábulas 6 revela quem é o enigmático vilão da série

 

Fábulas: Terras Natais - Crédito: editora Panini

 

 

 

 

 

 

 

Mistério é mostrado no sexto volume da série, "Fábulas - Terras Natais", à venda nas bancas e lojas de quadrinhos 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A internet modificou muito a entrada do leitor em alguma obra em quadrinhos - o raciocínio vale também para os filmes e as séries de TV.

A pessoa querendo - ou às vezes não querendo - é faceada a uma série de informações que antecipam parte ou quase todo o conteúdo da obra. Mata-se, assim, a surpresa.

Há uma dessas novidades escondida nas páginas de "Fábulas - Terras Natais" (Panini, 196 págs., R$ 24,90), sexto volume da série norte-americana.

O álbum revela quem é o enigmático vilão da história, informação mantida em sigilo desde o início do título. É para ser uma surpresa. Pelo menos em tese.

                                                         ***

Uma busca no Google ou em outro site afim já revela(ou) aos mais curiosos de quem ou do que se trata o misterioso Adversário, ser que expulsou as fábulas do reino encantado.

Mas, partindo do princípio de que se trata mesmo da revelação de um suspense, esse é o principal atrativo deste novo volume, escrito pelo criador da série, Bill Willingham.

O enigma é mostrado após o Garoto Azul invadir o reino inimigo e perenigrar por aquelas terras até encontrar o vilão. Sua missão é matar o líder dos exércitos contrários.

Falar mais estragaria a surpresa. Claro, se se trata de uma supresa ao leitor destas linhas.

                                                         ***

O álbum reúne essa sequência principal de histórias e outras, sobre outros personagens: João, aquele do pé de feijão, e Mogli, agora adulto.

Fazer uma releitura adulta dos personagens dos contos infantis é o mote da série. Nem sempre a imagem que se tem de uma fábula corresponde ao modo como ela é mostrada.

O Príncipe Encantado, por exemplo, é o ambicioso rei das fábulas. Fera, de a Bela e a Fera, é o xerife. Lobo Mau teve filhotes após um relacionamento com Branca de Neve.

O enredo pode soar estranho numa primeira olhada. Mas a série convence e é uma das melhores publicadas pela Vertigo, selo aduto da editora DC Comics, a mesma de Batman.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 15h48
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17.10.10

Pequenos Heróis relembra a criança de ontem no adulto de hoje

 

Pequenos Heróis. Crédito; editora Devir

 

 

 

 

 

 

 

Álbum brasileiro faz homenagem a super-heróis da editora norte-americana DC Comics, a mesma de Super-Homem e Batman

 

 

 

 

 

 

 


Uma primeira passada de olhos em "Pequenos Heróis" pode sugerir que o álbum seja direcionado ao público infanto-juvenil.

O leitor mais jovem pode até gostar. Mas o alvo é outro. É direcionado àquela pessoa que cresceu acompanhando as histórias de super-heróis e o fascínio criado por elas.

O álbum nacional - lançado neste fim de semana em São Paulo (Devir, 104 págs., R$ 29,90) - faz uma homenagem aos personagens da editora norte-americana DC Comics.

A proposta geral é mostrar como cada um dos superseres pode interferir na vida dos mais jovens. Ao mesmo tempo, dialoga com a criança de ontem, escondida no adulto de hoje.

                                                         ***

A ideia partiu do quadrinista Estevão Ribeiro, criador da série de tiras "Os Passarinhos". Foram dele os roteiros das oito histórias da obra.

Cada uma das narrativas aborda um superser diferente: Super-Homem, Batman, Flash, Lanterna Verde, Mulher-Maravilha, Aquaman, Arqueiro Verde e Ajax, o Marciano.

Os heróis não aparecem. Pelo menos não explicitamente.

As narrativas curtas se ancoram em alguma característica deles, manifestada em situações cotidianas de crianças e jovens - cenas alimentadas pela memória das leituras de ontem. 

                                                         ***

O projeto se tornou viável por meio de parcerias. A primeira entre Ribeiro e Mário César, coeditor do álbum e responsável pela arte de uma das histórias.

As demais ficaram a cargo de um desenhista diferente: Raphael Salimena, Jaum, Emerson Lopes, Vitor Cafaggi, Leo Finocchi, Fernanda Chiella, Ric Milk e Dandi.

Os autores já sinalizam a intenção de alçar voos maiores, como o do mercado internacional. As narrativas não usam balões e os textos explicativos estão em português e inglês.

Tem qualidades para se tornar um produto made in Brasil na terra do Tio Sam - e baseado em personagens do Tio Sam, não custa registrar.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 17h12
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16.10.10

Quem é Lucas da Feira?

 

Lucas da Vila de Sant´Anna da Feira. Crédito: blog dos autores

 

 

 

 

 

 

Resposta é mostrada no álbum "Lucas da Vila de Sant´Anna da Feira", baseado no personagem histórico

 

 

 

 

 

 

 

 

É bem provável que o leitor nunca tenha ouvido falar de Lucas da Feira, figura histórica do interior baiano. Confesso que também não o conhecia.

A proposta do álbum "Lucas da Vila de Sant´Anna da Feira" (48 págs., R$ 12) é justamente essa, a de apresentar o polêmico personagem a outros terrenos do país.

O adjetivo polêmico se justifica pela trajetória dele. Longe de ser um herói, vivia de ataques a tropeiros na região de onde hoje fica a cidade de Feira de Santana.

Mais do que um simples fora-da-lei, bem ao estilo dos cangaceiros, a atitude dele é interpretada pelos autores como a de um negro que se rebelou contra a escravidão.

                                                          ***

"Tornar-se um assassino cruel foi opção dotada de forte capacidade de se erguer e reagir ante as adversidades, antes de tudo uma maneira de se permitir o impensável para um escravo: possuir autoestima para cuidar de si e da própria vida", explicam Marcos Franco e Marcelo Lima, os dois roteiristas, na introdução da obra.

"De qualquer modo, sendo ele considerado algoz ou vítima, a sua influência na cultura feirense é algo inquestionável, como um forte valorizador, sobretudo, da cultura afro-brasileira", acrescentam.

O trabalho foi viabilizado por meio de leis de incentivo cultural. O projeto, na verdade, é maior que a obra. Prevê também exposições e visitação a escolas.

Uma estratégia interessante e louvável. Os quadrinhos narram parte da história da região e ajudam a apresentar a polêmica figura no processo educacional.

                                                         ***

Nesse processo de entrada nas escolas, formam-se também novos leitores, numa região que, segundo os autores, carece de atividades culturais.

Para a obra, a dupla de roteiristas pesquisou o pouco que foi estudado sobre o personagem em livros e dissertações de mestrado. As fontes constam no final do álbum.

Isso ajuda a dar maior seriedade à história que, mesmo fictícia, ancora-se em elementos reais. Os diálogos coloquiais e os desenhos de Hélcio Rogério ajudam a ambientar a região.

Este álbum pode ser o início de um movimento de quadrinhos por lá. Trabalha-se com a ideia de que esta seja apenas uma primeira história. Nesta estreia, cumpre o que promete.

                                                          ***

Uma informação final: a obra é vendida por intermédio dos autores, via e-mail: lucasdafeirahq@gmail.com 

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 14h06
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15.10.10

Convidados estrangeiros dão diferencial a Fest Comix

 

Kickback. Crédito: editora HQM

 

 

 

 

 

 

Lançamento do álbum "Kickback" terá presença do autor, o inglês David lloyd, um dos convidados da feira de quadrinhos 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esta não é a primeira vez que o Fest Comix traz convidados internacionais. Mas faz anos que isso não se repetia.

A volta deles é o diferencial desta 17ª edição da feira de quadrinhos paulistana, que tem início nesta sexta-feira e vai até domingo.

Os dois autores vêm da Europa. Da Inglaterra vem David Lloyd, conhecido por ser o desenhista da minissérie "V de Vingança". Da Itália, Fabio Civitelli. 

Ambos fazem lançamentos na feira, que tem como principal característica a venda de quadrinhos com pelo menos 20% de desconto.

                                                         ***

Civitelli mostra em livro parte da experiência nos desenhos da revista de faroeste "Tex", uma das mais antigas da Itália - longevidade repetida aqui no Brasil.

A obra se chama "O Oeste segundo Civitelli" e terá sessão de autógrafos no sábado, às 14h. No mesmo dia, só que às 18h, ocorre o lançamento do outro convidado de fora.

David Lloyd irá autografar o drama policial "Kickback" (HQM, 96 págs., R$ 49,90). Os dois títulos, o de Lloyd e o de Civitelli, não serão os únicos a serem lançados no Fest Comix.

A feira, promovida pela loja de quadrinhos Comix, repete nesta edição uma outra tradição: a de concentrar obras novas, cuja venda começa no evento.

                                                         ***

Pelo menos quatro editoras reservaram novidades para o Fest Comix. Uma delas é a HQM. Além de "Kickback", lança os nacionais "Série Infanto-Juvenil HQM 1: Senninha e Sua Turma" (36 págs., R$ 4,90) e "Anarriê" (104 págs., R$ 29,90).

A NewPOP começa a vender "Supernatural: Origem", baseado na série de TV, e os mangás "Dororo", de Osamu Tezuka (208 págs., R$ 24,90), e "Domo Mangá" (96 págs., R$ 16).

A estreante Kalaco promete o adiado álbum com as primeiras tiras de Flash Gordon, que havia sido programado para o meio do ano, mas foi prorrogado por problemas de gráfica.

A Kalaco irá lançar também o livro "Entes Perpétuos - O Universo Onírico de Neil Gaiman", de Heitor Pitombo (192 págs., R$ 39).

                                                          ***

Outra obra, que tangencia os quadrinhos, também começará a ser vendida na feira. É "A Presença do Animê na TV Brasileira", de Sandra Monte (104 págs., R$ 22,90).

A Devir lança no evento, no sábado, ao meio-dia, o nacional "Pequenos Heróis" (104 págs, R$ 29,90). O título foi produzido por diferentes autores e traz leituras pessoais sobre os super-heróis da norte-americana DC Comics, editora de Batman e Super-Homem.

A lista não deve ficar apenas nisso. A se pautar pelas edições anteriores, há sempre novidades de última hora que engordam a lista de lançamentos. É questão de ficar de olho.

Além dos novos títulos, o evento terá também uma série de debates com autores e pessoas ligadas à área de quadrinhos. A lista pode ser vista no blog do Fest Comix.

                                                         ***

Serviço - 17ª Fest Comix. Quando: de hoje a domingo (17.10). Onde: centro de eventos São Luís, no Colégio São Luís. Endereço: rua Luís Coelho, 323, em São Paulo (perto da estação Consolação do Metrô). Quanto: a entrada custa R$ 7. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 10h46
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13.10.10

Mondo Urbano: do circuito independente ao comercial

 

Mondo Urbano. Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

 

Álbum reúne quatro volumes da série, lançada inicialmente no circuito independente 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É peculiar a trajetória editorial de "Mondo Urbano", álbum nacional que tem lançamento nesta sexta-feira em Porto Alegre (Devir, 128 págs., R$ 25).

A obra teve início no circuito independente. Teve quatro números, "Powertrio", "Overdose", "Cabaret" - cada um abordava um ponto da expressão "sexo, drogas e rock´n´roll" - e o epílogo "Encore", os mesmos agora reunidos na forma de livro.

Passar da produção alternativa para a editorial trouxe dois benefícios à série, criada pelo trio Eduardo Medeiros, Mateus Santolouco e Rafael Albuquerque.

Um é ganhar uma janela maior, com mais pontos de venda, em particular as livrarias. O sistema de distribuição comercial também permite uma difusão mais abrangente do produto.

                                                          ***

O segundo benefício independe de ser publicado pelos autores ou por uma editora. A história flui melhor se lida em sequência, algo que o livro viabilizou.

No formato revista, a distância temporal entre um número e outro tende a tornar a leitura mais fragmentada. Com isso, perdem-se nuances agora recuperadas.

Há uma costura nos dez capítulos da trama - somando o epílogo - que fica bem mais nítida com a leitura corrida, na forma de álbum.

Fica bem mais claro, por exemplo, que toda a narrativa se passa em torno de um show do grupo De-Mo, observado sob diferentes ângulos narrativos.

                                                         ***

A trama principal gira em torno do líder da banda e dos dois mistérios sobre o músico.

Ele teria feito um pacto com o demônio para alcançar a fama? Outro mistério é sobre sua morte, ocorrida após o show. Ele teria cometido suicídio ou sido assassinado?

Em torno da tragédia, os autores pontuam fragmentos da vida de diferentes personagens antes, durante e depois da apresentação da banda.

Há o grupo de amigos que compra o ingresso para o show, o jovem que tem fobia de andar de ônibus, um vendedor de drogas que tem um usuário morto em casa.

                                                          ***

Ocorrem diálogos entre cada um dos blocos narrativos. Mas não parece ser essa a intenção inicial de Alburquerque, Medeiros e Santolouco.

O trabalho do trio sugere que a intenção é resolver a trama central - e resolve, no epílogo - e apresentar os demais personagens, pessoas comuns, com a vida como narrativa.

Tanto que os autores lançam sementes de fatos que não são concluídos no álbum. É de se esperar que este seja apenas o primeiro volume, como a lombada da capa indica.

No final, como na versão em revista, há outra pista bem clara disso, com uma espécie de prévia de uma sequência, intitulada "Edu em Apuros".

                                                         ***

O rótulo "Mondo Urbano" parece funcionar como o "Dez Pãezinhos", usado pelos irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon. É um título que abriga a história que os autores quiserem.

Há outra semelhança com os dois desenhistas. A exemplo de Bá e Moon, os autores tiveram a obra publicada no meio do ano no mercado norte-americano, onde também atuam.

O périplo percorrido por Santolouco, Medeiros e Albuquerque pode ser uma forma viável de produzir quadrinhos no país, que não espera para acontecer.

Do circuito independente para o comercial, do nacional para o estrangeiro. Com uma parada em Porto Alegre para lançar a obra, como ocorre nesta sexta-feira à noite.

                                                          ***

Serviço - Lançamento de "Mondo Urbano". Quando: sexta-feira (15.10). Horário: 19h. Onde: Quanta Academia de Artes. Endereço: rua Coronel Camisão, 100, Higienópolis, Porto Alegre. Quanto: R$ 25.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 13h59
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12.10.10

Lançamento de Bienvenido em Recife

Convite rápido. Lanço em Recife na próxima quinta-feira, dia 14, o livro "Bienvenido - Um Passeio pelos Quadrinhos Argentinos" (Zarabatana, 176 págs., R$ 36).

A sessão de autógrafos será às 18h no Centro de Artes e Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco.

Haverá também outros autores no lançamento, que integra a programação do congresso da Aled (Associação Latinoamericana de Estudos do Discurso).

Assino um capítulo de outra obra que será lançada no evento, "Linguística de Texto e Análise da Conversação - Panorama das Pesquisas no Brasil" (Cortez, 430 págs., R$ 52).

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 23h03
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11.10.10

A lição que Tropa de Elite 2 dá aos quadrinhos nacionais

 

Tropa de Elite 2. Crédito: divulgação

 

"Tropa de Elite 2" estreou nos cinemas na sexta-feira passada com tratamento de arrasa-quarteirão norte-americano. Entrou, de cara, em 696 salas do país.

A resposta das bilheterias também foi superlativa: 1,25 milhão de espectadores até agora.

Comparando: a arrecadação é superior à estreia do terceiro longa da série "Crepúsculo", segundo informa hoje o site "G1".

O sucesso da produção tende a engordar os números e se tornar um dos maiores sucessos do ano. E tem algo a ser ensinar ao atual momento vivido pelos quadrinhos no Brasil.

                                                          ***

A lição que "Tropa de Elite 2" dá não é pela temática do filme, dirigido por José Padilha, o mesmo da primeira parte, exibida em 2007.

O longa retoma o Capitão Nascimento, vivido pelo ator Wagner Moura. Nesta sequência, o policial do Bope tem como alvo a corrupção do sistema político e a formação de milícias policiais no Rio de Janeiro.

A crítica é um soco no estômago dos políticos brasileiros. O telespectador sai do cinema com a impressão de que o filme deveria ter estreado antes do primeiro turno das eleições, realizado no último dia 3.

Apesar da crítica, que também pode ser vista como uma forma de lição, o ensinamento que a tropa cinematográfica dá é se ordem qualitativa. É possível fazer um bom filme no Brasil.

                                                         ***

Antes de as primeiras imagens do longa aparecerem na tela, a plateia tem de aguardar a longa exibição de todas as empresas que ajudaram a bancar a produção. É rotina comum a outros filmes nacionais.

Sabe-se o quão difícil é custear cultura no Brasil e a discussão, aqui, não é por esse viés. A questão é que, por mais difíceis que sejam, há situações de estímulo a tais longas.

Assim como há para a produção de histórias em quadrinhos nacionais, por mais que as condições não sejam as ideias - e, que fique claro, não são.

Apesar das dificuldades, o atual momento brasileiro é um dos mais propensos a publicar quadrinhos na forma de livros. E é aí que "Tropa de Elite 2" serve de parâmetro.

                                                          ***

O filme de José Padilha estreou com tratamento de longa-metragem internacional e correspondeu à expectativa.

Há alguns anos, não muito distantes assim, havia entre os brasileiros uma resistência a assistir a filmes nacionais no cinema. Houve uma retomada na produção a partir da metade da segunda década de 1990.

Mas de nada adiantaria ter as condições propícias - ou a oportunidade de fazer a produção - se o longa não correspondesse em qualidade.

"Tropa" teve as condições financeiras de ser viabilizado. E correspondeu em qualidade.

                                                         ***

A retomada do cinema nacional de 15 anos atrás se assemelha, em menor grau, ao atual momento visto nos quadrinhos no país.

Editoras sérias e políticas de governo passam a apostar nas histórias mais longas, em formato de livro, filão em que o Brasil não tinha tradição.

Tinha vários casos, sim, mas não tradição. Ainda mais em doses plurais.

Tais investimentos já vêm surtindo efeito. O país nunca teve tantos álbuns nacionais como neste ano e em 2009. A perspectiva para 2011 é ainda mais generosa nesse sentido.

                                                          ***

O aumento de volume não significa necessariamente aumento da qualidade, embora já tenhamos lido bons trabalhos, que não ficam atrás dos tão propalados estrangeiros.

As condições de produção, como já mencionado, estão longe de serem as ideias. Mas, ao menos, há um momento mais favorável para criar quadrinhos no país.

Pode-se, com isso, criar um ensaio de mercado. Cabe aos autores aproveitar as poucas oportunidades para transformá-las em histórias que primem pela qualidade.

Assim como ocorreu com o cinema nacional na última década e meia e como bem ilustra "Tropa de Elite 2": surgiu a oportunidade, e não foi despediçada. Qualitativamente falando.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 13h33
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Uma tira do dia que merece registro

 

Chiclete com Banana, de Angeli. Crédito: versão on-line da Folha de S.Paulo

 

Da série "Chiclete com Banana", de Angeli, na edição de hoje da "Folha de S.Paulo".

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 11h30
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10.10.10

Folha de S.Paulo publica história em quadrinhos de Luiz Gê

A edição de hoje da "Folha de S.Paulo" publica uma história em quadrinhos de Luiz Gê. A narrativa ocupa uma página inteira do caderno "Ilustríssima", dedicado a textos e resenhas.

A história aborda, de forma crítica, o passado escondido na arquitetura de São Paulo. A cidade é um tema caro ao autor e já foi trabalhado em outros quadrinhos dele.

Um deles narra a trajetória da Avenida Paulista e será reeditado pelo Quadrinhos da Cia., selo da Companhia das Letras dedicado à publicação da área.

Luiz Gê cria quadrinhos desde meados de 1970. No começo da década de 1990, deixou a produção em segundo plano para priorizar a carreira de professor universitário.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 13h54
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Uma correção

Noticiei uma informação errada, que precisa ser corrigida com igual destaque.

Durante a cobertura on-line da festa de premiação do Troféu HQMix, realizada na quarta-feira à noite, escrevi que troféus seriam dados aos "integrantes da comissão organizadora".

A informação aparece na postagem das 21h58, momento em que todos os integrantes da comissão presentes haviam subido ao palco do teatro do Sesc Pompeia, em São Paulo, local do evento.

Segundo a comissão me corrigiu no espaço do blog dedicado aos comentários, o troféu não foi dado a todos os integrantes, como o texto sugere.

De acordo com o esclarecimento deixado no blog, o troféu foi entregue como recordação à presidente da comissão, Sonia Bibe Luyten, e ao apresentador, Serginho Groisman.

Outras duas estátuas foram dadas ao Imag (Instituto Memorial de Artes Gráficas do Brasil) e à ACB (Associação dos Cartunistas do Brasil) para que as imagens constem nos arquivos da  premiação. Os demais integrantes da comissão não receberam réplicas do troféu.

Há uma regra interna, adotada nas últimas edições, que impede integrantes da comissão de concorrerem, salvo em casos de participação em trabalhos feitos com outros autores.

Fica feita a necessária correção.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 13h44
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06.10.10

Mix de fotos: Laerte

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 22h54
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Mix de fotos: Mariana Pizarro

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 22h46
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Mix de fotos: Sergio Chaves e Lídia Basoli

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 22h44
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Mix de fotos: Daniel Esteves

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 22h39
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Mix de fotos: Allan Sieber

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 22h38
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Mix de fotos: André Dahmer

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 22h38
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Mix de fotos: Alex Mir (à esquerda)

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 22h37
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Mix de fotos: André Conti

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 22h36
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Mix de fotos: Spacca

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 22h21
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Mix de fotos: Angeli

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 22h21
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Mix de fotos: Sidney Gusman

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 22h18
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Mix de fotos: Mauricio de Sousa

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 22h13
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Mix de fotos: Samuel Casal

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 22h11
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Mix de fotos: Samuca (sem palavras...)

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 22h10
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Mix de fotos: Fernando Gonsales

 

Escrito por PAULO RAMOS às 22h08
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Mix de fotos: Zetti

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 22h06
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Mix de fotos: Serginho Grosiman

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 22h05
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Mix de fotos: Sonia Bibe Luyten

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 22h04
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Mix de fotos: as vedetes da noite

 

Escrito por PAULO RAMOS às 22h04
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Troféus finais...

... para os integrantes da comissão organizadora...

... para o apresentador, Serginho Groisman...

... e o anúncio de que, em 2011, o personagem homenageado será Geraldão.

Homenagem, na verdade, ao cartunista Glauco, assassinado neste ano.

Fim da cerimônia. A mais rápida e morna dos últimos anos.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h58
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Prêmios finais

Mídia sobre quadrinhos, para Universo HQ.

Sidney Gusman no palco agradece em nome da equipe do site.

E recebe em nome de Sergio Codespoti, do site, por melhor articulista.

Codespoti mora em Luxemburgo. O texto dele foi sobre HQ europeia.

Agora, minha vez, por livro sobre a área, "A Leitura dos Quadrinhos".

Escrito por PAULO RAMOS às 21h51
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Outro vídeo de agradecimento

No caso, Gustavo  Duarte, vencedor nas categorias desenhista revelação e publicação independente única.

(Tantos vídeos estão fazendo a premiação voar... está bem mais rápida que nas edições anteriores).

Outro prêmio, agora presencial: web quadrinhos, por "Dinamite & Raio Laser", de Samuel Fonseca.

Faltam mais três prêmios para a festa terminar.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h47
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Prêmios independentes

Para a revista "Naquim Descartável", escrita e editada por Daniel Esteves, vencedora na categoria publicação independente de autor.

Discurso longo, o mais longo até agora, cheio de agradecimentos aos autores que passaram pelo título e pelos organizadores da premiação.

Zé Oliboni, do Universo HQ, ao meu lado, faz uma boa observação.

Chega a ser irônico ele agradecer a autores numa categoria "publicação independente de autor".

Independente de grupo para a revista "Café Espacial", editada pela dupla Sergio Chaves e Lidia Basoli.

Bicampeões na categoria.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h44
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Kid Vinil + CQC = Allan Sieber

O desenhista Allan Sieber sobe no palco para receber pela categoria publicação de humor.

O visual dele é uma mistura de Kid Vinil (no rosto) e de CQC (no vestuário).

Sieber venceu pelo álbum "É tudo mais ou menos verdade - Jornalismo investigativo, tendencioso e ficcional".

Bastante comportado no palco, quebrou a expectativa de bad boy construída por ele.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h39
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Mais úm vídeo

Joe Prado, em vídeo, mais um vídeo, agradeceu pela homenagem especial dada ao Art & Comics.

Germana Viana representou o estúdio, responsável por agenciar desenhistas ao mercado dos Estados Unidos.

Tantas ausências mereceram, há pouco, justificativa da presidente do salão no palco.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h37
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J. Kendall

A revista mensal venceu na categoria aventura/terror/ficção.

Representante da editora Mythos, que publica a revista, agradeceu ao prêmio.

Ele não comentou se a revista irá continuar após o número 71, atualmente nas bancas.

Quatro meses atrás, o título corrio o risco de ser cancelado. Isso chegou a ser anunciado.

Campanha de leitores deu sobrevida de outros quatro meses, que terminaram nesta edição 71.

No final da revista, não há chamada para o número seguinte.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h34
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Malvados, a melhor tira nacional

Prêmio foi dado a André Dahmer, criador da série, que surgiu na internet.

"Sou mau de palavras", disse. "Mas este aqui vai para o meu filho, que nasceu em abril."

O brasileiro Ivan Reis, destaque internacional, não compareceu. Agradeceu em vídeo.

Mais um vídeo da noite...

Família representou o desenhista no palco.

Reis é hoje um dos nomes mais importantes da indústria norte-americana de quadrinhos.

Ele mantém um contrato de exclusividade com a editora DC Comics.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h25
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André Diniz....

... recebe como melhor roteirista de 2009. Ele é autor de vários álbuns.

"Queria dizer, sem falsa modéstia, que fique muito feliz de receber o prêmio, ainda mais num momento tão rico para o quadrinho nacional", disse.

Alex Mir recebe, na sequência, como roteirista revelação.

"Não tenho nem palavras para expressar o recebimento deste prêmio", diz.

"Eu fico realmente muito feliz." Agradeceu em especial ao Quarto Mundo, movimento que reúne autores independentes de todo o país.

 

Escrito por PAULO RAMOS às 21h22
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Mais prêmios

Dissertação de mestrado, para Mariana Vaitiekunas Pizarro.

A pesquisa tem título longo: "Histórias em quadrinhos e o ensino de ciências nas séries iniciais: estabelecendo relações para o ensino de conteúdos curriculares".

Trabalho de Conclusão de Curso: Adriano di Benedetto.

Título da pesquisa: "As histórias em quadrinhos e o cinema: as artes irmãs".

Escrito por PAULO RAMOS às 21h20
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Los Três Amigos

As histórias do trio venceram por adaptação para outro veículo.

Iéio - é assim mesmo que se escreve - recebeu o troféu.

Representantes da Companhia das Letras sobem ao palco para pacote de estátuas.

Por roteirista estrangeiro, Chris Ware, por desenhista estrangeiro, Craig Thompson.

E por editora do ano. Em 2009, a empresa criou um selo específico de HQs, o Quadrinhos da Cia.

Quem recebeu a última premiação foi André Conti, responsável pelo novo selo editorial.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h12
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Spacca, por favor

Foi assim que o desenhista foi chamado ao palco pelo apresentador, Serginho Groisman.

Na plateia, antes de falar, ouviu gritos sincronizados de "lindoooooo!".

O Astronauta, diz, foi um dos primeiros quadrinhos de sua infância.

"Beijos,. Obrigado." E saiu do palco aos gritos de "gostooosoooo!".

 

Escrito por PAULO RAMOS às 21h08
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Impressões da cerimônia até aqui

Discursos muito centrados nos agradecimentos tornam morna a festa.

Não houve, ao menos até aqui, uma fala mais contundente, como em anos anteriores.

Ausência de muitos dos premiados também é outra marca da cerimônia.

Quem não veio, agradeceu via vídeo, exibido num telão no centro do palco.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h04
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Grande mestre

Na verdade, o grande mestre desta edição, não compareceu. Está em viagem.

Agradece em vídeo mudo (e vestido com ornamentos femininos). Só usa placas:

- Agradeço muito... aos meus mestr4es... Ciça... Ziraldo.,.. Fortuna... Jaguar... Hnefil... Giancarlo Berardi... Beijos!

Laerte está em Curitiba, lançando o álbum "Muchaha".

Rafael Coutinho, filho e também desenhista, e Tuca, esposa, representaram o cartunista.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h00
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Caricaturista e chargista...

... para Fernandes e Angeli, respectivamente.

Angeli é uma espécie de hors concours da categoria. Sempre dá ele.

"Estou extremamente feliz de receber. Já é o 14º de chargista", diz.

"É um trabalho árduo para deixar. Ainda mais num país confuso como o Brasil. É um prêmio suado. Mas eu gosto."

Ao todo, o número de troféus HQMix recebidos por ele já passa de 20.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h58
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Mais prêmios

Evento: 6º Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte.

Afonso Andrade, da prefeitura mineira, agradeceu e convidou para o próximo.

Exposição: Batman 70 Anos.

Ivan Freitas da Costa, organizador, agradeceu via vídeo.

Mais uma vez. Groisman até mencionou no palco o excesso de agradecimentos via telão.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h55
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Marcello Quintanilha...

... agradece, por meio de vídeo, ao prêmio de desenhista nacional.

"Fiquei muito feliz", disse. O troféu foi pelo álbum "Sábado dos Meus Amores".

A editora Conrad, autora da obra, já confirmou mais um livro dele.

Quintanilha mora na Espanha há alguns anos.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h52
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Mais Mauricio

Mauricio de Sousa recebe mais três troféus, referentes ao álbum "MSP 50 - Mauricio de Sousa por 50 Artistas", livro homenagem a ele.

O desenhista e empresário chama ao palco Sidney Gusman e dá um dos troféus a ele.

Gusman integra a parte editorial dos Estúdios Mauricio de Sousa.

"Se o Mauricio deixar, no ano que vem faço a terceira e última parte do MSP 50".

A primeira parte foi lançada em 2009 e a segunda, neste ano.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h51
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Dá-lhe, Mauricio!

Mauricio de Sousa e José Eduardo Martins, presidente da editora Panini, sobem ao palco.

Por enquanto, apenas pela premiação de publicação infantil/juvenil, por "Turma da Mônica Jovem".

Mauricio ganhou uma estátua do Astronauta colorida, feita especialmente para ele.

"Estava bastante certo do projeto", disse o desenhista e empresário.

"Muita gente reclamou. Alguns disseram ´você matou os meus personagens´." Salientou que foi um sucesso.

Martins reforçou a parceria entre a editora e os Estúdios Mauricio de Sousa.

Não é novidade. Mas Mauricio reforçou a existência do projeto com Chico Bento Jovem.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h48
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Mais prêmios

Ilustrador nacional: Samuel Casal. "Fico muito feliz de ser lembrado", diz.

Publicação de charges: Salão de Humor da Anistia, via Senado Federal.

Marcos Magalhães, representante do Senado Federal, agradece aos desenhistas que participaram da mostra.

Agradeceu inclusive aos mortos, caso de Henfil.

Salão e festival: Festival Internacional de Humor do Rio de Janeiro.

Eliana Caruso recebe pelo festival. Uma vez mais, agradece aos desenhistas brasileiros.

E faz a primeira frase pedindo a volta de Zetti ao Salão Internacional de Humor de Piracicaba.

"Espero que ela volte ao lugar de onde nunca deveria ter saído, o Salão de Piracicaba."

Escrito por PAULO RAMOS às 20h41
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Grande contribuição

A premiação da categoria foi para o Proac, edital do governo paulista de incentivo à produção de histórias em quadrinhos.

Representante da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.

Segundo ele, a ideia surgiu a partir de verba extra que havia disponível.

O edital bancou dez projetos de álbuns a cada ano desde 2008.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h40
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Verão ìndio

Obra de Milo Manara recebe por publicação erótica.

Representantes da Conrad recebem o troféu.

Manara é um dos convidados deste ano da Rio Comicon, encontro de quadrinhos e cultura pop, que será realizado em novembro no Rio de Janeiro.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h38
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Mais prêmios

O Sesc recebe pela organização do prêmio.

Vídeo com entrega do troféu a Robert Crumb por edição especial estrangeira ("Gênesis").

A exibição demora para entrar no telão...

A gravação é ambientada no local onde ele recebeu a estátua, imagem que já circulou bastante pela internet.

Sônia Luyten, ainda no vídeo, explica a ele o que é o prêmio.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h35
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Fernando Gonsales...

... é bastante aplaudido por publicação de tiras.

A coletânea dele premiada foi "Níquel Náusea - Um Tigre, Dois Tigres, Três Tigres".

O troféu é o 21º dele.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h32
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50 Razões para Rir...

... livro de Toni D´Agostinho, recebe o prêmio por melhor publicação de caricaturas.

E Samuca, o de publicação de cartuns, por "Sem Palavras".

Ele faz jus ao título da obra. Faz um discurso sem palavras. Arranca risos e aplausos.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h30
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Dupla Canibal

Plateia vê apresentação da Comédia Canibal, formada por Rogério Vilela e Rudi Landucci.

Vilela também é quadrinista.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h24
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Zetti no palco

A ex-presidente do Salão Internacional de Humor de Piracicaba, Maria Ivete Araújo, a Zetti, é a primeira homenageada a receber o prêmio.

Ela foi afastada do cargo em dezembro passado pela prefeitura de Piracicaba.

Ela agradeceu o troféu e a homenagem.

E não tocou no ponto nevrálgico do assunto: sobre seu afastamento.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h22
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Serginho Groisman...

... sobe ao palco e dá sequência à premiação.

O apresentador do programa "Altas Horas", da TV Globo, comandou a festa em todas as 22 edições do evento.

O prêmio foi criado na TV Gazeta, no programa TV Mix, então dirigido e apresentado por ele.

O nome da premiação vem daí.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h20
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Uma novidade

A presidente do salão anuncia uma novidade: a criação da Feco (Federation of Cartoonists Organization).

Sonia Bibe Luyten será a presidente da organização, que reúne representações internacionais de cartunistas.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h18
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Início oficial da cerimônia

A professora e pesquisadora Sonia Bine Luyten, presidente do 22º Troféu HQMix, fala no palco e dá início oficial à entrega dos prêmios.

Ela destaca o aumento no número de teses inscritas. Do sul ao norte do país.

"Isso, então, é um fator muito importante. Sem pesquisa, a gente não tem bibliografia", diz.

"Eu realmente espero, para o ano que vem, além do troféu, que as teses e mestrados sejam publicados." "

É o mínimo que a gente pode fazer para enriquecer a bibliografia brasileira sobre a área."

Escrito por PAULO RAMOS às 20h16
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Mais música...

... da Banda Altas Horas.

A impressão que dá é que a música é para dar tempo de o teatro encher.

Até este minuto, há muitas cadeiras vazias.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h13
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Banda Altas Horas...

... dá início à festa de entraga dos prêmios do HQMix.

Tocando Ammy Winehouse...

Escrito por PAULO RAMOS às 20h08
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Laerte não virá...

... à cerimônia de hoje do Troféu HQMix.

Está em viagem, segundo a organização.

Laerte foi homenageado como grande mestre da área de HQ.

 

Escrito por PAULO RAMOS às 20h04
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Primeiras imagens do troféu

 

O troféu deste ano terá a imagem de Astronauta, personagem de Mauricio de Sousa.

A cada ano, a premiação escolhe um personagem do quadrinho nacional.

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 19h57
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Troféu HQMix - Início da transmissão

Começo com esta postagem a cobertura do 22º Troféu HQMix.

A cerimônia ocorre no teatro do Sesc Pompeia, em São Paulo.

A abertura para a entrada da plateia foi autorizada há um minuto.

O prêmio é o principal da área de quadrinhos do país.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 19h47
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HQMix faz cerimônia de entrega nesta quarta-feira em São Paulo

 

 

Os organizadores do 22º Troféu HQMix fazem na noite desta quarta-feira a cerimônia de entrega dos vencedores deste ano da premiação, a principal da área de quadrinhos do país.

A festa está marcada para começar às 20h (nos anos anteriores, o início atrasou). O evento será no teatro do Sesc Pompeia, em São Paulo, mesmo local das últimas edições.

A apresentação será de Serginho Groisman, que comandou todas as entregas do troféu desde que foi criado.

O encontro é aberto ao público e de graça. A organização pede apenas que as pessoas retirem o ingresso com uma hora de antecedência no próprio Sesc, na rua Clélia, 93.

                                                          ***

O blog vai cobrir ao vivo a cerimônia, como tem feito nas últimas edições do HQMix. As postagens e as fotos - de Gil Tokio - devem começar por volta das 19h, direto do local.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 09h13
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05.10.10

Livro uma antologia - e não a antologia - de As Cobras

 

As Cobras - Antologia Definitiva. Crédito: Editora Objetiva

 

 

 

 

 

 

 

Obra da Editora Objetiva reúne 470 tiras criadas pelo escritor Luis Fernando Verissimo 

 

 

 

 

 

 

 

 

O dicionário ajuda a ajustar melhor o que se entende por "definitivo". Do Houaiss:

  • 1. que define; decisivo, determinante; 2. que leva a conclusão; decisivo, cabal; 3. que não volta atrás; categórico, inapelável; 4. tal como deve permanecer; final, ultimado.

Especificamente sobre o texto, o verbete traz também esta acepção:

  • que não tem mais conserto ou jeito; final, total

Posto isso, já se pode questionar o sentido do seria uma "antologia definitiva", subtítulo de uma reunião de tiras de "As Cobras" (Objetiva; 200 págs.; R$ 49,90).

A obra faz uma antologia, e não a antologia, da série criada e desenhada pelo escritor Luis Fernando Verissimo.

                                                         ***

O livro reúne 470 tiras e as agrupa por temas, uma das características de uma antologia (uma vez mais de acordo com o "Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa").

A divisão temática ajuda a organizar melhor os temas que se tornam alvos da leitura crítica do escritor, do existencialismo às viagens ao espaço, das pesquisas de opinião à política.

(Difícil não observar o quão atuais as piadas continuam...).

A reunião de tiras, no entanto, deixa de lado muitas outras histórias da série, o que não justifica o adjetivo que acompanha a palavra antologia.

                                                         ***

Brincadeiras com alguns políticos, por exemplo, ficaram de fora. Em particular um deles, incluído na lista dos ficha-sujas, reeleito para deputado federal até prova em contrário.

Sob esse aspecto, a série já teve coletâneas melhores, mesmo que com produção editorial mais acanhada.

Uma delas foi publicada pela gaúcha L&PM em 1997 ("As Cobras em se Deus Existe que Eu Seja Atingido por um Raio").

Apesar de ser mais uma antologia, é sempre bem-vinda. A criação de Verissimo marcou época na história gráfica do país e justifica esta e outras reedições.

 

As Cobras, de Luis Fernando Verissimo

 

O escritor criou a série na década de 1970, época em que o país gritava como podia contra o Regime Militar. Desenhar duas cobrinhas foi uma forma de contornar a censura.

"Uma das razões para fazer as Cobras era que, na época em que elas nasceram, você podia dizer mais com desenho do que com texto", disse Verissimo ao jornal "O Globo" na edição de domingo, em entrevista concedida à jornalista Cora Rónai.

"Desenho tinha aquela conotação de coisa lúdica, infantil, e era conveniente para driblar a censura. Não que as Cobras fossem grandes contestadoras, mas elas sempre passavam alguma coisa."

Elas continuaram dizendo até até 1997, quando deixaram de ser publicadas. Verissimo dizia que não ficava bem para um senhor de 60 anos ficar desenhando cobras.

                                                         ***

O escritor ensaiou um retorno há quatro anos no site "Terra Magazine". Namoro rápido, logo substituído por histórias antigas, que vão ao ar até hoje na página virtual.

Entre o fim da série e as reedições, Verissimo criou outra tira, Família Brasil, publicada uma vez por semana em "O Estado de S. Paulo" e também já reunida em livro pela Objetiva.

A editora tem centralizado as obras bem-humoradas do escritor, um dos mais importantes da literatura contemporânea brasileira.

Tardou para a empresa resgatar As Cobras. A edição é a mais bem cuidada que a série teve no país. Mas é mais uma antologia. Não a antologia definitiva anunciada no título. Pena.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 20h11
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04.10.10

Uma charge do dia que merece registro

 

Charge de Orlandeli. Crédito: blog do autor

 

A "tiriricação" desta eleição é ideia de Orlandeli, reproduzida do blog do autor.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 10h46
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03.10.10

Livro ajuda a entender melhor tiras de Muchacha

 

Muchacha. Crédito: Quadrinhos na Cia.

 

 

 

 

 

Obra de Laerte reúne série publicada pela primeira vez no jornal "Folha de S.Paulo" 

 

 

 

 

 

A opção de reunir as tiras de Muchacha em livro fez bem à série de Laerte, à venda nas livrarias e lojas de quadrinhos (Quadrinhos na Cia., 96 págs., R$ 29). 

O novo suporte ajuda a compreender melhor a história, antes publicada semanalmente no caderno de cultura jornal "Folha de S.Paulo".

O espaço de sete dias, reduzido agora à página seguinte, torna mais fluida e coerente a passagem de uma cena à outra e permite ao leitor entender melhor a trama como um todo.

O formato livro - ou álbum, rótulo usado quando se trata de quadrinhos - também contribui para que se percebe por completo os cortes narrativos feitos pelo cartunista.

                                                         ***

Nem sempre a tira seguinte dá continuidade à anterior. Algumas funcionam como uma espécie de digressão à história lida até então.

Mas há uma relação temática, que vai sendo construída pouco a pouco. A trama de humor dialoga com os bastidores dos programas de TV da década de 1950.

O protagonista é Capitão Tigre, estrela de um dos seriados de então. Com o desenrolar da narrativa, ele começa a incorporar a personalidade do herói de máscara que interpreta.

A confusão de quem ele realmente é acentua com a troca de patrocinador e a substituição do programa por uma animação, encabeçada pelo revolucionário Morcego Frederico.

                                                         ***

A Muchacha do título é em encarnada pelo ator Djalma, que também atuava no programa. Desempregado, Djalma vê na criação da cantora latina uma forma de continuar trabalhando.

A coletânea traz como extra uma história de oito páginas, que conta a origem do Capitão Tigre. O trabalho foi feito por Rafael Coutinho, filho de Laerte.

Mas o diferencial do livro é possibilitar o intervalo curto na leitura de uma tira à outra, o que ajuda a entender melhor o emaranhado narrativo de Laerte. Por isso, a série funciona melhor do que quando foi publicada no jornal, uma vez por semana.

Não são poucas as nuances narrativas construídas por Laerte, merecidamente premiado neste ano com um Troféu HQMix na categoria "grande mestre".

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 15h06
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