26.09.11

Sergio Bonelli (1932-2011)

 

  • Principal editor de quadrinhos da Itália morreu nesta segunda-feira
  • Criador de Zagor e Mister No estava internado havia uma semana
  • Causa da morte não foi confirmada; problemas de saúde começaram em agosto

 

Zagor. Crédito: Sergio Bonelli Editore

 

O roteirista e editor de quadrinhos Sergio Bonelli morreu nesta segunda-feira na Itália, aos 79 anos. A causa do falecimento ainda não foi informada. Segundo a imprensa italiana, ele enfrentava problemas de saúde desde agosto e estava internado havia uma semana.

Ele comandava a principal editora de quadrinhos italiana, que levava o seu nome. A atuação no setor começou na década de 1950, com o pai, Gian Luigi Bonelli, criador de Tex.

Em paralelo à atuação na empresa, Sergio Bonelli criou também personagens próprios, como Mister No e Zagor, o mais famoso. Costumava usar um pseudônimo, Guido Nollita.

Os personagens da editora italiana são lançados há décadas no Brasil. Atualmente, parte do catálogo é editado pela Mythos. Tex é o carro-chefe, tanto na Itália quanto aqui.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 17h43
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24.09.11

Novos contos do além

 

  • Álbum traz mais histórias de Necronauta, personagem que leva mortos ao além
  • Obra é o primeiro trabalho de Danilo Beyruth após o premiado "Bando de Dois"
  • Autor lança "Necronauta - O Almanaque dos Mortos" neste sábado em São Paulo

 

Necronauta - O Almanaque dos Mortos. Crédito: editora Zarabatana Books

 

A repercussão obtida pelo álbum "Bando de Dois" agregou um previsível destaque ao trabalho seguinte de Danilo Beyruth,  "Necronauta - O Almanaque dos Mortos" (Zarabatana Books, 112 págs., R$ 36), que tem lançamento neste sábado à tarde em São Paulo.

Não é por menos. Lançado em 2010, "Bando de Dois" foi o principal destaque do HQMix deste ano, com três troféus. Também foi selecionado pelo governo para ir às escolas.

O caminho natural seria comparar uma obra à outra. Mas seria também um equívoco. Trata-se de histórias diferentes, com propostas diferentes.

A comparação mais precisa é com o volume anterior do personagem, lançado em dezembro de 2009 pela editora HQM. Quem gostou do primeiro vai gostar deste também.

                                                           ***

Necronauta é um personagem secundário em suas próprias histórias. Ele está lá para cumprir a mórbida tarefa de conduzir ao além mortos que tenham algum tipo de pendência.

As tramas são narradas na forma de contos. Bem escritos, como no volume anterior, realçam distintas facetas da vida das pessoas em questão.

Os temas ecléticos passam por um amor deixado para trás, um estado comatório, a perda da fama e um inusitado caso de bullying feito por fantasmas.

O álbum traz sete histórias, uma em duas partes. À exceção de um dos textos, escrito por Hector Lima, todos os demais tem assinatura de Beyruth, que faz a arte também.

                                                          ***

Assim como "Bando de Dois", Necronauta vai na contramão do que o mercado editorial brasileiro tem pautado. Em vez de realismo, ficção. 

Mais: no país onde os super-heróis nacionais sempre ficaram à margem, Beyruth vai e impõe como personagem-título justamente um ser fantasiado, com poderes.

Atitude corajosa, tem ajudado a singularizar a produção do autor. Aliada, claro, aos roteiros bem amarrados e aos desenhos, sempre impressionantes. É autor em franco crescimento.

Crescimento que a Zarabatana Books soube destacar, incluindo os prêmios do autor na contracapa da obra. Quem perdeu foi a HQM, que não soube segurar Beyruth.

                                                          ***

Saiba por que Danilo Beyruth saiu da HQM na postagem de 18.07.

Leia também a resenha do primeiro volume na postagem de 22.12.2009.

                                                          ***

Serviço - Lançamento de "Necronauta - O Almanaque dos Mortos", de Danilo Beyruth. Quando: sábado (24.09). Horário: das 15h às 18h. Onde: loja Comix. Endereço: alameda Jaú, 1.998, São Paulo. Quanto: R$ 36.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 23h15
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19.09.11

PNBE 2012 diminui compra de quadrinhos

 

  • Programa do governo federal reduz número de HQs para serem levadas às escolas
  • Das 250 obras selecionadas, 7 são em quadrinhos; 3 delas são adaptações literárias
  • Lista com títulos foi divulgada no fim da semana passada no "Diário Oficial da União"

 

Drácula. Crédito: Companhia Editora Nacional

 


Foi uma rasteira nos editores de quadrinhos. O governo federal reduziu sensivelmente o volume de obras do setor na lista do PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola).

A relação foi publicada na quinta-feira passada no "Diário Oficial da União". Dos 250 títulos selecionados para serem levados às escolas no ano que vem, 7 são em quadrinhos.

Proporcionalmente, significa 2,8% do total. Na edição passada, beirava 30 publicações. O objetivo é comprar acervos para formar bibliotecas de escolas públicas do país.

O que se manteve foi a preferência por adaptações literárias. Três dos sete títulos são versões quadrinizadas de clássicos. É quase a metade.

                                                         ***

A opção pelas adaptações consta no edital de seleção, semelhante ao das edições anteriores.

A menção aos quadrinhos é acompanhada da frase "dentre os quais se incluem obras clássicas da literatura universal, artisticamente adaptadas".

Foi o que levou à seleção das versões de "Drácula" e de "Frankenstein", ambas da Companhia Editora Nacional, e de "Turma da Mônica - Romeu e Julieta", da Panini.

Os demais títulos são "Bando de Dois" (Zarabatana), "O Ratinho se Veste" (Companhia das Letrinhas), "Aya de Yopougon" (L&PM) e "365 Dias na Mata do Fundão" (Globo).

                                                          ***

Os quadrinhos entraram na lista do PNBE em 2006. Eles têm sido selecionados anualmente desde então. O volume da compra varia entre 15 mil e 48 mil exemplares.

As gordas vendas têm atraído diferentes editoras, tanto as que publicam quadrinhos quanto as que não. Muitas apostam nas adaptações para entrar na relação do governo.

Foi o que pautou o lançamento de quase três dezenas de versões literárias em quadrinhos em 2011. Neste ano, o ritmo têm se mantido o mesmo.

Observando criticamente, vê-se que a lista do PNBE ainda tende a ver os quadrinhos com ressalvas. Não se trata de leitura em si. Mas de ferramenta para se chegar à literatura.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 20h34
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13.09.11

Convite: lançamento de Faces do Humor no Rio de Janeiro

 

Lançamento no Rio de Janeiro: quarta-feira, dia 14.09, às 19h30, na Livraria Travessa de Ipanema

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 00h39
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12.09.11

Robin Hood marca entrada de editora na área de HQs

 

  • Álbum inglês tem desenhos de autor que mora há três décadas no Brasil
  • Lançada em 2009, obra adapta para os quadrinhos lenda de Robin Hood
  • Publicação é um dos títulos de HQ listados no catálogo da Edições SM

 

Capa inglesa da adaptação de Robin Hood

 


As bienais do livro costumam concentrar lançamentos e trazer algumas surpresas. A desta edição, realizada no Rio de Janeiro, foi a entrada da Edições SM no setor de quadrinhos.

Um dos títulos elencados é a adaptação da história de Robin Hood desenhada por Sam Hart, autor nascido na Inglaterra, mas que mora no Brasil desde os 10 anos de idade.

A obra inglesa foi publicada em 2009 e tem roteiro de Tony Lee. Trata-se de uma das parcerias entre os dois autores. Ambos adaptaram também a história de Rei Arthur.

A edição nacional terá 160 páginas. O preço não foi informado.

                                                         ***

Hart já aventava a possibilidade de a obra da editora Walker Books sair no Brasil em junho de 2009, quando o blog noticiou a adaptação.

Segundo o desenhista disse na ocasião, os direitos pertenciam aos dois autores.

"Robin Hood" se soma a outros quatro títulos de quadrinhos que a Edições SM planeja publicar. Um deles é o experimental "A Chegada", de Shaun Tan (128 págs.).

O álbum europeu foi um dos vencedores no Festival Internacional de Angoulême, referência na premiação de histórias em quadrinhos na Europa.

                                                          ***

Os demais lançamentos, como "Robin Hood", são baseados em adaptações literárias. Todas terão, no entanto, menos páginas. E um ponto comum: autoria de espanhóis.

A lista inclui "Médico à Força", de Molière, "A Odisséia", de Homero, "O Estranho Caso de Doutor Jekyll e Mister Hide", de Robert Louis Stevenson.

A opção por conteúdo literário tem um olhar no meio educacional, principal público-alvo da editora. O interesse é explicitado pelo catálogo da SM divulgado à imprensa.

O texto de apresentação dos quadrinhos diz que eles "fornecem elementos importantes ao aprendizado da leitura, tornando-se cada vez mais um valioso instrumento para o ensino de Língua Portuguesa".

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 19h51
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Bom filho à casa retorna

 

  • Nove anos depois, Abril volta a publicar revistas de super-heróis da DC
  • Editora publica quatro almanaques com versões baseadas em animações
  • Iniciativa diversifica catálogo, até então ancorada apenas nas HQs da Disney

 

As Aventuras do Superman 1. Crédito: editora Abril  Liga da Justiça. Crédito: editora Abril

 


Depois de nove anos, a editora Abril voltou a publicar neste mês revistas com os super-heróis da DC Comics.

São almanaques com mais de cem páginas, que reúnem cinco histórias cada um. As aventuras são baseadas nas animações, exibidas no Brasil pelo SBT e o Cartoon Networks.

"Liga da Justiça", "As Aventuras do Superman", "Batman - Os Bravos e Destemidos" e "Os Jovens Titãs" são vendidos nas bancas e custam R$ 7,95 cada um.

Mais do que lançamentos, são a tentativa mais contundente em anos da editora paulista de diversificar seu catálogo de publicações de quadrinhos.

                                                            ***

A história dos quadrinhos no Brasil reserva à Abril o papel de uma das principais e mais regulares editoras de histórias em quadrinhos do país na segunda metade do século 20.

Ancorada nos personagens Disney, mas não só neles, a empresa paulista se tornou um dos grupos mais importantes do setor na América Latina.

Neste século, no entanto, a redação de quadrinhos foi esvaziada quando os títulos de super-heróis migraram para a concorrente Panini, que se lançava no setor de quadrinhos.

Em poucos anos, a multinacional se tornou a líder do segmento de quadrinhos de bancas. Ainda hoje, são da Panini os direitos de publicação do grosso dos títulos da DC Comics.

                                                             ***

À Abril restaram os tradicionais personagens Disney. Houve tentativas de diversificar os títulos Disney, algumas a preços populares. Mas nenhuma bem-sucedida na linha infantil.

Os bons retornos se deram no outro extremo, entre o leitor adulto. Foi ele que ajudou a popularizar projetos como a coletânea de histórias de Carl Barks.

É também esse leitor o alvo mirado com a coleção "Pateta Faz História",atualmente nas bancas. A série reedita antigas narrativas e mescla algumas, ainda inéditas no país.

O movimento mais eloquente no sentido de retomar parte do segmento, entretanto, foi com essas revistas de super-heróis, lançadas em formato menor, como o das demais infantis.

                                                            ***

Usar as revistas em tamanho menor é uma aposta que vai na contramão de como os títulos de super-heróis vem sendo publicados no país na última década.

Foi um movimento iniciado na virada do século com a própria Abril, que trocou o formato infantil pelo chamado americano, maior, como o gênero é lançado nos Estados Unidos.

A editora havia divulgado que iria publicar as novas revistas em dezembro do ano passado, como o blog noticiou em 14.12. Na ocasião, a Abril havia informado que sairiam em março.

É prematuro dizer se a diversificação da Abril dará resultado. Mas é um sinal concreto de que a editora paulista saiu do estado comatório em que muitos leitores a punham.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 23h19
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10.09.11

Tiras sem desenhos

 

  • Marcelo Saravá lança coletânea de tiras feitas apenas com palavras e balões
  • "1000 Palavras" faz seleção de 200 histórias publicadas no blog do autor
  • Lançamento da revista independente será neste sábado à noite em São Paulo

 

Tira de Marcelo Saravá. Crédito: cedida pelo autor

 

Uma imagem pode valer mais do que mil palavras. Mas, para quem não desenha, as mil palavras podem ser a saída para contornar a falta da imagem.

Não é por acaso que a primeira coletânea de tiras de Marcelo Saravá faz alusão justamente ao ditado popular.

"1000 Palavras", revista independente que tem lançamento neste sábado à noite em São Paulo, compila 200 histórias veiculadas no blog do autor.

O ponto comum entre todas é a presença do humor, construído apenas com os diálogos mostrados nos balões e nas legendas.

                                                         ***

Eliminar os desenhos, marca de qualquer tira, ajuda a explicitar como muitas dessas histórias se ancoram nas palavras para produzir o efeito de humor.

Outro ponto que se destaca é como se pode brincar com os balões, recurso nem sempre observado ou explorado por muitas das séries.

No caso de Saravá, trata-se de mecanismos narrativos quase obrigatórios, já que não usa imagens. E consegue bons resultados, alguns ímpares.

Se lidas em sequência, há uma oscilação entre as tiras apresentadas na revista. Mas nada anormal ou incomum a qualquer coletânea de tiras.

                                                          ***

Marcelo Saravá divide a autoria das tiras com textos para cinema, teatro e TV. Já produziu mais de mil histórias nesse formato. Neste sábado, seu blog apresenta a de número 1.338.

No prefácio da revista, ele comenta que a ideia da coletânea surgiu quando completou as primeiras mil tiras. Pediu aos leitores que selecionassem quais deveriam constar na obra.

"1000 Palavras" é mais um produto que usa os blogs como incubadora de tiras, algo cada vez mais comum. Quando se obtém um volume razoável delas, publica-se em papel.

Saravá já inicia outro projeto, desta vez com desenhos, feitos por Marco Oliveira, outro autor de tiras virtuais. Ambos fazem o blog "Banda Non Grata", também com bons resultados. 

                                                         ***

Serviço - Lançamento da revista independente "1000 Palavras", de Marcelo Saravá. Quando: hoje (10.09). Horário: a partir das 20h. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo. Quanto: não informado.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 14h46
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08.09.11

Bando de Dois é principal premiado do HQMix

 

  • Álbum de Danilo Beyruth venceu três categorias da premiação de quadrinhos
  • Nomes dos vencedores caíram na internet na tarde desta quinta-feira
  • Cerimônia de entrega dos troféus será no dia 16 deste mês em São Paulo

 

Bando de Dois. Crédito: editora Zarabatana Books

 


O álbum "Bando de Dois", de Danilo Beyruth, foi o destaque da 23ª edição do Troféu HQMix, o principal da área de quadrinhos do país. A obra venceu em três categorias.

Beyruth foi escolhido como melhor desenhista e roteirista nacional. "Bando de Dois" também foi eleito melhor edição especial nacional de 2010, ano-base da premiação.

O trabalho mostrava a história de dois cancageiros, que procuram se vingar de quem matou o bando de quem faziam parte e integrava o edital paulista de produção de quadrinhos.

Com os prêmios, a obra conseguiu se destacar num dos anos com maior volume de álbuns nacionais, publicados por diferentes editoras.

                                                          ***

O desenhista Gustavo Duarte foi outro que recebeu mais de um prêmio. Foi escolhido melhor caricaturista e por publicação independente em edição única, por "Taxi".

Nas demais categorias, houve uma divisão equânime dos prêmios.

No item contribuição à área de quadrinhos, uma das poucas selecionadas pela comissão organizadora do prêmio, foi indicada a Flip (Festa Literária Internacional de Paraty).

A festa literária tem reservado espaço para discussão de quadrinhos e recebeu, nas últimas edições, autores como Robert Crumb e Joe Sacco, premiado como roteirista estrangeiro. 

                                                          ***

Os premiados foram informados por e-mail, nas últimas semanas, pela comissão organizadora do troféu.

A lista completa começou a circular na tarde desta quinta-feira no blog do desenhista Gilmar. Da página, caiu no Twitter e começou a circular entre autores e leitores.

Os nomes conferem com o que já se ouvia informalmente no circuito de conversas ligadas à área. É da página de Gilmar que o blog reproduz os vencedores deste ano.

A cerimônia de entrega dos prêmios será no próximo dia 16, às 19h30, no teatro do Sesc Pompeia, em São Paulo.

                                                          ***

Adaptação para os quadrinhos - Os Sertões, A Luta

Caricaturista - Gustavo Duarte

Cartunista - Allan Sieber

 Chargista - Angeli

 Desenhista Estrangeiro - John Romita Jr.

 Desenhista Nacional - Danilo Beyruth

 Destaque Internacional - Fábio Moon e Gabriel Bá

 Destaque Latino-americano - La Fiesta Pagana (Bolívia) La Rosca Comics

Edição Especial Estrangeira - Ranxerox

Edição Especial Nacional - Bando de Dois

Editora do Ano - Cia. das Letras/Quadrinhos na Cia

Evento - Rio Comicon

Exposição - Zeróis, Ziraldo na tela grande

Grande Contribuição - Flip

Grande Mestre - Paulo Caruso

Homenagem Especial - Bar Tutti Giorni

Homenagem Especial - Revista Ilustrar

Livro Teórico - Bienvenido - Um Passeio pelos Quadrinhos Argentinos

Mídia sobre Quadrinhos - UniversoHQ

Novo Talento - Desenhista - Felipe Massafera

Novo Talento - Roteirista - Daniel Galera

Produção em Outras Linguagens - Malditos Cartunistas

Projeto Editorial - Calendário Pindura 2011

Publicação de Aventura/Terror/Ficção - Vertigo

Publicação de Caricaturas - Bravo - Literatura & Futebol

Publicação de Cartuns - Cócegas no Raciocínio

Publicação de Charges - Gibi do Glauco

Publicação de Clássico - Peanuts Completo

Publicação de Tiras - Níquel Náusea -  A Vaca foi pro Brejo

Publicação Erótica - Quadrinhos Sacanas - O Catecismo Brasileiro

Publicação Independente de Autor - O Cabra

Publicação Independente de Grupo - Café Espacial

Publicação Independente Edição Única (one-shot) - Taxi

Publicação Infantil/Juvenil - Pequenos Heróis

Publicação Mix - MSP+50 - Mauricio de Sousa por mais 50 Artistas

Roteirista Estrangeiro - Joe Sacco

 Roteirista Nacional - Danilo Beyruth

Salão e Festival - 3º Salão Internacional de Humor da Amazônia

Tira Nacional - Piratas do Tietê

 Tese de Doutorado - José Mendes André

Tese de Mestrado - Marcia Casturini

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) - Leonardo Poglia Vidal

Web Quadrinhos - Linha do Trem

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h18
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07.09.11

Mauricio de Sousa abre programação do FIQ

 

  • Criador da Turma da Mônica participa de bate-papo na noite do dia 09.11
  • Desenhista e empresário é o principal homenageado do encontro de HQ
  • Festival lembrará também escritor argentino Carlos Trillo, morto este ano

 

Festival Internacional de Quadrinhos. Crédito: divulgação

 

 

Ao homenageado, todo o destaque. Além do cartaz, Mauricio de Sousa irá também abrir a programação do FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos), em 9 de novembro.

O desenhista e empresário participa de um bate-papo às 18h. A conversa será mediada por Afonso Andrade, um dos organizadores do encontro, realizado em Belo Horizonte.

Os dias e os horários das primeiras palestras e mesas foram divulgados neste meio de semana. O festival bienal irá até o domingo seguinte, dia 13, na Serraria Souza Pinto.

O local onde os debates irão ocorrer receberá o nome de Carlos Trillo, como forma de homenagem. O escritor argentino, morto este ano, era um dos convidados do festival.

                                                             ***

Como nas anteriores, esta sétima edição do FIQ procura reunir desenhistas nacionais e estrangeiros e profissionais da área para discutir temas ligados ao setor.

O primeiro desses debates ocorre duas horas após a conversa com Mauricio de Sousa. O tema será "perspectivas do mercado de quadrinhos no Brasil".

O roteiro de alternar conversas com desenhista e discussões temáticas, usado na abertura, dará o tom da programação nos demais dias do festival (a entrada é franca)

Estão pautados bate-papos com Marguerite Abouet e Cyril Pedrosa (10.11, 16h), João Marcos e Jean (11.11, 9h30), Gabriel Bá e Fábio Moon (11.11, 11h30), Bill Sienkiewicz (12.11, 16h) e Jill Thompson (13.11, 10h).

                                                             ***

Os debates tomam a maior parte do restante da programação.Há dois no dia 10, sobre editores, com Claudio Martini, Fabrício Waltrick e Wellington Srbek (às 18h) e sobre mercado europeu de quadrinhos, com Ana Luisa Koehler, Horacio Altuna e Wander Antunes (às 20h).

No dia seguinte, ocorrem três: adaptações literárias, com Cesar Lobo, Luiz Antônio Aguiar, Lelis e Luciano Irrthum (16h); novelas gráficas, com Jaime Martin, Rafael Coutinho e Victor Cafaggi (18h); mulheres nos quadrinhos, com Adriana Melo, Erica Awano e Chiquinha.

No sábado, ocorrem quatro: tiras, com Kioskerman, Alves, Ryot e Fernando Gonsales (10h); autopublicação, com Fabiano Barroso, Flávio Luiz, Gustavo Duarte e Pedro Franz (11h30); DC Comics, com Ivan Reis, Eddy Barrows, Joe Prado e Eddie Berganza (18h); Coreia do Sul, com Park Sang-Sun, Chon Kye-Young e Komacon (20h).

No domingo, duas mesas fecham a programação: música e quadrinhos, com Laudo Ferreira Jr., Eduardo Medeiros, Felipe Garrocho e Eduardo Damasceno (11h30); Marvel Comics, com C. B. Cebulski, Mike Deodato, Will Conrad, Matt Fraction e Kelly Sue (18h).

                                                           ***

Segundo a organização, a programação ainda pode sofrer ajustes. Mas esses primeiros dados já ajudam o futuro visitante a se organizar em termos de hospedagens e passagens.

O FIQ será um dos encontros de quadrinhos programados para este semestre. Outro, a Rio Comicon, ocorre entre 20 e 23 de outubro, na Estação Leopoldina, no Rio de Janeiro.

Apesar de ser realizado antes do FIQ, os organizadores ainda não divulgaram quem serão os convidados ou a programação.

O blog apurou, com confirmação de duas fontes diferentes, que os argentinos Liniers e Salvador Sanz estarão entre os participantes internacionais.

 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h46
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02.09.11

Convite: Faces do Humor em Curitiba

 

Faces do Humor. Lançamento em Curitiba, dia 03.09, às 17h30

 

Lanço "Faces do Humor - Uma Aproximação entre Piadas e Tiras" neste sábado, às 17h30, na Itiban, em Curitiba. A arte acima dá todos os detalhes.

Só reforçaria a informação de que vai haver uma mesa entre mim e os desenhistas Benett e Pryscila Vieira, ambos autores de tiras. A mediação será de Lielson Zeni.

Fica o convite.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 12h22
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Preacher: enfim, o final

 

  • Última parte da série começou a ser vendida no Brasil nesta virada de mês
  • Desfecho do título é adiado desde 2004, quando quase foi concluído no país
  • "Preacher" foi um trabalhos mais destacados do selo norte-americano Vertigo

 

Preacher - Álamo. Crédito: editora Panini

 

Não há eufemismos: demorou. Para sermos exatos, foi de sete anos e seis meses o intervalo entre a primeira tentativa de encerrar "Preacher" no Brasil e o desfecho de fato.

A parte final da série norte-americana, enfim, é publicada no país. O nono e último volume começou a ser vendido nesta virada de mês (Panini, 228 págs., R$ 60).

"Preacher - Álamo", nome da obra, costura todas as pontas soltas deixadas pela série, escrita por Garth Ennis e desenhada por Steve Dillon.

E, claro, mostra o canto final da busca do pastor Jesse Custer por Deus, entidade por quem se sente traído e que passa a caçar.

                                                         ***

Para os novos leitores, a síntese acima talvez não diga muito. Há, de fato, a necessidade de ter tido contato com os tomos anteriores para entender toda a engenharia narrativa.

Mas para quem vinha acompanhando a série desde o início, o resumo faz todo o sentido. Não só o resumo em si, mas o que ele sugere: o adiado desfecho.

"Preacher" estreou nos Estados Unidos em 1995. O título integrava o rol de publicações da Vertigo, selo adulto da DC Comics, mesma editora de Batman e Super-Homem.

Não demorou para se tornar uma das séries centrais da Vertigo. Muito por conta do viciante tom politicamente incorreto cunhado por Ennis.

                                                         ***

Não faltam exemplos. Um dos personagens secundários tenta se matar e fica com o rosto parecido com um ânus. Passa a ser chamado de Cara de Cu.

A afronta religiosa é explícita, em atitudes e palavras. Os diálogos, inclusivem estão repletos de palavrões. Mas tudo, no geral, funciona como uma engrenagem bem ordenada.

O resultado é uma série de ação permeada por situações cômicas. O grande antagonista de Custer, Herr Starr, vai tendo o corpo desfeito a cada bloco de histórias.

Nesta parte final, ele já está sem orelha, com a cabeça parecida com a ponta de um pênis e sem o genital. Esta última parte rende a cena mais hilária deste volume final.

                                                         ***

A série mensal teve ao todo 66 números, fora alguns especiais. "Preacher - Álamo" reúne as últimas oito edições. Parte delas chegou a ser publicada no Brasil pela Brainstore.

A extinta editora começou a lançar Álamo na então revista do personagem, lançada em maio de 2000. Mas interrompeu a conclusão faltando seis números do final.

Era apenas mais um capítulo da sina por que a série passou. "Preacher" estreou no país na Tudo em Quadrinhos, em novembro de 1997. Teve dois especiais e ganhou título próprio.

Teve início, então, uma sucessiva troca de nomes da editora: de Tudo em Quadrinhos para Fractal Edições, desta para Atitude Publicações. Apesar disso, a numeração foi mantida.

                                                         ***

Foi quando a Brainstore assumiu a série. A nova casa continuo a série do ponto onde havia parado, mas reiniciou a numeração. Foi até a edição 34, correspondente à 60 original.

Em abril de 2006, a série retornou pela editora Devir. Com uma diferença, que acrescentou um novo capítulo ao adiado desfecho: o título foi reiniciado, com os números iniciais.

A Devir optou por publicar as histórias de forma compilada, como também ocorreu nos Estados Unidos. A Pixel assumiu a série anos depois e manteve a continuidade e o molde.

A Panini deu sequência do ponto onde havia parado. Foram dois volumes em capa dura até chegar, enfim, ao nono e derradeiro volume. Um périplo. Mas, enfim, chegou ao final.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 23h03
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