22.08.12

Krazy Kat escondido nas bancas

 

  • Personagem aparece na revista "Popeye", lançada este mês nas bancas
  • Histórias do norte-americano George Herriman foram produzidas na década de 1930
  • Publicação da Pixel, programada para ser mensal, reúne tiras criadas nos EUA

 

Krazy Kat, de George Herriman. Crédito: reprodução

 

Não é a primeira vez que se comenta neste blog que, de quando em quando, a visita às bancas de jornal reserva alguma surpresa. A desta vez atende pelo nome de Krazy Kat.

Criado e publicado pelo norte-americano George Herriman nas primeiras décadas do século passado, o personagem integra as páginas da revista "Popeye" (Pixel, 68 págs., R$ 4,50).

O título foi lançado este mês e reúne quadrinhos distribuídos pela King Features Syndicate, empresa estadunidense que há décadas se especializou no ramo de tiras.

O gato Krazy Kat aparece em cinco páginas da revista, cada uma com uma história completa. Segundo os créditos da revista, todas foram produzidas na década de 1930.

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O formato semelhante ao das revistas infantis sugere que "Popeye" dialogue com o leitor mais jovem - é vendida ao lado dos quadrinhos Disney e de Mauricio de Sousa.

Krazy Kat, no entanto, é para adultos. O gato protagonista já era vítima de bullying antes mesmo do termo se popularizar na última década.

O agressor era o rato Ignatz, que já era politicamente incorreto quase um século antes de a expressão se cunhar aqui no Brasil.

O camundongo enfrentava abertamente o guarda Pupp - um cachorro - e adorava dar tijoladas na cabeça do gato - que, mesmo assim, se sentia apaixonado pelo rato.

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Krazy Kat tinha um jeito peculiar de fala, característica eliminada na tradução das cinco histórias publicadas pela Pixel.

A editora, ligada ao grupo Ediouro, tem procurado claramente expandir e diversificar seu catálogo de revistas em quadrinhos vendidas nas bancas de jornal.

A proposta é apostar personagens que foram populares décadas atrás.

Além de "Popeye" e das demais tiras reunidas na publicação, a empresa também lançou neste mês títulos próprios de "Gasparzinho" e "Riquinho" (52 págs., R$ 3,10 cada um).

 

   

 

A primeira experiência da Pixel com histórias clássicas dos quadrinhos norte-americanos ocorreu no ano passado, com o lançamento da revista "Luluzinha" - hoje no número 17.

Dois meses depois, a editora pôs à venda um título próprio do amigo dela, "Bolinha". Os dois personagens vinham sendo publicados, até então, pela Devir, em formato álbum.

Neste ano, a Pixel mesclou o rol de publicações entre as tiras da King Features Syndicate e as criações da Harvey. Do primeiro, vieram as revistas "Recruta Zero" e, agora, "Popeye".

Da Harvey, os quadrinhos de Gasparzinho e Riquinho.

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Aos olhos da história, não é a primeira vez que uma editora brasileira tenta conquistar mercado com Luluzinha, Bolinha e Gasparzinho.

A extinta editora de O Cruzeiro entrou no mercado de quadrinhos na década de 1950 justamente com revistas próprias desses personagens - "Luluzinha" estreou em 1955.

Todos, depois, migraram para outras editoras. A Pixel ingressou no mercado de bancas com quadrinhos dos selos adultos da DC Comics, a mesma de Batman e Super-Homem.

A experiência foi abandonada e a empresa se redirecionou para o público infantojuvenil. A reestreia se deu com Luluzinha Teen, uma versão adolescente da personagem.

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Escrito por PAULO RAMOS às 18h01
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20.08.12

2as Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos

 

  • Congresso de quadrinhos será realizado entre 20 e 23 de agosto de 2013
  • Inscrições serão feitas em site próprio, que entrará no ar mês que vem
  • Encontro internacional irá ocorrer na Escola de Comunicações e Artes da USP

 

2as Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos

 

A organização das Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos definiu a data da segunda edição do congresso. O encontro será realizado entre 20 e 23 de agosto de 2013.

O endereço será o mesmo da edição passada, as salas e o auditório da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

Houve, no entanto, algumas mudanças em relação ao primeiro evento, realizado em 2011. Desta vez, haverá uma tarde a mais para exposição dos trabalhos.

Outra alteração será no processo de inscrição, antes feito por e-mail. Quem for participar irá informar todos os dados e enviar os resumos e os textos por meio de um site.

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A página virtual está em processo de construção. A programação é que esteja no ar até o final de setembro, quando será veiculada a primeira chamada para os trabalhos.

Os inscritos no congresso poderão participar de duas formas. Uma é com a apresentação de uma comunicação individual, nome dado às exposições de temas acadêmicos.

A outra forma é como ouvinte, sem que haja a obrigatoriedade de expor de alguma pesquisa. Nesse caso, a pessoa apenas assiste aos debates e às palestras.

Em ambos os casos, há a necessidade de inscrição por meio do site e de pagamento da taxa de inscrição. Os valores ainda serão divulgados.

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A primeira edição do congresso surgiu com a ideia de agregar num único congresso pesquisas acadêmicas sobre quadrinhos realizadas em diferentes partes do país e do exterior. Até então, iniciativas como essa, e desse porte, não haviam sido feitas no Brasil.

O número trabalhos inscritos em 2011 superou as expectativas mais otimistas da comissão organizadora. Foram cerca de 350 resumos. Isso motivou a tarde extra desta nova edição.

O congresso é vinculado ao Observatório de Histórias em Quadrinhos da USP e conta com uma comissão científica, formada por doutores de diferentes instituições universitárias.

Participo da organização, ao lado dos professores Waldomiro Vergueiro (USP) e Nobu Chinen (Faculdades Oswaldo Cruz/USP).

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Escrito por PAULO RAMOS às 15h42
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13.08.12

ProAC reduz número de projetos pela metade

 

  • Edital paulista de incentivo à produção de HQs irá selecionar cinco propostas
  • Nas edições passadas, programa cultural financiava dez projetos de histórias
  • Valor total a ser aplicado também caiu: de R$ 250 mil para R$ 200 mil

 

O edital deste ano do ProAC (Programa de Ação Cultural), mantido pelo Estado de São Paulo, diminuiu pela metade o número de projetos de quadrinhos a serem selecionados.

O governo paulista irá financiar desta vez cinco propostas, que serão avaliadas por uma comissão a ser formada. Nas edições anteriores, eram dez.

O texto deste ano traz ainda outras duas mudanças. Primeira: os autores terão 12 meses para finalizar os trabalhos. Antes, eram oito meses.

Segunda mudança: será maior o valor pago aos vencedores do processo seletivo. Cada um receberá R$ 40 mil, ao contrário dos R$ 25 mil dos outros anos.

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Na ponta do lápis, no entanto, significa que o governo paulista investe menos no edital. Os trabalhos selecionados neste 2012 somarão R$ 200 mil.

Em cada uma das edições anteriores do ProAC, pagavam-se R$ 250 mil ao todo. O edital não informa o porquê das mudanças.

O texto entrou no ar nesta segunda-feira (13.08) no site da Secretaria de Estado da Cultura. Os autores, que precisam morar no Estado, têm até 1º de outubro para se inscreverem.

Segundo o edital, os resultados serão divulgados em dezembro. O programa tem sido um dos principais fomentadores de produção de quadrinhos no país nos últimos anos.

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Escrito por PAULO RAMOS às 19h26
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