28.07.15

Quantas páginas de tiras existem na internet?

 

  • Faço levantamento para saber quantas séries de tiras existem na internet brasileira
  • Você pode ajudar indicando sua página no espaço dos comentários, logo abaixo
  • Ou então registrando o link de algum site ou blog que costuma seguir
  • Valem só tiras, ok? 
  • Obrigado desde já pela ajuda

 

 

 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 17h27
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Cortes não afetam ProAC de quadrinhos

 

  • Programa de incentivo à produção de HQs se mantém, apesar de ajustes fiscais
  • Regras do edital também foram reprisadas: 20 projetos, R$ 40 mil para cada um
  • ProAC é hoje o principal apoio público à publicação de quadrinhos no país

 

 

 


O mesmo programa público que viabilizou a edição de "Bichos, Homens e Deuses", de Seri, coletânea de tiras mostrada acima, foi mantido neste ano.

Apesar do aperto fiscal do governo paulista, que afetou, por exemplo, o setor de educação, o ProAC (Programa de Ação Cultural) foi reprisado nos mesmos moldes da edição anterior.

Como ocorreu em 2014, o edital de incentivo à produção de quadrinhos prevê a seleção de 20 projetos. Cada um dos proponentes irá receber R$ 40 mil cada um para editar a obra.

As propostas podem ser encaminhadas até 26 de agosto. Pelo menos metade dos selecionados deve morar fora da capital paulista.

                                                           ***

O programa é restrito a pessoas que morem no estado de São Paulo há pelo menos dois anos. Outra exigência é que a tiragem mínima a ser impressa seja de mil exemplares.

Cem álbuns terão de ser doados à Secretaria de Cultura. O repasse é uma das contrapartes previstas no edital, outro ponto reprisado nesta nova edição do ProAC.

A criação de atividades culturais relacionadas ao projeto também foi mantida. A proposta de como isso será feito fica a cargo de cada um dos autores.

Há dois modelos de publicação previstos: narrativas longas nunca editadas em papel ou então coletâneas de tiras que circularam em jornais. Todas com 40 páginas no mínimo.

                                                            ***

O ProAC tem se firmado como o principal apoio público à produção de histórias em quadrinhos no país.

As últimas edições têm gerado dezenas de projetos anuais, publicados por conta ou em parceria com editoras.

Inicialmente, o edital de seleção previa a escolha de dez obras, com R$ 25 mil para cada autor. As novas edições dobraram o número de projetos e aumentaram o valor em R$ 15 mil.

O número de inscritos reflete a popularidade do programa estadual. Passa de cem o número de propostas recebidas.

                                                            ***

O edital pode ser lido na íntegra no site do ProAC.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 11h42
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23.07.15

Deodato experimental

 

  • "Quadros", de Mike Deodato Jr., traz contos curtos escritos e desenhados por ele
  • Autor usa estilos diferentes para compor cada uma das 15 histórias do álbum
  • Produzida com capa especial, obra começou a ser vendida neste mês

 

 

 


A capa de "Quadros" já antecipa que houve a preocupação em dar um cuidado gráfico diferenciado à obra, que começou a ser vendida neste mês (Mino, 80 págs., R$ 58). 

O álbum vem guardado em uma pasta plástica. É nela que constam o título e o nome do autor, o brasileiro Mike Deodato Jr. E é ele que confirma a singularidade do projeto editorial.

A publicação reúne trabalhos autorais dele. Algo novo aos olhos do leitor, tão acostumado a ver sua arte nos heróis norte-americanos, mercado onde ele atua desde a década de 1990.

Com sucesso, registre-se. Deodato se tornou um dos principais desenhistas da indústria estadunidense de quadrinhos. Em "Quadros", ele procura se afastar um pouco dessa faceta. E põe outra no lugar.

                                                            ***

O resultado é um lado experimental de Deodato Borges Filho - seu nome verdadeiro, substituído pelo pseudônimo Mike Deodato Jr., assumido quando passou a atuar no exterior.

O autor usa estilos diferentes em cada uma das 15 histórias curtas que compõem o álbum. Vai do traço realista ao cartunizado, do uso ampliado do espaço de uma página a narrativas feitas sem os contornos do quadrinho.

"Quis experimentar em cada uma delas, adaptando meu estilo ao que cada história pedia."

"Algumas foram bem planejadas, como ´Círculo Vicioso´, ao contrário de ´Dor´, onde joguei um quadro atrás do outro sem pensar muito. Aliás, isso de não ter um método já pronto, uma fórmula, é o que mais me atrai neste trabalho", diz.

 

 


"Círculo Vicioso", história mencionada por ele e mostrada na imagem acima, dá uma boa ideia do caráter experimental da obra. A narrativa foi criada na forma de um círculo, que também alude à rotatividade da situação retratada - a dependência do uso de drogas.

A liberdade mostrada nessa e nas outras histórias do álbum contrasta com a padronização dos quadrinhos norte-americanos de super-heróis, sua principal atuação.

Atualmente, faz a arte de "Guardians of Nowhere", com roteiros de Brian Michael Bendis.

O próximo será "Star Wars: Vader Down", ambientado no universo de Guerra nas Estrelas. Ambos são produzidos para a Marvel Comics, mesma editora de Vingadores e X-Men. 

                                                            ***

O trabalho com super-heróis exigiu do desenhista, hoje com 51 anos, um esforço extra: o de arrumar tempo para criar as histórias autorais. Cada uma foi feita aos pouquinhos.

Isso justifica o fato de serem curtas. Mas o resultado agradou, segundo Deodato.  Tanto que ele lançou a si próprio uma nova meta: a de criar um álbum com uma narrativa maior.

Quanto ao tempo para isso, ele diz que a saída terá de ser uma divisão melhor das tarefas. 

"Provavelmente, farei um pouquinho por dia. Antes, achava que me cansaria, entendiaria. Mas, depois de ver publicado, fiquei animado."

                                                           ***

A edição produzida pela Mino tomou o cuidado de inserir um making-of do processo de criação de cada uma das histórias. Tudo narrado pelo próprio desenhista.

É nesses textos que explica que era um dos poucos criadores nacionais que ainda não tinham uma obra mais autoral, desenhada e, principalmente, escritas por ele.

"Quadros" seria uma forma de preencher essa lacuna, apesar do trabalho feito em parceria com o pai, o também desenhista Deodato Borges (1934-2014).

"3.000 Anos Depois", nome da obra, foi relançado também neste mês (Criativo, Opera Graphica, R$ 69,90). A obra original havia sido publicada em 1985.

                                                            ***

O pai, aliás, é uma presença constante nos textos e em uma das histórias curtas que compõem "Quadros". Deodato Borges posou para o filho no leito de um quarto de hospital.

"Painho me apresentou ao quadro clássico, [Hal] Foster, [Will] Eisner. Aprendi muito com ele sobre ritmo, estrutura. Toda a parte técnica, enfim", diz.

"Agora preciso desaprender isso pra escrever com alma, pra valorizar mais o sentimento, mais o personagem que a trama."

A próxima história ainda não tem data. Há apenas a meta deste filho de Campina Grande (PB), hoje morador de João Pessoa, cidade de onde produz todas as histórias. Sejam de heróis, sejam autorais, novidade com a qual agora também se dedica.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 16h21
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20.07.15

Pode esperar por Homem-Formiga 2

 

  • Arrecadação mundial do filme no primeiro fim de semana passa de U$ 110 milhões
  • No Brasil, produção bilheteria desde a estreia, na quinta passada (16.07)
  • Números credenciam continuação do longa-metragem da Marvel Comics

 

 

 

As resenhas sobre "Homem-Formiga" têm alertado para que a plateia não saia da sala após o final do filme, que está em cartaz no Brasil desde quinta-feira (16.07).

O alerta é porque os créditos trazem duas cenas que antecipam momentos dos próximos passos cinematográficos da Marvel Studios, empresa responsável pela produção. 

Informes como esse não são - ou não deveriam ser - novidade para quem acompanha o ritmo cada vez mais constante dos longas do estúdio. Sempre há tira-gostos finais.

Mas o encerramento traz também outra informação, a de que o super-herói irá voltar. A se espelhar pelos primeiros números de arrecadação, vai mesmo. E em produção própria.

                                                             ***

O que está confirmado até o momento é que Scott Lang, alter-ego do herói que reduz de tamanho, terá participação em "Capitão América 3 - A Guerra Civil", programado para 2016.

Só que os números de bilheteria já autorizam a pensar em uma sequência. O longa faturou U$ 114,4 milhões em todo o mundo de sexta a domingo. No Brasil, foram R$ 11 milhões.

Na matemática cinematográfica, a arrecadação já quase empata com o custo da produção, U$ 130 milhões, segundo o estúdio. Mais uma semana e já se pagou.

Com um protagonista carismático, "Homem-Formiga" tem tudo para repetir os passos de outro super-homem da editora Marvel Comics, o de Ferro.

 

 

 

"Homem-Formiga" tem diferenças, claro, com o Homem de Ferro. A começar pelos poderes de cada um. E pela posição social: o primeiro é um ex-presidiário pobretão; o segundo, um megaempresário podre de rico.

Mas os caminhos da semelhança são maiores. Os dois super-homens se valem de uma roupa especial para poderem atuar contra o mal. E ambos têm protagonistas com atitudes que vão na contramão do que se espera de um herói.

O resultado é que se cria na tela um tom que atrai, que fisga quem assiste à produção.

Funcionou com Tony Stark, o Homem de Ferro, interpretado por Robert Downey Jr. E está funcionando com Scott Lang, o Homem-Formiga, vivido por Paul Rudd.

                                                            ***

A história do filme, como de praxe, bebe das histórias em quadrinhos de super-heróis da Marvel Comics - mesma editora de Vingadores e de outros tantos personagens.

O enredo se baseou em uma aventura de 1979. Publicada no Brasil no número 18 da revista "O Incrível Hulk", de dezembro de 1984, ela apresenta o que seria então o novo Homem-Formiga (página mostrada acima).

Novo porque o título pertencia a outra pessoa, o cientista Hank Pym. Na época, ele havia trocado de uniforme - uma vez mais, registre-se - e passou a atuar com o nome de Jaqueta Amarela.

Para salvar a filha, que precisava de uma rara cirurgia, o pai invade uma indústria. Lá, encontra a roupa do super-herói, que pertencia a Pym. Lang põe a vestimenta e rapidamente domina o poder de reduzir o corpo ao tamanho de uma formiga.

                                                            ***

Há mudanças entre o roteiro em quadrinhos e o visto na tela. No filme, a filha é fruto de um casamento anterior e o pai tem restrição às visitas.

E nada de doença: a motivação é pagar pensões atrasadas para reconquistar a confinça da ex - e ter as visitas autorizadas de novo.

Jaqueta Amarela, no longa, é o protótipo da roupa usada pelo vilão da vez. Vilão que tem poderes semelhantes - outra semelhança com o primeiro filme de Homem de Ferro.

Hakn Pym (Michael Douglas) é mostrado como um cientista idoso, um mentor para o jovem super-herói. E também tem uma filha, Hope (Evangeline Lilly, da série de TV "Lost").

                                                            ***

Montadas as peças de xadrez, o jogo tem sequência com os efeitos especiais, usados à exaustão. Os recursos tecnológicos ajudam a dar dimensão do que seria, de fato, uma pessoa reduzir ao tamanho de uma formiga.

É algo que os quadrinhos não conseguiam fazer. Não espanta, portanto, que o herói não figurasse entre os principais da Marvel Comics.

Mas, a exemplo de Homem de Ferro, parece que irá ocupar lugar de destaque entre os personagens da editora a serem levados para o cinema. Os números têm sinalizado isso.

Quem perde é a Panini, editora que publica as aventuras do personagem aqui no Brasil. Tinha uma boa oportunidade para relançar aquela história de 1979. 

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Escrito por PAULO RAMOS às 22h54
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17.07.15

As duas faces da Fest Comix

 

  • Face um: no lado de dentro, área de vendas prioriza lançamentos de editoras
  • Face dois: do lado de fora, há contato direto com autores e pequenas editoras
  • Feira de quadrinhos teve início nesta sexta (17.07), em SP, e vai até domingo

 

 

 

O tempo fez bem à Fest Comix, feira de quadrinhos que teve início nesta sexta-feira (17.07) em São Paulo. O evento soube assimilar o impacto dos encontros de quadrinhos similares. E se aprimorou.

Esta 21ª edição ampliou o espaço destinado às editoras novas e aos autores independentes. O resultado é que há duas Fest Comix distintas num mesmo espaço.

Do lado de dentro, há a tradicional venda do catálogo de praticamente todas as editoras que atuam no segmento, com claro destaque para as de mangás e de títulos de super-heróis.

O atrativo, como nas edições anteriores, é a venda das revistas e livros com desconto mínimo de 20% sobre o preço de capa.

Na parte externa, o visitante pode ter contato direto com desenhistas. Tanto os convidados do evento quanto os que montaram mesas para comercializar os próprios trabalhos.

E não é pouca gente, não.

Há dezenas de mesas. É a edição mais plural da história do Fest Comix.

 

 

Talvez por ver e poder conversar com os quadrinistas, essa segunda área da feira seja a mais interessante desta edição, se observada do ponto de vista de quem for ao local.

É lá, por exemplo, que ocorreram as palestras e as sessões de autógrafos deste primeiro dia de Fest Comix - dia calmo, com pouca gente, bem diferente do esperado para este sábado e domingo.

O público encontrava nesse espaço amplo e diversificado os autores dos lançamentos anunciados no começo da semana pela organização - e noticiados pelo blog na segunda.

Estavam lá Vitor e Lu Cafaggi ("Turma da Mônica - Lições", Panini), o argentino Salvador Sanz ("O Esqueleto - O Início", Zarabatana), Shiko ("O Azul Indiferente do Céu", Mino).

 

 

Pelo número de autores presentes nos estandes dessa parte externa, ela tende a tomar um tempo extra. As obras têm de ser descobertas, uma a uma. Os autores está lá para ajudar com as dúvidas.

Alguns lançamentos independentes são frutos de autores que se tornaram conhecidos por conta da internet. Fazem, agora, a migração contrária: dos trabalhos virtuais para as edições reais, em papel.

São os casos das publicações de Will Leite ("Willtirando"), Pedro Leito ("Quadrinhos Ácidos") e Pedro Hutsch ("Joãos & Joanas por Ciclanos & Ciclanas").

Estão por lá vários outros. E amanhã chega pelo menos mais um, Mike Deodato, que autografa dois álbuns: "3000 Anos Depois" (Criativo; Opera Graphica) e "Quadros" (Mino).

O estande da Mino, aliás, comprova que a curta trajetória da editora - iniciou no ano passado - já soma um longo catálogo, composto somente por títulos nacionais.

Os autores que publicam pela editora também circulam por essa área externa do evento. Todos prontos para autografar as obras ou somente conversar.

Segundo os editores da Mino, vem mais lançamentos até o final do ano.

                                                             ***

Para finalizar, duas dicas para quem pretende se aventurar na feira de quadrinhos neste sábado e domingo (18 e 19.07).

Primeira: vá de metrô. Sai mais barato e há condução da estação até o local do evento - o São Paulo Expo, no trecho paulistano da rodovia dos Imigrantes.

Se for de carro, há uma mordida no bolso logo na entrada, R$ 35, preço fixo pelo período de 12 horas. Pagamento na hora da entrada, registre-se.

Segunda dica: na parte de dentro da feira, onde os títulos são vendidos com desconto mínimo de 20%, leve uma lista. A chance de comprar por impulso é grande. Inclusive obras que você já tem.

                                                            ***

SERVIÇO

21ª Fest Comix
Quando: até domingo (19.07)
Onde: São Paulo Expo
Endereço: rodovia dos Imigrantes, km 1,5, São Paulo
Horário: das 10h às 20h (sábado) e das 10h às 18h (domingo)
Quanto: R$ 40
Site: http://festcomix.com.br/

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h54
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15.07.15

MAD no divã

 

  • "Uma Revista Muito Louca" começa a ser vendido nesta semana
  • Livro procura explicar trajetória editorial e estratégias de humor usadas na MAD
  • Escrita por Roberto Elísio dos Santos, obra é publicada pela editora Criativo

 

 

 


Não parece. Mas neste mês de julho, a "MAD" completa 41 anos de publicação no Brasil. Material mais que suficiente para municiar as análises de um livro específico sobre a revista, que começa a ser vendido nesta semana.

"Uma Revista Muito Louca - Análise do Humor da MAD Magazine" (Criativo, 160 págs., R$ 44) terá lançamento na edição da Fest Comix que inicia nesta sexta-feira (17.07) em São Paulo. É mais uma das surpresas da feira de quadrinhos - que sempre surgem às vésperas do evento, como noticiado aqui no blog na segunda-feira (13.07).

Segundo o autor da obra, Roberto Elísio dos Santos, a proposta é entender algumas das marcas do humor presentes na revista.

"Minha intenção era demonstrar que o humor da revista ´MAD´, em lugar de satirizar aqueles que fogem dos padrões socialmente aceitos, ridiculariza justamente os que seguem esses padrões, seja aderindo à moda que predomina em um determinado momento, seja em relação à política ou quanto ao que a mídia transmite", diz.

O livro resgata várias das situações cômicas impressas na revista, tanto aqui no Brasil quanto nos Estados Unidos, país onde começou a ser editada em 1952.

Entre os norte-americanos, o título já não é o mesmo de antes. Saem poucas edições por ano. Sua versão brasileira, ao contrário, continua sendo vendida todos os meses.

A revista vem sendo publicada de maneira quase ininterrupta nas bancas do país. A trajetória editorial soma passagens por quatro editoras: Vecchi (1974-1983), Record (1984-2000), Mythos (2000-2006) e Panini, empresa que vem lançando a revista desde então. 

Esse percurso editorial serviu também para mostrar produções de autores nacionais. Essas criações brasileiras também são abordadas no livro.

"No tocante à edição brasileira da revista, sua importância reside no fato de acolher em suas páginas, desde as primeiras edições, artistas brasileiros veteranos e novatos", diz Elísio dos Santos.

Parte desse processo de nacionalização foi iniciado por Otacílio Assunção, o Ota, pessoa responsável pela publicação por décadas. Ele deixou o posto após os primeiros números da Panini - o cargo, então, ficou nas mãos de Raphael Fernandes.

Professor universitário da Universidade de São Caetano do Sul (USCS), no ABC paulista, o autor tem colecionado outros livros sobre quadrinhos.

Entre elas, descatacam-se "Para Ler os Quadrinhos Disney", de 2002, resultado de seu doutorado na Universidade de São Paulo, e "HQs de Humor no Brasil", do ano passado, publicada pela USCS e pela editora da PUC do Rio Grande do Sul.

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Escrito por PAULO RAMOS às 15h04
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14.07.15

Amely 10 anos

 

  • Exposição marca os 10 anos de criação da personagem de Pryscila Vieira
  • Mostra abre nesta quinta (16.07) em Curitiba; depois, vai para SP, RJ e Itália
  • Planos para Amely incluem coletânea de tiras e adaptações para teatro e TV

 

 

Foi um susto perceber que já havia passado dez anos do surgimento de Amely. É desse jeito que Pryscila Vieira descreve a percepção de quanto tempo tinha passado desde que rascunhou a boneca inflável pela primeira vez. E que estava na hora de preparar a comemoração para sua criação mais famosa.

A data será marcada com uma exposição. "Amely 10 Anos" foi planejada para ser uma mistura de festa de aniversário com retrospectiva, segundo a desenhista.

A abertura é nesta quinta-feira (16.07) na Gibiteca de Curitiba, na capital paranense, mesma cidade onde ela nasceu e morou - hoje, vive em Ponta Grossa, também no estado.

Nem iniciada ainda, a mostra já tem acertada passagem por São Paulo nos meses finais do ano. Depois, viaja para o Rio de Janeiro no começo de 2016.

Mais ou menos nesse período, faz também uma parada em Roma, na galeria da Embaixada do Brasil na Itália.  

A autora reuniu 62 tiras, publicadas nos jornais por onde a personagem passou. Mas nem só de quadrinhos vai ser composta a exposição.

Pensada para ser eclética, terá bonecas de resina de 30 cm, esculpidas por Pryscila, tiras feitas em azulejos quadrados de 20 cm (imagem abaixo), cubos giratórios com a personagem, mil balões infláveis espalhados pelo local, relógios de parede, display com uma Amely de 1,80 m - aliás, mesma altura da desenhista.

 

 

A ideia é também vender os apetrechos envolvendo a personagem. Hoje (14.07), a personagem ganha um novo site (amelyreal.com).

Os planos incluem também uma coletânea de tiras, programada inicialmente para o final deste ano. Com edição de luxo, será o primeiro trabalho editorial da agência de contéudo Contenido.

Pryscila diz já ter escrito também o roteiro de uma peça com Amely. O desejo é pôr em cartaz na virada do ano, com estreia em São Paulo. Segundo ela, ainda depende de definição dos patrocinadores. Depois, pleneja uma adaptação para TV.

Nada mal para marcar a trajetória de uma personagem que surgiu de uma desilusão amorosa. "Em 2005, às turras com um ser avesso a análises afetivas, dei um ultimato: ´Se é assim, vá ficar com uma boneca inflável que não fala e não pensa!´", diz Pryscila.

"Automaticamente tornei-me solteira e fui para a prancheta. O desabafo foi o sopro inicial para a criação de Amely, essa boneca inflável que não se satisfaz em permanecer inanimada."

O esboço da boneca inflável foi publicada no "Metro" dois anos depois. Ficou lá até 2010, quando migrou para a "Folha de S.Paulo". As tiras eram impressas às segundas-feiras no diário paulista, numa seção chamada "Quadrinhas", só com autoras mulheres. Há pouco mais de um mês, o espaço foi cancelado.

"Historicamente o humor é feito por homens, para homens, sendo que muitas vezes a mulher é o objeto da piada. Por essa e por outras, considerava importante ter um espaço para um humor que tratasse do universo feminino para conquistar as leitoras e até incitar novas profissionais a correr o risco", diz.

"Para isso, por ora, acho importante que mulheres se reunam, criando um volume consistente para jogar luz sobre o próprio trabalho. Percebi que a "Quadrinhas" era um bom meio para isso. Foi uma boa iniciativa da ´Folha de São Paulo´, que infelizmente foi ceifada. Espero que os jornais superem a crise que assombra as publicações impressas para que possamos ter novamente um espaço."

Hoje, as tiras circulam somente na internet. Na nova página da autora e também no "Sex Toy", site voltado à venda de produtos eróticos. 

Quanto à Amely, mesmo fora dos jornais impressos, ela continua sendo notícia. 

 

 

SERVIÇO

Exposição "Amely 10 Anos"
Quando: abertura nesta quinta-feira, 16.07, às 19h30; vai até 13.09
Onde: Gibiteca de Curitiba, sala Lápis
Endereço: rua Carlos Cavalcanti, 533, centro, Curitiba (PR)
Quanto: de graça

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 17h58
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13.07.15

Lançamentos da semana

 

 


O histórico do Fest Comix, que começa nesta sexta-feira (17.07), em São Paulo, ensina que há sempre surpresas de última hora. Mas, a se pautar pelas informações passadas à imprensa, serão cinco os lançamentos de destaque desta 21ª edição do evento.

A feira de quadrinhos programa dois livros de Mike Deodato Jr: "Quadros" (Mino) e "3000 Anos Depois" (Criativo, Opera Graphica), este em parceria com o pai, o também desenhista Deodato Borges (1934-2014).

Outro título que será lançado no evento é "Turma da Mônica - Lições", dos irmãos Vitor e Lu Cafaggi. É o segundo álbum da dupla produzido para a Graphic MSP, coleção que faz releituras dos personagens de Mauricio de Sousa.

"O Esqueleto" (Zarabatana Books), novo trabalho de Salvador Sanz, foi produzido especialmente para a Fest Comix. A obra traz uma história curta do quadrinista argentino.

Encerra a lista o relançamento de "Necronauta - O Soldado Assombrado e Outras Histórias" (Zarabatana Books), de Danilo Beyruth. A edição anterior havia sido publicada pela HQM, em 2009.

Mas, como dito, sempre há surpresas de última hora, descobertas no próprio evento.

Todos os autores estarão na feira para autografar as obras. A Fest Comix funcionará de sexta a domingo no São Paulo Expo, que fica no km 1,5 da rodovia dos Imigrantes, em São Paulo. Vai das 10h às 20h (domingo até as 18h).

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 10h23
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12.07.15

Selfie em tiras

 

  • Exposição em São Paulo reúne 16 tiras que têm o selfie como tema
  • Mostra integra programação do Risadaria, evento de humor que vai 26 de julho
  • Tiras podem ser vistas de graça na galeria do Conjunto Nacional, na av. Paulista

 

 

 

 

 

Com tiras de Pryscila Vieira, Alexandre Beck, Arnaldo Branco, Dahmer, Benett e Orlando.

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Escrito por PAULO RAMOS às 18h43
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11.07.15

O ano singular de Marcello Quintanilha nos quadrinhos

 

Íntegra de reportagem minha, publicada neste sábado (11.07) na "Folha de S.Paulo"

 

 


O desenhista Marcello Quintanilha, 42, vive o momento mais peculiar de sua carreira nos quadrinhos. Trabalhos dele foram impressos na Espanha e na França. A próxima parada será em Portugal, onde ele realizou, no mês passado, exposição no Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja.

Ao mesmo tempo, aqui no Brasil, soma três indicações no Troféu HQMix, principal do setor no país, e publica o inédito “Talco de Vidro” (Veneta, 156 págs., R$ 59,90).

O álbum mostra o incômodo de uma dentista bem-sucedida, Rosângela, com a prima, de família pobre e simples. O estranhamento é pelo fato de a parente estar vencendo na vida, financeira e afetivamente. Ambientada na realidade contemporânea, a trama sugere tomar como base a (re)configuração da classe média brasileira.

“Em que pese o atual debate em torno do que se chama ´nova classe média´, ´Talco de Vidro´ aborda uma teia de relações cujas tensões se utilizam das premissas de distinção de classe e ascensão social como instrumentos de um embate pessoal, cujo principal cerne é a aceitação de si mesmo”, diz Quintanilha.

Segundo o autor, o título é uma metáfora dessa teia de relações, expressa na personagem principal. Natural de Niteroi (RJ), ele escolheu a cidade para situar a história. A região aparece como se fosse um personagem secundário, minuciosamente desenhado nos cenários da obra.

O nível de detalhamento na representação do município fluminense vem de memória, da experiência pessoal. Isso porque, desde 2002, o desenhista trocou o Brasil por Barcelona, cidade espanhola onde vive com a esposa.

A mudança de país levou a novos trabalhos no exterior, também com quadrinhos. Quintanilha desenhou os sete volumes da série “Sept Balles pour Oxford” (Sete Balas para Oxford), publicada pela editora belga Le Lombard e ainda inédita no Brasil. Os roteiros são do argentino Jorge Zentner e do espanhol Montecarlo (pseudônimo de Carlos Monte).

As obras de Quintanilha que agora chegam à Europa são as autorais, já lançadas no Brasil. “Tungstênio”, impressa no ano passado também pela Veneta, chegou à Espanha no fim de 2014, com boa repercussão. A editora Polvo, de Portugal, já anunciou a obra. França idem.

Os franceses já lançaram neste ano outro trabalho do brasileiro: “Mes chers samedis”, tradução de “Sábado dos Meus Amores”. Lançado aqui em 2009 pela editora Conrad, o trabalho venceu no ano seguinte o Troféu HQMix na categoria melhor desenhista.

Ele concorre uma vez mais nessa categoria na edição deste ano da premiação brasileira de quadrinhos. Quintanilha foi indicado também como melhor roteirista e melhor edição especial nacional. Tudo por conta de “Tungstênio”.

Ainda não há data de divulgação dos vencedores.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 13h07
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09.07.15

Foi dada a largada

 

  • Anime Friends dá início a série de eventos sobre quadrinhos neste semestre
  • Convenção, que começa nesta sexta-feira (10.07), será seguido por seis outros
  • À exceção de setembro, vai haver pelo menos um encontro de HQ por mês

 

 

 

O ônibus que vai conduzir aos eventos de quadrinhos brasileiros começa a circular nesta sexta-feira (10.07), com o início do Anime Friends, em São Paulo. 

O trajeto será longo e cheia de paradas. Só chegará ao fim em dezembro, com a Comic Con Experience, também na capital paulista.

Mais: o passeio prevê pelo menos um encontro da área por mês. Só agora, em julho, vai haver dois - o outro é a Fest Comix, na semana que vem.

A recomendação é levar dinheiro para a viagem: eventos assim costumam ser usados como plataforma de lançamentos.

                                                             ***

O Anime Friends, como o próprio título sugere, tem um olhar mais direcionado às produções da cultura pop japonesa.

Até o dia 19 deste mês, o evento irá receber de dubladores a bandas, de gamers a closplay - nome dado a quem se veste como algum personagem, alvo preferido das emissoras de televisão nas reportagens sobre o tema. 

E vai haver quadrinhos também, claro. Afinal, mangá é um dos produtos-chave da indústria japonesa de entretenimento.

A parte de quadrinhos será centralizada na Brasil Comic Con, evento que, no ano passado, foi realizado em novembro, também em São Paulo.

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A programação anunciada no site do Anime Friends registra as presenças de Daniel HDR, que atua no mercado norte-americano, e de Carlos Ruas, criador das tiras da série "Um Sábado Qualquer".

Além deles, o casal Paulo Crumbim e Cristina Eiko farão mais uma sessão de autógrafos do álbum "Penadinho: Vida", baseado no personagem de Mauricio de Sousa.

As novidades devem ficar reservadas para a mesa que irá reunir representantes da JBC, Panini, NewPOP e Nova Sampa, quatro das editoras que publicam mangá no Brasil.

A promessa é que serão anunciados lançamentos para este segundo semestre. A mesa está programada para o próximo domingo (12.07) às 15h.

 

 

Carlos Ruas é o ponto comum entre os participantes divulgados da 21ª Fest Comix, que será realizada já na semana que vem, de sexta a domingo (17 a 19.07).

A lista do evento reúne até o momento 49 convidados. A maioria é brasileira. E eclética: vai do circuito independente aos que desenham para editoras dos Estados Unidos.

Há três estrangeiros incluídos. O japonês Nobuhiro Watsuki, o argentino Salvador Sanz e norte-americano Steve Englehart.

Englehart é escreve histórias de super-heróis desde a década de 1970. Sanz irá lançar no evento o álbum "O Esqueleto", produzido especialmente para a Fest Comix.

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Agosto será outro mês com dobradinha de eventos. Porém, bem diferentes um do outro.

De 18 a 21, o enfoque é para o público que pesquisa o tema. Mais de 250 trabalhos irão compor a programação das Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos.

Na terceira edição, o encontro se tornou o maior evento acadêmico da área na América Latina. Uma vez mais, será realizado na Universidade de São Paulo.

A organização estima que serão lançados em torno de 15 livros nos quatro dias do congresso. Todos teóricos.

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Colado às Jornadas Internacionais, dia 22 de agosto, tem início a Comic Con RS. Esta quinta edição do evento irá ocorrer em Canoas (RS) e vai até o dia seguinte (23.08).

A lista de convidados é composta quase toda por autores brasileiros. A ressalva é por conta da presença de Peter Milligan.

O escritor inglês fez trabalhos tanto no seu país-natal quanto para as norte-americanas Marvel e DC Comics, editoras de Os Vingadores e Super-Homem, respectivamente.

No Brasil, um de seus primeiros trabalhos foi a minissérie "Skreemer", lançada pela editora Abril em 1990, em seis números.

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Setembro reserva outro encontro acadêmico, porém com presença de autores também. Chamado Enquadrinhos, irá ocorrer na Universidade de Brasília, de 16 a 18.

Outubro dá um respiro. Compensado por novembro, mês que terá o principal evento da área, o FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos).

Realizado em Belo Horizonte de 11 a 15, irá reprisar a premissa desenhada nas edições anteriores, mesclando autores daqui com convidados internacionais.

O evento tem sido a principal base de lançamentos independentes do país. Na edição passada, em 2013, teve mais de 130 títulos autorais publicados ali.

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Nas redes sociais, a organização do FIQ disputa postagem a postagem a divulgação dos convidados com os responsáveis pela Comic Con Experience.

Em sua segunda edição, o evento paulista ja soma um número considerável de autores internacionais confirmados. 

O diálogo principal, tanto dos convidados quanto do encontro em si, é com a cultura pop norte-americanas. Quadrinhos são apenas uma das atrações.

A Comic Con Experience será realizada de 3 a 6 de dezembro, na capital paulista.

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SERVIÇO

Anime Friends
Quando: de 10 a 19 de julho (às sextas, sábados e domingos)
Onde: Campo de Marte
Endereço: avenida Santos Dumont, 2241, em São Paulo
Horário: até as 21h
Quanto: R$ 100 (sextas); R$ 120 (sábados e domingos)
Site: http://www.animefriends.com.br/index.shtml

21ª Fest Comix
Quando: São Paulo Expo
Endereço: rodovia dos Imigrantes, km 1,5, São Paulo
Horário: não informado
Quanto: R$ 40
Site: http://festcomix.com.br/

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 20h49
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05.07.15

Hola, São Paulo

 

  • Liniers lança dois livros e inaugura em São Paulo a exposição Macanudismo
  • Mostra fica aberta até 1º de setembro no Centro Cultural Correios, no centro
  • Capital paulista é a quarta cidade brasileira a hospedar a mostra do desenhista

 

 

 

Fazia um ano que os brasileiros não tinham a oportunidade de visitar a exposição Macanudismo. Agora, ela retorna ao país. A mostra fica em São Paulo até 1º de setembro no Centro Cultural Correios, no centro da cidade.

A inauguração ocorreu neste fim de semana, com a presença de Liniers, criador da série Macanudo, de onde deriva o nome da mostra. No sábado (04.07), ele pintou um painel e autografou livros, dois deles lançados no evento. 

Uma das obras, "Garatujas", é voltada ao público infantil. É um livro para desenhar e colorir. A outra é uma coletânea de tiras, a oitava dele publicada no país. As duas publicações são da Zarabatana Books.

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Neste domingo (05.07), Liniers participou de um bate-papo. Apesar do tom bem-humorado, uma das marcas do desenhista de 42 anos, a conversa não revelou muito do que já não se saiba sobre a carreira dele.

O início ocorreu no jornal "Página 12", de Buenos Aires, com a série Bonjour. Depois, migrou para o concorrente "La Nacion". Na nova casa editorial, passou a criar tiras diárias. Surgiu aí a ideia de Macanudo.

O autor classifica como "esquizofrênicas" as tiras que faz. "Para não cansar, eu queria uma tira o mais livre possível", diz. Livre a ponto de não ter de fazer necessariamente uma piada por dia, como tradicionalmente ocorre.

Não por acaso uma das marcas da série é a alternância de personagens fixos com outros, criados especificamente para aquela situação. Ele mesmo é alvo de suas histórias. Desenha a si próprio como um coelho de óculos.

 

 

 

A exposição traz painéis com 500 tiras originais. É a principal atração da mostra. Gíria castelhana antiga, algo como o nosso "supimpa", Macanudo emplacou. Rapidamente ganhou coletâneas e migrou para outros produtos.

Na Argentina, já está no 11º volume, publicado pela Editorial Comum, do próprio autor. Este e outros materiais ligados à série - canecas, pôsteres, mochilas - podem ser comprados no saguão de onde ocorre a exposição.

Foi com esse apelo popular que a mostra reuniu neste domingo, às 11h30, um grupo de mais de cem pessoas para ouvir o desenhista. Muitos não viram outro visitante, que foi até lá uma hora antes da abertura oficial.

Mauricio de Sousa viu a exposição e deixou um recado na página 9 do livro de visitas: "Observar, conhecer, chegar perto, sentir a obra de Liniers é uma experiência cósmica, esmagadora, inesquecível. Obrigado Liniers". 

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Serviço

Macanudismo, de Liniers
Quando: até 1º de setembro
Onde: Centro Cultural Correios
Endereço: avenida são João, s/n, centro, São Paulo
Horário: das 11h às 17h
Quanto: de graça

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 16h02
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