22.11.09

Fernando Gonsales recria A Origem das Espécies, de Darwin

 

 

A sequência acima faz parte de um releitura bem-humorada do livro "A Origem das Espécies", de Charles Darwin (1809-1882), criador da teoria da seleção natural.

A história foi feita por Fernando Gonsales, autor das tiras de "Níquel Náusea", e está publicada na edição deste domingo do jornal "Folha de S.Paulo".

A releitura aparece no "Mais!", caderno voltado a temas científicos, filosóficos e literários.

Há dois anos, o caderno havia publicado outra história em quadrinhos. Foi uma reportagem sobre um pelotão da Guerra no Iraque, escrita e desenhada por Joe Sacco.

                                                          ***

A história pode ser lida também na versão virtual da Folha, para assinantes do UOL.

Escrito por PAULO RAMOS às 17h11
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08.11.09

Uma história que merece registro

 

Faz algumas segundas-feiras que o "Folhateen", caderno jovem do jornal "Folha de S.Paulo", publicou esta história em quadrinhos de Laerte.

Esperei que ele inserisse a narrativa em seu blog - intitulado "Manual do Minotauro - para reproduzi-la também aqui. É daquelas inspiradas, que merecem registro.

 

Escrito por PAULO RAMOS às 14h39
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06.11.09

Lourenço Mutarelli planeja volta aos quadrinhos

Quem deu a primeira dica foi o próprio Lourenço Mutarelli, há um mês. Planejava uma volta ao quadrinhos. O retorno tinha sido motivado por um convite e "por uma grana".

A informação aparecia nos dois parágrafos finais de uma reportagem sobre ele publicada no jornal "Folha de S.Paulo" no começo do mês passado.

Na época, o blog tentou checar a informação com a Devir, que publicou seus álbuns, e com a Companhia das Letras, de seus romances. Nenhuma das editoras confirmou.

Quem destrinchou o nó foi o jornalista Gonçalo Júnior, em texto veiculado nesta semana no site "Bigorna". Mutarelli já tem imaginou a obra e sabe a quem vai oferecer.

                                                         ***

Segundo a matéria de Gonçalo Júnior, Mutarelli vai apresentar o projeto ao Escritório RT. Se aprovado, começa a busca por uma editora.

A empresa fica com os direitos de adaptação para outras mídias, como o cinema, outra praia de Mutarelli.

"O Cheiro do Ralo", um de seus livros, foi levado à tela grande com boa repercussão. Ele também atua como o protagonista de "O Natimorto", outro romance que virou longa.

"O Natimorto" foi relançado em outubro pela Companhia das Letras, editora dos romances dele. O último inédito, "Miguel e os Demônios", também foi lançado no mês passado.

                                                         ***

O novo projeto em quadrinhos não tem nome. Tem apenas a ideia: a "decadência física e humana de uma pessoa". Pelas declarações dele, parece empolgado com a volta.

"Estou amadurecendo essa história há muito tempo e voltei a sentir a mesma empolgação do passado para fazer Quadrinhos. Daí minha decisão de voltar", disse ao "Bigorna".

Mutarelli deixou os quadrinhos há cinco anos. Dizia, então, que não retornaria à área. Um dos motivos é que conseguia com os romances repercussão maior com esforço menor.

Apesar da declaração, ele tem ensaiado voltas. Uma delas pode ser lida há poucos meses na "Piauí". Mutarelli desenhou para a revista um diário de sua vida.

                                                         ***

Mutarelli desenha quadrinhos desde o final da década de 1980. Primeiro, de forma independente. Anos depois, vinculado à editora Devir, de São Paulo.

Foi pela Devir que saíram seus principais trabalhos na área. Foram nove álbuns. Os de maior repercussão foram os da trilogia em quatro partes do Detetive Diomedes.

O último trabalho pela editora foi o autobiográfico "A Caixa de Areia ou Era Dois em Meu Quintal". Desde então, ele tem priorizado os romances para a Companhia das Letras.

Mutarelli é um dos escritores contemporâneos de maior destaque hoje no país. Poucos sabem que ele era quadrinista. Não deixa de ser curioso ver seus atuais leitores migrarem para um álbum em quadrinhos dele. Como seria a recepção? A mesma de seus romances?

Escrito por PAULO RAMOS às 15h31
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27.10.09

E o detetive Diomedes ganha vida...

 

Circula na internet um teaser do projeto de adaptação do álbum em quadrinhos "O Dobro de Cinco", de Lourenço Mutarelli, publicado há dez anos pela editora Devir.

Mutarelli participa do vídeo, contracenando com Cacá Carvalho, irreconhecível na pele do protagonista. Veja a seguir a sequência, de pouco mais de um minuto e meio.

 

 

O vídeo foi disponibilizado no site da Birdo, empresa responsável pela sequência em animação. Os créditos incluem o quadrinista Rafael Grampá no design de produção.

São de Grampá, via Twitter, informações extras sobre o filme. Segundo ele, o projeto do longa está adormecido. O que faltaria para acordar seriam "milhões de reais".

Escrito por PAULO RAMOS às 11h05
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26.10.09

Uma tira que merece registro

 

A "Folha de S.Paulo" desta segunda-feira publica uma das melhores tiras que já tive oportunidade de ler. É da série "Macanudo", do argentino Liniers. Reproduzo a seguir:

 

 

Em tempo: a tira não é inédita. Foi publicada pela primeira vez no Brasil no volume inicial de "Macanudo", lançado no ano passado pela Zarabatana. A tira é a primeira da página 37. 

Escrito por PAULO RAMOS às 09h46
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12.10.09

Links para saber como foi o FIQ 2009

 

Renato Canini. Crédito: reprodução do Flickr do FIQ

 

 

 

 

Renato Canini em debate neste 6º FIQ

 

 

 

 

Termina hoje em Belo Horizonte (MG) a 6ª edição do FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos). Realizado a cada dois anos aqui no Brasil, o evento tem como diferencial a reunião, num mesmo espaço, de autores nacionais e estrangeiros.

Desta vez, fiz uma passagem relâmpago pelo festival. Estive na tarde e noite da sexta-feira para um debate e o lançamento de "Quadrinhos na Educação - Da Rejeição à Prática".

Os compromissos me impediram de cobrir o FIQ como gostaria e com a seriedade que o evento exige.

Por isso, em vez de postar uma reportagem aquém, prefiro indicar quem ficou durante todo o tempo por lá e fez uma cobertura exemplar do que ocorreu no festival.

                                                         ***

Há boas fotos no Flickr oficial do FIQ. É de lá que reproduzi a imagem de Renato Canini, que abre esta postagem. Canini foi o homenageado desta sexta edição.

Nas reportagens, sugiro a leitura dos textos feitos pelos colegas Érico Assis, no site "Omelete", e Dandara Palankof, para a revista virtual "Zé Pereira".

Cada um se destaca por um diferencial. Érico fez um diário do FIQ, com um texto solto e gostoso de ler, mesclando informações, bastidores e impressões pessoais.

Dandara fez um relato minucioso de parte das mesas-redondas do festival. A cobertura dela dá ao leitor a sensação de ter estado no debate, mesmo que virtualmente.

                                                           ***

Seguem os links: Omelete, Zé Pereira, Flickr do FIQ.

Escrito por PAULO RAMOS às 13h23
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04.10.09

A visão dos leitores sobre as tiras de Rafael Sica

O desenhista Rafael Sica postou no início deste mês em seu blog uma história que mostra como leitores de sua página virtual enxergam as tiras que faz.

O trabalho de Sica - bastante inovador - rendeu a ele o Troféu HQMix deste ano na categoria webquadrinhos. O HQMix é a principal premiação da área de quadrinhos no país.

Segue a história, intitulada "Situação Crítica", reproduzida do blog do autor:

 

História: Rafael Sica. Reprodução do blog do autor.

Escrito por PAULO RAMOS às 16h37
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08.09.09

Obra argentina de Breccia e Sasturain vai ser publicada no Brasil

 

Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

Quarto e último volume de "Perramus", intitulado "Dente por Dente", será publicado pela Editora Globo; ao lado, capa da versão original, publicada na Argentina pela Ediciones de la Flor 

 

 

 

 

 

 

De quando em quando, as editoras brasileiras trazem alguma surpresa. A mais nova é o lançamento do álbum "Perramus", de Juan Sasturain e Alberto Breccia.

O tom de surpresa aumenta quando se vê que a obra é argentina e que será publicada pela Globo, que mantém em catálogo títulos em quadrinhos voltados ao leitor infanto-juvenil.

E, de pueril, "Perramus" não tem nada. "Dente por Dente", título do volume que sairá no Brasil, mostra a busca do protagonista e de seus colegas por dentes de Carlos Gardel.

Os dentes do cantor de tango - morto em um acidente aéreo em 1935 - estão com diferentes personalidades, como Fidel Castro e um traiçoeiro Frank Sinatra.

                                                          ***

O grupo é convocado por Jorge Luis Borges. O escritor argentino defende a ideia de que recuperar o sorriso de Gardel irá contribuir para melhorar a estima dos argentinos e de outros países sul-americanos.

O lançamento de "Perramus - Dente por Dente" foi antecipado nesta terça-feira por Marcelo Naranjo no "Universo HQ", site especializado em informações sobre quadrinhos.

A página virtual da Globo já registra o livro para venda: 176 páginas, a R$ 40. Curiosamente, a editora optou por iniciar a série no Brasil pelo fim: este é o quarto e último volume.

O site da editora rotula a obra como "maior representante do quadrinho político latino-americano" e se ancora na relação da série com o regime militar. Não é bem assim.

                                                          ***

O diálogo com a ditadura ocorreu nos outros volumes de "Perramus", hoje esgotados na Argentina. O único ainda à venda é esta quarta parte, a menos politizada.

Sinal de que a resenha do site da Editora Globo vende algo que o álbum não tem é o texto de Juan Sasturain, escritor da obra, na introdução à edição argentina.

"Dente por Dente é, sem dúvida, a mais gratuitamente aventureira das histórias de Perramus", diz. "É também a maior e a menos trágica".

A obra foi produzida entre 1988 e 1989 e se destaca pelas referências e pela arte de Breccia. A edição mais recente, base para a da Globo, é de 2006, publicada em capa dura.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h34
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02.09.09

O primeiro - e divertido - encontro entre Mickey e o Incrível Hulk

É prematuro dizer o que vai ocorrer - ou se vai ocorrer - alguma mudança com a compra da Marvel pela Disney, anunciada no início desta semana. O tempo é que dirá.

Mas o que já se percebe é uma tendência, pelo menos aqui no Brasil, de fazer piada sobre o tema. Aqui mesmo no blog, alguns dos comentários têm sinalizado esse caminho.

Um, veiculado no site "Charges", é um exemplo disso. Mostra o primeiro e divertido encontro entre o Incrível Hulk, da Marvel, e Mickey, da Disney.

Por puro analfabetismo digital, não consegui reproduzir o vídeo aqui no blog. Segue, então, o link para que possa ser visto diretamente no site.

Escrito por PAULO RAMOS às 11h17
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25.08.09

Mafalda vai ganhar estátua em Buenos Aires

A personagem Mafalda, do argentino Quino, vai ter uma estátua, que será inaugurada no próximo domingo em Buenos Aires, na Argentina.

A estátua terá 80 centímetros e foi feita pelo artista plástico Pablo Irrgang. A menina ficará sentada num banco, como foi feito no Rio de Janeiro com o poeta Carlos Drummond.

Veja como ficou a versão final de Mafalda nesta reportagem veiculada pelo portal UOL: 

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 11h50
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14.08.09

Reportagem em quadrinhos registra episódio histórico da Bahia

 

Detalhe da reportagem em quadrinhos O Corneteiro Lopes

 

Uma reportagem em quadrinhos produzida na Bahia narra um dos momentos históricos vividos no Estado. Ela registra o papel de um corneteiro no desfecho da Batalha do Pirajá.

O confronto ocorreu no fim de 1822. A disputa era pautada na independência baiana e punha em lados opostos portugueses e o Exército Pacificador, pró-autonomia política.

"O Corneteiro Lopes", título da reportagem, foi publicado no jornal "Correio da Bahia" no dia 2 de julho. No começo deste mês, foi disponibilizada para leitura on-line.

A matéria pode ser acessada no site "Projeto Vanguarda", mantido pelos autores. A narrativa por produzida por Leandro Silveira, Augusto Mattos e José Roberto Almeida.

O grupo já produziu outras duas reportagens em quadrinhos: uma sobre o movimento estudantil baiano e outra sobre portadoras de HIV.

                                                           ***

Nota: vai haver um debate sobre jornalismo em quadrinhos neste sábado em São Paulo.

O encontro vai abordar a reportagem sobre o movimento independente Quarto Mundo, veiculada aqui no blog na semana passada (pode ser lida a partir daqui).

A mesa terá presença dos quadrinistas Edu Mendes, Will e Laudo Ferreira Jr. Também participo do debate, que terá início às 17h.

O "Jornalismo em Quadrinhos na Varada" será realizado na varanda - daí o nome - da Quanta Academia, que fica na rua Dr. José de Queiroz Aranha, 246. A entrada é franca.

Escrito por PAULO RAMOS às 17h03
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31.07.09

Cartilha reproduz tira de Chico Bento com palavrão

Parece haver uma epidemia de falhas nas secretarias estaduais de ensino nos últimos meses. O mais recente equívoco - de novo com quadrinhos - foi feito pelo governo baiano.

A Secretaria de Educação distribuiu uma cartilha que trazia uma tira de Chico Bento com um palavrão. O conteúdo da fala do personagem havia sido modificado do original.

Dez mil professores receberam o material. Para contornar o problema, foi colocado um carimbo bem em cima do balão que trazia a palavra.

                                                          ***

O governo da Bahia assumiu a falha e enviou desculpas ao Estúdio Mauricio de Sousa.

Mas não deixa de ser surreal ter ocorrido outro caso envolvendo a equação quadrinhos, palavrões e distribuição de obras didáticas por governos estaduais.

O assunto foi noticiado na edição desta sexta-feira do "Jornal Hoje", da TV Globo. Reproduzo abaixo o vídeo com a reportagem, duplicada do portal Globo.com.

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 18h40
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26.07.09

Série Aventuras Família Brasil pode ser vista na internet


Os quatro episódios da série "Aventuras da Família Brasil" estão disponíveis na internet. Podem ser vistos no site da emissora gaúcha RBS, que adaptou as tiras para a TV.

A série - até então vista apenas no Rio Grande do Sul - é baseada nos quadrinhos de Luis Fernando Verissimo, publicados em jornais como "Zero Hora" e "O Estado de S. Paulo".

O escritor diz que a família "pretende ser um retrato da classe média brasileira".

Cada um dos episódios tem 15 minutos em média. Foram exibidos entre 23 de maio e 13 de junho. O primeiro, "Problemas Domésticos", pode ser visto a seguir:

 

 

Os outros episódios - "Vovô e a Disney", "Ensaiando no Escuro" e "O Cheiro do Bafo" - podem ser vistos por meio deste link, que leva ao site da RBS.

Escrito por PAULO RAMOS às 18h51
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21.07.09

Daniel Azulay volta a ensinar desenho. Agora na internet


Quem tem mais de 30 anos provavelmente se lembra das aulas de desenho dadas na TV por Daniel Azulay no programa infantil "A Turma do Lambe-Lambe".

Ele ensinou a arte do traço nas TVs Educativa e Bandeirantes nas décadas de 1970 e 80. Os personagens dele chegaram a ser publicados em quadrinhos pela Editora Abril.

Azulay voltou a dar as aulas. Mas, agora, na internet, na editoria infantil do portal UOL.

É de lá que reproduzo o vídeo de 7 minutos, que pode ser visto logo abaixo:

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 16h33
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13.07.09

Uma tira do dia

 

Da série "Piratas do Tietê", de Laerte:

 

Crédito: reprodução da versão on-line da Folha de S.Paulo

 

Crédito: a tira foi publicada na edição desta segunda-feira do jornal "Folha de S.Paulo".

Escrito por PAULO RAMOS às 13h08
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09.07.09

Governo de SP vai pedir reembolso por compra de Dez na Área

 

Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

 

Sindicância conclui que obra nacional não foi lida e que editora Via Lettera omitiu conteúdo impróprio

 

 

 

 

 

 

 

 

O governo de São Paulo finalizou a sindicância que apurava a compra do álbum em quadrinhos "Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol", feito por diferentes autores.

A decisão do governo: multar a consultoria que selecionou a obra e pedir reembolso da Via Lettera, editora do livro. Os valores não foram divulgados.

A informação foi noticiada na edição desta quinta-feira do jornal "Agora São Paulo".

Segundo a reportagem, assinada por Livia Sampaio, o texto da sindicância registra que houve omissão da editora a respeito do conteúdo impróprio.

                                                           ***

O álbum traz conteúdo adulto e foi feito por conta da Copa de 2002. O livro foi comprado pelo governo para ser levado a alunos da terceira série, na faixa dos nove anos.

Outra conclusão da sindicância é que os responsáveis pela seleção não leram a obra. Eles teriam se pautado apenas no prefácio feito pelo ex-jogador Tostão.

O caso foi noticiado pela "Folha de S.Paulo" no dia 19 de maio de maio. Na ocasião, o governador do Estado, José Serra, assumiu que houve falha e instaurou uma sindicância.

A informação era que a apuração duraria 30 dias. O resultado final só saiu agora, 50 dias depois. O governo pretende mudar daqui para a frente a forma de seleção das obras.

                                                           ***

Leia mais sobre a polêmica: a notícia, a versão do governador, o repúdio da associação dos cartunistas, o lado do organizador da obra, Orlando Pedroso, as frases ditas na imprensa. 

Escrito por PAULO RAMOS às 22h04
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03.07.09

Uma tira do dia

 

Níquel Náusea, de Fernando Gonsales:

 

Crédito: reprodução da versão on-line da Folha de S.Paulo

 

Crédito: edição desta sexta-feira do jornal "Folha de S.Paulo".

Escrito por PAULO RAMOS às 17h38
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02.07.09

Jornal associa situação de Sarney a quadrinhos de Carlos Zéfiro

 

Crédito: reprodução da parte superior da capa do jornal Extra

 

Merece registro a capa da edição desta quinta-feira do jornal "Extra", do Rio de Janeiro.

A publicação usou dois desenhos inspirados nos quadrinhos de Carlos Zéfiro para explicar duas das acusações enfrentadas pelo presidente do Senado, José Sarney.

Os desenhos podem ser vistos na imagem acima, que reproduz a parte superior da capa.

Carlos Zéfiro era o nome que o funcionário público Alcides Caminha (1921-1992) usava para assinar os quadrinhos pornográficos que criou entre as décadas de 1950 e 70.

As revistas ficaram conhecidas como "catecismos" e foram muito populares na época. Foi uma das primeiras produções independentes de destaque no país.

Escrito por PAULO RAMOS às 19h02
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Mesa de quadrinhos da Flip atinge público não leitor de HQs

Há que se dar tempo ao tempo para perceber que recepção terá a mesa sobre quadrinhos realizada nesta quinta-feira de manhã na Flip, em Paraty, no sul, do Rio de Janeiro.

A Festa Internacional de Literatura de Paraty convidou Rafael Coutinho, Rafael Grampá e os irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon para um bate-papo sobre o tema.

Mas já se percebe que um dos impactos da presença deles no evento seja um diálogo com pessoas que tradicionalmente não leem histórias em quadrinhos.

Um dos sinais disso foi percebido em parte das perguntas do debate, transmitido ao vivo pelo site da Flip e pelo portal G1. Havia um ar de novidade sobre o assunto.

                                                           ***

Por pouco mais de uma hora, tempo de duração da mesa, os quatro autores falaram sobre sua carreira e sobre como produzem as histórias.

Mas também responderam a questões sobre o mercado norte-americano, a ida dos álbuns autorais às livrarias e se enxergam os quadrinhos como literatura.

"Na verdade, isso não importa. Não deveria importar a forma, deveria importar o conteúdo", disse Fábio Moon, em resposta ao mediador, o escritor Joca Reiners Terran.

"Às vezes você se expressa por um livro, às vezes pelo cinema, às vezes por escultura, às vezes por quadrinhos. A gente escolhe os quadrinhos."

                                               ***

Outro sinal claro de que o tema dialoga com outros públicos foi a reportagem exibida na hora do almoço no "Jornal Hoje", da TV Globo.

Segundo a matéria, os quadrinhos fazem sucesso entre os jovens da Flip. A reportagem deu enfoque também à produção norte-americana e à ida dos heróis ao cinema:

 

 

Só para registro: nem de longe lembra a reportagem exibida pelo mesmo telejornal, há dois meses, por conta da inadequação de "Dez na Área, Um na Banheira de Ninguém no Gol".

O álbum nacional foi criado para ser lido por adultos. Mas foi selecionado pelo governo de São Paulo para crianças de nove anos. O governo assumiu a falha.

O "Jornal Hoje" e o "SPTV 1ª Edição", telejornal exibido um pouco antes, mostraram na ocasião um tom de indignação aos quadrinhos e à escolha da obra.                                                 

            ***

Sabe de outras reportagens ou resenhas sobre a mesa de quadrinhos da Flip?

Agradeceria se registrasse no espaço abaixo, destinado aos comentários.

Escrito por PAULO RAMOS às 17h36
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28.06.09

Mais uma charge sobre Michael Jackson

 

Ia deixar Michael Jackson finalmente em paz. Mas esta charge de Maumau merece registro.

Na minha leitura, é a melhor sobre o cantor feita após a morte dele, na quinta-feira passada:

 

Crédito da charge: Maumau

 

Crédito: reproduzo via "Quiosque da Utopia", blog mantido por Maumau.

Escrito por PAULO RAMOS às 19h10
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Folha volta a publicar Hagar na edição de domingo

 

Crédito: reprodução do jornal Folha de S.Paulo

 

Boa notícia para quem gosta das tiras de "Hagar, o Horrível". A "Folha de S.Paulo" voltou a publicar a série, mas apenas aos domingos. A reproduzida acima é da edição de hoje.

O jornal tinha deixado de circular Hagar com a entrada das tiras de "Macanudo", do argentino Liniers. A série começou a ser publicada na última segunda-feira.

Com as mudanças, "Macanudo" para a circular de segunda a sexta. Hagar, aos domingos.

Outra alteração foi pôr um novo dia, sábado, às séries que circulavam apenas aos domingos. É o caso das tiras de Alan Sieber e dor irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon.

                                                          ***

Para registro: duas semanais deste fim de semana trazem reportagens sobre quadrinhos. Mas, nos dois casos, são pautas antigas, já fartamente abordadas na internet.

A "Carta Capital" fez matéria sobre um dos álbuns de Will Eisner vistos com ressalva por educadores. A reportagem, no entanto, não inclui a proibição ocorrida no Rio Grande do Sul.

A "Veja" traz uma reportagem sobre desenhistas brasileiros que fazem sucesso nos Estados Unidos. O mote é Ed Benes, mas cita também Gabriel Bá e Fábio Moon.

Bá e Moon foram bastante premiados por lá em 2008. José Edilbenes - que assina Ed Benes - é um dos principais desenhistas da DC Comics, de Batman e Super-Homem.

                                                           ***

Post postagem (20.06, às 18h22): o leitor Carlos me alerta, com toda a razão, que a "Folha de S.Paulo" publicou uma tira de Hagar também no sábado.

É preciso, então, corrigir esta postagem. Onde se lê "edição de domingo", leia-se edição do fim de semana, incluindo também o sábado.

É nisso que dá postar correndo durante o intervalo de Brasil (3, de virada) e Estados Unidos.

Escrito por PAULO RAMOS às 16h40
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26.06.09

Aberta temporada de charges de Michael Jackson

É uma característica do brasileiro. Fazer piadas de uma figura conhecida logo após a morte dela. Nem Ayrton Senna escapou após morrer em uma corrida em Ímola, na Itália, em 1994.

A bola da vez é Michael Jackson, morto na quinta-feira, nos Estados Unidos, vítima de ataque cardíaco. O microblog Twitter já está cheio de piadinhas.

As charges seguem o mesmo caminho.

Duas delas, de Gió e J. Bosco, lidas no site "Charge Online":

 

Charge de Gió, veiculada no site Charge Online

 

Charge de J. Bosco para o jornal O Liberal, reproduzida pelo Charge Online

 

Vem mais por aí. Deve ser um dos mais caricaturados nos próximos salões de humor.

Escrito por PAULO RAMOS às 13h15
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24.06.09

Duas tiras do dia

 

Para aliviar um pouco a pauta tão densa dos últimos dias, duas tiras desta quarta-feira.

 

Crédito: Chiclete com Banana, de Angeli

 

Crédito: Piratas do Tietê, de Laerte

 

Crédito: Angeli e Laerte, respectivamente, na edição de hoje da "Folha de S.Paulo".

Escrito por PAULO RAMOS às 18h21
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23.06.09

MEC defende distribuição de obras de Will Eisner a escolas

A secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar, defendeu o envio de álbuns em quadrinhos do norte-americano Will Eisner a escolas de todo o país.

Segundo Pilar, as bibliotecas escolares devem ser plurais e representar o pensamento contemporâneo. Quanto ao acervo, defende que deve ser supervisionado pela escola.

"A biblioteca da escola não é como uma biblioteca pública qualquer", disse em depoimento à Rádio Bandeirantes, de São Paulo.

"Ela [a biblioteca] tem um profissional que media o acesso dos alunos aos livros, inclusive. Porque as escolas têm crianças de sete, de dez, de 14, de 17, de 18 anos. E ele não pode ter acesso a qualquer livro".

                                                          ***

O depoimento de Pilar é uma resposta à secretária estadual de Educação do Rio Grande do Sul, Mariza Abreu. Esta entende que as obras são inadequadas ao ensino médio.

A secretária ameaçou entrar na Justiça contra o MEC e orientou que as escolas do Estado recolhessem os álbuns de Eisner, como o blog noticiou no domingo.

"É uma linguagem, cenas de sexo explícito... enfim, nós estamos considerando inadequada para o público adolescente", disse à Rádio Bandeirantes.

A decisão dela foi tomada no fim da semana passada e repercutiu em jornais gaúchos.

                                                          ***

"Um Contrato com Deus e Outras Histórias de Cortiço", "O Nome do Jogo" e "O Sonhador", alvos da polêmica, integram a lista de obras do PNBE, do governo federal.

O programa existe desde 1997 e tem o objetivo de formar bibliotecas escolares em todo o país. De 2006 para cá, passou a incluir quadrinhos na relação de obras selecionadas.

Os álbuns de Eisner foram três dos títulos escolhidos para distribuição nas escolas neste ano. A seleção foi feita por um grupo de professores da  Federal de Minas Gerais.

"Um Contrato com Deus e Outras Histórias de Cortiço" havia causado polêmica no Paraná e, no início do mês, em São Paulo. Uma vez mais, o caso repercutiu na mídia.

Escrito por PAULO RAMOS às 00h22
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Mangá vai narrar volta do Corinthians à primeira divisão

 

Crédito: reprodução do portal Terra

 

 

 

 

 

 

 

 

Possível capa da publicação em quadrinhos, que será lançada no fim de julho

 

 

 

 

 

 

 

 

A notícia foi dada na manhã desta segunda-feira. Não demorou para repercutir nas editorias de esporte dos portais. O Corinthinas vai virar mangá, nome dado ao quadrinho japonês.

A proposta é da empresa de comunicação BB, que assinou contrato com o clube paulista.

"Estamos animados com a iniciativa, pois em menos de 30 dias conversamos com o clube, desenhamos o projeto e vamos colocá-lo no mercado", disse Baroni Neto, diretor comercial da BB, ao site UOL.

O projeto pretende narrar o que o time viveu nos dois últimos anos. Da queda para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro ao retorno, no ano seguinte.

A contratação de Ronaldo e a recente conquista do Campeonato Paulista também vão integrar a revista. A obra será lançada em 25 de julho, com tiragem de 50 mil exemplares.

                                                          ***

O projeto prevê dois formatos. Um, para bancas, terá 64 páginas e vai custar R$ 29,90. Outro, de luxo, será para livrarias e vai ter páginas extras. Será vendido a R$ 59,90.

"Timão em Estilo Mangá" é a segunda obra que se pauta em "Turma da Mônica Jovem".

Lançada no ano passado, a revista mostra uma versão adolescente dos personagens de Mauricio de Sousa. A publicação mensal também é feita nos moldes dos mangás.

No início deste mês, a editora Pixel pôs nas bancas uma versão jovem de Luluzinha. A revista também estampa na capa a expressão "em estilo mangá".

                                                          ***

Nota: as informações desta postagem são dos portais UOL e Terra.

Escrito por PAULO RAMOS às 23h10
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21.06.09

Governo do RS proíbe três álbuns de Will Eisner nas escolas

 

Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

Capa de "O Sonhador", um dos livros recolhidos; obra foi levada pelo governo federal a escolas de todo o país 

 

 

 

 

 

 


O governo do Rio Grande do Sul orientou nesta semana que as escolas estaduais do Estado retirem do acervo três obras em quadrinhos do norte-americano Will Eisner.

Os álbuns são "Um Contrato com Deus e Outras Histórias de Cortiço" - que já causou polêmica em São Paulo e no Paraná" -, "O Sonhador" e "O Nome do Jogo".

Na avaliação da Secretaria Estadual da Educação, os títulos apresentam conteúdo inadequado aos estudantes do ensino médio, público a que foram destinados.

"É uma biografia adulta que deve ser comprada na banca de revistas para quem quiser ler. O problema é a adequação do material a ser usado na escola pública junto a adolescentes", disse a secretária da pasta, Mariza Abreu, ao jornal "Correio do Povo".

                                                          ***

Os três livros não são vendidos em bancas. São comercializados em livrarias e lojas especializadas em quadrinhos. Mas chegaram às escolas via governo federal.

As obras integraram a lista de mais de 20 títulos em quadrinhos que compuseram a lista deste ano do PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola).

Os álbuns - e outros livros selecionados - são enviados diretamente a escolas de todo o país para criar acervos de bibliotecas. Os títulos de Eisner são para o ensino médio.

A secretária, de um governo do PSDB, estuda entrar na Justiça contra o MEC, do PT. "Estudamos a possibilidade de ingresso de ação judicial. Afinal, trata-se de dinheiro público", disse, em depoimento reproduzido uma vez mais do "Correio do Povo".

                                                         ***

O assunto repercutiu no fim desta semana não só no jornal "Correio do Povo", mas também no "Zero Hora", também de Porto Alegre.

Às duas publicações a secretária disse acreditar que o ministro da Educação, Fernando Haddad, desconhece o conteúdo dos álbuns de Will Eisner. Ela iria tentar contato com ele.

Casos como esse têm se tornado frequentes desde que o governo de São Paulo selecionou a alunos de nove anos um álbum direcionado a adultos.

Após isso, o foco tem sido direcionado aos trabalhos de Eisner, em particular "Um Contrato com Deus". O trabalho é um dos pioneiros das "graphic novels" nos Estados Unidos.

                                                          ***

Os críticos da obra resumem o conteúdo a duas cenas. Numa, uma menina de dez anos levanta o vestido e mostra a calcinha ao zelador do prédio onde mora.

Noutra, um pai bêbado agride a esposa e o filho, um bebê. Os outros álbuns trazem uma cena de sexo, sutil, em cada um. E situações de briga, a contar nos dedos da mão.

"O Sonhador" é autobiográfica. Mostra a luta de um aspirante a desenhista em seguir carreira nos Estados Unidos da década de 1930, época em que Eisner começou.

"O Nome do Jogo" apresenta como arranjos familiares podem ajudar famílias a enriquecer. A trama percorre três gerações de diferentes famílias.

                                                           ***

Leia mais sobre a polêmica no Paraná na postagem abaixo. E em São Paulo, neste link.

Escrito por PAULO RAMOS às 15h30
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20.06.09

Vereador paranaense quer retirar álbum de Will Eisner de escolas

O vereador Jair Brugnano (PSDB), da cidade de União da Vitória, no Paraná, quer retirar de escolas da cidade o álbum "Um Contrato com Deus", de Will Eisner.

Segundo o jornal "Gazeta do Povo", fonte das informações desta postagem, Brugnano já proibiu a obra na Escola Estadual São Cristóvão, da qual é diretor.

Ele pretende entrar com ação para ampliar a medida a todas as escolas da cidade, que fica na região sul do Estado. No entender dele, o conteúdo é inadequado aos alunos.

“Esses livros não condizem com a realidade da educação. Os termos neles são vulgarizados e tem até trechos de pedofilia. Acho inadmissível gastar dinheiro público para colocar pornografia nas escolas públicas”, disse ele ao jornal.

                                                           ***

A secretária de Educação da cidade, Marli Brugnano, concorda com a leitura feita pelo vereador. A secretária é esposa dele.

“Os livros chegaram e foram direto para a biblioteca, só depois vimos. Se o MEC manda, a gente confia que é bom", disse ao jornal paranaense.

"Um Contrato com Deus" já havia incomodado uma diretora paulista no mês passado. Ela via na obra violência e alusão a pedofilia.

A versão da diretora pautou, no início deste mês, reportagem do jornal paulistano "Agora" e, um dia depois, matéria no "SPTV 1ª Edição", telejornal local da Rede Globo.

                                                           ***

A polêmica em torno de "Um Contrato com Deus" se restringe a duas cenas, sempre lembradas fora do contexto em que foram produzidas.

Numa, uma menina de dez anos levanta o vestido e mostra a calcinha para o síndico do prédio onde mora. A estratégia, isso não é lembrado, é para roubar o dinheiro dele.

É nessa cena que é visto sinal de pedofilia. No outro momento polêmico, um pai bêbado toma o bebê das mãos da esposa e o arremessa no sofá. Depois, bate na mulher.

As duas cenas integram contos diferentes da obra, ambientada na vida dos cortiços nova-iorquinos da década de 1930. Foi onde o autor nasceu e passou a juventude.

                                                          ***

"Um Contrato com Deus" foi publicado nos Estados Unidos em 1978 e tornou conhecido o termo "graphic dovel", dado a obras norte-americanas mais adultas e autorais.

A obra traz quatro contos. Um é o que dá título ao livro. Houve duas edições no Brasil. A mais recente foi publicada pela editora Devir, de São Paulo, em 2007.

É essa edição que integra a lista do PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola), do governo federal, que seleciona livros e quadrinhos para levar a escolas de todo o país.

A obra de Eisner foi um dos cinco títulos em quadrinhos listados em 2008 para serem distribuídos neste ano a escolas do ensino médio, que tem alunos acima dos 14 anos.

Escrito por PAULO RAMOS às 23h53
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17.06.09

Nota em jornal gera carta de resposta de ilustradores

A SIB - Sociedade dos Ilustradores do Brasil - emitiu hoje à tarde uma carta em resposta a uma nota curta publicada na coluna "Gente Boa", do caderno de cultura de "O Globo".

A nota, intitulada "Ilustradores, unidos", registra que os ilustradores pretendem dividir os direitos autorais de obras - entre elas as infantis - com os autores. Segue o texto:

As editoras de livros enfrentam um novo problema: os ilustradores, principalmente os de livros infantis, querem rachar o direito autoral com os escritores.

Não aceitam mais um xis pelo trabalho. Pedem um percentual nas vendas, de olho na força do setor e nos grandes lotes comprados pelo governo.

                                                          ***

A SIB defende que não quer dividir os direitos autorais com o autor. Mas reivindica uma participação maior no pagamento feito pelas editoras, em particular nas vendas ao governo.

Leia a íntegra da carta de resposta da entidade:

Muito oportuna a nota "ilustradores, unidos”, publicada na edição de hoje. Gostaríamos de esclarecer que a questão dos direitos autorais dos ilustradores é antiga, e vem ganhando força nos últimos anos por conta de uma postura mais consciente dos profissionais, e do próprio amadurecimento do mercado.

A co-autoria de um ilustrador de livro infantil é inegável. Muito mais do que um mero suporte ao texto, as imagens exercem encantamento, definem a identidade do título e possuem enorme poder de decisão na hora da compra. E, como co-autores, nada mais justo que participar dos benefícios obtidos com as vendas.

E, importante salientar, nunca foi proposto rachar o direito autoral com os escritores, e sim com a editora. lustradores e escritores, ambos autores, têm sido parceiros produtivos à literatura infantil e juvenil brasileira.

Não se pretende aqui entrar na justa fatia que o escritor do livro recebe, mas sim em uma nova conta com as editoras – que, apesar de terem no governo brasileiro o maior comprador de livros do planeta, ainda insistem na imposição de contratos leoninos aos seus colaboradores, sejam ilustradores ou artistas gráficos.

A Sociedade dos Ilustradores do Brasil, com duas centenas de associados em todo o território nacional, trabalha pela excelência na prática profissional e entende que os ilustradores não são meros prestadores de serviços, mas parceiros da editora na produção de obras infantis.

Neste momento de mudanças no perfil do mercado é onde se pode concluir esta discussão com benefícios para todas as partes, principalmente para o leitor.

                                                          ***

Assinam a carta nove integrantes do conselho gestor da entidade: Cecilia Esteves, Orlando Pedroso, Jinnie Pak, Chicão Monteiro, Marcelo Martinez, Daniel Bueno, Mauricio Negro, Rodrigo Rosa e Rogério Soud.

"Tem um novo mercado surgindo. A questão é discutir qual a participação do ilustrador nesse mercado", diz Orlando Pedroso, por telefone.

No entender dele e da SIB, é necessário abrir um canal de discussão com as editoras para definir como o desenhista pode se enquadrar, como autor, co-autor ou partícipe dos lucros.

Muitas obras infantis e de cunho didático têm sido incluídas em listas dos governos federal e estadual. Nos últimos anos, a presença de elementos visuais nessas obras tem aumentado significativamente.

                                                           ***

A questão é atual e pertinente: ilustrador de um livro - em particular o de obras infantis - pode ser considerado co-autor?

O que você acha? Deixe sua opinião nos comentários.

Escrito por PAULO RAMOS às 18h40
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15.06.09

As possibilidades das tiras duplas - 2

 

Não era para virar uma série, mas esta tira também merece registro:

 

Crédito: blog Tironas

 

Crédito desta tira: blog "Tironas" (link). Veja outra tira dupla na postagem abaixo.

Escrito por PAULO RAMOS às 19h59
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As possibilidades das tiras duplas

Já faz um tempo que a definição de tira cômica precisa ser alargada.

Não se trata apenas de um texto de humor produzido em formato horizontal fixo. Já há um número grande de casos de piadas que ocupam o espaço físico de duas tiras.

Isso tem sido visto tanto em sites e blogs, que permitem uma maleabilidade maior do formato, como nos veículos impressos - "Folha de S.Paulo" e jornais argentinos.

Tenho acompanhado esse comportamento das tiras há algum tempo. Mas me voltou à mente ao ler este exemplo, veiculado hoje no blog "Um Sábado Qualquer", de Carlos Ruas:

 

Crédito: reprodução do blog Um Sábado Qualquer

 

O dado que me chamou a atenção é que a construção do humor só foi possível por conta dos "dois andares" da tira. É algo para ficar de olho.

Nota: agradeço ao leitor João Paulo Cursino pela dica da tira.

Escrito por PAULO RAMOS às 15h53
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11.06.09

Uma tira do dia que merece registro

 

Crédito: Níquel Náusea, de Fernando Gonsales

 

Crédito: "Níquel Náusea", de Fernando Gonsales, na edição de hoje da "Folha de S.Paulo".

Escrito por PAULO RAMOS às 15h05
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06.06.09

Quadrinhos ocupam espaço privilegiado na imprensa

Direto aos fatos, lidos entre ontem e hoje:

- O caderno de cultura de "O Estado de S. Paulo" deste sábado dedica sete páginas a quadrinhos e obras ilustradas. O jornal noticia de quando em quando o tema. Mas nunca com tanto espaço e com vários títulos de uma só vez.

- A "Carta Capital" desta semana traz matéria de quatro páginas sobre obras que "fazem romance por meio de quadrinhos". Das quatro semanais, a revista é a única que mantém uma regularidade de pautas sobre quadrinhos. Mas nunca chegou a tantas páginas.

- A revista "Piauí" deste mês traz um capítulo de "Cachalote", de Daniel Galera e Rafael Coutinho, álbum nacional que o selo Quadrinhos na Cia. lança em breve. A narrativa ocupa sete páginas da publicação.

                                                          ***

Por mais que a grande mídia tenha aumentado o espaço dedicado aos quadrinhos de 2006 para cá, é raro, raríssimo o tema ocupar tanto espaço numa tacada só.

Ainda mais num espaço da imprensa tradicionalmente dedicado à literatura.

A leitura que se pode fazer é que a entrada no mercado do Quadrinhos na Cia., selo da Companhia das Letras, já começa a ecoar nos veículos de imprensa.

A editora paulista é uma das que mais emplaca pautas na mídia cultural. O mesmo tem ocorrido com os quatro primeiros títulos do selo que começou a vender no fim de maio.

                                                           ***

É esse, pelo menos, o ponto comum entre todas as inserções mencionadas acima.

O Quadrinhos na Cia. aparece no "Estadão", "na "Carta Capital" (em ambos com "Retalhos", de Craig Thompson), na "Piauí".

Resenhávamos nesta semana que a entrada do selo poderia chacoalhar o mercado.

Um dos motivos é que a Companhia tem bom trânsito entre os chamados "formadores de opinião" da mídia cultural, como já se vê.

                                                           ***

Outro motivo é que procura conquistar um novo leitor. É a pessoa que não necessariamente acompanha quadrinhos, mas que frequenta livrarias e aprecia um bom romance.

As matérias lidas neste início de junho na imprensa mostram que o diálogo com esse novo leitor já começa a ser feito.

Os quadrinhos ocuparam, nas três publicações mencionadas, um espaço normalmente preenchido pela literatura. E o mesmo vai se repetir na próxima Flip, em julho.

A Festa Literária de Paraty vai ter uma mesa dedicada a quadrinhos, com presença de Fábio Moon, Gabriel Bá, Rafael Grampá e Rafael Coutinho, de "Cachalote".

                                                          ***

A estratégia tende a agregar valor aos quadrinhos e afinar o diálogo que existe com a literatura. Embora sejam linguagens diferentes, apresentam inegáveis pontos comuns.

Ainda é cedo para perceber onde isso vai dar. Mas, parece, é algo positivo. E serve de contraponto a quem ainda mantém o argumento de que quadrinhos são só para crianças.

Como a pauta recente da mesma imprensa mostrou, é um discurso ainda presente.

O fato é que os quadrinhos neste começo de mês tomaram um espaço habitualmente destinado à literatura. Pode ser o início de algo novo. É para ser observado bem de perto.

Escrito por PAULO RAMOS às 18h58
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04.06.09

Duas tiras que merecem registro

 

Crédito: reprodução da versão on-line da Folha de S.Paulo

 

Crédito: reprodução da versão on-line da Folha de S.Paulo

 

Crédito: Laerte, nas edições de ontem e de hoje do jornal "Folha de S.Paulo".

Escrito por PAULO RAMOS às 15h43
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03.06.09

Abril teve projeto de versão jovem de Luluzinha

 

Crédito: reprodução do blog Papo de Budega

 

 

 


Projeto foi pensado na década de 1990 e foi engavetado 

 

 

 

 

A editora Abril havia planejado uma versão jovem de Luluzinha e Bolinha na segunda metade da década de 1990. O projeto era desconhecido até o momento e não foi adiante.

A informação veio a público nesta quarta-feira em nota do blog "Papo de Budega", da jornalista Sandra Monte. É de lá a imagem acima, produzida pela Abril na época.

A existência do projeto foi passada a Monte por Primaggio Mantovi, então diretor de redação dos quadrinhos da Abril. Ele não explica o que levou a engavetar a ideia.

                                                           ***

Segundo Mantovi, o roteirista Gerson Borlotti e o desenhista Fernando Bonini ficaram a cargo das primeiras histórias. 

A ilustração que mostra os dois personagens como dois namoradinhos - feita por Bonini - foi a que deu origem ao projeto. E a única que restou no arquivo dele.

A Pixel, um dos selos da Ediouro, lança nesta semana uma revista de Luluzinha adolescente. As histórias foram produzidas no formato mangá. Saiba mais aqui e aqui.

                                                           ***

Post postagem (03.06, às 14h10): o colega Delfin me alerta, por e-mail, sobre um dado a respeito dessa nota que realmente precisa ser registrado.

A imagem - a única que teria restado no acervo de Mantovi, segundo o "Papo de Budega" - é do álbum "Luciano", publicado por ele e Bonini em 2005 pela Via Lettera.

A versão adolescente de Luluzinha e Bolinha aparece no sexto quadrinho da página 41. Se o álbum é de 2005, como o projeto foi pensado pela Abril quase dez anos antes?

No momento, não sei a resposta. Creio que a história é da década de 1990. Vou checar.

                                                          ***

Post postagem 2 (03.06, às 14h51): Acabei de conversar por telefone com Primaggio Mantovi. Está correta a informação desta postagem.

Segundo ele, a história foi feita na primeira metade da década de 1990. Ficou parada até ser publicada pela Via Lettera em 2005, mesmo ano da morte de Fernando Bonini.

Ele confirma que foi a partir de uma das imagens da história, a que abre a postagem e incluída na obra, que surgiu a ideia de criar uma versão adolescente de Luluzinha.

"O projeto simplesmente não saiu", disse. "Parou no meio do caminho. A diretoria [da Abril] não deu sinal verde." Segundo Mantovi, foram feitas cerca de seis histórias.

Escrito por PAULO RAMOS às 12h54
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02.06.09

Imprensa perde critério no caso dos quadrinhos na escola

 

Crédito: reprodução do site da editora Devir 

 

 

 

 

 

 

Telejornal da TV Globo questiona presença de obra adulta de Will Eisner em biblioteca de uma escola da Grande SP

 

 

 

 

 

 


É preciso entender o modus operandi da imprensa para perceber que ela já começa a perder critério na cobertura dos livros em quadrinhos levados à escola.

A mídia informativa costuma explorar muito os modismos. Se um assunto encontra eco na população, é forte candidato a ganhar uma suíte, jargão jornalístico para uma reportagem que dá sequência a determinado tema.

Quando essas ondas de modismo ocorrem, qualquer caso semelhante ganha imediatamente os holofotes, mesmo que, numa análise fria, merecesse apenas uma nota ou até nem ser noticiado.

Um caso da semana, apenas para ilustrar. Qualquer mínimo problema técnico que um avião tiver nos próximos dias vai ganhar manchete. O modismo é espelhado na queda do Air Bus-A330 da Air France, que ia do Rio de Janeiro a Paris.

                                                           ***

Nesses casos, há o sério risco de o modismo se sobrepor ao juízo jornalístico. Valoriza-se muito o que não merecia tanto destaque. Basta olhar um pouco atrás o caso da morte da menina Isabela Nardoni, em que a mesma informação foi exaustivamente noticiada.

Está ocorrendo exatamente isso na cobertura da entrada de quadrinhos nas escolas. Isso fica bem claro numa matéria de hoje do "SPTV 1ª Edição", telejornal local da TV Globo.

A reportagem informa que o álbum "Um Contrato com Deus e Outras Histórias de Cortiço", de Will Eisner, é outra obra distribuída pelo governo com conteúdo inadequado a alunos. Neste caso, da sexta série (em torno de 11 anos).

                                                         ***

O livro, reeditado pela Devir em 2007, integra a lista de obras deste ano do PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola). O programa do governo federal distribui livros e quadrinhos a escolas de todo o país.

Ainda segundo a reportagem, o livro foi descoberto por uma diretora de escola de Ferraz de Vasconcelos, cidade da Grande São Paulo. Ela identificou a obra na biblioteca, frequentada por alunos de sexta série.

Nas palavras da repórter Daiane Garbin, da Globo, "pelo nome, o livro de quadrinhos parece inofensivo, mas, virando as páginas, o que se encontram cenas de sexo e violência. Em uma cena, haveria referência à pedofilia e à prostituição infantil".

Ela destaca também uma cena que insinua pedofilia e outra, em que o pai esbofeteia a mãe e arremessa um bebê no sofá. Tudo fartamente ilustrado. A diretora não aparece na matéria.

 

 

À reportagem da Globo, vale reforçar, o ministério da Educação disse que a obra é adequada a estudantes do ensino médio, com mais de 15 anos. E que cabe às escolas a responsabilidade pelos empréstimos.

Os dois apresentadores do telejornal, Carla Vilhena e Cesar Tralli, registraram numa nota-pé (nome do texto lido do estúdio após a exibição da reportagem) que Eisner é um autor reconhecido mundialmente e que apenas a adequação da obra era discutida.

É um claro e tardio mea culpa público. Há exatas duas semanas, os mesmos âncoras questionaram, sim, a qualidade de "Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol", álbum feito por diferentes autores nacionais e destinado ao leitor adulto.

O livro foi comprado pelo governo de São Paulo e seria levado a estudantes da terceira série. O governo admitiu a falha. No "SPTV", o governador José Serra classificou a obra de muito mau gosto, um horror. Carla Vilhena se mostrou chocada na primeira pergunta feita a Serra.

                                                          ***

Como comentamos em texto veiculado na última sexta-feira aqui no blog, o discurso da mídia sobre o caso mudou. Há sinais claros disso na reportagem em pauta.

Tralli e Carla Vilhena explicitaram um tardio - embora educativo a eles e ao público - atestado de que a cobertura anterior teve falhas, assim como o processo seletivo.

Mas fica a pergunta aos pauteiros do "SPTV 1ª Edição": valia a matéria?

Observando o caso friamente, descolado das reportagens recentes, é algo que pouco se sustenta jornalisticamente. É de espantar que tenha sido levado ao ar, ainda mais na Globo.

                                                          ***

É de uma obviedade absurda dizer que uma obra direcionada a adolescentes e adultos esteja numa biblioteca. Mesmo sendo um espaço frequentado por crianças.

O óbvio é que isso ocorre em qualquer biblioteca escolar. Há livros para diferentes públicos. Inclusive o infantil. Cabe a uma bibliotecária controlar o acervo e o empréstimo. O alarde da diretora evidencia um claro despreparo dela. Essa, talvez, seria a matéria.

Mais um fato poria a pauta à prova: o ministério da Educação está correto. A obra foi selecionada para o ensino médio, de modo a compor bibliotecas escolares.

A lista do PNBE inclui para o mesmo público outras duas obras de Eisner - "O Sonhador" e "A Força da Vida" - e duas nacionais - "Domínio Público - Literatura em Quadrinhos" e "O Alienista", vencedora de um Prêmio Jabuti em 2008.

                                                           ***

Outros questionamentos, que faltaram à reportagem, ajudariam a derrubar a matéria.

Primeiro: será que a diretora - que não aparece na matéria - viu inadequação também nas obras literárias presentes no acervo do PNBE? Por que o foco só no álbum em quadrinhos?

Segundo questionamento: qual o contexto das histórias mostradas no álbum de Eisner? O tema era sexo, violência e alusão a pedofilia? Ou eram histórias humanas, situadas nos cortiços nova-iorquinos, onde o autor passou a infância? Enfim: a obra foi lida?

Terceiro questionamento: se vale o que os âncoras disseram, que o objetivo não era questionar a qualidade da obra e do autor, por que o conteúdo do primeiro OFF (narração feita pelo repórter) disse que o "livro parece inofensivo"? Houve contradição.

                                                           ***

Os modismos acabam, é questão de tempo. São sobrepostos por outros modismos.

Mas, até lá, esse modus operandi da imprensa tende a dar corda a um novelo que já não tem mais linha. E passa pelo sério perigo da perda do critério jornalístico, de destacar algo que não merecia ser noticiado. Como neste caso sobre a obra de Will Eisner.

A imprensa corre também o risco de cometer erros nesse processo. Os casos da Escola Base e do Bar Bodega, ambos da década de 1990, são tristes exemplos disso.

Noticiou-se por semanas, à exaustão, a culpa de um grupo de pessoas. Nenhuma era culpada. A correção rendeu uma nota, meses depois. Isso quando houve correção.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h25
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Uma tira sobre o caso do Airbus-A330

 

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, confirmou nesta terça-feira que destroços encontrados na região do arquipélago de Fernando de Noronha são do Airbus-A330.

O avião da Air France era dado como desaparecido desde a noite de domingo.

Ia do Rio de Janeiro a Paris.

Tinha 228 pessoas a bordo entre passageiros e tripulantes.

Segundo a companhia aérea, 58 eram brasileiros.

 

Crédito: Paulo Stocker

 

A tira-homenagem é de Paulo Stocker e foi postada à tarde no blog dele.

Escrito por PAULO RAMOS às 19h56
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31.05.09

Duas tiras que merecem registro 

Crédito: reprodução do blog Misterorror

 

Crédito: reprodução do blog Misterorror

 

Crédito: Guilherme Silveira, no blog Misterorror (link).

Escrito por PAULO RAMOS às 15h05
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29.05.09

Esta é a Luluzinha jovem

 

Crédito: reprodução do jornal Valor Econômico

A imagem ao lado é como Luluzinha vai ficar na versão adolescente.

A personagem será lançada em um mangá da Pixel, produzido por autores nacionais, como o blog antecipou na quarta-feira. A Pixel é um dos selos editoriais da Ediouro.

A empresa tem procurado priorizar a informação para a mídia impressa e somente na semana que vem para os sites e blogs.

A ilustração foi divulgada na edição de hoje do "Valor Econômico". O jornal traz outra novidade, ouvida do diretor-geral da Ediouro, Luiz Fernando Pedroso.

"Vamos lançar ainda dois títulos este ano com a mesma proposta", disse. Segundo Pedroso, o título "mostra a mangalização e o reposicionamento da Pixel".

O selo editorial tinha como carro-chefe a linha adulta da norte-americana DC Comics. A editora carioca rompeu o contrato no início do ano.

Saiba mais sobre o projeto neste link.

Escrito por PAULO RAMOS às 12h36
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25.05.09

Uma charge do dia

 

Crédito: Diogo Salles, no Jornal da Tarde

 

Crédito: Diogo Salles, na edição desta segunda-feira do "Jornal da Tarde".

Salles é também autor do livro de charges "CorruPTos? ... Mas Quem Não É", de 2006.

Escrito por PAULO RAMOS às 19h33
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24.05.09

Ediouro vai lançar versão jovem de Luluzinha, segundo revista

 

Crédito: reprodução de capa de álbum de Luluzinha, da Devir

 

 

 

 

 

 

 


De acordo com "Época", Ediouro vai lançar versão teen da personagem no mês que vem

 

 

 

 

 

 

 

 

Luluzinha e Bolinha vão crescer. As histórias serão contadas em "Luluzinha Teen e Sua Turma", a serem lançadas no mês que vem pela Ediouro.

A informação aparece numa nota, no fim da página 133 da "Época", que começou a ser vendida neste fim de semana. A revista não traz mais detalhes.

O blog não conseguiu contato com ninguém da Ediouro para confirmar a notícia ou ter mais detalhes sobre o projeto.

Se confirmado, o lançamento tenta se espelhar na repercussão de "Turma da Mônica Jovem". A revista faz uma versão adolescente dos personagens de Mauricio de Sousa.

                                                            ***

"Turma da Mônica Jovem" entrou no mercado no meio do ano passado. De imediato, teve eco na mídia.

Os números oito e nove figuram entre os dez títulos infanto-juvenis mais vendidos em lista da "Época" desta semana. Aparecem na décima e terceira posições, respectivamente.

Luluzinha surgiu bem antes da Turma da Mônica. Foi criada nos Estados Unidos em 1935 por Marjorie Henderson Buell, que assinava como Marge.

Dez anos depois, ganhou revista própria, escrita por John Stanley. Essas histórias iniciais vinham sendo publicadas no Brasil pela Devir. A editora lançou até agora seis álbuns.

                                                            ***

A Ediouro tem tentado se firmar no mercado de quadrinhos brasileiro desde 2005, quando pôs nas bancas revistas de Guerra nas Estrelas e alguns títulos europeus.

No ano seguinte, criou o selo Pixel, em parceria com a Futuro Comunicação. Em 2007, conseguiu os direitos de publicação dos selos adultos da norte-americana DC Comics.

A empresa rescindiu o contrato com a DC neste ano. A Pixel não lança títulos nas bancas desde janeiro. A Ediouro publica quadrinhos em dois outros selos: Desiderata e Agir.

O último lançamento foi neste mês, uma adaptação da peça "O Pagador de Promessas", feita por Eloar Guazzelli.

Escrito por PAULO RAMOS às 13h49
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22.05.09

O óbvio: quadrinhos não são só para crianças

A frase que intitula esta postagem - o óbvio: quadrinhos não são só para crianças - é o nome do artigo que publico nesta sexta-feira no jornal "Folha de S.Paulo".

O texto foi feito em parceria com Waldomiro Vergueiro, professor da Universidade de São Paulo e coordenador do Observatório de Histórias em Quadrinhos, também na USP.

O artigo aborda a polêmica causada nesta semana pelo álbum "Dez na Banheira, Um na Banheira e Ninguém no Gol". A obra, adulta, seria destinada a crianças.

O governo estadual, que selecionou e comprou 1.216 exemplares do livro, reconheceu a falha e recolheu o material.

O artigo foi publicado na seção "Tendências e Debates", espaço nobre da Folha, dedicado a artigos de opinião. Segue o texto, na íntegra.

                                                          ***

Reportagem desta Folha publicada na última terça-feira (dia19) revelou que uma obra em quadrinhos com palavrões e conotação sexual seria distribuída pelo governo paulista a alunos do terceiro ano do ensino fundamental. Em nota, a administração estadual reconheceu a falha e mandou recolher os 1.216 exemplares adquiridos.

O governador José Serra prometeu punição aos responsáveis e instaurou uma sindicância. Em entrevista ao telejornal "SPTV - 1ª Edição", da TV Globo, classificou o livro em quadrinhos como um "horror", obra de "muito mau gosto".


É preciso olhar criticamente esse noticiário, pois corre o risco de haver generalizações e reprodução de discursos antigos a respeito das histórias em quadrinhos. É o caso da associação delas somente às crianças.

A obra em pauta -"Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol"- não é direcionada ao público infantil. O álbum foi pensado para o leitor adulto, como confirmam o organizador da publicação, o ilustrador Orlando Pedroso, e outros desenhistas do livro.

O governo de São Paulo acerta ao não distribuir a obra a estudantes de nove anos. Nessa idade, o aluno não está preparado para uma leitura nesses moldes. Seria um desserviço pedagógico. Mas parece estar por trás dessa questão um olhar ainda estreito sobre as histórias em quadrinhos, herdado das décadas de 1940 e 1950.

Tal olhar ainda está presente também em parte da imprensa. Reportagem sobre o assunto, exibida na edição noturna do "SPTV", começava com a frase "as histórias são em quadrinhos, mas o conteúdo não tem nada de infantil". É um discurso que enxerga a linguagem como feita exclusivamente para crianças. É claro que o conteúdo não é infantil: a obra foi direcionada ao leitor adulto. A falha, assumida pelo governo do Estado, foi direcioná-la ao ensino fundamental.

Os quadrinhos, assim como a literatura, o teatro e o cinema, possuem uma diversidade de gêneros. Um deles é o infantil, do qual faz parte a Turma da Mônica, de Mauricio de Sousa. Mas há muitas outras produções, direcionadas a diferentes leitores. Inclusive aos adultos, como provam muitas livrarias e as tiras publicadas neste jornal.

O mesmo discurso tende a ver os quadrinhos de forma infantilizada ou não séria. Essa generalização evidencia desconhecimento sobre as histórias em quadrinhos e sua produção e afastou das escolas, por décadas, essa forma de leitura.

Os primeiros passos para a inclusão "oficial" dos quadrinhos no ensino ocorreram no fim do século passado com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e, pouco depois, nos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais), ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, quando o atual secretário estadual da Educação, Paulo Renato Souza, era ministro da Educação e do Desporto. Os parâmetros traziam orientações para as práticas pedagógicas dos ensinos fundamental e médio.

Outra medida que levou as obras em quadrinhos às escolas ocorreu na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A partir de 2006, publicações em quadrinhos foram incluídas na lista do PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola), que distribui livros para escolas de todo o país. A prática foi repetida nos anos seguintes e também no edital deste ano.

Em 2008, a pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", do Instituto Pró-Livro, revelou que as histórias em quadrinhos encontram forte eco entre os brasileiros. É o gênero mais lido entre os homens e o sétimo mais listado pelas mulheres. Especificamente entre estudantes até a quarta série, os quadrinhos são o terceiro item mais mencionado (36%).

São corretas as iniciativas de levar histórias em quadrinhos à sala de aula e ao roteiro de leitura dos estudantes. No entanto, há dois cuidados que deveriam ser óbvios, mas que o noticiário recente revelou que não são. O primeiro é haver uma seleção do material, de modo a separar as obras de melhor qualidade e destiná-las a seu público ideal. "Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol" tem qualidade. Mas não é destinada ao leitor juvenil.

O segundo cuidado é o de não associar as histórias em quadrinhos somente ao público infantil. Do contrário, corre-se o risco de repetir a falha agora vista e de generalizar discursos adormecidos, que são despertados em situações-limite como essa.


Paulo Ramos, 37, é jornalista e professor adjunto do curso de letras da Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo). É autor de "A Leitura dos Quadrinhos".
Waldomiro Vergueiro, 52, é professor titular da Escola de Comunicações e Artes da USP e coordenador do Observatório das Histórias em Quadrinhos, da mesma universidade. É organizador do livro "Como Usar as Histórias em Quadrinhos na Sala de Aula".

Escrito por PAULO RAMOS às 10h05
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21.05.09

Frases que ficaram do caso Dez na Área

A polêmica em torno do livro "Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol" começa a caminhar para o esquecimento, como normalmente ocorre na cobertura da imprensa.

Se não for descoberto algo novo, vai haver algumas análises aqui e ali até o fim da semana. O tema deve ser também retomado pelas revistas semanais.

Mas, antes de virar a página - ou a postagem, no caso de um blog -, é relevante registrar as frases que esse caso gerou até aqui e que serão relembradas futuramente.

Lidas isoladamente, elas se destacam por diferentes motivos: ora pela sobriedade da afirmação, ora pelo explícito preconceito ou desconhecimento sobre a área de quadrinhos.

                                                           ***

Às frases:

- "SP distribui a escola livro com palavrões"
   19.05 - Título da reportagem da "Folha de S.Paulo", que revelou o caso

- "Eu achei um horror isso"
   19.05 - Governador José Serra, em entrevista ao "SPTV 1ª Edição", telejornal local da TV Globo

-  "Queria saber como isso foi parar nas escolas. Eu sou mãe, o senhor também tem família, filhos, netos. A gente fica até assustado quando acontece uma coisa dessas."
   19.05 - Carla Vilhena, apresentadora do "SPTV 1ª Edição", na formulação de pergunta a Serra

- "Eu aliás achei de muito mau gosto. Desenho, tudo"
   19.05 - Governador José Serra, na mesma entrevista ao "SPTV 1ª Edição"

- "Responsáveis por cartilhas com conteúdo impróprio serão punidos, diz Serra"
 
19.05 - Título de vídeo com entrevista de Serra no site do SPTV, sobre o livro em quadrinhos

- "As histórias são em quadrinhos, mas o conteúdo não tem nada de infantil"
   19.05 - 1ª frase da jornalista Monalise Perrone, em reportagem sobre o tema no "SPTV 2ª Edição"

- "Eu por exemplo, não recebi um puto pela HQ e agora tenho que dar entrevista pra CBN e explicar que essa HQ jamais deveria entrar em uma sala de aula."
   19.05 - Caco Galhardo, um dos autores do livro, em postagem de seu blog

- "A Associação dos Cartunistas do Brasil, que vem participando por anos da luta pelo reconhecimento do autor brasileiro na área dos quadrinhos e humor gráfico, não pode deixar de dizer que as informações colocadas, dessa forma na mídia, podem depor contra um trabalho sério nas escolas de utilização de publicações de quadrinhos como ferramenta de incentivo à leitura e cultura nacional"
  19.05 - Nota da Associação dos Cartunistas do Brasil sobre o caso, aqui no blog  

- "Segundo a Apeoesp, o livro, composto de 11 histórias em quadrinhos, não tem linguagem apropriada para a idade das crianças, tem problemas de descaracterização da História do Brasil, tem teor homofóbico (de preconceito contra homossexuais) e ainda faz apologia ao PCC (Primeiro Comando da Capital)."
  19.05 - Reportagem do site do jornal "A Cidade", de Ribeirão Preto, interior paulista

- "Compraram livros sem ler para estimular a leitura dos jovens!"
 
20.05 - Spacca, um dos autores do livro, em entrevista a Telio Navega, do blog "Gibizada"

- "Quando eu fiz o livro, era destinado a outro público, de mais idade." (...) "Quem comprou não avaliou isso. O problema todo foi a falha de seleção em si."
 
20.05 - Lélis, um dos autores do livro, em entrevista aqui no blog

- "Essa é definitivamente a declaração mais infeliz de todas. Ele não leu o álbum."
  20.05 - Orlando Pedroso, organizador do livro, aqui no blog, sobre a declaração de Serra 

- "Cartunistas estão pagando pato por erro de secretaria"
 
20.05 - Jornalista Barbara Gancia, em seu blog

- "Diálogo com atendente da Livraria Cultura: - Você tem o livro #deznaárea? - Ué, por que todo mundo está pedindo a obra?"
  20.05 - Diálogo protagonizado por este jornalista, durante sondagem sobre as vendas do livro; diálogo foi registrado no Twitter

- "Gibi não é pra criança. Gibi não é pra criança. Gibi não é pra criança. Gibi não é pra criança. Gibi não é pra criança. Gibi não é pra criança. É inacreditável que em 2009 eu precise repetir isso quinhentas vezes para ver se entra na cabeça desse povo burro"
   20.05 - André Forastieri, jornalista, em seu blog do UOL

                                                            ***

Ouviu ou leu alguma outra frase marcante sobre o caso Dez na Área?

Deixe registrada nos comentários.

Escrito por PAULO RAMOS às 09h44
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19.05.09

Serra diz que álbum em quadrinhos é de "muito mau gosto"

O governador de São Paulo, José Serra, disse hoje que o álbum em quadrinhos "Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol" é de "muito mau gosto".

Serra reafirmou que houve falha na seleção da obra e que os responsáveis serão punidos.

O álbum foi comprado pelo governo estadual para ser levado a alunos da terceira série do ensino fundamental.

A obra foi publicada em 2002 pela Via Lettera e não foi pensada para ser usada de forma paradidática. A proposta era reunir crônicas sobre futebol na forma de quadrinhos.

Quatro das 11 histórias traziam palavrões. Uma delas tratava de temas sexuais. A publicação trazia trabalhos de diferentes autores nacionais. 

                                                          ***

As declarações de José Serra foram dadas em entrevista ao "SPTV 1ª Edição", telejornal local da TV Globo, exibido na hora do almoço.

Um trecho do depoimento foi reproduzido pouco depois no "Jornal Hoje", também da Globo, apresentado para todo o país.

Agora à noite, o "SPTV 2ª Edição" retomou o assunto. A matéria iniciava dizendo que "as histórias são em quadrinhos, mas o conteúdo não tem nada de infantil".

No "Jornal da Band", também agora à noite, o comentarista Joelmir Betting falou de um "código de defesa de pais e alunos".

                                                           ***

O assunto veio a público na edição desta terça-feira do jornal "Folha de S.Paulo". A notícia tem ecoado na imprensa desde então.

Assista à entrevista de José Serra na íntegra, reproduzida do site do "SPTV":

  

Escrito por PAULO RAMOS às 19h31
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16.05.09

Uma tira que merece registro

 

Crédito: reprodução do blog Stockadas


Crédito: a tira é de Paulo Stocker e foi postada no blog dele, o "Stockadas".

Escrito por PAULO RAMOS às 11h56
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13.05.09

Uma tira que merece registro

 

Crédito: reprodução da versão on-line da Folha de S.Paulo

 

Crédito: a tira de Laerte foi publicada na edição desta quarta-feira da "Folha de S.Paulo"

Escrito por PAULO RAMOS às 22h06
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12.05.09

Mais uma façanha precoce de João Montanaro

 

Crédito: reprodução do blog Por João

 

Lembram-se do João Montanaro, menino de 12 anos que faz tiras de adultos e que foi noticiado aqui no blog no dia 22 de abril?

Pois bem, ele conseguiu mais uma façanha precoce, que merece registro: foi entrevistado para a MTV. Segundo ele, a reportagem vai ao ar nesta terça-feira, às 21h30.

Pensata minha: este caso comprova uma leitura que tenho feito há algum tempo e que, até então, mantinha apenas em conversas reservadas.

A mídia virtual tem sido a principal fonte de outros órgãos de imprensa quando o assunto são histórias em quadrinhos. Temos agora mais um caso assim.

Numa época em que se discute o fim dos jornais impressos, isso ganha outra cor.

Em tempo: a tira acima é de autoria do João e foi reproduzida do blog dele.

Escrito por PAULO RAMOS às 23h36
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11.05.09

A vingança da gripe suína

 

Crédito: reprodução do site do jornal Gazeta do Povo

 

Crédito 1: a autoria é de Paixão. A charge circulou no site do jornal "Gazeta do Povo", de Curitiba, no dia 28 de abril. 

Crédito 2: agradeço a José Alberto Lovetro, o JAL, e Ricardo Yazigi por terem me enviado, em e-mails diferentes, a mesma dica de charge para postar aqui no blog.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h45
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10.05.09

Quadrinhos são literatura?

 

A pergunta pautou matéria do "Entrelinhas", programa da TV Cultura voltado à literatura.

Fui um dos entrevistados. Minha leitura é que existem diálogos evidentes entre as duas áreas. Mas quadrinhos são quadrinhos e literatura é literatura.

Segue a reportagem, reproduzida do site de vídeos "YouTube".

  

 

Escrito por PAULO RAMOS às 16h13
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06.05.09

Laerte participa de talk show animado da MTV

Esta é, com certeza, uma das entrevistas mais diferentes da carreira de Laerte.

O criador dos Piratas do Tietê participou do "Infortúnio com a Funérea", um talk-show da MTV em que pessoas interagem com animações.

O quadrinista fala sobre salões de humor, seu blog, suas influências. E encerra revelando o que escreveria em sua lápide. Não revelo o que é para não estragar a surpresa.

O resultado ficou bem divertido. Pode ser conferido abaixo.

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 00h52
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01.05.09

História de Brian Bolland, feita em 1978, pode ser lida na internet

 

Crédito: reprodução do site Hairy Green Eyeball

 

A sequência acima é uma daquelas surpresas que o mundo virtual esconde até revelar.

Trata-se de uma história em quadrinhos de fevereiro de 1978, desenhada por Brian Bolland para a revista inglesa "The House of Hammer". A trama se chama "Vampire Circus".

As 19 páginas da história de terror estão disponíveis para leitura on-line no site "Hairy Green Eyeball", que pode ser acessado neste link.

                                                           ***

Brian Bolland ganhou fama nos Estados Unidos na década de 1980.

Foi quando fez a arte de duas obras de destaque da DC, ambas publicadas mais de uma vez no Brasil: "Camelot 3000" e "A Piada Mortal", esta escrita por Alan Moore.

Para registro: o crédito da descoberta é de Edu Mendes, que pôs a dica no Twitter.

Escrito por PAULO RAMOS às 15h47
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