09.02.10

Autores finalizam adaptação de Memórias Póstumas

 

Adaptações machadianas - 1

 

Página de Memórias Póstumas de Brás Cubas

 

 

 

 

 

 

 

Página do álbum machadiano, escrito por Wellington Srbek e desenhado por J. B. Melado 

 

 

 

 

 

 

 

Esta reportagem virtual deveria abrir com o fato mais quente. Suposto o uso vulgar seja começar pelo início, duas considerações levaram a adotar diferente método.

A primeira é que o caso já é de conhecimento da comunidade virtual. A segunda é que tornaria o texto talvez não mais galante, mas seguramente menos óbvio.

A intertextualidade lida aqui será usada também no diálogo entre original e adaptação no álbum que levará para os quadrinhos o romance "Memórias Póstumas de Brás Cubas".

Publicado em 1880 em capítulos e, um ano depois, em livro, a obra de Machado de Assis (1839-1908) teve roteiro de Wellington Srbek e desenhos de J. B. Melado.

                                                         ***

O desenhista concluía em janeiro as cores da adaptação. Alguns ajustes na inserção do texto separavam a entrega da obra à Agir, da Ediouro, que demonstrou interesse no projeto.

Até onde a vista alcança, não há uma data de lançamento. O roteirista acredita que seja neste ano. A Agir tem outra adaptação recebida há quase dois anos e não publicada.

Escritor de "Estórias Gerais", álbum feito em parceria com Flávio Colin (1930-2002), o mineiro Wellington Srbek diz ter finalizado o roteiro em outubro de 2008. 

Começou, então, a produrar editoras. A melhor oferta que recebeu foi da Agir. Segundo ele, a editora pediu apenas um pequeno ajuste no número de páginas. De 80 para 78.

 

Página do roteiro de Wellington Srbek> Crédito: imagem fornecida pelo autor

 

 

 

 

 

 

 

Página do roteiro feito por Wellington Srbek na forma de desenho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O visual imaginado por J. B. Melado - as iniciais de João Batista - ainda é um mistério. A única que escapou é a do início da postagem, a primeira ser mostrada ao público.

A editora não autoriza a divulgação das imagens, segundo Srbek. A apresentada nesta matéria é referente à página 10.

O roteiro do escritor, feito na forma de páginas em quadrinhos, ao contrário, é fartamente mostrado no blog de Srbek. Nos esboços, há alguns indícios de como a obra pode ficar.

Ele diz que pretende manter duas das características estilísticas do romance: o diálogo com o leitor e a metalinguagem. Mas, claro, com os recursos da linguagem dos quadrinhos.

                                                         ***

"A metalinguagem, assim como a ironia do texto machadiano, foram elementos que procurei manter e reproduzir no roteiro de quadrinhos", diz Srbek, históriador e doutor em educação.

"Uma das formas que empreguei para alcançar isso foi brincar com a disposição de quadros e em especial com as interferências do Brás narrador no meio da narração."

"Ou seja, como ocorre no livro, às vezes ele surge do nada, entre os quadros para fazer algum comentário, quase sempre irônico."

Brás Cubas inicia a obra machadiana morto em 1869, aos 64 anos. Nos capítulos seguintes, ele rememora com o leitor, seu constante interlocutor, os fatos de sua vida.

                                                          ***

Srbek tem um outro roteiro machadiano, concluído em setembro do ano passado. É uma versão em quadrinhos de "Dom Casmurro", ainda sem editora definida.

"Dom Casmurro" é adaptado por outros dois autores, Mario Cau e Felipe Greco. É o tema da postagem desta quarta, na segunda reportagem da série "adaptações machadianas".

                                                          ***

Post postagem (10.02, à 0h23): Wellington Srbek, a quem agradeço, me alerta que a imagem usada na versão anterior desta postagem não era da obra. A que agora abre a matéria é. A alteração exigiu um ajuste no texto do décimo parágrafo.

Escrito por PAULO RAMOS às 19h46
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Livro brasileiro ensina a desenhar quadrinhos

 

E Espetacular Arte de Desenhar Quadrinhos. Crédito: reprodução do site do autor

 

 

 

 

 

 

 

Obra do quadrinista Lederly Mendonça tem lançamento na próxima quinta-feira em Fortaleza

 

 

 

 

 

 

 

O livro "A Espetacular Arte de Desenhar Quadrinhos" (Editora Senac, 130 págs.) terá lançamento na próxima quinta-feira à noite em Fortaleza (CE).

O trabalho é de Lederly Mendonça, que se desenha nos sete capítulos da obra. Tal qual o norte-americano Scott McCloud, usa a si próprio para explicar os fundamentos da arte.

"Me coloco como personagem e interajo metalinguisticamente com o leitor, abordando os assuntos de forma casual e bem-humorada", diz o quadrinista em sua página virtual.

O livro aborda um aspecto do desenho em cada um dos capítulos: anatomias feminina e masculina, personagens, cenografia, roteiro, quadrinização e ferramentas usadas.

                                                         ***

Este é apenas um dos livros sobre quadrinhos programados para este ano. Leia quais são as outras obras em pauta na postagem de 18 de janeiro.

                                                         ***

Serviço - Lançamento de "A Espetacular Arte de Desenhar Quadrinhos", de Lederly Mendonça. Quando: quinta-feira (11.09). Horário: 19h. Onde: Sesc/Senac Iracema. Endereço: rua Boris, 90, Fortaleza.

Escrito por PAULO RAMOS às 19h03
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08.02.10

Companhia das Letras vai publicar dois álbuns de Luiz Gê

 

Trecho de Avenida Paulista. Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

Trecho de "Avenida Paulista": história do quadrinista publicada em 1991 vai ser relançada pela editora

 

 

 


A Companhia das Letras fechou acordo com Luiz Gê para publicar dois álbuns do quadrinista. Um será uma reedição de "Avenida Paulista". O outro, a continuação de uma antiga ideia.

O namoro da editora com o autor vem desde os meses finais do ano passado. O acordo foi oficializado neste início de mês.

"Avenida Paulista" havia sido publicada pela primeira vez numa edição especial da "Revista Goodyear", no fim de 1991. Mostra o surgimento da avenida e como ela será no futuro.

A história, de 66 páginas, permeia os fatos com toques fictícios, tanto nos desenhos quanto nos personagens mostrados. Entre as páginas, textos contextualizam a época. A narrativa foi escrita e desenhada por Gê. Os diálogos, a cargo de Geraldo Mayrink. 

                                                         ***

Ainda não há uma data de lançamento. A editora gostaria que fosse ainda em 2010. Tudo vai depender do tempo gasto no processo de reedição.

"Vamos mexer um pouco no livro. Trocar, por exemplo, aqueles blocos de texto ao longo da história por outra coisa", diz André Conti, editor de quadrinhos da Companhia das Letras.

"Ainda não sabemos ao certo, mas uma das ideias é bolar uma vinheta sobre a Paulista que, paralelamente, narre uma outra história sobre a avenida."

"Também vamos colocar um texto novo no fim, colocando um pouco em perspectiva a visão do livro sobre a história da Paulista."

                                            

Trecho de Viagem ao Centro do Universo. Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

Página de abertura de "Viagem ao Centro do Universo", narrativa de 1990 que será transformada em álbum 

 

 

 

 

 

 

"Viagem ao Centro do Universo", na verdade, já existe. É uma história de 12 páginas feita por Gê para o número 23 da revista "Chiclete com Banana", de junho/julho de 1990.

A narrativa mostra a chegada de um especialista, Doutor Spix, ao que seria o centro do universo. A ida dele até o local se deu por um convite da Academia Imperial.

A última página deixa o final em aberto e a intenção de continuar com a história numa publicação da Circo Editorial, responsável pela revista de Angeli.

Uma legenda dizia que "o levantamento sobre os passos seguintes serão publicados a seguir em uma trepidante revista desta editora. Aguardem!". Não teve sequência. Agora terá.

                                                           ***

Depois de 19 anos, Gê quer mostrar quais foram os próximos passos de Spix. A proposta acertada com a Companhia das Letras é produzir um álbum de mais de cem páginas.

A editora planeja pôr a obra à venda no ano que vem. Os dois lançamentos marcam o adiado retorno de Luiz Gê aos quadrinhos autorais.

Chargista e quadrinista desde a década de 1970, ele deixou a área nas duas últimas décadas para se dedicar à universidade. Hoje, dá aulas no Mackenzie, em São Paulo.

O desenhista havia ensaiado uma volta no ano passado, ao lançar uma adaptação do romance "O Guarani", pela editora Ática.

                                                          ***

O autor já sinalizava o desejo de um retorno aos quadrinhos há pelo menos três anos. Leia mais sobre o assunto em entrevista com Luiz Gê na  postagem de 19.04.2007.

Escrito por PAULO RAMOS às 15h44
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07.02.10

Panini anuncia revolução editorial em revistas de super-heróis

 

Superman 87. Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

Informação consta na revista "Superman" deste mês (capa ao lado) e indica mudança na forma como o leitor "consome suas revistas hoje" 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Panini sinaliza que haverá mudanças nas revistas de super-heróis. Ou, nas palavras da editora, vai ocorrer uma "revolução editorial" na forma de acompanhar os títulos.

A informação aparece na seção de cartas da revista "Superman", à venda nas bancas desde o fim da semana. O texto é assinado pelo editor da revista, Bernardo Santana. 

Por enquanto, há o fato, mas não a explicação do que se trata. Diz Santana, no texto:

"Não, sem pistas ainda, curioso leitor, mas pode crer que o que estamos preparando vai mudar a maneira como você consome suas revistas hoje."

                                                         ***

O blog entrou em contato na sexta-feira à noite, por e-mail e via Twitter, com os editores responsáveis pelos títulos da Marvel (de Homem-Aranha) e da DC (de Super-Homem).

Ainda não houve resposta, algo compreensível, posto que estamos no fim de semana. Assim que a editora se manifestar, o blog põe a explicação no ar.

A Panini tem editado as revistas mensais de super-heróis de uma maneira uniforme. Reúne nas cem páginas de cada publicação o equivalente a quatro títulos norte-americanos.

Nos Estados Unidos, as histórias de cada um dos personagens são editadas em revista própria. Com isso, ao invés de poucos títulos, há uma ampla oferta de publicações ao leitor.

Escrito por PAULO RAMOS às 10h27
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06.02.10

Safra independente 2010 começa a gerar os primeiros frutos

 

Camiño di Rato 3. Crédito: reprodução do blog da revista

 

 

 

 

 

 

 

Capa de "Camiño di Rato", revista que terá lançamento no fim do mês em São Paulo 

 

 

 

 

 

 

 


Os primeiros sopros independentes do ano começam a ventilar as lojas de quadrinhos. Já há pelo menos três trabalhos publicados. Dois deles têm lançamentos neste mês.

A primeira sessão de autógrafos ocorre neste sábado, às 19h30, em São Paulo. O grupo da revista "Subversos" lança o sexto número da publicação, que é distribuída de graça.

O título reúne trabalhos de autores de diferentes partes do país. O diferencial desta edição é que nela predominam as mulheres. Dos 32 participantes, 27 são do sexo feminino.

A revista é produzida com verba do projeto VAI (Valorização de Iniciativas Culturais), da prefeitura paulistana. O lançamento será na HQMix Livraria (Praça Roosevelt, 142).

                                                          ***

A livraria paulistana hospedará no próximo dia 27 outra sessão de autógrafos, a da revista "Camiño di Rato", mais um projeto que agrega em suas páginas diferentes autores.

A química usada neste terceiro número produziu um composto eclético: há quadrinhos filosóficos e de humor, mistura de quadrinistas novos com outros, já conhecidos.

Participam 13 autores: Alberto Pessoa, Alexandre Grego, Beto Martins, Bira Dantas, D. Ramírez, Edgar Franco, Gazy Andraus, Gian Danton, Gonçalo Jr., Guilherme Silveira, Soter Bentes, Vinícius Posteraro e o veterano Júlio Shimamoto, autor da capa.

A revista independente custa R$ 6 e pode ser comprada por intermédio do e-mail da revista: caminhodirato@gmail.com .

                                                         ***

Outro trabalho independente que chega ao terceiro número é "Penitente". Editada por Lorde Lobo, a revista traz mais uma história do personagem-título, um vigilante morto-vivo.

Penitente costuma levar almas más para o além. Em geral, pessoas que põem outras em situação de perigo. Em troca, pede aos salvos que rezem por sua alma.

Na trama desta nova edição, o enigmático ser salva um morador de rua dos maus-tratos de um grupo de jovens, que o espancavam para uma gravação.

A revista custa R$ 4 - R$ 5 pelo correio - e também pode comprada via blog do editor (link). Apenas para registro: algumas páginas da história vieram repetidas.

Escrito por PAULO RAMOS às 00h29
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05.02.10

Quadrinhos com desconto em São Paulo e Salvador no fim de semana

Duas promoções - uma em São Paulo e outra em Salvador - vão vender obras em quadrinhos com desconto neste fim de semana.

A promoção paulista ocorre neste sábado, das 10h às 22h, na loja da Devir (rua Teodureto Souto, 624, no Cambuci).

A queima de estoque prevê descontos de 30% em obras da Devir e de 50% em títulos nacionais de outras editoras. Quadrinhos importados terão equiparado o dólar ao real.

No domingo, em Salvador, a Câmara Bahiana do Livro vai vender com desconto livros de autores locais, entre eles Antônio Cedraz, criador da série Turma do Xaxado. A partir das 9h, no pátio do Teatro Castro Alves (Pça. Dois de Julho, s/n, no Campo Grande). 

                                                         ***

Post postagem (às 11h55): o colega Eduardo Nasi, a quem agradeço, me lembra de que há uma terceira promoção, esta em Belo Horizonte.

Os mineiros terão uma edição local da Fest Comix, tradicional promoção paulistana. Como é característico do evento, os quadrinhos serão vendidos com desconto mínimo de 20%.

Será neste sábado e domingo, das 11h às 19h, durante o encontro Anime Punch, realizado no Centro Universitário de Belo Horizonte (rua Libero Leone, 259, no Estoril).

Escrito por PAULO RAMOS às 11h36
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02.02.10

Brasileiros concorreram a principal prêmio do quadrinho francês

 

Top! Top! 25. Crédito: reprodução do site do festival

 

 

 

 

 

 

Fanzine "Top! Top!", editado por Henrique Magalhães, foi um dos três trabalhos nacionais selecionados para o Festival de Angouleme 

 

 

 

 

 

 

 

 

A maratona feita neste blog para marcar o Dia do Quadrinho Nacional adiou a postagem desta pauta, atraso agora corrigido.

Três trabalhos brasileiros foram selecionados pelo Festival Internacional de Angouleme, a principal premiação de quadrinhos da França e uma das mais destacadas da Europa.

As revistas "Top! Top!" e "Garagem Hermética" e o jornal com informações do grupo independente Quarto Mundo foram indicados para a categoria de produções alternativas.

As obras nacionais disputaram com outros 40 trabalhos de todo o mundo. O vencedor foi o terceiro número da revista chinesa "Special Comics".

                                                         ***

"Top! Top!" é um fanzine produzido pelo professor universitário Henrique Magalhães, responsável pela editora Marca de Fantasia, de João Pessoa.

O que concorreu no Angouleme foi o 25º número da revista, lançado em março de 2009. A revista explorava o trabalho em quadrinhos do também professor universitário Edgar Franco.

"Garagem Hermética" é uma das revistas ligadas ao Quarto Mundo, selo que agrega autores independentes de diferentes partes do país. A revista é mantida pelo grupo Sócios Ltda.

O terceiro trabalho selecionado no Angouleme também está ligado ao Quarto Mundo. É um jornal que trazia informações sobre o grupo e que foi distribuído de graça.

                                                         ***

Os inéditos no Brasil "Pascal Brutal", "Dungeon Quest" e "Paul à Quebec" estão entre os álbuns vencedores das principais categorias da premiação francesa.

O site do festival traz uma relação dos ganhadores das 11 categorias do Angouleme. Mostra também todos os trabalhos selecionados. Para acessar, clique aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 17h00
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29.01.10

Diferentes eventos marcam Dia do Quadrinho Nacional

Uma série de encontros e lançamentos em diferentes partes do país vai marcar o Dia do Quadrinho Nacional, comemorado neste sábado.

A programação começa já nesta sexta-feira à noite, em Belo Horizonte.

Às 19h, vai haver uma exposição e encontro com autores no Restaurante Alphino (r. Tupinambás, 187).

Antes, das 13h às 16h, uma palestra com autores, pesquisadores e editores ocorre em Graças, em Pernambuco, na Faculdade Mauricio de Nassau (r. Joaquim Nabuco, 778).

                                                          ***

Os outros eventos ocorrem no sábado. Em São Paulo, a data será lembrada no 6ª Feira do Quadrinho e Arte. A programação começa às 11h30 com uma oficina de humor.

A tarde será dedicada a palestras com autores, editores e jornalistas. A feira promete também venda de alguns títulos com até 50% de desconto. Será r. Cardeal Arcoverde, 422.

No ABC paulista, estão marcados dois encontros neste sábado, ambos à tarde. Em Santo André, há o 8º Encontro de Cartunistas do ABC e São Paulo. Vai das 15h às 20h, no Fran´s Café da av. Portugal (nº 1.126). A entrada é uma revista em quadrinhos.

Em São Caetano do Sul, às 13h, vai haver um bate-papo com editores da Panini. Durante a tarde, haverá também troca de quadrinhos. Na Estação Jovem (r. Serafim Constantino, s/nº).

                                                         ***

Fortaleza vai sediar encontros e lançamentos. Às 15h, Valdeci Carvalho autografa a revista "As Desventuras de Davi" no Centro Cultural Bom Jardim (rua Três Corações, 400).

Durante todo o sábado, das 8h às 18h, será realizado um encontro com autores na Gibiteca de Fortaleza. Vai haver também lançamentos de "Penitente", "Quadrix" e "Seven Dayz".

De volta a São Paulo, o sábado à tarde terá duas sessões de autógrafos que coincidem com a data. Mauricio de Sousa recebe os leitores às 14h no Parque da Mônica, que vive seus últimos dias no shopping Eldorado (av. Rebouças, 3.970). A entrada é paga. 

Na Livraria Cultura do shopping Villa-Lobos, Marcella Godoy e Eduardo Ferigato comentam e autografam "Fractal", àlbum à venda desde dezembro.

                                                          ***

Sabe de algum outro evento que será realizado neste sábado, Dia do Quadrinho Nacional? Agradeceria se deixasse registrado no espaço dos comentários, logo abaixo. 

Escrito por PAULO RAMOS às 12h44
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28.01.10

2ª chamada: divulgue seu trabalho no Dia do Quadrinho Nacional

Segunda chamada. No próximo sábado, este blog vai repetir, pelo terceiro ano seguido, a maratona de sites e blogs brasileiros para marcar o Dia do Quadrinho Nacional. 

Todos podem participar. É só seguir estas orientações:

  • envie um e-mail para blogdosquadrinhos@gmail.com com o link do site/blog
  • coloque seu nome completo ou artístico, idade e onde mora
  • escreva uma frase curta que resuma o trabalho em quadrinhos feito em sua página
  • anexe um dos últimos trabalhos - em alta resolução - mostrados na página

Os e-mails podem ser enviados desde já. A lista, até agora, já passa dos 70 nomes.

Um detalhe importante: mensagens que chegarem depois de sábado, Dia do Quadrinho Nacional, vão ficar de fora da lista. Por isso, não deixe para enviar o e-mail na última hora.

Fica o convite. A maratona começa nas primeiras horas do sábado, dia 30.

Escrito por PAULO RAMOS às 10h32
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26.01.10

Carta de desenhistas pede volta de diretora ao Salão de Piracicaba

Uma carta assinada por desenhistas pede o retorno de Maria Ivete Araújo à coordenação do Salão Internacional de Humor de Piracicaba. Ela foi afastada no dia 23 de dezembro.

O texto será encaminhado ao prefeito Barjas Negri. A carta é assinada por três entidades ligadas às artes gráficas: ACB (Associação dos Cartunistas do Brasil), SIB (Sociedade dos Ilustradores do Brasil) e Imag (Instituto Memorial de Artes Gráficas do Brasil).

Também assinam o pedido de volta outros 138 profissionais que atuaram no salão como jurados ou com trabalhos selecionados.

A maior é de desenhistas, como Angeli, Laerte, Fernado Gonsales e Ziraldo. Há também jornalistas, pesquisadores e escritores, casos de Luis Fernando Verissimo e Zuenir Ventura.

                                                          ***

Zetti, como é mais conhecida, chefiou a organização do evento de humor por 20 anos. Ela soube que estaria fora do cargo a partir deste ano por meio de uma carta.

José Maria Cassaniga, interino da secretaria municipal da Ação Cultural, disse ao blog no dia 4 deste mês que o afastamento ocorreu para que houvesse uma renovação. A titular da pasta e responsável pelo caso é Rosângela Maria Rizzolo Camolese, na época em férias.

Desde então, a ex-coordenadora aguarda que destino terá na prefeitura. Por ser concursada, não pode ser demitida. O artista plástico Eduardo Grosso assume as funções dela.

Grosso disse ao blog, também no dia 4, que temia pelo andamento do próximo salão. A preocupação era pelo prestígio de Zetti junto aos cartunistas, agora explicitado pela carta.

                                                          ***

O texto da carta circula por e-mail desde a semana passada, mas foi oficialmente divulgado à imprensa nesta terça-feira. Leia a seguir a íntegra do documento.

                                                          ***

Carta aberta à Prefeitura de Piracicaba 

Ilmo. Sr. Prefeito Barjas Negri,

Srs.Vereadores da Câmara Municipal de Piracicaba, André Gustavo Bandeira, Ary de Camargo Pedroso Jr, Bruno Prata, Capitão Gomes, Carlos Alberto Cavalcante, João Manoel dos Santos, José Antonio Fernandes Paiva, José Aparecido Longatto, José Benedito Lopes, José Luiz Ribeiro, José Pedro Leite da Silva, Laércio Trevisan Jr, Márcia Gondim C. C. Dias Pacheco, Marcos Antonio de Oliveira, Paulo Henrique Paranhos Ribeiro e Walter Ferreira da Silva

Cidadãos de Piracicaba,   
 
Esta carta representa as entidades de classe abaixo assinadas, com cerca de dois mil profissionais do humor gráfico brasileiro, integrantes de veículos de comunicação da imprensa escrita, TV e Internet, editoras de livros e agências de publicidade.  

Os cartunistas são a alma do Salão Internacional de Humor de Piracicaba. Sem sua participação, não há conteúdo para a realização do evento. Somos, portanto, também  responsáveis pela sua continuidade. Algo que o poder público municipal não pode deixar de reconhecer.   

Aqui externamos, em carta aberta, nosso repúdio categórico à maneira pela qual a Sra. Maria Ivete Araújo (Zetti), colaboradora e diretora do Salão Internacional de Humor de Piracicaba nos últimos 30 anos, foi exonerada de seu cargo, durante as festas de fim de ano, através de uma carta entregue pelo secretário substituto temporário.   

É inegável a competência de Maria Ivete Araújo, ao longo de inúmeras gestões, na construção da longa história de sucesso do Salão. Razão pela qual adquiriu todo o respeito no Brasil e no estrangeiro. Tendo sido, inclusive, adotada pelos humoristas gráficos como um símbolo da continuidade e resistência, até mesmo diante da ditadura e da censura.   

Em vez de uma justa homenagem, pelo relevante trabalho prestado em nome do município de Piracicaba e pelos longos anos de diálogo entre a cidade e os cartunistas,“Zetti” foi descartada por uma decisão notadamente política.  

Apelamos, enfim, à sensibilidade do poder executivo e dos parlamentares. Porque o Salão não se resume a meras decisões administrativas e burocráticas. O espírito do evento valoriza, acima de tudo, o livre pensar e a Arte. É assim que os cartunistas o compreendem.   

Fazemos um apelo ao bom senso do Sr. Prefeito Barjas Negri, que sempre demonstrou carinho pelo Salão. Não será em sua gestão, assim insistimos, que esse rico diálogo cultural será desprezado. 

Por princípio, acreditamos que o que há de mais admirável no exercício da política sempre paira acima das bandeiras e interesses partidários. Deve-se governar pelo bem comum. Nós, cartunistas, somos justamente os maiores especialistas em traduzir, por meio de charges e cartuns, o pensamento do povo sobre tantos temas nacionais como esse.  

Aguardamos uma resposta, o mais breve possível, à nossa solicitação de retorno da Sra. Maria Ivete Araújo ao cargo de Diretora do Centro Nacional de Documentação, Pesquisa e Divulgação de Humor de Piracicaba (CEDHU) complementando com uma ampla discussão sobre o processo de modernização estrutural do Salão e seu fortalecimento. Pois temos toda a convicção de que tal decisão será essencial para a valorização de nossa representatividade no evento. 
 
 
Atenciosamente,  

Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB), por José Alberto Lovetro

Instituto memorial de Artes Gráficas do Brasil (Imag), por Gualberto Costa  

Sociedade dos Ilustradores do Brasil (SIB), por Orlando Pedroso (pelo Conselho Diretor)

                                                          ***

Leia mais sobre o afastamento de Zetti na postagem de 04.01 (link).

Escrito por PAULO RAMOS às 12h30
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25.01.10

Pré-venda ajuda a pagar custos de livro de tiras

 

Os Passarinhos. Crédito: divulgação

 

A internet se tornou um rica janela virtual para expor trabalhos em quadrinhos. De graça, porque não se ganha para produzir tiras e histórias num site ou num blog.

A falta de pagamento é contornada com ganhos indiretos - eventual publicação em jornal, por exemplo - ou com o uso da criatividade para não ficar no vermelho.

Foi exatamente com criatividade que o desenhista Estevão Ribeiro conseguiu viabilizar a publicação em papel das tiras de "Os Passarinhos", até então exclusivas de seu blog.

O jeitinho que o autor encontrou foi dividir os custos com o leitor. O internauta que segue a página faz um pagamento prévio da obra. E parte desse dinheiro que foi feito o livro, que tem lançamento nesta segunda-feira à noite no Rio de Janeiro e no mês que vem em São Paulo.

                                                         ***

O sistema de pré-venda já é usado há alguns anos em diferentes sites, inclusive de editoras brasileiras. A estratégia é oferecer a compra antecipada de determinado produto dias ou semanas antes de ele ser posto à venda.

Cada leitor do blog com as tiras de "Os Passarinhos" foi convidado a fazer um depósito entre R$ 8 e R$ 9,50. A diferença é por causa da variação do frete para o envio da obra.

Em troca, além do recebimento do livro, os patrocinadores terão os nomes impressos no livro como forma de agradecimento. 72 pessoas ajudaram e serão mencionadas na obra.

Segundo Ribeiro, o esquema não permitiu o pagamento de toda a obra, mas garantiu 25% do custo total. Ele arcou com outros 25% e metade com a editora, a estreante Balão.

                                                         ***

No entender do desenhista, o apelo direto ao leitor ajuda a contornar a burocracia de outras formas de viabilização de um projeto como esse, como as leis de incentivo cultural.

O retorno foi uma surpresa. Alguns fãs depositaram dinheiro a mais. Outros aproveitaram para comprar outros trabalhos escritos por ele, como o livro "Contos Tristes", segundo lugar no Prêmio Capixaba de Literatura Infanto-Juvenil, em 2007.

Quem não fez o depósito poderá ler as tiras do mesmo jeito. As inéditas - metade da obra - serão colocadas no blog algum tempo depois do lançamento do livro.

"Algumas pessoas podem não querer desperdiçar numa publicação que estará on-line em três meses, e eu não as culpo", diz Estevão, que está com 30 anos.

                                                         ***

O desenhista, que também é ilustrador do jornal carioca "O Dia", pretende repetir a experiência da pré-venda. Planeja lançar mais livrinhos da série ainda este ano. Este primeiro foi feito em formato horizontal e com as páginas grampeadas.

São 102 tiras em preto-e-branco, uma por página. O preço R$ 9, um pouco mais caro que a pré-venda. O conteúdo mostra em papel o que o leitor virtual já conhece. A série tem como protagonistas dois passarinhos, Afonso, parecido com um sabiá, e o baixinho Hector.

Segundo o autor, os dois surgiram por acaso. "Eu estava num estúdio de animação esperando para apresentar um teste de roteiro e comecei a desenhar para passar o tempo."

"Em poucos minutos, eu fiz a ilustração do Hector, o passarinho menor. Fiz mais alguns desenhos dele, até que pensei que poderia fazer algo legal com o personagem. Então, decidi fazer outro personagem para acompanhá-lo e criei o Afonso, que inicialmente era para ser um periquito."

 

Os Passarinhos. Crédito: reprodução do blog do autor

 

Da concepção para a realização. Estevão Ribeiro deu início ao blog da série em julho do ano passado. Desde então, tem usado a internet como ferramenta de divulgação.

"Às vezes damos foras, eu tenho sido chamado de chato por algumas pessoas na Internet. Tento compensar com qualidade de trabalho", diz o desenhista, nascido em Vitória (ES) e morando há quase dois anos em Niteroi (RJ).

O burburinho virtual teve seu ápice com a criação de Piu Gaiman, paródia em forma de ave de Neil Gaiman, conhecido por ser o roteirista da série norte-americana "Sandman".

O link com a tira com o personagem foi divulgada no Twitter e foi descoberta pelo próprio Gaiman. O escritor mencionou o trabalho e ajudou a pôr o blog brasileiro em evidência.

                                                          ***

"Naquele momento, meu Twitter entrou em parafuso: pessoas comentando, repassando a mensagem do Neil Gaiman para outros", diz o desenhista de 30 anos.

"Ao todo, foram 65 ´recomendações´ para os seguidores, resultando mais de 1.200 acessos no blog. Foi o maior número de acessos num só dia."

O blog de "Os Passarinhos" soma até agora 18 mil visitas, segundo o autor. A meta de Ribeiro é acentuar a popularização da série e publicar outro projeto.

Ele organiza o livro "Pequenos Heróis", que tem como ponto central a criação de histórias que tenham como fundo os superseres da editora norte-americana DC Comics.

                                                          ***

"´Pequenos Heróis´ é um álbum em quadrinhos que conta oito histórias de crianças e adolescentes que tem algo em comum: num determinado momento da história eles agem heroicamente, fazendo referência a grandes super-heróis."

O livro irá fazer referência a Super-Homem, Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Aquaman, Canário Negro, Ajax e os Lanternas Verdes. Estevão assina os roteiros, todos sem balões.

Serão oito histórias, cada uma com arte de um desenhista: Mário César, Emerson Lopes, Fernanda Chiella, Vitor Cafaggi, Jaum, Leo Finocchi, Ric Milk & Dandi - arte e cor - e Raphael Salimena.

Estevão aguarda a finalização de duas das histórias. Planeja lançar a obra ainda este ano e, depois, levá-la ao exterior. Ele já imagina também duas sequências, uma com heróis da Marvel - Homem-Aranha, Hulk, entre outros - e de clássicos, como Flash Gordon e Spirit.

 

Os Passarinhos. Crédito: reprodução do blog do autor 

 

Serviço - Lançamentos de "Hector & Afonso - Os Passarinhos"
Rio de Janeiro. Quando: nesta segunda-feira (25.01). Horário: 19h. Onde: Blooks Livraria. Endereço: Praia de Botafogo, 316
São Paulo. Quando: 20 de fevereiro. Horário: a partir das 17h. Onde: Quanta Academia. Endereço: rua Dr. José de Queirós, 246, Vila Mariana

Escrito por PAULO RAMOS às 00h10
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24.01.10

Calvin sai na frente de Snoopy na disputa pelas livrarias

 

Calvin e Harodlo: Deu Tilt no Progresso Científico. Crédito: reprodução

 

 

 

 

Nova coletânea das tiras criadas Bill Watterson já está à venda; a de Snoopy será lançada nos próximos meses 

 

 

 

 

 

 

Trinta e cinco anos separam a criação de Calvin e Haroldo das tiras de Snoopy, iniciadas em 1950. Apesar da distância temporal, as séries convergem em diferentes aspectos.

Não são mais produzidas, são vistas como trabalhos clássicos na área, atingem leitores e não leitores de quadrinhos, costumam ser vizinhas de página nos jornais.

Os pontos comuns tiveram continuidade nas livrarias. Estas têm posto em evidência as coletâneas das duas séries, mostradas com de destaque tanto nas lojas quanto nos sites.

Fruto do marketing editorial, a disputa por um lugar ao sol nas grandes redes já teve continuidade neste 2010. E Calvin e Haroldo saíram na frente de Snoopy nessa corrida.

                                                         ***

"Calvin e Haroldo - Deu ´Tilt´ no Progresso Científico" (Conrad, 128 págs., R$ 29,90) começou a ser vendido nessa última semana nas livrarias e lojas de quadrinhos.

O álbum aparece com destaque no site de pelo menos duas grandes redes, Livraria Cultura e Fnac. No fim de 2009, a coletânea de Snoopy, da L&PM, ocupava o mesmo espaço.

O livro de Calvin é uma reedição de "O Progresso Científico de ´Tilt´", publicado no Brasil pela Best News em 1991.

A editora havia optado por um formato maior e dividido o conteúdo em dois volumes. A nova versão compila todas tiras, inclusive algumas deixadas de fora pela Best News.

                                                          ***

A obra ganhou outra tradução, não só no título. O tal "tilt" faz referência a uma sequência de tiras em que Calvin usa um duplicador para criar cópias suas.

Em dado momento, o tigre Haroldo questiona se as duplicatas não seriam um "tilt" no progresso científico. O bicho só ganha vida na mente do garoto, longe de outras pessoas.

A série foi criada em 1985 pelo norte-americano Bill Watterson. Ele decidiu deixar de produzir as tiras. A última foi publicada no fim de 1995.

Desde então, as histórias de Calvin e Haroldo têm sido reeditadas, ou nos jornais ou nos livros. Esta é a sétima coletânea da série publicada pela Conrad.

 

Peanuts Completo: 1952-1954. Crédito: divulgação

 

 

 

Capa do novo volume de "Peanuts Completo", que reedita a série em ordem cronológica 

 

 

 

 

 


O segundo volume de "Peanuts Completo" está programado para estes meses iniciais do ano. Se seguir a estratégia comercial do anterior, terá igual destaque nas livrarias.

A coleção da L&PM reedita em ordem cronológica todas as tiras criadas pelo norte-americano Charles Schulz. A obra de estreia trouxe trabalhos de 1950 a 1952.

A nova coletânea compila as histórias produzidas entre 1953 e 1954. O formato horizontal e a capa dura serão mantidos, a exemplo da versão correlata norte-americana.

Snoopy também não é mais produzida. O autor morreu em fevereiro de 2000. A tira final, um agradecimento dele aos leitores, circulou na mesma época.

Escrito por PAULO RAMOS às 11h26
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22.01.10

Tradição mantida em 2010: Tulípio de graça

 

Cartum de Tulípio, feito por Eduardo Rodrigues e Paulo Stocker

 

 

 

 

 

 

Um dos cartuns do personagem de Eduardo Rodrigues e Paulo Stocker; dupla lança décimo número da revista neste sábado em São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 


Oficialmente é um lançamento. Os autores estarão lá, autografando. Mas pode-se dizer que se trata também de uma distribuição. Afinal, não se paga nada para levar um "Tulípio".

O décimo número da revista começa a circular neste sábado à noite, em São Paulo. Feita em formato de bolso, manteve neste ano a característica de ser passada ao leitor de graça.

A gratuidade é possível graças a uma parceria feita com redes de bares paulistas e cariocas. A revista circula nas mesas e, num telão, cartuns animados do boêmio.

A ideia teve início em 2006. Os cartuns são produzidos por Eduardo Rodrigues (texto) e Paulo Stocker (arte). Em dezembro, a dupla lançou pela Devir uma coletânea da série.

                                                          ***

Serviço - Lançamento de "Tulípio" 10. Quando. sábado (23.01). Horário: 19h30. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo. Quanto: de graça.

Escrito por PAULO RAMOS às 18h30
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20.01.10

Os títulos estrangeiros, até onde a vista alcança

 

Perspectivas 2010 - Final

 

É imprecisa a tarefa de elencar os títulos estrangeiros que as editoras planejam para 2010.

Os motivos são vários: programação ainda não definida, cautela em segurar algumas das novidades, contratos em processo de finalização, títulos anunciados e não lançados.

Até onde a vista consegue alcançar, dá para dizer que o que se observa virá dos Estados Unidos e do Japão. Pelo menos, é de lá a maior parte das publicações.

Algumas delas já chegaram às bancas ou lojas de quadrinhos. Outras começaram a ser vendidas neste meio de semana. As demais, nos próximos meses ou até o fim do ano.

                                                          ***

O que já estava à venda, ainda não noticiado pelo blog:

  • "Leo Pulp - Detetive Particular" (Mythos, R$ 19,90)
  • "Hikaru no Go" (JBC, R$ 10,90)
  • "Golgo 13 - Um Minuto Depois da Meia-Noite", (JBC, R$ 19,90)

                                                         ***

O que começou a ser vendido nesta quarta-feira em lojas de quadrinhos paulistanas:

  • "Bad Boy", de Frank Miller e Simon Bisley (Devir, R$ 23)
  • "30 Dias de Noite - Retorno a Barrow", de (Devir, R$ 35, 2ª edição) 

                                                         ***

O que será publicado dos Estados Unidos:

  • "Invasão dos Mortos", de Phil Hester e John McCrea (Gal, previsão: fevereiro)
  • "Fracasso de Público: Desencontro de Titãs - Vol. 2", de Alex Robinson (Gal, previsão: abril)
  • "Fracasso de Público: Adeus - Vol. 3", de Alex Robinson (Gal, previsão: agosto)
  • "Filósofos em Ação - Vol. 2", de (Gal, previsão: junho)
  • "Combate Inglório", de Archie Goodwin e outros. (Gal, previsão: outubro)
  • "Jogos de Poder", de Greg Rucka e outros (Devir, previsão: 1º semestre)
  • "Gasparzinho- O Fantasminha Camarada", (Devir, previsão: 1º semestre)
  • "A Liga Extraordinária 3", de Alan Moore (Devir, previsão: 1º semestre)
  • "Scott Pilgrim", (Quadrinhos na Cia.)
  • álbum inédito de Marjane Satrapi
  • "No Coração da Tempestade", de Will Eisner (Quadrinhos na Cia.)
  • "100 Balas - Laços de Sangue", de Brian Azzarello e Eduardo Risso (Panini, R$ 16,90, previsão: fevereiro)
  • "Preacher: Salvação", de Garth Ennis e Steve Dillon (Panini, R$ 62, previsão: fevereiro)
  • "Bone 14", de Jeff Smith (Via Lettera)
  • "O Castelo Adormecido - Vol. 1", de Linda Medley (Via Lettera)
  • "Estranhos no Paraíso - Santuário", de Terry Moore (HQM)
  • "Kickback", de David Lloyd (HQM)
  • "I Luv Halloween", de Keith Giffen e Ben Rowan (HQM)
  • "Aventuras em Oz", de Eric Shanower (HQM)
  • "CSI" (NewPOP)

 Claro que a relação será muito maior. O listado é o que se sabe até aqui.

                                                          ***

Da Europa, há apenas um trabalho na pauta até o momento:

  • "A Guerra de Alan", de Emmanuel Guibert (Zarabatana)

                                                           ***

Do Japão e afins:

  • "Who Fighter e o Coração das Trevas", de Seiho Takizawa (HQM)
  • "High School of the Dead" (Panini)
  • "Shinshoku Kiss" (NewPOP)
  • "A Arte da Guerra", de Go Woo Young (Conrad)

                                                          ***

A lista é assumidamente incompleta.

Como comentado no início da postagem, elenca o que se consegue enxergar até aqui.

A linha adulta Vertigo da Panini, por exemplo, não vai ficar apenas em "100 Balas" e "Preacher". "Sandman" é apenas um dos títulos que estavam programados para este ano.

E há também o imponderável. Nem sempre o que se anuncia é publicado. Para ficar em um caso: "Bone", que aparece na lista, deveria ter sido finalizado pela Via Lettera em 2009.

                                                         ***

 

Sabe de algum outro lançamento estrangeiro não mencionado?

Diga qual é no espaço dos comentários, logo abaixo.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h12
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18.01.10

Longa lista de livros sobre quadrinhos neste ano

 

Perspectivas 2010 - III

 

Expressive Anatomy, de Will Eisner

 

 

 

 

 

Um dos lançamentos 
programados para este ano é "Expressive Anatomy for Comics and Narrative", trabalho inédito de Will Eisner 

 

 

 

 

 

 

 


A checagem nos lançamentos programados para 2010 revelou um dado novo, se comparado aos anos anteriores: há um número grande de livros sobre quadrinhos.

A lista é eclética: de trabalhos sobre como desenhar quadrinhos a biografias de brasileiros; de análises sobre publicações de ontem a estudo do momento atual.

Sobre os bastidores da arte do desenho, há mais de uma obra. Uma delas é "Expressive Anatomy for Comics and Narrative", trabalho inédito do norte-americano Will Eisner.

A obra é o terceiro livro dele sobre os recursos da linguagem dos quadrinhos e será publicada pela Devir. A editora mantém em catálogo os outros títulos dele sobre o tema.

                                                         ***

A Devir programa mais um livro estrangeiro sobre o assunto: "Drawing Words & Writing Pictures", de Jéssica Abel e Matt Madden, um curso sobre como fazer quadrinhos.

O tema será abordado também numa obra nacional: "A Espetacular Arte de Desenhar Quadrinhos", de Lederly Mendonça. A editora, Senac, pretende lançar nas próximas semanas. 

Outro livro nacional é "Maria Erótica e a Subversão do Sexo - Gibis, Pornografia e Censura na Ditadura Militar (1964-1985)", do jornalista Gonçalo Júnior.

A obra é uma continuação de outro trabalho dele, "Guerra dos Gibis", publicado em 2004 pela Companhia das Letras e que narrou a formação dos quadrinhos no país até 1964. 

                                                         ***

Segundo Gonçalo Júnior, a nova obra será dividida em dois volumes, vendidos juntos, numa caixa. Um irá narrar a trajetória da editora Edrel. Outro, a da Grafipar.

As duas editoras, já extintas, publicaram quadrinhos eróticos no Brasil num período em que o país vivia sob a censura imposta pelo regime militar (1964-1985).

O livro será publicado por uma nova editora. O autor não revela qual é. Diz apenas que todos os cronogramas estão sendo cumpridos, mas que os prazos podem sofrer mudança.

O blog apurou que se trata de uma parceria entre Franco de Rosa e Toninho Mendes, ex-editores e proprietários da Opera Graphica e da Circo Editorial, respectivamente.

                                                          ***

A mesma editora - sem nome ainda - programa também "Orgias em Hollywood". Será outra continuação. No caso, de "Quadrinhos Sujos", lançado pela Opera Graphica em 2005. 

"Orgias em Hollywood" recupera quadrinhos eróticos  publicados nos EUA. Tinham o diferencial de mostrar personagens e personalidades como protagonistas das cenas.

O livro será organizado por Gonçalo Júnior, que tem em pauta mais dois livros, por outra editora, a Laços. É a mesma por onde ele publicou a trajetória do caubói Tex no Brasil.

Os novos trabalhos são dois livros de memórias: um de Naumim Aizen, filho de Adolfo Aizen, dono da editora EBAL; outro do pesquisador Álvaro de Moya, na pauta desde 2006.

                                                          ***

A Marca de Fantasia, de João Pessoa, programa alargar ainda mais o catálogo de livros sobre quadrinhos. A editora é a que mais tem publicações de análise sobre a área.

A editora, mantida pelo professor universitário Henrique Magalhães, programa para lançar até dezembro pelo menos cinco trabalhos sobre quadrinhos, um deles uma reedição.

A reedição é "HQ e Arquitetura", de Edgar Franco, para o fim do ano. No primeiro semestre, há "Estudos sobre HQ", de Edgard Guimarães, "Fanzines de Papel", de Márcio Sno.

Outros títulos novos são "V de Vingança", de Victor Pinheiro, e "Editoras Independentes em Ebulição", escrito pelo próprio Henrique Magalhães.

                                                          ***

A editora Devir tem em pauta publicar outro trabalho sobre quadrinhos. É uma análise do jornalista e quadrinista Gilberto Maringoni sobre o ítalo-brasileiro Angelo Agostini.

O livro é baseado no doutorado de Maringoni, defendido na Universidade de São Paulo. A pesquisa mostrou que, apesar de se dizer abolicionista, Agostini não vivia esses ideais.

O passado dos quadrinhos - Agostini foi um dos pioneiros - é tema de outro livro, que detalha o impacto da revista "Gibi" antes, durante e depois de ser publicada no Brasil.

A obra será publicada pela Via Lettera e foi organizada pelos professores universítários e pesquisadores Waldomiro Vergueiro e Roberto Elísio dos Santos.

                                                         ***

Vergueiro e Santos assinam um capítulo cada um. O pesquisador Nobu Chinen e eu fizemos os outros dois capítulos da obra, prevista para os próximos meses.

Respondo por outro lançamento do ano. É "Bienvenido - Um Passeio pelos Quadrinhos Argentinos", que será publicado pela editora Zarabatana.

A proposta do livro é revelar ao leitor brasileiro como é a produção de quadrinhos do país vizinho, até hoje nebulosa para nós. Pretendemos lançar a obra em março.

Tenho um outro projeto de livro, também para os próximos meses. Como ainda não tenho contrato assinado, prefiro ser econômico sobre o tema.

                                                         ***

Próxima postagem da série Perspectivas 2010: os trabalhos estrangeiros para este ano.

Escrito por PAULO RAMOS às 17h24
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15.01.10

Laerte, Rafael Sica e Orlandeli na lista das coletâneas de humor

 

Perspectivas 2010 - II

 

A repercussão dos quadrinhos veiculados na internet já ultrapassa as fronteiras virtuais. Pelo menos três coletâneas de humor nacionais a serem lançadas neste ano foram pautadas em trabalhos produzidos em blogs.

Um dos primeiros a chegar aos leitores é uma reunião de tiras de "Os Passarinhos", série criada por Estevão Ribeiro. A obra será lançada no dia 25 deste mês, no Rio de Janeiro.

O livro, feito em formato horizontal, marca a estreia da Balão Editorial, empresa que planeja atuar na área de quadrinhos.

O lançamento puxa a fila das outras coletâneas de autores brasileiros, que incluem trabalhos de Rafael Sica, Orlandeli e Laerte.

 

Tira de Rafael Sica. Crédito: reprodução do blog do autor

 

Rafael Sica assinou contrato com a Companhia das Letras para publicar seu primeiro livro de tiras.

A obra ainda não tem nome. Será uma reunião das tiras mudas que ele posta em seu blog, eleito a melhor página virtual de quadrinhos no Troféu HQMix do ano passado.

O livro terá também uma história inédita. Segundo o autor, algo em torno de quatro páginas.

Sica tem na pauta outro lançamento. Será uma história de 30 páginas, chamada "Ipsilone", para a coleção mini-Tonto, editada por Fábio Zimbres e que deve retornar neste 2010.

                                                          ***

O selo de quadrinhos da Companhia das Letras programa também para este ano uma coletânea de "Muchacha", série criada por Laerte para a "Folha de S.Paulo".

Os capítulos da história são publicados todos os sábados no caderno de cultura do jornal. Depois, migram para o blog do autor, o "Manual do Minotauro".

São narrativas em formato quadrado. Trazem uma piada cada uma, mas fazem parte de uma narrativa maior, mais bem percebida se lida em sequência.

Este será o primeiro livros de Laerte pela editora. Até então, os álbuns dele saíam pela Devir, pela Conrad e pela L&PM, em formato de bolso.

 

SIC., de Orlandeli. Crédito: reprodução do blog do autor

 

Outra coletânea de trabalhos virtuais é "SIC.", série criada por Orlandeli e uma dos dez projetos selecionados em 2009 no edital paulista de incentivo à produção de quadrinhos.

O autor diz que o álbum está em produção e que planeja fechar parceria com alguma editora. Pelas regras do edital do governo de São Paulo, tem de se lançado neste ano.

"SIC." começou a carreira com o pé direito. Foi a vencedora na categoria tiras do Salão Internacional de Humor de Piracicaba de 2008. A partir de então, é feita no blog do autor.

As histórias não têm tema ou personagens definidos. Nem formato. Aparecem ora no tamanho de uma tira, ora no de duas (a maior parte), ora no equivalente a uma página.

                                                         ***

Este 2010 deverá ter também mais coletâneas de tiras da Turma da Mônica. A L&PM incluiu as criações de Mauricio de Sousa na coleção de livros de bolso da editora gaúcha.

Os dois primeiros - de Mônica e de Cebolinha - foram lançados no ano passado. Na ocasião, a editora havia anunciado mais títulos com outros personagens de Mauricio.

A L&PM anunciou outros dois volumes de "Peanuts Completo", série que reedita as tiras de Snoopy. O segundo número da coleção está programado para este início de ano.

Ainda no circuito internacional, 2010 terá novas coletâneas de Macanudo - terceira pela Zarabatana - e de Calvin - "Deu ´Tilt´ no Progresso Científico", pela Conrad, neste mês.

                                                          ***

Próxima postagem da série Perspectivas 2010: os livros sobre quadrinhos.

Escrito por PAULO RAMOS às 12h15
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13.01.10

Um ano bom para os álbuns nacionais

 

Perspectivas 2010 - I

 

Sequência de Joquempô. Crédito: reprodução do blog do autor

 

 

 

 

 

 

 

 

Cena de "Joquempô", uma das obras programadas pelas editoras para este 2010  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um ano carregado de álbuns nacionais, com narrativas longas, nos moldes dos feitos na Europa. A se pautar pela programação das editoras, é o que o mercado terá neste 2010.

Há cerca de 20 títulos na lista de quem edita quadrinhos. Um deles, "Menthalos, foi entregue no fim do ano passado à Annablume, que irá publicar a obra.

"Menthalos" é uma parceria entre o desenhista Jozz e Antonio Vicente Seraphim Pietroforte, professor de Linguística da Universidade de São Paulo, em sua estreia nos roteiros.

Outro trabalho é a segunda parte de "Yeshuah", leitura da história de Cristo do ponto de vista hebreu. O autor, Laudo Ferreira Jr., finaliza a sequência, que sairá pela Devir.

                                                          ***

A Devir programa para este início de ano o lançamento de "Joquempô". O roteiro é de Rogério Vilela e os desenhos de Nelson Consentino.

"Joquempô" é um dos dez projetos do edital paulista de incentivo à produção de quadrinhos. A obra é um dos quatro trabalhos selecionados em 2008 ainda não publicados.

Os outros três também precisam ser publicados nestes meses iniciais do ano, por exigência do prazo estabelecido pelo edital.

Fazem parte da lista "Loucas de Amor", de Gilmar Rodrigues e Fido Nesti, a biografia de Anita Garibaldi, feita por Custódio, e "Jambocks", de Celso Menezes e Felipe Massafera.

                                                         ***

O projeto de "Jambocks" cresceu. Será dividido em três volumes, a serem editados pela Zarabatana. O projeto aborda a participação da Força Aérea Brasileira na Segunda Guerra.

Já houve uma prévia de "Loucas de Amor" no livro homônimo, escrito pelo jornalista Gilmar Rodrigues e publicado no ano passado pela Ideias a Granel (R$ 32).

A obra mostra histórias reais de mulheres que se apaixonam por assassinos. E 30 páginas desenhadas por Nesti. "Loucas de Amor em Quadrinhos" sairá pela mesma editora.

Cada um dos autores recebeu verba de R$ 25 mil para a produção dos álbuns.

                                                         ***

Os projetos de 2008 se somarão aos do edital paulista de 2009, que selecionou outros dez trabalhos em quadrinhos. Se seguidas as regras à risca, terão de sair neste 2010.

Dos dez projetos, um é uma coletânea de histórias e tiras de humor - "SIC.", de Walmir Orlandeli. Os demais, até prova em contrário, são de narrativas longas:

  • Cogumelos ao Entardecer, de Jonatas Tobias Mendes da Silva
  • Anarriê, de Michel Leandro Borges dos Santos
  • Crônicas da Pindahyba, de Hilton Mercadante
  • Zeladores, de Anderson Almeida Silva
  • Bando de Dois, de Danilo Beiruth
  • A Dama do Martinelli, de Marcela Godoy
  • Eram os Deuses Orixás, de Alex Mir
  • Contos e Cantos do Maraska: Pscircodelia, de Marcelo Scaff Marques
  • O Astronauta ou Livre Associação de um Homem no Espaço, de Fernando Saiki

O projeto "Eram os Deuses Orixás" era o primeiro suplente e substituiu "Babilônia em Chamas", de Juliano Miossi, desclassificado por problemas de documentação.

                                                         ***

Se a programação for cumprida, a Companhia das Letras irá lançar neste 2010 pelo menos quatro álbuns nacionais em seu selo de quadrinhos, inaugurado no ano passado.

Um deles é o biográfico "Memória de Elefante", título provisório do trabalho feito pelo paulista Caetano Melo dos Santos.

"Cachalote" - outro dos trabalhos - havia sido anunciado para 2009, mas ficou para este ano. É uma parceria do escritor Daniel Galera e do desenhista Rafael Coutinho.

O álbum da dupla teve uma prévia, no ano passado, no número 33 da revista "Piauí". O capítulo apresentado ainda não permite ter uma ideia do conjunto da obra.

                                                           ***

"Cachalote" é um dos projetos produzidos pela RT Features, empresa que produz os álbuns e, como contrapartida, fica com os direitos de adaptação para outras mídias.

Há outros dois, também na lista para este ano. Um é "Vishnu", escrito por Ronaldo Bressane e desenhado por Fabio Cobiaco.

Outro, sem nome definido ainda, será feito por Emílio Fraia, com arte de D.W. Segundo a editora, aborda a relação entre dois irmãos que não se viam há um bom tempo.

Há um quarto projeto da RT Features, ainda em gestação e nos planos da Companhia das Letras, não se sabe se em 2010. Marca a volta de Lourenço Mutarelli aos quadrinhos.

                                                          ***

No campo das adaptações literárias, há pelo menos três na pauta, duas pela Agir. A editora encomendou versões de contos de João do Rio a Allan Sieber.

Também recebeu há quase dois anos as páginas de "Os Sertões" feitas por Carlos Ferreira e Rodrigo Rosa. A empresa havia informado que sairia neste início de 2010.

Rosa fez também a arte do romance "Memórias de um Sargento de Milícias", para a Ática. É o segundo trabalho do gênero fetio por ele para a editora. uma vez mais com Ivan Jaf.

No circuito independente, os mineiros da Graffiti programam pelo menos mais dois álbuns da Coleção 100% Quadrinhos: "A Rua de Lá", de Alves, e "O Poço", de Bruno Azevêdo.

                                                           ***

Isso sem falar nas surpresas, que sempre surgem ao longo do ano, não custa registrar.

                                                           ***

Próxima postagem da série Perspectivas 2010: as coletâneas de humor

                                                           ***

Post postagem (às 14h42): André Diniz me lembra, por e-mail, que há mais um álbum na pauta. É "Quilombo Orum Aiê", de autoria dele, na programação da Record para este ano.

Segundo Diniz, a obra "conta a saga de três escravos e um branco foragido que partem em busca de um quilombo utópico, após a Revolta dos escravos malês de 1831".

Escrito por PAULO RAMOS às 11h09
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Palestra marca aniversário de loja de quadrinhos

Registro rápido. Um bate-papo com João Lin, um dos editores da revista independente "Ragú", marca os sete anos da loja de quadrinhos Comic House, de João Pessoa (PB).

Lin aproveita para autografar o sétimo número da publicação, um volume especial feito em capa dura e com 240 páginas de quadrinhos. A obra foi lançada no ano passado.

O evento vai contar também com apresentação de curtas e de uma banda. Será no próximo sábado, às 18h, na própria loja de quadrinhos, em João Pessoa (av. Nego, 200, sala 5).

Escrito por PAULO RAMOS às 10h01
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11.01.10

Encontro em São Paulo discute quadrinhos, história e literatura

HQ em Pauta - Encontro de Profissionais e Leitores de Histórias em Quadrinhos

Um encontro entre autores e profissionais da área vai pôr em debate a relação entre quadrinhos, história e literatura. O evento será no próximo sábado, em São Paulo.

O assunto será o tema de três mesas do "HQ em Pauta - Encontro de Profissionais e Leitores de Histórias em Quadrinhos". Na primeira, às 14h, o jornalista e editor Franco de Rosa faz um apanhado das adaptações literárias e de fatos históricos ao longo do tempo.

Uma hora depois, uma mesa-redonda tenta responder se há uma nova identidade do quadrinho nacional. Participam o desenhista Spacca e este jornalista. A mediação será de Jota Silvestre, editor do blog "Papo de Quadrinho", especializado na área.

Às 16h30, há palestra com os autores de "História do Brasil em Quadrinhos - Proclamação da República", lançado em dezembro. A obra foi escrita por Edson Rossatto e desenhada por Laudo Ferreira Jr. e Omar Viñole. Às 18h, há autógrafos de obras dos participantes.

                                                          ***

Serviço - HQ em Pauta - Encontro de Profissionais e Leitores de Histórias em Quadrinhos". Quando: sábado (16.01). Horário: a partir das 11h. Onde: Biblioteca Temática de Literatura Fantástica Viriato Corrêa. Endereço: rua Sena Madureira, 298, Vila Mariana, São Paulo. Quanto: de graça. Obs.: a programação completa pode ser conferida no site do encontro.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h49
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10.01.10

Jornal argentino inicia coleção com Homem-Aranha

O "Clarín", um dos principais jornais da Argentina, começou neste domingo uma coleção de livros com histórias de Homem-Aranha. Serão 15 volumes semanais, vendidos com o diário.

As obras trarão aventuras recentes do personagem, publicadas nos Estados Unidos entre 2006 e 2008. O material já havia sido publicado no Brasil pela editora Panini.

O livro de estreia custa 4,90 pesos (mais ou menos R$ 2,50). Os demais volumes sairão por 9,90 pesos (cerca de R$ 5).

Esta é a segunda coleção de quadrinhos de super-heróis vendida pelo "Claríin" no intervalo de um ano. Entre o fim de 2008 e durante 2009, publicou livros de "Batman".

O jornal vende séries em quadrinhos desde 2004, quando criou uma antologia de histórias argentinas e de outros países. A última coleção havia sido da personagem "Mafalda".

Escrito por PAULO RAMOS às 17h11
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09.01.10

Revistas de super-heróis da Panini ficam mais caras

 

Superman 86. Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

 

"Superman", que teve novo número lançado nesta semana, já vem com o novo valor, R$ 7,95

 

 

 

 

 

 

 

 


A Panini pôs nas bancas nesta semana as primeiras revistas de super-heróis do ano. Os títulos mensais vieram com aumento de preço. Passaram de R$ 7,50 para R$ 7,95.

"Superman", "Batman", "X-Men" e "Homem-Aranha" já são vendidas com o novo valor.

Foi o segundo aumento num intervalo de um ano. O anterior, em janeiro de 2009, passou o preço de R$ 6,90 para R$ 7,50. Era o primeiro reajuste feito pela editora em três anos.

A Panini publica personagens das editoras DC Comics e Marvel. Da primeira, edita seis revistas mensais de super-heróis. Da segunda, nove. Todas têm cem páginas.

Escrito por PAULO RAMOS às 12h42
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06.01.10

Cobrança de autores à editora precede primeiro lançamento de 2010

 

Mistério da Mula sem Cabeça. Crédito: capa cedida pelo autor

 

 

 

 

 

 

 

Capa de "O Mistério da Mula sem Cabeça", álbum nacional que tem sessão de autógrafos nesta quinta-feira à noite, em São Paulo 

 

 

 

 

 

 

 

 

A publicação do primeiro álbum nacional do ano foi precedida de sucessivas cobranças dos autores à editora da obra, Via Lettera. A preocupação era com o prazo.

"O Mistério da Mula sem Cabeça" - que será lançado nesta quinta-feira, em São Paulo - foi um dos dez projetos selecionados no edital paulista de incentivo à produção de quadrinhos.

Os autores - Alex Mir, Laudo Ferreira Jr. e Omar Viñole - receberam R$ 25 mil para produzir a obra num período de oito meses. Parte da verba foi para a editora produzir o álbum.

Os três quadrinistas esperavam o lançamento para setembro ou outubro. Nada. Foi quando começaram os contatos com a editora, alguns deles tensos.

                                                         ***

Para os autores, ver a obra pronta e publicada ganha contornos de fim de uma novela, que preferem não comentar. As cobranças eram mantidas em sigilo, nos bastidores. 

Parte das broncas, no entanto, foi veiculada via Twitter. Laudo Ferreira Jr. deu sinais dos desentendimentos, por meio da página de relacionamentos, desde a tarde de 26 de outubro.

Nessa data, às 14h36, registrou: "Eu e Omar saindo para uma reunião muito séria na Via Lettera".

O resultado do encontro também foi dividido com os leitores virtuais: sairia em novembro o álbum que "já está atrasado".

                                                         ***

Até o fim de 2009, o tema voltou de quando em quando no endereço do desenhista no Twitter. Na maior parte, eram registros sobre a esperada finalização da obra.

"Segundo conversa do Omar hoje na Via Lettera, entre hoje e amanhã "O Mistério da Mula sem Cabeça entra em gráfica", escreveu no dia 16 de novembro, às 13h37.

No dia seguinte, às 17h43, a confirmação: "Segundo informou nosso homem em ação, Omar, "O Mistério da Mula sem Cabeça" entrou hoje em gráfica. Os anjos cantem aleluia!".

Os registros mais recentes, colocados no ar na segunda metade de dezembro, confirmavam a data de lançamento para esta quinta-feira. "Aleluia", acrescentou o desenhista.

                                                           ***

Em contato por e-mail sobre os lançamentos da Via Lettera para este ano, a editora confirma que houve atrasos na programação, cancelamentos e perda de colaboradores.

A editora paulista disse também ter enfrentado uma crise financeira que quase a derrubou. 

Para este ano, prevê a retomada dos lançamentos. Além deste álbum nacional, programa outras três obras para este início de 2010.

Estão na lista a continuação da série norte-americana "Bone" - anunciada para 2009 -, um novo número da brasileira "Front" e o álbum "O Castelo Adormecido", de Linda Medley.   

                                                          ***

Serviço - Lançamento de "O Mistério da Mula sem Cabeça", de Alex Mir, Laudo Ferreira Jr. e Omar Viñole. Quando: quinta-feira (07.01). Horário: das 18h30 às 21h30. Onde: Livraria da Vila. Endereço: rua Fradique Coutinho, 915, Pinheiros, São Paulo. Preço: não informado.

Escrito por PAULO RAMOS às 16h05
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04.01.10

Prefeitura afasta coordenadora do Salão de Humor de Piracicaba

Zetti foi trabalhar normalmente nesta segunda-feira no Centro de Documentação, Pesquisa e Divulgação do Humor Gráfico de Piracicaba, órgão que chefiou por 20 anos.

Maria Ivete Araújo - seu nome real, ofuscado pelo apelido - foi afastada do cargo, que tem como uma das atribuições a coordenação do Salão Internacional de Humor de Piracicaba.

Ela recebeu uma carta, no dia 23 de dezembro, dizendo que ficaria na função até o último dia de 2009. O artista plástico Eduardo Grosso assume a direção do centro.

Zetti é concursada, não pode ser demitida. A ida dela ao centro hoje foi uma tentativa de buscar respostas: para onde vai e por que foi afastada. A carta não dizia. "Até o momento, eu não tenho nenhuma posição, nenhuma explicação. Não falei ainda com a secretária."

                                                          ***

"É uma renovação do salão de humor. É uma troca, nada mais que isso", disse José Maria Cassaniga, que responde interinamente pela secretaria municipal de Ação Cultural. 

"Se houve algo mais, cabe à secretária dizer". A titular da pasta, Rosângela Maria Rizzolo Camolese, está em férias. Volta no dia 19.

Cassaniga diz que o destino de Zetti ainda não foi definido e que isso também cabe à secretária definir. O novo chefe do centro que cuida do salão dá a mesma resposta.

Eduardo Grosso soube que assumiria o cargo pouco antes do Natal. Foi numa reunião com a secretária, em que participaram outras pessoas  ligadas ao centro.

                                                          ***

Grosso, que mantém uma relação de amizade com Zetti, ainda aguarda uma reunião com Rosângela Camolese. Mas adiantou que foram conversados dois pontos.

O primeiro é que o centro tenha projetos desenvolvidos durante o ano todo, e não só por conta do salão. O segundo ponto é uma divulgação mais abrangente do evento.

O Salão Internacional de Humor de Piracicaba - um dos principais do país e do mundo - é previsto por lei municipal. O Orçamento da prefeitura já prevê verbas para sua realização.

Grosso vê um lado bom na troca, o fato de o salão estar sendo discutido. Mas está preocupado com o andamento da próxima edição, a 37ª da história  do evento. A cautela é por conta do prestígio e carinho de Zetti junto aos cartunistas.

                                                         ***

Parte desse carinho já é percebida. O site "Brazil Cartoon", especializado em informações sobre humor gráfico e salões de humor, emitiu nota de repúdio à saída de Zetti. Diz o texto:

"Não se faz salão de humor sem cartunistas, e nós, os cartunistas, não fomos consultados sobre a saída da Zetti da coordenação do Salão Internacional de Humor de Piracicaba."

Os organizadores da página virtual pedem que desenhistas se manifestem enviando trabalhos sobre o tema. Já há sete no ar, alguns de autores estrangeiros.

O assunto ganhou eco virtual em sites de países da Alemanha, Irã, Turquia e Azerbaijão.  

Escrito por PAULO RAMOS às 16h55
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03.01.10

Votação para Prêmio Angelo Agostini termina terça-feira

Acaba nesta terça-feira, dia 5, o prazo de votação para o 26º Prêmio Angelo Agostini. São sete categorias ligadas à área de quadrinhos. Concorrem apenas autores nacionais.

A votação é aberta. Qualquer pessoa pode indicar os preferidos nas categorias desenhista, roteirista, lançamento, fanzine (publicação independente) e cartunista.

O prêmio Jayme Cortez - outra categoria - vai para quem tiver se destacado na área no ano de 2009. E mestre do quadrinho nacional vai três dos nomes previamente indicados.

A lista dos selecionados para votação como mestre do quadrinho nacional foi divulgada pela organização no "Bigorna", site especializado na área e que colabora com o prêmio.

                                                          ***

A votação pode ser feita de duas formas. Uma é pelo correio: caixa postal 675, CEP 01059-970, São Paulo (SP), aos cuidados de Worney Almeida de Souza, organizador do troféu. 

A segunda forma é via e-mail: votacao@aqc-esp.com.br e angeloagostini@bigorna.net

O troféu é promovido pela Associação dos Quadrinistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo. O nome da premiação é uma homenagem ao pioneiro dos quadrinhos no Brasil.

A entrega dos prêmios está marcada para o dia 27 de fevereiro, a partir das 13h, no Senac da rua Faustolo, em São Paulo. Nessa data, vai haver também debates e palestras.

Escrito por PAULO RAMOS às 14h12
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30.12.09

Diga-me o que lanças e dir-te-ei o que publicaste em 2009

 

As Tiras Clássicas da Turma da Mônica, vol. 5 - Crédito: reprodução

 

As editoras tiveram fôlego para pôr novos títulos nas lojas de quadrinhos nesta última semana de 2009, que já está em clima de folga e de festas por conta da virada do ano.

São obras nacionais e estrangeiras, que ecoam neste finzinho de dezembro o modo como suas editoras atuaram ao longo dos demais meses do ano.

A maior parte dos lançamentos é da Panini, editora multinacional que continuou o ritmo de lançamentos em livrarias e bancas, onde permanece como líder do segmento.

Um deles é o álbum "As Tiras Clássicas da Turma da Mônica" (132 págs., R$ 19,80).

                                                         ***

A exemplo das edições anteriores, este quinto volume reedita tiras antigas dos personagens de Mauricio de Sousa. O álbum reúne 360 tiras publicadas nos jornais entre 1968 e 1970.

O álbum encerra um ano plural de publicações especiais ligadas ao desenhista e empresário, que comemorou 50 anos de carreira. Dois se destacam, ambos da Panini.

Seu grupo editorial pôs no mercado uma coletânea de histórias de Bidu, personagem que completa jubileu de ouro junto com seu criador.

O outro título foi o livro homenagem "MSP50 - Mauricio de Sousa por 50 Artistas". Foi o segundo mais indicado por críticos da área entre os melhores do ano.

                                                         ***

Mauricio de Sousa também consolidou a revista "Turma da Mônica Jovem". A vendagem é de cerca de 400 mil exemplares, segundo sua assessoria.

O senão são os atrasos nas edições especiais, problema dividido entre os demais títulos especiais de super-heróis da Panini.

Este quinto volume da coleção de tiras deveria ter sido lançado em novembro. A data consta nos créditos finais. Chega ao leitor no mês seguinte, na última semana do ano.

Álbuns norte-americanos, como "Fábulas - A Marcha dos Soldados de Madeira" e "Universo Wildstorm por Alan Moore", anunciados para este, ficarão para 2010. 

Frequência Global, vol. 1 - Crédito: divulgação

O que a Panini programou e conseguiu cumprir o prazo antes da virada do ano foram outros dois álbuns da Vertigo e da Widstorm, selos adultos da DC Comics, a mesma de Batman.

"Frequência Global - Volume 1" (148 págs., R$ 39,90) não é exatamente uma novidade para o leitor da área. Parte da série já havia sido publicada no Brasil.

As primeiras seis histórias haviam sido lançadas pela Pandora. Outras saíram no ano passado pela Pixel, que então detinha os direitos da Vertigo e da Wildstorm.

Este volume, feito em capa dura e direcionado também às livrarias, relança as seis primeiras narrativas, lançadas nos EUA entre dezembro de 2002 e maio do ano seguinte.

                                                          ***

Frequência Global é o nome de organização internacional que aciona agentes pré-cadastrados quando surge alguma situação de risco. Cada história foca um deles.

Os roteiros são de Warren Ellis. Cada sequência tem arte de um desenhista diferente, como Steve Dillon - de "Preacher", outra série da Vertigo - e David Lloyd - de "V de Vingança".

A Panini também lançou nesta semana final do ano "Hellblazer - Congelado" (172 págs., R$ 24,90). O álbum reúne sete histórias do título norte-americano.

A série integra também a revista "Vertigo", que teve o segundo número lançado neste mês. A Panini adquiriu os direitos de Vertigo e Wildstorm no segundo semestre.

                                                         ***

A semana teve ainda o lançamento da revista "História do Brasil - Proclamação da República", publicada pela editora Europa (72 págs., R$ 19,90).

A obra cumpre aquilo que o título sugere, relatar de forma didática os fatos que levaram à proclamação. O roteiro é de Edson Rossatto e a arte de Laudo Ferreira Jr. e Omar Viñole.

Esse é o segundo lançamento feito pelo grupo à frente da revista "Mundos dos Super-Heróis", especializada em quadrinhos. O primeiro, de 2008, abordava a Independência.

A revista traz uma curiosidade. Os autores quiseram homenagear figuras ligadas à área de quadrinhos no Brasil e as desenharam em trechos espalhados pela narrativa.

 

1 Litro de Lágrimas. Crédito: divulgação

 

Voltando um pouquinho para os dias que antecederam o Natal, houve também alguns lançamentos pontuais naquela semana. Parte mangás, parte manwhás.

A NewPOP publicou o mangá "1 Litro de Lágrimas" (176 págs., R$ 14,90). O quadrinho japonês, feito em volume único, narra a história real da jovem Aya Kita.

Portadora de uma doença degenerativa que a privaria dos movimentos, ela foi recomendada a relatar sua experiência num diário.

Essa experiência foi vertida em livro, em série e, agora, na forma de quadrinhos, escritos e desenhados por Ichi Rittoru no Namida.

                                                         ***

A NewPOP lançou outro mangá, "Kanpai", primeiro de dois volumes. A revista encerra um ano bom para a editora, que teve na coletânea de Speed Racer sua principal obra.

Os mangás da NewPOP dividem as prateleiras com os da Panini, da JBC e com os coreanos da Conrad, que retorna ao segmento em que já foi líder com os mangás.

Poucos dias antes do Natal, a editora publicou os segundos números dos manhwás "Banya", "Gui" e "Dangu" (R$ 12,90 cada um).

Os títulos coreanos preenchem o espaço dos mangás iniciados pela Conrad e ainda não encerrados, como "Battle Royale". E ainda sem sinal concreto de finalização.

                                                          ***

A Conrad iniciou o ano vendida para o grupo IBEP/Companhia Editora Nacional. A editora retomou o ritmo de lançamentos de álbuns nos primeiros meses de 2009.

Foi dessa leva "Sábado dos Meus Amores", livro com crônicas em quadrinhos feitas por Marcello Quintanilha. A obra foi a mais indicada pelos críticos como a melhor de 2009.

No segundo semestre, o foco principal da Conrad foi o lançamento mundial da versão do livro do "Gênesis" feito pelo norte-americano Robert Crumb.

A obra teve boa divulgação na mídia escrita, muito por conta de Crumb ter sido o pai do quadrinho underground nos EUA. A fidelidade ao texto bíblico diluiu a esperada polêmica.

 

Zoo. Crédito: divulgação

 

Ao contrário da Conrad, a Devir deixou um vácuo de títulos novos no primeiro semestre por cautela com relação à crise econômica mundial, segundo dito à época.

A partir do meio do ano, no entanto, engatou uma quinta marcha na velocidade dos lançamentos. Pôs no mercado religiosamente toda semana pelo menos uma obra nova.

A última do ano foi o terceiro tomo de "A Casta dos Metabarões" (R$ 49,90). É a terceira série relacionada à ficção científica "Incal", de Alejandro Jodorowski e Moebius.

O desenhista francês, uma vez mais, não participa. A arte ficou a cargo do argentino Juan Gimenez. Inédito no Brasil, o álbum traz o desfecho da saga dos Metabarões. 

                                                        ***

No meio de dezembro, a HQM lançou em São Paulo dois álbuns nacionais: "Zoo", de Nestablo Ramos Neto, e "Necronauta - O Solado Assombrado e Outras Histórias", de Danilo Beiruth.

As obras marcaram o retorno da editora ao circuito de títulos nacionais. Dois meses antes, "Mortos-Vivos" marcava a volta da HQM aos lançamentos, após um jejum de meses.

A GAL trouxe ao Brasil os adiados "Três Dedos" e "Fracasso de Público". A Globo, o argentino "Perramus", de Juan Sastuarian e Alberto Breccia. A L&PM retomou os álbuns.

A Via Lettera foi tímida, fruto de uma crise financeira que quase derruba a editora, segundo a própria. Isso somado ao caso "Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol".

O álbum adulto, que trazia alguns palavrões e alusão a sexo, foi comprado pelo governo paulista e levado a alunos de nove anos.

                                                          ***

Administração estadual e grande mídia associaram o caso à incompatibilidade de os quadrinhos terem conteúdo adulto e gerou uma caça aos quadrinhos nas escolas.

Nem Will Eisner escapou. Respeitado por ser um dos primeiros a produzirem álbuns com temáticas adultas nos Estados Unidos, teve uma de suas obras rotulada de pedófila.

O álbum "Um Contrato com Deus e Outras Histórias de Cortiço" foi incluído na lista do PNBE, programa do governo federal que leva obras em quadrinhos e livros a escolas.

O argumento de diretores e secretários municipais e estaduais de educação foi que o livro tinha cenas de sexo e alusão à pedofilia. O governo federal reiterou a seleção da obra.

Charge feita por Diogo Sales para o Jornal da Tarde

 A Companhia das Letras lançou neste mês "Jimmy Corrigan - O Garoto Mais Esperto do Mundo" (388 págs., R$ 49), de Chris Ware. Um pouco antes, "Breakdows", de Art Spiegelman, mesmo autor de "Maus" (que tem a primeira versão mostrada nessa obra).

As duas obras fecham o primeiro ano do Quadrinhos na Cia., selo da editora voltado especificamente a publicações da área. Isso deu uma sacudida no meio editorial.

Um dos diferenciais é que leva quadrinhos a outro tipo de leitor, que não necessariamente aquela pessoa que acompanha quadrinhos mês a mês.

"Retalhos", de Craig Thompson, teve uma venda relâmpago, segundo se diz nos bastidores. A obra autobiográfica foi uma das mais divulgadas pelo eficiente marketing da editora.

                                                          ***

Seguiram-se outras obras, como "Umbigo sem Fundo", de Dash Shaw. De material nacional, limitou-se à adaptação "Jubiabá de Jorge Amado", feita por Spacca.

As adaptações, também neste ano, proliferaram no mercado editorial brasileiro, inclusive em empresas que nunca antes haviam investido na área de quadrinhos.

O foco é incluir uma das obras em listas governamentais, como a do PNBE, que compra lotes de cerca de 30 mil exemplares.

A última a ser lançada foi "O Corvo em Quadrinhos", feito por Luciano Irrthum com base no conto de Edgar Allan Poe (1809-1849). A obra é da editora Peirópolis.

                                                          ***

Esse foi o segundo álbum lançado por Irrthum em 2009. O primeiro foi "A Comadre do Zé", lançado pelo grupo mineiro da revista independente "Graffiti 76% Quadrinhos".

Também foi deles outro álbum, "Saída 3", de Guga Schultze. O grupo optou  no fim do ano em se desligar do Quarto Mundo, selo que agrega autores independentes.

O Quarto Mundo, por sua vez, manteve os lançamentos, porém com intervalos maiores entre eles. Concentrou vários no FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos), em setembro.

"Có", de Gustavo Duarte, "Candyland", de Olavo Rocha e Guilherme Caldas, e "Macaco Albino", de Leandro Robles, foram outras boas surpresas do ano, bancadas com dinheiro do próprio bolso. Além da "Ragu", revista que virou livro de capa dura em uma edição especial.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h06
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23.12.09

Desentendimento adia biografia de Adoniran Barbosa

 

Adoniran Barbosa, no desenho de Marcatti. Crédito: imagem cedida pelo autor

 

 

 

 

 

Impasse é entre o autor, Marcatti, e a editora da obra, Conrad, que iria lançar o álbum neste ano 

 

 

 

 

 

Marcatti transformou em quadrinhos duas músicas de Adoniran Barbosa, "Samba do Arnesto" e "Saudosa Maloca". As versões compuseram o segundo livro da coleção "Lado A/Lado B", da editora gaúcha Dulcinéia. É da obra a imagem acima.

Feita em formato quadrado, lembrando um compacto de vinil, a obra de 24 páginas traz uma música num lado, outra no outro. Foi lançada no mês passado. 

O convite surgiu em julho, após a editora saber que o desenhista preparava uma biografia em quadrinhos do compositor paulista, morto em 1982, aos 70 anos. O álbum seria publicado neste ano pela Conrad.

Ironia. As histórias dos sambas saíram antes da biografia que pautou o livro da coleção da Dulcinéia. E ainda é dúvida se o projeto será mesmo realizado.

                                                          ***

O motivo do adiamento é um desentendimento entre autor e editora. O impasse está no pedido de um adiantamento de direitos autorais para realizar a obra, negado pela Conrad.

Segundo o desenhista, a solicitação foi formalizada por telefone. Ouviu, em maio deste ano, que isso não casaria com a política da editora.

"Ouvi ´faz aí´. Aí eu parei. Acho que o [livro do] Adoniran merece muito mais do que isso", diz Marcatti, que não toca no projeto desde junho.

Ele diz ter rascunhado o esqueleto da obra, com as datas principais que comporiam a narrativa da biografia. Imaginou a versão final com cerca de 250 páginas.

                                                          ***

Marcatti não pensa em levar o projeto a outra editora. Diz que há aí um princípio moral, que quer respeitar: a ideia da biografia partiu da Conrad.

A primeira conversa, segundo ele, surgiu no começo de 2008, após ele publicar a adaptação do romance "A Relíquia", de Eça de Queiroz, obra publicada pela editora.

O desenhista começou, então, a fazer a pesquisa. Contatou a família, leu livros a respeito, entre eles "Adoniran: Uma Biografia, de Celso de Campos Jr., sua principal fonte.

Recebeu R$ 3 mil por esse serviço inicial, feito até outubro de 2008. O autor imagina que precisaria de quatro meses para finalizar o projeto.

                                                          ***

Outro lado. Segundo Rogério de Campos, diretor da Conrad, a editora está no aguardo da biografia de Marcatti. Segue a resposta dele, enviada por e-mail:

"Diferente do que é o padrão nosso, pagamos um advance para ele fazer o trabalho. O prazo de entrega era 2008 (agosto, se não me engano). Aí o Marcatti pediu para adiar."

"Adiamos para 2009. E neste ano o Marcatti disse que não conseguiria cumprir o novo prazo porque estava com problemas financeiros que o levavam a priorizar neste momento os trabalhos que dessem dinheiro mais rapidamente. Nós dissemos: OK, termine quando puder."

"Ele nos perguntou então se era possível um novo adiantamento. Não foi possível. Seja como for, estamos esperando o trabalho."

Escrito por PAULO RAMOS às 11h47
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21.12.09

Promessa para 2009, álbuns da Bossa Nova são dúvida para 2010

 

Proscritos, de Beto Nicácio

 

 

 

 

 

 

 

Capa de "Proscritos", obra de Beto Nicácio que deveria inaugurar a linha de quadrinhos nacionais da editora 

 

 

 

 

 

 

 


O álbum "Proscritos", de Beto Nicácio, está diagramado e finalizado. A capa, pronta. Deveria ter sido publicado neste ano. Não foi. E não vai ser. Não pela Bossa Nova.

O autor pediu rescisão de contrato com a editora, que planejava pôr no mercado neste ano uma linha de títulos em quadrinhos nacionais. A obra seria a primeira do catálogo.

O editor e idealizador da área de quadrinhos, Glauco Guimarães, também oficializou sua saída de empresa. Ele se desligou oficialmente há um mês e meio.

O selo de quadrinhos, uma promessa para o mercado de quadrinhos nacionais para este 2009, tornou-se, na prática, uma dúvida para o ano que vem.

                                                          ***

Segundo Guimarães, também quadrinista e ilustrador, a editora paulista começou a dar sinais de que não cumpriria o acordo de publicação no começo do ano.

Os primeiros sinais disso foram delegados à crise mundial da economia, vivida principalmente no primeiro semestre. Depois, os e-mails rarearam.

Houve outra tentativa de contato, pessoal. Ele diz não ter sido recebido. O acúmulo de problemas motivou o desligamento oficial.

"Se sair alguma coisa de quadrinhos, eu não tenho nada a ver com isso", diz Guimarães.

                                                          ***

O que ficou foram os projetos e os contatos com os autores. "Estou tentando ajudar, na medida do possível, o pessoal que ficou no meio", diz.

Um é Beto Nicácio. Outro, Nestablo Ramos Neto, que deveria lançar o álbum "Zona Zen".

A editora falava em agosto de 2008 em 12 projetos de quadrinhos, voltados às livrarias. O número foi resultado de uma chamada de propostas, feita virtualmente meses antes.

Guimarães disse, à época, ter recebido cerca de 500 propostas de projetos de histórias em quadrinhos nacionais, todas com mais de 50 páginas.

                                                          ***

Outro lado.

A Bossa Nova não descarta a publicação das obras em quadrinhos. A editora manteve até sexta-feira passada a página com a linha de quadrinhos. "Proscritos" era o destaque.

O dono da editora, Carlos Eduardo, disse ao blog, por e-mail, que o adiamento do projeto se deu por "uma série de razões".

"Pretendemos retomá-lo assim que as coisas as coisas se acalmarem", diz.

Escrito por PAULO RAMOS às 11h36
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20.12.09

Revistas marcam datas especiais de Mickey e Superpato

 

Superpato 40 Anos. Crédito: divulgação 

 

 

 

 

 

"Superpato 40 Anos" e "As Grandes Aventuras do Mickey" começaram a ser vendidos nas bancas na última semana 

 

 

 

 

 

 

 

 


Há diferentes motivos que pautam ou servem de pretexto para uma publicação especial. Datas comemorativas são uma das razões e justificou dois lançamentos do mês.

"Superpato 40 Anos" e "As Grandes Aventuras do Mickey" (Abril, ambos com 196 págs. e a R$ 8,95 cada um) começaram a ser vendidos nas bancas na última semana.

Ambos se ancoram em diferentes datas. O primeiro, como o título já entrega ao leitor, marca os 40 anos de criação do Superpato, herói encarnado pelo Pato Donald.

A revista traz sete histórias vividas pelo personagem, duas delas inéditas. A que abre a revista mostra a origem do herói de Patópolis.

                                                          ***

O segundo lançamento marca os 20 anos de morte de Paul Murry, um dos principais criadores das histórias do camundongo detetive.

Uma de suas marcas era pôr Mickey e Pateta em diferentes investigações. "As Grandes Aventuras do Mickey" publica 12 delas.

Assim como no especial de Superpato, duas são inéditas no país. As demais foram publicadas nos Estados Unidos entre 1954 e 1975.

Murry foi outro dos desenhistas que produziam quadrinhos para Disney levar a fama pela criação. O caso mais marcante foi o de Carl Barks, verdadeiro criador das histórias de pato.

Escrito por PAULO RAMOS às 23h55
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18.12.09

Dois álbuns nacionais têm lançamento sábado em São Paulo

 

Necronauta. Crédito: divulgação

O quarto volume da série norte-americana "Os Mortos-Vivos", publicado no fim de outubro, marcou a volta da HQM aos quadrinhos e puxou a fila dos lançamentos, adiados desde 2008.

Dois novos títulos nacionais têm lançamento neste sábado à tarde em São Paulo: "Necronauta", do paulista Danilo Beiruth, e "Zoo", do brasiliense Nestablo Ramos Neto.

"Necronauta Volume 1: O Soldado Assombrado e Outras Histórias" (88 págs., R$ 29,90) reúne os seis primeiros números da revista do personagem, publicada desde 2007 de forma independente.

O protagonista é um ser que ajuda a conduzir pessoas mortas ao além.

O universo de "Zoo" (136 págs., R$ 34,90) se diferencia por ter como personagens centrais apenas animais.

Zoo. Crédito: divulgaçãoMas, na história, há uma inversão de papéis: são os humanos os explorados por maus-tratos.

Os dois álbuns marcam um retorno da HQM também aos trabalhos nacionais.

A editora havia iniciado um catálogo de publicações brasileiras em 2007.

Os lançamentos incluíram álbuns de José Aguiar - "Quadrinhofilia" -, o retorno da série Leão Negro e a volta às bancas da revista em quadrinhos de Senninha.

                               ***


Serviço - Lançamentos de "Necronauta Volume 1: O Soldado Assombrado e Outras Histórias" e "Zoo". Quando: sábado (19.12). Horário: a partir das 14h. Onde: loja Comix. Endereço: Alameda Jaú, 1998, São Paulo. 

Escrito por PAULO RAMOS às 14h01
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16.12.09

Revista independente faz edição latino-americana

 

Zine Royale 4. Crédito: imagem cedida pelo editor

 

 

 

 

 

 

 

Capa do quarto número de "Zine Royale", que tem lançamento na próxima sexta-feira em São Paulo 

 

 

 

 

 

 

 

 

O quarto número de "Zine Royale" faz uma edição sul-americana. Ou "edición latinoamerica", como registra a capa da revista, que será lançada sexta, em São Paulo.

A ideia é de Jozz, editor da publicação, que neste ano estreitou contatos com autores de países vizinhos. Para facilitar o intercâmbio, fez a edição em português e castelhano.

Ele e outros autores brasileiros dividem as 64 páginas da revista independente com quadrinistas do México (José Alfaro) e da Argentina (Cammie). A revista custa R$ 4.

Não é a primeira vez que títulos independentes daqui abrem espaço para autores latino-americanos. A "Graffiti 76% Quadrinhos" também fez um de seus números bilíngue.

                                                          ***

Serviço - Lançamento de "Zine Royale" 4. Quando: sexta-feira (18.12). Horário: 19h30. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo. Quanto: R$ 4.

Escrito por PAULO RAMOS às 23h49
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15.12.09

Cremado corpo do editor que trouxe mangás ao Brasil

 

Foto tirada na cerimônia de entrega do Troféu HQMix, em 2008

 

Uma cerimônia realizada hoje às 10h15 no Crematório Memorial Paulista em Embu das Artes, na Grande São Paulo, marcou o sepultamento do editor de quadrinhos Minami Keizi.

Keizi morreu nessa segunda-feira. O corpo ficou entre ontem e hoje no velório de Itapevi, também na região metropolitana de São Paulo. Cedo, foi levado a Embu das Artes.

Segundo o velório de Itapevi, a morte se deu por uma série de fatores: broncopneumonia, insuficiência renal crônica, diabetes e encefalopatia (alteração nas funções mentais).

Nos últimos meses, ele já vinha se mostrando debilitado. Em 2004, um derrame havia deixado o corpo do editor parcialmente paralisado.

                                                          ***

Minami Keizi esteve entre os homenageados do Troféu HQMix de 2008. A premiação de quadrinhos lembrou as pessoas que participaram da extinta editora Edrel.

Foi pela Edrel, de Keizi, que foram publicados no Brasil os primeiros mangás. Um dos autores que se destacaram no estilo japonês foi Cláudio Seto, morto poucos meses depois.

A homenagem se pautava no Centenário da Imigração Japonesa, comemorado no ano passado. A cerimônia foi realizada em julho no teatro do Sesc Pompeia, em São Paulo.

No palco, Keizi fez um discurso muito emocionado. Foi bastante aplaudido. Cláudio Seto também. A estátua dada aos premiados se baseou em Samurai, personagem criado por ele.

                                                         ***

O jornalista Gonçalo Júnior pesquisava a vida de Minami Keizi. Ele faz um relato sobre a trajetória - pessoal e profissional do editor - na postagem abaixo.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h04
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14.12.09

Que venham as coletâneas nacionais de humor

 

Tulípio - Humor de Botequim. Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa de "Tulípio - Humor de Botequim", um dos livros que têm lançamento nesta semana em São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

Este mês tem uma concentração de coletâneas de histórias em quadrinhos de humor, todas nacionais e feitas por diferentes autores. Duas delas têm lançamentos nesta semana.

"Tulípio - Humor de Botequim" (Devir, 208 págs., R$ 35) teve uma primeira sessão de autógrafos na noite desta segunda-feira na capital paulista. Há outra programada para quarta-feira, às 19h30, na HQMix Livraria (Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo).

A obra reúne cartuns do personagem-título criado por Eduardo Rodrigues e Paulo Stocker. As histórias - algumas inéditas - se passam num bar e extraem humor desse cenário.

O álbum compila, em formato maior, as oito primeiras revistas de bolso de Tulípio, distribuídas de graça em bares de São Paulo e Rio. O lançamento terá o nono número.

 

Nicolau e Seus Queridos Vizinhos. Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

 

A coletânea "Nicolau e Seus Queridos Vizinhos", de Lucas Lima, também tem lançamento em São Paulo nesta semana  

 

 

 

 

 

 

 

Outro lançamento, também na HQMix Livraria, é "Nicolau e Seus Queridos Vizinhos" (Enquadrinho, 84 págs., R$ 38), coletânea de tiras da série criada há cinco anos por Lucas Lima.

É o segundo álbum publicado por ele, o primeiro por editora própria, a Enquadrinho. A obra traz 407 tiras, que são publicadas em jornais do interior paulista, no Rio de Janeiro e no sul.

As histórias giram em torno de Lucas, menino de oito anos que mora num condomínio. Sua família e os funcionários do prédio constroem o rol de personagens da tira cômica.

A sessão de autógrafos será no próximo sábado, às 19h30.

 

Bichinhos de Jardim. Crédito: reprodução do blog da autora 

 

Outra série que ganhou uma coletânea foi "Bichinhos de Jardim" (BlogBooks, R$ 29,90). A obra traz mais de 200 tiras, veiculadas desde 2006 no blog da autora, Clara Gomes.

O livro foi resultado da conquista do Prêmio Blog Books, promovido no meio do ano.

O grupo responsável pela premiação indica blogs em diferentes categorias e usa a popularidade das páginas virtuais para alimentar a votação on-line.

Bichinhos de Jardim foi o mais votado dos dez selecionados na área de quadrinhos. A série mostra situações vividas diferentes bichos, em particular um caramujo e uma joaninha.

                                                         ***

Uma festa no começo do mês marcou o lançamento da quarta coletânea de histórias dos namorados roqueiros Roko-Loko e Adrina-Lina (Grrr!, 52 págs.).

Desde o álbum anterior, as obras têm sido publicados pelo selo do autor, Márcio Baraldi.

O mote da série é pôr a dupla principal em situações que dialoguem com o mundo do rock. São comuns nas histórias "participações especiais" de cantores e de bandas.

Este álbum traz histórias publicadas originalmente entre 2004 e 2006 na "Rock Brigade", revista especializa em rock. A coletânea elenca as narrativas em ordem cronológica.

Escrito por PAULO RAMOS às 23h35
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Encadernado vai reunir sequência de Surpreendentes X-Men

 

Surpreendentes X-Men: Destroçados. Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

 

 

Álbum do grupo de mutantes da Marvel Comics integra lista de lançamentos da editora Panini para este mês 

 

 

 

 

 

 

 

 


A Panini vai lançar mais um encadernado com histórias dos Surpreendentes X-Men. O álbum faz parte da lista de lançamentos da editora programados para este fim de ano.

A série da Marvel Comics foi premiada nos Estados Unidos. O texto é de Joss Whedon, criador do seriado de TV "Buffy, a Caça-Vampiros". Os desenhos são de John Cassaday.

"Surpreendentes X-Men: Destroçados" vai reunir as histórias dos números 13 a 18 da revista norte-americana dos heróis mutantes. As aventuras já haviam sido publicadas no Brasil, também pela Panini, na revista "X-Men Extra" entre julho e dezembro de 2007.

Segundo a Panini, o álbum terá 156 páginas. O preço não foi informado. Em agosto do ano passado, a editora lançou outro álbum, com as primeiras 12 histórias da série.

                                                          ***

A relação de lançamentos da editora para dezembro inclui também o segundo número da revista mensal "Vertigo". A publicação deveria ter saído em novembro.

A Panini pretende lançar neste mês quatro álbuns da Vertigo e da Wildstorm, selos adultos da norte-americana DC Comics que a editora passou a publicar no Brasil em outubro. Todas as obras trazem séries já iniciadas por aqui.

"Ex-Machina: Fato vs. Ficção" traz seis histórias inéditas do título, que mostra um super-herói como prefeito de Nova York. "Fábulas: A Marcha dos Soldados de Madeira" completa a sequência iniciada pela Pixel, última editora a publicar as séries no Brasil.

"Frequência Global" relança os seis primeiros números. E "Universo Wildstorm por Alan Moore" reúne histórias de diferentes séries escritas pelo criador de "Watchmen". 

Escrito por PAULO RAMOS às 19h25
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13.12.09

Mauricio de Sousa recebe homenagem inédita da ONU

 

 


Mauricio de Sousa recebeu nesta semana homenagem do UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime). A distinção é inédita a um autor de quadrinhos brasileiro.

A placa entregue ao desenhista e empresário registra que a honra se deu por "contribuição em favor da conscientização pública sobre prevenção e combate à corrupção".

A cerimônia de entrega ocorreu em Brasília na última quarta-feira, Dia Internacional contra a Corrupção. 

O ministro Gilson Dipp, do Conselho Nacional de Justiça, também foi homenageado na cerimônia, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Escrito por PAULO RAMOS às 15h44
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12.12.09

Homenagem a dramaturgo reuniu duas gerações de quadrinistas

O Espaço Parlapatões, na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, costuma ser sempre cheio nas noites de sexta. Ontem, estava mais. Até na rua se andava disputando espaço.

No lado de dentro, ocorria um leilão em prol de Mario Bortolotto, baleado ali mesmo, uma semana antes durante tentativa de assalto. O dramaturgo está em recuperação.

Também ali estavam duas gerações de quadrinistas. Juntos e concomitantemente, dividiam a tarefa de desenhar dois grandes painéis, um em cada canto do espaço cultural.

Deixaram sua marca por lá Laerte, Caco Galhardo, Lourenço Mutarelli - cada vez mais de volta aos quadrinhos -, Fábio Cobiaco, Gabriel Bá, Fábio Moon, Rafael Grampá, Rafael Coutinho, Gustavo Duarte, André Kitagawa.

                                                          ***

Kitagawa talvez seja o que tenha uma relação profissional mais eloquente com Bortolotto, figura muito conhecida na Praça Roosevelt.

Em 2006, o dramaturgo levou aos palcos a peça "Chapa Quente", baseada em contos urbanos em quadrinhos feitos por Kitagawa. A apresentação voltou à cena meses depois.

A peça é um dos diálogos entre Bortolotto e os quadrinhos. Na noite de sexta-feira, dia 11, inspirou, involuntariamente, outra. Com gente de peso, de diferentes gerações.

É daquelas notícias simples, mas muito, muito mais importantes e nobres do que tantas outras veiculadas neste blog. Arte em quadrinhos pela vida. Que sirva de exemplo.

                                                          ***

A editoria de entretenimento do UOL registrou alguns momentos da produção coletiva feita no Espaço Parlapatões. As fotos dão uma boa ideia de como foi. Veja neste link.

Escrito por PAULO RAMOS às 18h52
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10.12.09

Loja em SP vende quadrinhos com desconto no fim de semana

Registro rápido. A loja da Devir, em São Paulo, faz neste fim de semana uma maratona de venda de quadrinhos, todos com desconto.

A promoção começa às 22h desta sexta-feira e vai até as 16h do domingo. O local não fecha durante essas 42 horas de evento.

Durante o dia, o desconto mínimo é de 20%. Da meia-noite às seis, aumenta para 40%. Além das vendas, vai haver uma programação com palestras, autógrafos e oficinas.

Esta é a quinta vez que a loja faz a maratona, realizada sempre entre o fim de novembro e o começo de dezembro. A loja fica na rua Teodureto Souto, 624, no Cambuci.

                                                           ***

Nota: também nesta sexta-feira, há o lançamento do segundo número da revista independente "Macaco Albino", de Leandro Robles. A sessão de autógrafos será às 19h30 na HQMix Livraria (Praça Roosevelt, 142, centro).

Escrito por PAULO RAMOS às 13h53
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07.12.09

Autores da Graffiti deixam Quarto Mundo

 

A Rua de Lá, de Evandro Alves. Crédito: imagem cedida pelo autor

 

 

 

 

 

 

 

Página de "A Rua de Lá", álbum que o grupo mineiro programa para 2010

 

 

 

 

 

 

 

 

O grupo da revista mineira "Graffiti 76% Quadrinhos" decidiu não fazer mais parte do Quarto Mundo, selo que reúne autores independentes de todo o país.

A decisão foi oficializada neste mês na lista de discussão dos integrantes, mas já circulava desde o mês passado. O motivo foi diferenças quanto ao modo de funcionamento do grupo.

"O Quarto Mundo não é o que queremos, e nem nós podemos dar ao Quarto Mundo o que o grupo precisa" diz Fabiano Barroso, um dos editores à frente da Graffiti.

O modelo defendido pelos autores mineiros é de uma profissionalização desse setor, que preste serviço a autores e editoras. Como está, eles veem mais quantidade que qualidade.

                                                          ***

O grupo mineiro entrou para o coletivo do Quarto Mundo há pouco mais de dois anos. O ingresso ocorreu pouco depois de o selo ser oficializado, em outubro de 2007.

A revista editada pela Graffiti é uma das principais do setor hoje no país. Cada número reúne histórias de diferentes autores.

A publicação tem sido editada há alguns anos com ajuda de lei de incentivo cultural de Belo Horizonte. A verba permitiu ao grupo produzir também uma série de álbuns nacionais.

Foram lançados quatro até agora, dois neste ano. E há planos de mais cinco.

                                                           ***

Dois dos álbuns estão confirmados. Um se chama "A Rua de Lá" e é produzido por Evandro Alves. É da obra a página que abre esta postagem. O outro trabalho, "Poço", tem roteiro de Bruno Azevêdo.

Os próximos volumes da coleção "100% Quadrinhos" são um dos temas da entrevista que o blog fez com Fabiano Barroso.

Na conversa, ele detalha também como imagina a edição comemorativa da Graffiti, a ser lançada em 2010, quando a revista completa 15 anos. Os planos são de uma obra de luxo, em capa dura, de cerca de 300 páginas.

O contato, feito por meio de uma série de trocas de e-mail, inicia pelo hoje, ou seja, pelos motivos - e as críticas - que levaram o grupo a se desligar do Quarto Mundo. 

                                                           ***

Blog - Por que a Graffiti saiu do coletivo Quarto Mundo?
Fabiano Barroso
- A Graffiti saiu do Quarto Mundo por considerar que o grupo evolui por rota diferente da esperada pela revista. Honestamente, eu desejava que o Quarto Mundo se tornasse uma espécie de "consultoria" relativa aos quadrinhos independentes. Que desenvolvesse soluções de logística para editar, publicar e distribuir quadrinhos, criando uma rede cada vez maior e mais qualificada dentro do mercado. Vejo, porém, o Quarto Mundo como um grupo confuso, sem metas definidas, e que busca crescer por meio do aumento puro e simples de associados, sem se preocupar muito em realizar um trabalho de qualidade. Os líderes do coletivo não se assumem formalmente como tal, por considerar e acreditar que grupo deve ser um organismo horizontalizado, sem qualquer espécie de hierarquia profissional. Isso gera trabalho sem padrão, sem qualidade e sem critério. Acho que o Quarto Mundo, para crescer, tem que diminuir. Apostar e investir na qualidade e na visão dos seus líderes, porque, no final das contas, eles são o Quarto Mundo. Os outros setenta, setenta e cinco associados - Graffiti incluída - não passam de membros esforçados. Seria mais justo, e mais positivo, se todos eles fossem clientes do Quarto Mundo, e não membros.

Blog - Qual o modelo que você e seus colegas têm e que não é visto no Quarto Mundo?
Barroso
- A Graffiti tem um modelo talvez seguido por outras revistas associadas ao coletivo - a "Ragu", por exemplo. Mas os motivos para a nossa saída não passam por aí. Passam, sim, pela falta, como já dito, de um padrão, e de uma certa preocupação formal com a qualidade. O Quarto Mundo é um selo? Se for, é preciso avaliar, sob critérios técnicos ainda não definidos, o que pode e o que não pode vir com o selo Quarto Mundo na capa. E, mesmo se for apenas um coletivo, acho que é preciso instituir um padrão, um caminho a ser trilhado. Estamos falando de um grupo de oitenta e tantas pessoas, isso é impossível de ser feito. Há, no mesmo grupo e com os mesmos poderes, jovens iniciantes e "tiozões" com o trabalho já consagrado nacionalmente. Isso pode ser muito bonito, mas honestamente não traz resultados práticos. Não sou anarquista, acredito na hierarquia profissional. Ainda mais quando o grupo é grande e seus membros estão distantes uns dos outros, fisicamente falando.

Blog - Quando foi formalizada a saída? Houve algum tipo de atrito?
Barroso
- A saída foi formalizada entre mim e alguns dos principais membros há uma semana. Não houve atrito, muito pelo contrário; os membros para quem eu enviei o contato entenderam e aceitaram nosso ponto de vista.

Blog - Você havia comentado comigo que pretendia que a Graffiti se tornasse dependente - e não independente - em 2010. Do que se trata? Houve contato com alguma editora?
Barroso
- Bom, iniciei uma conversa com o Cláudio Martini, da Zarabatana, durante o FIQ [Festival Internacional de Quadrinhos, realizado em outubro em Belo Horizonte]. É bom deixar claro que por enquanto é apenas uma conversa, mas ele tem bastante interesse, como nós também temos, de que a Graffiti e os álbuns "100% Quadrinhos" se tornem parte do catálogo da editora. Acho que depende apenas de formalizar a parceria, e para isso dependemos da aprovação de nosso projetos em trâmite. A Zarabatana é uma editora linda, trabalha com tiragens baixas, está
montando aos poucos o seu catálogo, que guardadas as devidas proporções lembra o da [norte-americana] Fantagraphics. Acreditamos que será um casamento e tanto. E acredito que pode ser esta a saída editorial para a Graffiti. A Zarabatana está crescendo com muita qualidade, e penso que quem gosta do que é publicado pela editora gosta também da Graffiti, há uma afinidade muito grande entre a editora e o trabalho desenvolvido pela gente.

Blog - Para 2010, de onde virá a verba dos títulos programados? Da lei de incentivo de Belo Horizonte?
Barroso
- Não temos certeza de nada, pois aguardamos aprovação. Temos projetos previstos na lei de incentivo à cultura de Belo Horizonte e na Lei Rouanet.

Blog - Queria que me detalhasse os próximos álbuns da coleção "100% Quadrinhos".
Barroso
- Essa resposta é um tanto complicada, mais por causa da inconstância dos autores do que por incerteza de publicação. O que posso te dizer é que o Evandro Alves está finalizando o trabalho dele, e ele até publicou algumas coisas em seu blog, e o Bruno Azevêdo está fazendo o trabalho dele, "Poço", em parceria com um desenhista maranhense.

                                                           ***

Nota: o blog entrou em contato com Cláudio Martini, editor da Zarabatana. Ele reforça as informações de Fabiano Barroso: há o contato, mas nada acertado ainda. 

Escrito por PAULO RAMOS às 10h55
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 Questão anulada do Enem trazia história em quadrinhos

 

 

 

 

 

 

Pergunta era baseada na história ao lado e trazia duas respostas possíveis

 

 

 

 

A questão do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) anulada na noite deste domingo era baseada em uma história em quadrinhos, reproduzida do site "Releituras".

O teste foi cancelado pelo Inep (Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais) por trazer duas respostas possíveis.

A pergunta integrava a prova de Linguagens e Outros Códigos, aplicada na tarde deste domingo. O enunciado pedia que o estudante dissesse qual dos trechos dos balões seguia rigorosamente a variante culta da língua.

A mesma prova trazia outras duas questões baseadas em tiras, uma de "La Vie En Rose", de Adão Iturrusgarai, e outra de "Hagar, o Horrível", de Dik Browne. 

Escrito por PAULO RAMOS às 00h05
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05.12.09

Turma da Mônica ganha nova chance no formato de bolso

 

  

 

 

Livros de tiras integram coleção da L&PM e começaram a ser vendidos neste mês 

 

 

 

 

As tiras da Turma da Mônica voltaram a ser publicadas no formato de livro de bolso, agora pela L&PM. Os dois primeiros começaram a ser vendidos neste mês (R$ 11 cada um).

"Mônica Tem Novidades" e "Cebolinha em Apuros" integram da linha de pockets da editora gaúcha, líder desse segmento no país. Outros oito livros estão programados.

A L&PM havia anunciado os títulos com personagens de Mauricio de Sousa em agosto deste ano. Outros volumes trarão tiras de Magali, Cascão, Penadinho e Os Sousa.

No caso de Os Sousa, trata-se da volta de um material raro. Voltado ao leitor adulto, trazia as confusões da família que intitulava a série, publicada nas décadas de 1970 e 80. 

                                                         ***

A Panini, que publica os quadrinhos dos Estúdios Mauricio de Sousa e que detém a prioridade na edição do material, havia lançado cinco livros de bolso em junho de 2008.

As obras traziam tiras de Mônica, Cebolinha, Chico Bento, Penadinho e Bidu.  Foram editadas no mesmo formato da L&PM e também com duas tiras verticais por página.

A editora havia anunciado, à época, que a coleção "As Melhores Tiras" seria publicada regularmente. Não passou do primeiro número. Ganha nova chance, agora, pela L&PM.

Os livros de bolso são o único filão em que a Panini não conseguiu bons resultados. A multinacional lidera o mercado de bancas e tem conquistado mais espaço nas livrarias.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h06
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02.12.09

Álbum nacional sobre história de Cristo tem lançamento em SP

 

Yeshuah - Assim em Cima Assim Embaixo. Crédito: Laudo Ferreira Júnior

 

 

 

 

 

 

"Yeshuah - Assim em Cima Assim Embaixo", de Laudo Ferreira Júnior e Omar Viñole, narra a vida de Cristo do ponto de vista hebraico 

 

 

 

 

 

 

 

Um álbum nacional que narra a vida de Jesus Cristo sob outro ponto de vista tem lançamento nesta sexta-feira à noite em São Paulo.

"Yeshuah - Assim em Cima Assim Embaixo" (Devir, 160 págs., R$ 23) reconta a história bíblica com um olhar não ocidental.

Os nomes, por exemplo, vêm da forma hebraica. Jesus é Yeshuah. Maria, Mirian.

O trabalho é, talvez, o mais autoral de Laudo Ferreira Júnior, que assina a obra com Omar Viñole. Laudo pesquisa o tema há anos.

                                                           ***

A proposta é que este seja o primeiro livro de uma trilogia.

Inicialmente, este volume de estreia iria ser publicado pela HQM, como este blog noticiou em agosto do ano passado.

O livro migrou, neste ano, para a Devir. Segundo o autor, a troca foi motivada por um intervalo sem contato por parte dos editores.

Leia as duas reportagens do blog sobre nas postagens de agosto de 2008 e de 25 de setembro deste ano.                        

                                                           ***

Serviço - Lançamento de "Yeshuah - Assim em Cima Assim Embaixo". Quando: sexta-feira (04.12). Horário: 19h30. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Paraça Roosevelt, 142, centro de São Paulo. Quanto: R$ 23.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h13
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28.11.09

Marcatti lança álbum de Fráuzio hoje em São Paulo

 

Fráuzio - Ares da Primavera

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa de "Fráuzio - Ares da Primavera", que traz a 14ª história do personagem 

 

 

 

 

 

 

 

 

Registro rápido. Francisco Marcatti autografa neste sábado à noite, em São Paulo, o álbum "Fráuzio - Ares da Primavera" (Devir, 80 págs., preço não informado).

A obra marca o retorno do personagem, que teve a primeira história publicada em 2001, pela editora Escala. Esta é a 14ª história de Fráuzio e também a mais longa.

O lançamento será às 19h na HQMix Livraria (Praça Roosevelt, 142, centro).

No evento, Marcatti irá vender também - e autografar - duas versões em quadrinhos de músicas de Adoniran Barbosa, publicadas neste mês.

Escrito por PAULO RAMOS às 11h15
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23.11.09

Feira na USP vende livros pela metade do preço

Começa nesta quarta-feira a 11ª edição da Festa do Livro da USP, realizada no prédio de História e Geografia da Universidade de São Paulo.

O atrativo da feira é que todos os livros são vendidos obrigatoriamente pela metade do preço de capa. A universidade informou que estarão presentes 130 editoras.

Os organizadores ficaram de confirmar até sexta passada quem são os expositores. Não o fizeram. Na internet, circulam listas com nomes de editoras, mas sem confirmação oficial.

Nos anos anteriores, foi comum a participação de editoras com quadrinhos no catálogo, caso da Conrad e da Via Lettera. A feira vai até sexta-feira, dia 27. Funciona das 9h às 21h.

                                                          ***

Post postagem (24.11, às 17h02): o site da Edusp divulgou a relação das editoras participantes. Conrad, Via Lettera e Globo se destacam entre as que vendem quadrinhos.

Escrito por PAULO RAMOS às 23h20
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Registros rápidos

Festa de 20 anos
Uma festa nesta segunda-feira, às 19h, marca os 20 anos de criação de Cabeça Oca, de Christie Queiroz. No evento, o autor lança o 11º álbum de tiras do personagem, "O Fabuloso Retorno do Supercabeça Oca". No buffet O Gato de Botas (av. Portugal), em Goiânia.

Umbrella & Pixu
Gabriel Bá e Fábio Moon lançam no próximo sábado (28.11) em Curitiba os álbuns "Pixu" e "Umbrella Academy - Suíte do Apocalipse". Será às 18h na loja de quadrinhos Itiban (rua Silva Jardim, 845). As duas obras da Devir estão à venda desde o mês passado.

Sem estilo mangá
A Panini começou a vender nas bancas um especial de "Turma da Mônica Jovem". O subtítulo "em estilo mangá", que acompanha a série desde o início, foi substituído por "em cores", diferencial da revista especial. A revista mensal é publicada em preto-e-branco.

Procuram-se tiristas
O livro "Central de Tiras", publicado em 2003 pela Via Lettera, terá uma sequência, programada para 2010. Desta vez, a produção será independente. Faoza, que uma vez mais organiza o projeto, está à procura de tiristas. Contato pelo e-mail faoza@faoza.com

Exposição 1
Uma exposição em Belo Horizonte marca os 70 anos de criação de Batman. A abertura é nesta terça-feira, às 19h, com uma palestra. A mostra pode ser visitada até 12 de dezembro na Biblioteca Pública Estadual (Praça da Liberdade, 21).

Exposição 2
"História do Brasil: Proclamação da República" mostra 20 painéis sobre o tema, que será narrado numa revista em quadrinhos da Editora Europa, programada para dezembro. A exposição está na estação República do metrô paulistano e pode ser vista até o dia 30.

Poesia em quadrinhos
O desenhista Leandro Dóro fez uma versão quadrinizada do poema "O Morcego", de Augusto dos Anjos. A história está disponível no blog do autor. Dóro planeja dar sequência ao projeto. Ele diz já estar em busca de editora.  

Overdose de lançamentos
Registro aqui o que havia colocado no Twitter (@blogpauloramos) na semana passada. Preparem-se para uma overdose de bons lançamentos até o final do ano. Fora as surpresas, que sempre surgem.

Escrito por PAULO RAMOS às 11h26
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22.11.09

Questão da Fuvest confunde tira com charge

 

 

Uma tira cômica da série "Calvin e Haroldo", do norte-americano Bill Watterson, foi rotulada como sendo charge em uma das questões de interpretação de texto do vestibular da Fuvest, o maior do país. A prova foi realizada neste domingo.

A questão pedia que os candidatos lessem a "charge" mostrada no início desta postagem. Depois, reforçava: "A charge chama a atenção principalmente para a...".

Cabia aos mais de 128 mil vestibulandos escolher uma das cinco alternativas propostas. Segundo o gabarito oficial, a resposta correta era o item "B":

  • "expansão do capitalismo monopolista globalizado, que se caracteriza, a partir da II Guerra Mundial, pela busca de condições mais vantajosas para a produção industrial".

                                                         ***

Embora não afete a resposta, o enunciado não é preciso na definição do gênero. 

Uma charge é um desenho de humor que dialoga necessariamente com temas do noticiário. Não por acaso, costuma ser publicada nos cadernos de política dos jornais.

A tira, embora também possa usar temas cotidianos, tem formato diferente - o de uma tira - e tem como característica principal a produção de um desfecho inesperado ao final.

A surpresa é que provoca o efeito de humor, como lido no exemplo usado no vestibular.

                                                          ***

A prova da primeira fase da Fuvest usou outras duas tiras, uma de Mafalda e outra de Níquel Náusea, para testes de geografia e biologia, respectivamente.

É a primeira vez que os elaboradores do exame utilizam três tiras numa mesma prova. Até então, o uso do gênero era pontual e se limitava a um caso.

A presença de histórias em quadrinhos nos vestibulares vem ocorrendo há pelo menos 20 anos. Mas o volume de exemplos tem aumentado nos últimos anos.

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) também tem utilizado gêneros dos quadrinhos em suas questões. Tem havido predomínio de tiras cômicas e de charges.

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A prova da primeira fase da Fuvest está disponível para leitura on-line. Pode ser lida aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h29
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21.11.09

Conrad lança três manhwás. Mau sinal para os mangás

A editora Conrad começou a vender em lojas de quadrinhos nesta virada de semana três novos manhwás, nome dado ao quadrinho coreano.

"Banya", "Gui" e "Dangu" custam R$ 12,90 cada um e serão publicados em quatro, cinco e seis volumes, respectivamente, segundo informações do site da editora.

Pensamento em forma de postagem: é um mau sinal. Indica que a Conrad está mirando os contratos coreanos (nada contra, registre-se), e não os quadrinhos japoneses.

Tradução disso: ficam mais distantes as conclusões de "Battle Royale", "Monster" e "Sanctuary", mangás abandonados pela Conrad e sem sinal concreto de volta.

Pelo menos, até prova em contrário.

Escrito por PAULO RAMOS às 15h41
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20.11.09

Álbum traz mais histórias antigas de Luluzinha

 

Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

"Luluzinha - O Conquistador" é a sétima coletânea com a personagem lançada pela editora Devir

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Soa até estranho ler a frase seguinte. Há duas Luluzinhas hoje no mercado editorial brasileiro. Uma mostra a personagem adolescente no traço do mangá, o quadrinho japonês.

A outra, direcionada a lojas de quadrinhos e livrarias, é a menina sapeca de vestido vermelho, a mesma que vive na memória de muitas crianças de ontem, adultos de hoje.

É essa personagem, a original, que tem mais uma coletânea lançada. "Luluzinha - O Conquistador" (120 págs., R$ 23) é o sétimo volume da série publicado pela Devir.

A obra se baseia no material publicado nos Estados Unidos pela editora Dark Horse. A coleção relança, em ordem cronológica, as primeiras histórias da personagem.

                                                          ***

As narrativas curtas deste e dos demais volumes da coleção tomam como ponto de partida as histórias de Luluzinha publicadas na segunda metade da década de 1940.

Foi um momento em que a personagem foi recriada pelo norte-americano John Stanley (1914-1993). Foi ele o idealizador dos colegas que dividem as travessuras com ela.

Apesar de ser o verdadeiro autor da histórias, Stanley era eclipsado pela criadora de Luluzinha, Marjorie Henderson Buell (1904-1993), que assinava  apenas Marge.

Ela desenvolveu a personagem em 1935 em uma charge para a revista "The Saturday Evening Post". E manteve o nome no título da revista que era feita por Stanley.

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"Marge´s Lillte Lulu" foi publicada até 1972, quando mudou de nome e de editora. "Little Lulu", o novo título, continuou até 1984.

No Brasil, a personagem foi bastante popular. As histórias dela começaram a ser publicadas em 1955 pela extinta editora de "O Cruzeiro". Lá se manteve até 1972.

Luluzinha migrou então para a Editora Abril. As revistas dela e a de Bolinha foram publicadas de 1974 até 1993, sempre direcionadas a leitor mais jovem.

O ressurgimento dos personagens ocorreu em 2006 com o primeiro álbum da coleção publicada pela Devir. O diferencial é que incluía entre o público-alvo o leitor adulto.

Escrito por PAULO RAMOS às 11h22
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Mad faz paródia de Crepúsculo (ou melhor, Prepúcio)

 

Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

 

Capa da revista de humor com brincadeira sobre o filme "Nua Nova", alusão a "Lua Nova", que estreia nesta sexta-feira 

 

 

 

 

 

 

 


Enquanto um monte de revistas aproveita o burburinho em torno do segundo filme da série "Crepúsculo", que estreia nesta sexta-feira, e estampa na capa os rostos dos protagonistas Robert Pattinson e Kristen Stewart, a "Mad" caminha na contramão.

A edição deste mês da revista de humor (Panini, 44 págs., R$ 6,50) faz uma paródia do longa-metragem que tem tudo para irritar as àvidas fãs da série sobre vampiros.

No lugar de Crepúsculo, Prepúcio. Em vez de "Lua Nova", título deste segundo filme, "Nua Nova". Até a masculinidade do badalado protagonista é questionada.

A revista traz também histórias de humor de artistas nacionais, como tem feito nas últimas edições. Um dos estreantes é Orlandeli, autor das tiras de "Grump".

Escrito por PAULO RAMOS às 10h49
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18.11.09

Concentração de lançamentos em São Paulo, Rio e Curitiba

São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba vão sediar diferentes lançamentos nos próximos dias. A maratona de autógrafos começa já nesta quinta-feira e continua até domingo.

André Diniz e José Aguiar fazem um lançamento curitibano de "Ato 5" nesta quinta, às 19h, na Itiban (av. Silva Jardim, 845). A obra começou a ser vendida no mês passado no FIQ "Festival Internacional de Quadrinhos", realizado em Belo Horizonte.

Tmabém em Curitiba, mas no sábado, às 20h, os autores da "Quadrinhópole" autografam o oitavo número da revista na Era Só o Que Faltava (av. República Argentina, 1.334).

No dia seguinte, domingo, a partir das 16h, o grupo da "Beleléu" lança o álbum na Livraria da Travessa de Ipanema (av. Visconde de Pirajá, 572), no Rio de Janeiro.

                                                          ***

Em São Paulo, vai haver três sessões de autógrafos também no final da semana.

Allan Sieber faz sessão de autógrafos da coletânea "É Tudo Mais ou Menos Verdade - Jornalismo Investigativo, Tendencioso e Ficcional de Allan Siber", à venda desde setembro. Na sexta-feira, a partir das 19h30, na HQMix Noir Livraria (rua Augusta, 331).

No sábado, no mesmo horário, os autores de "Celularidades" fazem um lançamento da obra, que reúne cartuns sobre situações vividas com os telefones móveis. Na HQMix Livraria (Praça Roosevelt, 142).

Também no sábado, mas um pouquinho antes, às 17h, os autores dos novos números de "Sideralman", "Nanquim Descartável", "Humor em Quadrinhos" e, uma vez mais, "Quadrinhópole" autografam as revistas no sebo Multiverso (rua Cardeal Arcoverde, 422).

Escrito por PAULO RAMOS às 22h51
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17.11.09

Mauricio emite nota sobre homossexualismo em revista de Tina

Este blog optou por não noticiar a alusão a um relacionamento homossexual na história "O Triângulo da Confusão", publicada no sexto número da revista "Tina", à venda nas bancas.

O critério jornalístico que pautou a decisão: dar visibilidade à cena seria criar uma falsa polêmica e poderia alimentar um preconceito que, na verdade, não deveria existir.

Não se nega, no entanto, a curiosidade do caso, produzido pelos Estúdios Mauricio de Sousa. Foi o que possivelmente pautou outros colegas, que noticiaram a trama.

Agora, quando Mauricio de Sousa emite uma nota à imprensa "para esclarecer alguns pontos", a situação muda. Haver a necessidade de o empresário se pronunciar sobre o assunto é sinal de que houve intolerância. Isso, sim, é algo que deve ser noticiado.

                                                          ***

A nota emitida na tarde desta terça-feira procura desvincular a revista das demais da Turma da Mônica, voltadas ao público infantil. Segundo o texto, creditado a Mauricio, "Tina" é destinada a um público "adulto jovem".

Outro cuidado da nota foi o de não afirmar categoricamente que o personagem Caio, alvo da suposta polêmica, seja gay.

"Não há qualquer afirmação sobre a sexualidade deste ou daquele personagem", diz. 
 
"Lida a história, feita a interpretação, daí, sim, comentários e críticas poderão ajudar no sentido de falarmos a língua de uma sociedade esclarecida."

                                                         ***

Na história, a amizade dos personagens Tina e Caio gera ciúmes no namorado dela. A situação se resolve no diálogo desta cena:

 

Crédito: reprodução da Folha Online

 

Não há uma afirmação explícita de que Caio seja gay. A homossexualidade fica sugerida.

                                                         ***

A nota emitida por Mauricio de Sousa encerra registrando que o tema aparece em outras mídias. E que deve ser abordado em uma publicação voltada a um leitor não infantil.

"Vale ressaltar que publicações dirigidas a faixas de público com idades diferenciadas podem – e devem – tratar de quaisquer assuntos de maneira adequada ao seu leitor", diz, na nota. 
 
"Mas uma posição vai se manter em TODAS as nossas produções: o respeito pelo ser humano, pela pessoa, e a elegância no trato de qualquer tema."

O tom da nota dá a entender que se repete a visão de que quadrinhos sejam voltados só ao leitor infantil. Foi o que pautou, também neste ano, polêmicas envolvendo sobre envio a escolas de obras em quadrinhos adultas, como as de Will Eisner, vistas com cunho sexual.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h37
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15.11.09

Concurso da Pixel prevê cessão de imagem e de direitos autorais

 

Luluzinha Teen e Sua Turma. Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

 

 

Seleção é para escolher música para ser usada na revista "Luluzinha Teen e Sua Turma" 

 

 

 

 

 

 

 

A Pixel, selo do grupo Ediouro, promove um concurso para escolher uma música para ser usada na revista "Luluzinha Teen e Sua Turma". Pelas regras estipuladas pela editora, o vencedor cede os direitos à empresa. Em troca, tem a letra usada na publicação.

De acordo com o regulamento, os vencedores "cedem, de forma gratuita, definitiva e irrevogável, os direitos autorais patrimoniais sobre suas músicas, sem limitação de território, tornando-se de posse da Ediouro, que poderá utilizá-los como melhor lhe aprouver, com a devida indicação dos créditos".

Outro item do texto estipula que o ganhador não exigirá "qualquer remuneração sobre a utilização de sua música" na revista. E também autoriza o uso de sua imagem e voz.

"Os participantes concordam em autorizar o uso de suas imagens, som de voz, nomes e principalmente das músicas enviadas, em filmes, vídeos, fotos e cartazetes, anúncios em jornais e revistas para divulgação de sua participação e/ou contemplação neste concurso, sem nenhum ônus para a Ediouro ou seus parceiros."

                                                         ***  

O concurso recebe propostas até o dia 16 de dezembro. As cinco músicas mais votadas vão para a final. Até o momento em que escrevo esta postagem, há 14 inscritas.

A seleção é para escolher uma música para a Banda Loki. Um dos integrantes é Bola, nome adotado por Bolinha na versão adolescente narrada na revista.

A publicação, produzida por autores brasileiros, mostra os personagens da turma da Luluzinha já crescidos, a exemplo do que foi feito também com a Turma da Mônica.

A revista foi lançada neste ano e está no sexto número. Desde a estreia, o projeto usa a revista como plataforma para interação virtual. A editora criou até um blog para Lulu.

                                                          ***

A "Piauí" promoveu - e ainda promove - concurso com regulamento semelhante. O vencedor ganha uma estátua de porcelana. A revista fica com o desenho e seu uso.

Leia mais sobre o concurso da "Piauí", vencido por Spacca, nas duas postagens abaixo.

                                                          ***

Nota: agradeço ao leitor Pablo Moreira pelo registro deste concurso da Pixel.

Escrito por PAULO RAMOS às 23h15
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