29.02.08

Publicação marca reencontro do terror nacional com o formato revista

É difícil ver produção brasileira de horror/terror nos dias de hoje. Ainda mais numa revista dedicada ao tema.
 
Essa proposta rara é o mote de "Boca do Inferno.com", que tem lançamento neste sábado em São Paulo (SM Editora, R$ 3, 32 páginas).
 
O "ponto com" do título é para amarrar a publicação ao site "Boca do Inferno", especializado no tema.
 
A página virtual existe desde 2001.
 
A revista, produzida em preto-e-branco, começou a ser vendida em janeiro.
 
Esta primeira edição traz quatro contos, produzidos por diferentes autores nacionais.
 
As histórias abordam diferentes temas. Há desde situações futuristas ou tecnológicas -morte via tela do computador- até moldes tradicionais do terror -como a presença de uma figura assustadora como narradora da história.
 
A produção nacional do gênero já foi muito popular no Brasil nas décadas de 1950 a 1980.
 
Há um ensaio de retomada, iniciado no segundo semestre do ano passado. Leia mais aqui.
 
Serviço
Lançamento de "Boca do Inferno.com". Quando: sábado (01º.03), a partir das 18h. Onde: HQMix Livraria. Endereço: praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo. Quanto: R$ 3.
 
Nota: outra forma de comprar a edição é por meio do site "Boca do Inferno".
 
Pode ser acessado neste link. 

Escrito por PAULO RAMOS às 18h07
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27.02.08

Brasileiros são maioria em revista independente francesa

 

 

 

 

 

 

 

Publicação é editada por brasileiro radicado na França e mescla trabalhos de diferentes países

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os brasileiros são maioria na próxima edição da publicação independente "La Bouche du Monde". Ao todo 16 desenhistas daqui participam da revista, que será lançada em março.
 
A publicação traz também uma entrevista com o escritor Lourenço Mutarelli, que abandonou os quadrinhos em 2006 (ele tem se dedicado ao cinema e ao teatro desde então).
 
A revista é produzida por Eduardo Pinto Barbier, brasileiro radicado na França.
 
O título tem a característica de mesclar produções de diferentes países.
 
Neste décimo número, além dos brasileiros, há trabalhos da França, do Canadá, de Portugal, da Argentina e da Alemanha.
 
O primeiro número com essas características foi lançado em 1998. Antes, Barbier produzia uma versão nacional da revista, "A Boca do Mundo", criada em 1991.
 
Esta décima edição terá cem páginas e vai custar R$ 25, segundo o editor.
 
Uma curiosidade é que, mesmo sendo produzida na França, a revista traz na capa o logo do Quarto Mundo, selo de produções independentes brasileiras.
 
Uma das formas de comprar a revista é por meio do e-mail dele: bocaprodu@hotmail.com
 
A última edição da "La Bouche du Monde" tinha saído em dezembro de 2005.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h44
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26.02.08

Aqui jaz oficialmente Steve Rogers, o Capitão América

 

 

 

 

 

 

 

 

História que mostra a morte do herói é lançada no Brasil quase um ano depois de ter saído nos EUA

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A notícia da morte do Capitão América foi fartamente noticiada pela imprensa brasileira há pouco menos de um ano. O assunto já é matéria velha. A novidade é que a história com o assassinato dele é publicada oficialmente no Brasil.
 
A história abre a revista "Os Novos Vingadores" (Panini, 108 págs., R$ 7,50).
 
A publicação é vendida em lojas especializadas em quadrinhos desde o fim da semana passada. Segundo a editora Panini, chega às bancas na sexta-feira.
 
A editora multinacional aposta numa nova repercussão da história. Na semana passada, já mandava por-mail "releases" - nome dos textos feitos para a imprensa. 
 
Nas bancas, é visível que há mais exemplares da revista.
 
Num dos pontos de venda, em São Paulo, havia 20 exemplares de "Novos Vingadores", mais que o dobro de "Batman e Spirit", outro título da editora lançado no fim da semana passada.
 
A história com a morte do herói foi publicada nos Estados Unidos no número 25 da revista "Captain America", nome do título mensal do personagem, criado em 1941.
 
Oficialmente, a morte de Steve Rogers, nome verdadeiro do herói, é um apêndice da minissérie "Guerra Civil".
 
O governo estadunidense criou lei para obrigar os heróis a revelar suas identidades secretas. Parte deles, liderada pelo Capitão América, formou um movimento de resistência.
 
A guerra se baseava no confronto entre as duas partes.
 
No final da minissérie, Steve Rogers desiste da luta por causa da destruição e das mortes que o conflito gerou. Ele se entrega às autoridades.
 
A história lançada neste fim de mês se passa pouco depois.
 
Rogers é levado a julgamento, em Nova York.
 
Quando é conduzido pela polícia à sede do tribunal -algemado-, é vitimado por um atirador, à la John F. Kennedy, ex-presidente norte-americano, assassinado a tiros em 1963.
 
Há outros detalhes no pré e no pós-morte do herói da editora Marvel Comics, mas cabe ao leitor descobrir sozinho.
 
A história, escrita por Ed Burbaker, não encerra a revista. A trama, chamada "A Morte do Sonho", continua nas edições seguintes.
 
Apenas para registro: é muito comum heróis -e vilões- morrerem e voltarem meses ou anos depois. Super-Homem, Lanterna Verde e Arqueiro Verde são apenas três exemplos para provar isso.
 
Se seguir a tendência, é possível que este caso do Capitão América seja mais uma "morte" ligada a uma eficiente jogada de marketing.

Escrito por PAULO RAMOS às 15h46
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24.02.08

Ratatouille leva Oscar de melhor animação

"Ratatouille", de Brad Bird, venceu o Oscar deste ano na categoria melhor filme de animação. O resultado foi divulgado agora há pouco na cerimônia de premiação, realizada nos Estados Unidos.

O filme derrotou o francês "Persépolis", versão animada da história em quadrinhos homônima da iraniana Marjane Satrapi.

Ela co-dirige a animação, que estreou neste fim de semana no Brasil (leia resenha aqui).

O terceiro longa-metragem que competia era "Tá Dando Onda", também já exibido no Brasil.

Mesmo com a derrota, o fato de "Persópolis" ter sido indicado ajudou a lançar luzes sobre o filme e, por conseqüência, sobre a história em quadrinhos (leia mais aqui).

Apenas para registro: se não fosse o canal a cabo TNT, seria difícil acompanhar a transmissão do Oscar deste ano.

A TV Globo, que prometeu exibir a premiação, não começou a transmissão até agora (escrevo esta frase às 23h12).

A emissora aguarda o final do programa "Big Brother Brasil" para iniciar a exibição ao vivo.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h14
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22.02.08

O Circo de Lucca tem lançamento oficial neste sábado em São Paulo

 
Registro rápido. Jozz -como assina o desenhista Jorge Otávio Zuglianni- lança oficialmente neste sábado, em São Paulo, o álbum "O Circo de Lucca" (Devir, 136 págs., R$ 39).
 
"Oficialmente" porque a obra está à venda desde o início do ano.
 
O álbum mostra um jovem desenhista que tem de terminar uma história em quadrinhos.
 
O destaque da obra é o uso da metalinguagem. Durante a história, recursos da linguagem dos quadrinhos se mesclam à narrativa vivida pelo protagonista (leia resenha aqui).
 
A obra é resultado de um trabalho de conclusão de curso, desenvolvido por Jozz na Universidade Mackenzie de São Paulo em 2006.
 
A orientação foi do desenhista e professor universitário Luiz Gê (leia mais aqui).
 
O lançamento vai ser na HQ Mix Livraria (praça Roosevelt, 142, no centro de São Paulo).
 
Começa às 18h. 

Escrito por PAULO RAMOS às 16h58
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21.02.08

Blog orienta leitores de mangá cancelado a procurar Procon

O blog "Papo de Budega", especializado em notícias sobre quadrinhos, animações e seriados, orienta leitores do mangá "Peach Girl" a procurar o Procon.
 
A revista em quadrinhos da Panini foi cancelada na edição 27. O fim do mangá foi informado numa nota no site da empresa, colocada no ar no dia 15 deste mês.
 
A editora disse que o cancelamento é por causa das baixas vendas. O mesmo motivo pôs fim a outro mangá, "Éden", cancelado no número 23.
 
A notícia ganhou eco nesta quinta-feira nos sites Universo HQ e HQManiacs, que trazem notícias sobre quadrinhos. Ontem, a informação foi postada no Papo de Budega, mantido pela jornalista Sandra Monte.
 
O argumento de Monte para acionar o Procon, órgão que cuida dos direitos do consumidor, é que a Panini informou na edição 25 de "Peach Girl" que publicaria a série até o fim (até o cancelamento, faltavam mais nove edições).
 
No entender dela, a não-continuidade da revista configura propaganda enganosa e autoriza o acionamento do Código de Defesa do Consumidor.
 
Pelo código, o leitor pode exigir a retomada da série ou aceitar outro produto equivalente.
 
"Hoje, foram Peach Girl e Éden. Amanhã pode ser o seu mangá ou quadrinho preferido", diz Monte, na postagem feita em seu blog.
 
É o segundo cancelamento de "Peach Girl". A circulação do mangá já havia sido suspensa em 2005. O título foi retomado no ano passado.
 
A Panini anuncia 21 mangás para este mês, entre eles "Peach Girl" e "Éden". A lista consta em outro site da editora multinacional, mais voltado a lançamentos.
 
Outro lado.
 
Leia a seguir a íntegra da nota da editora Panini, disponível no site da empresa (pode ser acessada neste link):
 
"Lamentamos informar aos leitores dos mangás EDEN e PEACH GIRL que, devido ao baixo volume de vendas verificado nas edições lançadas até o momento, somos obrigados a descontinuar a publicação de ambos os títulos a partir dos números 23 (EDEN) e 27 (PEACH GIRL).
 
Ressaltamos, porém, que a Panini continuará se empenhando para oferecer títulos de primeira linha aos fãs brasileiros, com a melhor qualidade editorial do país." 

Escrito por PAULO RAMOS às 15h32
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20.02.08

Livro com ilustrações de Florianópolis pode ser lido na internet

Capa do livro "Cidades Ilustradas - Florianópolis", que traz desenhos sobre a cidade catarinense

 
O desenhista Eloar Guazzelli lança nesta quarta-feira à noite, em Florianópolis, o oitavo volume da coleção Cidades Ilustradas.
 
Mas a obra sobre o município catarinense pode ser lida desde já na internet.
 
A editora Casa 21, que publica a série, disponibilizou o livro na íntegra em sua página virtual.
 
A versão em papel, em capa dura, custa R$ 50.
 
 
 
A popular praia da Joaquina, no traço do gaúcho Eloar Guazzelli, autor da obra da editora Casa 21
 
 
A coleção é editada desde 2001. É uma parceria da Casa 21 com a Esso.
 
A proposta é mostrar cidades brasileiras sob o traço de um desenhista que não seja de lá.
 
Guazzelli, autor deste volume, nasceu no Rio Grande do Sul. Mora atualmente em São Paulo, onde atua também como diretor de arte.
 
Além de ilustrar a cidade, a editora pede ao autor que faça textos sobre as impressões pessoais que teve do local representado.
 
 
 
Visão da ponte Hercílio Luz, inaugurada em 1926 e tida como uma das maiorés do gênero no mundo
 
 
Esse é o terceiro lançamento de Guazzelli num intervalo de quatro meses.
 
Em outubro, ele lançou durante o Festival Internacional de Quadrinhos, em Belo Horizonte, o álbum independente "O Relógio Insano" (leia aqui).
 
Em dezembro, publicou outro trabalho pela Casa 21, "O Primeiro Dia", uma coletânea de histórias curtas produzidas ao longo da carreira (leia resenha aqui).
 
Ele deve lançar ainda neste semestre uma adaptação em quadrinhos de "O Pagador de Promessas", obra do escritor Dias Gomes (1922-1999).
 
 
 
Obra sobre Florianópolis também retrata moradores e detalhes da cidade, como os barcos acima
 
 
Além de Florianópolis, a coleção "Cidades Ilustradas" já teve volumes do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador, Belém, Cidades do Ouro mineiras e São Paulo, este lançado em novembro do ano passado (leia aqui).
 
Esses volumes também podem ser lidos no site da editora Casa 21.
 
Para acessar as obras, inclusive a de Florianópolis, clique neste link.
 
Serviço
Lançamento de "Cidades Ilustradas - Florianópolis". Quando: hoje (20.02), às 19h. Onde: Museu Histórico de Santa Catariana, no Palácio Cruz e Sousa. Endereço: praça XV de Novembro, 227, em Florianópolis. Quanto: a obra custa R$ 50.

Escrito por PAULO RAMOS às 14h48
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17.02.08

Novidades da HQM incluem Senninha e outras produções nacionais

 

 

 

 

 

 

Personagem baseado em Ayrton Senna volta a ter revista mensal a partir de Abril; ao lado, capa do primeiro número

 

 

 

 

 

 

A HQM Editora vai investir muito em produções nacionais neste semestre. É o que se vê observando a lista de lançamentos divulgada pela editora, que até então vinha publicando apenas material norte-americano.

Um dos destaques da lista é a volta de Senninha, personagem mirim baseado no piloto de fórmula 1 Ayrton Senna (1960-1994).

Senninha foi publicado pela Editora Abril entre 1994 e 1999. A revista teve 98 edições. Depois, passou para a editora Brainstore, que lançou mais cinco números (foi até o 103).

A HQM lança inicialmente um especial, chamado "Ayrton Senna – Um Herói Brasileiro" (capa ao lado).

Terá 60 páginas e distribuição nacional em bancas.

Segundo a HQM, o especial mostra Senninha tendo de fazer um trabalho de escola sobre seu maior ídolo.

Essa edição, em formato revista, está programada para março.

No mês seguinte, a editora lança uma nova revista mensal do personagem, "Senninha e Sua Turma".

A publicação terá 36 páginas e vai trazer histórias inéditas.

Outra volta anunciada pela editora é a de "Leão Negro", criado por Cynthia Carvalho e Ofeliano de Almeida.

A série mostra as aventuras de felinos guerreiros num mundo semelhante ao medieval.

O protagonista é o anti-herói felino Othan, o Leão Negro.

A série teve tiras publicadas no jornal carioca "O Globo" em 1987.

Esse material será reeditado, com novo tratamento gráfico, numa coleção intitulada "Leão Negro – Série Origens".

O primeiro volume se chama "Gardo" (capa ao lado) e ainda não tem data de lançamento definida.

O que já está acertado é o outro álbum "Leão Negro Volume 1 – Pepah", com material inédito.

A obra está programada para março.

A história mostra a filha bastarda de Othan, Pepah.

A aventura é escrita por Cynthia Carvalho.

Os desenhos ficaram a cargo de André Mendes e Danusko Campos.

Segundo a HQM, o álbum inédito terá 56 páginas.

Outro trabalho nacional é "Quadrinhofilia", de José Aguiar.

O álbum mostra histórias curtas feitas por ele ao longo dos últimos dez anos.

É um trabalho bem diferente e muito mais pessoal do que "Folheteen", último álbum dele, lançado pela Devir no início de 2007 (leia resenha aqui).

"Quadrinhofilia" terá cem páginas e também deve ser lançado no mês que vem (capa ao lado).

"A Era de Bronze dos Super-Heróis" é o primeiro livro teórico da HQM e o terceiro de Roberto Guedes sobre o gênero (veja capa abaixo).

O pesquisador já tinha lançado "Quando Surgem os Super-Heróis" (em 2004) e "A Saga dos Super-Heróis Brasileiros" (em 2005), ambos pela Opera Graphica.

De acordo com a editora HQM, Guedes estudou as produções de super-heróis publicadas nos Estados Unidos entre 1970 e 1985.

Foi um momento de renovação do gênero e do surgimento de autores e desenhistas, hoje vistos como referência no mercado norte-americano.

A obra trará depoimentos de alguns deles.

O livro, segundo a editora, terá 240 páginas e cerca de 400 imagens. A capa é do brasileiro Daniel HDR.

"A Era de Bronze dos Super-Heróis" sai neste ano, embora a data de lançamento não tenha sido definida.

Apesar do investimento em produções nacionais, a HQM não vai deixar de publicar também materiais norte-americanos em 2008.

Neste mês, lançou "Violent Cases", primeiro trabalho de destaque de Neil Gaiman e Dave McKean.

Gaiman e McKean são, respectivamente, escritor e capista da série Sandman.

Para este semestre, a editora planeja mais um volume de Mortos-Vivos.

A série deu à HQM o Troféu HQMix de 2007 na categoria  melhor publicação de terror.

Foi o primeiro HQMix da editora, criada em 2006 pelos integrantes do site HQManiacs, especializado em informações sobre quadrinhos.

Escrito por PAULO RAMOS às 16h11
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16.02.08

Mais quatro volumes com histórias clássicas de Carl Barks

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa do novo volume da coleção, que começou a ser vendido nesta semana nas bancas

 

 

 

 

 

 

 

 

A Editora Abril vai publicar mais quatro números da coleção "O Melhor da Disney – As Obras Completas de Carl Barks". A primeira edição da nova leva de álbuns começou a ser vendida nas bancas nesta semana (R$ 16,95, 180 págs.).

Este novo volume -que corresponde ao número 33 da coleção- traz 16 histórias do Pato Donald e de seus sobrinhos, Huguinho, Zezinho e Luizinho.

O material foi publicado nos Estados Unidos na revista "Walt Disney´s Comics and Stories" entre 1959 e 1961.

Assim como os demais volumes coleção, há notas explicativas sobre cada uma das histórias e as datas e edições em que foram publicadas no Brasil.

Os próximos três volumes (34, 35 e 36) serão lançados nos próximos meses. Terão histórias dos anos seguintes até 1966.

Segundo a Abril, os outros números vão trazer duas histórias de Barks, "O Leiteiro" e "Noite Feliz", que foram censuradas pelos editores da época.

O motivo seria o excesso de violência. "Noite Feliz" ainda é inédita no Brasil.

Carls Barks (1901-2000) criou por décadas os quadrinhos Disney.

Foi Barks quem deu alma a Pato Donald, Tio Patinhas e companhia.

Mas foi Walt Disney quem levou a fama e por anos foi tido como o autor das aventuras.

Só na década de 1970 é que um grupo de fãs descobriu quem era o verdadeiro "homem dos patos", apelido de Barks.

Esta coleção, que começou a ser publicada em abril de 2004, é uma espécie de reconhecimento ao trabalho dele, não creditado por anos, inclusive no Brasil.

Escrito por PAULO RAMOS às 09h30
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Site traz novas capas históricas de quadrinhos de terror

De pouco em pouco, o site Nostalgia do Terror constrói o maior acervo virtual de quadrinhos do gênero no país.

A página virtual acrescentou nesta semana reproduções de capas de revistas de terror brasileiras importantes nas décadas de 1970 e 80.

Os dois destaques são os 28 número da revista "Spektro" e os cinco de "Almanaque do Terror", ambos da extinta editora Vecchi.

Há também capas novas de "Vampirella", vampira sensual norte-americana.

A revista mostrada abaixo foi publicada no Brasil na década de 1970 pela editora Noblet.

O Nostalgia do Terror foi criado em 2006.

O site é mantido graças ao esforço pessoal de Ulisses Azeredo, um fã do gênero.

Ele posta o material em Itiúba, na Bahia, onde mora (leia mais aqui).

Além das capas, a página virtual tem também 25 histórias em quadrinhos de terror brasileiras.

Uma delas é "A Garra Cinzenta", publicada em "Gazetinha" entre 1937 e 1939.

A história, de Francisco Armond e Renato Silva, é considerada um marco dos quadrinhos nacionais.

Há também "O Terror Negro", de 1949, primeira revista nacional do gênero.

Para visitar o site, clique aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 08h58
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15.02.08

Programe-se

Hoje
  • Sessão de autógrafos de "Dinossauro do Amazonas", de Plínio Filho e Antonio Eder, e lançamento de "Depois da Meia-Noite" (leia mais aqui). A partir das 19h30 na HQ Mix Livraria (Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo)
Sábado
  • Lançamento de "Casa das Máquinas", de Jerônimo de Souza. Também na HQMix Livraria, a partir das 21h.
  • Entrega do 24º Prêmio Angelo Agostini. A programação conta com palestras e debates, que iniciam às 13h. O Quarto Mundo, selo que reúne autores independentes, vai lançar um informativo impresso. Vai ser no Senac Lapa (rua Faustolo, 1.347, São Paulo). Clique aqui para ver os premiados.
Domingo
  • Sessão de autógrafos de "Quem é Sábat", com a presença de Hermenegildo Sábat, desenhista uruguaio que fez carreira na Argentina (leia mais sobre ele aqui). Na HQMix Livraria, em São Paulo, a partir das 18h.

Escrito por PAULO RAMOS às 15h09
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14.02.08

Minissérie brasileira traz história policial à italiana

 

Seqüência do número inicial de "Depois da Meia-Noite", escrito e desenhado por Laudo Ferreira Junior

Laudo Ferreira Junior tem agenda cheia neste fim de semana, em São Paulo. No sábado, recebe o Troféu Angelo Agostini como melhor desenhista de 2007.
 
Nesta sexta-feira à noite, lança o primeiro número de "Depois da Meia-Noite" (estúdio Banda Desenhada, 24 págs., R$ 3,50). 
 
A revista traz duas raridades. A primeira é ser uma minissérie  nacional, algo raro no país.
 
A segunda é mostrar uma trama de mistério, aos moldes dos quadrinhos italianos da editora Sergio Bonelli, a mesma de Tex, Dylan Dog e Júlia Kendall.
 
A opção de deixar as páginas em preto-e-branco ajuda a reforçar essa comparação.
 
Mas não era assim. A primeira versão da história, produzida entre 1996 e 1997, era colorida. Ficou no ar no site Nona Arte, página virtual que abriga quadrinhos nacionais.
 
"Os desenhos são originais", diz o autor, que também é o criador da erótica Tianinha.
 
"A única coisa que foi mexida é o texto. Reescrevi muitos diálogos, trabalhando neles melhor, afinal o texto original tem 12 anos e algumas coisas lidas hoje não ficam boas."
 
Segundo Laudo, o tom negro e branco foi para baratear o custo. E para casar com outro tom, o da história.  
 
Meia-Noite é um serial killer que usa uma máscara de caveira para ocultar a identidade. Mata sempre após a meia-noite, daí seu apelido.
 
Verônica, uma policial que enfrenta problemas com drogas, tem a missão de desvendar quem é ele e parar o cliclo de assassinatos.
 
Laudo mantém o estúdio Banda Desenhada com Omar Viñole, que faz a arte-final da revista.
 
Ambos têm outros planos, assim que encerrarem a minissérie no terceiro número. Querem lançar uma quarta publicação, que fazem questão de manter em segredo.
 
Outro plano de Laudo é dar contuinidade às histórias quadrinizadas dos integrantes do Clube da Esquina, movimento musical mineiro que tem Milton Nascimento como um dos integrantes (leia mais aqui).
 
Segundo o desenhista, que nasceu em São Vicente, no litoral paulista, "Depois da Meia-Noite" será bimestral. O próximo número deve ser lançado, então, em abril.
 
SERVIÇO
Lançamento de "Depois da Meia-Noite". Quando: nesta sexta-feira (15.02). Horário: a partir das 19h30. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo. Quanto: R$ 3,50).

Escrito por PAULO RAMOS às 20h59
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12.02.08

Uma das principais sagas da Legião vai ser relançada no Brasil

Os leitores de quadrinhos com mais de 30 anos devem se lembrar de "A Saga das Trevas Eternas", em que a Legião dos Super-Heróis enfrentava o vilão Darkseid.

Essa história, tida como uma das principais do supergrupo da editora norte-americana DC Comics, vai ser relançada no Brasil pela Panini.

Segundo a editora, o álbum terá 192 páginas e vai integrar a coleção "Grandes Clássicos DC". Deve ser publicado até abril.

"A Saga das Trevas Eternas" se passa numa das fases mais populares do grupo, composto por heróis jovens do futuro.

Tinha histórias desenhadas por Keith Giffen e escritas por Paul Levitz. Giffen hoje é um dos principais autores da DC. Levitz é um dos homens-fortes do staff editorial.

Nos Estados Unidos, a saga foi publicada em sete partes na primeira metade da década de 1980. No Brasil, saiu no chamado formatinho, mesmo tamanho das revistas infantis.

A saga começou na revista mensal "Super-Homem", da Editora Abril.

Teve o gran finale no primeiro número de "Super Powers", publicação trimestral que trazia a cada edição um herói diferente da DC Comics.

Esse lançamento indica que a Panini não desistiu da linha "Grandes Clássicos DC".

A dúvida surgiu porque outra coleção Panini, "Biblioteca DC", vai publicar em forma de luxo histórias que já haviam lançadas em "Grandes Clássicos" (leia aqui).

Segundo a editora, as duas coleções vão caminhar em paralelo. A diferença é que "Biblioteca" terá um tratamento específico para livrarias.

"Este vai ser o ano da livraria pra gente", diz por telefone Fabiano Denardin, editor sênior das revistas e álbuns da DC no Brasil.

"É uma tendência, na verdade. As bancas ficam um canal para revistas, minisséries e alguns especiais. O próprio ´Grandes Clássicos´ continua focado em bancas."

A estratégia da Panini de investir também em livrarias ganhou força no ano passado.

A editora multinacional passou a publicar álbuns de luxo, com capa dura. Alguns traziam histórias clássicas de super-heróis. Outros, minisséries encadernadas.

Nas bancas, a editora é a que mais tem títulos em quadrinhos à venda.

Escrito por PAULO RAMOS às 19h52
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11.02.08

Álbum em quadrinhos vai mostrar histórias do Bope

O filme "Tropa de Elite" ainda "pega um, pega geral", como diz a letra da música tema do longa, cantada pela banda Tihuana. E pega lá e cá.
 
Lá: o público do Festival de Berlim assistiu ao longa na tarde desta segunda-feira. Quem estava na platéia diz que recebeu aplausos modestos.
 
Cá: a atuação do Bope (Batalhão de Operações Especiais da polícia do Rio de Janeiro) vai ser mostrada também num álbum em quadrinhos chamado "Quebrando as Regras do Jogo".
 
O trabalho ainda não está pronto. Leônidas Grego, o autor e desenhista da obra, diz que está "firme finalizando". Produz de duas a quatro páginas por dia.
 
O dia-a-dia do Bope -diz- vai ser um dos elementos do álbum. A história é sobre os morros cariocas e o cotidiano de seus moradores. Entre eles, os traficantes.
 
O noticiário e conversas com policiais são duas das fontes de pesquisa dele para compor a história, que ainda não tem editora definida.
 
"Tem policial que se vende aos traficantes, os que matam sob encomenda e os que trabalham e roubam. Como tem os que tiram todo tipo de proveito por causa da farda", diz.
 
Outra fonte são cariocas que fugiram da violência do Rio de Janeiro e se transferiram para Salvador, cidade onde o desenhista nasceu e mora.
 
E também o livro "A Elite da Tropa", obra que serviu de base para o roteiro do filme de José Padilha. Mas, segundo Grego, a idéia de criar o álbum é antiga, tem cerca de uma década.
 
"Levar para as artes a questão da violência nos morros cariocas não foi um privilégio dos autores do filme", diz, por e-mail. "O Brasil é uma fonte inesgotável para se fazer quadrinhos e cinema."
 
A violência urbana brasileira tem pautado outro trabalho dele, também em produção.
 
"Ginga Pelô", nas palavras dele, "conta a história de um grupo de capoeiristas que combatem o crime de extermínio na cidade de Salvador".
 
Um terceiro trabalho, este já concluído, é "A Cabeça da Noiva". O álbum de terro, escrito pelo jornalista Gonçalo Junior, mostra zumbis cangaceiros no sertão do país (leia aqui).
 
Esse ecletismo de gêneros pautou boa parte de sua produção em quadrinhos. E literária. Tem cerca de 30 livros infantis publicados.
 
Leônidas Grego produziu também um trailer com cenas do novo álbum. 
 
O trailer foi colocado no blog dele. É de lá que reproduzo o vídeo (com a trilha do Tihuana):
 
 

Escrito por PAULO RAMOS às 20h47
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Site já organiza retrospectiva do humor gráfico de 2008

O ano de 2008 nem bem começou e já tem gente preparando uma retrospectiva.

Os organizadores do site Brazil Cartoon, especializado em humor gráfico, anunciaram que pretendem lançar um anuário com os melhores trabalhos de 2008 mostrados na página.

Cabe aos interessados a participação.

Se o desenhista que quiser integrar o catálogo, tem de enviar o desenho ao site e passar por uma seleção. Pode enviar quantos quiser, mas somente um por dia.

O tema é livre. Só não podem desenhos com conteúdo pornográfico, religioso ou ético.

Segundo os organizadores, a triagem dos trabalhos é diária.

Todos os dias, uma caricatura, um cartum e uma ilustração são selecionados para serem exibidos na área de destaque do site, chamada "Humor do Dia".

É esse material que será usado para compor o anuário.

O Brazil Cartoon, apesar de recente, tornou-se uma referência na área de humor gráfico.

A página virtual mostra resultados de salões de humor nacionais e estrangeiros e promoveu no ano passado o 1º Salão Internacional de Humor pela Floresta Amazônica.

Para acessar o site e ter mais informações sobre o anuário, clique aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 17h32
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09.02.08

Nova edição de Júlia retoma trama do início da série

 

 

 

 

 

 

Último número da revista traz o retorno de Myrna, serial killer que tentou matar a protagonista nas aventuras iniciais da criminóloga 

 

 

 

 

 

Myrna Harrod. O nome talvez não tenha muita relevância para quem nunca leu "J. Kendall- As Aventuras de uma Criminóloga". Mas para quem acompanha, a referência a ela marca uma volta imediata ao início da série italiana.

Nos três primeiros números, a criminóloga Júlia Kendall tentava parar o cliclo de mortes feitas por Myrna Harrod. No desenrolar da trama, a serial killer passou a ter uma fixação pela protagonista.

Após ter sequëstrado a irmã de Júlia, Myrna Harrod foi capturada e presa.

Prometeu um novo "encontro" com a criminóloga. Não se tinha notícia dela desde então.

É justamente a assassina quem retorna na edição deste mês da revista, que começou a ser vendida nas bancas na sexta-feira (Mythos, R$ 7,90, 132 págs.).

O roteiro é do criador da série, o italiano Giancarlo Berardi.

O escritor, tido como um dos principais roteiristas europeus, esteve no Brasil em outubro de 2007 para participar do Festival Internacional de Quadrinhos, realizado em Belo Horizonte.

Berardi se preparou muito para criar a série. Procurou se aprofundar no universo criminal e em seus estudos científicos para compor a protagonisra, Júlia Kendall, professora universitária que sempre ajuda a polícia a solucionar casos complexos.

A série da editora italiana Sergio Bonelli -a mesma do caubói Tex- estreou por lá em outubro de 1998. O primeiro número e os dois seguintes mostram a caça a Myrna Harrod.

Essas histórias começaram a ser publicadas no Brasil em novembro de 2004, pela Mythos, na revista "Júlia - Aventuras de uma Criminóloga".

Na quinta edição, a revista teve de mudar de nome por haver uma publicação homônina no mercado (a linha de romances populares "Júlia").

Foi rebatizada, então, de "J. Kendall - Aventuras de uma Criminóloga".

A revista tem se mantido desde então no mercado brasileiro, contrariando o caminho visto em outras publicações da Sergio Bonelli. 

À exceção de Tex, Zagor e, agora, Mágico Vento, as demais foram canceladas (caso do detetive Dylan Dog, série ainda muito popular na Itália).

Escrito por PAULO RAMOS às 15h57
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08.02.08

Primeiras histórias dos Novos Titãs ganham mais uma reedição

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Histórias do grupo de heróis mirins da DC Comics já tinham sido republicadas pela Panini em 2005
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As primeiras histórias dos Novos Titãs produzidas por Marv Wolfman e George Pérez vão ganhar mais uma reedição, desta vez de luxo.
 
O material -tido como uma das melhores fases do supergrupo- vai inaugurar a série "Biblioteca DC", da Panini. Segundo a editora, o álbum terá 244 páginas.
 
A obra será nos mesmos moldes de "Biblioteca Histórica Marvel", coleção criada pela editora no ano passado. O álbum terá capa dura e tratamento editorial voltado às livrarias.
 
Ainda não há informação sobre o preço ou a respeito da data exata de lançamento.
 
Mas a capa da edição, mostrada acima, foi incluída na lista de lançamentos de fevereiro que é distribuída aos jornalistas.
 
O álbum de luxo vai republicar a primeira aparição da nova formação do grupo, mostrada no número 26 da revista "DC Comics Presents", e as oito primeiras edições de "The New Teen Titans", nome do título nos Estados Unidos.
 
As histórias mostram o entrosamento dos novos integrantes da equipe, formada exclusivamente por heróis mirins. O líder é Robin, parceiro de Batman.
 
O material já havia sido publicado pela Panini em dois volumes da coleção "Grandes Clássicos DC", lançados em fevereiro e novembro de 2005, respectivamente.
 
Antes, as aventuras de Wolfman e Pérez tinham saído pela Editora Abril na metade da década de 1980, na revista "Heróis em Ação".
 
As histórias foram lançadas nos Estados Unidos entre 1980 e 1981 e se tornaram uma das séries mais populares da editora DC Comics.
 
A repercussão teve eco no Brasil. A equipe ganhou uma revista própria, lançada pela Abril em 1986. Durou até 1996. Teve 126 edições.
 
A equipe voltou a ter uma revista mensal em 2004, pela Panini, com outra equipe de autores e histórias inéditas. Neste mês, será publicada a edição 44.
 
A editora anunciou outra coleção, "DC 70 Anos", em seis volumes. A informação foi noticiada na última edição da "Wizmania", da Panini, que começou a ser vendida hoje.
 
Segundo a revista, a proposta é publicar em cada volume uma seleção de histórias dos principais personagens da editora.
 
Integram a lista Super-Homem, Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Lanterna Verde e Liga da Justiça. A coleção é para marcar os 70 anos de publicação no Brasil dos heróis da DC.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h54
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07.02.08

William Bonner faz ponta em história de super-heróis dos EUA

 

 

Jornalista da TV Globo aparece em cena de OMAC, série publicada na revista mensal "Universo DC"

 
 
 
 
William Bonner, quem diria, foi desenhado numa história em quadrinhos de super-heróis nos Estados Unidos. E por um brasileiro.
 
O apresentador e editor-chefe do "Jornal Nacional", da TV Globo, aparece em um quadrinho da série OMAC, publicada na última edição da revista "Universo DC", da editora Panini.
 
Bonner é mostrado no mesmo ângulo em que apresenta o telejornal da Globo.
 
Ele supostamente noticia um dos ataques do OMAC, arma de tecnologia avançada que se apossa de seres humanos.
 
A "ponta" não é coincidência.
 
O desenho foi feito pelo brasileiro Renato Guedes.
 
Guedes atua há alguns anos no mercado norte-americano de quadrinhos.
 
Recentemente, ele assumiu a arte do título principal do Super-Homem nos Estados Unidos.
 
Lá, a história foi publicada no terceiro número da revista "OMAC", de novembro de 2006.
 
A aventura só saiu agora no Brasil porque há o intervalo de cerca de um ano entre a publicação norte-americana e a nacional.
 
Apesar dessa curiosidade, a história de OMAC não ofusca o destaque principal deste oitavo número de "Universo DC", que pode ser encontrado nas bancas (R$ 6,90).
 
O destaque é a estréia das novas aventuras da Sociedade da Justiça, por Geoff Johns.
 
Johns é considerado um dos principais escritores da editora norte-americana DC Comics, que publica OMAC, Super-Homem, Batman e uma série de outros super-heróis.
 
Em tempo: a "ponta" involuntária de Bonner está na página 35 de "Universo DC".

Escrito por PAULO RAMOS às 17h34
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06.02.08

Álbum sobre judeus de PE ganha nova edição e mais três volumes

 

 

 

 

 

 

Projeto procura levar à sala de aula pesquisa de doutorado de Tânia Kaufman, professora da Federal de Pernambuco, sobre a presença da comunidade judaica no Estado

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O álbum que narra a instalação da comunidade judaica em Pernambuco vai ganhar uma nova edição, com 23 páginas  a mais e nova capa. A série terá também mais três volumes inéditos, a serem lançados nas próximas semanas.
 
O primeiro número do projeto "Passos Perdidos, História Desenhada: A Presença Judaica em Pernambuco" foi lançado em maio de 2006.
 
A experiência tenta aproximar o conhecimento acadêmico à realidade da sala de aula.
 
O projeto foi premiado como grande contribuição aos quadrinhos no Troféu HQMix de 2007. O logo do prêmio foi incluído no alto da capa da nova edição (mostrada acima).
 
O álbum toma como base a tese de doutorado de Tânia Kaufman, defendida na Universidade Federal de Pernambuco, onde ela dá aula.
 
A história é narrada pela personagem Tânia Kaufman, mostrada como uma avó que conta aos netos a presença e a importância dos judeus no Estado.
 
O processo de transposição para os quadrinhos não coube a Kaufman. Ficou a cargo do antropólogo Amaro Braga.
 
Os desenhos e a cor foram de Danielle Jaimes e Roberta Cirne. 
 
Braga, um ex-aluno de Kaufman, diz que a "aperrinha" a adaptar a pesquisa desde 2000.
 
A oportunidade surgiu quando ele conseguiu verba do governo estadual para financiar o primeiro volume.
 
A reedição do álbum e a produção de outros três também só foi possível por meio de fomento público.
 
A verba, desta vez, veio do Fundo Nacional de Cultura, ligado ao Ministério da Cultura.
 
A liberação do dinheiro estava atrelada ao prazo apertado para o cumprimento do projeto.
 
O grupo teve de desenvolver o novo projeto editorial e cerca de 400 páginas em um ano.
 
"Chegou um momento em que nós percebemos que não conseguiríamos cumprir os prazos", diz Amaro Braga, por e-mail.
 
"Foi quando chamamos o Pedro Ponzo para nos ajudar no álbum quatro, o último na seqüência e na ordem de execução, gerando uma verdadeira salada de artes. Um desenhava, outro arte-finalizava e outro ainda pintava."
 
Os três novos volumes mantêm a estrutura narrativa usada no primeiro número.
 
A avó passeia pela Recife de hoje -com todo o seu cenário e movimentação- e relata à neta algum ponto da história judaica no estado.
 
O segundo volume, "Caminhos dos Judeus na Península Ibérica", se passa nos séculos 16 e 17, época em a comunidade judaica começou a se firmar no estado.
 
O terceiro volume é sobre o "Cotidiano Colonial em Pernambuco - Cristãos-Novos no Século 16".
 
O quarto aborda "A Primeira Comunidade Judaica das Américas", no século 17". 
 
"Os subtítulos dos álbuns refletem cada uma das temáticas na qual se conta a história dos judeus, dos momentos que os trazem ao Brasil até os dias de hoje", diz Braga.
 
Por mais que a proposta seja chegar até o leitor mais jovem, o tom das obras é acadêmico. 
 
Segundo Braga, houve uma preocupação de ser o mais fiel possível à tese de doutorado de Tânia Kaufman.
 
"Apesar da dificuldade de leitura que os jovens possuem, fui terrivelmente contra a infantilização dos textos", diz.
 
"Minha idéia é fornecer um material de forma mais agradável e propícia a diversas atividades pedagógicas lúdicas. E não simplificar, diminuir ou descaracterizar." 
 
Os quatro volumes ainda não têm uma data exata de lançamento. Mas houve um pré-lançamento em dezembro de 2007 em escolas públicas da região metropolitana de Recife.
 
A antecipação foi uma estratégia para instigar os professores a usarem os álbuns em sala de aula já neste semestre.
 
"Tenho já agendado diversas visitas às escolas que receberam nossos álbuns para acompanhar os professores em sua aplicação, explicando de maneira mais direta os mecanismos que inseri nos álbuns para diversas atividades didáticas", diz Braga.

Escrito por PAULO RAMOS às 18h04
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