30.03.08

Dragon Ball Z vai ser relançado no Brasil em formato de livro

O mangá "Dragon Ball Z" vai ser relançado no país. A série de Akira Toriyama será publicada em 21 volumes bimestrais, a R$ 19,90 cada um.

Segundo a Conrad, editora desta e também da primeira versão da obra no Brasil, o primeiro número começa a ser vendido em maio.

A série dá seqüência à coleção "Dragon Ball – Edição Definitiva", que relançava o mangá desde o início. A coleção havia parado na edição 13.

"Dragon Ball Z" começa no número 14 e terá o mesmo formato e acabamento, semelhante ao de um livro, com 240 páginas.

A fase Z dá seqüência às histórias de "Dragon Ball", que mostravam os combates marciais de Son Goku quando criança.

Na nova fase, Goku cresceu, está casado e tem um filho, Gohan.

Os confrontos e os treinamentos marciais para as batalhas continuam, a exemplo da primeira fase da série. Mas o nível dos desafios e dos adversários interplanetários aumenta.

A primeira versão de "Dragon Ball Z" foi lançada no Brasil em revista própria, publicada entre agosto de 2001 e outubro de 2003. Teve 51 números.

Dragon Ball foi um dos mangás mais vendidos no país e no mundo.

A animação, exibida na TV Globo, teve igual repercussão.

                                                           ***

A Conrad anunciou também a volta às bancas do mangá "One Piece", de Eiichiro Oda.

A informação havia sido noticiada na semana passada pelo site "Universo HQ", em nota assinada por Marcelo Naranjo. A loja virtual da Conrad já anuncia o próximo número, o 67.

A editora informou ao blog que o atraso na continuidade da série foi causado por problemas na renovação do contrato do mangá.

Segundo a Conrad, esse processo de renovação demorou mais do que o previsto.

Outros mangás da editora passaram pelo mesmo problema.

"Sanctuary" não é lançado desde o ano passado. Parou no número cinco.

A última edição de "Monster" -número nove- saiu em janeiro (leia mais aqui).

As duas séries voltam às bancas em abril, segundo informação do site da editora.

"Battle Royale" também teve problemas de contrato, de acordo com a Conrad (leia aqui).

O site da editora informa que o número 13, de um total de 15, deve ser lançado em abril.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h50
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O Alienista ganha mais uma adaptação em quadrinhos

Versão feita por Lailson Cavalcanti (capa acima) é a terceira lançada recentemente no país

 
"O Alienista" ganhou mais uma adaptação em quadrinhos, a terceira de 2006 para cá.
 
A nova versão, que começou a ser vendida discretamente em algumas livrarias, é feita pelo pernambucano Lailson de Holanda Cavalcanti e foi publicada pela Companhia Editora Nacional (R$ 18, 64 págs.).
 
A adaptação mostra em quadrinhos os elementos básicos do conto de Machado de Assis (1839-1908), publicado pela primeira vez entre 1881 e 1882 na forma de folhetim.
 
A história mostra as investigações psicológicas de Simão Bacamarte num manicômio na vila de Itajaí.
 
Estudado, o médico tenta pôr à prova suas inovadoras idéias sobre a relação que existe entre loucura e razão.
 
A ironia machadiana é que, à luz das idéias de Bacamarte, quem é são se torna louco, e vice-versa.
 
O conto foi adaptado também pelos irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon. A obra, da editora Agir, foi publicada no ano passado (leia mais aqui).
 
Em 2006, a história integrou a coleção "Literatura Brasileira em Quadrinhos", da editora Escala. O texto e o desenho foram feitos por Francisco Vilachã.
 
Há outras adaptações em quadrinhos em fase final de produção.
 
Parte das páginas inéditas é mostrada nos blogs dos autores.
 
Leia mais na postagem abaixo.

Escrito por PAULO RAMOS às 12h19
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29.03.08

Autores antecipam trechos de próximas adaptações literárias

Não só continua como também se amplia o interesse editorial nas adaptações em quadrinhos, gênero que voltou a se firmar no Brasil nos dois últimos anos, em especial em 2007.
 
Há pelo menos três adaptações em processo de finalização.
 
Uma garimpagem nos blogs dos autores mostra que eles já antecipam parte -ou a obra toda- nas páginas virtuais.
 
 
 
 
 
Bira Dantas finalizou nesta semana sua adaptação de "Dom Quixote", obra máxima do espanhol Miguel de Cervantes (1547-1616).
 
Todas as 80 páginas do romance -que será lançado pela editora Escala- podem ser lidas em preto-e-branco num blog que o desenhista criou especialmente para divulgar a obra.
 
É de lá a seqüência acima (veja mais aqui).
 
 
 
 
Eloar Guazzelli diz já ter finalizado a adaptação de "O Pagador de Promessas", peça teatral de Dias Gomes (1922-1999).
 
O álbum será o segundo da coleção de adaptações literárias da editora Agir.
 
Há outras páginas no blog de Guazzelli (neste link). 
 
O primeiro álbum da Agir foi a versão de "O Alienista" feita por Gabriel Bá e Fábio Moon, lançada no ano passado (leia mais aqui).
 
 
 
 
A terceira obra da coleção da Agir, se não houver mudanças, será "Os Sertões", de Euclides da Cunha (1866-1909).
 
O desenhista da obra, Rodrigo Rosa, pôs algumas páginas em seu blog (link), como já noticiou mais de uma vez Eduardo Nasi no "Universo HQ", site especializado em quadrinhos. 
 
O texto da adaptação é de Carlos Ferreira. Segundo Rosa, o álbum terá 62 páginas.
 
Post postagem: Andrei, leitor deste blog, acrescenta mais uma adaptação a esta lista, a de contos de João do Rio, pseudônimo do jornalista e escritor carioca Paulo Barreto (1881-1921).
 
A adaptação é feita por Allan Sieber. Ele postou alguns trechos nesta semana em seu blog.
 
Segundo Sieber, a obra vai integrar a coleção de clássicos literários da Agir.

Escrito por PAULO RAMOS às 17h52
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Palestra sobre quadrinhos de terror em São Paulo

Registro rápido. O publicitário e pesquisador de quadrinhos Nobu Chinen faz palestra neste domingo, em São Paulo, sobre quadrinhos de terror.

Ele também integra o Observatório de Histórias em Quadrinhos da Universidade de São Paulo, novo nome do antigo Núcleo de Pesquisas de Histórias em Quadrinhos da USP.

O blog pediu a Nobu que desse uma prévia sobre o conteúdo da palestra.

A resposta veio por e-mail:

"Nos anos 50, os quadrinhos de terror, junto com os de crime, foram acusados de corromper a juventude e transformar garotos e garotas em delinqüentes, o que detonou uma ampla campanha contra os quadrinhos, principalmente nos Estados Unidos, e levou à criação do Código de Ética."

"No Brasil, as duas ondas de quadrinhos de terror, uma na década de 50 e a outra nos anos 70/80, foram responsáveis por abrir o mercado para artistas nacionais."

A palestra será às 16h30 na Biblioteca Monteiro Lobato (rua General Jardim, 485, Vila Buarque, São Paulo). A entrada é franca. 

Escrito por PAULO RAMOS às 17h36
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28.03.08

Brasileiros vencem salão de humor sobre a Amazônia

 

 

 

Categoria ecologia

1º lugar

Walter Júnior (RJ)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Categoria comunicação

1º lugar

Eduardo dos Reis Evangelista (MG)

 

 

 

 

 

  

Dois brasileiros venceram as duas categorias do 1º Salão de Humor da Amazônia - Ecologia do Traço. Os premiados foram definidos nesta semana em Belém, no Pará.

Na categoria cartum ecológico, a principal do salão, o primeiro lugar ficou com Walter Júnior, do Rio de Janeiro. O desenhista vai receber um prêmio de R$ 6 mil.
 
O segundo lugar, Seyran Caferli, do Azerbaijão, vai ganhar R$ 3 mil.
 
A outra categoria do salão de humor, coordenado pelo cartunista Biratan Porto, tinha como tema a comunicação.
 
Os prêmios para o primeiro e segundo lugares eram menores: R$ 2 mil e R$ 1 mil, respectivamente.
 
O vencedor foi Eduardo dos Reis Evangelista, o Duke, de Minas Gerais.
 
O segundo lugar ficou com Mahmood Nazari, do Irã.
 
É o segundo prêmio que Duke ganha neste ano.
 
Em janeiro, ele ficou em primeiro lugar na edição de estréia do Salão Internacional de Humor de Campos, no Rio de Janeiro (veja o desenho aqui).
 
O tema do salão também tinha cunho ecológico: o fim da água potável no mundo.
 
O júri do salão sobre a Amazônia indicou também duas menções honrosas, premiação para desenhos que, embora não premiados, merecem registro por causa da qualidade.
 
As menções também foram para dois brasileiros: Ronaldo, do Rio Grande do Sul, e Rodrigo Maia, do Pará.
 
Os trabalhos premiados -e também os selecionados dos 24 países participantes, inclusive do Brasil- ficam expostos até domingo no Boulevard das Feiras, na Estação das Docas, em Belém, no Pará. 
 
Depois, os organizadores -a Central de Produções, Cinema e Vídeo de Amazônia- pretendem montar um catálogo com os trabalhos.
 
Segundo eles dizem no site do salão, a proposta era "deflagar um berro ante a imbecilidade e a estupidez que se constituem o devastamento e a devastação da Amazônia".
 
Veja abaixo os segundos lugares das duas categorias do salão de humor.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Categoria ecologia
 
2º lugar
 
Seyran Caferli
 
Azerbaijão
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Categoria comunicação
 
2º lugar
 
Mahmood Nazari
 
Irã
 
 
 
 
 
 
 
Crédito: as imagens são reproduzidas do site do salão de humor.
 

Escrito por PAULO RAMOS às 18h10
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27.03.08

Overdose independente em São Paulo

Há um lançamento e duas sessões de autógrafos de produções independentes neste fim de semana em São Paulo.
 
Nesta sexta-feira à noite, há o lançamento do segundo número da revista "Tempestade Cerebral", editada por Alex Mir.
 
A publicação trimestral, de 36 páginas, traz três histórias de diferentes gêneros.
 
No sábado, também à noite, o escritor e desenhista Fernando Wanner faz um lançamento paulista de "Ferner e a Chave da Verdade", de 76 páginas.
 
A trama mística é ambientada na Idade Média.
 
O sábado terá também sessão de autógrafos com autores da coleção "Olho de Bolso", coordenada pelo pessoal da revista independente "Ragu".
 
Todos os eventos começam às 19h30 e vão ocorrer na HQMix Livraria (praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo).
 
                                                            ***
 
Embora não participe dessa fornada de autógrafos, também começa a ser vendida neste fim de mês a "Hangar".
 
"Hangar" é o novo nome da revista "Casa das Máquinas", que teve apenas um número.
 
A obra, editada por Jerônimo de Souza, tem 52 páginas e histórias de diferentes artistas.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h12
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26.03.08

Edmar Viana: o registro da morte, a lembrança da homenagem

Foi enterrado nesta quarta-feira, em Emaús, região metropolitana de Natal (RN), o corpo do jornalista e chargista Edmar Viana.
 
Viana, de 52 anos, morreu ontem à noite depois de ficar dois meses em coma.
 
Segundo o jornal "Tribuna do Norte", onde ele publicava suas charges, Viana teve uma parada cardíaca no dia 24 de janeiro deste ano. Estava internado desde então, na UTI.
 
O desenhista era muito conhecido no Rio Grande do Norte.
 
Fez por três décadas, no jornal "Diário de Natal", a coluna "Cartão Amarelo", produzida em parceria com Everaldo Lopes.
 
Os trabalhos foram reunidos no livro "Cartão Amarelo 30 Anos", de 2003.
 
Também virou livro outra criação dele, o personagem Pivete. 
 
A obra foi publicada em 1998 pela editora Marca de Fantasia (capa abaixo).
 
 
 
 
O blog pediu a Cláudio de Oliveira, chargista do jornal paulistano "Agora", se aceitaria dar um testemunho sobre Edmar Viana.
 
Cláudio substituiu Viana na "Tribuna do Norte" desde a internação deste, em janeiro.
 
Ambos se conheciam, trabalharam juntos, são conterrâneos.
 
O convite foi gentilmente aceito. Segue o depoimento de Cláudio.
 
                                                            ***
 
Conheci Edmar Viana em 1975, quando fui mostrar os meus desenhos na redação do "Diário de Natal".
 
Já era então o mais popular cartunista do Rio Grande do Norte, graças à coluna diária intitulada "Cartão Amarelo", publicada desde 1973 em parceria com o jornalista Everaldo Lopes.

Fui então convidado por Edmar e seu colega de jornal, o também cartunista Emanoel Amaral, para integrar o Grupehq, o Grupo de Pesquisa em Histórias em Quadrinhos, do qual Edmar foi um dos fundadores, em 1974.
 
Naquele ano, o grupo fez história ao organizar a primeira exposição de quadrinhos da cidade e a editar duas páginas dominicais de quadrinhos com artistas locais em "O Poti", durante dois anos.
 
Em 1976, o Grupehq lançou a revista de quadrinhos "Maturi", com a colaboração permanente de Edmar.

Nessa época, o consagrado cartunista mineiro Henrique de Souza, o Henfil, criador dos Fradinhos, do Zeferino e da Graúna, vai morar em Natal e convida Edmar para colaborar com o antigo "Pasquim", o semanário carioca que reunia a seleção do humor
nacional e que fazia sucesso em todo o país.
 
Henfil considerava o traço de Edmar extremamente expressivo, além de alegre e irreverente.
 
O cartunista potiguar chegou a publicar algums trabalhos no "Pasquim", mas o seu universo era mesmo a sua cidade, Natal.

Juntos, eu e Edmar, mais os cartunistas Ivan Cabral, Roberto Solino e Manuel Vaz chegamos a publicar, em 1987, um tablóide de humor, "O Chafurdo", que circulou em quatro números.

Em 1988, Edmar se transfere com Everaldo Lopes para a "Tribuna do Norte", jornal no qual passa a fazer o "Cartão Amarelo" e uma tira diária do "Pivete", personagem de sucesso local que chegou a publicar no periódico Barlavento, de Portugal.

Dono de um temperamento alegre e expansivo, Edmar, que também era fundador de um bloco de Carnaval, deixa saudades entre seus amigos e seus muitos leitores.

                                                                                                        Cláudio de Oliveira

Escrito por PAULO RAMOS às 20h51
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24.03.08

Exposição no Rio reúne mais de 500 pinturas de Debret

 

Começa nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, uma exposição com mais de 500 pinturas de Jean-Baptiste Debret (1768-1848).
 
Debret é um dos primeiros ilustradores a atuar no Brasil. 
 
O francês ficou no país entre 1815 e 1830 e retratou a vida da sociedade carioca da época.
 
A mostra traz trabalhos desse período.
 
As telas mostram o olhar dele sobre a situação dos escravos e os bastidores da família real, que chegou ao Brasil há exatos 200 anos.
 
A trajetória do pintor foi narrada em quadrinhos no álbum "Debret em Viagem Histórica e Quadrinhesca pelo Brasil", produzido por Spacca e lançado no fim de 2006 (leia mais aqui).
 
A mostra "O Teatro de Debret" pode ser vista até 11 de maio.
 
A exposição está na Casa França-Brasil (rua Visconde de Itaboraí, 78), no Rio de Janeiro.
 
Fica aberta de terça a domingo, das 10h às 20h. A entrada é franca.
 
A editora de Diversão e Arte do UOL organizou um álbum com algumas das pinturas presentes na exposição. Para ver, clique aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h26
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Mad volta às bancas e sobrevive, mais uma vez, no mercado nacional

 

 

 

 

 

 

 

Nova versão da revista, publicada no país desde 1974, chega esta semana às bancas

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A revista de humor "Mad" pode ser norte-americana. Mas a trajetória dela no país parece o bordão usado pelo governo federal brasileiro: não desiste nunca.
 
Nesta semana, ela volta às bancas uma vez mais e ganha outra sobrevida no mercado nacional (Panini, 44 págs., R$ 5,90).
 
A nova casa trouxe também nova roupagem editorial.
 
A numeração foi reiniciada e a revista foi produzida inteiramente em cores, uma novidade em relação às versões anteriores.
 
A maior parte do conteúdo é estrangeiro.
 
E segue a mesma linha do que sempre viu na "Mad": uma sátira de filme  ("Harry Podre & A Bosta no Tênis"), muitas histórias curtas (entre elas de Sergio Aragonés) e as brigas de "Spy vs. Spy" (uma das mais famosas da revista).
 
Das 44 páginas deste número de estréia, 11 possuem conteúdo nacional.
 
O material é produzido por Otacílio d´Assunção, o Ota, que acompanhou todas as outras versões da revista no Brasil.
 
É ele que edita a parte nacional (a estrangeira fica a cargo de Raphael Fernandes).
 
É de Ota, por exemplo, o texto de "Meu Nome Não É Enjôony", adaptação de "Meu Nome Não é Johnny", longa-metragem brasileiro estrrelado por Selton Mello, ainda em cartaz.
 
Ota -que também faz a tira "Dom Ináfio" para o "Jornal do Brasil"- diz na introdução da revista que já entrou no Guinness como o editor há mais tempo ligado à "MAD".
 
"Fora até agora quatro editoras, quatro séries, cada uma pior que a outra, e vamos continuar mantendo o mesmo ritmo", diz no texto.
 
As quatro editoras a que ele se refere são Vecchi (de 1974 a 1983), Record (de 1984 a 2000), Mythos (de 2000 a 2006) e, agora, Panini.
 
Nos Estados Unidos, a publicação surgiu em 1952, pela EC Comics. Hoje, pertence à DC Comics, mesmo editora de Super-Homem e Batman.
 
A marca da revista é Alfred E. Neuman, figura de rosto abobalhado, mostrada em versão de terror na capa deste primeiro número (vista acima).

Escrito por PAULO RAMOS às 17h58
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23.03.08

Um registro e um agradecimento

Faço aqui um registro e um agradecimento.

Começo pelo registro.

O blog ultrapassou neste Domingo de Páscoa a marca de 2 milhões de visitas.

Dá uma média de quase 3 mil leitores por dia.

Não é pouco. Ainda mais para um blog jornalístico.

O agradecimento.

Aproveito a marca para agradecer a todos os que visitam esta página virtual, alguns mais de uma vez por dia.

É a atenção e a fidelidade do leitor que permitiu chegar a esse número.

Essa marca é mais crédito de vocês do que deste jornalista.

De minha parte, só tenho a agradecer.

Muito obrigado.

Escrito por PAULO RAMOS às 12h08
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21.03.08

Agora é Jô Soares que faz ponta em história norte-americana

O humorista e apresentador de TV Jô Soares faz uma ponta involuntária na história de abertura da revista "Universo Marvel" número 33, atualmente nas bancas (Panini, R$ 6,90).

Uma cena do "Programa do Jô", talk-show que ele comanda na TV Globo, é reproduzida na página 12 da aventura dos Thunderbolts, grupo do governo formado por vilões. 

Na seqüência, Jô apenas ouve a opinião do entrevistado sobre a lei (fictícia) do governo dos Estados Unidos que exige dos heróis um registro para atuarem.

A medida foi o mote da minissérie "Guerra Civil", encerrada em janeiro (mais aqui).

A aventura que traz Jô Soares foi publicada nos Estados Unidos em março de 2007.

Os desenhos são do brasileiro Mike Deodato, que atua no mercado norte-americano há alguns anos.

Deodato tem a tendência de usar rostos reais em seus trabalhos.

Há outro exemplo nesta mesma história dos Thunderbolts: 

O rosto do personagem Norman Osborn é baseado no do ator Tommy Lee Jones, de "Homens de Preto" e de "Onde os Fracos Não Têm Vez", vencedor do Oscar deste ano.

Osborn, alter-ego do vilão Duende Verde, é a mente por trás dos Thunderbolts.

A inserção de uma personalidade brasileira numa história de super-heróis norte-americana, mercado onde atuam vários desenhistas brasileiros, não é um recurso novo.

Mas o dado curioso é que houve outro caso assim nos Estados Unidos meses antes.

Willian Bonner, apresentador do "Jornal Nacional", da TV Globo, apareceu num quadrinho de uma história de OMAC, publicação da editora concorrente DC Comics.

Nos Estados Unidos, essa história saiu em novembro de 2006.

Por aqui, foi publicada neste ano na revista "Universo DC" de fevereiro (veja a imagem aqui).

O desenho era de outro brasileiro, Renato Guedes.   

Nota: o crédito da descoberta é do leitor João Pedro, a quem agradeço a pauta.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h57
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16.03.08

Panini emite nota sobre atrasos de Mônica, mas não explica tudo

A editora Panini pôs uma nota no site da editora na qual justifica os problemas editoriais ocorridos no lançamento da coleção "As Primeiras Revistas da Turma da Mônica", que reedita publicações antigas de personagens de Mauricio de Sousa. 
 
Cada edição, vendida em formato de caixa, traz os primeiros números das revistas "Mônica", "Cebolinha", "Cascão", "Chico Bento" e "Magali".
 
O terceiro número, o mais recente da série, foi lançado há cerca de dez dias.
 
A publicação, iniciada no segundo semestre do ano passado, era para ser mensal, mas tinha sumido das bancas depois do número dois.
 
A nota foi colocada na página virtual da Panini na quinta-feira passada, meses depois de o segundo número ter sido publicado, nos meses finais de 2007.
 
O texto pode ser lido no item "notícias" do site.
 
A editora diz na nota institucional que "devido ao cuidado com o resgate do material original – com artes e cores fiéis às usadas na época – tivemos que rever o planejamento original de lançamento."
 
A nota informa também que os problemas teriam sido superados e que a coleção "poderá ser encontrada mensalmente nas grandes bancas, livrarias e sites especializados", em distribuição nacional.
 
                                                              
                                                             ***
 
O assunto veio à tona depois que este blog noticiou no sábado, dia 8, que a periodicidade da coleção havia sido alterada, como mostravam os créditos finais das revistas deste terceiro número da série.
 
De publicação mensal, passou a "publicação especial".
 
Até então, o leitor não tinha sido orientado sobre os atrasos ou a respeito das alterações.
 
A matéria do blog mostrou também que o site da Panini -que traz informações sobre todos os títulos da editora- não apresentava no catálogo de publicações os números dois e três da coleção.
 
A nota da Panini não menciona, mas o site corrigiu essa falha durante a semana passada.
 
O blog noticiou ainda que uma das revistas da caixa de "As Primeiras Revistas da Turma da Mônica" anuncia o lançamento do segundo número de outra coleção, "As Tiras Clássicas da Turma da Mônica", feita em preto-e-branco.
 
O anúncio informa que "o volume 2 já está à venda".
 
Mas não está, o que configura propaganda enganosa.
 
O site da Panini ainda não incluiu essa segunda edição na lista de publicações da editora.
 
                                                             ***
 
A nota da Panini não menciona nada sobre os motivos que levaram a empresa a anunciar uma obra que não está à venda.
 
Nem por que o título não consta na lista de lançamentos apresentada no site da editora (acessei a página da Panini às 13h10 deste domingo).
 
A nota também não explica quando "As Tiras Clássicas da Turma da Mônica" será efetivamente lançado.
 
O texto elaborado pela editora também sugere que os atrasos de edições especiais da Panini sejam algo pontual.
 
Não são. As demoras são sistemáticas, como se vê em álbuns da linha de super-heróis.
 
A editora não costuma justificar os atrasos aos leitores.
 
                                                            ***
 
O blog entrou em contato, por e-mail, com a assessoria de imprensa da Panini.
 
A mensagem pedia uma posição sobre o motivo de a editora ter anunciado que o segundo volume de "As Tiras Clássicas da Turma da Mônica" está à venda quando, na verdade, não está.
 
O blog também questionou sobre a real data de lançamento da obra.
 
O e-mail foi enviado na sexta-feira, por volta do meio-dia.
 
Até este momento, não houve resposta.

Escrito por PAULO RAMOS às 12h13
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14.03.08

Alunos paulistas têm dificuldade de entender histórias em quadrinhos

Estudantes das escolas públicas da rede estadual de ensino de São Paulo têm dificuldades para compreender uma história em quadrinhos, principalmente de humor.
 
Essa é uma das conclusões que se pode tirar da leitura do relatório de 2007 do Saresp, exame do governo paulista que mede o nível de aprendizagem dos alunos do Estado.
 
Os resultados foram divulgados ontem. Na prova de língua portuguesa, o conteúdo pedido foi ligado à interpretação de textos.
 
Na 4ª série, um dos pontos esperados era que o aluno identificasse os elementos que constituem uma história em quadrinhos e tirasse conclusões sobre o tema.
 
O resultado (referente à prova toda, e não só sobre a parte de quadrinhos):
  • 59,8% dos alunos tiveram resultados abaixo dos esperados ou insuficientes para a série que freqüentam
  • 34,7% apresentaram conhecimentos compatíveis com a série em que estão
  • 5,6% tiveram rendimento acima do nível esperado
Em outras palavras: de cada 10 alunos da 4ª série, 6 não entendem uma história em quadrinhos básica.
 
Na 8ª série, espera-se que o aluno articule elementos gráfico-visuais e que entenda ironias. Os dois elementos estão presentes nos quadrinhos.
 
O resultado, também da prova toda, é pior que o da 4ª série:
  • 69,2% ficaram abaixo do esperado
  • 24,3% tiveram rendimento adequado à série
  • 6,5% estavam acima do nível esperado

No 3º ano do ensino médio, uma das expectativas dos elaboradores do Saresp é que o estudante leia e compreenda o efeito de humor de uma tira cômica.

Esse tipo de questão é comum também nos exames vestibulares e no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), elaborado pelo governo federal.
 
Um dos testes se baseava numa tira de "Hagar, o Horrível", de Dik Browne.
 
O resultado é ainda pior que o das demais séries:
  • 78,8% dos estudantes ficaram abaixo do nível esperado para o 3º ano do ensino médio
  • 21,1% adequado à série que cursam
  • 0,1% avançado para a série
É possível dizer, com base nos resultados, que de cada 10 estudantes do 3º ano do ensino médio, quase 7 não compreendem ou não conseguem explicar o humor de uma tira.
 
Apesar de alarmantes, os dados revelam uma melhora na contagem geral de língua portuguesa, se comparados com pesquisa de outro exame, realizado em 2005.

Escrito por PAULO RAMOS às 15h51
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Tequila Shots: lançamento independente em São Paulo

Registro rápido.

Juan Burgos (que assina como Papito) e Cláudio Yuge fazem amanhã à noite, em São Paulo, um segundo lançamento de "Tipos 5 - Tequila Shots".

A revista independente teve um primeiro lançamento no fim de semana passado na feira de quadrinhos Fest Comix, também na capital paulista (leia mais aqui).

O evento vai ser na HQMix Livraria (praça Roosevelt, 142, centro), a partir das 19h30.

Escrito por PAULO RAMOS às 14h48
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13.03.08

Adão Iturrusgarai invade Buenos Aires

 

Desenhista brasileiro publicou tiras na "Fierro", uma das principais revistas em quadrinhos da Argentina
 
Do sul do país para São Paulo, da capital paulista para a Argentina. A sucessiva troca de residência acompanha os locais onde Adão Iturrusgarai publica seus quadrinhos.
 
O fato de morar hoje em Buenos Aires foi o empurrão que faltava para ele inserir suas tiras de "La Vie en Rose" na "Fierro", principal publicação de quadrinhos argentina.
 
As tiras foram incluídas na última edição, lançada no sábado passado. A publicação sai encartada uma vez por mês no jornal "Página/12".
 
Em tese, não pode ser vendida separadamente. Na prática, não é o que acontece.
 
Os "quioscos", nome das bancas portenhas, vendem as edições sem nenhum pudor. Alguns têm a coleção completa.
 
Adão diz em seu blog que estar vivendo lá ajudou na inclusão da tiras. 
 
"A revista costuma só publicar autores argentinos, mas resolveram abrir uma exceção para o brasuca aqui, já que estou morando em Buenos Aires."
 
O desenhista diz, também no blog, que a revista encomendou a ele uma história de duas páginas para a próxima edição.
 
Apesar de estar fora do Brasil, Adão continua publicando suas tiras diariamente na "Folha de S.Paulo". O ingresso no jornal se deu depois que trocou o sul pela capital paulista.
 
Crédito: a imagem que abre esta postagem foi reproduzida do blog do autor.

Escrito por PAULO RAMOS às 19h32
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10.03.08

Brasileiro ajuda a restaurar HQs antigas de Tarzan em site dos EUA

 

Um site norte-americano abriga páginas restauradas de histórias antigas de Tarzan, personagem que estreou nos quadrinhos em 1929.
 
A curiosidade é que parte do material é recuperada por um santista de 43 anos.
 
O jornalista e fotógrafo Paulo de Tarso Fernandes -o santista fã do herói- diz que descobriu a página virtual há alguns anos.
 
Ele arquivou algumas das histórias desenhadas por Russ Maning na virada das décadas de 1960 e 1970. Mas percebeu que não estavam em boas condições.
 
Resolveu então restaurar o material por conta própria no computador, motivado por um curso de pintura digital, feito recentemente.
 
"Refiz uma página que estava bem ruim e envie-a por e-mail ao curador do site no Canadá, Bill Hillman. Ele gostou muito e decidiu substituí-la pela antiga com problemas", diz.
 
"A partir daí, continuei aplicando o tratamento digital a outras paginas que são substituídas periodicamente."
 
Veja a seguir trecho de uma das páginas restauradas digitalmente por ele:
 
 
 
Veja agora como era na versão original:
 
 
 
 
O jornalista diz que a contribuição é sem fins lucrativos.
 
Segundo ele, a idéia é apenas colaborar com o site, dedicado ao criador do homem-macaco, Edgar Rice Burroughs.
 
Clique neste link para acessar o site, hospedado na página "Tarzan.com".

Escrito por PAULO RAMOS às 14h11
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09.03.08

Livro de bolso reedita tiras de Dilbert

A editora gaúcha L&PM lançou neste mês um livro de bolso com tiras de "Dilbert", personagem criado por Scott Adams em 1989 e publicado até hoje tanto nos Estados Unidos como aqui.

"Dilbert – Corra, o Controle de Qualidade Vem Aí" (139 págs., R$ 9,50) traz tiras veiculadas entre 1993 e 1994 nos jornais norte-americanos.

A edição da L&PM não informa, mas este livro de bolso reedita parte do álbum homônimo, lançado no Brasil pela Ediouro em 1997.

Esta nova obra corresponde à primeira terça parte do livro anterior, de 224 páginas, atualmente esgotado. A tradução é a mesma.

As tiras de Dilbert mostram as incoerências do mundo corporativo, burocraticamente surreal na visão de Adams.

O desenhista trabalhou nove anos nesse ramo. Abandonou tudo e passou a viver das tiras.

O material já rendeu mais de 20 livros e coletâneas. A obra mais famosa é "Princípio Dilbert", que vendeu mais de um milhão de exemplares nos Estados Unidos.

A obra teve versão nacional, em 1997, também pela Ediouro, com mais de uma edição.

Essa época foi o auge do personagem no Brasil, que também saía diariamente nos jornais.

Hoje, a tira é veiculada uma vez por semana no caderno Informática, da "Folha de S.Paulo".

Escrito por PAULO RAMOS às 16h39
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06.03.08

Feira faz megalançamento de HQs e vende obras com desconto

 

 

 

 

 

Lista de obras inclui novo álbum com tiras de Calvin e Haroldo; obras terão 20% de desconto

 

 

 

 

 

Pelo menos 18 lançamentos estão confirmados para a próxima Fest Comix, feira de quadrinhos que tem início nesta sexta-feira, em São Paulo. O evento vai até domingo.

A lista é eclética. Inclui desde um novo álbum com tiras de Calvin e Haroldo à volta de Senninha, personagem inspirado no piloto Ayrton Senna, já antecipada por este blog.
 
O evento -promovido pela loja Comix, especializada em quadrinhos- é tido como um dos principais do setor no país. Está na 14ª edição.
 
O principal atrativo são os descontos, inclusive nos títulos novos. A maioria das 200 mil obras oferecidas ao público é vendida com no mínimo 20% a menos do valor de capa.
 
Mas vai haver uma exceção nesta 14ª edição. O álbum de luxo "Os Maiores Super-Heróis do Mundo" será vendido com 10% de desconto (sai por R$ 116,10).
 
Segundo a organização da Fest Comix, o desconto menor faz parte do acordo feito com a editora da obra, a multinacional Panini.
 
As mais de 400 páginas da publicação, feita em capa dura, reedita num só volume seis álbuns produzidos por Paul Dini e Alex Ross.
 
Os álbuns mostram histórias de Super-Homem, Batman, Mulher-Maravilha, Capitão Marvel e Liga da Justiça já publicadas no Brasil pelas editoras Abril e Panini.
 
A Conrad anunciou cinco lançamentos de quadrinhos.
 
O destaque é o novo álbum com tiras de Calvin e Haroldo, "Tem Alguma Coisa Babando Embaixo da Cama" (R$ 23,90, com o desconto).
 
A obra -a terceira publicada pela Conrad- ganhou nova tradução e uma sutil mudança no título (troca de "algo" por "alguma coisa").
 
Mas é essencialmente a mesma que foi lançada pela editora Cedibra em 1988.
 
"Epiléptico 2" (R$ 35,90, já com o desconto) encerra a série do francês David B.
 
Ele usa os problemas de epilepsia do irmão para narrar sua própria trajetória.
 
Outras duas seqüências são a quarta parte do mangá "Nausicaä do Vale do Vento" (R$ 23,90, com o desconto), de Hayao Miyazaki, e o penúltimo volume encadernado de "Sandman" (R$ 75,20, com o desconto).
 
Esse volume da série escrita por Neil Gaiman, intitulado "Entes Queridos", tem mais de 360 páginas.
 
O quinto lançamento da Conrad é o mangá "Delivery Service of Corpse" (R$ 10,30, com o desconto).
 
Segundo a editora, a obra será publicada em cinco volumes bimestrais.
 
A Devir terá à venda o terceiro e último volume de "Antes do Incal" (R$ 33,60, com o desconto).
 
A série, escrita por Alejandro Jodorowsky, conta os eventos que levaram a Incal, obra produzida por ele em parceria com o francês Moebius. 
 
A organização do Fest Comix incluiu na lista "Usagi Yojimbo - Daishô" e "A Força da Vida" (aqui), de Will Eisner, ambos da Devir.
 
Mas as duas obras já estavam à venda antes do evento.
 
A HQM confirmou quatro lançamentos na Fest Comix, todos nacionais.
 
"Senninha e sua Turma Especial - Ayrton Senna, um Herói Brasileiro" (R$ 11,90, com o desconto) marca a volta do personagem às bancas (leia mais aqui).
 
Outro álbum é "Leão Negro - Volume 1: Pepah", com histórias inéditas do personagem criado por Cynthia Carvalho e Ofeliano de Almeida (R$ 15,90, com o desconto).
 
O terceiro lançamento da HQM é "Quadrinhofilia", coletânea de histórias do curitibano José Aguiar (R$ 23,90).
 
A HQM também lança no evento "A Era de Bronze dos Super-Heróis", do pesquisador Roberto Guedes (R$ 31,90, com o desconto).
 
A Pixel vai pôr à venda a quarta edição da série "100 Balas" (R$ 8,70, com o desconto).
 
O arco, intitulado "Dia, Hora... Minute Man", reedita os números de oito a 11 da série norte-americana.
 
O material já tinha sido lançado no Brasil pela editora Opera Graphica.
 
Os organizadores da Fest Comix incluíram na lista de lançamentos o segundo número de "Authority - Transferência de Poder".
 
Mas o título é encontrado nas bancas desde a semana passada.
 
A Zarabatana, editora especializada em materias alternativos, lança no evento "Clara da Noite" (R$ 23,20, com o desconto).
 
A personagem foi criada em 1992 por Jordi Bernet, Carlos Trillo e Eduardo Maicas.
 
Trillo é tido como um dos principais roteiristas argentinos. Mesmo assim, ainda é pouco publicado no Brasil.
 
Da JBC, especializada em mangás, vai haver novos números de três revistas da editora.
 
São "Death Note", "Full Metal Alchemist" e "Tsubasa".
 
Outra atração da feira é uma banca com produções independentes.
 
Segundo os autores, vai haver mais de cem obras à venda.
 
Um dos lançamentos é a revista "Tipos", de Claudio Yuge e Juan Burgos (Papito).
 
Outro é uma edição especial que compila todos os números da revista "Cão".
 
É a segunda vez que participam do evento.
 
As edições anteriores da Fest Comix ensinam que essa lista pode sofrer alterações, apesar de confirmada pelos organizadores. 
 
Uma delas pode ser a inclusão de outros títulos novos, não presentes nessa relação inicial. 
 
Uma dica: se você estiver interessado especificamente nos lançamentos, evite o primeiro dia. É comum essas obras chegarem na sexta e estarem à disposição apenas no sábado.
 
Outra dica: faça antes uma lista do que gostaria de comprar. Do contrário, a chance de gastar além da conta é grande.
 
Vai haver também palestras nos três dias do evento. Leia a programação neste link.
 
Serviço
14ª Fest Comix. Quando: sexta, sábado e domingo. Onde: Centro de eventos do Colégio São Luís. Endereço: rua Luís Coelho, 323, em São Paulo. Horário: sexta e sábado, das 10h às 20h; domingo, das 10h às 18h. Quanto: R$ 10 (estudantes pagam meia).

Escrito por PAULO RAMOS às 20h06
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Livro sobre Florianópolis tem lançamento em São Paulo

 

Registro rápido. O desenhista Eloar Guazzelli faz um lançamento paulista do oitavo livro da coleção "Cidades Ilustradas", da editora Casa 21. Vai ser nesta sexta-feira, em São Paulo.
 
A obra mostra o olhar de Guazzelli sobre Florianópolis. Já foi feito um primeiro lançamento na cidade catarinense no dia 20 do mês passado (leia mais aqui).
 
O evento paulista começa partir das 19h30 na HQMix Livraria, no centro de São Paulo (praça Roosevelt, 142).
 
A obra pode ser lida também na internet, no site da editora. Para acessar, clique aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 18h40
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05.03.08

Editora quer publicar álbuns nacionais. E está à caça de histórias

 

Notícia rara de se ler no Brasil. Uma editora de São Paulo quer publicar álbuns com quadrinhos nacionais e está à procura de trabalhos.
 
A iniciativa é da editora paulistana Bossa Nova, há um ano no mercado e com cinco títulos em catálogo, a maioria sobre a área de comunicação.
 
A empresa espera lançar os primeiros trabalhos ainda este ano.
 
O interesse é em histórias completas, com mais de 50 páginas. Cinco delas têm de ser enviadas na inscrição para serem avaliadas. Não há preferência por este ou aquele gênero.
 
A seqüência mostrada acima faz parte de uma história em quadrinhos -mantida no site da editora- que explica o que o desenhista deve fazer para inscrever seu material.
 
Quem vai avaliar os trabalhos é o ilustrador e quadrinista Glauco Guimarães, de 35 anos.
 
Ele é um dos autores da idéia, que surgiu durante uma conversa informal com o dono da Bossa Nova, Carlos Eduardo.
 
"Minha responsabilidade vai ser fazer uma triagem das melhores histórias", diz Guimarães, por telefone.
 
"A minha idéia é fazer [a coleção] para um público adulto. A gente quer distribuir em livraria. Mas isso pode mudar no meio do caminho. Vai depender da qualidade dos projetos."
 
Ele diz que, em princípio, vai dar preferência a temas brasileiros e atuais. Mas é algo que também pode ser alterado, conforme a qualidade das histórias que receber.
 
Segundo o ilustrador, não há um número definido de quantos álbuns a Bossa Nova vai publicar. "A gente quer lançar os melhores. Se forem seis, serão seis", diz.
 
Mas um dos trabalhos está praticamente certo. É do próprio ilustrador.
 
Segundo ele, é uma novela policial intitulada "Sinistro". Prefere não dar mais detalhes para não estragar a surpresa.
 
O processo de seleção da "Bossa Nova HQ" -como é provisoriamente chamada a linha de quadrinhos- vai ocorrer entre 10 de março e 9 de maio.
 
Os trabalhos podem ser enviados à editora por e-mail.
 
O endereço eletrônico e outros detalhes do processo de inscrição podem ser lidos no site da Bossa Nova. Clique neste link para acessar.
 
No ano passado, a carioca Desiderata também disse estar à procura de histórias em quadrinhos nacionais mais longas.
 
Neste semestre, a editora programou pelo menos cinco álbuns (leia mais aqui).

Escrito por PAULO RAMOS às 16h17
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04.03.08

Sanctuary e Monster voltam às bancas. Battle Royale ainda é dúvida

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mangá "Sanctuary" não era publicado desde o ano passado; a série da Conrad retorna às bancas em abril

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O próximo número de "Sanctuary" sai em abril. "Monster" volta a ser publicado. Falta definir a periodicidade. E não há nada certo ainda quanto a "Battle Royale".
 
É esse o cenário de hoje da editora Conrad sobre a continuidade dos três mangás, que não tiveram novos números lançados.
 
"Sanctuary" foi até a edição cinco, publicada no ano passado. "Monster" teve a última edição lançada em janeiro deste ano. E faltam três partes para encerrar "Battle Royale", que tem 12 edições ao todo.
 
Segundo a editora, "Battle Royale" passa por um processo de renovação de contrato. O acordo que autoriza o lançamento do desfecho da série foi ao Japão, mas ainda não voltou.
 
"Raramente se faz um contrato de todas as edições de séries longas, isso é padrão", diz por telefone Amauri Stamboroski Jr., redator do departamento de comunicação da Conrad.
 
Ele não soube precisar os motivos que adiaram a continuidade de "Sanctuary".
 
"No caso de ´Monster´, a gente deu uma paralisada para estudar a periodicidade dele", diz.
 
A editora vai discutir o assunto ainda este mês. Uma das possibilidades é que a série também volte em abril.
 
O título iniciou mensal, passou a bimestral e teve o intervalo entre os lançamentos seguintes ainda mais espaçado.
 
Para este mês, a editora programou a publicação de mais três mangás: "Delivery Service of Corpse", "Jornada ao Oeste" e o quarto volume de "Nausicaä do Vale do Vento".
 
Leia mais sobre "Battle Royale" e "Monster" aqui e aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 19h10
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Panini em março: volta da Mad e mais tiras do Homem-Aranha

 

 

 

 

Capa do segundo volume com histórias diárias do Homem-Aranha

 
 
 
 
 
 
 
A Panini divulgou à imprensa na tarde desta terça-feira os lançamentos programados para este mês (se não houver atrasos). Dois merecem registro: uma segunda coletânea de tiras do Homem-Aranha e o retorno da revista "Mad" às bancas.
 
O volume dois de "As Tiras do Homem-Aranha" vai trazer histórias diárias publicadas entre 29 de janeiro de 1979 e 11 de janeiro de 1981.
 
O material é escrito por Stan Lee, um dos criadores do personagem, e desenhado por John Romita Sr., que também trabalhou por anos com o super-herói.
 
Não há informação sobre o preço. O primeiro volume, lançado em junho de 2007, foi vendido por R$ 49,90 (leia mais neste link).
 
A volta da "Mad" já havia sido noticiada no fim ano passado pelo site "Universo HQ", especializado em notícias sobre quadrinhos.
 
A novidade é a capa do primeiro número.
 
Há uma provocação sobre o retorno da revista de humor: "De volta do mundo dos mortos". 
 
Na capa, consta que a publicação vai custar R$ 5,90.
 
A lista da Panini para este mês inclui também os álbuns "Os Maiores Clássicos do Capitão América" e "Biblioteca Histórica Marvel: Capitão América", com histórias clássicas do herói (já noticiados aqui no blog).
 
Também não há informação sobre o preço.

Escrito por PAULO RAMOS às 18h56
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03.03.08

Desiderata confirma 5 lançamentos nacionais para este semestre

 

 

 

 

 

 

 

Página de "Mesmo Delivery", álbum de Rafael Grampá, uma das novidades da editora; a lista inclui tiras de "Malvados", de André Dahmer

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pairava um ar de mistério na editora carioca Desiderata. A compra dela pela Ediouro, entre o fim do ano passado e o início deste, nublou como seria a nova política para a publicação de álbuns nacionais.
 
O espelho que reflete o assunto já começa a exibir as primeiras imagens. E bem mais nítidas. A Desiderata será comandada pela jornalista Gabriela Javier (ex-editora Objetiva).
 
Sandro Lobo continua à frente da edição dos álbuns nacionais. E confirma o lançamento de pelo menos cinco títulos para este semestre.
 
Dois já tinham sido noticiados: "Cabeleira", de Leandro Assis, Hiroshi Maeda e Allan Alex, e "Copacaba", de Odyr e do próprio Lobo.
 
Três dos lançamentos são novidades: "Malvados", de André Dahmer, "Mesmo Delivery", de Rafael Grampá, e "Menina Infinito", de Fabio Lyra.
 
 
 
 
"Malvados" (acima) é o nome da tira que Dahmer veicula na internet e publica diariamente no caderno de cultura do "Jornal do Brasil", do Rio de Janeiro.
 
Será o segundo trabalho dele pela Desiderata. O primeiro, "O Livro Negro de André Dahmer", foi lançado em agosto do ano passado (leia mais aqui). 
 
 
 
 
"Menina Infinito" (acima) integrava a extinta revista independente "Mosh!", que era co-editada por Lobo. A edição da Desiderata mais de cem páginas, com histórias inéditas.
 
"Mesmo Devilery" é definida como um "road movie". Segundo Lobo, é uma "história colorida de hiper-violência com pinceladas cinematográficas de fazer o [Quentin] Tarantino babar."
 
Sobre uma antologia do cartunista Fortuna, dada como certa no ano passado (aqui), ele diz ainda não haver nada fechado.
 
"O Fortuna é um gênio e estamos pensando como aproveitar o material dele para um futuro projeto."
 
Gaúcho de 38 anos, morador de Copacaba, Lobo -ou S. Lobo, como assina- foi contratado no ano passado para cuidar da linha de álbuns nacionais com histórias maiores.
 
Até então, a editora tinha se firmado com duas antologias do jornal alternativo "Pasquim", principalmente, e com publicações de humor, coordenadas pelo cartunista Jaguar.
 
Os primeiros resultados do trabalho feito com álbuns surgiram há quatro meses.
 
A editora lançou "A Boa Sorte de Solano Dominguez", de Wander Antunes e Mozart Couto, e "Caraíba", coletânea de histórias de Flavio Colin (1930-2002) (leia mais aqui).
 
A política de quadrinhos, segundo Lobo, mantém-se a mesma. A mudança mais sensível foi a da sede da Desiderata, que passa a ser um selo da Agir, também do grupo Ediouro.
 
A sede deixou de ser em Copacaba, a poucas quadras de onde ele mora, e foi transferida para a Avenida Brasil, em Bonsucesso.
 
Com o trânsito, são 40 minutos de ônibus. "Dedicados à leitura", diz.
 
Nesta entrevista, por e-mail, Lobo detalha um pouco mais sobre os bastidores da editora, sobre a compra da Desiderata e como fica a política de quadrinhos do grupo Ediouro.
 
 
 
 
- Como fica a política da Desiderata para o quadrinho nacional depois da compra pelo grupo Ediouro? Muda alguma coisa?
- Antes de mais nada, deixa eu explicar como se deu a compra da Desiderata. O grupo Ediouro é formado pelas editoras Agir, Nova Fronteira e Ediouro. A Desiderata foi comprada pela editora Agir, da qual seremos um selo. A Agir comprou a Desiderata por gostar dos títulos e do pensamento da editora, portanto, continuaremos investindo nos autores nacionais.
 
- Houve um comentário de que o grupo Ediouro tinha se interessado pelo "Pasquim", mas não sabia que a nova editora tinha linha de quadrinhos. Você sentiu um pouco dessa sensação da nova direção?
- Sem dúvida, livros como o "Pasquim" e o "Planeta Diário", nossos best-sellers, atraíram o interesse da editora Agir e foram grandes responsáveis pela compra. Mas a Desiderata foi comprada pelo seu pontencial comercial, pelas possibilidades futuras e não apenas pelo catálogo que, embora de qualidade, é pequeno. Quando as negociações começaram, os quadrinhos estavam engatinhando, havia apenas dois títulos, mas um grande investimento financeiro na área. Acho difícil um grupo, com as proporções da Ediouro, comprar uma nova editora sem saber exatamente o que está no pacote.
 
- Como fica o fato de o grupo ser dono de três editoras de quadrinhos nacionais: Agir, Desiderata e Pixel, da qual é sócia. Há conflitos internos por busca de material nacional? Outra pergunta: uma não compete com a outra?
- Acredito que não haverá competição, e, sim, complementação. Grande parte do catálogo da Pixel é juvenil e importado. A Agir está focada nas adaptações literárias nacionais. A Desiderata trabalha para o mercado adulto, com álbuns autorias, sem distinção de gênero. Desse modo, é possível conseguir uma continuidade de público, desde o juvenil ao adulto. Claro, muita coisa está sendo conversada. Embora as empresa funcionem independentemente, muitas ações de marketing podem ser conjuntas. 

Escrito por PAULO RAMOS às 19h02
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02.03.08

Enfim, Guerras Secretas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lançamento da edição encadernada da minissérie foi anunciado e adiado várias vezes nos últimos seis meses

 

 

 

 

 

 

Entre o primeiro anúncio e a publicação foram mais de seis meses. Depois de sucessivos adiamentos, começou a ser vendida nesta semana a reedição encadernada de "Guerras Secretas", um dos clássicos da editora Marvel Comics (Panini, R$ 49,90, 340 págs).

"´Guerras Secretas´ teve alguns problemas internos de produção, ligados a texto e arquivos", diz por e-mail Fernando Lopes, editor sênior das revistas da Marvel no Brasil.

"Embora tenha sido relançada há pouco tempo nos Estados Unidos, alguns dos arquivos de imagens vieram com problemas."

A primeira publicação da minissérie nos Estados Unidos foi entre maio de 1984 e abril do ano seguinte, em 12 edições.

A proposta era colocar os principais super-heróis da editora num megaevento que repercutisse posteriormente nas revistas mensais de cada um.

Foi em "Guerras Secretas", por exemplo, que o Homem-Aranha ganhou um uniforme preto.

Anos depois, ele descobriu que o "tecido" que usava era, na verdade, o alienígena Venom (um dos vilões do terceiro longa-metragem do herói) e voltou ao velho traje.

Assim como essa, as mudanças trazidas pela minissérie não foram tão revolucionárias nem definitivas. Mas trouxeram muita expectativa a que leu a história na época.

A trama mostra um ser superpoderoso, Beyonder, que leva um grupo de heróis e vilões para um planeta construído por ele.

Beyonder faz uma proposta ao grupo: "Destruam seus inimigos e todos os seus desejos serão realizados". É a deixa para uma sucessão de brigas, traições e reviravoltas.

A minissérie foi escrita por Jim Shooter e desenhada por Mike Zeck e Bob Layton (duas edições).

No Brasil, foi lançada pela editora Abril em 12 edições quinzenais, entre agosto de 1986 e janeiro de 1987. Saiu no chamado "formatinho", mesmo tamanho das revistas infantis.

A Abril lançou a história antes da hora. Temas abordados em "Guerras Secretas" só iriam aparecer depois nas séries regulares.

A solução da editora foi cortar personagens (a Capitã Marvel, uma das heroínas, nem aparecia na primeira versão nacional), adaptar diálogos e redesenhar partes do desfecho.

Anos depois, a mesma Abril relançou a minissérie na revista mensal "A Teia do Aranha". Dessa vez, na íntegra.

É a mesma versão que a Panini lançou nesta semana.

Mas com duas diferenças: tradução refeita -e mais completa- e no chamado "formato americano", como a história foi publicada originalmente nos Estados Unidos.

A edição traz também alguns extras, como o momento em que os heróis "convocados" por Beyonder e o que aconteceu com eles após a minissérie.

Recentemente, a Marvel usou o rótulo "guerra" para batizar outro megaevento da editora, a minissérie "Guerra Civil". A sétima e última edição foi lançada em janeiro deste ano (leia resenha aqui).

Escrito por PAULO RAMOS às 18h35
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