28.06.08

Leão Negro em dose dupla

 

 

 

 

 

 

 

Editora HQM lança dois álbuns da série: um traz história inédita; outro, material já publicado no Brasil

 

 

 

 

 

 

Há duas formas de acompanhar as histórias de Leão Negro.

Uma é com a releitura das primeiras aventuras, publicadas no jornal "O Globo" nos anos 1980. A outra é lendo material inédito.

As duas formas de leitura podem ser encontradas nas lojas especializadas em quadrinhos.

A editora HQM, que publica a série brasileira, optou por mesclar álbuns inéditos com outros, apenas com histórias novas.

                                                            ***

Uma dessas novas tramas foi lançada nesta semana.

"Leão Negro 2 - O Medo da Solidão" (52 págs., R$ 19,90) continua a trama iniciada no álbum anterior, "Pepah", publicado em abril (leia resenha aqui).

O álbum é protagonizado por Kasdhan, filho de Othan, o Leão Negro que dá título à série (uma espécie de Conan, o Bárbaro, vivida por leões e ambientada numa fictícia e selvagem Idade Média).

A história mostra um renascimento do personagem, tão violento e agressivo quanto o pai. Kasdhan se afasta da meia-irmã Pepah e decide regressar ao castelo onde morou.

A aventura é escrita por Cynthia Carvalho e desenhada por Danusko Campos.

                                                            ***

Cynthia Carvalho é uma das criadoras da série. As primeiras histórias foram produzidas por ela e por Ofeliano de Almeida.

Duas dessas aventuras -"Na Ilha de Gardo" e "No Mundo Subterrâneio"- foram adaptadas em "Leão Negro, Série Origens - Gardo" (52 págs., R$ 19,90).

O álbum mostra o início das aventuras de Othan. O guerreiro ajuda uma militar, Tchí, a resgatar soldados mantidos escravos. Entre uma briga e outra, apaixonam-se.

A obra traz ainda uma terceira história, "Magala", lançada na revista "Heavy Metal Brasil".

"Magala" pode ser lida também no site dedicado ao personagem (link).

                                                             ***

A HQM prepara outros álbuns de Leão Negro. Há mais três da série original e pelo menos mais um com material inédito.

Em entrevista ao blog "Gibizada", no início do mês, Cynthia Carvalho disse que não pretende focar as novas histórias apenas em Othan.

O álbum "O Medo da Solidão", protagonizado pelo filho dele, é um sinal disso.

"Ao contrário de muitos personagens, Othan não será eterno. Ele vai envelhecer e morrer", disse ela ao "Gibizada", que é editado por Telio Navega.

"O leão negro não é mais apenas um. Os filhotes dele terão sua vez e, depois, os netos. Já tenho histórias até com os bisnetos."

Escrito por PAULO RAMOS às 17h38
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27.06.08

Fnac promove concurso de quadrinhos

 

A livraria Fnac criou um concurso para revelar novos talentos na área de quadrinhos.

Os três primeiros colocados terão os trabalhos publicados.

O álbum do vencedor sairá pela editora Devir.

O ganhador também receberá equipamentos de computação e um prêmio de R$ 5 mil.

E terá um padrinho. Ou melhor, dois.

Nesta primeira edição do prêmio, a função ficará a cargo dos desenhistas Gabriel Bá e Fábio Moon, criadores das histórias dos "10 Pãezinhos".

O segundo e terceiro lugares também serão premiados com material de informática e receberão R$ 3 mil e R$ 1,5 mil, respectivamente.

Os trabalhos deles serão publicados pela editora Pixel.

Podem participar estudantes dos dos ensinos médio e superior.

A idade mínina exigida é 16 anos.

O tema da história em quadrinhos é "infinita diversidade em infinitas combinações".

É uma alusão à filosofia vulcana, da qual pertence o senhor Spock, da série de TV "Jornada nas Estrelas".

As incrições começam no dia 1º de julho e vão até 30 de agosto.

As regras e as inscrições poderão ser feitas no site do concurso. Para acessar, clique aqui.

                                                            ***

Este é o segundo concurso de quadrinhos criado nesta virada de semestre.

Outro, de tiras cômicas, é promovido pelo jornal "O Estado de S. Paulo".

Leia mais sobre o "Concurso de Tirinhas" neste link

Escrito por PAULO RAMOS às 23h13
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26.06.08

Fim da sociedade: editora Pixel agora é toda da Ediouro

A empresa Futuro Comunicação deixou de ser sócia da Pixel, editora de quadrinhos que mantinha em parceria com a Ediouro.

A Futuro vendeu a parte dela da parceria -equivalente a 20% da editora- para a Ediouro, que passa a ser a única proprietária da Pixel. 

O fim da sociedade foi confirmado no começo da noite desta quinta-feira por André Forastieri, dono da Futuro Comunicação.

Ele não dá muitos detalhes sobre a decisão.

Diz apenas que foi pautada em "questões comercias e pessoais".

                                                            ***

Segundo ele, a negociação foi formalizada há um mês e a saída foi amigável.

"Desejo o melhor para a Pixel e para todos os que estão lá", disse, por telefone.

"Tenho tanto orgulho do que fiz na Pixel quanto na Conrad [ele foi um dos sócios da editora]. Fui um dos que construíram tudo o que foi feito."

Forastieri diz que prepara uma nota para dar uma satisfação ao leitor da Pixel.

Ele ainda prepara o texto, mas adianta que o conteúdo não será nada "bombástico".

                                                            ***

A sociedade entre a Futuro Comunicação e a Ediouro começou no início de 2006.

Foi firmada após a saída de Forastieri da Conrad e da tentativa da Ediouro de lançar revistas em quadrinhos nas bancas, vista um ano antes.

De início, a Pixel pautou os lançamentos em material europeu (o principal destaque era "Corto Maltese") e álbuns norte-americanos, ambos voltados ao leitor adulto.

Ainda no fim de 2006, negociou os direitos de publicação da DC Comics, uma das principais dos Estados Unidos. A DC publica personages como Super-Homem e Batman.

Não houve acordo e os super-heróis da DC continuaram sendo publicados no Brasil pela multinacional Panini.

                                                            ***

Mas houve um fruto da negociação com a editora norte-americana.

A Pixel conseguiu fechar acordo para editar material adulto da DC, publicado nos selos Vertigo, ABC e Wildstorm.

Entre os títulos da Vertigo, está a popular série "Sandman", de Neil Gaiman.

A publicação desse material começou no primeiro trimestre do ano passado.

E se tornou o carro-chefe da editora, tanto em bancas quanto em livrarias.

                                                            ***

No segundo semestre de 2007, ocorreram algumas mudanças nos bastidores da Pixel.

O editor-chefe Odair Braz Junior saiu da empresa. O cargo passou a ser ocupado por Cassius Medauar, que permanece até hoje na editora.

Pouco depois, André Forastieri se afastou do dia-a-dia das decisões da Pixel.

O ritmo de lançamentos teve uma reduzida no fim de 2007. Mas foi retomado neste ano.

Agora em junho, a editora vai lançar sete títulos, seis deles com material da DC.

No mês passado, lançou uma segunda revista mensal, "Pixel Fábulas".

                                                            ***

A Ediouro tem demonstrado um claro interesse comercial na área de quadrinhos.

Nos últimos dois anos e meio, a empresa tem procurado firmar parcerias ou comprar editoras que publicam quadrinhos.

Em 2006, tornou-se parceira na criação da Pixel.

No ano seguinte, começou a lançar adaptações literárias pelo selo Agir, do qual também é dona. Um dos álbuns produzidos foi "O Alienista", dos irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon.

Na virada do ano, a Ediouro comprou a Desiderata, do Rio de Janeiro, editora que fez fama com a publicação de antologias do jornal alternativo "Pasquim".

A Desiderata também iniciava um catálogo de álbuns de quadrinhos nacionais.

Agora, detém cem por cento da Pixel.

                                                            ***

A Ediouro está de olho também na Conrad, editora de que não esconde ter interesse há um bom tempo.

As duas partes confirmaram ao blog, na semana passada, que já houve dois encontros para discutir o assunto. 

Mas disseram que não haviam fechado nenhum acordo.

Leia mais sobre a negociação entre Conrad e Ediouro aqui

Escrito por PAULO RAMOS às 19h36
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24.06.08

Spacca prepara adaptação do romance Jubiabá, de Jorge Amado

 

 

 

 

 

 

Álbum será publicado pela Companhia das Letras e tem lançamento programado para o fim do ano

 

 

 

 

 

 

 

O desenhista Spacca participa nesta quarta-feira à noite, em São Paulo, de uma mesa sobre adaptações literárias em quadrinhos.

O debate vai ser no Ilustra Brasil!, principal evento da área de ilustração no país.

A presença de Spacca, num primeiro momento, poderia causar estranheza.

Os últimos trabalhos dele em quadrinhos foram voltados a biografias de personalidades históricas, e não a adaptações literárias.

Mas é o novo projeto dele que justifica a participação no debate.

O desenhista prepara uma versão em quadrinhos do romance "Jubiabá", de Jorge Amado.

O álbum -ainda em produção- será publicado pela Companhia das Letras.

O lançamento está programado para o fim do ano.

 

 

Segundo Spacca, o convite para fazer a obra partiu da editora.

A Companhia das Letras participou no segundo semestre do ano passado de uma concorrência para publicar os livros de Jorge Amado (1912-2001).

Para engordar a oferta,  a editora paulista ofereceu adaptações de quadrinhos.

Spacca, que já fez outros trabalhos na editora, foi chamado para dar uma cara à adaptação.

Inicialmente recusou. O motivo é que queria priorizar um álbum sobre a ligação do escritor Monteiro Lobato com o petróleo, obra também em produção.

Mas aceitou criar algumas páginas para compor a concorrência.

"Dias depois, eu falei para minha esposa que ia pegar [o projeto]", disse Spacca, por telefone. "Ela disse que sabia que eu não ia resistir."

Ajudou o fato de a Companhia das Letras ter ganhado a concorrência.

A obra sobre o criador do Sítio do Picapau Amarelo teve de ser adiada.

E teve início a pesquisa para o novo projeto.

 

 

O desenhista diz que vai manter a mesma estrutura da obra original, que leu quatro vezes para compor o roteiro. Para Spacca, "Jubiabá" resume bem a obra de Jorge Amado.

É na cidade de Salvador que se passa boa parte da história escrita em 1935, numa fase em que o Jorge Amado transpunha para o papel muito dos ideais comunistas.

O romance mostra a trajetória do negro malandro Antonio Balduíno, lutador de boxe e capoeirista, da infância à fase adulta.

E a transformação por que passa. Do desprezo aos trabalhadores a líder sindical grevista.

O pai-de-santo Jubiabá, que intitula o romance, acompanha esses dois momentos da vida de Balduíno.

"A expressão que sintetiza [o Balduíno] é que era alto como uma árvore e tinha a gargalhada mais clara da Bahia", diz o desenhista paulistano, que está com 44 anos.

 

 

Pelo fato de a história se passar em Salvador, Spacca teve de pesquisar muito sobre a cidade baiana.

Em especial sobre a Salvador das três primeiras décadas do século passado.

Em novembro, Spacca passou lá uma semana, viagem paga pela editora.

Foi apresentado à cidade pelo cartunista Cau Gomez e pelo quadrinista Antônio Cedraz, autor das tiras da Turma do Xaxado. Ambos moram em Salvador.

Passou pelo Pelourinho, pela Cidade Baixa. Fotografou, filmou. E observou.

"Quando você está lá, o projeto vai encontrando as peças naturalmente. Pode ser uma pessoa, uma parede, uma construção, um cachorro", diz o desenhista.

"Não é só informação -que eu posso pegar visualmente ou por meio de fotos. É encontrar as pessoas. A presença é mais forte."

Isso, diz, ajuda a tornar mais crítico o processo de construção do álbum.

Mas a presença não preenche todas as brechas.

A parte mais antiga de Salvador, como uma igreja que já foi demolida, teve de ser recuperada por meio de pesquisas em fotografias da época.

Usou também referências filmadas, como uma minissérie da Rede Globo baseada na obra de Jorge Amado.

 

 

 

Spacca diz não ter lido a outra adaptação em quadrinhos do romance, publicada décadas atrás pela extinta Editora Brasil-América na coleção "Edição Maravilhosa" (veja capa aqui).

Sua versão de "Jubiabá" terá 80 páginas, segundo o desenhista. São 10 a mais do que o projeto original. Foi ele quem pediu a ampliação para dar maior detalhamento.

Ele diz já ter 33 páginas prontas, ainda em preto-e-branco.

Tem de finalizar a obra nos próximos dois meses.

Depois, dedica mais um mês colorindo e outro finalizando.

 

 

O álbum será o quarto trabalho que Spacca vai lançar pela Companhia das Letras.

Ele publicou pela editora as biografias de Santos-Dumont -"Santô e os Pais da Aviação", de 2005- e de Jean-Baptiste Debret -"Debret em Viagem Histórica e Quadrinhesca ao Brasil", de 2006 (mais aqui e aqui).

No fim do ano passado, lançou em parceria com Lília Moritz Schwarcz o álbum "D. João Carioca - A Corte Portuguesa no Brasil (1808-1821)" (leia mais aqui).

E tem programada a obra sobre Monteiro Lobato, adiada para 2010.

"Eu decidi não fazer mais um álbum por ano. É muito desagastante. E eu gosto de amadurecer os desenhos", diz.

Isso, claro, se não for convidado a fazer outra adaptação de Jorge Amado, o que a editora não descarta.

"A gente gostaria de fazer mais duas", diz por telefone Thiago Nogueira, editor da Companhia das Letras.

"A gente só não bateu martelo nos títulos e nos quadrinistas."

                                                           ***

Em tempo: o debate sobre "prós e contras das adaptações literárias para os quadrinhos" vai ser nesta quarta-feira, às 20h, no Senac Lapa-Scipião, em São Paulo (rua Scipião, 67).

Participam da mesa, além de Spacca, Eloar Guazzelli, Marcatti, Gabriel Bá e Fábio Moon.

Leia mais sobre esta quinta edição do Ilustra Brasil! neste link.

Escrito por PAULO RAMOS às 17h54
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23.06.08

Edital do PNBE para 2009 inclui histórias em quadrinhos

Pelo terceiro ano seguido, o governo federal tem interesse em incluir quadrinhos na lista de obras do PNBE (Programa Nacional Biblioteca na Escola).

O programa distribui de graça livros e histórias em quadrinhos a escolas dos ensinos fundamental e médio.

O edital deste ano foi lançado no dia 20 de maio.

As editoras interessadas em participar da triagem tiveram uma semana para cadastrar as obras e mais uma para entregar o material.

As inscrições terminaram no dia 2 deste mês, às 16h30.

                                                            ***

O blog apurou que pelo menos três editoras que publicam quadrinhos -Devir, Conrad e Agir- enviaram obras para a seleção deste ano.

Duas delas encaminharam álbuns com adaptações literárias.

A Conrad indicou a leitura que Marcatti fez da "Relíquia", de Eça de Queirós (aquiaqui).

A Agir apostou na versão de "O Alienista", de Machado de Assis, feita pelos irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon (mais aqui).

                                                           ***

Encaminhar adaptações de romances casa com o teor do edital do governo.

A proposta do edital, de 14 páginas, é fazer seleção de "obras de literatura" para serem levadas às escolas.

O texto sugere que os quadrinhos sejam uma forma de literatura com imagens.

O acervo proposto inclui, além de quadrinhos, poemas, contos, crônicas, romances, memórias, biografias, ensaios e obras clássicas. 

Em entrevista ao blog no ano passado, uma das coordenadoras do programa disse que o interesse nos quadrinhos está no apelo visual.

O formato -que alia palavras e imagens- é visto como uma forma mais atraente de estímulo à leitura, no ponto de vista do governo (mais aqui).  

                                                            ***

O resultado da triagem costuma ser divulgado no segundo semestre.

No ano passado, foram selecionadas oito obras em quadrinhos (veja a lista aqui).

Em 2006, o governo incluiu dez álbuns em quadrinhos (veja aqui).

O PNBE já trouxe pelo menos uma mudança no mercado.

As editoras passaram a investir no gênero literatura em quadrinhos, com claros olhos na lista do governo.

Neste ano, Agir, Escala, Companhia Editora Nacional e Companhia das Letras têm obras do gênero, ou lançadas ou em processo de produção.

                                                            ***

Ter uma obra incluída na lista do PNBE significa venda de um número grande de exemplares.

O blog apurou que a tiragem de pelo menos um dos trabalhos incluídos na lista do ano passado foi de 32.116 unidades.

A tiragem média de um álbum é de 2 mil a 4 mil cópias. 

O critério de seleção para a lista de 2009, segundo o edital, é baseado em três eixos: qualidade do texto, adequação temática e projeto gráfico.

No caso específico dos quadrinhos, vai preponderar também a "relação entre texto e imagem e o tratamento estético das narrativas visuais, adequadas aos jovens das séries finais do fundamental e do ensino médio".

Escrito por PAULO RAMOS às 13h59
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22.06.08

Livro de bolso reúne tiras de Wood & Stock

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Obra com os personagens de Angeli começou a ser vendida neste mês e integra coleção de pockets da editora gaúcha L&PM

 

 

 

 

 

 

 

 

A dupla de hippies Wood e Stock, criada por Angeli, continua em pauta.

Tiras dos dois personagens foram reunidas num livro de bolso, lançado neste mês pela L&PM (104 págs., R$ 9,50).

A obra mostra tiras de diferentes momentos da dupla.

As histórias foram divididas por temas, ora com a dupla principal, ora com coadjuvantes.

Entre estes, estão Lady Jane e Overall, respectivamente esposa e filho de Wood.

 

 

Wood e Stock integram a trupe de personagens urbanos criados por Angeli.

Os dois são dois hippies que ficaram velhos, mas mativeram um pé nos costumes do passado. A maior parte das piadas deles gira em torno dessa temática.

Em 2006, os personagens ganharam mais projeção por causa da animação para os cinemas. A direção do longa foi de Otto Guerra (leia mais aqui).

"Wood & Stock - Sexo, Orégano e Rock´n Roll", nome do filme, ganhou diferentes prêmios, entre eles o troféu HQMix de melhor animação (mais aqui).

 

 

"Wood & Stock" é o quinto livro de bolso de Angeli lançado pela L&PM.

A editora gaúcha já publicou coletâneas de Rê Bordosa e Walter Ego.

Outros dois volumes -"Os Broncos Também Amam" (aqui) e "E Agora São Cinzas" (aqui)- traziam histórias da extinta revista "Chiclete com Banana".

"Wood & Stock" é a segunda obra com tiras nacionais que a L&PM lança neste mês.

A editora pôs à venda também o terceiro volume de "Striptiras", de Laerte.

Leia mais aqui.

Crédito: as duas tiras desta postagem são reproduções do site da editora L&PM.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h40
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Pixel lança encadernados das séries Authority e Planetary

 

 

 

 

 

 

 

 

Álbuns reúnem histórias já publicadas no Brasil pela editora Pixel em diferentes edições

 

 

 

 

 

 

 

 

A editora Pixel começou a vender nesta segunda metade do mês dois encadernados. Um com histórias da série Authority. Outro com Planetary.

As duas obras compilam material já publicado pela editora.

As reedições seguem a proposta da Pixel de relançar parte das histórias em versões encadernadas. 

Essa prática foi definida após a Pixel adquirir, no começo de 2007, os direitos de publicação dos selos adultos da editora norte-americana DC Comics (leia mais aqui).

A DC Comics é a mesma editora de Super-Homem, Batman e Mulher-Maravilha.

Um dos selos adultos da DC, Wildstorm, é o que publica as séries Authority e Planetary.

                                                            ***

"Planetary - Deixando o Século 20" (144 págs., R$ 37,90) reúne num volume só os números 13 a 18 da série norte-americana, escrita por Warren Ellis e desenhada por John Cassaday.

As histórias são as mesmas que foram publicadas na revista mensal "Pixel Magazine".

A série tem como ponto alto as referências a outras obras em quadrinhos e a elementos da cultura pop.

Mostra os integrantes de uma organização que tentam desvendar uma série de eventos secretos do século 20.

Cada nova descoberta é um novo elemento que se soma a uma trama maior.

                                                           ***

"Authority - Terra Infernal e Outras Histórias" (180 págs., R$ 19,90) traz histórias que foram publicadas em especiais da Pixel, vendidos em bancas e lojas de quadrinhos.

A primeira parte do encadernado traz quatro histórias escritas por Mark Millar, um dos principais escritores da série.

Na metade final, há o conteúdo de um, escrito por Garth Ennis, criador da série Preacher.

O Authority é uma força global, com caráter supranacional, que atua em momentos de crise enfrentados pelo planeta.

Os integrantes do Authority protagonizam neste mês um outro lançamento da Pixel.

"Authority - Choque de Realidades" (76 págs., R$ 9,90) é o primeiro número -de um total de dois- que mostra a nova fase do grupo, escrita por Robbie Morrison.´

                                                           ***

No mês passado, a Pixel relançou na forma encadernada o conteúdo de especiais das séries "100 Balas" e "Astro City".

Há um outro programado, com histórias de "Promethea", escritas por Alan Moore.

As narrrativas com a personagem foram publicadas em "Pixel Magazine".

Leia mais sobre o assunto neste link.

Escrito por PAULO RAMOS às 13h24
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21.06.08

Abril começa a publicar números finais da coleção Carl Barks

 

 

 

 

 

 

 

 

Volume 37 da série em homenagem ao escritor e desenhista foi lançado nesta semana; ao todo, serão 41 números

 

 

 

 

 

 

 

 

O ditado diz que tudo que é bom dura pouco. Mas, justiça seja feita, durou bastante a a coleção "O Melhor da Disney - As Obras Completas de Carl Barks".

A fase final da série começou a ser vendida nesta semana (Abril, 180 págs., R$ 16,95).

O que o leitor encontra nas bancas é o volume 37 da coleção. Outros quatro serão lançados nos próximos meses. O último, o de número 41, está programado para outubro.

O volume final é uma edição extra. Inicialmente, a coleção teria 40 números.

O primeiro foi lançado em abril de 2004.

                                                           ***

A edição que começou a ser vendida nesta semana traz 15 histórias, umas mais curtas, outras mais longas. O material foi publicado nos Estados Unidos em edições especiais.

A maioria das aventuras já tinha saído no Brasil mais de uma vez.

As primeiras 11 mostram o Pato Donald e seus sobrinhos, Huguinho, Zezinho e Luisinho. A maior parte das narrativas é do período que vai entre  1945 e 1949.

Uma delas, de 1954, é inédita no Brasil, segundo a editora.

As demais histórias são também da década de 1950.

À exceção de uma, de 1945, que tem Mickey e Pateta como protagonistas.

De acordo com a Abril, é a única com os dois personagens feita por Carl Barks (1901-2000).

                                                        ***

Barks foi, por décadas, uma espécie de "ghost writer" dos quadrinhos de Donald, Tio Patinhas e da maioria dos personagens da fictícia cidade de Patópolis.

Ele desenhava, Disney levava a fama de ser o autor das histórias.

Mas o traço de Barks tornou-se um estilo, seguido até hoje por outros desenhistas dos personagens. Isso rendeu a ele o apelido de o "homem dos patos".

Só na década de 1970 é que foi descoberto por um grupo de fãs.

Essa coleção da Abril é uma espécie de homenagem tardia ao trabalho dele, que ficou no anonimato por anos, inclusive no Brasil.

                                                        ***

A Abril faz planos de lançar outras coleções com histórias clássicas da Disney, a exemplo do que ocorreu com "O Melhor da Disney - As Obras Completas de Carl Barks".

Leia mais sobre o assunto neste link.

Escrito por PAULO RAMOS às 14h54
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20.06.08

Novo Tulípio tem participação de Ziraldo e Luis Fernando Verissimo

O escritor Luis Fernando Verissimo e o cartunista Ziraldo são os convidados do nova edição da revista "Tulípio".

O sétimo número começa a circular nesta sexta-feira à noite (capa ao lado).

"Circular" porque é distribuída de graça em bares de São Paulo e do Rio de Janeiro.

A cada edição, um escritor e um desenhista são convidados a participar da obra.

A idéia de criar o boêmio Tulípio partiu do redator publicitário Eduardo Rodrigues.

Ele freqüentava bares paulistanos e ficava imaginando situações cômicas.

Anotava os "insights" em guardanapos.

Foi a base do personagem.

Coube ao desenhista catarinense Paulo Stocker a tarefa de transformar em imagens as idéias de Rodrigues.

Cada cartum ocupa uma página da revista, feita em formato de bolso.

Como o mostrado ao lado, que integra este novo número.

Rodrigues e Stocker mantêm uma página com informações do personagem e sobre os pontos de distribuição da revista.

Para acessar, clique aqui.

O blog conversou com os autores sobre a criação do projeto durante o lançamento dos primeiros números.

Leia mais aqui e aqui.  

Escrito por PAULO RAMOS às 20h19
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19.06.08

Centenário da imigração japonesa pauta lançamentos de quadrinhos

Percebe-se pela leitura dos jornais e sites noticiosos que aumentou sensivelmente o volume de reportagens sobre o centenário da imigração japonesa, comemorado neste ano.

A pauta desta quinta-feira mostra a chegada do príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, a São Paulo. Ontem, ele visitou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília.

Esse burburinho já era esperado.

As editoras, inclusive as de quadrinhos, souberam antecipar esse clima oriental e prepararam para este mês uma série de lançamentos ligados ao tema.

Há desde obras infantis até produções nacionais, voltadas ao leitor adulto.

O nono número da revista "Saiba Mais! Turma da Mônica", da editora Panini, tem como tema a imigração japonesa.

A publicação usa versões nipônicas de Mônica e Cebolinha para recontar a chegada e a trajetória dos imigrantes no Brasil.

O flerte de Mauricio de Sousa com a data iniciou meses atrás.

Os estúdios dele desenvolveram duas "mascotes" japonesas para marcar o centenário.

O assunto ecoou na grande mídia.

Outra obra infantil sobre o centenário envolve a turma do Menino Maluquinho, de Ziraldo.

"Almanaque Maluquinho - O Japão dos Brasileiros" mostra as histórias de Sugiro, um descendente de japonesas.

Ele mostra a cultura de seu país aos personagens brasileiros.

A obra, publicada pela editora Globo, é vendida nas livrarias.

Para o leitor adulto, há dois álbuns e um livro, dois deles de autoria de Claudio Seto.

Seto é considerado um dos primeiros brasileiros a desenhar mangás no país.

"Samurai", um de seus primeiros trabalhos, vai ser reunido num álbum da Devir, como o blog tinha antecipado em maio (aqui).

As histórias são do fim da década de 1960 e do início da seguinte.

O álbum, de 128 páginas, estava previsto inicialmente para este mês.

Foi adiado devido a dificuldades na adaptação do material original.

Mas sai neste mês outra obra dele pela Devir.

Em "Lendas Trazidas pelos Imigrantes do Japão", Seto reúne diferentes histórias relatadas por imigrantes.

Não é um livro de quadrinhos. Mas conta com ilustrações feitas pelo veterano desenhista.

Seto inspira uma história de outro trabalho, este, sim, sobre quadrinhos.

É uma das histórias que compõem o número especial da "Front", da Via Lettera.

O tema é o centenário da imigração.

A "Front" é conhecida por agregar histórias de diferentes escritores e desenhistas.

Nesta primeira edição especial, participam 30 autores. Um deles é o veterano desenhista Júlio Shimamoto.

A publicação tem sido uma experiências mais bem-sucedidas e duradouras do quadrinho nacional.

Já foram publicados 19 números. O último saiu no início deste ano (aqui). 

O lançamento da "Front Especial" é nesta sexta-feira à noite, às 20h, em São Paulo.

Vai ser na HQMix Livraria, que fica na Praça Roosevelt, 142, no centro da cidade. 

Escrito por PAULO RAMOS às 17h34
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Gabriel Bá é indicado em mais um prêmio de quadrinhos dos EUA

O paulista Gabriel Bá foi indicado na categoria "melhor desenhista" no Harvey Awards, um dos principais prêmios de quadrinhos dos Estados Unidos.

Bá foi selecionado pelo trabalho feito na revista "The Umbrella Academy", escrita por Gerard Way, cantor da banda "My Chemical Romance".

"The Umbrella Academy", inédita no Brasil, foi indicada também nas categorias "melhor série" e "melhor nova série".

O desenhista disputa com John Cassaday, Guy Davis, Frank Quitely e William Van Horn.

A lista dos indicados nas 21 categorias do Harvey Awards foi divulgada ontem.

A seleção e a premiação são feitas por profissionais da indústria norte-americana de quadrinhos. Os vencedores serão divulgados no dia 27 de setembro.

                                                         ***

Este é o segundo prêmio de quadrinhos dos Estados Unidos disputado por Bá neste ano. 

Ele e o irmão gêmeo, Fábio Moon, foram indicados em três categorias do Eisner Awards, espécie de Oscar da indústria de quadrinhos norte-americana.

Os dois concorrem com a produção independente "5", já lançada no Brasil no ano passado (leia mais aqui).

A obra disputa na categoria "melhor antologia".

A revista foi feita em parceria com outros três desenhistas: a norte-americana Becky Cloonan, o grego Vasilis Lolos e o brasileiro Rafael Grampá.

Bá concorre também na categoria "melhor minissérie", novamente pelo trabalho em "The Umbrella Academy".

E Moon pelos desenhos feitos em "Sugarshock!", escrita por Joss Whedon (leia aqui).

A história concorre como "melhor quadrinho digital".

                                                          ***

Pelas bandas de cá, a dupla soma quatro indicações no Troféu HQMix, o principal do país na área de quadrinhos.

Foram indicados nas categorias "desenhista nacional", "publicação independente especial" ("5"), "edição especial nacional" ("O Alienista") e roteirista nacional (Fábio Moon).

Na última edição do prêmio, a dupla venceu em quatro categorias ( mais aqui).

A entrega do HQMix deste ano está marcada para o dia 23 de julho, em São Paulo.

Veja aqui os indicados à 20ª edição do prêmio.

E clique neste link para ler mais sobre a trajetória de Bá e Moon.

Escrito por PAULO RAMOS às 10h11
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18.06.08

Blog faz jam session de cartuns de humor

"Jam Session".

O nome do blog já dá uma idéia da proposta da página virtual, coordenada pelo desenhista Flávio de Almeida.

A cada 15 dias, ele lança um tema e diferentes desenhistas produzem cartuns sobre o assunto.

O primeiro é "Palhaço".

Foi o tema que pautou o cartum ao lado, de Laudo Ferreira Junior, um dos participantes.

(O desenho é reproduzido com autorização do autor)

Há outros cartuns no blog. Acesse aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h13
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Livro traz curiosidades sobre o seriado Agente 86

 

 

 

 

 

 

 

 

Obra escrita pelo jornalista Odair Braz Junior tem lançamento nesta quarta-feira à noite, em São Paulo

 

 

 

 

 

 

Você acreditaria que esta postagem sobre um seriado exibido há 40 anos foi colocada num blog sobre quadrinhos porque há um gancho, mesmo que tangencial, ligado à área de HQ?

Não acredita? Desculpe por isso, leitor. Há um gancho, sim.

É que uso aqui o velho truque de reproduzir bordões famosos do Agente 86 para introduzir uma matéria sobre um livro com curiosidades da série de TV, escrito por um ex-editor de quadrinhos.

"Agente 86 - O Velho Truque do Livro Cheio de Curiosidades" (Panda Books, 192 págs., R$ 32,90) é o resultado de cinco meses de pesquisa feita pelo jornalista Odair Braz Junior.

"Me internei em casa por uns cinco meses e, à noite, quando voltava do trabalho, mergulhava de cabeça nos episódios", diz Braz Junior, por e-mail.

Os 138 episódios dos cinco anos de duração da série foram a principal fonte de informação dele. O jornalista diz visto cada um deles, na íntegra, pelo menos duas vezes.

"Pelo menos" porque houve outras voltas a eles para checar informações.

"90% dos dados que coloco no livro não existem em outro livro ou mesmo na internet", diz.

"Ficava com o laptop em frente a TV e ia anotando tudo o que me passava pela frente. Fiz questão de ser minucioso."

E conseguiu esse detalhamento. A obra faz um completo raio-x do seriado, exibido nos Estados Unidos entre 1965 e 1970.

O livro traz todo tipo de curiosidades sobre a série com o atrapalhado agente vivido por Don Adams, falecido em 2005.

O nome Max, por exemplo, foi inspirado no pai do ator e diretor Mel Brooks, um dos criadores do seriado. Mas há muito mais.

Desde uma lista completa de todos os agentes do Controle, a agência onde trabalhava Maxwell Smart (nome do Agente 86), até detalhes sobre erros de gravação.

 

 

O fãs do seriado vão sentir apenas de um detalhamento maior sobre a dublagem brasileira, feita pelo ator Bruno Netto. Há apenas duas páginas dedicadas ao assunto.

"Não consegui informações suficientes sobre os dubladores e sobre as dublagens", diz.

"Procurei alguns conhecidos, mas ninguém soube me dizer com 100% de certeza sobre a perda da dublagem original e sobre os dubladores. Como não tinha 100% de certeza, preferi não colocar."

A versão brasileira ajudou a popularizar muitos dos bordões usados pelo Agente 86 e foi um dos fatores da fama da série no Brasil.

A maior parte da dublagem dos quatro primeiros anos foi perdida. Apenas a do quinto e último ano foi preservada.

A versão que hoje é exibida nas TVs a cabo e em DVD foi redublada.

Braz Junior, de 37 anos, diz que o convite para escrever o livro partiu de Marcelo Duarte, dono da editora Panda Books e autor de "Guia dos Curiosos".

O lançamento casa com o do filme baseado na série. O longa-metragem estréia na próxima sexta-feira e tem Steve Carrell no papel do Agente 86.

Antes disso, o jornalista faz um lançamento do livro.

A sessão de autógrafos vai ser nesta quarta-feira à noite, em São Paulo.

 

 

A obra é uma outra etapa da carreira de Braz Junior, hoje com 37 anos.

O jornalista tem um histórico ligado a publicações de quadrinhos e cultura pop. A última atuação na área foi como editor-chefe da Pixel.

No ano passado, trocou de empresa e de função.

Hoje é coordenador de internet da editora Manchete.

"Saí [da Pixel] por dois motivos: queria diversificar minha atuação no jornalismo e por isso fui para um portal de internet e também por uma questão financeira", diz.

"Se pudesse escolher de verdade, continuaria editando quadrinhos."

Serviço - Lançamento de "Agente 86 - O Velho Truque do Livro Cheio de Curiosidades". Quando: hoje (18.06). Horário: 19h30. Onde: Saraiva MegaStore do Shopping Eldorado, em São Paulo. Endereço: av. Rebouças, 3970. Quanto: R$ 32,90. 

Crédito: as fotos desta postagem foram reproduzidas dos sites Retrô TV (link) e Meatheadshockey (link).  

Escrito por PAULO RAMOS às 08h17
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16.06.08

Ediouro e Conrad têm conversado sobre associação entre as editoras

A Ediouro tem mantido conversas com a Conrad. A pauta é uma eventual associação entre as duas editoras.

O termo "associação" foi usado por Luiz Fernando Pedroso, superintendente da Ediouro, empresa que tem sede no Rio de Janeiro.

Oficialmente, as duas partes confirmam dois contatos a respeito, um no fim de 2007 e outro no começo deste ano.

Ambas dizem não haver nada de concreto até o momento.

Nem relevam como seria essa eventual "associação".

Segundo Pedroso, o "namoro" com a Conrad é antigo.

Viria desde antes da criação da Pixel, há pouco mais de dois anos.

A Pixel, especializada em quadrinhos, é mantida em parceria com a Futuro Comunicação, de André Forastieri, ex-sócio da Conrad.

                                                                ***

Tanto a Ediouro quanto a Conrad tomam muito cuidado com as palavras ao abordar o assunto. A começar pelo termo "associação", intencionalmente vago.

O superintendente da Ediouro vê nos quadrinhos uma área em crescimento e diz ter interesse em firmar parcerias com "gente que entende" do ramo.

"Os executivos têm que pensar sempre no crescimento", disse Pedroso agora há pouco, por telefone. E quadrinhos seriam um filão em expansão do ponto de vista da editora.

Foi essa filosofia de crescimento que levou a Ediouro a comprar a Desiderata, também do Rio de Janeiro, na virada do ano (leia mais aqui).

A Desiderata se destacou por reeditar antologias do jornal alternativo "Pasquim". A editora também investido em álbuns de autores nacionais.

                                                               ***

Rogério de Campos, diretor editorial da Conrad, pontua muito a palavra "conversa" ao falar sobre o assunto.

"A gente conversou. De vez em quando, conversamos. Vamos ver o que dá no futuro", disse agora à tarde, por telefone.

O blog questionou como se daria essa eventual "associação". Se seria uma compra, como ocorreu com a Desiderata, ou uma forma de parceria.

Campos preferiu não falar sobre isso. Mas demonstrou não ter interesse em vender a Conrad. Ou toda a Conrad. "Eu estou muito jovem para me aposentar", disse.

Segundo ele, outras editoras também conversaram com ele a respeito nos últimos dois meses.

Campos não deixou claro quem procurou quem, se foi a Conrad que fez alguma proposta ou se foram as outras editoras.

A Conrad ganhou projeção no mercado com a publicação de mangás, como "Dragon Ball" e "Cavaleiros do Zodíaco".

Atualmente, é uma das principais editoras de quadrinhos do país.

Mantém um amplo e diversificado catálogo de mangás e de álbuns nacionais e estrangeiros voltados ao leitor adulto.

Também recebeu vários prêmios de melhor editora no troféu HQMix, o principal da área de quadrinhos do país. O último prêmio da Conrad no HQMix foi na edição do ano passado. 

                                                               ***

O interesse da Ediouro na área de quadrinhos teve início há questão de três anos.

A editora lançou algumas revistas nas bancas, entre elas produções européias e histórias ligadas a "Guerra nas Estrelas".

Essa experiência foi abandonada com o surgimento da Pixel.

A Pixel tem como carro-chefe o material da ABC, Vertigo e Wildstorm, selos adultos da editora norte-americana DC Comics, a mesma de Super-Homem e Batman.

A Ediouro também mantém a Agir, que tem se pautado em adaptações literárias.

Uma delas foi a de "O Alienista", feita pelos irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon.

Escrito por PAULO RAMOS às 17h47
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Feira na USP vai vender quadrinhos com desconto

A chamada “Feira Cult”, realizada nesta semana na Universidade de São Paulo, vai ter um estande com quadrinhos de todas as editoras, vendidos com pelo menos 20% de desconto.

 

A responsável pelo estande é a loja “Comix”, de São Paulo.

 

A loja promove o “Fest Comix”, evento que também conhecido pelos descontos.

 

A “Feira Cult”, que já teve outra edição realizada neste semestre, terá também um outro estande com quadrinhos independentes.

 

O estande será mantido pelo grupo do 4º Mundo, selo que reúne autores independentes.

 

Esse material não terá desconto. Mas, no último dia do evento, quem fizer compras acima de R$ 10 ganha uma caricatura feita na hora.

 

A feira começa na próxima quarta-feira e vai até sexta.

 

Serviço – Feira Cult. Quando: de 4ª (18.06) a 6ª. Onde: corredor do bandejão central da USP (Universidade de São Paulo). Endereço: Cidade Universitária, em São Paulo. Horário: das 10h às 20h. Entrada: gratuita.

Escrito por PAULO RAMOS às 08h03
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15.06.08

Com a palavra, os comentaristas deste blog

Como registro na postagem abaixo, este 15 de junho é considerado o Dia Internacional do Comentarista de Blogs.

Para estimular esse clima de debate construtivo e democrático, propus que os leitores do blog deixassem registrado o que quisessem sobre a área de quadrinhos.

No fim do dia, selecionaria os cinco comentários que julgasse mais interessantes e que captassem a proposta da data.

Agradeço a todos os que registraram opiniões, todas igualmente relevantes.

Pinço cinco, como prometido, e as reproduzo na seqüência.

                                                        ***

Thiago Barbosa, 10h42:

Tenho grande dificuldade em separar algumas palavras para definir o vasto universo das histórias em quadrinhos.Temos diversas galáxias, algumas já conhecidas, mas o fato é que existe muito material de qualidade espalhado em nossas constelações. Construimos um planeta de heróis e vilões que encantou e ainda seduz diversas gerações. Uma máquina do tempo me faz recordar o Big Bang com um certo garoto do camisolão amarelo. Agradeço ao blog e sua principal estrela. Este espaço está anos-luz a frente de qualquer outro. Parabéns aos comentaristas que orbitam o Blog dos Quadrinhos.

Amalio Damas, 13h38:

Apesar da sarjeta que os separa, os quadrinhos podem nos levar a qualquer lugar que quisermos, sem as restrições do seu primo cinema. Criam-se blockbusters com orçamentos milionários em 100 páginas de papel. Colorido, monocromático, brilhante, fosco, capa dura, capa mole, com balões ou sem. Pode simplesmente ser um "gibi" de R$ 1,00, que diverte tanto crianças quanto adultos por muitos anos. Pode ser uma tira, impressa ou virtual. O que não podemos negar é que os quadrinhos são um prazer para aqueles que os compreendem. Mais ainda para aqueles que transcederam a conotação puramente infantil, que ainda persiste, e apreciam um bom quadrinho sem restrições. O Ministério da Educação adverte: ler histórias em quadrinhos é saudável para todas as idades.

Audaci Junior, 21h08:

Nem Dieguito e nem Pelé..." /// ARGENTINO: ¡Quién es bueno es el Quino! :) /// BRASILEIRO: Não, é lógico que é o Mauricio! :D /// ARGENTINO:¡Quién es más bonita es el Mafalda! :O /// BRASILEIRO: Que nada! Claro que é a Mônica! Ela ainda está na ativa! E olha só o cabelo da Mafalda... :C /// ARGENTINO:¡YO LO MATO, INFORTUNADO!... :@ /// BRASILEIRO: :p /// "E assim deu-se o Dia do Comentarista de Blog...

Denise Moura, 22h01/22h02:

Meu comentário é uma dúvida, ou melhor, uma proposta para debate. Qual é o lugar (físico) que os quadrinhos devem ocupar nas livrarias? Estou com essa ‘pulga atrás da orelha’ desde a última visita que fiz à livraria onde trabalhei. Na minha época de “livreira” os quadrinhos (todos eles) ficavam alocados em gôndolas na sala dedicada à literatura nacional e estrangeira. Era estranho ver alguns títulos infantis lá, porém... Voltando à loja há alguns dias, e como cliente, percebi que eles realocaram os quadrinhos (novamente todos eles) para a sala dedicada à literatura infanto-juvenil. Mais estranho do que assistir ao convívio dos quadrinhos da Turma da Mônica com as obras de Victor Hugo e Fiódor Dostoiévski _tudo bem, já há adaptação em quadrinhos para esses e outros autores classicos, mas acho que deu para entender a minha colocação né?_ é ver Millo Manara ao lado de Harry Potter... Acho que deve ser bem difícil essa logística para as livrarias. Ter partes reservadas para Hqs no infantil, infanto juvenil, adulto, artes... deve ser impraticável, mais difícil ainda deve ser montar uma sala exclusiva para quadrinhos (sonho de muitos). Bem é isso. Espero ter lançado ‘na roda’ um assunto interessante.

M., 23h07:

A frase uma “imagem vale mais que mil palavras” faz cada vez mais sentindo. Principalmente após o advento da televisão. Hoje, acredito que buscamos informações e entretenimento não só através da leitura – queremos a visualização de imagens, que falem por “si”. Aí está a função estratégica dos quadrinhos. Já uma outra grande invenção, o computador (e a internet), oferece um espaço para um debate democrático, no qual todos podem manifestar opiniões próprias. Mas com uma grande vantagem, a “interatividade”. Que todos aproveitem o máximo possível a troca de informações pelos blogs. E façam deles uma ferramenta enriquecedora para aprendizagem.

                                                       ***

Gostaria que ficasse registrado, uma vez mais, que o leitor deste blog tem no espaço de comentários um lugar de debate e de exercício democrático de opinião.

Que os comentários venham aos montes. E não só neste dia. Abraço a todos. 

Escrito por PAULO RAMOS às 23h39
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Hoje é o Dia Internacional do Comentarista de Blogs

Parabéns, leitor. Este domingo, dia 15, é dedicado a você.

Hoje é considerado o Dia Internacional do Comentarista de Blogs.

A data surgiu na Argentina, como relata a jornalista Adriana Küchler, correspondente da "Folha de S.Paulo" em Buenos Aires e autora do blog "Tangos e Tragédias" (link).

O dia teve início após um internauta argentino ter matado outro por causa de uma discussão iniciada em um blog. O caso ocorreu em 2004. 

A data foi criada para reconhecer o papel do leitor de blogs e para estimular o debate construtivo no meio virtual.

Se esse dia é, de fato, internacional ou não pouco importa.

O relevante é que o tema é nobre.

Aproveito a data para estimular esse clima de opinião construtiva e democrática, que, na verdade, já ocorre diariamente aqui no Blog dos Quadrinhos.

O resto da postagem é por sua conta, leitor.

O que gostaria de comentar sobre o mundo dos quadrinhos?

Registre sua opinião no espaço abaixo. O dia é seu.

Os cinco comentários mais interessantes -e que se enquadrarem nesse espírito construtivo e democrático- serão destacados numa postagem no fim do dia.

E aí? Vai comentar o quê?

Escrito por PAULO RAMOS às 00h20
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14.06.08

Editora Nacional lança mais três adaptações de clássicos literários

A Companhia Editora Nacional começou a vender neste mês nas livrarias mais três volumes de adaptações literárias. 

As novas obras recontam em quadrinhos as histórias de "Oliver Twist", de Charles Dickens, "O Corcunda de Notre Dame", de Victor Hugo, e "Raptado", de Robert Louis Stevenson.

Os álbuns custam R$ 18 cada um.

Os três novos volumes integram uma coleção voltada especificamente para adaptações literárias, gênero que a editora começou a investir neste ano.

O primeiro trabalho, uma versão de "O Alienista", foi lançado em março (aqui).

Além das obras já citadas, foram publicados outros cinco trabalhos.

São adaptações de "Moby Dick", "Viagem ao Centro da Terra", "A Ilha do Tesouro", "Memórias de um Sargento de Milícias" e "Triste Fim de Policarpo Quaresma".

As adaptações nacionais foram produzidas pelo recifense Lailson de Holanda Cavalcanti.

Leia mais sobre o trabalho dele aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h00
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Estadão faz concurso de tiras

O jornal "O Estado de S. Paulo" vai promover um concurso de tiras.

As inscrições começam neste domingo, dia 15, e vão até 3 de julho.

O resultado será divulgado no dia 20 de julho.

O "Concurso de Tirinhas" vai ter duas categorias: amador e profissional.

Os vencedores receberão equipamentos eletrônicos e terão as tiras publicadas pelo jornal.

Dentre os jornais de maior circulação do país, o Estadão é um dos que menos publica tiras cômicas. São cinco: Turma da Mônica, Frank & Ernest, Calvin, Recruta Zero e Snoopy.

Este é o segundo concurso de quadrinhos promovido neste ano por um jornal paulista.

Em janeiro, o "Folhateen", caderno jovem da "Folha de S.Paulo", fez uma seleção de mangás para marcar o centenário da imigração japonesa no Brasil (leia mais aqui).

O Estadão pôs as regras do concurso numa página virtual. Leia neste link.

Escrito por PAULO RAMOS às 18h31
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10.06.08

Quadrinhos do Clube da Esquina vão virar livro, segundo autor

Os bastidores dos integrantes do Clube da Esquina são relatados desde o fim do ano passado em quadrinhos virtuais.

Se não houver mudanças de rumo, essas histórias serão reunidas em livro também.

Laudo Ferreira Junior, autor das histórias, diz já ter sido contatado sobre a obra pelos mantenedores do Museu Clube da Esquina.

A entidade mantém uma página virtual para preservar a memória do grupo mineiro.

Quando o blog noticiou o assunto, em novembro do ano passado (aqui), a proposta de um livro já era comentada pelo desenhista. Neste ano, deixou de ser apenas um projeto.

"Um dos pontos de destaque foi que a produção dos quadrinhos surpreendeu a todos devido ao resultado final", diz Laudo, por e-mail.

Outro empurrão, segundo ele, foi a iniciativa de criar uma sede física -e não apenas virtual- do museu em memória ao trabalho do grupo. O livro se encaixaria nesse projeto.

Nesta semana, a página virtual do museu colocou 11 novas histórias curtas sobre momentos vividos pelos músicos.

A proposta inicial é que as atualizações fossem semanais.

O atraso, justifica Laudo, deu-se por conta de problemas técnicos no site.

As onze histórias que ficaram acumuladas foram disponibilizadas de uma só vez. 

O desenhista diz que há outras 15 em pauta. Algumas virão de depoimentos de Fernando Brant e Beto Guedes.

Para o livro, ainda sem editora definida, imagina um relato inédito, além dos já existentes no site do museu.

 

O projeto "Histórias do Clube da Esquina" foi idealizado por Laudo há alguns anos. Ganhou corpo em 2007, com o apoio do museu virtual.

A proposta é mostrar "causos" da trajetória dos integrantes do Clube da Esquina.

O acesso ao material hospedado no site do museu é gratuito.

O movimento musical mineiro reúne, além de Brant e Guedes, Milton Nascimento, Wagner Tiso, Flávio Venturini e os irmãos Marcio e Lô Borges.

Parte deles se conhece desde a infância.

O nome do grupo serviu de título para o disco "Clube da Esquina", de 1972.

Clique neste link para ler as histórias virtuais.

E aqui para ler mais sobre as "Hístórias do Clube da Esquina".

Escrito por PAULO RAMOS às 12h24
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08.06.08

Ilustrações em estilo mangá recontam os cem anos da imigração

Painel mostra vista do navio Kasatu Maru, que trouxe 165 famílias japonesas ao Brasil em 1908

 

Catorze painéis. Cada um com um momento crucial dos cem anos da imigração japonesa no Brasil, comemorados agora em 2008.

É a proposta da exposição "Fragmentos da Imigração", que tem abertura oficial nesta segunda-feira à noite, às 19h, em Santos.

O porto da cidade do litoral paulista foi a primeira impressão que os imigrantes vindos do Japão tiveram do Brasil.

O navio Kasato Maru, que trouxe 165 famíllia japonesas, desembarcou no dia 18 de junho de 1908.

O embarque e o desembarque (mostrados ao lado) tomam dois painéis da exposição.

Cada uma das catorze ilustrações é acompanhada de um texto explicativo.

Os desenhos são de Eder Messias e foram feitos no estilo dos quadrinhos japoneses.

A proposta é que os painéis sejam vistos em seqüência cronológica.

Vão dos motivos que levaram os japoneses a procurar novas oportunidades de emprego até a situação dos descendentes, que hoje vivem no Brasil.

As pesquisas e o projeto gráfico foram de Fábio Tatsubô, coordenador da Mostra Nacional de Fanzines, realizada anualmente na cidade.

"No início do projeto, gostaríamos de realizar uma obra que não ficasse na superfície da informação ou no discurso de como é bonito a cultura japonesa, seus desenhos, sua culinária, adornados de origamis, sushis e sashimis", diz, por e-mail.

Tatsubô, um filho de imigrantes japoneses nascido há 35 anos, diz que, sempre que abordava o projeto, lembrava-se da representação da Via Crúcis, mostrada em igrejas católicas.

A Via Crúcis mostra, em diferentes ilustrações, o calvário de Jesus Cristo antes da crucificação.

Segundo ele, trata-se de uma técnica de "emitir uma mensagem por meio dos desenhos".

De acordo com levantamento apresentado na mostra, de 1917 a 1940, desembarcaram no Brasil 164 mil japoneses. Setenta e cinco por cento foram o estado de São Paulo.

Serviço - Exposição "Fragmentos da Imigração". Quando: a partir desta segunda, 09.06. Horário: 2ª (09.06), às 19h; demais dias, das 14h às 22h; sábado, das 14h às 18h. Onde: Oficina Pagu, em Santos, no litoral de São Paulo. Endereço: Praça dos Andradas, s/n, centro. Quanto: de graça.  

Escrito por PAULO RAMOS às 20h26
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07.06.08

Especiais reeditam momentos marcantes de heróis da DC Comics

Três álbuns diferentes da Panini publicam momentos importantes de super-heróis da editora norte-americana DC Comics.

Coincidência ou não, todos foram lançados quase ao mesmo tempo.

Dois deles começaram a ser vendidos na sexta-feira.

Um sobre Super-Homem e outro com a Mulher-Maravilha.

A obra com histórias da super-heroína é encontrada em lojas especializadas em quadrinhos.

O álbum com o homem-de-aço, nas bancas.

Também nas bancas, mas no fim de maio, foi lançado um especial com a Legião dos Super-Heróis (196 págs., R$ 28,90).

O álbum reúne num único volume a "Saga das Trevas Eternas", escrita por Paul Levitz e desenhada por Keith Giffen.

A saga é tida como um dos principais momentos do supergrupo, que é formado por heróis do futuro.

A equipe tem de enfrentar Darkseid, um dos mais importantes vilões da DC.

A trama é de 1982. Foi lançada no Brasil poucos anos depois nas revistas "Super-Homem" e "Superpowers", da Abril.

Também saiu pela Abril a passagem de George Pérez pela revista da Mulher-Maravilha.

O escritor e desenhista fez uma das mais populares -senão a mais popular- seqüência de aventuras da heroína amazona.

O trabalho dele com a personagem começou em fevereiro de 1987.

O álbum de luxo que a Panini começou a vender na sexta-feira reúne as sete primeiras aventuras (196 págs., R$ 53).

A obra integra a coleção "Biblioteca DC".

É o segundo volume da série. O primeiro trazia os Novos Titãs (leia aqui).

As histórias de Pérez já tinham sido relançadas pela Panini em maio de 2005, no segundo número de "Grandes Clássicos DC".

A editora lançou nas bancas, também na sexta-feira, outra série especial: "Coleção DC 70 Anos" (196 págs., R$ 22,90).

O primeiro volume -de um total de seis- enfoca o Super-Homem, criado em 1938.

O álbum traz uma seleção de dez histórias de diferentes momentos do homem-de-aço, de 1939 a 2001.

Entre as mais recentes, há dois trabalhos de John Byrne.

Um deles é o primeiro número da minissérie "O Homem-de-Aço", de 1986.

Nela, o escritor e desenhista reescreveu a origem do herói.

Outra história é a polêmica "Olho por Olho", escrita por Joe Kelly em 2001 e muito lembrada pelos leitores do personagem.

O próximo volume da coleção comemorativa vai trazer uma coletânea do Lanterna Verde. A obra está programada para este mês.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h25
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05.06.08

Zarabatana vai lançar novo trabalho de Guy Delisle

"Crônicas Birmanesas", novo álbum do desenhista canadense Guy Delisle, vai ser lançado no Brasil pela Zarabatana, de Campinas.

A editora já havia publicado outro trabalho dele, "Pyongyang - Uma Viagem à Coréia do Norte", uma espécie de roteiro de viagem em quadrinhos sobre a experiência dele no país (leia mais aqui).

Este novo álbum segue a mesma linha biográfica.

O foco desta vez é Myanmar, também chamado de Birmânia.

O país no sul da Ásia, a exemplo da obra anterior dele, também vive sob regime ditatorial.

Segundo a editora, o desenhista esteve lá acompanhando a esposa, que trabalha para o grupo dos Médicos sem Fronteiras. 

O álbum mostra, em quadrinhos, a experiência vivida no país.

                                                         ***

A Zarabatana divulgou outro lançamento, programado para a virada do mês.

É "Cicca Dum-Dum - Desafiando Al Capone".

O álbum é escrito pelo argentino Carlos Trillo.

Os desenhos são do espanhol Jordi Bernet (capa ao lado).

É o segundo trabalho de Trillo a ser lançado pela editora neste ano.

Em março, lançou "Clara da Noite", com pequenas crônicas sobre a vida de uma prostituta.

Os desenhos também eram de Bernet (leia resenha aqui).

Nesta semana, a Zarabatana divulgou que pretende lançar no fim do ano outra obra feita por argentinos.

São as tiras de Macanudo, de Liniers, uma das mais populares do país (leia mais aqui).

Escrito por PAULO RAMOS às 18h26
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04.06.08

Mesa redonda vai debater quadrinho pernambucano

Um debate, nesta quinta-feira, vai discutir quem são os novos quadrinistas de Pernambuco.

Participam da mesa redonda Carol Almeida, jornalista do "Jornal do Commercio", e os quadrinistas Vitor Batista Filgueira e Laerte Silvino.

O debate -"Quadrinhos em Pernambuco: Quem São os Novos Autores e Como Se Organizam?"- integra um ciclo de debates para comemorar um ano de criação de "O Grito!".

A revista virtual é especializada em jornalismo cultural, inclusive quadrinhos (link).

A sede da revista é em Recife, daí a produção cultural de lá pautar os debates.

Na sexta-feira, a discussão será sobre a literatura de Pernambuco.

Serviço - Debate sobre novos autores do quadrinho pernambucano. Quando: quinta-feira, 05.06. Horário: 19h. Onde: Livraria Saraiva do Shopping Recife. Endereço: rua Padre Carapuceiro, 777, em Recife. Quanto: de graça.

Escrito por PAULO RAMOS às 19h37
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Tiras do argentino Liniers serão publicadas no Brasil

As tiras do argentino Liniers, uma das principais da Argentina, vão ser lançadas no Brasil pela Zarabatana, editora que tem se especializado em publicações alternativas.

A informação foi noticiada nesta quarta-feira no site especializado em quadrinhos "Universo HQ" e foi confirmada ao blog por Cláudio Martini, editor da Zarabatana.

Segundo Martini, o primeiro álbum está programado para o fim do ano.

A obra trará as tiras de Macanudo, que são veiculadas diariamente no jornal "La Nacion", de Buenos Aires. A tira abaixo é a da edição desta quarta-feira:

 

 

"Macanudo" é, hoje, um dos trabalhos mais populares da Argentina.

Liniers já lançou seis coletâneas de tiras, cinco delas de "Macanudo".

A primeira saiu em 2004. Dois anos depois, já estava na quinta edição.

A última coletânea foi publicada no segundo semestre do ano passado.

Outra obra dele disponível é "Bonjour", nome dado às primeiras tiras que publicou na imprensa argentina (capa abaixo).

As histórias foram publicadas no jornal "Página/12", também de Buenos Aires, entre setembro de 1999 e junho de 2002.

Depois, o desenhista se mudou para o "La Nacion", onde criou "Macanudo".

 

 

"Bonjour" já trazia os primeiros indícios do estilo peculiar de Liniers, hoje com 35 anos.

São tiras com temas inusitados, diferentes uns dos outros, e com personagens ora fixos, ora inéditos.

Em geral, as piadas envolvem os seres singulares de seu universo fictício: homens de chapéus (um deles estampa a capa de "Bonjour"), pingüins, gatos, peixes de aquário.

O resultado é uma das tiras mais inovadores deste século.

                                                        ***

Há pelo menos duas formas de ler o material de Liniers na internet.

Uma é por meio do blog dele (link).

Outra é na versão on-line do "La Nacion", cujo conteúdo pode ser lido diariamente sem restrições, como ocorre nos jornais brasileiros. Para acessar, clique aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 19h07
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03.06.08

Panini programa mais 7 álbuns da coleção Biblioteca Histórica Marvel

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa do álbum com as primeiras histórias do Incrível Hulk, obra prevista para este mês

 

 

 

 

 

 

 

 

A editora Panini pretende lançar até o fim do ano mais sete volumes da coleção Biblioteca Histórica Marvel.

A série republica, em formato de luxo, as primeiras histórias dos super-heróis da editora norte-americana Marvel Comics. O material é da primeira metade da década de 1960.

Para agosto, a Panini pretende lançar os segundos volumes com histórias clássicas do Homem-Aranha e dos X-Men.

Os primeiros volumes foram publicados no segundo semestre de 2007.

Na seqüência, programou edições com Os Vingadores e o Quarteto Fantástico, grupos que também tiveram edições lançadas no ano passado.

Outro personagem que vai integrar a coleção, segundo a editora, é o Surfista Prateado.

O herói, criado por Stan Lee e Jack Kirby, já teve histórias clássicas lançadas no Brasil pela editora Mythos. A Mythos é quem cuida da edição das obras da Panini.

                                                        ***

Os próximos volumes a serem lançados já tinham sido noticiados pelo blog.

Um é com as aventuras iniciais do Homem-de-Ferro (leia aqui).

Esse álbum tinha sido anunciado para o mês passado, quando estreou o longa-metragem com o herói. Segundo a editora, a obra começa a ser vendida neste início de mês.

Também neste mês de junho está programado o volume com as primeiras aventuras de O Incrível Hulk, outro personagem que terá um longa- metragem (veja acima da obra).

                                                        ***

A linha Biblioteca Histórica Marvel é uma das apostas da multinacional Panini para atingir as livrarias, um dos focos de venda da coleção. Nas bancas, a editora já domina o mercado.

São edições de luxo, feitas em capa dura e papel especial, voltadas a um leitor adulto e de maior poder aquisitivo (cada volume custa em média R$ 50).

A coleção começou a ser publicada no ano passado, no início de julho.

O número de estréia trazia as primeiras histórias do Quarteto Fantástico (aqui).

Nos meses seguintes, foram lançados volumes com aventuras clássicas de Os Vingadores, do Homem-Aranha e dos X-Men (leia mais aqui, aqui e aqui).

Neste ano, a Panini já lançou dois álbuns da coleção.

Um com o Capitão América e outro com o Poderoso Thor (leia aqui e aqui).

Escrito por PAULO RAMOS às 21h18
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Definida programação do Ilustra Brasil! 5

Os organizadores do Ilustra Brasil! definiram a programação da quinta edição do evento, o principal da área de ilustração no país.

No campo dos quadrinhos, o principal destaque é uma mesa redonda sobre os "prós e contras da adaptações literárias para os quadrinhos".

Participam os quadrinistas Spacca, Eloar Guazzelli, Marcatti, Gabriel Bá e Fábio Moon.

Todos têm produções ligadas ao gênero, algumas ainda em processo de produção.

A mesa redonda ocorre no dia 25 de junho. Mas a abertura acontece antes, no dia 16.

Nessa data, é inaugurada a edição deste ano e também uma exposição, com trabalhos de 96 ilustradores. A mostra pode ser visitada até 13 de julho, data de encerramento do evento.

Esta quinta edição do Ilustra Brasil! terá também outros debates e oficinas com ilustradores, quadrinistas e profissionais ligados à área de animação.

Entre os participantes, estão o desenhista Caco Galhardo (autor da tira "Pescoçudos"), o chargista Cau Gomez (premiado aqui e no exterior) e o jornalista e ator Marcelo Tas.

O Ilustra Brasil! é organizado pela SIB (Sociedade dos Ilustradores do Brasil) e pelo Senac, onde ocorre esta quinta edição.

Os responsáveis pelo evento criaram um site do Ilustra Brasil! 5.

Lá, há mais detalhes sobre a programação. Para acessar, clique aqui.

Serviço - Ilustra Brasil! 5. Quando: de 16 de junho a 13 de julho. Onde: Senac Lapa-Scipião. Endereço: rua Scipião, 67, em São Paulo. Quanto: gratuito. 

Escrito por PAULO RAMOS às 09h41
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01.06.08

Estréia de Hulk contra o Mundo contextualiza minissérie

 

 

 

 

 

 

 

 

História em seis partes mostra volta do anti-herói à Terra, após ter sido expulso do planeta

 

 

 

 

 

 

 

 

O primeiro número de "Hulk contra o Mundo", que começou a ser vendido nos últimos dias (Panini, 52 págs., R$ 5,90), contextualiza o leitor sobre os eventos que levaram à minissérie.

A história de estréia é de uma edição especial, lançada nos Estados Unidos em julho de 2007, exatamente para servir de prólogo para a série, que será no Brasil em seis partes mensais.

Este número inicial, escrito por Peter David, relembra o leitor de acontecimentos mostrados meses atrás na revista "Universo Marvel", título que traz as histórias do Incrível Hulk.

O principal acontecimento a ser relembrado é a ida do anti-herói verde ao espaço.

Ele foi expulso do planeta Terra por um grupo secreto de super-heróis batizado de Illuminati.

Entre os integrantes do grupo, destacam-se Homem-de-Ferro, Raio Negro, Doutor Estranho e Senhor Fantástico, líder do Quarteto Fantástico.

O Illuminati se auto-arrogou a tarefa de antecipar e resolver em sigilo problemas de grande porte que possam pôr o planeta em risco.

No entender deles, o Hulk era um desses problemas.

Por isso, foi enviado contra a vontade para o espaço (cena mostrada na edição 23 de "Universo Marvel", de maio de 2007).

Desde então, as histórias do personagem se passam num planeta chamado Sakaar.

Lá, Hulk encontrou nova vida. Até que a nave que o enviou ao planeta explodisse e matasse todos à sua volta, inclusive a mulher por quem se apaixonou.

Hulk volta sua raiva aos integrantes do Illuminati. O mundo que dá título à minissérie, na verdade, resume-se às pessoas que o enviaram ao espaço.

A minissérie vai mostrar, nos próximos números, a volta do personagem à Terra -trajando armadura e de espada em punho- e o acerto de contas com os heróis que o baniram daqui.

A aventura chega às bancas numa hora comercialmente estratégica.

Às vésperas da estréia do segundo filme do Hulk, publicações com o personagem ganham uma publicidade extra.

A Panini, que edita o anti-herói no Brasil, programou dois especiais com histórias antigas do Incrível Hulk.

Uma das edições vai integrar a coleção Biblioteca Histórica Marvel e trará as primeiras aventuras do personagem, publicadas na primeira metade da década de 1960.

Atualmente, Hulk não tem revista própria no Brasil. Mas é uma exceção. 

Por anos, ele teve título próprio, publicado por mais de uma editora. 

Escrito por PAULO RAMOS às 09h03
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