31.08.08

Tira e cartum são usados em prova do Enem

Mais uma vez, os alunos que fizeram a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) tiveram cartum e tira cômica como tema de questões.

Ler e interpretar textos visuais é uma das aptidões do exame do governo federal, que foi aplicado neste domingo a estudantes de todo o país.

O uso de gêneros ligados a histórias em quadrinhos tem sido uma constante na prova.

 

 

Um dos testes da prova deste ano se pautou nessa tira de Hagar, o Horrível.

A questão aplicava conceitos ligados à área de variação lingüística (nome dados às diferentes formas de falar, que variam conforme uma série de fatores sócio-culturais).

Os avaliadores pediram que os alunos do ensino médio dissessem em qual dos diálogos havia um trecho coloquial ou informal de linguagem.

Acertou o estudante que respondeu ser o conteúdo do primeiro quadrinho ("tá legal"; "espertinho").

 

 

Outro teste reproduzia o cartum acima, feito por Laerte para a revista "Exame" de 28 de setembro do ano passado.

O enunciado pedia que se respondesse qual das alternativas trazia uma expressão popular que sintetizasse a idéia apresentada no desenho.

Tratava-se da primeira alternativa: "com perseverança, tudo se alcança".

 

 

Parte das questões da prova aplicada neste domingo também se valia de recursos próprios à linguagem visual. Um dos testes chegou a usar o termo "signo visual" no enunciado.

E muitas eram trabalhadas como um texto -visual- a ser lido e analisado.

A pintura de Debret, mostrada acima, é um caso assim.

Pedia-se que o estudante a observasse e indicasse qual alternativa captava os elementos históricos presentes nela. O trabalho é de 1834.

                                                              ***

O conteúdo do Enem tende a ecoar nas escolas de ensino médio.

Um dos objetivos da prova é avaliar o desempenho dos estudantes ao fim da escolaridade básica.

Tradução disso: textos visuais devem, em tese, ser trabalhados em sala de aula.

                                                             *** 

Esse raciocínio vale para os quadrinhos também.

Pelo que se lê na prova do Enem, espera-se que o estudante do ensino médio seja proficiente na leitura crítica dos diferentes gêneros dos quadrinhos. 

Escrito por PAULO RAMOS às 21h32
[comente] [ link ]

Exposições completam programação do Salão de Piracicaba

Cinco exposições completam a programação do 35º Salão Internacional de Humor de Piracicaba, o mais antigo do país.

Quatro delas foram inauguradas na noite de sábado, logo após a abertura do salão e da divulgação dos premiados deste ano.

A cerimônia ocorreu no Engenho Central, onde estão expostos os trabalhos.

                                                             ***

A quinta mostra teve início agora há pouco na Casa do Povoador, que fica às margens do Rio Piracicaba.

É uma exposição com 50 originais do álbum "D. João Carioca - A Corte Portuguesa no Brasil (1808-1821)", lançado pela Companhia das Letras no fim do ano passado.

A obra foi feita por Lilia Moritz Schwarcz e pelo cartunista Spacca.

 

 

Spacca, mostrado acima ao lado de cartaz com sua versão de D. João, esteve na abertura da exposição, no início da tarde deste domingo.

A mostra é a única da programação que não fica no Engenho Central.

Pode ser visitada na Casa do Povoador, construção antiga, às margens do Rio Piracicaba.

 

 

A casa foi preparada para reproduzir o clima da época da vinda de D. João ao Brasil.

As letras "P. R." foram estampadas nas portas e janelas da construção.

Na época, significavam "Príncipe Regente" e indicavam que o morador teria de ceder o lar para alguém da corte portuguesa.

 

 

Os desenhos originais de Spacca foram exibidos nos diferentes cômodos da casa.

 

 

Segundo o desenhista, o álbum já vendeu mais de 8 mil cópias.

O dado é de um mês e meio atrás.

 

 

Outra exposição é a que traz os 332 trabalhos selecionados na edição deste ano do salão.

Os desenhos são das cinco categorias do prêmio de humor: cartum, caricatura, charge, tiras e vanguarda.

Vanguarda foi criada para trabalhos que usassem outras linguagens ou recursos gráficos.

 

 

A exposição foi bem visitada na noite de sábado, quando foram registradas as fotos acima.

Foi quando ocorreu também a abertura do salão e a divulgação dos premiados.

A mostra pode ser vista -gratuitamente- no Engenho Central até 12 de outubro.

 

 

No espaço e também até 12 de outubro, o ilustrador e cartunista Orlando Pedroso apresenta uma série de trabalhos originais para comemorar 30 anos de carreira.

Parte deles é mostrada na fotografia acima.

 

 

Orlando esteve na abertura, na noite de sábado, quando foi registrada a foto acima.

É ele a pessoa de óculos em frente ao cartaz da exposição que leva seu nome.

                                                             *** 

Duas outras exposições encerram a programação deste ano do Salão de Humor.

Uma -sobre a história do quadrinho nacional- já havia sido apresentada em julho, no Sesc Pompéia, em São Paulo.

 

 

A outra trazia originais do Porto Cartoon World Festival, realizado em Portugal.

O salão de humor europeu é um dos principais do mundo.

 

 

Crédito da fotos: Monique Penteado

                                                             ***

Veja abaixo os premiados deste ano do Salão Internacional de Humor de Piracicaba.

Escrito por PAULO RAMOS às 14h32
[comente] [ link ]

30.08.08

Caricatura de Samuel Beckett vence grande prêmio de Piracicaba

 

 

A caricatura acima, do dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906-1989), foi a vencedora do grande prêmio do 35º Salão Internacional de Humor de Piracicaba.

O Troféu Zélio de Ouro, nome dado ao grande prêmio, é a principal categoria do evento de humor, que tem abertura na noite deste sábado em Piracicaba, no interior de São Paulo, de onde o blog noticia os vencedores.

O desenho é do colombiano Harold Ortiz Sandoval.

O trabalho dele venceu também como melhor caricatura na edição deste ano do salão de humor, o mais antigo do país.

                                                              ***

Os premiados foram definidos no fim da tarde deste sábado.

Os demais vencedores foram dois paulistas (categorias charge e tiras) e dois iranianos (cartum e vanguarda).

Cada um dos primeiros colocados vai receber R$ 4 mil. Harold Ortiz Sandoval, ganhador do grande prêmio, leva mais R$ 5 mil.

                                                             ***

Os nomes dos vencedores serão divulgados ao público na cerimônia de abertura, que tem início daqui a pouco.

O blog antecipa os trabalhos premiados em primeira mão:

 

 

1° lugar charge: Pedro Ferriani Mota – São Paulo / SP

 

 

1º lugar cartum: Mahmood Nazari – Irã

 

 

1º lugar vanguarda: Soheil Mohammadi – Irã

Nota: a categoria vanguarda foi criada para trabalhos que usem outras linguagens

 

 

 

1º Lugar tiras: Walmir Américo Orlandeli – São José do Rio Preto / SP

 

O júri do salão de humor selecionou também seis menções honrosas.

Menção honrosa é uma forma de reconhecimento a trabalhos não premiados que mereçam ser destacados.

 

            

 

Menção Honrosa caricatura: Gustavo Duarte – São Paulo / SP

 

 

Menção Honrosa charge: Raimundo Waldez da C. Duarte – Belém / PA

 

Outra menção honrosa de charge fo dada a Dálcio Machado, de Campinas, no interior paulista.

 

 

Menção Honrosa cartum: Elias Ramires Monteiro – Santa Maria / RS

 

Menção honrosa vanguarda: Rodrigo de Lira Minêu Rocha – Salvador / BA

Nota: a trajetória feita pela espada foi feita com um corte na folha; no desenho acima, vê-se apenas preto

 

 

Menção honrosa tiras: Pablo Hagenbeck Carranza – Aracaju / SE

Escrito por PAULO RAMOS às 20h18
[comente] [ link ]

28.08.08

Academia de arte lança revista e cria núcleo de quadrinhos

 

 

 

 

 

 

 

 

Lançamento de "Conseqüências", escrita e desenhada por Caio Majado, marca o início do grupo de quadrinhos e de uma série de palestras sobre a área

 

 

 

 

 

 

 

 

A revista "Conseqüências" terá um segundo lançamento nesta sexta-feira à noite em São Paulo. O primeiro foi há uma semana, também na capital paulista.

A obra de 16 páginas, escrita e desenhada pelo paulistano Caio Majado, marca o início de uma série de eventos em torno da criação do Núcleo de Quadrinhos ABRA.

É por meio da obra e do destaque obtido por ela nos dois lançamentos que o grupo pretende chamar atenção para as atividades do núcleo, que traz no nome a sigla da Academia Brasileira de Arte.

                                                             ***

Na semana que vem, vai haver palestras diárias sobre quadrinhos em duas das cinco unidades da ABRA. A maioria será realizada à noite, às 19h30.

Uma delas é o debate sobre o mercado de quadrinhos no Brasil, na quarta-feira.

Participam da mesa Carlos Costa (editor-chefe da HQM), Daniel Esteves (do movimento independente Quarto Mundo), Eloyr Pacheco (do site "Bigorna") e Rogério Saladino (da editora Mythos).

                                                             ***

A revista é também o chamariz de uma exposição com 20 ilustradores e quadrinistas brasileiros. Cada um produziu um olhar pessoal sobre a obra.

 A mostra traz participações de Fábio Moon, Gabriel Bá, Rafael Grampá, Will, Bruno D´Angelo, Roger Cruz, Orlando Pedroso, além do próprio Caio Majado.

Ele mostra na revista uma história de vingança. O guerreiro Andreas viu os pais serem assassinados quando criança. Jurou matar o assassino.

Já adulto, tem a oportunidade de acertar contas com o autor do crime.

                                                              ***

A história, produzida em preto-e-branco, havia sido planejada inicialmente para a "Front", da editora Via Lettera. A obra reúne trabalhos de diferentes autores nacionais.

Ele tentou emplacar no álbum duas narrativas em quadrinhos.

Uma integrou a coletânea, outra não. A que ficou de fora foi justamente "Conseqüências". 

                                                             ***

Hoje, Majado divide a atuação profissional com as aulas de desenho que dá em duas unidades da ABRA, academia criada há cerca de 20 anos.

Ele é um dos idealizadores do núcleo de quadrinhos criado lá.

A proposta é fortalecer os cursos livres da instituição, entre os quais os de quadrinhos.

                                                              ***

Majado diz que o curso de quadrinhos tem duração de um ano e meio.

O diferencial, segundo ele, é que os alunos terão de enfrentar um processo de produção próximo ao visto no mercado.

"O núcleo vai funcionar como uma editora, com um cronograma para publicar um álbum", diz o desenhista, que teve trabalhos publicados em revistas independentes também.

A idéia é que o resultado, depois, seja reunido numa obra, intitulada "Alboom!".

                                                              ***

Serviço - Lançamento da revista "Conseqüências" e do Núcleo de Quadrinhos ABRA. Quando: nesta sexta-feira (29.08). Horário: 19h30. Onde: ABRA, unidade Brooklin. Endereço: av. Santo Amaro, 3.454, São Paulo. Quanto: o coquetel é gratuito; a revista custa R$ 2. Outras informações sobre a programação da 1ª Semana de Quadrinhos ABRA no site da academia (link).

                                                                                 ***

Nota: também nesta sexta-feira à noite, Anita Costa Prado faz sessão de autógrafos de trabalhos seus. Um deles são as tiras de Katita, personagem lésbica criada por ela e desenhada por Ronaldo Mendes. A partir das 19h30, na Livraria HQMix (Praça Roosevelt, 142, São Paulo).

Escrito por PAULO RAMOS às 23h14
[comente] [ link ]

Fábulas Pixel é lançada com quase dois meses de atraso

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa do segundo número da revista, programada para ser lançada mensalmente

 

 

 

 

 

 

 

 

A editora Pixel lança nesta sexta-feira nas bancas o segundo número de "Fábulas Pixel". Nas lojas especializadas em quadrinhos, a revista já é vendida desde o meio da semana.

A obra -programada para ser o segundo título mensal da editora- chega ao leitor quase dois meses depois do previsto.

O primeiro número, também lançado com atraso, começou a ser vendido no início de junho.

                                                             ***

O editor-chefe da Pixel diz que houve vários motivos para o atraso.

"Primeiro, atraso na chegada de materiais da DC. Depois, problemas com a gráfica. E, por último, o momento de transição pelo qual a Pixel está passado fez com que a diretoria pedisse para segurarmos um pouco o lançamento", diz ele, por e-mail.

Para não haver nenhum novo problema de atraso, Medauar diz que o terceiro número será lançado apenas em outubro.

                                                             ***

O "momento de transição" a que ele se refere são as negociações de bastidor feitas pela Ediouro, proprietária da editora Pixel.

Neste semestre, a Ediouro se tornou a única proprietária da Pixel -o antigo sócio, André Forastieri, vendeu a parte dele- e negocia uma associação com a Conrad (leia mais aqui e aqui).

Este semestre também é o primeiro em que a editora carioca administra os lançamentos da Desiderata, comprada na virada do ano.

                                                             ***

A Agir, outro selo da Ediouro que publica quadrinhos, teve os lançamentos de adaptações literárias em quadrinhos adiados até segunda ordem.

Pelo menos duas já foram entregues pelos autores: a de "Os Sertões" e a de "O Pagador de Promessas".

                                                              ***

A Pixel tem adotado uma postura de transperência nesse caso.

O blog mantido pela editora postou duas notícias sobre o atraso do segundo número de "Fábulas Pixel".

Uma nota foi postada no início de julho e a outra, no fim do mesmo mês.

                                                              ***

Este segundo número da revista traz duas histórias de "Fábulas", carro-chefe da publicação.

Ambas dão seqüência à trama iniciada na edição de estréia.

A publicação traz também histórias de "Astro City" e de "Sandman Apresenta: Fúrias".

                                                             ***

Leia mais sobre o primeiro número de "Fábulas Pixel" aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 13h37
[comente] [ link ]

Cartum premiado em Piracicaba consta no catálogo do salão

 

 

Ao contrário do que este blog noticiou, cartum vencedor em 2007 aparece na obra que reúne trabalhos do salão

 

 

 

 

Este blog noticiou na terça-feira uma informação errada, que precisa ser corrigida, com igual destaque.

O cartum premiado na edição passada do Salão Internacional de Humor de Piracicaba foi incluído no catálogo que reúne os trabalhos selecionados pelo júri do evento. O lançamento do catálogo foi ontem, em São Paulo.

O blog havia noticiado -erroneamente- que o desenho não constava na obra.

                                                             ***

O alerta sobre a errata foi dado pelo autor do cartum, Evaristo Daniel Rodrigues, em comentário deixado na postagem do dia 26, que falava sobre o lançamento do catálogo.

Rodrigues registrou que a suspeita de plágio -que motivou o salão a cancelar o primeiro lugar na categoria- foi revista e o desenhista, posteriormente, recebeu a premiação.

Este jornalista desconhecia esse fato, confirmado hoje de manhã pela assessoria de imprensa do salão. Segundo a assessoria, a revisão do caso foi informada no site oficial do salão, por meio de uma nota.

                                                             ***

A nota, de três linhas, entrou no ar em outubro do ano passado, sem destaque, no item notícias do site. Está disponível para leitura na página do salão, o mais antigo evento do gênero no país.

A página virtual, no entanto, não inclui na exposição dos trabalhos premiados em 2007 o cartum vencedor (a última checagem foi feita às 12h42 desta quinta-feira). Da categoria, constam apenas as menções honrosas. 

Esse foi outro motivo que levou à informação equivocada.  

                                                              ***

O prêmio tinha sido suspenso no dia 28 de agosto do ano passado, poucos dias após a divulgação dos primeiros lugares em cada uma das categorias.

Houve suspeita de que o cartum vencedor -que mostrava um canibal num pódio, com uma medalha de vencedor no peito- tivesse sido plagiado de outro trabalho, feito pelo chargista Cau Gomez (veja os desenhos aqui).

                                                             ***

Na época, o presidente do salão, o jornalista Ricardo Viveiros, disse ao blog que o caso teria de ser decidido na justiça. Desde que houvesse uma reclamação formal.

"O prejudicado tem de agir de acordo com a legislação", disse, na ocasião.

"O meu antidoping é a justiça. Eu não tenho condições de avaliar plágio."

                                                             ***

Na mesma matéria e data, o desenhista negou o plágio. Disse ao blog que se tratava de "coincidência pura". Na conversa, Rodrigues lamentava muito o fato.

"O que eu não quero é que as pessoas pensem que eu sou um oportunista", disse.

Escrito por PAULO RAMOS às 12h32
[comente] [ link ]

26.08.08

Catálogo do Salão de Piracicaba tem lançamento nesta quarta

 

 

 

 

 

 

 

Ilustração do arquiteto Oscar Niemeyer -premiada como melhor caricatura na edição passada- é uma das incluídas no catálogo do prêmio de humor 

 

 

 

 

 

 

O catálogo dos trabalhos selecionados na edição passada do Salão Internacional de Humor de Piracicaba vai ser lançado nesta quarta-feira à noite, em São Paulo.

O livro reúne 272 desenhos das cinco categorias do evento: charge, caricatura, tira, cartum e vanguarda.

Esta foi incluída pela primeira vez no salão de 2007. A proposta era englobar obras feitas com recursos novos de linguagem, como os proporcionados pelo computador.

                                                              ***

O único trabalho que ficou de fora do catálogo foi o vencedor da categoria cartum.

Houve uma suspeita de plágio, negada pelo autor, Evaristo Daniel Rodrigues.

O prêmio da categoria foi suspenso pelo então presidente da comissão organizadora do prêmio em 2007, o jornalista Ricardo Viveiros (leia mais sobre o assunto aqui).

                                                              ***

A mostra deste ano do salão terá 332 trabalhos, vindos de 42 países. O número é considerado recorde pela organização do prêmio. São 60 a mais do que na edição de 2007.

A seleção dos mais de dois mil trabalhos inscritos foi feita no último fim de semana (é ético de minha parte registrar ao leitor que integrei a comissão julgadora).

Os temas mais recorrentes nas charges foram sobre meio ambiente e aquecimento global. Nas caricaturas, houve um predomínio da cantora Amy Winehouse.  

Nas tiras, o que mais chamou a atenção é que a maioria dos trabalhos inscritos traziam charges, cartuns ou histórias em quadrinhos mais longas, e não tiras cômicas.

                                                              ***

Os vencedores desta 35ª edição do salão de humor serão definidos por uma segunda comissão no próximo sábado à tarde.

Os premiados em cada uma das categorias serão divulgados no mesmo dia na abertura oficial do salão, às 20h. 

A cerimônia vai ser no Engenho Central, na cidade de Piracicaba, no interior de São Paulo. A entrada é franca.

Além dos selecionados, o ilustrador Orlando Pedroso vai fazer uma exposição sobre seus 30 anos de carreira.

                                                              ***

Cada um dos premiados deste ano recebe R$ 4 mil.

Os primeiros lugares concorrem ainda ao grande prêmio do salão. Um deles, o vencedor, leva mais R$ 5 mil.

Veja -ou reveja- neste link os trabalhos premiados na edição passada do salão.

                                                              ***

Serviço - Lançamento do catálogo de 2007 do Salão Internacional de Humor de Piracicaba. Quando: quarta-feira (27.08). Horário: 19h. Onde: Livraria Sobrado. Endereço: av. Moema, 493, em Moema, São Paulo.

Escrito por PAULO RAMOS às 17h55
[comente] [ link ]

25.08.08

Bá e Moon fazem sessão de autógrafos de obra premiada nos EUA

 

 

 

 

Capa de "5", premiada como melhor antologia no Eisner Awards deste ano   

 

 

 

 

O prêmio de melhor antologia de 2007 -conquistado no Eisner Awards, a principal da área de quadrinhos dos Estados Unidos- deu uma sobrevida à obra independente "5".

Dois dos cinco integrantes do quinteto de autores -os paulistas Gabriel Bá é Fábio Moon- fazem uma sessão de autógrafos da revista na próxima quarta-feira, no Rio de Janeiro.

"5" havia sido lançada no Brasil em julho do ano passado durante a cerimônia de entrega do Troféu HQMix, o principal do gênero no país.

                                                              ***

O prêmio de melhor antologia foi dividido com os outros três autores: o brasileiro Rafael Grampá, o grego Vasilis Lolos e a norte-americana Becky Cloonan.

A proposta da obra é que cada um dos autores faça histórias biográficas do outro.

Bá e Moon foram representados por Becky Cloonan.

                                                             ***

Os gêmeos Bá e Moon venceram também em outras duas categorias do Eisner Awards, entregue no dia 25 de julho na San Diego Comic-Con (leia mais aqui).

Moon fez os desenhos da melhor história em quadrinhos digital, "Sugarshock!".

"The Umbrella Academy", eleita melhor minissérie do ano passado, tinha arte de Bá.

                                                              ***

Na convenção deste ano, a dupla lançou a revista "Pixu", outra parceria com Becky Cloonan e Vasilis Lolos. A obra é inédita no Brasil.

A dupla brasileira vai ter uma série própria, que será publicada pela Vertigo, selo adulto da editora norte-americana DC Comics (a mesma de Batman e Super-Homem). O nome da revista é "Daytripper".

Vertigo é o mesmo selo que publicou títulos como Sandman, de Neil Gaiman, e Preacher.

No Brasil, Bá e Moon ficaram conhecidos pelos álbuns da série Dez Pãezinhos.

                                                              ***

Serviço - Sessão de autógrafos de "5" e de outras obra de Gabriel Bá e Fábio Moon. Quando: quarta-feira (27.08). Horário: a partir das 20h. Onde: Livraria Dona Laura. Endereço: Casa de Cultura Laura Alvim, av. Vieira Souto, 172, Ipanema, Rio de Janeiro.

Escrito por PAULO RAMOS às 23h48
[comente] [ link ]

24.08.08

Turma da Mônica Jovem vende 57% dos exemplares em uma semana

 

 

O primeiro número da revista com a versão adolescente dos personagens da Turma da Mônica vendeu 57% da tiragem nos sete primeiros dias de venda.

A edição de estréia de "Turma da Mônica Jovem", lançada pela editora Panini há duas semanas, teve um lote inicial de 80 mil exemplares.

Com base nos dados preliminares de vendagem, a Panini dobrou a tiragem. Depois, fez nova ampliação e passou para 230 mil cópias. 

                                                             ***

A assessoria de imprensa de Mauricio de Sousa teve acesso aos números na última sexta.

Segundo ela, a estréia do número um da revista "Mônica", em 1970, teve tiragem de 200 mil exemplares, inferior à desta nova versão.

A assessoria vê nesses números um novo "case" de mercado a ser estudado.

                                                              ***

Uma análise mais detalhada, no entanto, só seria possível com números atuais de vendagens das revistas de Mauricio de Sousa.

Mas a Panini não informa quanto a versão tradicional da Turma da Mônica vende.

O único dado é que, de um ano para cá, o crescimento dos títulos de Mauricio de Sousa nas bancas foi de 30%.

                                                             *** 

"Turma da Mônica Jovem" atraiu bastante atenção da grande imprensa.

Foi um dos destaques da Panini na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, iniciada no dia 14 deste mês.

A revista traz versões adolescentes das criações de Mauricio de Sousa. E com mudanças tanto físicas quanto de características tradicionais dos personagens.

                                                             ***

O Cebolinha adolescente, por exemplo, fez fonoaudiologia e consegue evitar a troca do "r" pelo "l", a não ser em situações de tensão.

Cascão, agora, toma banho. Magali controla o que come para manter o corpo esbelto.

Anjinho teve o nome trocado para Céuboy. E o vilão Capitão Feio agora é Poeira Negra.

                                                             ***

A proposta de "Turma da Mônica Jovem" é atingir um leitor mais maduro, diferente da versão tradicional dos personagens, que continua a ser produzida e vendida normalmente.

Leia resenha sobre o primeiro número da nova versão neste link.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h27
[comente] [ link ]

22.08.08

Quadrinista faz mochilão de lançamentos no sul do país

 

 

 

 

 

 

 

 

Cartaz mostra roteiro das cidades que serão percorridas pelo desenhista para lançar seus trabalhos em quadrinhos

 

 

 

 

 

 

 

Merece registro a força de vontade do escritor e desenhista Jozz, nome como é conhecido o desenhista paulista Jorge Otávio Zugliani.

Ele faz, na cara e na coragem, um tour pelo sul do país para divulgar seus quadrinhos, o álbum "Circo de Lucca", da editora Devir, e a revista independente "Zine Royale".

Ele vai de ônibus. E os quadrinhos, num recheado mochilão.

                                                             ***

"Está pesado. Tem ´Circo de Lucca´ e ´Zine Royale´ 2 e 3. Fora o que estou lendo e levando para autores assinarem, tipo o "Casa ao Lado", do Pablo Mayer. Além das publicações, um kit de primeiros socorros, um santinho da minha mãe e meu caderno", disse o desenhista em entrevista ao blog "Gibizada", especializado em quadrinhos.

No depoimento, concedido a Telio Navega, Jozz disse que vai com dinheiro próprio e que dormirá em albergues e na casa de amigos.

                                                             ***

A primeira parada para lançamento é nesta sexta-feira, em Curibita, às 19h.

Depois viaja com seu mochilão de quadrinhos para Joinville, Florianópolis e Porto Alegre.

Os endereços, datas e horários estão no cartaz que abre esta postagem.

A única exceção é Florianópolis. Lá, a parada será no "primeiro boteco legal".

                                                             ***

Leia mais sobre os trabalhos de Jozz aqui e aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 09h56
[comente] [ link ]

21.08.08

Encontro discute futuro do quadrinho nacional

Qual o futuro dos quadrinhos no Brasil?

Um debate tenta tatear algumas respostas para a questão, simples e atual, porém complexa.

Participam do encontro Cadu Simões, Daniel Esteves e Laudo Ferreira Junior.

Os três integram o Quarto Mundo, selo que reúne autores de quadrinhos independentes.

Também participam da mesa o editor Dario Chaves e este jornalista.

O debate é nesta sexta-feira, às 20h, no Espaço Gafanhoto, em São Paulo.

Fica na Avenida Rebouças, 3181.

Os organizadores pedem que os interessados se inscrevam previamente.

Outras informações neste link.

Escrito por PAULO RAMOS às 14h28
[comente] [ link ]

Lançado segundo álbum com histórias clássicas de Super-Homem

 

A editora Panini começou a vender neste meio de semana o segundo volume de "Superman Crônicas" (196 págs., R$ 49,90).

O álbum de luxo, lançado em capa dura, já é encontrado em lojas de quadrinhos paulistanas.

A obra reedita histórias clássicas do super-herói do fim da década de 1930.

A estréia do personagem nos quadrinhos foi em 1938.

"Superman Crônicas" continua do ponto onde parou o volume anterior, lançado em dezembro do ano passado (leia resenha aqui).

A editora havia divulgado que iria vender "Superman Crônicas" na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, iniciada semana passada.

Mas, nos primeiros dias do evento, ainda não havia chegado (aqui).

Escrito por PAULO RAMOS às 14h18
[comente] [ link ]

20.08.08

Definidos os vencedores do Salão de Doação de Órgãos

O júri do 1º Salão Nacional de Humor sobre Doação de Órgãos definiu os vencedores da edição de estréia do evento, realizado em Indaiatuba, no interior de São Paulo.

Havia quatro categorias: charge, cartum, caricatura e história em quadrinhos.

Os primeiros lugares em cada uma das áreas vão receber R$ 2 mil em dinheiro.

Os segundos, R$ 1 mil. Os terceiros, R$ 500.

Houve quatro menções honrosas, dadas a trabalhos não premiados que mereçam destaque.

                                                             ***

A proposta do prêmio era usar o humor gráfico para alertar sobre a importância da doação de órgãos.

O salão foi  promovido pela Gabriel, entidade que incentiva a doação de órgãos, e teve apoio da Editora Virgo e do EMT Estúdio.

O júri foi formado por representantes da entidade, da prefeitura de Indaiatuba, por dois médicos e dois cartunistas, Mario Mastrotti e Moacir Torres.

                                                             ***

Veja a seguir os autores e trabalhos premiados em cada uma das categorias.

 

 

1º lugar charge: "Justificativa" - Silvano Rosa Gonçalves de Mello / Jaboticatubas (MG)

 

2º lugar charge: "Lápides" - Rodrigo Accioly / Rio de Janeiro (RJ)

 

3º lugar charge: "Amigo do Peito" - Ianes Cardoso / Manhuaçu (MG)

 

Menção honrosa charge: "Campeonato" - Lucas Rodrigues Alves

 

 

1º lugar cartum: "Frankstein" - Afonso Carlos / Rio de Janeiro (RJ)

 

2º lugar cartum: "Rimsonha" - Biratan / Belém (PA)

 

3º lugar cartum: "Salve-me" - Hector Salas / Salvador (BA)

 

Menção honrosa cartum: "Anjo chutando" - Verde / São Paulo (SP)

 

 

1º lugar caricatura: "Falcão" - Camilo Riane / Rio Claro (SP)

 

2º lugar caricatura: "Erasmo Carlos" - Lex Franco / Ipatinga (MG)

 

3º lugar caricatura: "Christovam Buarque" - Waldez Duarte / Belém (PA)

 

Menção honrosa caricatura: "Zagalo" - Denílson / Guaxupé (MG)

 

1º lugar quadrinhos: "Doação" - Laerte Silvino / Recife (PE)

 

 

2º lugar quadrinhos: "Cores da Vida" - Verde / São Paulo (SP)

 

3º lugar quadrinhos: "Pinóquio e o Pirata" - Felix / Boituva (SP)

 

Menção honrosa quadrinhos: "Doador por Acidente" - Eric Vanucci / Indaiatuba (SP) 

Escrito por PAULO RAMOS às 21h27
[comente] [ link ]

17.08.08

História em quadrinhos narra vida de Cazuza numa exposição em SP

 

 

 

Capa do encarte da exposição "Cazuza, o Tempo Não Pára", em cartaz no Sesc Ipiranga, em São Paulo

 

 

 

"Eu vejo o futuro repetir o passado. Eu vejo um museu de grandes novidades. O tempo não pára."

O trecho de "O Tempo não Pára", canção de Cazuza lançada em disco homônimo de 1989, tem um quê visionário.

O nome da música batiza uma exposição sobre o cantor e compositor, que fica em cartaz em São Paulo até o fim deste mês.

                                                             ***

A mostra repete o passado do músico carioca, que completaria 50 anos neste presente com ares de futuro. E traz como grande novidade 12 painéis feitos em quadrinhos.

Lidos em seqüência, mostram a trajétória de Cazuza, morto em 7 de julho de 1990 por complicações causadas pelo vírus HIV.

O tom profético da canção dele tem apenas um senão: o tempo parou. Pelo menos nos painéis que narram sua vida.

                                                             ***

A história de Agenor de Miranda Araújo Neto, nome de batismo do roqueiro, mostra fragmentos visuais da história de Cazuza, apelido familiar que o consagrou profissionalmente.

O leitor/visitante é apresentado aos pais, João Araújo e Lucinha, à avó Alice, com quem o cantor tinha declarada afinidade.

Vê o despertar pelo interesse musical, o ingresso na banda Barão Vermelho, em 1981, as composições, a carreira solo, iniciada em 1985.

É tudo narrado de forma rápida e sutil, às vezes em um quadrinho. Aids, drogas e outros temas delicados da trajetória de vida de Cazuza ficam apenas subentendidos.

 

 

O relato em quadrinhos recebeu o título de "Cazuza, por Ele Mesmo...".

A história foi escrita por Pedro Felicio e Dalton Correa Soares. Os desenhos ficaram a cargo de Alcimar Frazão, ilustrador e professor de artes.

Os três são mais conhecidos na área de quadrinhos por fazerem a revista independente "O Contínuo", experiência iniciada com outros autores em 2005.

                                                             ***

Pedro Felicio, ator e designer gráfico, diz que o convite para desenvolver a história partiu do Sesc Ipiranga, onde é apresentada a exposição.

De início, o grupo propôs uma narrativa que falava mais de Cazuza e menos da história dele. O Sesc, no entanto, queria algo que falasse mais da trajetória dele.

Os painéis foram refeitos. Os autores aproveitaram uma série de depoimentos do cantor fornecidos pela Sociedade Viva Cazuza. A entidade foi criada pelos pais para ajudar no combate à Aids.

"A gente mudou a ordem, mas manteve o mais fiel possível o que ele falou", diz Felicio.

                                                             ***

Ele diz que houve pouco tempo para finalizar os 12 painéis, de cerca 1,5 metro cada um.

Da primeira reunião com o Sesc até ficarem prontos para a exposição, houve um intervalo de seis semanas. O desenhista Alcimar Frazão teve 20 dias para terminar o trabalho.

Nesse tempo, viajou ao Rio de Janeiro para buscar referências visuais da cidade para usar nos quadrinhos.

Vários deles usam cenários que se parecem muito com fotos, mescladas com cores e traços gráficos.

                                                             ***

Serviço - Exposição "Cazuza - O Tempo Não Pára". Quando: até o dia 31 deste mês. Horário: de 3ª a 6ª, das 9h às 22h; sábados e domingos, das 9h às 18h. Onde: Sesc Ipiranga, em São Paulo. Endereço: rua Bom Pastor, 822. Quanto: de graça.

Escrito por PAULO RAMOS às 16h07
[comente] [ link ]

16.08.08

4º Mundo participa de Feira de Artes em São Paulo

 

Os integrantes do movimento independente 4º Mundo vão participar da 31ª Feira de Artes da Vila Madalena, em São Paulo.

O evento ocorre neste domingo, das 8h às 19h, nas ruas Fradique Coutinho, Wisard, Mourato Coelho e Fidalga. A entrada é franca.

O objetivo dos autores do 4º Mundo é atingir outros públicos.

O movimento agrega autores independentes de diferentes partes do país e foi homenageado neste ano com um Troféu HQMix, principal premiação de quadrinhos do país.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h35
[comente] [ link ]

PUC-RS abre novo curso de extensão em quadrinhos

 

A PUC (Pontíficia Universidade Católica) do Rio Grande do Sul oferece pela segunda vez um curso de extensão universitária em histórias em quadrinhos.

As inscrições terminam nesta semana. As aulas têm início no dia 23 e vão até 29 de novembro, sempre aos sábados pela manhã, das 8h30 às 11h30.

O curso foi criado por Samir Machado e Guilherme Sfredo Miorando, dois publicitários que se especializaram na área (mais aqui).

É a mesma dupla responsável pela primeira edição do curso, ministrada em 2006.

O site da PUC-RS traz outras informações sobre como se inscrever (link).

Escrito por PAULO RAMOS às 22h28
[comente] [ link ]

15.08.08

Bienal do livro traz duas surpresas: Alienista e Charles Bukowski

 

 

 

 

 

 

 

 

Lançamento da editora Ática é a quarta adaptação do conto de Machado de Assis feita de 2006 para cá

 

 

 

 

 

 

 

Há dois lançamentos inesperados nesta 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, evento que vai até o próximo dia 24 no Pavilhão de Exposições do Anhembi.

As duas surpresas dialogam com a literatura.

A primeira é mais uma versão do conto "O Alienista", de Machado de Assis (1839-1908).

A outra é a reedição -em volume único- de dois álbuns com histórias do escritor Charles Bukowski (1920-1994).

                                                             ***

O novo álbum de "O Alienista" faz parte da coleção "Clássicos Brasileiros em HQ", da editora Ática. Foi escrito por Luiz Antonio Aguiar e desenhado por Cesar Lobo.

É a quarta adaptação em quadrinhos da história lançada nos dois últimos anos.

Em 2006, o conto integrou um dos volumes da série "Literatura Brasileira em Quadrinhos", da editora Escala. A obra foi feita por Francisco Vilachã.

No ano seguinte, os gêmeos Gabriel Bá e Fábio Moon adaptaram o conto machadiano para a editora Agir, um dos selos da Ediouro.

E, neste ano, foi levado aos quadrinhos por Lailson de Holanda Cavalcanti. O título foi publicado pela Companhia Editora Nacional (leia mais aqui).

                                                             ***

O conto foi publicado pela primeira vez entre 1881 e 1882 na forma de folhetim.

O foco da história estava nas investigações psicológicas do médico Simão Bacamarte.

Pessoa estudada, fazia testes sobre loucura e razão num manicômio da vila de Itajaí.

Nos estudos e no entender dele, quem é são se torna louco. E vice-versa.

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa de "Delírios Cotidianos", que relança em volume único dois álbuns da L&PM com histórias de Charles Bukowski

 

 

 

 

 

 

 

"Delírios Cotidianos", da L&PM, é outra surpresa à venda nesta Bienal.

O lançamento traz oito histórias do escritor Charles Bukowski desenhadas pelo alemão Matthias Schultheiss.

A obra reedita em volume único dois álbuns da editora gaúcha, "Delírios Cotidianos" e "N.York, 95 Cents ao Dia", publicados no Brasil em 1984 e 1987, respectivamente.

                                                             ***

A tradução desta nova edição é a mesma das obras da década de 1980.

A diferença está no formato, menos que o dos antigos álbuns da L&PM.

A editora tinha na época um catálogo amplo de trabalhos de quadrinhos voltados a livrarias e ao leitor adulto, tendência de mercado retomada nos últimos anos.

                                                              ***

De 2006 para cá, a L&PM tem voltado à área. A retomada se deu por meio da linha "Pocket", nome dado aos livros de bolso da editora. Já há vários títulos em catálogo.

O último também foi lançado nesta Bienal.

É o segundo volume com tiras de Dilbert, série criada pelo norte-americano Scott Adams.

"Dilbert - Você Está Demitido!" traz histórias produzidas em 2005.

                                                             ***

Leia na postagem abaixo outros lançamentos desta 20ª Bienal do Livro de São Paulo. 

                                                             ***

Post postagem (16.08, às 13h48): o site da L&PM anuncia outros dois lançamentos para a Bienal, ambos com cartuns de Nani. Um integra a coleção pocket: "Batom na Cueca". O outro foi produzido em formato maior e se chama "Humor Politicamente Incorreto", mesmo nome de outra obra do desenhista lançada pela editora gaúcha.

Escrito por PAULO RAMOS às 23h11
[comente] [ link ]

Nem todos os lançamentos de quadrinhos estão à venda na Bienal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Segundo volume de "Superman Crônicas" é um dos títulos que ainda não chegaram ao evento

 

 

 

 

 

 

 

 

Dois dos lançamentos de histórias em quadrinhos anunciados para a 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo ainda não chegaram ao evento, que teve início ontem.

Até o início da noite desta sexta-feira, o estande da editora Panini não tinha colocado em exposição os álbuns "Superman Crônicas - Volume 2", com histórias clássicas do herói.

A informação dada pelos vendedores do estande é que a obra chegaria à Bienal na semana que vem.

"Crise nas Múltiplas Terras", também com histórias antigas de super-heróis da norte-americana DC Comics, e o primeiro número de "Turma da Mônica Jovem", ambos anunciados previamente, estavam à disposição dos visitantes.

                                                              ***

A editora JBC, especializada em quadrinhos japoneses, havia informado à imprensa que iria lançar na Bienal uma versão da Bíblia feita em mangá. Também não estava no estande.

O vendedores da JBC disseram que chegaria à Bienal neste sábado.

Outro lançamento divulgado, o mangá nacional "O Catador de Batatas e o Filho da Costureira", estava à venda. A obra foi feita parte em japonês, parte em português (aqui).

A editora pôs à venda também a 13ª edição do mangá "Death Note".

Na prática, é uma edição especial sobre a série, que encerrou no número anterior, lançado em junho (mais aqui).

A obra traz resumos dos personagens, da trama, entrevistas com os autores e a história que deu origem à trama.

As demais editoras ligadas a quadrinhos cumpriram à risca os lançamentos divulgados.

A Zarabatana lança no evento o primeiro álbum nacional da editora.

Trata-se de "Dr. Bubblres & Tilt", do goiano Tulio Caetano.

A editora de Campinas também iniciou na Bienal a venda do mangá de horror "O Garoto Verme".

A obra foi produzida por Hideshi Hino, um especialista no gênero.

O estande da Landscape traz os dois primeiros lançamentos de quadrinhos da editora.

Um é "Sam Noir: Detetive Samurai".

O outro é "Fell: Cidade Brutal", escrito por Warren Ellis.

Ambos trazem material do selo norte-americano Image Comics.

A V&R, outra editora que passa a investir no setor, lança dois álbuns com tiras de Gaturro.

As histórias do gato bochechudo são produzidas pelo argentino Nik (mais aqui).

O selo jovem da Record, o Galera Record, traz a versão em quadrinhos do primeiro livro de "Artemis Fowl".

A série sobre o adolescente criminoso e superdotado foi escrita por Eoin Colfer.

Os títulos da Bienal são vendidos com 20% de desconto.

O mesmo vale para as obras à venda no estande da loja de quadrinhos Comix, que levou para o evento quadrinhos de todas as editoras.

Esta 20ª edição da Bienal trouxe também duas surpresas na área de quadrinhos.

Leia mais na postagem acima (link).  

Escrito por PAULO RAMOS às 22h33
[comente] [ link ]

14.08.08

Quadrinhos de Jornada nas Estrelas voltam a sair no Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa norte-americana do álbum "Herança de Sangue", o primeiro a ser lançado no Brasil pela Devir

 

 

 

 

 

 

 

A Devir não tem nenhum lançamento específico para a 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que teve início nesta quinta-feira.

Mas a editora vai distribuir no evento paulistano um folheto anunciando uma novidade: a volta de publicações em quadrinhos baseadas na série de TV "Jornada nas Estrelas".

Segundo a Devir, estão fechados quatro encadernados com material norte-americano da editora IDW, a mesma da série de terror "30 Dias de Noite".

O primeiro está programado para outubro. O segundo pode ser lançado até o fim do ano.

                                                             ***

A obra de estréia é a única que já tem nome em português: "Jornada nas Estrelas - Klingons: Herança de Sangue".

O álbum reúne as cinco partes da minissérie, escrita por Scott e David Tipton e desenhada por David Messina, autores ainda pouco conhecidos no Brasil.

As histórias recontam os encontros entre a Frota Estelar -à qual pertencem o Capitão Kirk e o vulcano Senhor Spock- e os inimigos Klingons.

Com um detalhe: a narrativa é do ponto de vista dos Klingons.

Os relatos têm início nas aventuras da chamada série clássica -exibida nos Estados Unidos entre 1966 e 1969- e terminam pouco antes do sexto longa-metragem da franquia, de 1991.

Os extras deste volume trazem a primeira parte da história, mas com balões reescritos na língua klingon.

                                                              ***

O enfoque do segundo álbum, "Space Between", é na Nova Geração da série, formada por outros atores.

O volume seguinte, "Star Trek - Alien Spotlight", é uma coletânea de histórias produzidas por diferentes autores.

Um deles é John Byrne, que fez fama criando histórias para os principais super-heróis das editoras norte-americanas Marvel e DC Comics.

O quarto álbum é "Star Trek Year Four". A obra narra as aventuras do quarto ano da série clássica, ano que, na verdade, nunca existiu.

O seriado foi cancelado ao final da terceira temporada, em 1969.

                                                             ***

As viagens da nave estelar Entreprise, em sua missão contínua de desvendar novos mundos e novas civilizações, já passaram por diferentes constelações editoriais, tanto nos Estados Unidos quanto por aqui.

A decolagem em edições brasileiras teve início no fim da década de 1960, época em que o seriado começou a ser exibido na extinta TV Excelsior.

A revista foi lançada pela EBAL (Editora Brasil-América) e usava material da norte-americana Gold Key.

A publicação teve vida curta. Viajou, na década seguinte, para a Editora Abril, que lançou a série em formatinho, tamanho semelhante ao das revistas infantis vendidas nas bancas. De novo, poucas edições.

                                                             ***

A Abril voltou a apostar em "Jornada nas Estrelas" em 1991, ano em que a série comemorava 25 anos.

Foi na mesma época em que a extinta TV Manchete voltou a exibir o seriado, com nova dublagem, feita pela VTI, do Rio de Janeiro. É a que consta nos DVDs lançados no Brasil. A versão nacional anterior era da AIC São Paulo.

A revista começou a ser vendida em 1991 e era escrita por Peter David, autor que fazia sucesso na revista mensal do Incrível Hulk.

David deu um leve toque de humor para as histórias, que se alternavam com as da Nova Geração. Mais uma vez, vida curta. No nono número, foi cancelada.

                                                             ***

A fronteira final editorial ainda não tinha chegado. Em agosto de 2002, a Brainstore publicou o álbum "Jornada nas Estrelas - Dívida de Honra".

A obra se diferenciava das demais por ser produzida no formato das graphic novels norte-americanas.

A história era escrita por Chris Claremont, famoso por fazer aventuras dos X-Men, e desenhada por Adam Hughes, hoje um dos principais autores de capas dos EUA.

A trama se passava após os eventos narrados no quarto longa-metragem da série.

                                                             ***

O retorno da franquia ao Brasil, agora publicada pela Devir, se pauta no novo filme de "Jornada nas Estrelas", que estréia no ano que vem.

O longa-metragem é dirigido por J.J. Abrams, criador das séries "Alias" e "Lost".

Atualmente, a série clássica pode ser (re)vista em DVD ou na Rede Brasil de Televisão, que traz sinal aberto, inclusive no site da emissora (clique aqui).

Escrito por PAULO RAMOS às 23h16
[comente] [ link ]

13.08.08

Autores brasileiros vão adaptar obra de Paul Auster

 

 

 

Uma das ilustrações de "Espectros", conto que integra o livro "Trilogia de Nova York", obra que já teve duas edições no Brasil

 

 

 

 

 

"Espectros", um conto urbano do norte-americano Paul Auster, chamou tanto a atenção de dois brasileiros que eles decidiram conversar sobre uma versão em quadrinhos da história.

 

O papo se verteu em esboços e estes, em páginas completas.

 

Quando o roteirista e diretor de TV Carlos Ferreira e o desenhista Walter Pax viram, tinham em mãos 80 ilustrações da adaptação, que previa 280 páginas quando finalizada.

 

Ferreira revisa a versão final do texto e negocia a obra com uma editora paulista.

 

                                                             *** 

 

O conto é a segunda história do livro "Trilogia de Nova York", de Auster.

 

"Espectros" descreve o trabalho e os pensamentos de um investigador, contratado para vigiar um enigmático escritor, morador de um dos apartamentos do prédio da frente.

 

Passa-se mais de um ano. A investigação prossegue, mesmo sem novidades.

 

A curiosidade da narrativa é que usa somente nomes de cores para batizar os personagens.

 

O protagonista é Blue, o investigado Black, o contratante White. A regra segue também para os coadjuvantes.

 

 

 

 

 

 

 

Conto ambientado em Nova York mostra o trabalho de um investigador, pago para observar um escritor no prédio da frente

 

 

 

 

 

 

"Trilogia de Nova York" teve duas edições no Brasil. A mais recente é da Companhia das Letras. A obra foi lançada em 1999 e é reimpressa desde então. 

A editora paulista optou por traduzir o nome do conto para "Fantasmas".

 

"Espectros" foi o título dado na primeira edição brasileira do livro, lançada em 1985 pela Best Seller. Foi nessa edição que Ferreira teve o contato inicial com a obra.

 

"Eu acho essa tradução do título mais fiel à intensidade da obra", diz, por e-mail.

 

"Espectros, para mim, é uma ausência de uma personalidade, o esquecimento das memórias sobre a própria vida, um vulto na rua, rostos de sujeitos que nem sabemos os nomes, mas são possuidores de uma jornada extraordinária e ao mesmo tempo ordinária. Sombras."

 

                                                             ***

 

"Espectros" será a segunda adaptação da "Trilogia de Nova York". O primeiro conto, "Cidade de Vidro", também foi transposto para a linguagem dos quadrinhos.

 

A obra foi feita por Paul Karasik e David Mazzucchelli, desenhista mais conhecido pela arte da série "Batman Ano Um", escrita por Franck Miller.

 

"Cidade de Vidro é a melhor adaptação de literatura para quadrinhos. Um dos melhores quadrinhos que li. Um bom exemplo de como os quadrinhos podem ser melhor sem os super-heróis", diz Ferreira.

 

"Achei que as outras partes dessa trilogia seriam adaptadas, mas nunca foram. Espectro não saiu da minha cabeça."

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma das páginas de "Os Sertões", outra adaptação em quadrinhos escrita por Carlos Ferreira

 

 

 

 

 

 

 

O gaúcho Carlos Ferreira divide o tempo entre os roteiros de quadrinhos e a direção de programas de TV -parte deles exibidos pela RBS, afiliada da Globo no Rio Grande do Sul. 

É de Porto Alegre, onde mora, que elaborou outra adaptação, já finalizada. Trata-se da versão em quadrinhos da obra "Os Sertões", de Euclides da Cunha (1866-1909).

 

O escritor e jornalista narrou a trajetória de Antonio Conselheiro no sertão brasileiro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Desenhos de "Os Sertões" foram feitos por Rodrigo Rosa; obra será lançada pela editora Agir

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os desenhos foram feitos por Rodrigo Rosa. A obra vai ser publicada pela editora Agir, um dos selos editoriais da Ediouro.

 

Segundo o autor da adaptação, o álbum já foi entregue à editora, mas ainda não há data de lançamento definida.

 

O mesmo vale para "O Pagador de Promessas", de Dias Gomes (1922-1999), feito por Eloar Guazzelli e também já entregue à Agir (mais aqui).

 

                                                                ***

                                                           

Para o ano que vem, está na pauta de Carlos Ferreira trabalhar com quadrinhos de uma outra forma.

 

Ele pretende criar uma editora própria, a Ferreteria Editora. 

 

A proposta, diz, não é se pautar em prêmios ou altas vendas imediatas. É fazer diferença.

Escrito por PAULO RAMOS às 15h38
[comente] [ link ]

11.08.08

Mais três editoras investem na área de quadrinhos

 

 

 

 

 

Capa da edição argentina de Gaturro, que será reproduzida na edição nacional

 

 

Três editoras anunciaram que irão publicar quadrinhos no Brasil. O rol de publicações passa pela Europa, os Estados Unidos e, o que é raros pelas bancas de cá, pela Argentina.

É do país vizinho que vem os dois primeiros volumes das tiras de "Gaturro".

As histórias do personagem vão ser publicadas em dois volumes, de 96 páginas cada um.

As duas obras serão lançadas na Bienal do Livro de São Paulo, que começa nesta semana. O preço não foi divulgado.

                                                             ***

O personagem é um gato bochechudo que divide uma casa com uma família de quatro pessoas (pai e dois filhos).

Gaturro freqüenta a escola e é sistematicamente rejeitado por Ágatha, gata por quem é apaixonado.

A tira é publicada diariamente no jornal argentino "La Nacion". Em 2007, a publicação impressa vendeu uma coleção de Gaturro em oito volumes.

É do primeiro número a capa que abre esta postagem. A imagem é a mesma que será usada na edição nacional.

A tira é uma das mais populares do jornal. O personagem foi criado pelo argentino Nik, nome como é conhecido o desenhista Cristian Dzwonik.

                                                             ***

Outra editora que vai apostar no mercado brasileiro de quadrinhos é a Landscape.

A editora anunciou na sexta-feira à imprensa duas obras da norte-americana Image Comics.

A primeira é "Fell: Cidade Brutal", de Warren Ellis e Ben Templesmith.

Segundo a editora, a série aborda as histórias de um detetive policial Richard Fell.

A edição vai reunir as oito primeiras histórias da série, num volume de 152 páginas. Vai custar R$ 33.

                                                              ***

O outro lançamento da Landscape é "Sam Noir: Detetive Samurai".

Produzida por Eric Anderson e Manny Trembley, é resumida pela editora como uma missão suicida do personagem-título para vingar a morte de uma inocente.

A obra terá 76 páginas em preto-e-branco e vai custar R$ 19.

                                                             ***

A terceira editora a apostar nos quadrinhos não ficou apenas no anúncio.

A Multi Editores já lançou o trabalho inaugural, primeiro em lojas especializadas em quadrinhos e, na semana passada, em bancas paulistas de grande porte.

O álbum de estréia é o europeu "O Terceiro Testamento - Livro 1: Marc ou O Acordar do Leão" (50 págs., R$ 19,80).

                                                             ***

Este primeiro volume -de um total de quatro- inicia a trama passada no tempo da Inquisição.

Após o assassinato de um padre, um ex-integrante da Inquisição parte para descobrir quem matou o colega e do mistério que está por trás do caso.

O álbum, publicado em capa dura e formato grande, foi escrito por X. Dorison e A. Alice. 

                                                             ***

Duas outras editoras pretendem investir no mercado de quadrinhos.

Uma é a Manole, que cria um núcleo específico para a área (mais aqui).

A outra é a novata Bossa Nova, que tem programada uma série de álbuns nacionais. Segundo a editora, a primeira obra vai ser lançada no mês que vem (mais aqui).

Escrito por PAULO RAMOS às 17h46
[comente] [ link ]

10.08.08

Série de TV vai contar trajetória dos quadrinhos no Brasil

Merece registro, mesmo que rápido.

O Canal Brasil, exibido por TV a cabo, vai estrear no fim do mês o documentário "Quadrinhos".

Os cinco episódios da série vão contar a trajetória das histórias em quadrinhos no Brasil.

O primeiro, de 26 minutos, vai ser exibido no dia 26 deste mês, às 21h.

O episódio vai apresentar os primórdios das produções brasileiras.

As demais partes serão apresentadas no canal a cabo no mesmo horário, sempre às terças-feiras.

O documentário foi produzido e dirigido por João Calvet.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h38
[comente] [ link ]

08.08.08

Morre Eugênio Colonnese, o criador de Mirza

 

 

Morreu na madrugada desta sexta-feira o desenhista Eungênio Colonnese, um dos mais antigos autores de quadrinhos que atuaram no país.

O motivo oficial da morte foi falência múltipla de órgãos. Ele enfrentava problemas de saúde desde o começo do ano. O quadro se agravou nas últimas semanas.

O enterro do desenhista será neste sábado, às 9 da manhã, no Cemitério da Vila Assunção, em Santo André, no ABC paulista.

                                                    ***

Parte da história dos quadrinhos brasileiros se confunde com a trajetória de Colonnese, que faria 79 anos no dia 3 de setembro.

De origem italiana, ele iniciou a carreira na Argentina, na virada da década de 1940 para a seguinte.

Nesse período, produziu quadrinhos de guerra para a editora inglesa Fleetway.

                                                   ***

Colonnese chegou ao Brasil em 1964. Em 1967, fez as primeiras histórias de Mirza, a Mulher-Vampiro, sua criação mais conhecida.

As aventuras foram publicadas pela extinta editora Jotaesse.

Em março deste ano, a editora Mythos lançou um álbum em comemoração aos 40 anos da personagem (a capa é mostrada no início desta postagem).

Uma das últimas histórias que fez dela foi feita numa das edições da revista "Wizmania". A narrativa, de poucas páginas, encerra com um encontro entre criador e criatura.

                                                    ***

Na mesma época, ele criou outro personagem ligado ao terror: Morto do Pântano, que teve uma coletânea lançada pela Opera Graphica.

As criações de terror eram publicadas pela editora D-Arte, que ele mantinha em sociedade com outro desenhista, Rodolfo Zalla.

Na década de 1970, ele começa a ilustrar livros didáticos para a editora Ática. Em 1979, assume a direção de uma das divisões artísticas.

                                                   ***

Na década seguinte, Colonnese volta a produzir de terror.

Publica nas revistas "Spectro", "Calafrio" e "Mestres do Terror", entre outras.

A partir da década de 1990, dividiu a atuação entre trabalhos institucionais com outros sobre a produção de quadrinhos.

Também nesse período, a editora Opera Graphica publicou diferentes coletâneas de quadrinhos deles.

Nos últimos anos, vinha se dedicando ao ensino de quadrinhos na Escola de Artes de Santo André, mesma onde vai ser enterrado neste sábado.

                                                   ***

"Colonnese foi um dos autores mais influentes do quadrinho brasileiro", diz Waldomiro Vergueiro, especialista em quadrinhos e coordenador do Observatório de Histórias em Quadrinhos da Universidade de São Paulo.

 "Foi um exemplo de profissionalismo e dedicação à nona arte. Deixará um vácuo, que dificilmente será preenchido."

                                                   ***

O cemitério da Vila Assunção, em Santo André, fica na avenida das Saudades, sem número.

Escrito por PAULO RAMOS às 16h15
[comente] [ link ]

Grupo de Minas usa quadrinhos para discutir emigração

 

 

 

 

 

 

 

 

Página de abertura da revista em quadrinhos "Um Presente Especial", que aborda o problema no interior mineiro 

 

 

 

 

 

Uma revista em quadrinhos pode ajudar na conscientização de crianças sobre problemas regionais?

Um grupo de Minas Gerais acredita que sim e lança nesta sexta uma revista infantil num encontro sobre emigração, principal problema social e econômico de Governador Valadares e de outras 25 cidades do interior mineiro.

A história em quadrinhos, de 16 páginas, aborda o tema regional.

A obra, chamada "Um Presente Especial", será distribuída gratuitamente em escolas da rede pública municipal.

"Nós visitaremos algumas escolas para conversar com os professores sobre possibilidades de trabalhar as questões apresentadas na história em quadrinhos junto aos alunos", diz por e-mail João Marcos Parreira Mendonça, autor da revista.

                                                            ***

Mendonça, que também é o criador da série infantil Mendelévio (aqui), afirma que estruturou a história na amizade entre duas crianças.

"Uma delas não conheceu os pais, que emigraram quando ela era muito nova, fato muito comum na região. Já a outra, os pais optaram por construir a vida na cidade", diz.

"A partir do pedido de um presente da criança aos pais que emigraram, eu mostro as possíveis conseqüências que a emigração proporciona no presente e futuro dessas crianças."

 

 

 

 

 

 

 

 

Revista em quadrinhos será distruída de graça em escolas do interior mineiro

 

 

 

 

 

 

 

João Marcos Mendonça diz que a história é fictícia. Mas o levantamento de informações foi bem real.

Ele se baseou em informações de uma pesquisa sobre o tema feita pela Univale, universidade que fica em Governador Valadares e onde dá aulas no curso de Design Gráfico.

                                                             ***

O desenhista visitou uma das cidades abordadas no estudo e entrevistou pessoas que tinham histórias ligadas à emigração. Só então elaborou o roteiro.

"O que mais me chamou a atenção foi que os pesquisadores procuraram uma pessoa da cidade que visitei que não tivesse um familiar emigrante, para participar do grupo focal", diz.

"Não conseguiram achar ninguém. E olha que a cidade tem 12.600 habitantes."

                                                             ***

Segundo Mendonça, 77% da renda de Governador Valadares, onde mora, vem de fora da cidade. O município tem cerca de 300 mil habitantes.

"Ter amigos, parentes próximos emigrando ou retornando com um discurso revelador das maravilhas do estrangeiro é parte do dia-a-dia dos moradores da região."

"Mas, na realidade, os poucos caso de sucesso sobressaem entre os muitos fracassos."

                                                             ***

Segundo a proposta do estudo, o resultado disso é que a relação entre pais e filhos tende a se tornar material.

Para contornar a ausência em casa, quem vive fora manda presentes para casa. O que criaria, na criança, a imagem de que viver fora da cidade seja sinônimo de vida fácil e rica.

Por isso, a história em quadrinhos se pauta na questão do presente dado às crianças.

 

 

 

 

 

 

 

Lançamento da revista em quadrinhos será neste sábado, em congresso de emigração, em Governador Valadares (MG)

 

 

 

 

 

 

O estudo sobre a situação da emigração foi encomendado à Univale pelo CIAAT, associação que mantém projetos de geração de renda para pessoas que optaram permanecer na cidade.

O projeto é maior. Não envolve apenas a revista e a pesquisa. Prevê também um documentário.

                                                             ***

O lançamento vai ser nesta sexta, a partir das 13h, no 2º Seminário Emigração Internacional e Desenvolvimento Local.

O encontro vai ocorrer na av. Minas Gerais, 301, em Governador Valadares.

A entrada é aberta ao público.

Escrito por PAULO RAMOS às 10h06
[comente] [ link ]

07.08.08

Editora Bossa Nova define primeiros álbuns nacionais

 

 

 

 

 

 

 

 

Página de "Proscritos", álbum de estréia da linha nacional da editora

 

 

 

 

 

 

 

 

A Bossa Nova já fechou quais serão os dois primeiros trabalhos que vão inaugurar a linha de álbuns nacionais da editora paulista.

Um é de Beto Nicácio, de São Luis, e vai se chamar "Proscritos".

Trata-se de uma série de histórias curtas sobre o sertão. A obra será em preto-e-branco e está programada para o mês que vem.

O outro trabalho também traz narrativas curtas, produzidas por Nestablo Ramos Neto, de Brasília. O título do álbum é "Zona Zen".

Se não houver mudanças, chega nos meses finais do ano.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Seqüência de "Zona Zen", que traz uma série de histórias curtas de Nestablo Ramos Neto 

 

 

 

 

 

 

 

A procura da Bossa Nova por trabalhos nacionais teve início em março deste ano.

A Bossa Nova pôs um anúncio no site da editora pedindo propostas (mais aqui).

Há um ano no mercado, a editora tinha lançado até então cinco livros ligados a comunicação.

A idéia era encontrar histórias mais longas para serem lançadas em livrarias. O público-alvo é o leitor adulto.

A triagem ficou a cargo do desenhista Glauco Guimarães, um dos idealizadores do projeto e atual editor da linha de álbuns.

                                                             ***

Segundo Guimarães, a editora recebeu mais de 500 projetos, nem todos fechados.

"Muita gente me mandou trabalhos incompletos", diz ele, por telefone.

"Eu entrava em contato e a pessoa dizia que não tinha o álbum pronto."

Para ele, faltou planejamento de muitos quadrinistas, que não entenderam que se tratava de uma oportunidade profissional.

                                                             ***

Dos cerca de cem trabalhos prontos a que teve acesso, selecionou metade.

Num primeiro momento, programa 12 obras para serem lançadas.

Ele revela apenas que as duas primeiras são as de Nicácio e Nestablo.

As demais prefere manter sigilo por não estarem ainda com os contratos assinados.

                                                            ***

Conforme for a receptividade dos primeiros lançamentos, em especial os dois primeiros, a editora irá lançar os demais.

"Todo o lucro que a gente tiver com as vendas vai ser para publicar outros álbuns", diz.

O blog pergunta se a editora espera alcançar boas vendas com os álbuns. É comum o mercado editorial brasileiro dizer que quadrinho nacional não vende bem.

"Eu sempre acompanhei o mercado de quadrinhos e o [quadrinho] brasileiro é sempre difícil de agradar. Ou é a história ou é o tema... mas, se o trabalho é bom, vai vender."

"É esse tipo de gente que eu queria mostrar. Se você coloca esse autor nas livrarias, vai colar, eu tenho certeza."

                                                             ***

"Zona Zen" é o segundo trabalho de Nestablo Ramos Neto anunciado para os próximos meses. O outro é "Zoo", um dos álbuns nacionais que a editora HQM programa lançar.

A obra mostra o que seria dos humanos se fossem dominados pelos animais.

Leia mais aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h13
[comente] [ link ]

06.08.08

Histórias de Zé Carioca feitas por brasileiro serão relançadas

 

 

 

 

 

 

 

 

Página de uma das produções de Waldyr Igayara de Souza, feita em 1968 e restaurada digitalmente

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Histórias de Zé Carioca feitas pelo brasileiro Waldyr Igayara de Souza vão ser republicadas na revista mensal do personagem da Disney.

A edição 2326, que está nas bancas, traz três delas (Abril, 50 págs., R$ 2,95).

Nos próximos números, estão programadas mais histórias de humor.

                                                             ***

As produções do desenhista -falecido em 2002- são curtas, de uma página, e foram lançadas na década de 1960. A mostrada nesta postagem é de 1968.

Segundo a Abril, as histórias não tinham sido relançadas até agora por problemas de qualidade na reprodução do material.

Ainda de acordo com a editora, a recuperação só foi possível por intermédio do ilustrador Fernando Ventura, que teve acesso aos originais.

                                                             ***

Ventura foi aluno de Waldyr Igaiara -apelidado de Iga- há dez anos.

Isso facilitou o acesso aos originais do acervo pessoal dele.

Ventura xerocou o material, que foi digitalizado e recebeu nova colorização.

                                                             ***

Por anos, muitas das histórias Disney foram produzidas por artistas brasileiros, não creditados. Igayara foi um deles.

De acordo com a editora, o desenhista foi um dos pioneiros na criação de histórias nacionais de personagens da linha Disney, entre eles Zé Carioca.

Igayara participou também da criação da revista "Recreio", voltada a crianças, e foi diretor editorial da divisão infanto-juvenil da Abril.

                                                             ***

O mais famoso autor do papagaio carioca, no entanto, surgiu nos anos 1970, pouco depois das primeiras histórias de Igayara.

O brasileiro Renato Canini transformou o personagem num malandro bonachão e caloteiro, morador dos morros do Rio de Janeiro.

Canini tinha um traço tão peculiar que, mesmo não creditado, era possível saber que as histórias tinham participação dele.   

                                                             ***

O fenômeno visto com Canini ocorreu por décadas com o norte-americano Carl Barks. E em situação bastante similar.

Foi Barks quem produziu a maior parte das histórias de Pato Donald e companhia. Tio Patinhas, por exemplo, foi criação dele.

Barks não foi creditado por décadas. A fama recaía em Walt Disney. Ainda em vida, foi descoberto por fãs. E teve o devido reconhecimento.

                                                             ***

A Abril lança neste e nos próximos meses os últimos volumes de uma coletânea com histórias de Barks.

Leia mais sobre a coleção neste link.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h44
[comente] [ link ]

05.08.08

Panini confirma revista mensal de Lanterna Verde

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Desenho da possível capa do título, que será lançado em setembro pela editora

 

 

 

 

 

 

 

A editora Panini confirmou que vai lançar em setembro uma nova revista mensal encabeçada pelo super-herói Lanterna Verde.

A novidade faz parte de uma série de mudanças que a editora tem anunciado nos dois últimos meses nas revistas da linha DC.

A Panini, no entanto, mantinha em sigilo o nome da nova publicação.

                                                             ***

A revista vai se chamar "Dimensão DC: Lanterna Verde".

Segundo a editora, nos primeiros cinco meses, a publicação vai trazer histórias de "A Guerra dos Anéis".

A saga, protagonizada pelos lanternas verdes, ajudou o título norte-americano a ser escolhido a melhor revista regular no prêmio norte-americano Wizard Fan Award.

A votação, feita por fãs, foi divulgada neste início de mês (leia mais na postagem abaixo).

O brasileiro Ivan Reis, que faz a arte da série, também foi premiado pela revista norte-americana "Wizard" -em dezembro do ano passado- como melhor desenhista de 2007.

                                                             ***

As outras mudanças da linha DC da Panini já haviam sido noticiadas nas revistas mensais.

Foram suspensas, pelo menos por enquanto, as revistas "DC Especial", "DC Apresenta" e "Batman Extra". Os três títulos devem voltar no primeiro semestre de 2009. 

As revistas mensais "Os Melhores do Mundo" e "Universo DC", ambas com 100 páginas, foram canceladas.

                                                            ***

As demais publicações mensais não sofrem alterações no formato ou na numeração. 

O que vai haver é um remanejamento de personagens e a suspensão de algumas séries, mesmo que temporariamente.

É o caso de Xeque-Mate, que pode voltar em 2009, segundo a editora.

                                                            ***

A nova cara editorial da DC deve ser divulgada oficialmente na Bienal do Livro de São Paulo.

No evento literário, a Panini vai lançar novos álbuns da DC: "Crise nas Múltiplas Terras" e "Superman Crônicas 2" (com histórias clássicas do homem de aço).

É possível que seja lançado também o primeiro volume do encadernado "Batman - A Queda do Morcego", série de histórias já lançada no Brasil pela Editora Abril.

                                                             ***

O blog conversou com o editor sênior da linha DC da Panini, Fabiano Denardin.

Na entrevista, feita por e-mail, ele dá mais detalhes sobre as alterações feitas nas revistas e os motivos que levaram a elas.

                                                             ***

Blog - Além dos títulos suspensos e cancelados, quais são as outras mudanças previstas na linha DC/Panini?

Fabiano Denardin - Em 2006, durante a renovação de contrato da DC e no ano passado, durante a publicação de "Crise Infinita", decidimos apostar numa expansão da DC mais acelerada do que estávamos fazendo até então. Essa decisão foi motivada por tudo que estava prometido acontecer. Excelentes equipes de criadores, títulos envolvidos com grandes sagas, grandes eventos acontecendo etc. Começamos o ano trazendo "Batman Extra" e "DC Apresenta" e depois saímos com "Universo DC" (uma revista só com séries relacionadas à "Contagem Regressiva para a Crise Final", que receberia a "Sociedade da Justiça" quando o novo título da série chegasse ao momento certo) e "Os Melhores do Mundo" (revista trazendo Flash e a nova Mulher-Maravilha, dois dos principais heróis da DC, mais a Legião dos Super-Heróis e Íon, numa minissérie relacionada aos eventos da DC). Bem, o balanço geral dessa expansão não foi exatamente o que esperávamos e a DC deu uma escorregada em sua linha principal de títulos, tornando difícil a gente conseguir reverter uma tendência de queda que estava sendo demonstrada por alguns meses. Assim, achamos melhor aproveitar e consolidar os títulos, reforçando nossas revistas já tradicionais e lançando um título que tem tudo pra ser um sucesso, o título "Dimensão DC: Lanterna Verde".

 

Blog - Por que uma nova revista com o Lanterna Verde?

Denardin - Faz tempo que a gente queria o Lanterna pra capitanear um título, desde antes de surgir "Universo DC" e "Os Melhores do Mundo". Mas a série dele estava com arcos rolando já na Liga [da Justiça] e não quisemos interromper bruscamente naquele momento. Olhando pra trás, talvez tivesse valido a pena esperar mais um pouco e lançar um título já com o Lanterna, mas na época achamos melhor investir na publicação de séries que estavam iniciando (e todas as séries das duas mensais eram "números 1", exceto pela Legião dos Super-Heróis, que começou no 16). Íon, Xeque-Mate, Mulher-Maravilha, Flash, Sexteto Secreto e Batalha por Blüdhaven começavam do número 1. É uma oportunidade rara poder começar uma revista mensal assim, e seguimos em frente. Enfim, agora, analisando todas as possibilidades e pesando a nossa vontade de não simplesmente cancelar títulos, mas, sim, relançá-los, decidimos que chegou a hora do Lanterna Verde. O título dele é editado pelo Eddie Berganza nos Estados Unidos, o mesmo editor de "Crise Infinita" e a vindoura "Crise Final", e ele planeja as coisas com MUITA antecedência, o que nos dá uma garantia de que teremos muita coisa boa vinda no título, fora "A Guerra dos Anéis", que foi o evento do ano dos quadrinhos em 2007, e que vai abrir a nossa publicação aqui. Além disso, o fato de ter um artista como o Ivan Reis tomando conta do título faz com que a gente tenha mais segurança. A qualidade da arte de uma revista é um fator que pesa muito para o leitor brasileiro. E também pesa o fato de ter um escritor como Geoff Johns no roteiro. Com tudo isso em mente e analisando os números de "Lanterna Verde: Renascimento", resolvemos apostar no Gladiador Esmeralda como carro-chefe pra levar adiante a bandeira de um novo título DC. E ele não vai sozinho. Num primeiro momento terá a companhia da Tropa dos Lanternas Verdes no desenrolar de "A Guerra dos Anéis" e, no ano que vem, deve ganhar novas companhias.

 

Blog - Há alguma mudança de outra ordem, como no formato das revistas e/ou no número de páginas?

Denardin - Não, absolutamente nada. Cogitamos experimentar zerar as revistas em setembro, mas acho que os leitores que nos acompanham desde o início não aprovariam. Então resolvemos apostar na continuidade. As revistas seguem com o mesmo número de páginas, salvo alguns casos em que precisamos abrigar umas paginazinhas a mais, e seguem no formato original. Acho que seria um retrocesso voltar a algo como o "formatinho" [como o usado nas revistas infantis] neste momento. Também não temos nenhum aumento de preço programado no momento.

 

Blog - O que pautou as mudanças?

Denardin - Um mix de coerência editorial (manter séries afins juntas), importância cronológica (séries que ajudam a formar uma visão mais completa do Universo DC), qualidade das histórias e força no mercado, analisando pelo nosso histórico de vendas. Tentamos fazer mixes que agradassem a mais leitores.

 

Blog - Como andam as vendas das revistas da DC no Brasil, em especial as que foram canceladas?

Denardin - Olha, acho que o fato de as revistas terem sido descontinuadas fala por si. Não gosto de comentar vendas e é política da Panini não divulgar números. Posso dizer que, no geral, a DC vai bem e sem perspectivas negras, principalmente com essa consolidação de títulos. Podemos ficar mais tranqüilos em relação ao futuro. É claro que nenhum leitor gosta muito de mudanças, mas algumas vezes elas são necessárias.

 

Blog - E o material que chega às livrarias? Emplacou?

Denardin - Tivemos diversas publicações voltadas exclusivamente para livrarias, com uma boa aceitação. O maior problema é entrar nesse segmento que ainda não dominamos, mas com o catálogo que estamos formando e com o bom resultado, acredito que as coisas devam ficar melhores daqui pra frente e que 2009 vá manter ou aumentar a quantidade de títulos que tivemos este ano.

 

Blog - As revistas que foram suspensas voltam? Ou voltam esporadicamente? Como fica o caso específico de "Batman Extra"?

Denardin - "DC Apresenta", "DC Especial" e "Batman Extra" voltam já no primeiro semestre do ano que vem, mas a informação sobre exatamente em que mês e com quais materiais vai ser divulgada mais pra frente. Ainda estamos acertando alguns detalhes da nova programação pro ano que vem.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h01
[comente] [ link ]

Revista desenhada por brasileiro vence prêmio nos EUA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Título premiado, do super-herói Lanterna Verde, tem arte de Ivan Reis

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A revista "Green Lantern", que traz histórias do super-herói Lanterna Verde e é desenhada pelo brasileiro Ivan Reis, foi escolhida a melhor publicação regular no Wizard Fan Awards.

A premiação é promovida pela revista "Wizard", especializada em informações sobre a indústria dos quadrinhos norte-americana. A escolha foi feita por fãs.

A publicação foi eleita também em outras categorias, como melhor editor e colorista.

Geoff Johns, que escreve diferentes títulos, entre eles o do Lanterna Verde, foi escolhido o melhor escritor.

                                                            ***

A primeira resposta de Reis sobre a premiação foi um estusiasmado "é maluco!".

Ele explica, na seqüência: vê a escolha dos fãs como um desafio para aprimorar o trabalho.

"Eu não posso me preocupar muito com isso", diz, por telefone.

"Claro que é uma honra. Mas o trabalho tem de continuar. Ele [o prêmio] acaba te impondo um parâmetro de qualidade."

                                                             ***

O trabalho de Reis na série do Lanterna Verde teve início em 2006. Essas primeiras histórias já foram publicadas no Brasil pela editora Panini.

Atualmente, ele desenha a edição 35 norte-americana. Faz o trabalho em São Bernardo do Campo, no Grande ABC, onde mora. De lá, envia a arte por e-mail à editora.

Depois desse número, diz, dá uma parada para desenhar a saga "Blackest Night" (noite mais escura, numa tradução livre).

A série de histórias será publicada na revista do personagem em 2009, por volta da edição 50. É quando ele retorna ao título.

                                                             ***

Reis mantém um contrato de exclusividade com a DC Comics, que termina no fim do ano que vem. Mas já tem projetos com a editora até 2011.

"Eles me mantém tão ocupado que eu não consigo fazer alguma coisa por aqui", diz.

A overdose de trabalho na linha de super-heróis já rendeu a ele outros prêmios de leitores da "Wizard" por séries em que trabalhou.

É o caso dos desenhos dele para edições da minissérie "Crise Infinita", feita em 2006 e também já lançada no Brasil (leia mais aqui).

                                                             ***

O principal prêmio, no entanto, foi recebido em dezembro do ano passado.

Foi eleito pela equipe da revista "Wizard" como o melhor desenhista de 2007 (mais aqui). O assunto repercutiu também na mídia brasileira.

Os prêmios estimularam a organização do Troféu HQMix, principal premiação de quadrinhos brasileira, a homenagear Reis na edição deste ano (mais aqui).

Reis se destacou por causa da saga "Sinestro Corps War" (guerra da Tropa Sinestro), ainda inédita no Brasil.

Nos Estados Unidos, a revista "Green Lantern" é uma das mais vendidas da DC Comics.

                                                             ***

É a segunda premiação que desenhistas brasileiros conquistam de um mês para cá.

Em julho, Gabriel Bá, Fábio Moon e Rafael Grampá venceram com a obra "5" o prêmio de melhor antologia no Eisner Awards.

O Eisner Awards é uma espécie de Oscar dos quadrinhos nos Estados Unidos.

Séries desenhadas por Bá e Moon também foram premiadas.

Leia mais aqui

Crédito: a imagem desta postagem foi reproduzida do site "The Green Lantern Corps" (link).

Escrito por PAULO RAMOS às 10h36
[comente] [ link ]

04.08.08

Obra transpõe para os quadrinhos experiência de regressão

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma das páginas do álbum inédito, escrito por André Diniz e desenhado por Antonio Eder

 

 

 

 

 

 

 

 

Um álbum em quadrinhos transpôs para a forma de desenhos as experiências presenciadas em sessões de terapia de vidas passadas.

Os relatos foram testemunhados pelo autor da obra, o quadrinista André Diniz.

Explicar a trajetória do trabalho requer uma regressão também nos fatos.

Diniz passou pelas sessões entre 2004 e 2005. Na época, já imaginava em verter para os quadrinhos as imagens e histórias testemunhadas na mente, fossem reais ou não.

"Sinceramente, se você me perguntar no meu íntimo se eu realmente acredito que aquelas sejam vidas passadas, eu não tenho nada que de fato me comprove isso, mesmo implicitamente", diz ele, por e-mail.

"Se foi uma jornada ao meu inconsiente ou algo assim, isso não diminui o valor dessa experiência fascinante. Mas o que eu posso afirmar é que é algo muito intenso e profundo, muito mais do que meros sonhos ou exercícios de imaginação."

                                                             ***

Ele diz que não teve nenhum relato "clássico", como encontros com faraós ou algo do tipo.

Alguns dos registros são sobre o Peru e os costumes de lá. Uma casa sem teto, confirmou depois, realmente existe.

Mas conseguiu mapear sete possíveis vidas, unidas de uma forma ou de outra por acontecimentos ligados à perna direita.

"A história em quadrinhos é contada exatamente da forma como tudo aconteceu. Narro as minhas idas ao consultório, a sessão de relaxamento, as perguntas que me eram feitas e o que eu via e respondia", diz.

"Até por isso, posso dizer que o livro é 100% baseado em fatos verídicos, pois eu não digo que fui essa ou aquela pessoa em outra vida, digo apenas que fui a uma sessão e vi isso. As conclusões ficam a cargo do leitor."

O quadrinista afirma também que não mudou nada para tornar a história mais ágil ou interessante.

A única adaptação, segundo ele, foi articular um capítulo para cada "vida" testemunhada.

Na prática, elas foram resultado de diferentes sessões.

 

 

 

 

 

 

 

 

Outra cena do álbum em quadrinhos, provisoriamente chamado de "Sete Vidas"

 

 

 

 

 

 

 

 

O trabalho foi desenhado por Antonio Eder, parceiro de Diniz em outras empreitadas quadrinísticas.

Uma delas é a coleção de quadrinhos sobre história e filosofia que a editora Escala planeja lançar (mais na postagem abaixo).

Segundo Diniz, os desenhos ficaram prontos na semana passada. Ele diz já ter uma editora em vista, mas ainda não fechou negócio.

Por enquanto, pretende dar o título de "Sete Vidas" à obra.

                                                             ***

Morador de Petrópolis, no Rio de Janeiro, o escritor e desenhista tem a característica de se enfronhar em mais de um projeto ao mesmo tempo.

Além da escrita dos 12 volumes da coleção da escala e deste álbum, trabalhou ainda em outro, batizado de "Quilombo Orum Aiê". Ele também fez os desenhos da obra.

O álbum é sobre três escravos e um jovem branco que partem em busca de um quilombo utópico. A história se passa em Salvador, no ano de 1835.

                                                             ***

Seguindo à risca a tendência de fazer mais de um trabalho ao mesmo tempo, André Diniz lança no próximo sábado, em São Paulo, o livro juvenil "A Incrível História do Homem Mais Velho do Mundo".

A obra, da editora Galera Record, traz também ilustrações dele.

O lançamento é às 16h, na Livraria da Vila (Al. Lorena, 1.731).

Escrito por PAULO RAMOS às 21h17
[comente] [ link ]

03.08.08

Editora Escala prepara quadrinhos sobre história e filosofia

 

 

A editora Escala vai pôr no mercado uma coleção sobre história e filosofia feita em quadrinhos. A série terá 12 obras, todas escritas por André Diniz.

Os desenhos são de autores conhecidos na área de quadrinhos: José Aguiar, Daniel Brandão, Laudo Ferreira Junior e Antonio Eder, que fez metade dos trabalhos.

 

 

Quatro volumes são sobre história do Brasil. Vão abordar:

  • A Inconfidência Mineira
  • A Independência do Brasil
  • A Revolta de Canudos
  • A Guerra dos Farrapos

 

 

Outros quatro vão tratar de história geral:

  • A Revolução Francesa
  • A Revolução Russa
  • A I Guerra Mundial
  • A Fundação de Israel

 

 

Os demais vão abordar obras ligadas diretamente ou indiretamente à área da Filosofia:

  • O Elogio da Loucura
  • Utopia
  • O Príncipe
  • Cândido

 

 

Ainda não há uma data de lançamento da coleção, que tem objetivos dídáticos.

A Escala já teve outra experiência semelhante com obras da literatura brasileira.

Também foram lançados 12 volumes, produzidos por diferentes autores.

                                                             ***

O escritor da coleção da Escala, André Diniz, já fez outros trabalhos que mesclavam fatos históricos com quadrinhos.

Ele lançou no ano passado pela Franco Editora as obras "Ponha-se na Rua", sobre a passagem da família real no Brasil, e a biográfica "Chico Rei" (leia mais aqui).

Na ocasião, Diniz comentou ao blog que trabalhava no roteiro de 12 histórias em quadrinhos históricas. Mas, na época, manteve segredo do que se tratava (mais aqui).

                                                              ***

Ele não manteve segredo, no entanto, sobre seus dois novos trabalhos.

Um é uma história em quadrinhos sobre regressão, resultado de uma experiência vivida por ele mesmo. O outro aborda a fuga de escravos.

Os dois álbuns de André Diniz são tema da nova postagem desta segunda-feira.

                                                             ***

Em tempo: os desenhos desta postagem são, na seqüência, de José Aguiar (Guerra de Canudos), Laudo Ferreira Junior (Inconfidência Mineira e Revolução Russa), Antonio Eder (Cândido) e Daniel Brandão (Revolução Francesa).

Escrito por PAULO RAMOS às 22h48
[comente] [ link ]

02.08.08

Editora Manole cria núcleo para publicar quadrinhos

 

 

 

 

 

Ilustração de Mike Mignola para o livro "Baltimore", primeira obra do novo selo editorial da Manole

 

 

 

 

 

Uma das grandes do mercado editorial brasileiro vai entrar no ramo de quadrinhos. A Manole vai publicar obras ligadas à área a partir deste semestre.

O livro ilustrado "Baltimore" é o primeiro lançamento confirmado. É uma parceria entre o escritor Christopher Golden e Mike Mignola, criador do personagem Hellboy.

Mignola é quem faz as mais de cem ilustrações da obra norte-americana, que mostra a caça a um vampiro, liberto durante a Primeira Guerra Mundial.

Segundo a editora, o livro está na gráfica e deve ser lançado em breve.

                                                            ***

A paulista Manole -fundada há 40 anos- ainda define quais serão os próximos títulos a serem trabalhados.

Mas demonstrou claro interesse na publicação de álbuns nacionais, tendência seguida por outras editoras também.

"A idéia é ter muito material nacional", diz por telefone Leda Rita Cintra, que cuida da captação de conteúdo para a nova linha da Manole.

"A gente quer criar um selo que vença pela qualidade, e não pela quantidade."

                                                            ***

O selo a que ela se refere se chama Amarilys, nome da linha que vai agregar obras literárias e de quadrinhos.

Dentro desse selo, que deve ser inaugurado oficialmente em setembro, vai haver uma editoria específica de quadrinhos. O editor será Luis Pereira.

A Manole estuda também a possibilidade de publicar obras teóricas ligadas à área.

                                                            ***

Na prática, é uma volta à área de humanas, deixada de lado pela editora há alguns anos.

O investimento da Manole, desde então, focou-se em produções ligadas à administração, direito, fisioterapia e medicina, áreas pelas quais ficou conhecida no mercado. 

Agora, volta a investir em literatura e quadrinhos, reiniciando do zero.

"Quadrinhos estão vendendo de novo", diz Leda. "A quantidade está uma loucura. Todo mundo está fazendo."

O objetivo da Manole é vender as publicações do selo nas livrarias.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h53
[comente] [ link ]

Álbum de luxo relança Batman desenhado por Neal Adams

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Obra reedita em ordem cronológica histórias do homem morcego feitas por Adams

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando os 69 anos de histórias de Batman são vistos em perspectiva, há um grupo seleto de autores que se destaca por este ou aquele motivo.

Neal Adams é um deles. É tido como um dos principais desenhistas do homem-morcego.

O olhar dele sobre o personagem -inovador à época- foi reunido num álbum de luxo.

A obra começou a ser vendida nesta semana nas lojas especializadas em quadrinhos (Panini, 244 págs, R$ 56).

                                                             ***

O álbum reedita, em ordem cronológia, as histórias e capas do homem-morcego desenhadas por ele entre os anos de 1967 e 1969.

São nove aventuras produzidas originalmente para as revistas "Detective Comics", "The Brave and the Bold", "Batman" e "World´s Finest Comics".

Todas traziam parte como protagonista.

Na época, havia uma natural exploração da imagem do herói por conta do seriado de televisão homônimo, exibido no final dos anos 1960.

A série trazia o ator Adam West na roupa do homem-morcego.

                                                             ***

Essa fase mostra histórias um pouco mais ingênuas de Batman, escritas por Leo Dorfman e Bob Haney, ambos já falecidos.

Apesar disso, o teor das narrativas já começava a contrastar com o traço mais realista de Adams. Realista e intencionalmente inovador.

Ele fazia layouts e ângulos diferenciados em relação aos quadrinhos de super-heróis produzidos à época nos Estados Unidos.

Foi o que o diferenciou e o que levou às sucessivas reedições de suas histórias.

                                                              ***

Na introdução do álbum, Adams revela que via a DC Comics -editora que publica Batman- parada no tempo, sem inovações.

Ao contrário do que ocorria na concorrente Marvel -de Quarteto Fantástico, Hulk e Homem-Aranha-, que desde 1961 deu novo ânimo e humanização ao gênero.

"O que eu poderia fazer para empurrar esse monstro?", o desenhista se pergunta, no texto introdutório, assinado em 2003.

"Não havia muita opção - eu tinha me apaixonado pelos quadrinhos... então as HQs iriam mudar para me agradar."

                                                             ***

O estilo mais realista e esteticamente diferenciado -que influenciou muitos desenhistas nos anos seguintes- teve início nessa fase mais ingênua, mostrada no álbum.

Mas se seguiu com histórias bem mais reais, inclusive de Batman, na primeira metade da década seguinte.

Muito disso se deve à parceria com o escritor Denny O´Neil.

                                                             ***

Dono de um texto que dialoga com temas sociais, O´Neil deu um olhar até inédito não só a Batman, mas também a Arqueiro Verde e Lanterna Verde.

As histórias dos heróis esmeraldas -produzidas pela dupla- foram relançadas mais de uma vez no Brasil.

A última foi pela Panini, em 2006, em dois volumes da coleção "Grandes Clássicos DC".

No caso específico de Batman, havia o cuidado editorial de, nesse segundo momento, afastá-lo da imagem estereotipada do seriado de TV, tão explorada até então.

Robin se separou dele para ir à faculdade e iniciou-se um ensaio de um homem-morcego mais sombrio, próximo ao visto recentemente nos cinemas.

                                                             ***

A parceria de Adams e O´Neil não aparece nesta primeira coletânea de histórias.

Ela vai ficar para os próximos volumes (a capa anuncia que este é apenas o primeiro). 

Mas, de volta ao olhar em perspectiva das histórias do herói, pode-se ver nessas aventuras mais ingênuas desenhadas por Adams uma tentativa de fugir das amarras estilísticas que a DC produzia na época.

Foi uma espécie de transição para as histórias mais reais da DC que surgiriam nos anos e nas décadas seguintes, e não só de Batman. 

Escrito por PAULO RAMOS às 18h18
[comente] [ link ]

31.07.08

Yeshuah: um outro olhar sobre a trajetória de Cristo

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa provisória do primeiro volume, feito por Laudo Ferreira Junior

 

 

 

 

 

 

 

Das novidades nacionais que a editora HQM programa lançar, uma destoou.

O inusitado é o tema. "Yeshuah" se propõe a contar a história de Jesus Cristo sob um ângulo que foge da visão tradicional vista nos países ocidentais. 

O título do álbum já dá sinais disso. Em vez de Jesus, usa o nome na forma hebraica.

Outros nomes também sofreram traduções: Maria será Mirian; José, Yoseph; Herodes, Horid; João, Yohanán.

O autor do álbum, Laudo Ferreira Junior, diz que vai haver uma explicação sobre as traduções na obra para que o leitor percebe o motivo delas.

                                                             ***

"A idéia desse quadrinho é contar uma versão da história de Jesus sem uma tendência religiosa e nem satírica, crítica ou qualquer coisa assim que é comum acontecer", diz.

"A história é apresentada dentro de uma versão livre, porém baseada numa extensa pesquisa que venho fazendo ao longo desse tempo."

Por "esse tempo" leia-se desde de 2001, quando começou a pensar no projeto.

Desde então, ele diz ter feito pesquisas em textos apócrifos e em outros olhares sobre o tema, como as visões muçulmanas, hindus e budistas.

Laudo diz que também conversou com teólogos.

 

                                                            

 

 

 

 

 

 

 

Uma das páginas da obra, que será em preto e branco

 

 

 

 

 

 

 

 

Para "entrar no clima", nas palavras dele, afirma desenhar as páginas ao som de trilhas sonoras ligadas ao Oriente Médio.

A estratégia parece ter dado resultado. Já tem dois álbuns prontos. No momento, está para começar a produção do terceiro e último.

Cada um deve ter em torno de 150 páginas, em preto-e-branco.

A arte-final será de Omar Viñole, que já fez parceria com Laudo em outros projetos.

                                                             ***

Laudo -nascido em São Vicente, no litoral sul paulista, e hoje um dos moradores de São Paulo- ficou por anos rotulado à produção das histórias da fogosa Tianinha, personagem erótica produzida por ele.

Do fim do ano passado para cá, ele tem dado uma rasteira em que o via apenas como o autor de Tianinha.

Em novembro, começaram a ser veiculadas na internet as primeiras histórias reais sobre os músicos mineiros do Clube da Esquina. 

O autor pretende publicar o material em livro (mais aqui e aqui).

                                                             ***

Também nesse período, relançou nas bancas "Depois da Meia-Noite", história de mistério que havia produzido anos atrás (leia mais aqui).

A trama já teve dois números publicados. Falta ainda o terceiro e último. 

E, agora, consolida essa virada com o álbum sobre a história de Cristo.

                                                             ***

A editora HQM pretende lançar o primeiro álbum -"Yeshuah - Assim Embaixo Assim Em Cima"- entre este segundo semestre e o ano que vem.

Leia mais sobre os outros lançamentos da editora na postagem abaixo. 

Escrito por PAULO RAMOS às 23h33
[comente] [ link ]

[ ver mensagens anteriores ]