29.09.08

Parte das editoras de quadrinhos vai adotar nova ortografia em 2009

Uma parcela das editoras brasileiras de histórias em quadrinhos vai seguir as regras do novo acordo ortográfico no ano que vem.

Das seis editoras consultadas pelo blog entre ontem à noite e hoje, três disseram que adotarão as mudanças em 2009. Duas já no primeiro semestre.

O decreto que implanta as mudanças foi assinado na tarde desta segunda-feira, no Rio de Janeiro, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A medida começa a valer a partir de 1º de janeiro de 2009. A nova lei prevê um período de transição até o último dia de 2012.

                                                              ***

Uma das editoras que começa a adotar o acordo no ano que vem é a Mythos, que edita material de super-herois para a multinacional Panini, atual líder de vendas nas bancas. 

Segundo a editora, o assunto já foi conversado internamente. As revistas com as novas regras começam a circular até o meio de 2009. Um texto vai avisar o leitor sobre as alterações.

A Devir também deve ter lançamentos com a nova ortografia no primeiro semestre de 2009.

A editora diz que as produções que começarem a ser trabalhadas no início do ano que vem já seguirão as regras. 

                                                             ***

A Zarabatana também prevê utilizar o acordo em 2009, porém não precisou exatamente em que período.

As outras três editoras consultadas pelo blog -Pixel, HQM e Conrad- ainda não definiram o assunto internamente. 

A Pixel vai aguardar a reação do mercado editorial para, então, adaptar-se aos poucos.

A HQM diz que vai se adaptar quando for o momento e que não tem intenção de mudar o que já está programado. A Conrad vai seguir a nova regra, mas não definiu quando.

                                                              ***

A proposta do novo acordo ortográfico foi assinada em dezembro de 1990, em Lisboa.

A proposta original era unificar a escrita dos países que usam a língua portuguesa: Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal.

Já houve diferentes idas e vindas do acordo. O decreto assinado nesta segunda-feira por Lula torna a implantação um caminho sem volta para o Brasil.

As mudanças preveem a queda de parte dos acentos especiais (caso do trema) e diferenciais (pára/para, para ficar em um caso).

Também estipula a inserção de "k", "w" e "y" no alfabeto, mudanças no uso do hífen e possibilidade de dupla escrita de algumas palavras (leia mais neste link).

                                                             ***

Na prática dos quadrinhos, significa que o vilão Pinguim não terá trema e que os super-herois serão grafados sem o acento agudo.

E que herois como Batman farão acções -ou ações- de bravura.

Apenas para registro: para ilustrar, escrevi esta notícia já com as novas regras.

Começo a seguir o acordo ortográfico nos textos aqui do blog em 1º de janeiro de 2009.

                                                              ***

Queria saber a opinião do leitor.

O que você achou do novo acordo ortográfico?

Escrito por PAULO RAMOS às 18h51
[comente] [ link ]

28.09.08

Série desenhada por Gabriel Bá vence mais um prêmio nos EUA

 

 

 

 

 

 

 

 

"The Umbrella Academy", que tem arte do brasileiro, venceu neste fim de semana o Harvey Awards na categoria melhor nova série

 

 

 

 

 

 

 

"The Umbrella Academy", título em quadrinhos desenhada pelo brasileiro Gabriel Bá, venceu o Harvey Awards na categoria melhor nova série.

Os vencedores foram definidos neste fim de semana em Baltimore, nos Estados Unidos.

O Harvey -nome inspirado no cartunista Harvey Kurtzman (1924-1993)- é um dos prêmios de destaque da indústria norte-americana de quadrinhos. Perde apenas para o Eisner Awards.

Os indicados e os vencedores das 20 categorias são definidos por profissionais da área.

                                                             ***

Bá concorria também na categoria melhor desenhista.

Mas o prêmio ficou com Frank Quitely, pelo trabalho feito em "Grandes Astros Superman".

O título com o homem de aço -que é publicado no Brasil pela editora Panini- ganhou em outras duas categorias: série regular e melhor história única (correspondente à edição número oito, já lançada por aqui).

                                                              ***

A série "The Umbrella Academy" já havia conquistado o Eisner Awards, em julho deste ano.

Escrita por Gerard Way, vocalista da banda My Chemical Romance, ganhou na categoria melhor minissérie (leia mais sobre a história neste link; e veja imagens aqui).

Bá venceu também pela obra independente "5", feita com o irmão, Fábio Moon, e com outro brasileiro, Rafael Grampá. Foi a vencedora na categoria melhor antologia (mais neste link).

A série "Sugashock!", desenhada por Moon, também venceu como melhor história digital.

                                                              *** 

Gabriel Bá concorre a mais um prêmio norte-americano, o "Scream 2008", especializado em produções de horror. 

O paulista concorre nas categorias melhor desenhista e melhor história, "The Umbrella Acadamy: Apocalypse Stories". O prêmio é promovido pelo canal Spike TV e será entregue no fim deste mês.

Por terras brasileiras, Bá e Moon venceram nesta semana o Prêmio Jabuti na categoria álbum didático e paradidático de ensino fundamental ou médio (leia mais aqui). 

O prêmio foi pela adaptação em quadrinhos de "O Alienista", conto de Machado de Assis.

                                                              ***

Crédito: a imagem que abre esta postagem é uma reprodução do site "Comic Books Journal".

Escrito por PAULO RAMOS às 17h12
[comente] [ link ]

27.09.08

Álbum traz mais histórias do Quarteto Fantástico de John Byrne

 

 

 

 

 

 

 

 

Álbum, que começou a ser vendido nesta semana, é o quarto volume da série com aventuras do grupo publicadas nos EUA na década de 1980

 

 

 

 

 

 

 

De pouquinho em pouquinho, as histórias de super-heróis feitas pelo escritor e desenhista John Byrne vão sendo relançadas no Brasil.

A edição mais recente com trabalhos dele começou a ser vendida nesta semana.

"Os Maiores Clássicos do Quarteto Fantástico - Volume 4" dá seqüência à fase em que ele estava à frente do título da editora Marvel Comics (Panini, 204 págs., R$ 28,90).

A exemplo dos três números anteriores -o primeiro é de 2005-, o álbum traz histórias da primeira metade da década de 1980. As oito aventuras desta publicação são de 1983.

                                                             ***

Este quarto volume da série traz um encontro do grupo -formado por Senhor Fantástico, Tocha Humana, Mulher Invisível e o Coisa- com outra equipe da editora, os Vingadores.

E mostra também um confronto com Doutor Destino, principal oponente dos quatro heróis, que tiveram a primeira aventura publicada nos Estados Unidos em 1961.

O material já havia sido publicado no Brasil pela editora Abril em formato menor, igual ao das revistas infantis vendidas nas bancas.

A reedição da Panini segue o tamanho original norte-americano e tem nova tradução.

                                                              ***

Parte das histórias de John Byrne na Marvel foram relançadas pela Panini nos últimos anos.

Ele foi um dos mais populares autores da indústria norte-americana de quadrinhos.

Byrne ganhou popularidade ao desenhar histórias dos X-Men entre o fim da década de 1970 e o início da seguinte. A série se tornou líder de vendas da Marvel.

Da revista, ele migrou para outros títulos da editora. Teve passagens por parte dos super-heróis da casa. É dessa época a série dele do Quarteto Fantástico.

                                                             ***

Na metade dos anos 1980, mudou-se para a concorrente DC Comics com a missão de reformular o Super-Homem. Cumpriu a meta e retornou à antiga editora.

Byrne tem ido e vindo de uma editora para outra desde então.

Neste século, ele já não tem conseguido repetir a mesma popularidade de outrora.

Mas tem seguidores fiéis, tanto lá quanto aqui, pelo que se percebe vendo a longa lista de álbuns com histórias dele lançada pela Panini.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h45
[comente] [ link ]

26.09.08

Segundo número da Bíblia em mangá mostra Velho Testamento

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa do segundo volume da Bíblia em quadrinhos, obra que começou a ser vendida no Brasil nesta semana

 

 

 

 

 

 

 

A ordem dos fatos narrados na Bíblia foi invertida nos quadrinhos. Primeiro, foi o Novo Testamento, publicado no fim de agosto.

Um mês depois, é lançado o Velho Testamento (JBC, R$ 14,90).

Em comum, ambos têm o fato de serem produzidos em mangá, nome dado ao quadrinho produzido no Japão, que é exportado para diferentes países do Ocidente, inclusive o Brasil.

A obra inglesa, que agora chega ao Brasil, teve boa repercussão no exterior, mais do que o primeiro volume obteve por aqui.

                                                              ***

A proposta dos autores - os irmãos Siku e Akinsiku - é adaptar os principais fatos bíblicos numa linguagem acessível ao público mais jovem.

A escolha do formato mangá tem a ver com isso. Segundo Siku, o quadrinho oriental tem um ritmo narrativo mais dinâmico do que o ocidental.

"Tem um ritmo rápido e a condução da narrativa acontece mais pelo visual do que pelas palavras", diz o desenhista, em entrevista concedida especialmente para a edição nacional.

"Não podíamos tentar fazer um projeto de Bíblia sem observar as formas descritivas dela, e o formato do mangá parecia ter o estilo de narrativa mais apropriado."

                                                             ***

O resultado, no entanto, não tem muito do estilo japonês.

É algo mais híbrido, como o próprio desenhista admite em depoimento publicado no primeiro volume, sobre o Novo Testamento.

Este segundo e útlimo número segue o molde apresentado no anterior. Os autores pinçam as principais narrativas bíblicas e tentam ordená-las numa linha cronológica.

"A Bíblia em Mangá - O Velho Testamento" tem início com a criação do mundo e encerra com a previsão da chegada de Cristo.

E, em meio à narrativa, apresentam notas no canto das páginas orientando o leitor sobre onde encontrar o trecho na Bíblia.

                                                              ***

Leia neste link resenha do primeiro número da versão da Bíblia em mangá.

Escrito por PAULO RAMOS às 23h31
[comente] [ link ]

25.09.08

Desenhista argentino Liniers virá ao Brasil em outubro

 

 

 

 

 

Capa da edição nacional de "Macanudo", uma das tiras mais populares da Argentina atualmente

 

 

 

 

 

O desenhista Liniers, um dos mais populares da Argentina atualmente, vai estar em São Paulo no mês que vem.

Ele irá participar de dois eventos da área de quadrinhos, ambos no dia 22 de outubro.

Um é na HQMix Livraria, no centro da cidade.

Liniers é um dos convidados das comemorações de um ano da livraria. 

                                                             ***

Em tese, ele irá lançar no local o primeiro álbum da série "Macanudo", tira cômica que ele publica diariamente no jornal "La Nacion", de Buenos Aires.

A cautela sobre o lançamento no dia 22 é porque o álbum ainda não está pronto.

A Zarabatana, editora da obra, disse na tarde desta quinta-feira que o título está em processo de revisão e que - "tudo indica" - será impresso até o evento.

A produção foi antecipada por causa do evento. A idéia inicial da editora era publicar o primeiro volume de "Macanudo" mais à frente.

                                                             ***

A Zarabatana é uma das que está patrocinando a vinda do desenhista, que já lançou seis álbuns na Argentina, cinco deles com tiras de "Macanudo" (o primeiro é de 2004).

A viagem de Liniers é bancada também pela HQMix Livraria e pela rede Fnac.

A participação da Fnac é porque o desenhista é um dos convidados do "HQ o Quê", festival de quadrinhos promovido pela livraria que já está na quarta edição.

É o outro evento que pautou a vinda dele ao Brasil.

 

                                                       

Liniers participa no "HQ o Quê", na Fnac, no dia 22, às 19h. Nos demais dias, os debates têm início no mesmo horário.

Na segunda, dia 20, o jornalista Gonçalo Junior e a pesquisadora Sonia Bibe Luyten discutem a importância do Samurai, personagem de Claudio Seto, tido como o pioneiro do mangá nacional.

Na terça-feira, serão divulgados os vencedores do Prêmio Fnac Novos Talentos. Na quinta, o debate é com os autores independentes do grupo Quarto Mundo.

Na sexta-feira, o tema é "as atuais mudanças e transformações dos quadrinhos no Brasil". Participam da mesa editores da HQM. No sábado, haverá oficinas a partir das 12h.

                                                               ***

Todas a programação vai ocorrer na unidade Pinheiros da Fnac (av. Pedroso de Morais, 858, em São Paulo). A entrada é franca.

Clique aqui para ler mais sobre a trajetória de Liniers.

Crédito: a tira que ilustra esta postagem é da edição desta quinta-feira do "La Nacion" (link).

Nota: esta postagem foi atualizada às 22h51.

Escrito por PAULO RAMOS às 18h31
[comente] [ link ]

24.09.08

Muertos: assombração que virou história em quadrinhos

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma das páginas da revista independente "Muertos", que tem lançamento nesta quarta-feira em Santa Maria (RS)

 

 

 

 

 

O conto "Muertos" fala de fantasmas. E assombra o gaúcho Daniel Pereira dos Santos há mais de uma década. Palavras dele.

O incômodo pela história foi encarnado na forma de seres feitos em desenho, mostrados nas páginas da revista independente homônima, que tem lançamento nesta quarta-feira, em Santa Maria (RS).

"´Muertos´ me surpreendeu pois era diferente do que estava acostumado a ler na época", diz o desenhista de 31 anos, por e-mail.

O fascínio pela narrativa é em parte pelo desfecho, inesperado, em parte pela mensagem que passa, em particular no final. 

"Gostei muito do ritmo, que vai do suspense à ação e finaliza de forma delicada. E que particulamente considero um tantinho triste."

                                                             ***

A surpresa do final, como rege a regra do noticiário cultural, não será revelada aqui. Mas os detalhes da trama podem ser pinçados.

Trata-se da história de um homem misterioso e supostamente envolvido em negócios ilegais que tem de entregar uma encomenda no Paraguai.

O trajeto dele passa necessariamente pela vila de "Muertos", local usado há muito tempo como campo de extermínio para tropas brasileiras e argentinas.

O enredo se passa quase todo na cidade paraguaia.

E ajusta o foco no incômodo do protagonista em estar lá.

                                                             ***

O conto foi escrito por Zanthos Aybrom, um autor reservado, a ponto de existir pouca informação sobre ele. Segundo o desenhista, mora atualmente em São Paulo.

Os primeiros contatos com os textos de Aybrom chegaram a Pereira por cartas.

"Normalmente eram de ficção científica ou outros temas, mas sempre contendo muita ação." Até que foi fisgado por "Muertos", uma das melhores que diz ter lido.

A idéia da adaptação vem dessa época. A realização, no entanto, demorou a ser maturada. Não se julgava pronto.

O resultado verte para o papel, além da narrativa em si, um exercício de trabalhar luz e sombras, aos moldes do argentino Alberto Breccia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Seqüência de "Nada a Perder", próximo trabalho em quadrinhos de Daniel Pereira dos Santos

 

 

 

 

 

 

 

 

Até chegar a "Muertos", Daniel Pereira passou pelos fanzines, criados com o irmão, Alberto, na década passada.

Formou-se depois em desenho industrial pela Universidade Federal de Santa Maria, onde mora atualmente.

E, agora, prepara um novo projeto: uma revista com pequenas histórias, feitas por diferentes autores. Ele prentende usar estilos distintos em cada narrativa.

"Já tenho todos os textos", diz. Um deles pautou a página acima, de "Nada a Perder", uma das histórias.

Antes disso, pode-se ler "Muertos". Em papel ou na tela do computador. A história em quadrinhos está disponível na página virtual do autor (link).

                                                             ***

Serviço - Lançamento da revista independente "Muertos". Quando: hoje (24.09). Horário: a partir das 18h30. Onde: Santa Maria Shopping, em Santa Maria (RS). No lançamento, vai haver venda de quadrinhos do grupo independente Quarto Mundo. 

Escrito por PAULO RAMOS às 12h22
[comente] [ link ]

23.09.08

Adaptação em quadrinhos de "O Alienista" vence Prêmio Jabuti

 

 

 

 

 

 

 

Álbum da editora Agir -lançado no ano passado- foi produzido pelos irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma obra em quadrinhos venceu uma das 20 categorias do Prêmio Jabuti, a principal premiação literária do país. Os ganhadores foram divulgados agora à tarde.

O trabalho premiado é a adaptação de "O Alienista", feita por Gabriel Bá e Fábio Moon.

O álbum baseado no conto de Machado de Assis (1839-1908) venceu na categoria álbum didático e paradidático de ensino fundamental ou médio.

Os autores - que são irmãos gêmeos - vão receber um prêmio de R$ 3 mil.

A obra - lançada no ano passado pela editora Agir - concorreu com outros nove trabalhos indicados ao prêmio, mantido desde 1959 pela Câmara Brasileira do Livro.

                                                            ***

O Prêmio Jabuti se soma a um ano singular na carreira dos dois quadrinistas paulistas.

Eles venceram, em julho, três categorias do Eisner Awards, principal premiação da indústria norte-americana de quadrinhos (leia mais aqui).

Uma revista independente deles, "5", ganhou como melhor antologia.

A publicação teve participação de outro brasileiro, Rafael Grampá.

As outras vitórias foram de títulos desenhados por eles, um por Bá, outro por Moon.

                                                             ***

Bá concorre ainda a outro prêmio norte-americano de quadrinhos, o Harvey Awards.

Novamente, é pelos desenhos feitos na série "The Umbrella Academy" (mais aqui).

Bá foi indicado a um terceiro prêmio, o "Scream 2008", especializado em produções de horror, promovido pelo canal Spike TV.

Os vencedores serão divulgados neste mês.

O brasileiro disputa nas categorias melhor desenhista e melhor história, "The Umbrella Acadamy: Apocalypse Stories".

                                                             ***

Neste mês, a dupla conseguiu outra conquista: uma tira no jornal "Folha de S.Paulo".

A história é publicada todos os domingos e foi batizada de "Quase Nada".

O jornal já circulou duas tiras (leia mais aqui).

Eles também assinam a página final da revista "Época São Paulo".

Cada um número traz uma história em quadrinhos de uma página.

                                                             ***

Leia mais sobre a versão premiada de "O Alienista" neste link

Escrito por PAULO RAMOS às 16h39
[comente] [ link ]

Conrad negocia com duas empresas; Ediouro desiste do negócio

Fecha-se uma porta, abrem-se duas.

Enquanto a Ediouro desiste de firmar uma sociedade com a editora Conrad, esta mantém conversas com outros dois grupos.

A Conrad não diz quem são. Afirma apenas que não são só editoras. 

Segundo Rogério de Campos, diretor editorial da Conrad, não está nos planos dele a venda da empresa. Não descarta, no entanto, parcerias.

"Quero fazer mais e em outras áreas", disse hoje de manhã, por telefone.

"Se vier uma parceria, bem. Se não, tudo bem também."

                                                             ***

Um dos motivos que têm levado a editora paulistana a ouvir propostas são problemas financeiros, situação confirmada por Campos.

O problema teria levado a editora, nas palavras dele, a dar não dois, mas três passos atrás na reavaliação dos rumos editoriais.

"A gente está em um momento de transição de modelo."

O blog pergunta se se trata das publicações direcionadas às livrarias.

"A banca continua sendo uma rede de distribuição fantástica, algo que poucos países têm. Não é uma área para se descartar. É algo para se usar melhor." 

                                                             ***

A editora - que tem em catálogo títulos como "Sandman", "Calvin e Haroldo" e "Dragon Ball" - pretende agora retomar o ritmo de lançamentos, que estava parado.

Parte disso se deveu a motivos contratuais, segundo a Conrad.

Seria o caso dos mangás, como "Battle Royale", que deve voltar até o fim do ano.

Outro motivo seria a longa negociação com a carioca Ediouro, iniciada no fim de 2007 e tornada pública em matéria deste blog, noticiada em 16 de junho (mais aqui).

A proposta de associação - que envolveu auditoria - terminou sem acordo.

"Foi um processo longo e desgastante", diz Campos.

                                                             ***

A informação sobre o fim do negócio foi noticiada nesta terça-feira no site "Universo HQ", especializado em quadrinhos, e confirmada agora há pouco por telefone pelo superintendente da Ediouro, Luís Fernando Pedroso.

A transação, segundo ele, foi suspensa há questão de 20 dias. O motivo foi o valor que deveria ser pago à Conrad.

A quantia havia sido firmada pela Ediouro no primeiro contato entre as editoras. O valor, no entanto, não foi revelado por nenhuma das duas partes.

"Depois que a gente fez a auditoria, achou que não valia a pena", diz Pedroso, sem dar mais detalhes sobre isso.

                                                             ***

Pedroso diz que a Ediouro vai continuar o investimento nas outras editoras de quadrinhos compradas pelo grupo, caso da Agir, Desiderata e Pixel.

"Mas tem que ser rentável", fez questão de registrar.

O blog pergunta se a área de quadrinhos tem sido "rentável".

Resposta: razoável nas livrarias, aquém nas bancas.                                                            

O investimento nas bancas é feito por meio da Pixel, editora do grupo que publica material adulto da editora norte-americana DC Comics, a mesma de Batman e Super-Homem.

                                                              ***

O ritmo de lançamentos especiais da Pixel reduziu do início do ano para cá. E alguns dos títulos programados têm chegado às bancas com atraso (mais aqui).

O freio vale para a Desiderata também. No caso da Agir, voltada a adaptações literárias, pelo menos duas estão prontas e também em compasso de espera.

Segundo Pedroso, trata-se de uma reestruturação, de modo a "melhorar a operação".

Parte das mudanças tem a ver com a saída de profissionais da empresa.

André Forastieri, um dos sócios da Pixel, vendeu a parte dele na sociedade (leia mais aqui).

Sandro Lobo, editor da Desiderata, também saiu da editora. 

Escrito por PAULO RAMOS às 13h30
[comente] [ link ]

21.09.08

Definidos vencedores de salão de humor sobre meio ambiente

 

 

 

Desenho de Jarbas Domingos ficou em primeiro lugar no salão, que tinha como tema meio ambiente 

 

 

 

 

Os organizadores do 1º Salão Internacional Pátio Brasil de Humor sobre Meio Ambiente divulgaram os vencedores da edição de estréia da premiação.

Foram dados três prêmios, todos para brasileiros. O tema era aquecimento global.

O primeiro lugar ficou com Jarbas Domingos, de Recife (PE). Vai receber R$ 3 mil.

O segundo colocado foi José Antonio Costa (Jota A), de Teresina (PI), e o terceiro para Luís Fernando Pimentel Mendes, de Brasília, onde foi realizado o concurso de humor.

Costa vai ganhar R$ 1,5 mil e Mendes, R$ 1 mil.

Outros 12 trabalhos tiveram menção honrosa, dada a obras de destaque não premiadas.

                                                             ***

Segundo a organização, o salão recebeu 290 trabalhos, parte deles de autores estrangeiros.

Os cem melhores desenhos ficarão expostos até o dia 28 deste mês no Pátio Brasil Shopping, de Brasília, que promoveu o evento.

Uma das cláusulas do prêmio era que os desenhistas teriam de ceder os trabalhos ao local.

Alguns cartunistas reclamaram da regra.

A proposta dos dos organizadores era vincular o shopping a questões ambientais (aqui).

                                                             ***

Veja abaixo os trabalhos que ficaram em segundo e terceiro lugar no salão de humor:

 

 

 

 

 

 

 

2º lugar

José Antonio Costa

Teresina (PI) 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3º lugar

Luís Fernando Pimentel Mendes

Brasília (DF)

 

 

 

Escrito por PAULO RAMOS às 00h08
[comente] [ link ]

20.09.08

Dois lançamentos independentes neste sábado

 

 

 

 

 

 

 

Capa da revista de humor "Os 7 - Uma Graça Todo Santo Dia", que será lançada hoje à noite em São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

Este sábado tem dois lançamentos independentes, um em São Paulo e outro no Pará.

Na capital paulista, a partir das 19h30, o grupo Os 7 lança uma revista homônima de humor.

A obra mescla cartuns e tiras cômicas.

Os sete autores da obra são os mesmos que mantém o blog de humor "Os 7" (link).

A proposta é postar um trabalho todo dia. Um desenhista fica responsável por um dia.

Participam do grupo Airon, Jorge Barreto, Mário Mastrotti, Jodil, Vasqs, Verde e Ed Sarro.

Segundo Mastrotti, a revista traz trabalhos que não foram ao ar na página virtual.

O lançamento vai ser na HQMix Livraria (Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo).

                                                             ***

Em Belém, no Pará, há o lançamento da revista independente "Quadrinhorte".

A publicação mostra trabalhos da nova geração de desenhistas do estado.

O lançamento ocorre na Feira do Livro Pan-Amazônica, no estande da loja Caverna do Gibi.

Leia mais sobre a revista neste link.

Escrito por PAULO RAMOS às 10h22
[comente] [ link ]

17.09.08

Mangá Death Note vira peça de teatro em São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"O Caderno da Morte - Death Note", nome da encenação, estréia no mês que vem no teatro do Sesi Leopoldina

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não é raro ver histórias ou personagens dos quadrinhos serem levados para o teatro.

Mas não é comum ver adaptações de mangás, nome dado ao quadrinho japonês.

Ainda mais no Brasil.

Uma delas estréia no começo do mês que vem, em São Paulo.

A Companhia Zero Zero de Teatro leva ao palco a história do mangá "Death Note".

                                                           ***

A informação sobre a peça foi noticiada pelo desenhista e escritor Alexandre Nagado em seu blog, o "Sushi Pop".  

"O Caderno da Morte - Death Note", nome da montagem, estréia no dia 9 de outubro. Fica em cartaz na capital paulista até 11 de novembro.

Vai haver sessões às quintas, sextas e sábados às 20h. Domingos, às 18h.

E, a partir de 31 de outubro, sessões verpetinas, às 16h, às sextas-feiras.

O grupo informa que as apresentações, todas no Sesi Leopoldina, serão gratuitas.

                                                              ***

A série "Death Note" já foi publicada no Brasil. O último número, 12, saiu no fim de maio.

A trama mostra um jovem inteligentíssimo, Light Yagami, que recebe um caderno mortal de um Shinigami, ser de outra dimensão.

O caderno tem o poder de matar qualquer pessoa que tiver o nome escrito nele.

De posse do artefato mortal, Light decide eliminar o malfeitores do planeta.

Assume o nome Kyra e se torna um serial killer conhecido em todo o planeta.

                                                             ***

Um grupo de Tokyo é escalado para investigar o caso. O pai de Light é um dos membros.

Paralelamente, outra frente de investigação é iniciada.

Ela é conduzida por um jovem enigmático e super-dotado, chamado apenas de L.

É L quem mais avança na leitura dos fatos que podem desvendar a identidade de Kira.

A trama funciona como um jogo de xadrez, com raciocínio lógico ora de Light, ora de L. 

                                                              ***

Entre os primeiros números e o desfecho, há uma série de reviravoltas na história.

Light, por exemplo, é vilão ou herói?

Os detalhes da trama foram reunidos numa 13ª edição, especial, lançada em junho na Bienal Internacional do Livro de São Paulo (leia mais aqui).

A obra faz uma espécie de making-of da série.

Traz também entrevistas com os autores: Tsugumi Ohba (texto) e Takeshi Obata (arte).

                                                              ***

Leia resenha sobre a série neste link.

E clique aqui para saber mais sobre o número final de "Death Note".

Escrito por PAULO RAMOS às 23h08
[comente] [ link ]

Definidos finalistas do Prêmio Fnac Novos Talentos

 

 

 

 

 

 

Página de um dos 20 trabalhos selecionados, que passam por votação feita pela internet; vencedores serão divulgados no fim de outubro

 

 

 

 

 

 

 

Os organizadores do Prêmio Fnac Novos Talentos divulgaram nesta quarta-feira os finalistas do concurso de quadrinhos.

Foram selecionados 20 trabalhos, como previa o edital da premiação.

Os desenhos -de autores de diferentes partes do país- estão expostos no site do concurso. 

A proposta é que as histórias passem por uma votação virtual, que já começou a ser feita.

Os oito mais votados vão para a etapa final, que contará com dez trabalhos ao todo.

Os outros dois serão selecionados pela comissão julgadora entre os 12 restantes.

                                                             ***

O objetivo do concurso é premiar três das histórias em quadrinhos inscritas.

O vencedor ganha R$ 5 mil, equipamentos de informática e terá a história publicada Devir.

O segundo lugar também ganha material de informática. E R$ 3 mil em dinheiro.

O terceiro colocado recebe softwares e R$ 2 mil.

Além disso, as duas histórias serão publicadas pela editora Pixel.

                                                              ***

Os vencedores também serão apadrinhados pelos desenhistas Gabriel Bá e Fábio Moon.

A proposta é que, a cada edição, os três finalistas tenham um padrinho diferente.

Puderam se inscrever na premiação desenhistas maiores de 16 anos e que estivessem matriculados em algum curso ligado a artes ou literatura, inclusive de nível superior.

O tema da história em quadrinhos era "infinita diversidade em infinitas combinações".

Tratava-se de uma alusão à filosofia vulcana, à qual pertencia o senhor Spock, da série de TV "Jornada nas Estrelas".

                                                             ***

Segundo o edital do concurso, os três vencedores serão divulgados no dia 30 de outubro.

O prêmio é mantido pela livraria Fnac, que dá nome ao concurso.

Para conhecer os 20 trabalhos finalistas -e votar, se quiser-, clique aqui.

E aqui para saber mais sobre a etapa inicial do prêmio de quadrinhos.

                                                             ***

Post postagem (18.09, às 15h02): Silvio Alexandre, curador do prêmio, corrige, por e-mail e por meio de comentário registrado no blog, duas informações desta postagem.

A primeira é que os vencedores serão divulgados no dia 21 de outubro, em evento de quadrinhos realizado em São Paulo, numa das unidades da livraria Fnac.

O edital registra -corretamente- que os premiados serão definidos até 30 do mês que vem, e não no dia 30, como informo.

O segundo ajuste é que os vencedores farão outras histórias para serem publicadas.

O primeiro lugar produzirá um álbum para a Devir. O segundo e terceiro lugares, uma história cada um para ser incluída numa edição especial da revista "Pixel Magazine".

Escrito por PAULO RAMOS às 14h08
[comente] [ link ]

16.09.08

Livro mostra lado político de Henfil e de sua obra

Henfil era um artista eclético, que se destacou em diferentes áreas, entre elas a de quadrinhos. Em meio à sua intensa produção, transitava um lado político, engajado.

Parte dessa faceta do criador da Graúna e dos Fradinhos é resumida agora em um biografia.

"Henfil - O Humor Subversivo" narra a trajetória do desenhista, morto há exatos 20 anos.

O lançamento é nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro (Expressão Popular, 92 págs., R$ 4).

O livro de bolso integra a coleção "Viva o Povo Brasileiro", que biografa personalidades brasileiras.

O autor da obra (capa ao lado) é o cartunista e pesquisador carioca Márcio Malta.

Para ele, a obra de Henfil, de tão ampla, proporciona diversas "entradas" para quem for estudá-la. A entrada por que optou foi a política.

Henfil teria tido influência dos frades dominicanos e do irmão Herbert de Souza, o Betinho, morto em 1997.

"Pontuo durante todo o meu livro -através de declarações seja do artista, seja de pesquisadores- que a principal motivação do cartunista era, sim, a política", diz ele, por e-mail.

"Os seus personagens e quase toda a produção tinham como objetivo final a politização. Não em sentidos estritos, mas partindo de uma concepção de vida pautada pela transformação e conscientização.

Malta pesquisou a obra do desenhista, entrevistas dele, bibliografia sobre a época, ouviu depoimentos.

A principal novidade, segundo o autor, é a de ter lançado um outro olhar sobre o desenhista.

"Acredito que o meu livro contribui com novas perspectivas para significativos momentos de nossa história recente, como o movimento pelas ´Diretas Já´ -batizado por Henfil- e a campanha pela Anistia."

No entender dele, outra contribuição foi dada pela repercussão pelos 20 anos da morte de Henfil.

Isso atraiu a atenção da imprensa. Antes do livro estar finalizado, Malta já dava entrevistas sobre o tema a diferentes mídias.

A data, de fato, chamou mais atenção sobre o trabalho de Henrique de Souza Filho, o Henfil.

Muitos só descobriram neste ano, via imprensa, quem ele era de fato.

O desenhista publicou os primeiros trabalhos na revista "Alterosa", de Minas Gerais, na década de 1960. Em 1967, foi para o Rio de Janeiro.

Na nova cidade, fez cartuns esportivos para o "Jornal dos Sports".

Dois anos depois, passou a integrar a trupe do jornal alternativo "Pasquim".

Essa fase foi importante para a produção de quadrinhos dele, publicados também em revistas.

Henfil também escreveu livros, dirigiu filme e manteve um quadro no extinto TV Mulher, da Globo.

É da gravação do quadro do programa um dos depoimentos do livro, dado por Plínio de Arruda Sampaio.

"Um belo dia, o Henfil invadiu a minha casa com uns três camera-men", relata o ex-deputado federal.

"Foi subindo, entrou no quarto do meu filho Dadão, que é um folião de marca, e propôs, ali mesmo, que fizessem um rapidíssimo quadro para ser apresentado no programa que ele tinha na TV Globo."

"Quando vi, estavam filmando, animadíssimos. Henfil agradeceu, beijou todo mundo e saiu na correria."

Malta desenvolve atualmente um estudo de doutorado em ciência política sobre o desenhista.

A tese procura mostrar o papel de Henfil no processo de redemocratização do país.

Ele pensa em usar como uma das fontes "As Cartas da Mãe", escritas por Henfil.

Os textos eram endereçados à mãe dele, dona Maria, um artifício para driblar a censura.

A pesquisa é feita na Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro.

                                                             ***

O blog havia antecipado este lançamento em janeiro deste ano. Leia a reportagem aqui.

E clique aqui para ler mais sobre a trajetória de Henfil.

Serviço - Lançamento de "Henfil - O Humor Subversivo". Quando: quarta-feira (17.09). Horário: 18h. Onde: Livraria Al-Fárábi. Endereço: Rua do Rosário, 32, centro do Rio de Janeiro (próximo à Praça XV). Quanto: R$ 4.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h54
[comente] [ link ]

15.09.08

Morre desenhista Gedeone Malagola

 

 

 

 

 

Foto do artista, que foi um dos pioneiros na produção de quadrinhos no Brasil

 

 

 

 

O desenhista brasileiro Gedeone Malagola morreu na tarde desta segunda-feira, às 14h.

Ele estava internado havia um mês no Hospital São Vicente, em Jundiaí, grande SP.

Malagola, um dos pioneiros dos quadrinhos no país, enfrentava uma séria infecção.

Ele já apresentava problemas de saúde antes disso. Estava com 84 anos.

Segundo a filha dele, Gisele Malagola, o corpo será cremado nesta terça-feira.

A cremação está marcada para as 8h30 no Cemitério da Vila Alpina, em São Paulo.

                                                              ***

Gedeone Malagola -ele estava com 84 anos- foi um desenhista versátil.

Ele migrava com facilidade entre os diferentes gêneros dos quadrinhos.

Desenhou histórias de terror para diferentes editoras, em diferentes épocas.

É muito lembrado pelas histórias de super-heróis nacionais que criou.

São dele personagens como Raio Negro, Hydroman e Homem Lua.

                                                             

 

Malagola criou também uma editora na década de 1950, a Júpiter, com material nacional.

A editora Júpiter II -ex- SM Editora- foi inspirada na extinta empresa de Gedeone.

E reedita trabalhos dele, entre eles Raio Negro.

 

 

Gedeone foi também um dos poucos que desenharam os X-Men fora dos Estados Unidos.

Ele fez a arte de histórias do grupo de norte-americano nos anos 1960.

As narrativas com o traço dele foram feitas para a extinta editora GEP.

A GEP foi a primeira editora brasileira a publicar os heróis mutantes da Marvel.

Uma das histórias pode ser lida na internet, no site "HQBR". É de lá a página abaixo:

 

 

Uma das últimas entrevistas que concedeu foi para a revista "Mundo dos Super-Heróis".

A reportagem foi publicada no número cinco, publicado no ano passado.

A matéria traz um longo depoimento dele, em primeira pessoa, sobre sua trajetória.

A Europa, que edita a revista, disponibilizou a edição virtual para leitura.

A reportagem pode ser lida neste link. A matéria começa na página 70.

 

 

Gedeone Malagola morre pouco mais de um mês depois do falecimento de outro pioneiro dos quadrinhos no Brasil, Eugênio Colonnese.

Colonnese faleceu no dia 8 de agosto.

O criador de Mirza, a Mulher-Vampiro estava com 78 anos. 

Leia mais sobre a morte de Colonnese neste link

                                                              ***

Clique neste link para ver mais imagens de X-Men desenhados por Malagola.

E neste para saber mais sobre a produção dele feita com os heróis mutantes.

E aqui para saber mais sobre os super-heróis nacionais criados por ele.

                                                              ***

Nota: agradeço a Manoel de Souza, editor-chefe da revista "Mundo dos Super-Heróis", pela ajuda na elaboração desta notícia e no envio das imagens mostradas na postagem. 

Escrito por PAULO RAMOS às 18h44
[comente] [ link ]

Coletânea de tiras mostra nascimento de irmão de Cebolinha

 

 

 

 

 

História é mostrada no terceiro volume da coleção "As Tiras Clássicas da Turma da Mônica", lançado neste mês 

 

 

 

 

 

Que Cebolinha tinha uma irmã os leitores do personagem já sabiam.

Mas que ele tinha um irmãozinho já é novidade. Que não é tão nova assim.

O nascimento do caçulinha é mostrado -ou mostrado de novo- neste mês.

A história é contada no terceiro volume de "As Tiras Clássicas da Turma da Mônica".

A obra é vendida nas bancas desde o início do mês (Panini, 132 págs., R$ 19,80).

                                                             ***

O surgimento do irmão de Cebolinha é mostrado em uma série de tiras dos anos 1960.

Além de narrar a história em si, elas traziam algo novo à época: a interatividade.

Uma nota, no canto do último quadrinho de algumas tiras, deixava um convite ao leitor.

O pedido era para que ele se manifestasse e sugerisse o nome do futuro bebê.

Dias depois, o caçulinha foi batizado de Salsinha. A tira também é mostrada na obra.

                                                             ***

Salsinha, hoje, não integra as histórias de Cebolinha.

Nem Olimpo, mostrado em algumas tiras como sendo primo de Cascão.

O relançamento das tiras antigas mostra esse processo de consolidação dos personagens.

Mônica, por exemplo, não era a principal protagonista das tiras.

As histórias davam mais atenção a Cebolinha e, por causa do irmão, à família dele.

                                                             ***

Outra característica da coleção é que mantém as características originais dos textos.

A troca de "r" por "l" de Cebolinha era feita sempre entre aspas.

Gírias e referências a elementos da época também são preservadas na série.

Notas explicativas, no fim da obra, contextualizam o leitor sobre o assunto.

As tiras deste terceiro volume são de 1966 e 1967.                                                            

A primeira tira por Mauricio de Sousa, do cachorrinho Bidu, foi criada em 1959.

                                                              ***

Esta edição de "As Tiras Clássicas da Turma da Mônica" tem data de agosto.

Foi lançada com um pouco de atraso, embora menor que os números anteriores.

O primeiro volume foi publicado no segundo semestre do ano passado.

O segundo, em maio deste ano, dois meses após anunciado em uma das revistas.

Leia mais sobre o assunto aqui e aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 12h27
[comente] [ link ]

14.09.08

Série polêmica de Homem-Aranha começa a ser publicada no Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Revista mensal do herói traz início de "Um Dia a Mais", história que altera radicalmente a vida do personagem

 

 

 

 

 

 

 

Chegou às bancas de jornal no fim da semana a parte inicial da série "Um Dia a Mais".

A trama saiu na edição deste mês de "Homem-Aranha" (Panini, 100 págs., R$ 6,90).

O super-herói é o protagonista da polêmica série, contada em quatro partes.

Nesta edição, número 81 da revista, saem os dois primeiros capítulos.

                                                             ***

O interesse de "Um Dia a Mais" é a polêmica que causou nos EUA quando lançada.

A série -publicada em 2007 nas revistas do herói- mudou radicalmente a vida dele.

A mudança é mostrada nos capítulos finais, que serão lançados por aqui no mês que vem.

O desfecho da trama também será publicado na revista mensal do herói.

                                                              ***

Na trama, Peter Parker, alter-ego do Homem-Aranha, enfrenta um drama familiar.

A tia dele, May, é baleada e está em coma. O tiro tinha o herói como alvo.

Ela está desenganada pelos médicos. E o sobrinho, sem dinheiro para mantê-la no leito.

No primeiro capítulo, Parker parte em busca de verba. No segundo, uma cura mística.

                                                              ***

O resultado da busca por um milagre vai levar ao tema da série, um dia a mais.

A resolução será revelada nos capítulos finais, no mês que vem. E o que leva à polêmica.

O blog não vai dizer o fim, em respeito a quem ainda não sabe do que se trata.

Quem quiser se informar mais, basta digitar "One More Day" no Google e ver os resultados.

                                                             ***

O relevante é que o desfecho da série causou revolta em leitores norte-americanos.

E também na Marvel Comics, editora que publica as revistas do herói.

O escritor da trama, J. Michael Straczynski, diz que não era o final que queria.

Teria prevalecido a vontade do editor-chefe da Marval, Joe Quesada, que desenha a série.

Contrariado, Straczynski abandonou a editora. Hoje, escreve para a concorrente, DC.

                                                              ***

A mudança que a série provocará é, de fato, drástica.

Desfaz uma série de decisões editoriais adotadas pela Marvel desde a década de 1990.

Mas não foi a primeira na vida do herói.

Também nos anos 1990, os editores decidiram que Peter Parker, na verdade, era um clone.

Não funcionou. Em pouco tempo, a mudança foi revista e tudo voltou ao que era antes.

                                                              ***

Mais recentemente, o Homem-Aranha revelou a identidade secreta ao mundo.

A decisão foi tomada na minissérie da minissérie "Guerra Civil".

A história foi mostrada no segundo número, lançado no Brasil em agosto do ano passado. 

O tiro levado pela tia de Peter Parker é conseqüência direta dessa decisão do herói.

Leia mais sobre isso neste link. E clique aqui para saber mais sobre "Guerra Civil".

Escrito por PAULO RAMOS às 13h35
[comente] [ link ]

13.09.08

Minisséries de Ex-Machina e Fábulas ganham versões encadernadas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa do álbum "Fábulas - 1001 Noites", que venceu neste ano o Troféu HQMix de melhor minissérie

 

 

 

 

 

 

 

 

Duas minisséries de destaque da Pixel em 2007 são relançadas em forma encadernada.

Uma delas, "Ex-Machina - Símbolo" (R$ 17,90) chegou às bancas nesta semana.

A outra, "Fábulas - 1001 Noites" ( R$ 18,90) começou a ser vendida no mês passado.

                                                             ***

Ex-Machina reúne os três números da minissérie lançada entre agosto e setembro de 2007.

Corresponde aos números 6 a 11 da série norte-americana, escrita por Brian K. Vaughn.

As histórias mostra os bastidores da política nova-iorquina.

O prefeito, Mitchell Hundred, é um herói que abandona a fantasia para assumir o cargo.

                                                             *** 

No álbum, Hundred precisa decidir se realiza ou não um casamento homossexual.

A cautela é porque o envolvimento no caso pode garantir a ele o rótulo de gay.

O prefeito está na faixa dos trinta anos e ainda é solteiro.

Paralelamente, há um mistério envolvendo o acidente que concedeu os poderes a ele.

Leia resenha da minissérie neste link.

                                                             ***

"Fábulas - 1001 Noites" venceu neste ano o Troféu HQMix na categoria melhor minissérie.

A história especial revela alguns dos segredos da série "Fábulas", da Vertigo.

Vertigo é o selo adulto da editora DC Comics, a mesma de Batman e Super-Homem.

O título mostra uma versão adulta e modernizada dos personagens dos contos de fadas.

                                                            ***

O encadernado é escrito por Bill Willingham, o mesmo autor da série mensal.

Neste álbum, que reúne a minissérie de 2007, Branca de Neve viaja para a Arábia para alertar os personagens de lá sobre o perigo do Adversário, o vilão enigmático da série.

Presa, ela tem de contar histórias -tal qual o conto das Mil e Uma Noites- para se salvar.

Cada relato dela revela trechos do passado dos personagens de Fábulas.

                                                              ***

Histórias inéditas da série são publicadas na revista "Fábulas Pixel".

Foram lançados dois números. O último começou a ser vendido em agosto.

Leia mais neste link.

Escrito por PAULO RAMOS às 13h30
[comente] [ link ]

12.09.08

Livro vai mostrar diferentes ilustrações sobre Cristo Redentor

Um livro vai mostrar 36 pontos de vista sobre o Cristo Redentor, principal cartão postal do Rio de Janeiro. As ilustrações -em aquarela- são de Renato Alarcão.

O projeto da obra é da Editora Casa 21.

É a mesma da série "Cidades Ilustradas", que mostra capitais brasileiras representadas por meio de desenhos. O último, sobre Porto Alegre, foi lançado no fim de julho (mais aqui).

Cada volume é feito por um profissional da área de quadrinhos.

                                                              ***

O novo projeto é inspirado em obras semelhantes, lançadas em outros países.

Segundo a editora carioca, o primeiro livro do gênero foi lançado em 1832.

Foi quando o pintor japonês Katsushika Hokusai lançou "36 Vistas do Monte Fuji".

A publicação tinha sido feita em gravuras de madeira. 

                                                              ***

Em 1902 e, depois, em 2002, duas publicações diferentes representaram a Torre Eiffel por meio de imagens ilustradas. Sempre com 36 desenhos.

A iniciativa da Casa 21 dialoga com essas obras.

O lançamento de "36 Vistas do Cristo Redentor" está programado para o fim do ano.

                                                             ***

A editora está em busca de ilustradores interessados em participar do projeto.

A Casa 21 quer selecionar 36 desenhos sobre o Cristo Redentor para comporem uma mostra virtual.

Os selecionados ganham uma edição do livro autografada pelo autor.

Há mais informações neste link.

Escrito por PAULO RAMOS às 11h21
[comente] [ link ]

10.09.08

Livro usa charges para ilustrar história da política brasileira

 

 

 

 

"O Livro dos Políticos", de Heródoto Barbeiro e Bruna Cantele, narra com bom humor história do Brasil durante a República

 

 

 

 

 

 

 

A proposta de "O Livro dos Políticos", lançado neste início de mês, é narrar com bom humor a história do Brasil, do início da República até nossos dias.

O tom cômico é pontuado de duas formas na obra da Ediouro (304 págs., R$ 49,90).

Uma é por meio do texto da historiadora Bruna Cantele e do jornalista Heródoto Barbeiro, âncora do "Jornal da Cultura" e da rádio CBN e ex-professor de História.

A outra forma é com o auxílio de fotografias e, principalmente, charges de época.

                                                             ***

A reprodução gráfica usa desde chargistas atuais, como Gilmar e Luigi Rocco, até trabalhos históricos, como capas e desenhos da extinta revista "Careta".

Os desenhistas estão entre os elencados pelos autores na dedicatória do livro.

"Cartunistas esses que gentilmente cederam seus desenhos, com imensa generosidade, despretensiosa e amavalmente."

                                                             *** 

Heródoto Barbeiro e Bruna Cantele demonstram na obra um visível trabalho de pesquisa.

A trajetória da política é mais centrada nos presidentes da República que ocuparam o cargo no período republicano brasileiro.

É como se eles fossem satélites, por onde orbitam outras figuras da área política do país.

                                                             ***

"O Livro dos Políticos" segue uma trajetória cronológica. Mas ao contrário.

A obra inicia com o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com esse ponto de partida, os autores puxam o fio dos presidentes anteriores.

                                                             ***

Há, além da descrição dos períodos presidenciais brasileiros e de seus representantes, diferentes textos de apoio com o contexto histórico da época.

E com curiosidades, que ajudam a reforçar o tom curioso e cômico dos nossos representantes, lidos ao longo do tempo.

                                                              ***

Outra obra usou charges para narrar a história política do Brasil.

É "Pizzaria Brasil - Da Abertura Política à Reeleição de Lula", de Cláudio de Oliveira.

A obra foi lançada pela editora Devir no ano passado. Leia mais aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 14h27
[comente] [ link ]

Shopping de Brasília cria salão de humor sobre meio ambiente

 

 

 

 

 

 

 

 

Cartaz do primeiro Eco Cartoon, que terá os vencedores divulgados no dia 19 deste mês

 

 

 

 

 

 

 

Normalmente, os salões de humor são mantidos por prefeituras, ministérios do governo federal ou entidades da sociedade civil.

Em Brasília, um projeto caminha no sentido contrário. O 1º Salão Internacional de Humor sobre o Meio Ambiente foi criado pelos mantenedores de um shopping da cidade.

O tema do salão -apelidado de Eco Cartoon- será aquecimento global. 

                                                            ***

Renato Home, gerente de marketing do Pátio Brasil Shopping, responsável pelo salão, diz que a proposta é dupla.

O salão procura sensibilizar a sociedade para o problema ao mesmo tempo em que vincula o shopping a causas ambientais.

"Espero ter nossa marca associada à preservação do meio ambiente e sermos reconhecidos como uma organização ambiental e socialmente responsável", diz, por e-mail.

                                                            ***

As inscrições para o salão de humor terminam no próximo domingo.

São quatro categorias: charge, cartum, caricatura e tiras.

Todos os desenhos têm de abordar o aquecimento global.

                                                            ***

O júri de seleção definirá três vencedores.

Os primeiros lugares de cada uma das categorias ganham R$ 3 mil.

Os segundos, R$ 1.500 mil e os terceiros, R$ 1 mil.

Um quarto prêmio, no valor de R$ 500, será dado a quem vencer uma votação popular.

                                                             ***

Segundo o regulamento do prêmio, a divulgação dos vencedores será no dia 19.

É quando ocorre também a abertura do salão, no próprio shopping.

Além dos premiados, serão selecionados cem trabalhos para serem expostos no local.

Leia mais sobre o regulamento do salão de humor neste link.

                                                             ***

Quem também encerra as incrições no dia 15 é o Prêmio Desenho de Imprensa, ligado ao 1º Festival Internacional de Humor do Rio de Janeiro.

Como o próprio nome indica, a seleção será baseada em trabalhos publicados na imprensa.

Podem ser inscritos desenhos veiculados entre 11 de agosto de 2007 e 11 de agosto deste ano. São três categorias: caricatura, ilustração e desenho de humor.

Leia mais sobre o regulamento neste link.

Escrito por PAULO RAMOS às 13h55
[comente] [ link ]

09.09.08

Barcelona usa quadrinhos para orientar sobre limpeza das praias

 

 

"Deixou o celular [na praia]? A carteira? E o lixo?"

As perguntas mostradas no balão acima são direcionadas aos freqüentadores de praias de Barcelona, na Espanha. É lá, bem na areia, que a reprodução do balão foi colocada.

A proposta é usar a linguagem dos quadrinhos para conscientizar os usuários sobre a importância de deixar a praia limpa.

                                                             ***

A fotografia foi tirada pelo casal brasileiro Daniel e Carla Duclos e gentilmente encaminhada a este blog.

Os dois moram em Amsterdam, na Holanda, e passaram alguns dias em Barcelona.

Foi onde encontraram a campanha, que, até onde se pôde apurar, teve início em 2007.

 

   

 

A visita de Daniel e Carla às praias foi feita entre os dias 1º e 6 do mês passado.

Segundo o relato de Daniel, que é escritor, o mote da campanha era o uso de heróis.

Os cartazes mostram a atuação de super-heróis praianos no combate ao lixo.

As histórias curtas terminam invariavelmente com a sujeira sendo jogada nas lixeiras.

É como mostram as fotos vistas acima e logo abaixo, todas tiradas pelo casal:

 

   

Escrito por PAULO RAMOS às 18h07
[comente] [ link ]

Semana tem cinco lançamentos de quadrinhos em São Paulo

 

 

 

 

Capa aberta de "Noite Luz", de Marcelo D´Salete, álbum que tem lançamento nesta terça-feira à noite

 

 

 

Há uma overdose de lançamentos de quadrinhos nesta semana em São Paulo.

São cinco produções nacionais, duas delas independentes.

A maratona de autógrafos começa nesta terça-feira à noite, às 19h30. 

Marcelo D´Salete lança "Noite Luz", álbum produzido pela editora Via Lettera. 

                                                             ***

A obra tem 112 páginas e traz seis histórias produzidas pelo desenhista.

A mesma publicação foi lançada há pouco tempo na Argentina.

Curiosamente, começou a ser vendida primeiro no país vizinho (leia mais aqui).

                                                            ***

Na quinta-feira, Ricardo Giassetti e Bruno D´Angelo autografam o mangá brasileiro "O Filho da Costureira e o Catador de Batatas".

A obra foi lançada oficialmente no mês passado na Bienal do Livro de São Paulo.

Mostra a trajetória de um mulato e de um imigrante japonês no interior paulista.

Em determinado ponto, as duas histórias se cruzam.

                                                             ***

Na sexta-feira, Fausto autografa a coletânea de tiras de "Candido Deodato".

As histórias são do fim da década de 1980 e foram reunidas pela primeira vez.

Trata-se de uma ironia às candidaturas políticas, tema que não perdeu a atualidade.

O desenhista também autografa outra obra, o livro infantil "A Nuvenzinha Exibida".

                                                             ***

O sábado à noite terá dois lançamentos independentes.

São novos números de "Necronauta", de Danilo Beyruth, e de "Eterno", feito por Rodrigo Alonso e Felipe Cunha.

Todos os lançamentos ocorrem na HQMix Livraria e têm início às 19h30.

                                                             ***

Serviço - Lançamentos de quadrinhos. Quando: terça, quinta, sexta e sábado desta semana. Horário: todos começam a partir das 19h30. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, centro de São Paulo. Quanto: diferentes valores.

Escrito por PAULO RAMOS às 14h22
[comente] [ link ]

Lançada no Brasil morte de mais um Flash

 

 

 

 

 

 

 

 

Fim de mais uma versão do herói velocista é mostrada na revista "Os Melhores do Mundo", atualmente nas bancas 

 

 

 

 

 

 

 

 

A trajetória editorial do super-herói Flash é cheia de reviravoltas. Algumas delas fatais. 

Uma delas foi publicada na revista "Os Melhores do Mundo", lançada nas bancas na semana passada (Panini, 116 págs., R$ 8).

A própria legenda da capa já antecipa do que se trata: a "tragédia anunciada" da morte do personagem principal. 

                                                             ***

Quem foi assassinado pelo staff da DC Comics, editora norte-americana do personagem, foi a encarnação mais recente do herói velocista.

Após a minissérie "Crise Infinita", já lançada no Brasil, quem assumiu o papel de Flash foi Bart Allen, até então o mais jovem a usar o uniforme vermelho.

"Crise Infinita" tinha a proposta de trazer algumas mudanças aos personagens da editora, inclusive nas equipes que produziam as histórias dos super-personagens.

                                                            ***

Bart Allen surgiu na década de 1990 como o herói mirim encrenqueiro Impulso.

Chegou a ter revista própria nos Estados Unidos. Parte das histórias foi lançada por aqui.

Já neste século, integrou o grupo dos Novos Titãs, tornou-se mais sério e assumiu o nome de Kid Flash.

                                                           ***

A saída de cena de Bart Allen -uma tentativa editorial frustrada de revitalizar o herói- abre espaço para a o retorno da versão anterior do herói, Wally West.

West era dado como desaparecido desde "Crise Infinita". A volta dele foi mostrada recentemente nas revistas "Liga da Justiça" e "Universo DC".

West era, de início, o Kid Flash original. Na metade da década de 1980, tornou-se o Flash após a morte do herói original, Barry Allen.

                                                            ***

O primeiro a vertir o uniforme do Flash foi Joel Ciclone, na década de 1940.

Duas décadas depois, a DC tentou dar uma cara nova aos personagens clássicos.

Foi aí que o Flash ganhou o nome de Barry Allen e o uniforme vermelho.

                                                          ***

O encontro deste com Ciclone é mostrado neste mês em outro lançamento da Panini: "As Maiores Histórias do Flash", quarto título da "Coleção DC 70 Anos" (212, págs., R$ 22,90).

O álbum traz a descoberta mútua de ambos -um vive numa Terra e outro, em outra-, publicada nos Estados Unídos em 1961.

A edição reúne também outras histórias das três versões do herói. Duas são 1947 e 1949.

                                                            ***

A edição 14 de "Os Melhores do Mundo", que traz a morte do Flash, é o último número da revista. A publicação foi cancelada pela Panini.

A editora multinacional fez uma reestruturação dos títulos vendidos nas bancas. Uma das mudanças é o lançamento de uma revista com o super-herói Lanterna Verde.

O blog noticiou o assunto no começo do mês passado. Leia mais aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 08h21
[comente] [ link ]

05.09.08

Principal congresso de comunicação do país discute quadrinhos

Oito trabalhos teóricos sobre histórias em quadrinhos serão apresentados no Intercom, Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, o principal do setor no país. 

As comunicações -nome dado às exposições dos inscritos- ocorrem neste sábado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Natal, de onde escrevo esta postagem.

A cidade hospeda esta 31a. edição do congresso.

                                                              ***

Apenas dois dos estudos serão expostos separadamente pela manhã.

A maioria dos trabalhos será apresentada no período da tarde, numa sala temática, dentro de um grupo de estudos de produção editorial.

Na edição de 2007, os trabalhos teóricos também ficaram reunidos na área de produção editorial. Foi a alternativa encontrada à suspensão do núcleo de pesquisas dedicado exclusivamente à área.

                                                              ***

Os temas apresentados neste ano são bem variados.

Vão desde análises de super-heróis até um estudo da extinta revista em quadrinhos "Crás!", lançada na metade da década de 1970 pela Editora Abril.

A obra trazia histórias de humor feitas por autores brasileiros.

                                                              ***

Este jornalista vai expor uma análise comparativa entre o mercado de quadrinhos atual e o visto há 40 anos no Brasil.

Uma prévia desse estudo foi noticiada no blog no último dia de 2007.

Pode ser (re)lida neste link

Escrito por PAULO RAMOS às 21h27
[comente] [ link ]

02.09.08

Mangá é um dos trabalhos premiados no Salão de Paraguaçu

 

 

A história acima, produzida no estilo japonês, é um dos trabalhos premiados no 4º Salão Internacional de Humor de Paraguaçu Paulista.

É a primeira vez que um salão brasileiro cria uma categoria específica para mangás, nome dado ao quadrinho japonês.

Os organizadores criaram a categoria para marcar o centenário da imigração japonesa, comemorado neste ano.

                                                             ***

Apesar da novidade, o salão teve poucos mangás inscritos.

Caio de Paula Souza, autor da história premiada, foi o único premiado.

A organização do prêmio não sabe dizer ainda se a experiência será repetida na próxima edição do evento de humor.

                                                             ***

"O mangá está muito popularizado. A gente esperava que a participação fosse maior", diz Mário Mastrotti, presidente do salão de humor pelo quarto ano seguido.

"Nas outras categorias, a participação foi muito boa. Tanto que foi maior que no ano passado."

Em 2007, houve 1.400 inscritos, 150 a mais do que na edição do ano anterior.

                                                             ***

O salão de Paraguaçu Paulista, cidade do interior de São Paulo, teve neste ano quase 1.500 trabalhos, vindos de 42 países.

Além de mangá, a premiação de humor teve outras quatro categorias: charge, caricatura, tiras, cartum e cartum temático.

Cartum temática teve o "trem" como pauta para os desenhos.

                                                             ***

Cada um dos primeiros lugares recebe R$ 2 mil.

Os segundos lugares, R$ 1 mil, e os terceiros, R$ 500.

À exceção das categorias mangá e tiras, as demais tiveram três menções honrosas cada uma. O título é dado a trabalhos não premiados que mereçam registro pela qualidade.

                                                             ***

Os premiados foram divulgados ao público na sexta-feira da semana passada, data de abertura do evento de humor.

A maioria dos primeiros lugares ficou com desenhistas do exterior.

Veja na postagem abaixo os trabalhos vencedores desta edição do salão. 

Escrito por PAULO RAMOS às 17h52
[comente] [ link ]

Premiados no Salão de Humor de Paraguaçu Paulista

 

1º lugar  /  caricatura (Dalai-Lama)  

Shankar Pamarthy (Índia)

 

2º lugar  / caricatura (Keith Richards)  

Moisés de Macedo Coutinho  -  Mogi Guaçu (SP)

 

3º lugar  /  caricatura (Osama bin Laden)

Antonio Manuel Ferreira dos Santos  -  Portugal

 

Menções honrosas  /  caricatura:

  • Walmir Américo Orlandeli  -  São José do Rio Preto (SP)
  • José Raymundo Costa do Nascimento  -  Rio de Janeiro (RJ)
  • João Tiago Garcia Picoli  -  Sorocaba (SP)

 

 

1º lugar  /  charge (sem título)

Luís R. Mendiguren Tarres  -  Costa Rica

 

2º lugar  /  charge ("Eu Sou Você Amanhã")

Silvano Rosa Gonçalves de Melo  -  local não informado pela organização

 

3º lugar  /  charge  ("Prisão")

Raimundo Rucke Santos Souza  -  São Paulo (SP)

 

Menções honrosas  /  charge:

  • Bahran Arjmandnia (Irã)
  • Julio Angel Carrion Cueva (Peru)
  • Mohammad Amin Aghaei (Irã)

 

1º lugar  /  cartum  (sem título)

Vladimir Semerenko  -  Rússia

 

2º lugar  /  cartum  (sem título)

Bruno Fonseca Lanza  -  Belo Horizonte (MG)

 

3º lugar  /  cartum  ("O Criminoso")

Rodrigo de Oliveira Maia  -  Ananindeua (PA)

 

Menções honrosas  /  cartum:

  • Jarbas Domingos Lira Júnior  -  Recife (PE)
  • Junior Lopes da Cunha  -  São Paulo (SP)
  • Jean Pires de Oliveira  -  São Paulo (SP)

 

1º lugar  /  cartum temático ("Writing for a Train")

Pol Leurs  -  Luxemburgo

 

2º lugar  -  cartum temático ("Train and Nature")

Ali Shahali  -  Irã/EUA

 

3º lugar  -  cartum temático ("King")

Luc Descheemaeker  -  Bélgica

 

Menções honrosas  /  cartum temático:

  • Sérgio Ribeiro Lemos  -  São Vicente (SP)
  • Alberto de Jesus Nascimento Nicácio  -  São Luiz (MA)
  • Rumen Kostov Dragostinov  -  Bulgária

 

1º lugar  /  tira  ("O Xamã")

Evandro Alves  -  Itabira (MG)

2º lugar  -  tira  ("The Franco Show")

Pablo Rodolfo Franco Mayer  -  Santa Catarina (SC)

3º lugar  /  tira  ("Emílio")

Luigi Rocco Pasquale  -  São Paulo (SP)

                                                            ***

Veja neste link os premiados da edição de 2007 do Salão de Paraguaçu Paulista. 

Escrito por PAULO RAMOS às 17h39
[comente] [ link ]

01.09.08

Adaptação em quadrinhos de O Alienista é finalista do Prêmio Jabuti

 

 

 

 

 

 

 

Versão do conto de Machado de Assis, lançada no ano passado, foi feita pela dupla Gabriel Bá e Fábio Moon

 

 

 

 

 

 

 

A versão em quadrinhos de "O Alienista", lançada no ano passado pela editora Agir, é uma das finalistas do Prêmio Jabuti, um dos principais da área de literatura no país.

A obra -feita pelos irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon- concorre na categoria melhor livro didático ou paradidático de ensino fundamental ou médio.

O álbum disputa a premiação com nove livros.

Neste ano, foram indicadas obras em 20 categorias do prêmio, mantido pela Câmara Brasileira do Livro desde 1959.

                                                              ***

Outra publicação que dialoga com os quadrinhos foi indicada para a premiação.

É "HQs - Quando a Ficção Invade a Realidade", de Rosana Rios.

A obra da editora Scipione disputa na categoria melhor livro juvenil.

A história mostra um menino que se depara com personagens dos quadrinhos, que subitamente ganham vida. 

                                                             *** 

"O Alienista" é a segunda adaptação do conto de Machado de Assis (1839-1908) lançada de 2006 para cá.

A primeira integrou a coleção "Literatura Brasileira em Quadrinhos", da editora Escala.

Foi escrita e desenhada por Francisco Vilachã.

                                                             ***

As demais adaptações em quadrinhos do conto foram publicadas neste ano.

Em março, a Companhia Editora Nacional começou a vender uma versão da obra literária produzida por Lailson de Holanda Cavalcanti (leia mais aqui).

No mês passado, a Ática lançou na Bienal Internacional do Livro de São Paulo a mais recente versão em quadrinhos da obra.

O trabalho foi produzido por Luiz Antonio Aguiar e Cesar Lobo (mais aqui).

                                                             *** 

O conto foi publicado pela primeira vez entre 1881 e 1882 na forma de folhetim.

O foco da história estava nas investigações psicológicas do médico Simão Bacamarte.

Pessoa estudada, fazia testes sobre loucura e razão num manicômio da vila de Itajaí.

Nos estudos e no entender dele, quem é são se torna louco. E vice-versa.

                                                             ***

A indicação à final do Prêmio Jabuti confirma um ano sui-generis para Bá e Moon.

Eles venceram em julho três categorias do Eisner Awards, principal premiação da indústria norte-americana de quadrinhos dos Estados Unidos (leia mais aqui).

Eles vão também publicar por lá uma série própria, que será lançada pela Vertigo, selo adulto da editora DC Comics, a mesma de Batman, Super-Homem e Mulher-Maravilha.

                                                             ***

O último trabalho deles no Brasil foi publicado na edição deste mês da "Época São Paulo", lançada no último fim de semana.

A história, mostrada na última página da revista, integra a série "Procurando São Paulo", criada pela dupla. 

É a segunda história em quadrinhos deles que circulou na "Época São Paulo".

A outra saiu na edição do mês passado e pode ser lida neste link

Escrito por PAULO RAMOS às 23h52
[comente] [ link ]

[ ver mensagens anteriores ]