31.05.09

Mauricio quer emplacar Pelezinho como mascote da Copa de 2014

 

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O desenhista e empresário Mauricio de Sousa quer que seu personagem Pelezinho seja o mascote da Copa de 2014. O mundial de futebol será realizado no Brasil.

A assessoria de Mauricio divulgou na noite deste domingo um desenho em que Pelezinho aparece abaixo dos nomes das 12 cidades que sediarão os jogos.

A imagem faz parte da estratégia de emplacar o personagem e foi passada à imprensa horas depois de a Fifa oficializar os municípios brasileiros selecionados.

O anúncio ocorreu em Nassau, nas Bahamas. Participam Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio, Salvador e São Paulo.

                                                          ***

Segundo a assessoria de Mauricio de Sousa, por enquanto há apenas a intenção. E movimentos de bastidor. Pelé já teria confirmado interesse no uso do personagem na Copa.

O criador da Turma da Mônica também teria conversado com a CBF para agendar uma reunião. A pauta seria a proposta de Pelezinho ser o mascote do mundial.

De concreto, há apenas a informação de que Mauricio e Pelé acertaram a volta das histórias em quadrinhos do personagem. O retorno deve ocorrer até 2010.

Pelezinho foi publicado por Mauricio na Editora Abril entre 1977 e 1982. Segundo a assessoria do empresário, a revista mensal foi cancelada por questões contratuais.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h45
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Editora NewPOP prepara mangá nacional

 

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Lançamento de "Hansel & Gretel" está programado para outubro e terá três volumes

 

 

 

 


A NewPOP prepara um mangá nacional, em três volumes. É o primeiro título da editora produzido no país. O lançamento está programado para outubro.

"Hansel & Gretel" narra a história de dois irmãos univitelinos e albinos, de 13 anos. Pelo resumo informado pela editora, a trama se assemelha ao conto infantil de João e Maria.

A síntese revela que vai haver também outras referências a obras infantis. O texto é assinado por Douglas MCT e os desenhos serão de Ulisses Perez.

A New POP tem se especializado em mangás. Para julho, anuncia os lançamentos de "Speed Racer" e uma continuação de "Grimms Mangá", com contos dos Irmãos Grimm.

A editora diz que tem outros projetos nacionais. A HQM também havia anunciado que preparava para este ano mangás produzidos por autores brasileiros. 

Escrito por PAULO RAMOS às 15h34
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28.05.09

Adaptação de O Guarani marca volta de Luiz Gê aos quadrinhos

 

Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

 

 

Desenhista não produzia quadrinhos há quase 20 anos; obra tem lançamento nesta sexta-feira à noite em São Paulo 

 

 

 

 

 

 

 

Demorou. Mas o adiado retorno de Luiz Gê aos quadrinhos finalmente saiu da intenção e se concretizou no álbum "O Guarani", adaptação do romance de José de Alencar (1829-1877).

A obra (Ática, 96 págs., R$ 22,90) tem arte de Gê, que divide o roteiro com Ivan Jaf. O desenhista não produzia quadrinhos desde o início da década de 1990.

Gê foi um dos principais nomes do quadrinho nacional entre os anos 1970 e 80. Foi um dos criadores da revista independente "Balão", que revelou gente como Laerte.

Em 1986, ele foi editor de arte da revista "Circo", que trazia trabalhos de diferentes autores. Entre 1988 e 1990, fez mestrado na Royal College of Arts, na Inglaterra.

                                                            ***

A volta ao Brasil trouxe na bagagem um turbilhão de ideias. Todas foram reembaladas com o plano econômico do ex-presidente Fernando Collor, que confiscou as poupanças.

Um dos últimos trabalhos dele foi uma história em quadrinhos sobre a Avenida Paulista, publicada na revista da empresa de pneus Good Year. Ele tem planos de reeditá-la.

Desde então, tem se dedicado à carreira acadêmica. Fez doutorado e, hoje, dá aulas na Universidade Mackenzie, em São Paulo.

Em 2007, ele já dizia ter planos de retornar aos quadrinhos, com outros projetos. Os planos foram adiados, pelo menos por ora. A volta, não.

                                                          ***

Os planos de Luiz Gê de voltar a fazer quadrinhos foram noticiados pelo blog em abril de 2007. A matéria sobre ser (re)lida neste link.

                                                            ***

Serviço - Lançamento de "O Guarani", adaptado por Luiz Gê e Ivan Jaf. Quando: sexta-feira (29.05). Horário: a partir das 19h30. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo. Quanto: preço sugerido é de R$ 22,90.

Escrito por PAULO RAMOS às 23h04
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27.05.09

Luluzinha teen será mangá feito por autores nacionais

 

Crédito: reprodução

 

As histórias com a versão adolescente de Luluzinha serão publicadas num mangá, produzido por autores brasileiros. A revista começa a ser vendida no começo de junho.

A obra será lançada pela Ediouro. Um site já foi colocado no ar. É de lá a imagem que abre esta postagem. Um texto cria expectativa de como a personagem vai ficar.

A editora mantém sigilo sobre o projeto, que deveria ser noticiado primeiro pela mídia impressa ainda nesta semana. Por isso, não confirma a notícia, nem libera imagens.

A informação foi checada pelo blog com duas fontes diferentes. Uma delas teve acesso ao conteúdo do primeiro número. Será parecido com a versão jovem da Turma da Mônica.

                                                            ***

Segundo essa mesma fonte, Luluzinha terá em torno de 15 anos. Ficará esbelta e manterá parte dos cachinhos, uma das marcas da personagem norte-americana.

Bolinha ficará magro. As histórias serão contadas em capítulos, tal qual ocorre nos mangás. A cantora Pitty faz uma participação especial na edição de estreia.

A revista - de acordo com uma das fontes ouvidas pelo blog - será publicada pela Pixel, um dos selos da Ediouro.

A Pixel tinha como carro-chefe as revistas da linha adulta da norte-americana DC Comics. A editora carioca rompeu o contrato neste ano e não lança nada desde janeiro.

                                                            ***

A primeira informação sobre o projeto veio a público em uma nota curta, de fim de página, na edição desta semana da revista "Época".

A publicação apenas registrava que Luluzinha iria crescer e que as histórias seriam lançadas pela Ediouro em uma revista chamada "Luluzinha Teen e Sua Turma".

A ideia se assemelha a outro projeto, "Turma da Mônica Jovem", feito pelos Estúdios Mauricio de Sousa, também nos moldes do mangá, o quadrinho japonês.

Desde que foi lançada, a revista com a versão adolescente de Mônica, Cebolinha e companhia tem tido boa repercussão, tanto na mídia como de vendas.

                                                           ***

Luluzinha estreou no Brasil em revista própria, publicada pela editora de O Cruzeiro no fim da década de 1950. Mas muitos leitores ainda a veem como personagem da Abril.

A editora paulista publicou por anos a revista da personagem de vestido vermelho. O título foi cancelado na primeira metade da década de 1990.

Em 2006, a Devir "ressuscitou" a personagem. A editora republicou as primeiras histórias dela feitas por John Stanley a partir de 1945, dez anos depois da criação dela.

A Devir lançou desde então seis álbuns e programa mais dois para este ano. Segundo a editora, os direitos de publicação estão mantidos, mesmo com a entrada da Ediouro.

Escrito por PAULO RAMOS às 16h58
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25.05.09

Brasileiros participam de festival independente argentino

 

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Capa de "Picabu", revista produzida por desenhistas gaúchos que será lançada no evento

 

 

 

 

 

 

 


Buenos Aires terá de dividir o título de capital com mais países. Inclusive o Brasil. Pelo menos até o domingo. Nesse período, a cidade argentina sedia o Viñetas Sueltas.

O evento é um festival internacional de quadrinhos independentes. Está na segunda edição. A abertura foi nesta segunda-feira.

Um grupo brasileiros já está em solo argentino para participar do festival. Um deles é Fabio Zimbres, que tem um histórico de parceria com desenhistas portenhos.

Outros dois são os paulistas André Kitagawa - do álbum "Chapa Quente" - e Jozz - autor de "Circo de Lucca" e integrante do movimento independente Quarto Mundo.

                                                          ***

Quem mais se preparou para o festival talvez sejam os gaúchos Leandro Adriano, Carlos Ferreira, Fabiano Gummo, Moacir Martins, Nik Neves, Rodrigo Rosa e Rafael Sica.

Os sete prepararam uma revista, a "Picabu", que será lançada no festival portenho. A obra traz 11 histórias curtas feitas pelo grupo. No Brasil, será vendida após o evento.

Este quarto número da "Picabu" foi produzido 17 anos depois da edição anterior. A revista foi criada para que eles pudessem publicar seus quadrinhos.

Inicialmente, a "Peek-a-Boo", como era chamada, contava apenas com Adriano, Ferreira, Nik Neves e Rosa. Os demais foram agregados para este novo número.

                                                          *** 

O eco do trabalho virtual na Argentina é bem maior do que o visto aqui no Brasil.

O Viñetas Sueltas ganhou uma página no caderno de cultura do jornal "La Nacion", um dos principais de Buenos Aires. O evento tem também vários patrocinadores.

O festival é realizado em três locais diferentes da capital argentina. O evento conta com programações diárias de palestras e encontros. Vai até o próximo domingo.

Os organizadores mantêm um blog com informações sobre o festival. Pode ser lido aqui.

                                                            ***

Post postagem (26.05, às 10h10): o leitor Andrés Valenzuela - a quem agradeço - me corrige uma informação. O site indicado acima não é feito pelos organizadores do festival.

O site "Cuadritos" cobre o evento. A confusão é porque a página oficial do Viñetas Sueltas - link - sugere acesso ao "Cuadritos", sem especificar que não está ligado ao festival.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h12
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Exposição no interior paulista dá espaço a fanzines

Registro rápido. Uma biblioteca em Itu, no interior de São Paulo, promove uma exposição de fanzines até o fim de junho. O objetivo é divulgar e fortalecer esse formato.

A abertura da 1ª Expozine foi no sábado passado. Houve a participação de antigos fanzineiros e uma oficina com eles. O quadrinista Moacir Torres foi homenageado.

Os fanzines - junção de "fan" e "magazine" - são revistas produzidas de forma artesanal. Muitas traziam quadrinhos e foram os primeiros trabalhos de autores hoje conhecidos. 

A mostra fica na Biblioteca Comunitária Prof. Waldir de Souza Lima (rua Floriano Peixoto, 238, no centro da cidade). Pode ser visitada à noite, às terças, quartas e quintas.

Escolas precisam agendar visita. Informações no e-mail bibliotecacomunitariaitu@gmail.com

Escrito por PAULO RAMOS às 19h27
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21.05.09

Exposição reúne caricaturas de Baptistão sobre MPB

Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

Mostra tem abertura no próximo sábado à noite, em São Paulo, e traz desenhos de figuras da MPB, como o do cantor e compositor Tom Jobim (ao lado)

 

 

 

 

 


O ilustrador Baptistão reuniu caricaturas que fez de figuras da música popular brasileira e criou uma exposição sobre o tema. A abertura é no próximo sábado, às 20h, em São Paulo.

Uma primeira reunião de desenhos de cantores já havia sido apresentada por ele há dois anos no Festival Internacional de Humor e Quadrinhos, em Recife.

O acervo foi ampliado para esta nova exposição. "Baptistão e a MPB" é a primeira mostra individual da carreira dele.

Há também outro fato que singulariza a experiência para o ilustrador: será apresentada no Vila Maria Zélia, lugar onde mora na capital paulista.

                                                          ***

Baptistão trabalha há 18 anos como ilustrador do jornal "O Estado de S. Paulo". Ele colabora também para outras publicações, como a revista "Carta Capital".

O desenhista já soma uma coleção de títulos, conquistados dentro e fora do país. O último foi o terceiro lugar na categoria caricatura do "World Press Cartoon".

O ilustrador esteve em Portugal, em abril, para receber o troféu. É a segunda vez que ele é premiado no salão de humor, um dos mais representativos do mundo.

No Brasil, ele sido sucessivamente escolhido como melhor caricaturista no Troféu HQMix, principal premiação de quadrinhos do país.

                                                            ***

Serviço - Abertura da exposição "Baptistão e a MPB". Quando: sábado (23.05). Horário: 20h. Onde: Boticário da Vila Maria Zélia. Endereço: rua dos Prazeres, 362, Belenzinho, São Paulo. Quanto: de graça. Após a abertura, a exposição pode ser visitada aos sábados e domingos, das 18h às 22h. Vai até 26 de julho.

Escrito por PAULO RAMOS às 23h12
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Editor da Fierro quer lançar versão brasileira da revista

 

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Ideia inicial é que publicação mescle trabalhos de argentinos com os de autores nacionais

 

 

 

 

 

 

 

Os responsáveis pela argentina "Fierro" querem lançar uma versão brasileira da revista. O projeto foi confirmado ao blog por Lautaro Ortiz, chefe de redação da publicação.

"Nosso desejo é poder formalizar com algum editor ou jornal diário a possibilidade de editar a ´Fierro´ no Brasil", diz. "O mesmo está ocorrendo no Chile e no Peru."

Segundo ele, já houve um contato com uma editora. Outra demonstrou interesse nesta semana. Mas não há nada acertado. Uma das ideias é mesclar autores daqui com os de lá.

Ortiz diz que a revista alcança uma venda de 15 mil exemplares por mês. "O que não é pouco na Argentina, te diria um êxito impensado."

                                                           ***

A "Fierro" reúne trabalhos em quadrinhos de diferentes autores argentinos. A revista havia sido publicada pela primeira vez na década de 1980, após o fim do período militar de lá.

O título deixou de ser publicado no número cem. A "Fierro" voltou a ser produzida em novembro de 2006. O brasileiro Adão Iturrusgarai se tornou um dos colaboradores.

A obra é vendida junto com o jornal portenho "Página/12". Sai uma edição por mês. Depois, é comercializada de forma avulsa em quioscos, nome das bancas de jornal argentinas.

O blog comentou sobre a "Fierro" na série de reportagens sobre os quadrinhos argentinos. A postagem sobre a revista foi veiculada em 3 de março. Pode ser (re)lida neste link.

Escrito por PAULO RAMOS às 11h28
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20.05.09

Referência a PCC também levou a reconhimento de Dez na Área

 

Crédito:reprodução

 

 

 

Duas imagens do álbum fazem menção à facção criminosa Primeiro Comando da Capital

 

 

 

 


Não foram só o conteúdo sexista ou os palavrões em parte das histórias de "Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol" que motivaram o reconhimento da obra.

Menções à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) foram outro ponto que levou à retirada do álbum, que seria distribuído a alunos do terceiro ano do fundamental.

A informação é mencionada no último parágrafo de reportagem sobre o assunto, na edição desta quarta-feira da "Folha de S.Paulo". A fonte foi a Secretaria da Educação.

Foi o jornal que tornou público o caso, em matéria publicada ontem. O governo de São Paulo comprou 1.216 exemplares da obra para levar às escolas.

O governador José Serra reconheceu que houve falha na seleção e disse que os responsáveis serão punidos. Serra também classificou o álbum como de "muito mau gosto".

 

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As referências ao PCC - que atua nos presídios paulistas - aparecem em dois quadrinhos na história que abre o álbum, do desenhista mineiro Lélis.

"Eu coloquei na obra de forma mais irônica", disse Lélis ao blog, por telefone, agora há pouco. "Quando eu fiz o livro, era destinado a outro público, de mais idade."

"Quem comprou não avaliou isso. O problema todo foi a falha de seleção em si."

Segundo ele, a menção ao PCC pode ser omitida, mas não esconde que a organização existe. "Se não há liberdade, não há liberdade para colocar nenhuma outra coisa."

                                                          ***

A história do álbum mostra o furor que o futebol causa dentro de um fictício presídio. O futebol é o tema das 11 crônicas do álbum da editora Via Lettera.

Lélis tem trabalhos em quadrinhos publicados por diferentes editoras.

Lançou também, de forma independente, o álbum "Saino a Percurá", com contos rurais em forma de quadrinhos.

O último trabalho dele foi lançado neste mês na França. Ele fez os desenhos do álbum "Last Bullets", situada durante a Guerra de Secessão norte-americana.

                                                          ***

Leia mais sobre o caso Dez na Área nas postagens abaixo.

E acompanhe também no Twitter: www.twitter.com/blogpauloramos

Escrito por PAULO RAMOS às 10h24
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19.05.09

ACB emite nota de repúdio a "crucificação" de Dez na Área

A Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB) emitiu nesta terça-feira uma nota de repúdio à forma como o álbum em quadrinhos "Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol", da editora Via Lettera, foi noticiado pela imprensa.

No texto, a ACB diz que houve uma "crucificação de um trabalho sério de artistas e da editora, muito bem conceituados".

A referência é à compra do álbum pelo governo de São Paulo para ser distribuído ao terceiro ano do ensino fundamental. Parte da obra traz palavrões e conteúdo sexual.

Publicado em 2002, o álbum não foi idealizado para ser usado para o ensino de estudantes de nove anos em média. O governo reconheceu falha no processo de seleção.

Leia a íntegra da nota, assinada pelo presidente da entidade, José Alberto Lovetro, o JAL:

                                                           ***

Hoje, dia 19 de maio, na mídia, houve a repercussão de uma matéria sobre o mau uso do livro de quadrinhos acima citado onde vários autores importantes da área desenharam sobre o tema futebol.
 
 

O livro, premiado e trazendo desenhistas também premiados, inclusive fora do Brasil, foi mostrado como material de linguagem chula e arte sexista imprópria para distribuição para crianças da rede pública de ensino como material paradidático.  


A Associação dos Cartunistas do Brasil, que vem participando por anos da luta pelo reconhecimento do autor brasileiro na área dos quadrinhos e humor gráfico, não pode deixar de dizer que as informações colocadas, dessa forma na mídia, podem depor contra um trabalho sério nas escolas de utilização de publicações de quadrinhos como ferramenta de incentivo à leitura e cultura nacional.
 
 


Fica evidente que houve um descuido de quem escolheu esse título para distribuição para o ensino básico, mas não se pode dizer que os artistas estão deturpando algo como fica a impressão das matérias.


Uma criança de 9 anos assiste ao futebol com o pai, que não deve economizar em seu linguajar diante da emoção que o esporte exerce sobre seus torcedores. As transmissões de futebol não conseguem evitar o som dos palavrões cantarolados pelas torcidas.


Portanto não é criação dos desenhistas a linguagem chula, mas simplesmente estão colocando o que todos vêem num jogo de futebol pelas transmissões livres de censura.


Ao mesmo tempo, a forma como são colocadas as mulheres no futebol com as “Maria Chuteira” ou “travestis” que se relacionam com jogadores, nas reportagens, que não são também censuradas, só podem ter um reflexo nas histórias dos autores do livro.


O que vemos é uma crucificação de um trabalho sério de artistas e da editora, muito bem conceituados e que podem ser sim distribuídos em universidades para o estudo do mundo do futebol e sua influência na cultura popular.
 
 


A utilização dos quadrinhos na sala de aula é confirmada por educadores como fonte importante para agregar valor de conteúdo educacional para o interesse da criança em várias matérias do currículo escolar.


Isso foi conquistado depois de muita luta contra o preconceito que antes havia e que caiu por terra ao vermos em cada lar uma criança de cinco anos já se interessar por leitura quando vê revistas infantis na sua frente.
 


Apenas houve um equívoco na escolha pela faixa etária a que se destinava os livros e não uma publicação censurável como pode ter passado para o grande público.
 
 


Pedimos aos meios de comunicação que, sempre que houver algo tão importante como esse tema, também coloquem a opinião de uma pessoa especializada na área, que tenha algum conhecimento da linguagem em discussão.


                                                        ***


Leia mais sobre o assunto nas duas postagens abaixo.

Escrito por PAULO RAMOS às 23h10
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18.05.09

Música dos Titãs serve de base para história em quadrinhos

 

Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

Capa de "Grandes Mentes da Pré-História", que pode ser lida on-line

 

 

 

 

 

 

A música "Homem Primata", da banda Titãs, pautou uma história em quadrinhos que pode ser lida on-line no site "Mojo Books".

A proposta da página virtual é usar músicas como base para a produção de livros e quadrinhos virtuais. O acesso é gratuito, mas é necessário cadastro prévio.

"Grandes Mentes da Pré-História", inspirada em letra dos Titãs, mostra um incompreendido homem das cavernas. Ele costuma descobrir inovações à frente de sua época.

Faz desenhos que em muito superam os hieróglifos produzidos nas cavernas. Inventou a cerca e quase foi linchado. O homem criava. E também destruía.

                                                           ***

A história tem 15 páginas. Foi desenhada por Pablo Mayer e escrita por Ricardo Giassetti, também editor da linha virtual e um dos criadores do site.

Coincidência ou não, ambos concorrem neste ano ao Troféu HQMix em diferentes categorias. Mayer como desenhista revelação. Giassetti, como roteirista revelação.

O primeiro fez a arte do álbum "A Casa ao Lado", da editora HQM. O segundo, o texto de "O Catador de Batatas e o Filho da Costureira", mangá nacional da JBC.

Esta é a sexta história em quadrinhos gestada pela Mojo Books. As anteriores podem ser acessadas neste link. E este leva para "Grandes Mentes da Pré-História".

Escrito por PAULO RAMOS às 22h38
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15.05.09

Animação de Los Três Amigos tem pré-estreia neste sábado

 

Crédito: reprodução do site de Laerte, hospedado no UOL

 

 

 

 

Exibição do curta-metragem com os personagens de Angeli, Laerte e Glauco será em São Carlos, no interior de São Paulo

 

 

 

 

Um curta-metragem deu movimento e voz aos personagens de Los Três Amigos, série em quadrinhos criada por Angeli, Laerte e Glauco.

A primeira exibição será neste sábado à noite em São Carlos, no interior paulista.

Após a projeção, vai haver um coquetel e um bate-papo com o autor do produção, Daniel Messias. O diretor de animação demorou oito meses para finalizar o projeto.

Ele já havia feito antes desenhos animados curtos com tiras do trio de quadrinistas.

                                                           ***

Los Três Amigos estreou em dezembro de 1991 nas páginas do "Folhateen", suplemento jovem da "Folha de S.Paulo". As histórias eram inspiradas na comédia norte-americana "Three Amigos", de 1986.  

O trio de amigos, nos quadrinhos, eram os próprios autores. Mudavam apenas os nomes. Angeli era Angel Villa. Laerte, Laertón. Glauco, Glauquito.

As histórias migraram, depois, para um especial da editora Circo. Em 1994, a Ensaio lançou uma coletânea das primeira tiras: "Los 3 Amigos - Sexo, Drogas y Guacamoles".

No mesmo ano, o quadrinista Adão Iturrusgarai foi integrado à equipe e se tornou um "quarto elemento do trio". Algum tempo depois, as tiras deixaram de ser produzidas.

                                                            ***

O ingresso para assistir à exibição do curta-metragem é retirado com a doação de um quilo de alimento não-perecível (exceto sal). Há dois postos de troca, ambos em São Carlos.

Um é o Estúdio Iéio, de Sérgio Luiz Roda, principal organizador da pré-estreia. O estúdio fica na rua Riachuelo, 394, no centro da cidade.

O outro ponto de troca é no Spázio 203, local da exibição. Fica na rua Itália, 203.

                                                            ***

Serviço - Pré-estreia do curta-metragem "Los Três Amigos". Quando: sábado (16.05). Horário: 19h. Local: Spázio, 203. Endereço: rua Itália, 203, vila Prado, São Carlos. 

Escrito por PAULO RAMOS às 11h36
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Editora Agir - enfim - lança O Pagador de Promessas, de Guazzelli

 

Crédito: reprodução

A capa ao lado ainda está escondida no site da editora Agir, um dos selos do grupo Ediouro.

Ela anuncia o lançamento de "O Pagador de Promessas", obra de Dias Gomes (1922-1999) adaptada para os quadrinhos por Eloar Guazzelli.

O álbum (72 págs., R$ 44) foi entregue pelo autor à editora há mais de um ano. 

A Agir tem outras adaptações prontas. Uma delas é de "Os Sertões", de Euclides da Cunha (1866-1909), feita por Rodrigo Rosa e Carlos Ferreira.

Apenas para registro: este ano terá uma overdose de adaptações literárias. O foco são as listas do governo, que compram obras do gênero para levar às escolas. Há novidades já na semana que vem.

Escrito por PAULO RAMOS às 00h40
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12.05.09

Folha de S.Paulo pretende publicar tiras de Liniers

 

Crédito: reprodução do site do jornal La Nacion

 

A "Folha de S.Paulo" quer publicar tiras da série "Macanudo", do argentino Liniers. O jornal confirmou o interesse e a negociação, em estágio avançado. Mas o contrato ainda não teria sido assinado.

A informação foi passada hoje à tarde ao blog por Fábio Marra, responsável pelo departamento de arte do jornal. É a mesma área que cuida da publicação das tiras.

Segundo Marra, se o negócio for concretizado, a tira será veiculada de segunda a sábado. Ele não soube dizer se alguma das séries atuais será excluída.

A Folha é um dos jornais brasileiros que mais publicam tiras. São oito séries, duas delas estrangeiras ("Hagar, o Horrível" e "Garfield"). Aos domingos, veicula tiras de Gabriel Bá e Fábio Moon e de Allan Sieber.

                                                          ***

Merece registro que outras fontes já dão a transação como certa. Uma delas é o próprio Liniers. O desenhista veiculou em seu blog, nesta semana, que a série sairia na Folha.

Outras duas fontes que veem o negócio concretizado são Sylvia Colombo e Cláudio Martini.

Sylvia é jornalista da "Ilustrada", caderno de cultura da Folha onde são publicadas as tiras. Ela teria confirmado a transação a Érico Assis, do site "Omelete". Ele tornou pública a informação no site "Twitter".

Martini conversou com o blog por telefone na manhã desta terça-feira. Ele também dá como certa a ida de "Macanudo" ao jornal.

                                                          ***

Foi a editora dele, a Zarabatana, que lançou a primeira coletânea da série no Brasil. O álbum saiu em outubro do ano passado.

Martini confirma o lançamento da segunda coletânea para o semestre que vem.

A estreia no país, no entanto, ocorreu no número 17 da revista independente "Graffiti 76% Quadrinhos", de Minas Gerais. A publicação começou a ser vendida em agosto de 2008.

Antes disso, a popularidade de Liniers se deu por meio da internet. As inusitadas histórias criadas por ele ecoaram virtualmente por diferentes sites e blogs sobre quadrinhos.

                                                           ***

Na Argentina, a série é muito popular. A sexta coletânea de "Macanudo", lançada em dezembro passado, teve tiragem de 5 mil exemplares e quase esgotou em um mês.

As tiras de Liniers são publicadas na última página do jornal "La Nacion", um dos mais importantes de Buenos Aires.

Leia mais sobre a série "Macanudo" e seu criador, Liniers, aqui e aqui.

                                                           ***

Post postagem (12.05, às 20h36): o colega Eduardo Nasi me alerta por e-mail para um dado que desconhecia. A estreia de Liniers no Brasil ocorreu na revista bilíngue "Olho Mágico/Ojo Mágico", e não na "Graffiti 76% Quadrinhos". Fica registrada a correção.

Escrito por PAULO RAMOS às 19h40
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10.05.09

Brasileiros participam de exposição de humor na Espanha

 

Crédito: Osvaldo Dacosta

 

Três desenhistas brasileiros - Amorim, Érico Junqueira Ayres e Osvaldo Dacosta - participam da Mostra de Humor Gráfico, realizada em Valência, na Espanha.

O tema deste terceira edição da mostra é "Evolucionismo ou Criacionismo?", que marca os 150 de publicação do livro "A Origem das Espécies", de Charles Darwin (1809-1882).

Foi esse assunto que pautou a charge acima, feita pelo santista Dacosta. Além dele e dos outros dois brasileiros, a mostra conta com 220 desenhistas de 44 países.

A exposição foi inaugurada no fim de abril e vai viajar por outras cidades espanholas.

Escrito por PAULO RAMOS às 15h59
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08.05.09

Álbuns vão reeditar histórias importantes de Demolidor

 

Crédito: divulgação   Crédito: divulgação

 

De quando em quando, a relação de lançamentos que a Panini divulga todos os meses à imprensa especializada em quadrinhos traz alguma novidade.

Ou novidades, como neste mês. A editora vai relançar dois momentos importantes do Demolidor: a minissérie "O Homem sem Medo" e as primeiras histórias de Kevin Smith.

"Demolidor - O Homem sem Medo" (156 págs., preço não informado) foi escrita por Frank Miller, autor que recriou o personagem na virada da década de 1970 para a seguinte.

A presença de Miller ajudou a salvar do cancelamento a revista "Daredevil" - nome norte-americano do herói da editora Marvel Comics. E impulsionou a carreira do artista.

                                                            ***

Os cinco capítulos da minissérie recontam a origem do personagem. Após um salvar um idoso, o jovem Matt Murdock foi submetido a um produto que tirou sua visão.

O acidente teve outro efeito colateral: ampliou os demais sentidos dele. A hipersensibilidade permite que ele atue como o fantasiado Demolidor.

A história foi lançada pela primeira vez no Brasil pela Editora Abril. Foram cinco números, publicados entre maio e julho de 1994. Dois anos depois, houve uma edição encadernada.

Os desenhos são de John Romita Jr., artista bastante popular da Marvel, que já trabalhou nos principais títulos da editora estadunidense.

                                                           ***

"Demolidor - Diabo da Guarda" (212 págs., R$ 28,90) reúne histórias de outra parceria: o escritor Kevin Smith e o desenhista Joe Quesada, hoje o manda-chuva da Marvel.

A série - também publicada no Brasil pela editora Abril - foi importante para a realidade do herói cego por dois motivos, um narrativo e outro editorial.

O narrativo: marcou a morte de uma personagem de destaque na vida do chamado "homem sem medo". O editorial: as oito histórias reiniciaram a revista mensal do herói.

O roteiro de Smith - que também mantém carreira de diretor e ator de cinema - conseguiu recuperar o prestígio dos textos de Frank Miller, escritos anos antes.

                                                            ***

As duas publicações ajudam a marcar os 45 anos de criação do Demolidor.

No mês passado, a Panini lançou um álbum de luxo com as primeiras histórias do herói, publicadas na década de 1960 e escritas por Stan Lee.

A obra integra a coleção "Biblioteca Histórica Marvel", que republica as aventuras iniciais dos personagens da editora. Leia resenha do álbum neste link.

Escrito por PAULO RAMOS às 18h19
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07.05.09

Leitor se torna co-autor de história em quadrinhos virtual

 

Páginas de história em quadrinhos virtual, desenhada por Alexandre de Maio

 


Por enquanto, pouco se sabe. Ela se chama Camila e mora numa área nobre de São Paulo. Ele é Henrique. Vive na periferia. Ambos transitam pela cidade.

Os dois vão se encontrar? Não? Quem vai definir as falas e a continuidade da história em quadrinhos é o leitor. O que há de informação até o momento é o descrito acima.

A história foi desenhada por Alexandre de Maio e entrou no ar nesta quinta-feira no site "Catraca Livre", mantido pela equipe do jornalista Gilberto Dimenstein.

A proposta da página é mostrar o que há de mais acessível na área cultural da cidade.

                                                           ***

A história se chama "Como Seria uma Cidade sem Catraca?". Além do título, o que o leitor vai encontrar são as cinco primeiras páginas  A única com texto é a primeira.

As demais têm apenas os desenhos e espaços em branco numerados para terem as palavras inseridas. A tarefa da co-autoria é do internauta. 

Os leitores colocarão as ideias no próprio site. Segundo Alexandre de Maio, a escolha da melhor proposta será feita pela equipe do site.

O nome do autor será inserido na história. A previsão dele é atualizar toda quinta-feira.

                                                           ***

"A gente vai dividir em capítulos. O primeiro é contado sobre o casal", disse De Maio por telefone, agora há pouco.

Ele disse também que, quando houver um volume grande de páginas, o projeto deve ganhar uma versão impressa.

O desenhista paulistano, de 30 anos, mexe com o traço desde a infância. O primeiro trabalho profissional foi em 1999: uma história publicada na revista "Rap Brasil".

Nos últimos anos, ele tem trabalhado a linguagem dos quadrinhos em programas de liberdade assistida.

                                                           ***

De Maio é mais conhecido dos leitores de quadrinhos pelo álbum "Os Inimigos não Mandam Flores", produzido em parceria com o escritor Ferrez e publicado em 2006 pela Pixel.

Ele tem uma outra história feita com Ferrez. Como o futuro da Pixel é incerto, o trabalho deve ser impresso e publicado por conta própria.

"1.000 Fita", gíria que dá título ao álbum, já tem pelo menos 20 páginas prontas. Segundo o desenhista, falta pouco para ser finalizado.

O tema - a exemplo do álbum anterior - vai abordar a realidade urbana. 

                                                           ***

A história em quadrinhos interativa, disponível no "Catraca Livre", pode ser acessada aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 18h22
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06.05.09

Divulgados os indicados ao Troféu HQMix deste ano

A comissão que organiza o Troféu HQMix divulgou nesta semana os indicados para a edição deste ano da premiação, a principal da área de quadrinhos no país.

Foram selecionados sete nomes ou trabalhos para cada uma das categorias.

A única exceção é publicação erótica, que teve cinco obras elencadas.

Veja a lista completa:

1. Desenhista nacional
  • Fábio Lyra ("Menina Infinito" - Desiderata)
  • Fábio Moon e Gabriel Bá ("Procurando São Paulo" - revista Época SP)
  • José Aguiar ("Quadrinhofilia" - HQM)
  • Jozz ("Circo de Lucca" - Devir)
  • Laudo ("Revolução Russa" - Escala Educacional; "Depois da Meia-noite" - Independente
  • Rafael Grampá ("Mesmo Delivery" - Desiderata)
  • Samuel Casal ("Prontuário 666" - Conrad)
2. Desenhista estrangeiro
  • Darwyn Cooke ("Spirit" - Panini)
  • Frank Quitely ("Grandes Astros Superman" - Panini)
  • David B ("Epiléptico" – Conrad)
  • Duncan Fegredo ("Hellboy" - Mythos)
  • Liniers ("Macanudo" - Zarabatana)
  • Enrico Marini ("Predadores" - Devir)
  • Niko Henrichon ("Leões de Bagdá" - Panini)
3. Roteirista nacional
  • André Diniz ("Coleção História e Filosofia em Quadrinhos" - Escala Educacional)
  • Adriana Brunstein e Samuel Casal ("Prontuário 666" - Conrad)
  • Daniel Esteves ("Nanquim Descartável" - Independente; "Front" - Via Lettera)
  • Cadu Simões ("Nova Hélade" - Independente Garagem Hermética - Independente)
  • Fábio Lyra ("Menina Infinito" - Desiderata)
  • Fábio Moon e Gabriel Bá ("Procurando São Paulo" - revista Época SP)
  • José Aguiar ("Quadrinhofilia" - HQM)
4. Roteirista estrangeiro
  • Alan Moore ("Promethea" - Pixel)
  • Ai Yazawa ("Nana" - JBC)
  • Brian Wood ("DMZ" - Panini; "Local" - Devir)
  • Charles Burns ("Black Hole" - Conrad)
  • David B. ("Epiléptico" - Conrad)
  • Geoff Johns ("Lanterna Verde"; "JSA" - Panini)
  • Grant Morrison ("Grandes Astros Superman" - Panini)
5. Desenhista Revelação
  • Bruno D’Angelo ("O Catador de Batatas e o Filho da Costureira" - JBC)
  • Danilo Beyruth ("O Necronauta" - Independente)
  • Marlon Tenório ("Os 303 de Esparta" - Independente)
  • Olavo Costa ("O Contínuo" - Independente)
  • Hemeterio ("Chibata! João Cândido e a Revolta que Abalou o Brasil" - Conrad)
  • Pablo Mayer ("A Casa ao Lado" - HQM)
  • Tulio Caetano ("Dr. Bubbles & Tilt" - Zarabatana)
6. Roteirista Revelação
  • Alex Mir ("Tempestade Cerebral" - Independente)
  • Dalton Correa Soares ("O Contínuo" - Independente)
  • Leandro Assis e Hiroshi Maeda ("O Cabeleira" - Desiderata)
  • Marlon Tenório ("Os 303 de Esparta" - Independente)
  • Olinto Gadelha ("Chibata! João Cândido e a Revolta que Abalou o Brasil" - Conrad)
  • Ricardo Giassetti ("O Catador de Batatas e o Filho da Costureira" - JBC)
  • Rodrigo Alonso ("Eterno" - Independente)
7. Ilustrador Nacional
  • Adams Carvalho (Folha de São Paulo)
  • Alarcão (livros infantis)
  • Éber Evangelista (revista Aventuras na História)
  • Fernando Vilela (livros infantis)
  • Kako (revista "Aventuras na História")
  • Odilon Moraes (livros infantis)
  • Weberson Santiago ("Folha de São Paulo", revista "Getúlio")
8. Tira nacional
  • Amely (Pryscila Vieira - PubliMetro)
  • Chiclete com Banana (Angeli – "Folha de São Paulo")
  • Mulher de 30 (Cibele Santos - PubliMetro)
  • Níquel Náusea (Fernando Gonsales – "Folha de São Paulo")
  • Quase Nada (Fábio Moon & Gabriel Bá – "Folha de São Paulo")
  • Piratas do Tietê (Laerte –"Folha de São Paulo")
  • Preto no Branco (Allan Sieber – "Folha de São Paulo")
9. Web quadrinhos
  • Candyland - Capital - link
  • Clube da Esquina - link
  • Exploradores do Desconhecido - link
  • O Homem Nu - link
  • Meu Mundo Nosso - link
  • Quadrinho Ordinário - link
  • Rei Emir - link
10. Publicação infanto-juvenil
  • Almanaque da Mônica (Panini)
  • Almanaque Maluquinho - O Japão dos brasileiros (Globo)
  • Hunter X Hunter (JBC)
  • Naruto (Panini)
  • Os Pequenos Guardiões (Conrad)
  • Turma da Mônica Jovem (Panini)
  • Xaxado Ano 3 (Independente)

 11. Publicação de clássico

  • Batman ilustrado por Neal Adams (Panini)
  • Che (Conrad)
  • Antologia Chiclete com Banana (Devir-Jacaranda)
  • Corto Maltese – As Etiópicas (Pixel)
  • Biblioteca Histórica Marvel - O Surfista Prateado vol. 1 (Panini)
  • Tintim No País dos Sovietes (Cia. das Letras)
  • Turma da Mônica Coleção Histórica (Panini)
12. Publicação de humor
  • Bone – Estúpidas, Estúpidas Caudas-de-Ratazanas (Via Lettera)
  • Macanudo #1 (Zarabatana)
  • Mad (Panini)
  • Mundo Canibal (Mythos)
  • Níquel Náusea - Em boca fechada não entra mosca (Devir)
  • Piratas do Tietê # 3 (Devir)
  • Vale Tudo (Ópera Graphica)
13. Publicação mix
  • Front #19 (Via Lettera)
  • Front Especial - 100 Anos da Imigração Japonesa no Brasil (Via Lettera)
  • Grande Clã (Independente)
  • Graffiti #18 (Independente)
  • Pixel Magazine (Pixel)
  • Power Trio (Independente)
  • Prática de Escrita (Terracota)

 14. Publicação erótica

  • Cica Dum-Dum (Zarabatana)
  • Clara da Noite (Zarabatana)
  • Clic #3 (Conrad)
  • Emmanuelle (Pixel)
  • Love Junkies (JBC)

 15. Publicação de aventura/terror/ficção

  • 100 Balas (Pixel)
  • Delivery Service of Corpse (Conrad)
  • O Garoto Verme (Zarabatana)
  • Leões de Bagdá (Panini)
  • Local (Devir)
  • Mágico Vento (Mithos)
  • Promethea (Pixel)

 16. Edição especial nacional

  • Aú Capoeirista (Papel A2)
  • O Cabeleira (Desiderata)
  • Chibata! João Cândido e a Revolta que Abalou o Brasil (Conrad)
  • Menina Infinito (Desiderata)
  • Mesmo Delivery (Desiderata)
  • Noite Luz (Via Lettera)
  • Prontuário 666 (Conrad)

 17. Edição especial estrangeira

  • Asterix e seus Amigos (Record)
  • Batman – Preto e Branco (Panini)
  • Escombros (Zarabatana)
  • Frango com Ameixa (Cia. das Letras)
  • Hard-Boiled - À Queima Roupa (Devir)
  • Love & Rockets – Pés de Pato (Via Lettera)
  • Revelações (Devir)
18. Publicação independente de autor
  • Gatipos
  • Nanquim Descartável
  • Necronauta
  • Macaco Albino
  • Menino Caranguejo
  • Penitente
  • Tempestade Cerebral
19. Publicação independente de grupo
  • Avenida
  • Café Espacial
  • Contínuo
  • Garagem Hermética
  • Quadrinhópole
  • Samba
  • Zine Royale
20. Publicação independente especial
  • Câncer
  • Consequências
  • Contos das Madrugada
  • Depois da Meia-noite
  • Eterno
  • Muertos
  • Subterrâneo Especial 4

 21. Publicação de tiras

  • Candido Deodato (HGB Comunicações)
  • Macanudo #1 (Zarabatana)
  • Malvados (Desiderata)
  • Níquel Náusea - Em boca fechada não entra mosca (Devir)
  • Tiras Clássicas da Turma da Mônica (Panini)
  • Tiras de Letra – Até Debaixo D’água (Virgo)
  • Under World (Zarabatana)
22. Publicação de charges
  • 34º Salão Internacional de Humor de Piracicaba (Imprensa Oficial do Estado)
  • 35º Salão Internacional de Humor de Piracicaba (Imprensa Oficial do Estado)
  • No Bico sem Pena! Brás, 15 anos de Charges
  • O Humor Pai D´Égua (Projeto Cultural Lei A. Tito Filho)
  • O Livro dos Políticos (Heródoto Barbeiro & Bruna Cantele - Ediouro)
23. Publicação de cartuns
  • Duke - Desenhos de Humor (Independente)
  • 1º Festival Internacional de Humor do Rio de Janeiro (catálogo oficial)
  • Humor Politicamente Incorreto (Nani - L&PM)
  • Ninguém é Perfeito (Jaguar - Desiderata)
  • Millôr - Um Nome a Zelar (Millôr - Desiderata)
  • Radicci - Tem Outro por Dentro (Iotti - L&PM)
  • Tulípio #7 (Eduardo Rodrigues & Paulo Stocker - Independente)
24. Livro teórico
  • Batman e a Filosofia - O Cavaleiro das Trevas da Alma (Madras)
  • Henfil - O Humor Subversivo (Expressão Popular)
  • História em Quadrinhos - Impresso vs. Web (Unesp)
  • Magia dos Quadrinhos (Edições Bagaço)
  • Nossos Deuses são Super-Heróis (Cultrix)
  • Para o Alto e Avante (Editora Asterisco)
  • Traço a Traço Quadro a Quadro (Editora C/Arte)
25. Projeto Editorial
  • Calendário Pindura 2009 (Pégasus Alado)
  • O Catador de Batatas e o Filho da Costureira (JBC)
  • Dr. Bubbles & Tilt (Zarabatana)
  • História do Brasil, História Mundial e Filosofia em Quadrinhos (Escala Educacional)
  • Powertrio (Mondo Urbano)
  • As Tiras Clássicas da Turma da Mônica (Panini)
  • Turma da Mônica Jovem (Panini)

 26. Adaptação para outro veículo

  • Aline (tevê)
  • Batman – O Cavaleiro das Trevas (cinema)
  • O Caderno da Morte - Death Note (teatro)
  • A Noite dos Palhaços Mudos (teatro)
  • Homem de Ferro (cinema)
  • Persépolis (cinema)
  • Hellboy II - O Exército Dourado (cinema)
27. Adaptação para os quadrinhos
  • Desista! (Conrad)
  • Dom Quixote (Escala Educacional)
  • História do Brasil em Quadrinhos (Europa)
  • O Pequeno Príncipe (Agir)
  • A Revolução Russa (Escala Educacional)
  • Heróis da Restauração Pernambucana (Plublikimagem)
  • Triste Fim de Policarpo Quaresma (Cia. Editora Nacional)
28. Mídia sobre quadrinhos
  • Banca de Quadrinhos (programa)
  • Bigorna (Internet)
  • Blog dos Quadrinhos (Internet)
  • HQ Além dos Balões (programa)
  • HQ&Cia (programa)
  • Mundo dos Super-Heróis (revista)
  • Universo HQ (Internet)
29. Editora do ano
  • Conrad
  • Desiderata
  • Devir
  • JBC
  • Panini
  • Via Lettera
  • Zarabatana

                                                           ***

Nesta 21ª edição do prêmio, houve algumas mudanças.

Uma é que o número de categorias foi reduzido. Para isso, algumas foram fundidas.

É o caso de mídia de quadrinhos, que passa a selecionar sites, blogs, revistas, programas de TV e de outras formas de produção jornalística.

Foi criada uma nova categoria, adaptação para os quadrinhos, para dar destaque ao volume de versões quadrinizadas de obras literárias e de fatos históricos.

                                                            ***

Outra mudança é com relação ao processo de escolha dos vencedores. Será feito de forma diferenciada, conforme a categoria.

As categorias de melhor chargista, caricaturista, cartunista, articulista de quadrinhos, exposição, eventos de quadrinhos, salão e festival de quadrinhos ou humor gráfico serão definidas por uma comissão especial, a ser formada.

A decisão é para tentar evitar os chamados votos "viciados".

Permanecerá com a comissão organizadora, como nas edições passadas, a escolha de: trabalho de conclusão de curso, dissertação de mestrado, tese de doutorado, mestre do quadrinho nacional, homenagem especial e grande contribuição aos quadrinhos.

                                               ***

Nas demais categorias, vale o mesmo sistema de votação usado nas últimas edições.

A escolha é feita por meio de votação virtual, realizada por mais de dois mil especialistas e profissionais da área de quadrinhos previamente inscritos.

O processo de votação terá início ainda neste mês, segundo a comissão.

                                               ***

Os autores de trabalhos acadêmicos interessados em competir devem encaminhar as pesquisas até o dia 15 de junho.

O mesmo vale para a categoria de articulista. Este deve inscrever o texto, em cinco cópias (no caso de mídia impressa, com o original mais quatro cópias).

O material deve ser encaminhado à Livraria HQMix, que fica na Praça Roosevelt, 142, no centro de São Paulo (CEP 01303-020).

                                               ***

A data da cerimônia de entrega dos prêmios é outra mudança. Será no dia 7 de agosto, uma sexta-feira. Normalmente, a entrega ocorria no meio da semana, em julho.

O local, no entanto, permanece o mesmo: o Sesc Pompeia, em São Paulo.

Escrito por PAULO RAMOS às 23h54
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Álbum em homenagem a Claudio Seto tem lançamento em Curitiba

 

Página de uma das cinco histórias do álbum. Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O álbum "Flores Manchadas de Sangue", de Claudio Seto, será lançado nesta quinta-feira à noite em Curitiba. Não vai haver autógrafos. Apenas um coquetel e a venda da obra.

O motivo é a ausência do autor. Seto morreu em novembro de 2008, antes de o trabalho ser impresso. Ele será representado por familiares e pelo editor, Toninho Mendes.

Foi o desenhista que selecionou as cinco histórias da obra, produzida em parceria pelas editoras Jacaranda e Devir e vendida desde o mês passado.

Ele fez também o prefácio de cada uma das narrativas de samurai, lançadas pela primeira vez no Brasil no início da década de 1970 pela extinta editora Edrel. 

                                                           ***

Seto é tido como o primeiro autor brasileiro a produzir quadrinhos no estilo dos mangás, nome como são conhecidos os quadrinhos japoneses.

Após a passagem pela Edrel, ele encabeçou outro projeto editoral na década de 1980, a Grafipar. Desde o encerramento da editora, não mexia mais com quadrinhos.

O lançamento, que tem ares de homenagem póstuma, será na praça do Japão, lugar simbólico para o quadrinista, que viveu as últimas décadas em Curitiba.

Foi na praça que ele promoveu festivais culturais japoneses. Foi lá também seu velório.

                                                           ***

Para registro: a Folha Online disponibilizou nesta quarta-feira para leitura on-line uma das histórias do álbum, "A Flor Maldita", de 1972. Pode ser lida neste link.

E neste link a resenha da obra, noticiada pelo blog em 17 de abril.

                                                            ***

Serviço - Lançamento de "Flores Manchadas de Sangue", de Claudio Seto. Quando: quinta-feira (07.05). Horário: 20h. Onde: praça do Japão, em Curitiba. Endereço: avenida 7 de setembro, s/n. Quanto: R$ 28.

Escrito por PAULO RAMOS às 19h44
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05.05.09

Semana tem overdose de Wolverine no Brasil

 

Crédito: divulgação 

 

 

 

 

 

 

 

Capa do especial "Eu, Wolverine", um dos cinco álbuns do herói que começam a ser vendidos nesta semana nas bancas 

 

 

 

 

 

 

 

 

A cena registrada por poucos veículos de imprensa na tarde desta terça-feira, em São Paulo, é apenas um aperitivo da extensão do alcance das garras de Wolverine.

O ator australiano Hugh Jackman, que encarna o herói mutante no cinema, iniciou o primeiro dia de visita ao Brasil trocando de camisas com Ronaldo, o Fenômeno.

Tudo pré-combinado, registre-se.

                                                           ***

Jackman entregou ao jogador do Corinthians, durante o treino do recém campeão paulista, uma camiseta com a frase "Eu sou indestrutível".

Seguida, claro, do logo do filme "X-Men Origens: Wolverine", que estreou por aqui na sexta-feira e bateu recorde de bilheteria no Brasil durante o fim de semana.                                                         

Ronaldo deu ao ator um boneco símbolo da mascote do Corinthians e outra camiseta, com um "X" estampado nas costas, no lugar do número do jogador.

                                                            ***

A escolha de Ronaldo como primeira parada para uma visita promocional dá o tom desta semana que será pautada por Wolverine, personagem da  editora Marvel Comics.

O longa-metragem, que dá sequência à franquia X-Men, é exibido com destaque, ocupando mais de um sala do mesmo cinema.

Pela reação do público, o filme superou o trauma causado pelo vazamento na internet.

                                                          ***

Se alguém viu a produção na tela pequena, possivelmente a assistiu também na grande.

E viu um longa-metragem de ação, nada muito mais do que isso. O filme, como o título já sugere, explica como o herói se tornou Wolverine, antes de ingressar nos X-Men.

Pelo menos na versão cinematográfica. Os fãs dos quadrinhos do herói poderão questionar a fidelidade da obra em relação ao que lerem em papel.

                                                            ***

Mas, em termos de divulgação, o que vale é o burburinho. Burburinho que a Panini, que publica o personagem no Brasil, já começa a explorar.

A editora esperou a estreia do filme para soltar cinco especiais de Logan, nome adotado pelo mutante. A maior parte dos álbuns já é vendida em lojas de quadrinhos paulistanas. 

O restante chega às bancas de parte do país nesta semana. Nos demais estados, em alguns meses, por meio de um sistema de distribuição feito em partes.

                                                            ***

A Panini separou histórias do herói produzidas por autores de destaque do mercado norte-americano de quadrinhos. Os nomes giram em torno do personagem central.

"Wolverine - Inimigo de Estado",  (R$ 68), "Wolverine - Logan" (preço não divulgado), "Wolverine - Duro de Matar" (R$ 18,90) e um edição anual do herói (R$ 15,90).

O quinto álbum, "Eu, Wolverine" (R$ 26,90) é, talvez, o mais conhecido dos leitores brasileiros: traz a minissérie escrita por Chris Claremont e desenhada por Frank Miller.

                                                          ***

A minissérie, reunida agora em álbum, foi publicada pela primeira vez no Brasil pela Editora Abril entre julho e agosto de 1987, em quatro edições quinzenais.

O destaque não era tanto a história, que mostrava o envolvimento dele com Mariko Yashida e a luta contra ninjas. O atrativo era a dupla de autores.

Tanto Claremont quanto Miller tinham conquistado fama à época: este com Demolidor, aquele com X-Men. O que publicavam vendia. E bem.

                                                            ***

A onda de Wolverine é uma tentativa de atrair o olhar das pessoas para o personagem, ora por meio da figura de Jackman, ora pelos traços originais dos quadrinhos.

Serve também para conhecer melhor o personagem, para quem ainda não foi apresentado a ele. Depois, só na sequência de "X-Men Origens - Wolverine". 

Segundo a jornalista Ana Maria Bahiana, colega de blog aqui no UOL, o ator já está comprometido com mais um filme. Parte do longa será rodado no Japão.              

Escrito por PAULO RAMOS às 21h03
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03.05.09

Ilustrador faz biografia em quadrinhos de Angelo Agostini

 

Primeiro, as páginas da biografia de Angelo Agostini, um dos pioneiros dos quadrinhos:

 

Crédito: reprodução de flickr de Hilton Mercadante

Crédito: reprodução de flickr de Hilton Mercadante

 

Agora, lida a biografia em quadrinhos, as informações sobre a notícia.

As duas páginas foram criadas pelo ilustrador, jornalista e professor paulistano Hilton Mercadante.

A biografia foi produzida para um fanzine, feito com alunos de Educação Artística da FESB (Fundação Municipal de Ensino Superior de Bragança Paulista), no interior paulista.

O diferencial da história é que usa desenhos do próprio Angelo Agostini, feitos entre o final do século 19 e início do 20. A única exceção é a imagem de abertura, uma foto do autor.

                                                           ***

Angelo Agostini (1843-1910) é tido como um dos pioneiros das histórias em quadrinhos no mundo e como ponto de partida para a manifestação artística aqui no Brasil.

O desenhista ítalo-brasileiro teve papel importante na consolidação da imprensa no país durante a segunda metade do século 19. Criou diferentes jornais.

Num deles, fez a história "As Aventuras de Nhô Quim, ou Impressões de uma Viagem à Corte", que começou a ser publicada em 30 de janeiro de 1869, em "Vida Fluminense".

A data serviu de base para o Dia do Quadrinho Nacional, que comemora 140 anos no país.

                                                           ***

Mercadante - ou Merka, seu apelido - tem planos de mais quatro biografias nesses moldes.

Estão na lista Jayme Cortez, Renato Silva - criador de Garra Cinzenta -, Monteiro Filho, Jota Carlos, Mauricio de Sousa, Ziraldo e Laerte.

"Pretendo selecionar quatro desses, depende do material que eu conseguir", diz o ilustrador, de 43 anos.

"Mas eu sinto que está faltando  alguém... Como retomei a idéia há pouco, acho que muita coisa vai mudar ou tudo. Afinal sou libriano, né?"

                                                          ***

A biografia de Agostini lida nesta postagem foi reproduzida do flickr de Hilton Mercadante.

Lá, há outras histórias em quadrinhos e trabalhos do ilustrador.

E leia mais sobre a trajetória de Angelo Agostini neste link.

Escrito por PAULO RAMOS às 14h01
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