29.06.09

Novo volume de Predadores prepara terreno para final da série

 

Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

 

 

Capa do terceiro número da série francesa, que começou a ser vendido neste fim de mês 

 

 

 

 

 

 

 


O terceiro volume da série francesa "Predadores" começou a ser vendido neste fim de mês em lojas especializadas em quadrinhos (Devir, 64 págs., R$ 29,90).

Este novo capítulo tem menos ação que os dois primeiros números, lançados no ano passado. Tem a função de servir de transição para a quarto e última parte da série.

Os irmãos Camila e Drago - os predadores do título e na capa - continuam a vingança contra uma antiga raça de vampiros que tomou conta de postos-chave da sociedade.

Em meio a isso, continuam a manter uma relação sensual e enigmática com a ex-tenente da polícia Vicky Lenore, a primeira a investigar os assassinatos da dupla predadora.

                                                          ***

A série foi publicada na França entre 1998 e 2003 em quatro tomos, nome dado na Europa a cada uma das partes de uma narrativa lançada em diferentes partes.

É escrita pelo belga Jean Dufaux e desenhada pelo suíço naturalizado italiano Enrico Marini. Boa parte do brilho dos dois números anteriores se deve ao trabalho deles.

Quem for se arriscar na série pode ter dificuldades para entender o enredo. Há necessidade de ter lido os dois álbuns anteriores, publicados pela Devir em julho e agosto de 2008.

A editora paulista programou a quarta e última parte para o segundo semestre.

Escrito por PAULO RAMOS às 14h52
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26.06.09

Pasquim completa 40 anos nesta sexta-feira

O primeiro número do jornal alternativo "O Pasquim" circulou pela primeira vez há exatos 40 anos, no dia 26 de junho de 1969.

A publicação teve um papel importante na resistência ao regime militar brasileiro (1964-1985) e serviu também como suporte para uma nova geração de quadrinistas.

Pensei inicialmente em uma resenha para lembrar a data. Os desenhos do falecido Henfil, um dos colaboradores mais criativos do jornal, me demoveram da ideia.

O traço dele é muito mais eloquente do que qualquer texto. No lugar de uma resenha, relembro a data com Henfil. Acho que a relevância do jornal está bem representada.

 

Crédito: Fradinhos, de Henfil 

Escrito por PAULO RAMOS às 13h33
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Dois lançamentos nacionais em São Paulo

Registro rápido.

O álbum "A Poção do Tempo", de Caio Martins, e a revista independente "Picabu", de autores gáuchos, têm lançamento neste sábado à noite em São Paulo em locais diferentes.

A sessão de autógrafos da obra de Martins será a partir das 19h30 na HQMix Livraria (Praça Roosevelt, 142, no centro).

O lançamento paulista do quarto número da "Picabu" vai ser das 17h às 20h na Livraria Pop (rua Virgílio de Carvalho Pinto, 297, em Pinheiros).

O grupo já fez dois lançamentos, o primeiro em Buenos Aires e o segundo em Porto Alegre.

Escrito por PAULO RAMOS às 12h59
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22.06.09

Série argentina Macanudo estreia na Folha de S.Paulo

 

Crédito: reprodução da edição on-line da Folha de S.Paulo

 

A tira acima marca a estreia da série argentina "Macanudo" no caderno de cultura da "Folha de S.Paulo". As histórias começaram a ser publicadas a partir desta segunda-feira.

Segundo o jornal, as tiras sairão de segunda a sexta. A história de hoje é a mesma que abre a primeira coletânea da série, lançada no Brasil no ano passado pela Zarabatana.

Na época, o autor, Ricardo Liniers, veio ao país promover o álbum. Ele e seu agente, que aproveitou a viagem para fazer contatos com a imprensa daqui.

O namoro com a Folha ficou mais sério no último mês e meio. Em maio, o jornal confirmou o interesse na tira e disse que só faltava assinar o contrato.

                                                           ***

"Macanudo" - gíria antiga que quer dizer algo como "supimpa" - é uma das tiras mais conhecidas atualmente na Argentina. É publicada desde 2002 pelo jornal "La Nacion".

Desde então, Liniers, hoje com 35 anos, tem lançado coletâneas de suas histórias, todas com boa repercussão.

A última, publicada em dezembro, era difícil de ser encontrada nas livrarias portenhas no fim do ano. A edição teve cada uma das 5 mil capas desenhadas à mão pelo autor.

Com a estreia de "Macanudo", a Folha em princípio deixa de publicar "Hagar, o Horrível". Quanto à série argentina, a Zarabatana programa um segundo álbum para este ano.

                                                            ***

Leia mais sobre a série e a trajetória de Liniers neste link.

Escrito por PAULO RAMOS às 10h49
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18.06.09

Obras independentes e adaptação literária têm lançamentos em SP

 

Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa da revista "Entre Quadros", de Mário César, um dos quatro lançamentos que ocorrem sexta e sábado na capital paulista

 

 

 

 

 

 

 


Três revistas independentes, "Entre Quadros", "Sagu" e "Cabaret", e a adaptação de "O Pagador de Promessas". É o cardápio paulistano de lançamentos para sexta e sábado.

"Entre Quadros" é um projeto de Mário César, autor mais conhecido por organizar as últimas edições da coletânea "Front", da editora Via Lettera. Ele também publicou na obra.

A revista independente (36 págs., R$ 5) traz tiras e três histórias em quadrinhos curtas, de diferentes gêneros. As duas primeiras abordam relacionamentos.

A terceira, humor. Um cachorro descobre que tem superpoderes: consegue sempre se recompor após ser espancado. Decide iniciar um périplo para se tornar o herói X-Pancadog.

                                                          ***

O lançamento de "Entre Quadros" divide a noite de sexta com a "Sagu" (32 págs., R$ 4). A publicação é a versão impressa de uma revista criada para a internet.

Este blog já havia noticiado, em junho de 2007, a criação do primeiro número virtual. A ideia da obra, na tela e no papel, é do desenhista e designer gráfico Maurício Brancalion.

Ainda na sexta, há o lançamento de "Cabaret", última parte da trilogia "Sexo, Drogas e Rock´n Roll".

A obra é feita por Eduardo Medeiros, Mateus Santolouco e Rafael Albuquerque. No sábado, às 14h, o trio repete o lançamento.

                                                          ***

Também no sábado, mas à noite, Eloar Guazzelli faz um lançamento da adaptação de "O Pagador de Promessas" (Agir, R$ 44,90).

O álbum está à venda desde o mês passado e transpõe para os quadrinhos a peça de Dias Gomes (1922-1999).

A obra integra uma coleção de clássicos literários da Agir, um dos selos da Ediouro.

A editora tem pronta uma versão de "Os Sertões", feita por Rodrigo Rosa e Carlos Ferreira. O material foi entregue pelos autores há mais de um ano.

                                                          ***

Serviço 1 - Lançamentos das revistas "Entre Quadros" e "Sagu". Quando: sexta-feira (19.06). Horário: 19h30. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo. Quanto: R$ 5 e R$ 4, respectivamente.
Serviço 2 - Lançamento de "Cabaret". Quando: sexta-feira (19.06). Horário: 19h30. Onde: Quanta Academia de Artes. Endereço: rua Dr. José de Queirós Aranham 246, São Paulo.
Serviço 3 - Lançamento de "Cabaret". Quando: sábado (20.06). Horário: 14h. Onde: loja Comix. Endereço: al. Jaú, 1998, São Paulo.
Serviço 4 - Lançamento de "O Pagador de Promessas". Quando: sábado (20.06). Horário: 19h30. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo. Quanto: R$ 44,90.

Escrito por PAULO RAMOS às 23h35
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14.06.09

Mostra e livro-homenagem marcam 50 anos de carreira de Mauricio

 

Crédito: reprodução do blog Jokbox, de Jean Okada

 

 

 

 

 

 

Personagem Astronauta, feito por Jean Okada, vai integrar obra em quadrinhos com participação de 50 autores brasileiros

 

 

 

 

 

 

 

O cinquentenário de carreira de Mauricio de Sousa, comemorado neste ano, terá pelo menos dois projetos especiais para marcar a data: uma exposição e um livro-homenagem.

As informações sobre ambos foram noticiadas nesta semana pelo jornal "Folha de S.Paulo" - com repercussão no site "Universo HQ" - e no blog sobre quadrinhos "Gibizada".

Segundo as reportagens, a exposição "Mauricio 50 Anos" será no Museu Brasileiro de Escultura, em São Paulo. A abertura será 18 de julho, data de publicação da primeira tira.

A estreia do desenhista e empresário nos quadrinhos ocorreu com os personagens Bidu e Franjinha, publicados em 1959 no jornal "Folha da Manhã", hoje "Folha de S.Paulo".

                                                          ***

O livro-homenagem, chamado "MSP 50", referência à sigla Mauricio de Sousa Produções - vai trazer histórias feitas por 50 desenhistas brasileiros.

A lista inclui nomes como Ziraldo, Gabriel Bá, Fábio Moon, Rafael Sica, José Aguiar, Spacca, Ivan reis, Laerte, Lelis, Fernando Gonsales, Guazzelli, Antonio Cedraz e Orlandeli.

Uma das histórias, do Astronauta, terá desenhos de Jean Okada. São dele os dois esboços do personagem que abrem esta postagem.

A obra será publicada pela Panini, editora responsável pela revistas da Turma da Mônica. A ideia do projeto é de Sidney Gusman, que cuida do  planejamento editorial de Mauricio.

                                                          ***

A reportagem do "Gibizada" antecipa alguns dos personagens escolhidos, como o Horácio, feito por Spacca. Para ler a matéria, escrita por Telio Navega, clique aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 14h06
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Turma do Arrepio ganha nova chance nas bancas

 

Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

 

Personagens infantis criados por César Sandoval retornam 20 anos depois de terem sido publicados pela primeira vez

 

 

 

 

 

 

 

De quando em quando, a visita às bancas traz alguma novidade. A deste início de junho é a volta de uma revista com a "A Turma do Arrepio" (Editora As Américas, 36 págs., R$ 3,50).

O retorno da série nacional ocorre 20 anos depois de ter sido lançada pela primeira vez. De 1989 a 1993, o título infantil foi publicado pela Editora Globo. Teve 43 números.

A série, criada por César Sandoval, teve também um programa de TV, exibido em 1997 pela extinta Rede Manchete. Os personagens são herdeiros mirins de antigas assombrações.

Draky é neto do Conde Drácula. Stein, de Frankstein. A múmia Tuty é descente de faraós. Luby, de lobisomen. Medeia é aprendiz de feiticeira e filha da Grande Bruxa.

Este primeiro número traz seis histórias curtas, passatempos e a tradicional tira vertical que encerra as revistas infantis brasileiras. Os créditos finais não informam a periodicidade. 

Escrito por PAULO RAMOS às 13h33
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13.06.09

Autores de Picabu fazem lançamento brasileiro da revista

 

Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa do quarto número da publicação independente, que será lançada hoje em Porto Alegre 

 

 

 

 

 

 

 


A revista independente "Picabu" foi mostrada primeiro para os argentinos, no fim de maio, no festival de quadrinhos portenho "Viñetas Sueltas". Agora, chega ao Brasil.

Os autores fazem o lançamento brasileiro da publicação neste sábado, em Porto Alegre, cidade onde moram os sete criadores histórias deste quarto número.

A revista traz 11 narrativas curtas feitas por Leandro Adriano, Carlos Ferreira, Fabiano Gummo, Moacir Martins, Nik Neves, Rodrigo Rosa e Rafael Sica.

A obra gaúcha foi produzida 17 anos depois da edição anterior. A "Peek-a-Boo", como era chamada inicialmente, contava apenas com Adriano, Ferreira, Nik Neves e Rosa.

Os demais autores foram integrados neste novo projeto.

                                                           ***

Serviço - Festa de lançamento de "Picabu". Quando: hoje (13.06). Horário: 18h. Onde: Museu do Trabalho. Endereço: rua dos Andradas, 230, Porto Alegre. Quanto: a entrada é franca; a revista custa R$ 10.

Escrito por PAULO RAMOS às 09h55
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12.06.09

Livros da Marca de Fantasia têm lançamento em São Paulo

 

Crédito: reprodução do site da editora Marca de Fantasia

Os paulistas terão neste sábado uma oportunidade rara de comprar livros da Marca de Fantasia.

Seis títulos da editora paraibana, que só vende por meio da internet, serão lançados de forma conjunta.

Um deles é "Vida Traçada - Um Perfil de Flavio Colin", de Gonçalo Junior.

O editor da Marca de Fantasia, o professor universitário Henrique Magalhães, também estará presente.

Ele é responsável por "Macambira e Sua Gente" e pelo fanzine "Top! Top!".

O evento também terá os álbuns "Artlectos e Pós-Humanos", de Edgar Franco, "Os Marginais", de Elmano Silva, e a segunda edição com tiras de "Katita", de Anita Costa Prado e Ronaldo Mendes.

A editora tem o maior catálogo do país de obras sobre quadrinhos.

Serviço - Lançamentos da editora Marca de Fantasia. Quando: sábado (13.06). Horário: a partir das 19h30. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo. 

Escrito por PAULO RAMOS às 00h15
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11.06.09

Vida de Estagiário, de Allan Sieber, vai ter piloto para TV

 

Crédito: reprodução do álbum Vida de Estagiário, da Conrad

 

"Vida de Estagiário", de Allan Sieber, ficou entre os finalistas de um edital do Ministério da Cultura que destina verba à produção de uma série de TV.

Os oito selecionados, divulgados nessa terça-feira, vão receber R$ 250 mil cada um. 

O dinheiro é para produzir um piloto do seriado, a ser exibido na emissoras públicas.

Uma comissão vai julgar os três melhores programas. O trio vencedor terá verba de R$ 2,6 milhão para criar uma minissérie com 13 episódios, de 26 minutos cada um.

                                                           ***

O projeto de Sieber para o Mais Cultura - nome do programa federal de incentivo - será produzido pela Neoplastique Entretenimento.

A descrição da série é exatamente o que fez por anos nas histórias em quadrinhos. "Vida de Estagiário" mostra as humilhações enfrentadas por Oséas na empresa onde trabalha.

As dificuldades de Oséas foram publicadas no "Folhateen", suplemento jovem do jornal "Folha de S.Paulo".

A Conrad lançou em 2005 uma coletânea da série. É de lá a história que abre a postagem.

Escrito por PAULO RAMOS às 23h15
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Álbum esmiúça trajetória do universo DC

 

Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa de "A História do Universo DC", que chegou às bancas nesta semana 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não é preciso o artigo definido que abre o título do álbum "A História do Universo DC", que começou a ser vendido nas bancas nesta semana (Panini, 164 págs., R$ 19,90).

O senão é que não se trata de uma única história, mas, sim, de histórias. A obra traz duas delas, de momentos editoriais distintos da norte-americana DC Comics.

A primeira recapitulação funcionou como um apêndice para a minissérie de 12 partes "Crise nas Infinitas Terras", lançada nos Estados Unidos entre 1985 e 1986.

Crise tinha o objetivo de reduzir todos os planetas paralelos dos super-heróis da casa a um só. Até então, existiam diferentes Terras, cada uma com uma realidade própria.

                                                          ***

A nova realidade dos personagens da DC Comics foi narrada em duas partes por Marv Wolfman e George Pérez, os mesmos autores de Crise. É inédita no Brasil.

A reconstituição histórica abre o álbum e é construída nos moldes de um livro ilustrado. Fica claro na leitura que há apenas um planeta Terra, onde Super-Homem e Batman atuam.

A segunda história do universo DC foi contada em capítulos na minissérie "52", de 2006, feita por Dan Jurges. A série já foi lançada pela Panini e agora é reunida em sequência. 

                                                          ***

A reconstituição atualiza tudo - ou quase tudo - o que ocorreu após "Crise nas Infinitas Terras", inclusive a volta dos diferentes mundos paralelos.

A mudança ficou explícita meses antes, quando a DC publicou uma segunda crise, chamada de "Crise Infinita".

A série provocou novas mudanças nos personagens e no passado deles. Algumas ainda nem foram reveladas pela editora. Em julho, sai no Brasil outra sequência, "Crise Final".

Ao leitor novo ver tantas crises pode parecer confuso. E é mesmo. O leitor alvo deste álbum tende a ser a pessoa que acompanha os heróis da DC já há algum tempo.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h43
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09.06.09

Lobo e Odyr desistem de criar editora Barba Negra

 

Crédito: reprodução

 

A criação da editora Barba Negra foi abortada antes mesmo de ser concretizada. Os dois responsáveis pelo projeto, S. Lobo e Odyr, decidiram não tocar mais a ideia.

"Estávamos com tudo certo pra começar, mas na hora H demos pra trás", diz Lobo.

"O mercado está amadurecendo, as grandes editoras estão começando a investir de forma correta, nos pareceu mais acertado investir na carreira autoral."

Segundo ele, os autores dos dois primeiros projetos, Allan Sieber e Rafael Sica, já foram informados da decisão.

"Encaminhamos todos os álbuns para outras editoras, fizemos o possível pra não deixar ninguém na mão." 

                                                          ***

Lobo e Odyr trabalharam juntos por mais de um ano na área de quadrinhos da Desiderata.

Produziram nesse período alguns dos álbuns nacionais mais destacados dos últimos anos.

Os dois se desligaram da empresa no meio do ano passado, meses após a venda da editora para a Ediouro, realizada na virada de 2007 para 2008. 

Eles tornaram pública a ideia de criar a Barba Negra em novembro passado.

A dupla não descarta trabalhar em outras editoras de forma terceirizada. Lobo diz já ter algumas conversas encaminhadas.

                                                           ***

O lado autoral deles ganha novo impulso com o álbum "Copacabana", da Agir, projeto gestado quando ainda era editor da Desiderata. A obra começou a ser vendida neste mês.

Lobo, que foi um dos editores da revista independente "Mosh!", diz que já trabalha no próximo projeto.

Será uma adaptação de "A Alma Encantadora das Ruas", do escritor João do Rio (1881-1921). Segundo ele, o álbum vai se chamar "Urubus".

"Foi um convite do desenhista Allan Rabello, que trabalha nesta adaptação faz um tempo."

                                                           ***

Nota: o blog resenha nesta quarta-feira o álbum "Copacabana", de Lobo e Odyr.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h04
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Governo de SP renova edital de incentivo à produção de quadrinhos

A polêmica envolvendo a seleção de obras em quadrinhos para escolas paulistas não interferiu na renovação do edital de incentivo à criação de histórias em quadrinhos.

A Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo incluiu os quadrinhos, pelo segundo ano seguido, em um programa de apoio à produção cultural.

O edital deste ano segue o mesmo molde do aplicado em 2008. Uma comissão vai selecionar dez projetos. Cada um vai receber R$ 25 mil para produzir a história.

Setenta por cento do dinheiro é liberado após a assinatura do contrato. O restante sai quando o álbum estiver concluído. Os autores têm oito meses para finalizar o projeto.

                                                         ***

A contrapartida também é idêntica ao do edital passado. Os selecionados terão de fazer um workshop a preços populares e fornecer 200 exemplares para o acervo do governo estadual.

As inscrições começam nesta quarta-feira e vão até 27 de julho. O edital vale apenas para pessoas que morem no Estado de São Paulo há pelo menos dois anos.

Cada autor poderá inscrever até duas histórias. Mas só é permitida a seleção de uma delas.

O texto completo do edital, que traz os detalhes de como se inscrever, pode ser lido no site da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Para acessar, clique aqui.

                                                         *** 

Os selecionados do edital de 2008 foram definidos e divulgados em dezembro passado.

O escritor Lourenço Mutarelli, que trabalhou por anos com quadrinhos, presidiu a comissão.

Até agora, só um dos projetos foi publicado. Foi o álbum de tiras "Caroço no Angu", de Gilmar. A obra foi lançada no fim de abril, em São Paulo.

Os demais autores criaram um blog, o "PAC 23", para relatar as etapas de produção dos projetos. A ideia foi do roteirista Celso Menezes, autor de um dos trabalhos.

                                                          ***

Nota: agradeço à jornalista Sandra Monte, do blog "Papo de Budega", pela dica desta informação.

Escrito por PAULO RAMOS às 18h43
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08.06.09

Sam Hart finaliza adaptação inglesa de Robin Hood

 

Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

 

Álbum começa a ser vendido neste mês na Inglaterra; desenhista prepara para 2010 versão de Rei Artur

 

 

 

 

 

 

 

 


O nome estrangeiro não é uma estratégia para se adequar ao mercado de fora, como fazem alguns desenhistas brasileiros. Sam Hart vem de berço. Da Inglaterra, onde nasceu.

Filho de inglês com brasileira, ele veio ao Brasil quando tinha 10 anos. Ironia ou não, ele se destaca agora justamente na Inglaterra. É dele a arte de uma adaptação de Robin Hood.

O álbum "Outlaw - The Legend of Robin Hood" começa a ser vendido neste mês no país europeu. A obra, escrita por Tony Lee, demorou um ano e meio para ficar pronta.

Hart e Lee já haviam atuado juntos em outros dois trabalhos. E foi desse contato prévio que surgiu o projeto de recriarem a lenda do ladrão que rouba dos ricos para dar aos pobres.

                                                            ***

Segundo o desenhista, a história seria para uma revista mensal. A publicação foi cancelada. Por pouco, também o projeto. Hart decidiu mostrar a Lee como tinha imaginado Robin Hood.

"Ele gostou tanto da ilustração que de imediato falou com três editoras onde tinha contato. E a que fez a melhor proposta foi onde fechamos contrato", diz Hart, por e-mail.

A editora é inglesa Walker Books, que lança agora o álbum, de 142 páginas.

Hart espera sentir o lançamento para, só depois, ver se vale lançar a obra no Brasil, tão ávido por adaptações. Os direitos, diz, pertencem aos dois autores, e não à editora.

                                                            ***

O desenhista de 35 anos diz que o Tony Lee não se inspirou em uma versão específica de Robin Hood. Pesquisou diferentes olhares sobre a lenda. O mesmo ocorreu com a arte.

"Procurei não ignorar nenhuma versão clássica", diz. "Assisti ao desenhos da Disney de novo, a versão com Sean Connery fazendo Robin velho, as do Errol Flynn e Kevin Costner."

"Teve um seriado na TV inglesa nos anos 1980 e assisti a alguns capítulos. Só não vi o seriado recente da BBC, por medo de ficar parecido."

O resultado já colhe pelo menos um fruto: o interesse da Walker Books. A editora já pautou a dupla para uma versão de Rei Artur, prevista para 2010.

                                                          ***

Apesar de ter trabalho no mercado inglês, o vínculo com o país hoje é limitado aos parentes que ficaram por lá. Ele diz que ter nascido lá foi "acidente".

"Tenho família lá e gosto de visitar, mas prefiro morar no Brasil. Sol, praia, amizades. Para mim, essas coisas compensam mais do que segurança financeira ou tecnologia de última geração."

Por aqui, ele faz ilustrações para a "Folha de S.Paulo" e para revistas da Editora Abril. Também da aulas de desenho em uma academia de São Paulo e em um projeto da prefeitura paulistana.

Ele conta que decidiu que trabalharia com quadrinhos aos seis anos. Oito anos depois, estreava na revista infantil "Cuca", na seção de passatempos.

                                                          ***

Hart formou-se em arquitetura pela Universidade de São Paulo. Produziu quadrinhos nessa época. Entre 1995 e 97, atuou como assistente do desenhista John Higgins na Inglaterra.

Nos últimos anos, ele tem alternado trabalhos com autores independentes paulistas do grupo Quarto Mundo. Ele integrou o lançamento do movimento há dois anos.

O trabalho independente de mais destaque dele talvez seja "Shem Ha-Mephorash", feito em parceira com a escritora Marcela Godoy.

Com o que produz por aqui e no país de origem, tem conseguido se manter com arte. "Entre os três trabalhos, quadrinhos, ilustrações e aulas, dá para pagar as contas."

Escrito por PAULO RAMOS às 23h04
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05.06.09

Livro mostra trajetória de Fantasma dentro e fora dos quadrinhos

 

Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

Obra escrita por Marco Aurélio Lucchetti começa a ser vendida em São Paulo neste sábado 

 

 

 

 

 

 

 

Quando a Opera Graphica anunciou no fim do ano passado que iria encerrar as atividades, a editora informou que publicaria ainda duas obras ligadas a quadrinhos.

Uma foi lançada em dezembro, um volume de Príncipe Valente. A outra começa a ser vendida neste sábado. É um álbum de luxo, que relata a trajetória do herói Fantasma.

A publicação de "Fantasma - A Biografia Oficial do Primeiro Herói Fantasiado dos Quadrinhos" vem sendo adiada desde 2006, quando o herói completou 70 anos de criação.

Para quem é fã do personagem, talvez essa espera tenha valido a pena, como se diz no ditado. A obra esmiúça a evolução do herói, dentro e fora do universo do quadrinhos.

                                                           ***

O livro, de capa dura e formato grande (26,5 cm X 36 cm), foi escrito por Marco Aurélio Lucchetti, autor de outras obras sobre quadrinhos e fã do herói, criado por Lee Falk e Ray Moore.

A obra, organizada por Franco de Rosa, um dos diretores da Opera Graphica, foi dividida em 17 capítulos. Começa com a criação dele, no começo de 1936, nos Estados Unidos.

Depois, explora as principais histórias, os coadjuvantes, a relação e o casamento com Diana, biografias dos autores, migração para outras mídias, citações em outros quadrinhos.

A trajetória do personagem no Brasil também é explorada. Há entrevistas com Gutemberg Monteiro e Walmir Amaral, que produziram capas da revista do herói para a RGE.

                                                          ***

A duradoura presença de Fantasma no Brasil é um dos pontos que mais chama a atenção do livro. Há uma detalhada cronologia da publicação do personagem.

Da estreia em um encarte de "Correio Universal", em março de 1936, à última aparição em bancas, em revista da Mythos, há dois anos.

Há mais: 13 páginas coloridas trazem 818 capas de revistas, livros e suplementos onde o espírito-que-anda - como também é conhecido - foi publicado.

Há raridades, como imagens do "Correio Universal" e do "Globo Juvenil", época em que o personagem tinha sido batizado de "O Fantasma Voador". É feito por fãs e para fãs.

                                                           ***

Lançamento de "Fantasma - A Biografia Oficial do Primeiro Herói Fantasiado dos Quadrinhos". Quando: sábado (06.06). Horário: 15h. Onde: Comix. Endereço: alameda Jaú, 1998, Cerqueira César, São Paulo. Quanto: R$ 109.

Escrito por PAULO RAMOS às 23h57
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03.06.09

Claudio: do menino desenhista ao chargista profissional

 

Crédito: imagem cedida pelo autor

 

O jornalista e desenhista Claudio Oliveira trocou o frio paulistano desta semana por uma temperatura mais amena. Ele passa o restante da semana no Acre.

A troca de ares - e de temperaturas - é por motivos profissionais. O chargista da capa do jornal "Agora", de São Paulo, participa da 1ª Bienal do Livro e da Leitura do Acre.

Claudio integra uma mesa nesta quinta-feira, das 9h às 11h da manhã. Aproveita para relançar seu livro de charges, "Pizzaria Brasil", lançado em 2007 pela Devir.

Na sexta e no sábado, faz duas oficinas de quadrinhos, uma matutina, outra vespertina.

                                                           *** 

Claudio colhe os louros de uma carreira iniciada bem cedo, aos 12 anos. Ele tem trajetória semelhante à de João Montanaro, também de 12 anos, noticiado no blog em abril.

João faz tiras de adultos em seu blog. Claudio não tinha as facilidades da internet. Os jornais na metade da década de 1970 eram a grande janela. E foi num deles que estreou.

Ele conseguiu emplacar a primeira história no "Diário de Natal", em 1975. Uma façanha, ainda mais para quem tinha apenas 12 primaveras nas costas. Seu "Juca, o Vaga-Lume" rendeu até matéria no suplemento "O Poti", em junho daquele ano, (início da postagem).

Ele vê vantagens no início precoce. "Ao entrar em contato com profissionais, tem a possibilidade de amadurecer o trabalho mais cedo", diz o chargista, por e-mail.

 

Crédito: imagem cedida pelo autor

 

O amadurecimento dele se deu na redação do jornal. Conheceu autores como Emanoel Amaral, seu primeiro "professor" e um dos fundadores do Grupeq.

O Grupo de Pesquisas em Histórias em Quadrinhos - sigla do Grupeq - publicou em 1976 uma revista independente chamada "Maturi", recentemente relançada por lá.

Claudio conseguiu outro feito precoce, o de publicar numa publicação em quadrinhos.

"Aprendi muito, saí dos desenhos ingênuos, influenciados por Carl Barks, da Disney, e fui direto para a influência da contracultura de um Robert Crumb."

                                                           *** 

O ano de 1976 foi marcante na formação dele por outros motivo. Foi quando indicaram a ele a leitura do jornal "Pasquim". O primeiro contado se deu quando conheceu Henfil.

Henfil passou a morar naquela época em Natal, onde Claudio morava. Foram apresentados. Claudio encontrou nele um segundo professor. Vale ler na íntegra o relato dele.

"[Henfil] gostou do meu trabalho, convidou-me para desenhar para o ´Pasquim´ e preencehu de próprio punho a minha fica de colaborador. Toda quarta-feira ia a casa de Henfil para enviar meus desenhos junto aos dele pelo malote aéreo. E passava um bom pedaço da tarde com ele a me dar dicas. Não só em relação à técnica do desenho, mas especialmente ao conceito de que a charge e os quadrinhos eram armas poderosas de crítica política e social."

"Henfil influenciou muito não só no traço quanto na minha politicação. Não era raro sair de lá com exemplares de jornais políticos da imprensa alternativa debaixo do braço, como "Opinião" e "Movimento", do qual ele era colaborador."

 

Crédito: imagem cedida pelo autor

 

A influência de Henfil se deu também no traço. Não demorou para os desenhos de Claudio se parecessem com os do professor. Foi a tônica de suas histórias no anos seguintes, como "Bundão e Sua Turma", em que assinava como Cacau.

No início da década de 1980, foi alertado de que seu estilo era "chupado" do de Henfil. Decidiu buscar outros caminhos. Encontrou influência nos desenhistas Nássara e J. Carlos.

O que o chamava a atenção era a possibilidade de usar poucos traços para definir o personagem. Era visível a presença do estilo de J. Carlos nessa fase.

O desenho pessoal que marca as charges diárias do "Agora" veio quando retornou da República Tcheca. Viajou ao país para estudar desenho. Chegou a publicar por lá.

                                                          ***

A passagem no exterior serviu para amadurecimento teórico e do traço.

Lido em sequência, o livro "Pizzaria Brasil" evidencia isso. A obra faz uma coletânea de suas charges ao longo do tempo.

O curso que ministra nesta semana exigiu dele retomar toda essa trajetória, lida nesta postagem. E pesquisar sobre novos temas, como os mangás, os quadrinhos japoneses.

"Pretendo concentrar a oficina na parte técnica dos quadrinhos, como uma linguagem para contar história e transmitir ideias e valores", diz.

 

Crédito: imagem cedida pelo autor

 

Serviço 1 - Palestra de Claudio Oliveira na 1ª Bienal do Livro e da Leitura no Acre. Quando: quinta-feira (04.06). Horário: das 9h às 11h. Onde: sala de cinema do Sesc de Rio Branco.

Serviço 2 - Oficina de quadrinhos com Claudio Oliveira. Quando: sexta-feira e sábado (05 e 06.06). Horário: das 9h às 11h e das 15h às 17h. Onde: auditório da Prefeitura de Rio Branco, no Acre.  

Escrito por PAULO RAMOS às 20h27
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01.06.09

FIQ confirma mais estrangeiros e começa contatar brasileiros

 

Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

Desenho do brasileiro Ivan Reis, um dos autores que vão participar da 6ª edição do festival de quadrinhos

 

 

 

 

 

 

Os organizadores do 6º FIQ - Festival Internacional de Quadrinhos - confirmaram a presença de mais seis estrangeiros no evento, que será realizado em outubro em Belo Horizonte. Autores brasileiros também começaram a ser contatados.

Ivan Reis está confirmado. O desenhista atua nas revistas da norte-americana DC Comics.

Segundo os responsáveis pelo festival, Rafael Grampá, Fábio Moon, Gabriel Bá e Mike Deodato também serão convidados. Outros autores nacionais devem ser contatados.

Joe Bennett terá uma exposição no encontro de quadrinhos. O nome dele tinha sido um dos primeiros a serem divulgados pela coordenação do evento. 

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A maioria dos seis estrangeiros - que se somarão aos outros já confirmados - é desconhecida do leitor brasileiro. Três deles foram divulgados no blog oficial do festival.

São o estadunidense Ivan Brandon, o alemão Reinhard Kleist e a espanhola Teresa Valero.

A coordenação do FIQ confirmou hoje ao blog três outros nomes: o desenhista chinês Benjamin, o editor de quadrinhos chineses na França, Patrick Abry, e Eddie Berganza.

Berganza é um dos editores das revistas de super-heróis da DC Comics. Ele esteve na última edição do festival, em 2007. Não foi confirmado se virá por conta própria ou não.

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O caso de Berganza ilustra um comportamento de bastidores inédito nas edições anteriores do FIQ. Pessoas ligadas à DC e à Marvel estão se convidando para o evento.

"O que é curioso, porque o FIQ nunca teve o foco no mercado norte-americano", diz por telefone Roberto Ribeiro, editor da Casa 21 e um dos responsáveis pelo festival.

O encontro sempre priorizou autores europeus. Até agora, eles são a maioria entre os outros estrangeiros confirmados e já noticiados pelo blog em fevereiro e abril.

Da Itália, virá Liberatore. Da Espanha, Juan Díaz Canales. Dos Estados Unidos, Ben Templesmith. Do Canadá, Guy Delisle. Da Alemanha, Jens Harder.

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Da França, estão confirmados os nomes de Marc-Antoine Mathieu, Nicolas de Crecy, Christophe Blain, Cizo e Felder. Moebius foi convidado, mas ainda não garantiu presença.

A maioria de nomes franceses é explicada pelo fato de o festival integrar a programação do ano da França no Brasil, intercâmbio cultural entre dos dois países.

Mas o homenageado será brasileiro. É o desenhista Renato Canini, conhecido por dar uma cara nacional às histórias de Zé Carioca na década de 1970. Hoje, faz charges no sul.

O FIQ vai ser realizado na semana de 6 a 11 de outubro, em Belo Horizonte.

Escrito por PAULO RAMOS às 16h27
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