28.11.09

Marcatti lança álbum de Fráuzio hoje em São Paulo

 

Fráuzio - Ares da Primavera

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa de "Fráuzio - Ares da Primavera", que traz a 14ª história do personagem 

 

 

 

 

 

 

 

 

Registro rápido. Francisco Marcatti autografa neste sábado à noite, em São Paulo, o álbum "Fráuzio - Ares da Primavera" (Devir, 80 págs., preço não informado).

A obra marca o retorno do personagem, que teve a primeira história publicada em 2001, pela editora Escala. Esta é a 14ª história de Fráuzio e também a mais longa.

O lançamento será às 19h na HQMix Livraria (Praça Roosevelt, 142, centro).

No evento, Marcatti irá vender também - e autografar - duas versões em quadrinhos de músicas de Adoniran Barbosa, publicadas neste mês.

Escrito por PAULO RAMOS às 11h15
[comente] [ link ]

23.11.09

Feira na USP vende livros pela metade do preço

Começa nesta quarta-feira a 11ª edição da Festa do Livro da USP, realizada no prédio de História e Geografia da Universidade de São Paulo.

O atrativo da feira é que todos os livros são vendidos obrigatoriamente pela metade do preço de capa. A universidade informou que estarão presentes 130 editoras.

Os organizadores ficaram de confirmar até sexta passada quem são os expositores. Não o fizeram. Na internet, circulam listas com nomes de editoras, mas sem confirmação oficial.

Nos anos anteriores, foi comum a participação de editoras com quadrinhos no catálogo, caso da Conrad e da Via Lettera. A feira vai até sexta-feira, dia 27. Funciona das 9h às 21h.

                                                          ***

Post postagem (24.11, às 17h02): o site da Edusp divulgou a relação das editoras participantes. Conrad, Via Lettera e Globo se destacam entre as que vendem quadrinhos.

Escrito por PAULO RAMOS às 23h20
[comente] [ link ]

Registros rápidos

Festa de 20 anos
Uma festa nesta segunda-feira, às 19h, marca os 20 anos de criação de Cabeça Oca, de Christie Queiroz. No evento, o autor lança o 11º álbum de tiras do personagem, "O Fabuloso Retorno do Supercabeça Oca". No buffet O Gato de Botas (av. Portugal), em Goiânia.

Umbrella & Pixu
Gabriel Bá e Fábio Moon lançam no próximo sábado (28.11) em Curitiba os álbuns "Pixu" e "Umbrella Academy - Suíte do Apocalipse". Será às 18h na loja de quadrinhos Itiban (rua Silva Jardim, 845). As duas obras da Devir estão à venda desde o mês passado.

Sem estilo mangá
A Panini começou a vender nas bancas um especial de "Turma da Mônica Jovem". O subtítulo "em estilo mangá", que acompanha a série desde o início, foi substituído por "em cores", diferencial da revista especial. A revista mensal é publicada em preto-e-branco.

Procuram-se tiristas
O livro "Central de Tiras", publicado em 2003 pela Via Lettera, terá uma sequência, programada para 2010. Desta vez, a produção será independente. Faoza, que uma vez mais organiza o projeto, está à procura de tiristas. Contato pelo e-mail faoza@faoza.com

Exposição 1
Uma exposição em Belo Horizonte marca os 70 anos de criação de Batman. A abertura é nesta terça-feira, às 19h, com uma palestra. A mostra pode ser visitada até 12 de dezembro na Biblioteca Pública Estadual (Praça da Liberdade, 21).

Exposição 2
"História do Brasil: Proclamação da República" mostra 20 painéis sobre o tema, que será narrado numa revista em quadrinhos da Editora Europa, programada para dezembro. A exposição está na estação República do metrô paulistano e pode ser vista até o dia 30.

Poesia em quadrinhos
O desenhista Leandro Dóro fez uma versão quadrinizada do poema "O Morcego", de Augusto dos Anjos. A história está disponível no blog do autor. Dóro planeja dar sequência ao projeto. Ele diz já estar em busca de editora.  

Overdose de lançamentos
Registro aqui o que havia colocado no Twitter (@blogpauloramos) na semana passada. Preparem-se para uma overdose de bons lançamentos até o final do ano. Fora as surpresas, que sempre surgem.

Escrito por PAULO RAMOS às 11h26
[comente] [ link ]

22.11.09

Questão da Fuvest confunde tira com charge

 

 

Uma tira cômica da série "Calvin e Haroldo", do norte-americano Bill Watterson, foi rotulada como sendo charge em uma das questões de interpretação de texto do vestibular da Fuvest, o maior do país. A prova foi realizada neste domingo.

A questão pedia que os candidatos lessem a "charge" mostrada no início desta postagem. Depois, reforçava: "A charge chama a atenção principalmente para a...".

Cabia aos mais de 128 mil vestibulandos escolher uma das cinco alternativas propostas. Segundo o gabarito oficial, a resposta correta era o item "B":

  • "expansão do capitalismo monopolista globalizado, que se caracteriza, a partir da II Guerra Mundial, pela busca de condições mais vantajosas para a produção industrial".

                                                         ***

Embora não afete a resposta, o enunciado não é preciso na definição do gênero. 

Uma charge é um desenho de humor que dialoga necessariamente com temas do noticiário. Não por acaso, costuma ser publicada nos cadernos de política dos jornais.

A tira, embora também possa usar temas cotidianos, tem formato diferente - o de uma tira - e tem como característica principal a produção de um desfecho inesperado ao final.

A surpresa é que provoca o efeito de humor, como lido no exemplo usado no vestibular.

                                                          ***

A prova da primeira fase da Fuvest usou outras duas tiras, uma de Mafalda e outra de Níquel Náusea, para testes de geografia e biologia, respectivamente.

É a primeira vez que os elaboradores do exame utilizam três tiras numa mesma prova. Até então, o uso do gênero era pontual e se limitava a um caso.

A presença de histórias em quadrinhos nos vestibulares vem ocorrendo há pelo menos 20 anos. Mas o volume de exemplos tem aumentado nos últimos anos.

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) também tem utilizado gêneros dos quadrinhos em suas questões. Tem havido predomínio de tiras cômicas e de charges.

                                                          ***

A prova da primeira fase da Fuvest está disponível para leitura on-line. Pode ser lida aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h29
[comente] [ link ]

21.11.09

Conrad lança três manhwás. Mau sinal para os mangás

A editora Conrad começou a vender em lojas de quadrinhos nesta virada de semana três novos manhwás, nome dado ao quadrinho coreano.

"Banya", "Gui" e "Dangu" custam R$ 12,90 cada um e serão publicados em quatro, cinco e seis volumes, respectivamente, segundo informações do site da editora.

Pensamento em forma de postagem: é um mau sinal. Indica que a Conrad está mirando os contratos coreanos (nada contra, registre-se), e não os quadrinhos japoneses.

Tradução disso: ficam mais distantes as conclusões de "Battle Royale", "Monster" e "Sanctuary", mangás abandonados pela Conrad e sem sinal concreto de volta.

Pelo menos, até prova em contrário.

Escrito por PAULO RAMOS às 15h41
[comente] [ link ]

20.11.09

Álbum traz mais histórias antigas de Luluzinha

 

Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

"Luluzinha - O Conquistador" é a sétima coletânea com a personagem lançada pela editora Devir

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Soa até estranho ler a frase seguinte. Há duas Luluzinhas hoje no mercado editorial brasileiro. Uma mostra a personagem adolescente no traço do mangá, o quadrinho japonês.

A outra, direcionada a lojas de quadrinhos e livrarias, é a menina sapeca de vestido vermelho, a mesma que vive na memória de muitas crianças de ontem, adultos de hoje.

É essa personagem, a original, que tem mais uma coletânea lançada. "Luluzinha - O Conquistador" (120 págs., R$ 23) é o sétimo volume da série publicado pela Devir.

A obra se baseia no material publicado nos Estados Unidos pela editora Dark Horse. A coleção relança, em ordem cronológica, as primeiras histórias da personagem.

                                                          ***

As narrativas curtas deste e dos demais volumes da coleção tomam como ponto de partida as histórias de Luluzinha publicadas na segunda metade da década de 1940.

Foi um momento em que a personagem foi recriada pelo norte-americano John Stanley (1914-1993). Foi ele o idealizador dos colegas que dividem as travessuras com ela.

Apesar de ser o verdadeiro autor da histórias, Stanley era eclipsado pela criadora de Luluzinha, Marjorie Henderson Buell (1904-1993), que assinava  apenas Marge.

Ela desenvolveu a personagem em 1935 em uma charge para a revista "The Saturday Evening Post". E manteve o nome no título da revista que era feita por Stanley.

                                                          ***

"Marge´s Lillte Lulu" foi publicada até 1972, quando mudou de nome e de editora. "Little Lulu", o novo título, continuou até 1984.

No Brasil, a personagem foi bastante popular. As histórias dela começaram a ser publicadas em 1955 pela extinta editora de "O Cruzeiro". Lá se manteve até 1972.

Luluzinha migrou então para a Editora Abril. As revistas dela e a de Bolinha foram publicadas de 1974 até 1993, sempre direcionadas a leitor mais jovem.

O ressurgimento dos personagens ocorreu em 2006 com o primeiro álbum da coleção publicada pela Devir. O diferencial é que incluía entre o público-alvo o leitor adulto.

Escrito por PAULO RAMOS às 11h22
[comente] [ link ]

Mad faz paródia de Crepúsculo (ou melhor, Prepúcio)

 

Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

 

Capa da revista de humor com brincadeira sobre o filme "Nua Nova", alusão a "Lua Nova", que estreia nesta sexta-feira 

 

 

 

 

 

 

 


Enquanto um monte de revistas aproveita o burburinho em torno do segundo filme da série "Crepúsculo", que estreia nesta sexta-feira, e estampa na capa os rostos dos protagonistas Robert Pattinson e Kristen Stewart, a "Mad" caminha na contramão.

A edição deste mês da revista de humor (Panini, 44 págs., R$ 6,50) faz uma paródia do longa-metragem que tem tudo para irritar as àvidas fãs da série sobre vampiros.

No lugar de Crepúsculo, Prepúcio. Em vez de "Lua Nova", título deste segundo filme, "Nua Nova". Até a masculinidade do badalado protagonista é questionada.

A revista traz também histórias de humor de artistas nacionais, como tem feito nas últimas edições. Um dos estreantes é Orlandeli, autor das tiras de "Grump".

Escrito por PAULO RAMOS às 10h49
[comente] [ link ]

18.11.09

Concentração de lançamentos em São Paulo, Rio e Curitiba

São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba vão sediar diferentes lançamentos nos próximos dias. A maratona de autógrafos começa já nesta quinta-feira e continua até domingo.

André Diniz e José Aguiar fazem um lançamento curitibano de "Ato 5" nesta quinta, às 19h, na Itiban (av. Silva Jardim, 845). A obra começou a ser vendida no mês passado no FIQ "Festival Internacional de Quadrinhos", realizado em Belo Horizonte.

Tmabém em Curitiba, mas no sábado, às 20h, os autores da "Quadrinhópole" autografam o oitavo número da revista na Era Só o Que Faltava (av. República Argentina, 1.334).

No dia seguinte, domingo, a partir das 16h, o grupo da "Beleléu" lança o álbum na Livraria da Travessa de Ipanema (av. Visconde de Pirajá, 572), no Rio de Janeiro.

                                                          ***

Em São Paulo, vai haver três sessões de autógrafos também no final da semana.

Allan Sieber faz sessão de autógrafos da coletânea "É Tudo Mais ou Menos Verdade - Jornalismo Investigativo, Tendencioso e Ficcional de Allan Siber", à venda desde setembro. Na sexta-feira, a partir das 19h30, na HQMix Noir Livraria (rua Augusta, 331).

No sábado, no mesmo horário, os autores de "Celularidades" fazem um lançamento da obra, que reúne cartuns sobre situações vividas com os telefones móveis. Na HQMix Livraria (Praça Roosevelt, 142).

Também no sábado, mas um pouquinho antes, às 17h, os autores dos novos números de "Sideralman", "Nanquim Descartável", "Humor em Quadrinhos" e, uma vez mais, "Quadrinhópole" autografam as revistas no sebo Multiverso (rua Cardeal Arcoverde, 422).

Escrito por PAULO RAMOS às 22h51
[comente] [ link ]

17.11.09

Mauricio emite nota sobre homossexualismo em revista de Tina

Este blog optou por não noticiar a alusão a um relacionamento homossexual na história "O Triângulo da Confusão", publicada no sexto número da revista "Tina", à venda nas bancas.

O critério jornalístico que pautou a decisão: dar visibilidade à cena seria criar uma falsa polêmica e poderia alimentar um preconceito que, na verdade, não deveria existir.

Não se nega, no entanto, a curiosidade do caso, produzido pelos Estúdios Mauricio de Sousa. Foi o que possivelmente pautou outros colegas, que noticiaram a trama.

Agora, quando Mauricio de Sousa emite uma nota à imprensa "para esclarecer alguns pontos", a situação muda. Haver a necessidade de o empresário se pronunciar sobre o assunto é sinal de que houve intolerância. Isso, sim, é algo que deve ser noticiado.

                                                          ***

A nota emitida na tarde desta terça-feira procura desvincular a revista das demais da Turma da Mônica, voltadas ao público infantil. Segundo o texto, creditado a Mauricio, "Tina" é destinada a um público "adulto jovem".

Outro cuidado da nota foi o de não afirmar categoricamente que o personagem Caio, alvo da suposta polêmica, seja gay.

"Não há qualquer afirmação sobre a sexualidade deste ou daquele personagem", diz. 
 
"Lida a história, feita a interpretação, daí, sim, comentários e críticas poderão ajudar no sentido de falarmos a língua de uma sociedade esclarecida."

                                                         ***

Na história, a amizade dos personagens Tina e Caio gera ciúmes no namorado dela. A situação se resolve no diálogo desta cena:

 

Crédito: reprodução da Folha Online

 

Não há uma afirmação explícita de que Caio seja gay. A homossexualidade fica sugerida.

                                                         ***

A nota emitida por Mauricio de Sousa encerra registrando que o tema aparece em outras mídias. E que deve ser abordado em uma publicação voltada a um leitor não infantil.

"Vale ressaltar que publicações dirigidas a faixas de público com idades diferenciadas podem – e devem – tratar de quaisquer assuntos de maneira adequada ao seu leitor", diz, na nota. 
 
"Mas uma posição vai se manter em TODAS as nossas produções: o respeito pelo ser humano, pela pessoa, e a elegância no trato de qualquer tema."

O tom da nota dá a entender que se repete a visão de que quadrinhos sejam voltados só ao leitor infantil. Foi o que pautou, também neste ano, polêmicas envolvendo sobre envio a escolas de obras em quadrinhos adultas, como as de Will Eisner, vistas com cunho sexual.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h37
[comente] [ link ]

15.11.09

Concurso da Pixel prevê cessão de imagem e de direitos autorais

 

Luluzinha Teen e Sua Turma. Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

 

 

Seleção é para escolher música para ser usada na revista "Luluzinha Teen e Sua Turma" 

 

 

 

 

 

 

 

A Pixel, selo do grupo Ediouro, promove um concurso para escolher uma música para ser usada na revista "Luluzinha Teen e Sua Turma". Pelas regras estipuladas pela editora, o vencedor cede os direitos à empresa. Em troca, tem a letra usada na publicação.

De acordo com o regulamento, os vencedores "cedem, de forma gratuita, definitiva e irrevogável, os direitos autorais patrimoniais sobre suas músicas, sem limitação de território, tornando-se de posse da Ediouro, que poderá utilizá-los como melhor lhe aprouver, com a devida indicação dos créditos".

Outro item do texto estipula que o ganhador não exigirá "qualquer remuneração sobre a utilização de sua música" na revista. E também autoriza o uso de sua imagem e voz.

"Os participantes concordam em autorizar o uso de suas imagens, som de voz, nomes e principalmente das músicas enviadas, em filmes, vídeos, fotos e cartazetes, anúncios em jornais e revistas para divulgação de sua participação e/ou contemplação neste concurso, sem nenhum ônus para a Ediouro ou seus parceiros."

                                                         ***  

O concurso recebe propostas até o dia 16 de dezembro. As cinco músicas mais votadas vão para a final. Até o momento em que escrevo esta postagem, há 14 inscritas.

A seleção é para escolher uma música para a Banda Loki. Um dos integrantes é Bola, nome adotado por Bolinha na versão adolescente narrada na revista.

A publicação, produzida por autores brasileiros, mostra os personagens da turma da Luluzinha já crescidos, a exemplo do que foi feito também com a Turma da Mônica.

A revista foi lançada neste ano e está no sexto número. Desde a estreia, o projeto usa a revista como plataforma para interação virtual. A editora criou até um blog para Lulu.

                                                          ***

A "Piauí" promoveu - e ainda promove - concurso com regulamento semelhante. O vencedor ganha uma estátua de porcelana. A revista fica com o desenho e seu uso.

Leia mais sobre o concurso da "Piauí", vencido por Spacca, nas duas postagens abaixo.

                                                          ***

Nota: agradeço ao leitor Pablo Moreira pelo registro deste concurso da Pixel.

Escrito por PAULO RAMOS às 23h15
[comente] [ link ]

13.11.09

Associação dos Cartunistas critica concurso de desenho da Piauí

A ACB (Associação dos Cartunistas do Brasil) disse hoje que o concurso de desenho mantido pela revista "Piauí" é, aspas, "pouco honroso para uma publicação desse porte".

A declaração consta de uma nota, emitida por conta do concurso promovido pela revista "Piauí" e noticiado pelo blog nesta sexta-feira.

A publicação oferece ao vencedor uma estátua de porcelana do pinguim-símbolo da revista e, em troca, usa o desenhos em suas páginas.

O premiado da edição deste mês, nas bancas, foi o quadrinista Spacca. A charge dele, publicada na revista, critica justamente os crítérios usados pelo concurso.

                                                          ***

O texto da ACB é assinado pelo presidente da instituição, o jornalista e desenhista José Alberto Lovetro, o JAL. Leia a íntegra da nota:

Qual a função de um concurso de cartuns? Do lado do desenhista, é tentar ganhar um prêmio e reconhecimento. Do lado dos organizadores, é revelar novos autores e dar espaço para a arte do humor gráfico aos cartunistas profissionais. Esse "acordo de risco" só é válido se há um prêmio que valorize quem ganhou, já que todos os outros não ganharão nada mesmo.

Sobre o concurso da revista "Piauí" para desenhistas, que dá como prêmio um pinguim de porcelana, acho pouco honroso para uma publicação desse porte e importância.

De um lado, abrem espaço para desenhistas como Angeli com uma relação profissional que brinda os leitores da revista. De outro, desvalorizam o trabalho não pagando um prêmio justo a um vencedor, passando a ideia de que um cartum vale um pinguim. Bastava um contato com qualquer empresa que fabrica netbook, por exemplo, para garantir um prêmio que sairia de graça para a editora e quase nada para o fabricante.

Peço que a "Piauí" reveja esse detalhe e terá, com certeza, mais participantes com melhores trabalhos. Quem realmente se sentirá premiado é o leitor da revista. Aí todos ganham.                 

Escrito por PAULO RAMOS às 18h38
[comente] [ link ]

12.11.09

Fernando Gonsales faz lançamento dos lançamentos em São Paulo

O mote é o lançamento de "Níquel Náusea - Um Tigre, Dois Tigres, Três Tigres", nona coletânea da série publicada pela editora Devir (48 págs., R$ 26).

Mas o álbum vai dividir o estrelato da noite desta sexta-feira, em São Paulo, com todos os outros livros e revistas publicados por Fernando Gonsales, o autor das tiras cômicas.

A proposta do desenhista é autografar não só o novo trabalho, mas também todas as outras obras de "Níquel Náusea" publicadas ao longo dos 24 anos da série.

A maior parte dos álbuns foi lançada pela Devir. Houve outras duas coletâneas, pela Circo e pela Bookmarkers. E uma revista, que circulou entre 1988 e 1996, com 25 números.

                                                         ***

A nova coletânea da série começou a ser vendida na virada do mês. Saiba mais neste link

                                                         ***

Serviço - Lançamento de "Níquel Náusea - Um Tigre, Dois Tigres, Três Tigres" e autógrafo de outras obras. Quando: sexta-feira (13.11). Horário: 19h30. Onde: HQMix Noir Livraria. Endereço: rua Augusta, 331, São Paulo.

Escrito por PAULO RAMOS às 19h12
[comente] [ link ]

11.11.09

Obras ajudam a criar cenário atual do quadrinho alemão

 

Panorama dos Quadrinhos Contemporâneos na Alemanha. Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

 

 

"Panorama dos Quadrinhos Contemporâneos na Alemanha" traduz histórias de 18 autores do país europeu 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vivem-se dias propícios para conhecer um pouco mais sobre os quadrinhos alemães. Editoras diferentes publicaram no intervalo de um mês duas obras com trabalhos de autores do país europeu.

Nos dois casos, são produções contemporâneas inéditas, que ajudam a preencher, ao menos parcialmente, o vácuo de publicações europeias aqui no Brasil.

"Panorama dos Quadrinhos Contemporâneos na Alemanha" (Emcomum, 200 págs., R$ 15) reúne histórias de 18 quadrinistas da Alemanha.

A outra obra é "Johnny Cash - Uma Biografia" (8 Inverso, 224 págs., R$ 44). O álbum narra a vida e a obra do cantor norte-americano e foi feito pelo alemão Reinhard Kleist.

                                                          ***

A história da concepção de "Panorama dos Quadrinhos Contemporâneos na Alemanha" é tão curiosa quanto a obra em si.

O projeto surgiu em uma disciplina sobre charges, cartuns e quadrinhos alemães ministrada no curso de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais no primeiro semestre.

Coube aos 17 estudantes da matéria a tarefa de verter para o português as histórias em quadrinhos. Foi o cerne para gestar o livro.

A orientação e coordenação das traduções coube ao professor responsável, o alemão Georg Wink, que também assina a organização do álbum.

                                                          ***

Wink explica no texto de introdução da obra que vê nos quadrinhos um forte aliado no processo de aprendizado de línguas estrangeiras.

Diz que as histórias de Henfil e as revistas da extinta Circo Editorial - que publicava "Chiclete com Banana", "Geraldão", "Piratas do Tietê -  o ajudaram muito a compreender melhor o português.

"O efeito didático do aprendizado através dos quadrinhos é evidente e não é nenhuma novidade: a imagem permite a imediata criação de uma hipótese sobre o texto", escreve, na introdução.

"Aprende-se por enunciações contextualizadas, não por regras gramaticais ou listas de palavras", completa.

                                                          ***

O resultado dos trabalhos com os alunos, lançado em livro nesta semana, procura dar ao leitor brasileiro um cenário da ainda desconhecida produção contemporânea de quadrinhos da Alemanha.

Por isso, pelo desconhecimento, o nomes dos 18 autores ainda dizem pouco ao leitor daqui. Mas a proposta é que a obra sirva, ao menos, de ponto de partida.

Esse cuidado de fazer as honras da apresentação entre quadrinistas e leitor permeia todo a obra. Cada bloco de histórias é antecedido por uma curta biografia do desenhista a ser visto nas  páginas seguintes.

Em comum, as narrativas têm o humor como fio condutor. Reflexo de Wink, que demonstra uma declarada predileção por tais produções.

 

Johnny Cash - Uma Biografia. Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

Biografia em quadrinhos do cantor Johnny Cash foi escrita e desenhada pelo alemão Reinhard Kleist 

 

 

 

 

 

 

 

O alemão Reinhard Kleist, autor da biografia de Johnny Cash, somava o coro dos nomes desconhecidos entre os leitores daqui até poucos semanas atrás.

Ele reduziu o involuntário distanciamento ao seu trabalho após participar do 6º FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos), realizado no mês passado em Belo Horizonte (MG).

No dia 7 de outubro, Kleist fez uma oficina e participou de uma mesa redonda justamento sobre os quadrinhos alemães.

A biografia do cantor norte-americano (1932-2003) coincidiu com a vinda dele ao Brasil.

                                                           ***

A exemplo da outra obra, os bastidores da gestação deste álbum se equiparam ao conteúdo. Quem o descobriu foi o tradutor, o jornalista Augusto Paim, em visita à Alemanha.

No país europeu, soube que "Johnny Cash: Uma Biografia" havia sido premiado por lá.

Publicada em 2006, recebeu o "Max und Moritz", principal premiação alemã de quadrinhos, e menções em feiras de livros.

No Brasil, a obra inaugurou a linha de quadrinhos da novata 8 Inverso, de Porto Alegre.

                                                          ***

As páginas da obra narram a trajetória do cantor, da infância na fazenda, vivida no interior dos Estados Unidos, à conquista da carreira musical e da fama.

Os principais momentos da carreira dele são pontuados com os dramas pessoais, como o envolvimento com drogas e a relação com a também cantora e, depois, sua esposa June Carter (1929-2003).

Kleist prepara outra biografia, a do líder cubano Fidel Castro. A obra está programada para o ano que vem.

O contato com a cultura cubana, vista in loco, rendeu o álbum "Havana", um diário de viagem sobre o que presenciou no país. A obra já foi publicada na Alemanha.

                                                         ***

A vinda de Kleist ao Brasil serviu também para que ele se torne mais conhecido entre os editores daqui. Até o momento, pelo menos, não se tem notícia se a visita algum outro fruto.

Mas já se colhem resultados destes dois livros, o de Kleist e o organizado por Georgs Wink. Eles passam a compor a limitada estante de títulos alemães publicados pelas bandas de cá.

Soma-se às exceções, como os três álbuns de Ralf König publicados pela Via Lettera, o último no ano passado. E, claro, a Juca e Chico, do alemão Wilhelm Busch, um dos primeiros quadrinhos do mundo.

Outro ponto em comum entre as duas obras. Não por acaso o nome dos dois garotos, Max e Moritz, intitula o prêmio alemão recebido por Kleist. Homenagem reprisada na capa de "Panorama dos Quadrinhos Contemporâneos na Alemanha". São os rostos deles lá.

Escrito por PAULO RAMOS às 17h32
[comente] [ link ]

Pluft!

Novo dia, novas luzes, fim da escuridão, volta do acesso à internet. Bola pra frente.

Escrito por PAULO RAMOS às 11h09
[comente] [ link ]

06.11.09

Nova edição da Graffiti tem lançamento hoje em São Paulo

 

Graffiti 76% Quadrinhos. Crédito: reprodução do blog Graffiti 76

 

 

 

Capa aberta da revista, que dedica este número a histórias sobre mulheres

 

 

 

 

O vigésimo número da revista mineira "Graffiti 76% Quadrinhos" tem lançamento nesta sexta-feira à noite em São Paulo. Esta edição é toda dedicada às mulheres. As 23 histórias foram produzidas por quadrinistas brasileiros e de outros países.

A publicação independente é produzida com verba de incentivo cultural. O dinheiro permitiu que o grupo desenvolvesse também uma coleção de álbuns em quadrinhos.

O quarto e mais recente deles, "Saída 3", de Guga Schultze, também terá sessão de autógrafos hoje, no mesmo local. A obra começou a ser vendida no mês passado.

A noite de lançamentos terá ainda autógrafos de "Breganejo Blues - Romance Trezoitão", de Bruno Azevêdo. O livro mescla a narrativa com trechos de histórias de Tex.

                                                          ***

Serviço - Lançamentos de "Graffiti 76% Quadrinhos", "Saída 3" e "Breganejo Blues - Romance Trezoitão". Quando: hoje (06.11). Horário: 19h30. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, 142, São Paulo.

Escrito por PAULO RAMOS às 11h11
[comente] [ link ]

04.11.09

Livro com primeiras tiras de Snoopy tem lançamento nesta semana

 

 Peanuts Completo. Crédito: site da editora L&PM

 

 

 

"Peanuts Completo" reúne tiras da série norte-americana em ordem cronológica

 

 

 

 


Esta é a primeira tira de "Peanuts", que tinha como personagens Snoopy e Charlie Brown.

 

 

A primeira aparição de Snoopy ocorreu na terceira tira da série norte-americana:

 

 

 

Só alguns dias depois, Snoopy iria encontrar seu dono, Charlie Brown:

 

 

O passeio histórico pelos primeiros dias da série criada peplo norte-americano Charles M. Schulz (1922-2000) é o convite que faz o livro inaugural da coleção "Peanuts Completo". A obra chega às livrarias até o fim desta semana (L&PM, 360 págs., R$ 68).

O álbum reúne as tiras publicadas entre 1950, ano de criação dos personagens, e 1952. A L&PM programa outros dois volumes para 2010.

A coleção reproduz em português a versão lançada nos Estados Unidos pela editora Fantagraphics. No exterior, a série já chegou às tiras da década de 1970.

A L&PM incluía a estreia da coleção nos planos para este semestre, como já havia sido informado aqui no blog. Faltava apenas a confirmação da data de comercialização da obra.

                                                         ***

"Complete Peanuts", nome original da coleção, é a mais ousada compilação de tiras criadas por Schulz. O diferencial está na retomada da série desde o início.

A obra, anunciada pela L&PM há alguns meses, dá um novo formato à forma como a série vinha sendo lançada no Brasil.

A editora gaúcha, que vinha publicando Snoopy, lançava as tiras em edições de bolso, com material mais recente. Foram lançados oito volumes.

Snoopy e companhia já foram tema de diferentes livros e revistas no Brasil. Os personagens já passaram por uma gama de publicações, em geral com o mesmo tratamento editorial.

                                                          ***

As histórias de Charles M. Schultz estrearam nos jornais norte-americanos em 2 de outubro de 1950. Não demorou para dizerem a que vieram.

A novidade eram os questionamentos infantis de temas filosóficos e próprios dos adultos. Estes, contraditoriamente, não apareciam explicitamente.

O tema e os recursos gráficos - tendência de eliminação dos cenários de fundo, pondo os personagens no foco - tiveram influência nas tiras criadas nos anos seguintes, tanto nos Estados Unidos quanto na América Latina.

A série saiu dos quadrinhos e se tornou uma rentável franquia, existente até hoje. A última tira foi publicada em 13 de fevereiro de 2000 e trazia um texto de agradecimento e de despedida assinado pelo autor.

                                                         *** 

Esta é a segunda reunião de tiras lançada pela L&PM neste ano. Publicou também um álbum com histórias de "Garfield", mas sem o mesmo cuidado editorial.

"Garfield Série Ouro" fazia uma compilação do que havia sido publicado nas edições de bolso da editora, e fora da ordem cronológica.

As duas coletâneas de tiras se inserem num novo momento da editora gaúcha. A L&PM tem dividido os lançamentos de quadrinhos entre os livros de bolso e obras em formato maior, estratégia que ganhou mais visibilidade neste ano.

O novo tamanho faz a editora reingressar num mercado em que foi forte na década de 1980 e início da seguinte, o de álbuns em quadrinhos voltados às livrarias. 

Escrito por PAULO RAMOS às 20h33
[comente] [ link ]

Novas séries pautam estreia da revista Vertigo

 

Vertigo. Crédito: site da Panini

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicação da Panini começou a ser vendida nesta semana em bancas paulistas e traz quatro séries inéditas 

 

 

 

 

 

 

 

 

A linha Vertigo ganha mais uma vez uma revista mensal no Brasil. Programada inicialmente para o fim do mês passado, a publicação homônima começou a ser vendida nesta semana em bancas paulistas (Panini, 132 págs., R$ 9,90).

O título se pauta em novas séries da Vertigo, selo adulto da editora DC Comics. Das cinco histórias deste primeiro número, quatro são inéditas.

Duas são baseadas em criações de Neil Gaiman. "A Tessalíada" dá sequência à personagem poderosa surgida nas páginas de "Sandman", escrita pelo autor inglês.

A série agora tem texto de Bill Willingham - mesmo autor de "Fábulas", também da Vertigo - e começa com uma perseguição à protagonista. A série terá quatro capítulos.

                                                          ***

A outra série baseada em Gaiman é "Lugar Nenhum" e também é uma minissérie. No caso, em nove partes. Como a editora define, é uma adaptação da adaptação da adaptação.

Explicação: a série verte para os quadrinhos a leitura feita para a TV baseada no romance do escritor. Nos quadrinhos, mostra um inglês comum, Richard Mayhew, às voltas com uma enigmática e poderosa mulher, Porta.

As outras duas séries novas, "Escalpo" e "Vikings" não tem nada de Gaiman. Destoam inclusive no tema.

A primeira se passa numa reserva indígena dominada por um líder corrupto. A segunda mostra o navegante Sven, que retorna à terra onde nasceu para reclamar uma herança.

                                                          ***

A quinta série de "Vertigo" é "Hellblazer", que mostra as aventuras místicas vividas pelo inglês John Constantine. É ele que aparece na capa da revista. Na história, ele investiga estranhos comportamentos no prédio onde mora sua irmã.

"Hellblazer" é um dos títulos mais tradicionais do selo nos Estados Unidos. Também por aqui. É o ponto que une as diferentes tentativas da Vertigo em uma revista mensal.

O nome "Vertigo" já havia sido usado em um título com proposta semelhante publicado pela Abril entre 1995 e 1996, época em que a editora detinha os direitos do selo.

John Constantine esteve presente também na revista mensal "Pixel Magazine", entre 2007 e 2008. A Pixel, selo da Ediouro, foi a última a publicar a Vertigo, até romper o contrato.

                                                          ***

Apesar de as três experiências de revista mensal serem semelhantes, a comparação mais próxima é mesmo com a "Pixel Magazine", a mais recente na memória dos leitores.

Pondo as duas lado a lado, esta nova revista leva vantagem: 32 páginas a mais por um real a menos. O papel, registre-se, é o mesmo das revistas de super-heróis da Panini.

A multinacional estreou a linha Vertigo no mês passado com dois encadernados: "Y - O Último Homem" e "ZDM". As duas eram publicadas pela Pixel e foram reiniciadas.

A Panini programa lançar também encadernados de "Fábulas" e de "Preacher" do ponto onde as séries haviam parado. E, para 2010, álbuns de "Sandman" e "100 Balas".

Escrito por PAULO RAMOS às 11h49
[comente] [ link ]

Trechos de Tex pontuam narrativa de romance policial

 

Breganejo Blues - Novela Trezoitão. Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

 

"Breganejo Blues - Narrativa Trezoitão", de Bruno Azevêdo, terá lançamentos nesta semana em três cidades

 

 

 

 

 

 


Cenas de histórias de Tex pontuam o romance policial "Breganejo Blues - Novela Trezoitão", livro que terá três lançamentos nesta semana em São Paulo, Rio e Brasília.

Trechos das aventuras são usados entre os capítulos do livro. A obra, escrita por Bruno Azevêdo, também usa o mesmo da revista do personagem criado na Itália.

As cenas do faroeste são apenas um dos gêneros usados no livro, que integrou a lista de novidades do FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos), realizado no mês passado.

Os capítulos são alternados também por publicidades de revistas em quadrinhos da década de 1970. Uma mescla intencional, usada como uma das marcas do romance.

                                                         ***

A mistura do livro não é apenas de gêneros. As situações criadas por Azevêdo vão de música brega ao necessário mistério pautado na obra.

A obra foi produzida em duas versões. Uma, virtual, está disponível no site de livros virtuais "Mojo Books" (link). Pode ser lida de graça mediante cadastro prévio.

Outra forma é a impressa, com algumas diferenças. Uma delas é a capa, mostrada nesta postagem. A arte foi feita por Júlio Shimamoto, veterano desenhista de quadrinhos.

Maranhense formado em história, Azevêdo tem pelo menos mais um livro na gaveta, também com mescla de gêneros. Paralelamente, produz roteiros de quadrinhos.

                                                         ***

Serviço - Lançamentos de "Breganejo Blues - Novela Trezoitão". Preço sugerido: R$ 15.
Hoje (04.11). Cidade: Brasília. Horário: 18h. Onde: Café com Vinil. Endereço: 413 Norte, Bloco E.
Quinta-feira (05.11). Cidade: Rio de Janeiro. Horário: 20h. Onde: La Cucaracha. Endereço: rua Teixeira de Melo, 31, em Ipanema.
Sexta-feira (06.11). Cidade: São Paulo. Horário: 19h. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Pça. Roosevelt, 142, centro.

Escrito por PAULO RAMOS às 11h07
[comente] [ link ]

[ ver mensagens anteriores ]