30.12.09

Diga-me o que lanças e dir-te-ei o que publicaste em 2009

 

As Tiras Clássicas da Turma da Mônica, vol. 5 - Crédito: reprodução

 

As editoras tiveram fôlego para pôr novos títulos nas lojas de quadrinhos nesta última semana de 2009, que já está em clima de folga e de festas por conta da virada do ano.

São obras nacionais e estrangeiras, que ecoam neste finzinho de dezembro o modo como suas editoras atuaram ao longo dos demais meses do ano.

A maior parte dos lançamentos é da Panini, editora multinacional que continuou o ritmo de lançamentos em livrarias e bancas, onde permanece como líder do segmento.

Um deles é o álbum "As Tiras Clássicas da Turma da Mônica" (132 págs., R$ 19,80).

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A exemplo das edições anteriores, este quinto volume reedita tiras antigas dos personagens de Mauricio de Sousa. O álbum reúne 360 tiras publicadas nos jornais entre 1968 e 1970.

O álbum encerra um ano plural de publicações especiais ligadas ao desenhista e empresário, que comemorou 50 anos de carreira. Dois se destacam, ambos da Panini.

Seu grupo editorial pôs no mercado uma coletânea de histórias de Bidu, personagem que completa jubileu de ouro junto com seu criador.

O outro título foi o livro homenagem "MSP50 - Mauricio de Sousa por 50 Artistas". Foi o segundo mais indicado por críticos da área entre os melhores do ano.

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Mauricio de Sousa também consolidou a revista "Turma da Mônica Jovem". A vendagem é de cerca de 400 mil exemplares, segundo sua assessoria.

O senão são os atrasos nas edições especiais, problema dividido entre os demais títulos especiais de super-heróis da Panini.

Este quinto volume da coleção de tiras deveria ter sido lançado em novembro. A data consta nos créditos finais. Chega ao leitor no mês seguinte, na última semana do ano.

Álbuns norte-americanos, como "Fábulas - A Marcha dos Soldados de Madeira" e "Universo Wildstorm por Alan Moore", anunciados para este, ficarão para 2010. 

Frequência Global, vol. 1 - Crédito: divulgação

O que a Panini programou e conseguiu cumprir o prazo antes da virada do ano foram outros dois álbuns da Vertigo e da Widstorm, selos adultos da DC Comics, a mesma de Batman.

"Frequência Global - Volume 1" (148 págs., R$ 39,90) não é exatamente uma novidade para o leitor da área. Parte da série já havia sido publicada no Brasil.

As primeiras seis histórias haviam sido lançadas pela Pandora. Outras saíram no ano passado pela Pixel, que então detinha os direitos da Vertigo e da Wildstorm.

Este volume, feito em capa dura e direcionado também às livrarias, relança as seis primeiras narrativas, lançadas nos EUA entre dezembro de 2002 e maio do ano seguinte.

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Frequência Global é o nome de organização internacional que aciona agentes pré-cadastrados quando surge alguma situação de risco. Cada história foca um deles.

Os roteiros são de Warren Ellis. Cada sequência tem arte de um desenhista diferente, como Steve Dillon - de "Preacher", outra série da Vertigo - e David Lloyd - de "V de Vingança".

A Panini também lançou nesta semana final do ano "Hellblazer - Congelado" (172 págs., R$ 24,90). O álbum reúne sete histórias do título norte-americano.

A série integra também a revista "Vertigo", que teve o segundo número lançado neste mês. A Panini adquiriu os direitos de Vertigo e Wildstorm no segundo semestre.

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A semana teve ainda o lançamento da revista "História do Brasil - Proclamação da República", publicada pela editora Europa (72 págs., R$ 19,90).

A obra cumpre aquilo que o título sugere, relatar de forma didática os fatos que levaram à proclamação. O roteiro é de Edson Rossatto e a arte de Laudo Ferreira Jr. e Omar Viñole.

Esse é o segundo lançamento feito pelo grupo à frente da revista "Mundos dos Super-Heróis", especializada em quadrinhos. O primeiro, de 2008, abordava a Independência.

A revista traz uma curiosidade. Os autores quiseram homenagear figuras ligadas à área de quadrinhos no Brasil e as desenharam em trechos espalhados pela narrativa.

 

1 Litro de Lágrimas. Crédito: divulgação

 

Voltando um pouquinho para os dias que antecederam o Natal, houve também alguns lançamentos pontuais naquela semana. Parte mangás, parte manwhás.

A NewPOP publicou o mangá "1 Litro de Lágrimas" (176 págs., R$ 14,90). O quadrinho japonês, feito em volume único, narra a história real da jovem Aya Kita.

Portadora de uma doença degenerativa que a privaria dos movimentos, ela foi recomendada a relatar sua experiência num diário.

Essa experiência foi vertida em livro, em série e, agora, na forma de quadrinhos, escritos e desenhados por Ichi Rittoru no Namida.

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A NewPOP lançou outro mangá, "Kanpai", primeiro de dois volumes. A revista encerra um ano bom para a editora, que teve na coletânea de Speed Racer sua principal obra.

Os mangás da NewPOP dividem as prateleiras com os da Panini, da JBC e com os coreanos da Conrad, que retorna ao segmento em que já foi líder com os mangás.

Poucos dias antes do Natal, a editora publicou os segundos números dos manhwás "Banya", "Gui" e "Dangu" (R$ 12,90 cada um).

Os títulos coreanos preenchem o espaço dos mangás iniciados pela Conrad e ainda não encerrados, como "Battle Royale". E ainda sem sinal concreto de finalização.

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A Conrad iniciou o ano vendida para o grupo IBEP/Companhia Editora Nacional. A editora retomou o ritmo de lançamentos de álbuns nos primeiros meses de 2009.

Foi dessa leva "Sábado dos Meus Amores", livro com crônicas em quadrinhos feitas por Marcello Quintanilha. A obra foi a mais indicada pelos críticos como a melhor de 2009.

No segundo semestre, o foco principal da Conrad foi o lançamento mundial da versão do livro do "Gênesis" feito pelo norte-americano Robert Crumb.

A obra teve boa divulgação na mídia escrita, muito por conta de Crumb ter sido o pai do quadrinho underground nos EUA. A fidelidade ao texto bíblico diluiu a esperada polêmica.

 

Zoo. Crédito: divulgação

 

Ao contrário da Conrad, a Devir deixou um vácuo de títulos novos no primeiro semestre por cautela com relação à crise econômica mundial, segundo dito à época.

A partir do meio do ano, no entanto, engatou uma quinta marcha na velocidade dos lançamentos. Pôs no mercado religiosamente toda semana pelo menos uma obra nova.

A última do ano foi o terceiro tomo de "A Casta dos Metabarões" (R$ 49,90). É a terceira série relacionada à ficção científica "Incal", de Alejandro Jodorowski e Moebius.

O desenhista francês, uma vez mais, não participa. A arte ficou a cargo do argentino Juan Gimenez. Inédito no Brasil, o álbum traz o desfecho da saga dos Metabarões. 

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No meio de dezembro, a HQM lançou em São Paulo dois álbuns nacionais: "Zoo", de Nestablo Ramos Neto, e "Necronauta - O Solado Assombrado e Outras Histórias", de Danilo Beiruth.

As obras marcaram o retorno da editora ao circuito de títulos nacionais. Dois meses antes, "Mortos-Vivos" marcava a volta da HQM aos lançamentos, após um jejum de meses.

A GAL trouxe ao Brasil os adiados "Três Dedos" e "Fracasso de Público". A Globo, o argentino "Perramus", de Juan Sastuarian e Alberto Breccia. A L&PM retomou os álbuns.

A Via Lettera foi tímida, fruto de uma crise financeira que quase derruba a editora, segundo a própria. Isso somado ao caso "Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol".

O álbum adulto, que trazia alguns palavrões e alusão a sexo, foi comprado pelo governo paulista e levado a alunos de nove anos.

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Administração estadual e grande mídia associaram o caso à incompatibilidade de os quadrinhos terem conteúdo adulto e gerou uma caça aos quadrinhos nas escolas.

Nem Will Eisner escapou. Respeitado por ser um dos primeiros a produzirem álbuns com temáticas adultas nos Estados Unidos, teve uma de suas obras rotulada de pedófila.

O álbum "Um Contrato com Deus e Outras Histórias de Cortiço" foi incluído na lista do PNBE, programa do governo federal que leva obras em quadrinhos e livros a escolas.

O argumento de diretores e secretários municipais e estaduais de educação foi que o livro tinha cenas de sexo e alusão à pedofilia. O governo federal reiterou a seleção da obra.

Charge feita por Diogo Sales para o Jornal da Tarde

 A Companhia das Letras lançou neste mês "Jimmy Corrigan - O Garoto Mais Esperto do Mundo" (388 págs., R$ 49), de Chris Ware. Um pouco antes, "Breakdows", de Art Spiegelman, mesmo autor de "Maus" (que tem a primeira versão mostrada nessa obra).

As duas obras fecham o primeiro ano do Quadrinhos na Cia., selo da editora voltado especificamente a publicações da área. Isso deu uma sacudida no meio editorial.

Um dos diferenciais é que leva quadrinhos a outro tipo de leitor, que não necessariamente aquela pessoa que acompanha quadrinhos mês a mês.

"Retalhos", de Craig Thompson, teve uma venda relâmpago, segundo se diz nos bastidores. A obra autobiográfica foi uma das mais divulgadas pelo eficiente marketing da editora.

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Seguiram-se outras obras, como "Umbigo sem Fundo", de Dash Shaw. De material nacional, limitou-se à adaptação "Jubiabá de Jorge Amado", feita por Spacca.

As adaptações, também neste ano, proliferaram no mercado editorial brasileiro, inclusive em empresas que nunca antes haviam investido na área de quadrinhos.

O foco é incluir uma das obras em listas governamentais, como a do PNBE, que compra lotes de cerca de 30 mil exemplares.

A última a ser lançada foi "O Corvo em Quadrinhos", feito por Luciano Irrthum com base no conto de Edgar Allan Poe (1809-1849). A obra é da editora Peirópolis.

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Esse foi o segundo álbum lançado por Irrthum em 2009. O primeiro foi "A Comadre do Zé", lançado pelo grupo mineiro da revista independente "Graffiti 76% Quadrinhos".

Também foi deles outro álbum, "Saída 3", de Guga Schultze. O grupo optou  no fim do ano em se desligar do Quarto Mundo, selo que agrega autores independentes.

O Quarto Mundo, por sua vez, manteve os lançamentos, porém com intervalos maiores entre eles. Concentrou vários no FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos), em setembro.

"Có", de Gustavo Duarte, "Candyland", de Olavo Rocha e Guilherme Caldas, e "Macaco Albino", de Leandro Robles, foram outras boas surpresas do ano, bancadas com dinheiro do próprio bolso. Além da "Ragu", revista que virou livro de capa dura em uma edição especial.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h06
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23.12.09

Desentendimento adia biografia de Adoniran Barbosa

 

Adoniran Barbosa, no desenho de Marcatti. Crédito: imagem cedida pelo autor

 

 

 

 

 

Impasse é entre o autor, Marcatti, e a editora da obra, Conrad, que iria lançar o álbum neste ano 

 

 

 

 

 

Marcatti transformou em quadrinhos duas músicas de Adoniran Barbosa, "Samba do Arnesto" e "Saudosa Maloca". As versões compuseram o segundo livro da coleção "Lado A/Lado B", da editora gaúcha Dulcinéia. É da obra a imagem acima.

Feita em formato quadrado, lembrando um compacto de vinil, a obra de 24 páginas traz uma música num lado, outra no outro. Foi lançada no mês passado. 

O convite surgiu em julho, após a editora saber que o desenhista preparava uma biografia em quadrinhos do compositor paulista, morto em 1982, aos 70 anos. O álbum seria publicado neste ano pela Conrad.

Ironia. As histórias dos sambas saíram antes da biografia que pautou o livro da coleção da Dulcinéia. E ainda é dúvida se o projeto será mesmo realizado.

                                                          ***

O motivo do adiamento é um desentendimento entre autor e editora. O impasse está no pedido de um adiantamento de direitos autorais para realizar a obra, negado pela Conrad.

Segundo o desenhista, a solicitação foi formalizada por telefone. Ouviu, em maio deste ano, que isso não casaria com a política da editora.

"Ouvi ´faz aí´. Aí eu parei. Acho que o [livro do] Adoniran merece muito mais do que isso", diz Marcatti, que não toca no projeto desde junho.

Ele diz ter rascunhado o esqueleto da obra, com as datas principais que comporiam a narrativa da biografia. Imaginou a versão final com cerca de 250 páginas.

                                                          ***

Marcatti não pensa em levar o projeto a outra editora. Diz que há aí um princípio moral, que quer respeitar: a ideia da biografia partiu da Conrad.

A primeira conversa, segundo ele, surgiu no começo de 2008, após ele publicar a adaptação do romance "A Relíquia", de Eça de Queiroz, obra publicada pela editora.

O desenhista começou, então, a fazer a pesquisa. Contatou a família, leu livros a respeito, entre eles "Adoniran: Uma Biografia, de Celso de Campos Jr., sua principal fonte.

Recebeu R$ 3 mil por esse serviço inicial, feito até outubro de 2008. O autor imagina que precisaria de quatro meses para finalizar o projeto.

                                                          ***

Outro lado. Segundo Rogério de Campos, diretor da Conrad, a editora está no aguardo da biografia de Marcatti. Segue a resposta dele, enviada por e-mail:

"Diferente do que é o padrão nosso, pagamos um advance para ele fazer o trabalho. O prazo de entrega era 2008 (agosto, se não me engano). Aí o Marcatti pediu para adiar."

"Adiamos para 2009. E neste ano o Marcatti disse que não conseguiria cumprir o novo prazo porque estava com problemas financeiros que o levavam a priorizar neste momento os trabalhos que dessem dinheiro mais rapidamente. Nós dissemos: OK, termine quando puder."

"Ele nos perguntou então se era possível um novo adiantamento. Não foi possível. Seja como for, estamos esperando o trabalho."

Escrito por PAULO RAMOS às 11h47
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21.12.09

Promessa para 2009, álbuns da Bossa Nova são dúvida para 2010

 

Proscritos, de Beto Nicácio

 

 

 

 

 

 

 

Capa de "Proscritos", obra de Beto Nicácio que deveria inaugurar a linha de quadrinhos nacionais da editora 

 

 

 

 

 

 

 


O álbum "Proscritos", de Beto Nicácio, está diagramado e finalizado. A capa, pronta. Deveria ter sido publicado neste ano. Não foi. E não vai ser. Não pela Bossa Nova.

O autor pediu rescisão de contrato com a editora, que planejava pôr no mercado neste ano uma linha de títulos em quadrinhos nacionais. A obra seria a primeira do catálogo.

O editor e idealizador da área de quadrinhos, Glauco Guimarães, também oficializou sua saída de empresa. Ele se desligou oficialmente há um mês e meio.

O selo de quadrinhos, uma promessa para o mercado de quadrinhos nacionais para este 2009, tornou-se, na prática, uma dúvida para o ano que vem.

                                                          ***

Segundo Guimarães, também quadrinista e ilustrador, a editora paulista começou a dar sinais de que não cumpriria o acordo de publicação no começo do ano.

Os primeiros sinais disso foram delegados à crise mundial da economia, vivida principalmente no primeiro semestre. Depois, os e-mails rarearam.

Houve outra tentativa de contato, pessoal. Ele diz não ter sido recebido. O acúmulo de problemas motivou o desligamento oficial.

"Se sair alguma coisa de quadrinhos, eu não tenho nada a ver com isso", diz Guimarães.

                                                          ***

O que ficou foram os projetos e os contatos com os autores. "Estou tentando ajudar, na medida do possível, o pessoal que ficou no meio", diz.

Um é Beto Nicácio. Outro, Nestablo Ramos Neto, que deveria lançar o álbum "Zona Zen".

A editora falava em agosto de 2008 em 12 projetos de quadrinhos, voltados às livrarias. O número foi resultado de uma chamada de propostas, feita virtualmente meses antes.

Guimarães disse, à época, ter recebido cerca de 500 propostas de projetos de histórias em quadrinhos nacionais, todas com mais de 50 páginas.

                                                          ***

Outro lado.

A Bossa Nova não descarta a publicação das obras em quadrinhos. A editora manteve até sexta-feira passada a página com a linha de quadrinhos. "Proscritos" era o destaque.

O dono da editora, Carlos Eduardo, disse ao blog, por e-mail, que o adiamento do projeto se deu por "uma série de razões".

"Pretendemos retomá-lo assim que as coisas as coisas se acalmarem", diz.

Escrito por PAULO RAMOS às 11h36
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20.12.09

Revistas marcam datas especiais de Mickey e Superpato

 

Superpato 40 Anos. Crédito: divulgação 

 

 

 

 

 

"Superpato 40 Anos" e "As Grandes Aventuras do Mickey" começaram a ser vendidos nas bancas na última semana 

 

 

 

 

 

 

 

 


Há diferentes motivos que pautam ou servem de pretexto para uma publicação especial. Datas comemorativas são uma das razões e justificou dois lançamentos do mês.

"Superpato 40 Anos" e "As Grandes Aventuras do Mickey" (Abril, ambos com 196 págs. e a R$ 8,95 cada um) começaram a ser vendidos nas bancas na última semana.

Ambos se ancoram em diferentes datas. O primeiro, como o título já entrega ao leitor, marca os 40 anos de criação do Superpato, herói encarnado pelo Pato Donald.

A revista traz sete histórias vividas pelo personagem, duas delas inéditas. A que abre a revista mostra a origem do herói de Patópolis.

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O segundo lançamento marca os 20 anos de morte de Paul Murry, um dos principais criadores das histórias do camundongo detetive.

Uma de suas marcas era pôr Mickey e Pateta em diferentes investigações. "As Grandes Aventuras do Mickey" publica 12 delas.

Assim como no especial de Superpato, duas são inéditas no país. As demais foram publicadas nos Estados Unidos entre 1954 e 1975.

Murry foi outro dos desenhistas que produziam quadrinhos para Disney levar a fama pela criação. O caso mais marcante foi o de Carl Barks, verdadeiro criador das histórias de pato.

Escrito por PAULO RAMOS às 23h55
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18.12.09

Dois álbuns nacionais têm lançamento sábado em São Paulo

 

Necronauta. Crédito: divulgação

O quarto volume da série norte-americana "Os Mortos-Vivos", publicado no fim de outubro, marcou a volta da HQM aos quadrinhos e puxou a fila dos lançamentos, adiados desde 2008.

Dois novos títulos nacionais têm lançamento neste sábado à tarde em São Paulo: "Necronauta", do paulista Danilo Beiruth, e "Zoo", do brasiliense Nestablo Ramos Neto.

"Necronauta Volume 1: O Soldado Assombrado e Outras Histórias" (88 págs., R$ 29,90) reúne os seis primeiros números da revista do personagem, publicada desde 2007 de forma independente.

O protagonista é um ser que ajuda a conduzir pessoas mortas ao além.

O universo de "Zoo" (136 págs., R$ 34,90) se diferencia por ter como personagens centrais apenas animais.

Zoo. Crédito: divulgaçãoMas, na história, há uma inversão de papéis: são os humanos os explorados por maus-tratos.

Os dois álbuns marcam um retorno da HQM também aos trabalhos nacionais.

A editora havia iniciado um catálogo de publicações brasileiras em 2007.

Os lançamentos incluíram álbuns de José Aguiar - "Quadrinhofilia" -, o retorno da série Leão Negro e a volta às bancas da revista em quadrinhos de Senninha.

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Serviço - Lançamentos de "Necronauta Volume 1: O Soldado Assombrado e Outras Histórias" e "Zoo". Quando: sábado (19.12). Horário: a partir das 14h. Onde: loja Comix. Endereço: Alameda Jaú, 1998, São Paulo. 

Escrito por PAULO RAMOS às 14h01
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16.12.09

Revista independente faz edição latino-americana

 

Zine Royale 4. Crédito: imagem cedida pelo editor

 

 

 

 

 

 

 

Capa do quarto número de "Zine Royale", que tem lançamento na próxima sexta-feira em São Paulo 

 

 

 

 

 

 

 

 

O quarto número de "Zine Royale" faz uma edição sul-americana. Ou "edición latinoamerica", como registra a capa da revista, que será lançada sexta, em São Paulo.

A ideia é de Jozz, editor da publicação, que neste ano estreitou contatos com autores de países vizinhos. Para facilitar o intercâmbio, fez a edição em português e castelhano.

Ele e outros autores brasileiros dividem as 64 páginas da revista independente com quadrinistas do México (José Alfaro) e da Argentina (Cammie). A revista custa R$ 4.

Não é a primeira vez que títulos independentes daqui abrem espaço para autores latino-americanos. A "Graffiti 76% Quadrinhos" também fez um de seus números bilíngue.

                                                          ***

Serviço - Lançamento de "Zine Royale" 4. Quando: sexta-feira (18.12). Horário: 19h30. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo. Quanto: R$ 4.

Escrito por PAULO RAMOS às 23h49
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15.12.09

Cremado corpo do editor que trouxe mangás ao Brasil

 

Foto tirada na cerimônia de entrega do Troféu HQMix, em 2008

 

Uma cerimônia realizada hoje às 10h15 no Crematório Memorial Paulista em Embu das Artes, na Grande São Paulo, marcou o sepultamento do editor de quadrinhos Minami Keizi.

Keizi morreu nessa segunda-feira. O corpo ficou entre ontem e hoje no velório de Itapevi, também na região metropolitana de São Paulo. Cedo, foi levado a Embu das Artes.

Segundo o velório de Itapevi, a morte se deu por uma série de fatores: broncopneumonia, insuficiência renal crônica, diabetes e encefalopatia (alteração nas funções mentais).

Nos últimos meses, ele já vinha se mostrando debilitado. Em 2004, um derrame havia deixado o corpo do editor parcialmente paralisado.

                                                          ***

Minami Keizi esteve entre os homenageados do Troféu HQMix de 2008. A premiação de quadrinhos lembrou as pessoas que participaram da extinta editora Edrel.

Foi pela Edrel, de Keizi, que foram publicados no Brasil os primeiros mangás. Um dos autores que se destacaram no estilo japonês foi Cláudio Seto, morto poucos meses depois.

A homenagem se pautava no Centenário da Imigração Japonesa, comemorado no ano passado. A cerimônia foi realizada em julho no teatro do Sesc Pompeia, em São Paulo.

No palco, Keizi fez um discurso muito emocionado. Foi bastante aplaudido. Cláudio Seto também. A estátua dada aos premiados se baseou em Samurai, personagem criado por ele.

                                                         ***

O jornalista Gonçalo Júnior pesquisava a vida de Minami Keizi. Ele faz um relato sobre a trajetória - pessoal e profissional do editor - na postagem abaixo.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h04
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14.12.09

Que venham as coletâneas nacionais de humor

 

Tulípio - Humor de Botequim. Crédito: reprodução

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa de "Tulípio - Humor de Botequim", um dos livros que têm lançamento nesta semana em São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

Este mês tem uma concentração de coletâneas de histórias em quadrinhos de humor, todas nacionais e feitas por diferentes autores. Duas delas têm lançamentos nesta semana.

"Tulípio - Humor de Botequim" (Devir, 208 págs., R$ 35) teve uma primeira sessão de autógrafos na noite desta segunda-feira na capital paulista. Há outra programada para quarta-feira, às 19h30, na HQMix Livraria (Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo).

A obra reúne cartuns do personagem-título criado por Eduardo Rodrigues e Paulo Stocker. As histórias - algumas inéditas - se passam num bar e extraem humor desse cenário.

O álbum compila, em formato maior, as oito primeiras revistas de bolso de Tulípio, distribuídas de graça em bares de São Paulo e Rio. O lançamento terá o nono número.

 

Nicolau e Seus Queridos Vizinhos. Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

 

A coletânea "Nicolau e Seus Queridos Vizinhos", de Lucas Lima, também tem lançamento em São Paulo nesta semana  

 

 

 

 

 

 

 

Outro lançamento, também na HQMix Livraria, é "Nicolau e Seus Queridos Vizinhos" (Enquadrinho, 84 págs., R$ 38), coletânea de tiras da série criada há cinco anos por Lucas Lima.

É o segundo álbum publicado por ele, o primeiro por editora própria, a Enquadrinho. A obra traz 407 tiras, que são publicadas em jornais do interior paulista, no Rio de Janeiro e no sul.

As histórias giram em torno de Lucas, menino de oito anos que mora num condomínio. Sua família e os funcionários do prédio constroem o rol de personagens da tira cômica.

A sessão de autógrafos será no próximo sábado, às 19h30.

 

Bichinhos de Jardim. Crédito: reprodução do blog da autora 

 

Outra série que ganhou uma coletânea foi "Bichinhos de Jardim" (BlogBooks, R$ 29,90). A obra traz mais de 200 tiras, veiculadas desde 2006 no blog da autora, Clara Gomes.

O livro foi resultado da conquista do Prêmio Blog Books, promovido no meio do ano.

O grupo responsável pela premiação indica blogs em diferentes categorias e usa a popularidade das páginas virtuais para alimentar a votação on-line.

Bichinhos de Jardim foi o mais votado dos dez selecionados na área de quadrinhos. A série mostra situações vividas diferentes bichos, em particular um caramujo e uma joaninha.

                                                         ***

Uma festa no começo do mês marcou o lançamento da quarta coletânea de histórias dos namorados roqueiros Roko-Loko e Adrina-Lina (Grrr!, 52 págs.).

Desde o álbum anterior, as obras têm sido publicados pelo selo do autor, Márcio Baraldi.

O mote da série é pôr a dupla principal em situações que dialoguem com o mundo do rock. São comuns nas histórias "participações especiais" de cantores e de bandas.

Este álbum traz histórias publicadas originalmente entre 2004 e 2006 na "Rock Brigade", revista especializa em rock. A coletânea elenca as narrativas em ordem cronológica.

Escrito por PAULO RAMOS às 23h35
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Encadernado vai reunir sequência de Surpreendentes X-Men

 

Surpreendentes X-Men: Destroçados. Crédito: divulgação

 

 

 

 

 

 

 

Álbum do grupo de mutantes da Marvel Comics integra lista de lançamentos da editora Panini para este mês 

 

 

 

 

 

 

 

 


A Panini vai lançar mais um encadernado com histórias dos Surpreendentes X-Men. O álbum faz parte da lista de lançamentos da editora programados para este fim de ano.

A série da Marvel Comics foi premiada nos Estados Unidos. O texto é de Joss Whedon, criador do seriado de TV "Buffy, a Caça-Vampiros". Os desenhos são de John Cassaday.

"Surpreendentes X-Men: Destroçados" vai reunir as histórias dos números 13 a 18 da revista norte-americana dos heróis mutantes. As aventuras já haviam sido publicadas no Brasil, também pela Panini, na revista "X-Men Extra" entre julho e dezembro de 2007.

Segundo a Panini, o álbum terá 156 páginas. O preço não foi informado. Em agosto do ano passado, a editora lançou outro álbum, com as primeiras 12 histórias da série.

                                                          ***

A relação de lançamentos da editora para dezembro inclui também o segundo número da revista mensal "Vertigo". A publicação deveria ter saído em novembro.

A Panini pretende lançar neste mês quatro álbuns da Vertigo e da Wildstorm, selos adultos da norte-americana DC Comics que a editora passou a publicar no Brasil em outubro. Todas as obras trazem séries já iniciadas por aqui.

"Ex-Machina: Fato vs. Ficção" traz seis histórias inéditas do título, que mostra um super-herói como prefeito de Nova York. "Fábulas: A Marcha dos Soldados de Madeira" completa a sequência iniciada pela Pixel, última editora a publicar as séries no Brasil.

"Frequência Global" relança os seis primeiros números. E "Universo Wildstorm por Alan Moore" reúne histórias de diferentes séries escritas pelo criador de "Watchmen". 

Escrito por PAULO RAMOS às 19h25
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13.12.09

Mauricio de Sousa recebe homenagem inédita da ONU

 

 


Mauricio de Sousa recebeu nesta semana homenagem do UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime). A distinção é inédita a um autor de quadrinhos brasileiro.

A placa entregue ao desenhista e empresário registra que a honra se deu por "contribuição em favor da conscientização pública sobre prevenção e combate à corrupção".

A cerimônia de entrega ocorreu em Brasília na última quarta-feira, Dia Internacional contra a Corrupção. 

O ministro Gilson Dipp, do Conselho Nacional de Justiça, também foi homenageado na cerimônia, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Escrito por PAULO RAMOS às 15h44
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12.12.09

Homenagem a dramaturgo reuniu duas gerações de quadrinistas

O Espaço Parlapatões, na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, costuma ser sempre cheio nas noites de sexta. Ontem, estava mais. Até na rua se andava disputando espaço.

No lado de dentro, ocorria um leilão em prol de Mario Bortolotto, baleado ali mesmo, uma semana antes durante tentativa de assalto. O dramaturgo está em recuperação.

Também ali estavam duas gerações de quadrinistas. Juntos e concomitantemente, dividiam a tarefa de desenhar dois grandes painéis, um em cada canto do espaço cultural.

Deixaram sua marca por lá Laerte, Caco Galhardo, Lourenço Mutarelli - cada vez mais de volta aos quadrinhos -, Fábio Cobiaco, Gabriel Bá, Fábio Moon, Rafael Grampá, Rafael Coutinho, Gustavo Duarte, André Kitagawa.

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Kitagawa talvez seja o que tenha uma relação profissional mais eloquente com Bortolotto, figura muito conhecida na Praça Roosevelt.

Em 2006, o dramaturgo levou aos palcos a peça "Chapa Quente", baseada em contos urbanos em quadrinhos feitos por Kitagawa. A apresentação voltou à cena meses depois.

A peça é um dos diálogos entre Bortolotto e os quadrinhos. Na noite de sexta-feira, dia 11, inspirou, involuntariamente, outra. Com gente de peso, de diferentes gerações.

É daquelas notícias simples, mas muito, muito mais importantes e nobres do que tantas outras veiculadas neste blog. Arte em quadrinhos pela vida. Que sirva de exemplo.

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A editoria de entretenimento do UOL registrou alguns momentos da produção coletiva feita no Espaço Parlapatões. As fotos dão uma boa ideia de como foi. Veja neste link.

Escrito por PAULO RAMOS às 18h52
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10.12.09

Loja em SP vende quadrinhos com desconto no fim de semana

Registro rápido. A loja da Devir, em São Paulo, faz neste fim de semana uma maratona de venda de quadrinhos, todos com desconto.

A promoção começa às 22h desta sexta-feira e vai até as 16h do domingo. O local não fecha durante essas 42 horas de evento.

Durante o dia, o desconto mínimo é de 20%. Da meia-noite às seis, aumenta para 40%. Além das vendas, vai haver uma programação com palestras, autógrafos e oficinas.

Esta é a quinta vez que a loja faz a maratona, realizada sempre entre o fim de novembro e o começo de dezembro. A loja fica na rua Teodureto Souto, 624, no Cambuci.

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Nota: também nesta sexta-feira, há o lançamento do segundo número da revista independente "Macaco Albino", de Leandro Robles. A sessão de autógrafos será às 19h30 na HQMix Livraria (Praça Roosevelt, 142, centro).

Escrito por PAULO RAMOS às 13h53
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07.12.09

Autores da Graffiti deixam Quarto Mundo

 

A Rua de Lá, de Evandro Alves. Crédito: imagem cedida pelo autor

 

 

 

 

 

 

 

Página de "A Rua de Lá", álbum que o grupo mineiro programa para 2010

 

 

 

 

 

 

 

 

O grupo da revista mineira "Graffiti 76% Quadrinhos" decidiu não fazer mais parte do Quarto Mundo, selo que reúne autores independentes de todo o país.

A decisão foi oficializada neste mês na lista de discussão dos integrantes, mas já circulava desde o mês passado. O motivo foi diferenças quanto ao modo de funcionamento do grupo.

"O Quarto Mundo não é o que queremos, e nem nós podemos dar ao Quarto Mundo o que o grupo precisa" diz Fabiano Barroso, um dos editores à frente da Graffiti.

O modelo defendido pelos autores mineiros é de uma profissionalização desse setor, que preste serviço a autores e editoras. Como está, eles veem mais quantidade que qualidade.

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O grupo mineiro entrou para o coletivo do Quarto Mundo há pouco mais de dois anos. O ingresso ocorreu pouco depois de o selo ser oficializado, em outubro de 2007.

A revista editada pela Graffiti é uma das principais do setor hoje no país. Cada número reúne histórias de diferentes autores.

A publicação tem sido editada há alguns anos com ajuda de lei de incentivo cultural de Belo Horizonte. A verba permitiu ao grupo produzir também uma série de álbuns nacionais.

Foram lançados quatro até agora, dois neste ano. E há planos de mais cinco.

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Dois dos álbuns estão confirmados. Um se chama "A Rua de Lá" e é produzido por Evandro Alves. É da obra a página que abre esta postagem. O outro trabalho, "Poço", tem roteiro de Bruno Azevêdo.

Os próximos volumes da coleção "100% Quadrinhos" são um dos temas da entrevista que o blog fez com Fabiano Barroso.

Na conversa, ele detalha também como imagina a edição comemorativa da Graffiti, a ser lançada em 2010, quando a revista completa 15 anos. Os planos são de uma obra de luxo, em capa dura, de cerca de 300 páginas.

O contato, feito por meio de uma série de trocas de e-mail, inicia pelo hoje, ou seja, pelos motivos - e as críticas - que levaram o grupo a se desligar do Quarto Mundo. 

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Blog - Por que a Graffiti saiu do coletivo Quarto Mundo?
Fabiano Barroso
- A Graffiti saiu do Quarto Mundo por considerar que o grupo evolui por rota diferente da esperada pela revista. Honestamente, eu desejava que o Quarto Mundo se tornasse uma espécie de "consultoria" relativa aos quadrinhos independentes. Que desenvolvesse soluções de logística para editar, publicar e distribuir quadrinhos, criando uma rede cada vez maior e mais qualificada dentro do mercado. Vejo, porém, o Quarto Mundo como um grupo confuso, sem metas definidas, e que busca crescer por meio do aumento puro e simples de associados, sem se preocupar muito em realizar um trabalho de qualidade. Os líderes do coletivo não se assumem formalmente como tal, por considerar e acreditar que grupo deve ser um organismo horizontalizado, sem qualquer espécie de hierarquia profissional. Isso gera trabalho sem padrão, sem qualidade e sem critério. Acho que o Quarto Mundo, para crescer, tem que diminuir. Apostar e investir na qualidade e na visão dos seus líderes, porque, no final das contas, eles são o Quarto Mundo. Os outros setenta, setenta e cinco associados - Graffiti incluída - não passam de membros esforçados. Seria mais justo, e mais positivo, se todos eles fossem clientes do Quarto Mundo, e não membros.

Blog - Qual o modelo que você e seus colegas têm e que não é visto no Quarto Mundo?
Barroso
- A Graffiti tem um modelo talvez seguido por outras revistas associadas ao coletivo - a "Ragu", por exemplo. Mas os motivos para a nossa saída não passam por aí. Passam, sim, pela falta, como já dito, de um padrão, e de uma certa preocupação formal com a qualidade. O Quarto Mundo é um selo? Se for, é preciso avaliar, sob critérios técnicos ainda não definidos, o que pode e o que não pode vir com o selo Quarto Mundo na capa. E, mesmo se for apenas um coletivo, acho que é preciso instituir um padrão, um caminho a ser trilhado. Estamos falando de um grupo de oitenta e tantas pessoas, isso é impossível de ser feito. Há, no mesmo grupo e com os mesmos poderes, jovens iniciantes e "tiozões" com o trabalho já consagrado nacionalmente. Isso pode ser muito bonito, mas honestamente não traz resultados práticos. Não sou anarquista, acredito na hierarquia profissional. Ainda mais quando o grupo é grande e seus membros estão distantes uns dos outros, fisicamente falando.

Blog - Quando foi formalizada a saída? Houve algum tipo de atrito?
Barroso
- A saída foi formalizada entre mim e alguns dos principais membros há uma semana. Não houve atrito, muito pelo contrário; os membros para quem eu enviei o contato entenderam e aceitaram nosso ponto de vista.

Blog - Você havia comentado comigo que pretendia que a Graffiti se tornasse dependente - e não independente - em 2010. Do que se trata? Houve contato com alguma editora?
Barroso
- Bom, iniciei uma conversa com o Cláudio Martini, da Zarabatana, durante o FIQ [Festival Internacional de Quadrinhos, realizado em outubro em Belo Horizonte]. É bom deixar claro que por enquanto é apenas uma conversa, mas ele tem bastante interesse, como nós também temos, de que a Graffiti e os álbuns "100% Quadrinhos" se tornem parte do catálogo da editora. Acho que depende apenas de formalizar a parceria, e para isso dependemos da aprovação de nosso projetos em trâmite. A Zarabatana é uma editora linda, trabalha com tiragens baixas, está
montando aos poucos o seu catálogo, que guardadas as devidas proporções lembra o da [norte-americana] Fantagraphics. Acreditamos que será um casamento e tanto. E acredito que pode ser esta a saída editorial para a Graffiti. A Zarabatana está crescendo com muita qualidade, e penso que quem gosta do que é publicado pela editora gosta também da Graffiti, há uma afinidade muito grande entre a editora e o trabalho desenvolvido pela gente.

Blog - Para 2010, de onde virá a verba dos títulos programados? Da lei de incentivo de Belo Horizonte?
Barroso
- Não temos certeza de nada, pois aguardamos aprovação. Temos projetos previstos na lei de incentivo à cultura de Belo Horizonte e na Lei Rouanet.

Blog - Queria que me detalhasse os próximos álbuns da coleção "100% Quadrinhos".
Barroso
- Essa resposta é um tanto complicada, mais por causa da inconstância dos autores do que por incerteza de publicação. O que posso te dizer é que o Evandro Alves está finalizando o trabalho dele, e ele até publicou algumas coisas em seu blog, e o Bruno Azevêdo está fazendo o trabalho dele, "Poço", em parceria com um desenhista maranhense.

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Nota: o blog entrou em contato com Cláudio Martini, editor da Zarabatana. Ele reforça as informações de Fabiano Barroso: há o contato, mas nada acertado ainda. 

Escrito por PAULO RAMOS às 10h55
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06.12.09

 Questão anulada do Enem trazia história em quadrinhos

 

 

 

 

 

 

Pergunta era baseada na história ao lado e trazia duas respostas possíveis

 

 

 

 

A questão do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) anulada na noite deste domingo era baseada em uma história em quadrinhos, reproduzida do site "Releituras".

O teste foi cancelado pelo Inep (Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais) por trazer duas respostas possíveis.

A pergunta integrava a prova de Linguagens e Outros Códigos, aplicada na tarde deste domingo. O enunciado pedia que o estudante dissesse qual dos trechos dos balões seguia rigorosamente a variante culta da língua.

A mesma prova trazia outras duas questões baseadas em tiras, uma de "La Vie En Rose", de Adão Iturrusgarai, e outra de "Hagar, o Horrível", de Dik Browne. 

Escrito por PAULO RAMOS às 00h05
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05.12.09

Turma da Mônica ganha nova chance no formato de bolso

 

  

 

 

Livros de tiras integram coleção da L&PM e começaram a ser vendidos neste mês 

 

 

 

 

As tiras da Turma da Mônica voltaram a ser publicadas no formato de livro de bolso, agora pela L&PM. Os dois primeiros começaram a ser vendidos neste mês (R$ 11 cada um).

"Mônica Tem Novidades" e "Cebolinha em Apuros" integram da linha de pockets da editora gaúcha, líder desse segmento no país. Outros oito livros estão programados.

A L&PM havia anunciado os títulos com personagens de Mauricio de Sousa em agosto deste ano. Outros volumes trarão tiras de Magali, Cascão, Penadinho e Os Sousa.

No caso de Os Sousa, trata-se da volta de um material raro. Voltado ao leitor adulto, trazia as confusões da família que intitulava a série, publicada nas décadas de 1970 e 80. 

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A Panini, que publica os quadrinhos dos Estúdios Mauricio de Sousa e que detém a prioridade na edição do material, havia lançado cinco livros de bolso em junho de 2008.

As obras traziam tiras de Mônica, Cebolinha, Chico Bento, Penadinho e Bidu.  Foram editadas no mesmo formato da L&PM e também com duas tiras verticais por página.

A editora havia anunciado, à época, que a coleção "As Melhores Tiras" seria publicada regularmente. Não passou do primeiro número. Ganha nova chance, agora, pela L&PM.

Os livros de bolso são o único filão em que a Panini não conseguiu bons resultados. A multinacional lidera o mercado de bancas e tem conquistado mais espaço nas livrarias.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h06
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02.12.09

Álbum nacional sobre história de Cristo tem lançamento em SP

 

Yeshuah - Assim em Cima Assim Embaixo. Crédito: Laudo Ferreira Júnior

 

 

 

 

 

 

"Yeshuah - Assim em Cima Assim Embaixo", de Laudo Ferreira Júnior e Omar Viñole, narra a vida de Cristo do ponto de vista hebraico 

 

 

 

 

 

 

 

Um álbum nacional que narra a vida de Jesus Cristo sob outro ponto de vista tem lançamento nesta sexta-feira à noite em São Paulo.

"Yeshuah - Assim em Cima Assim Embaixo" (Devir, 160 págs., R$ 23) reconta a história bíblica com um olhar não ocidental.

Os nomes, por exemplo, vêm da forma hebraica. Jesus é Yeshuah. Maria, Mirian.

O trabalho é, talvez, o mais autoral de Laudo Ferreira Júnior, que assina a obra com Omar Viñole. Laudo pesquisa o tema há anos.

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A proposta é que este seja o primeiro livro de uma trilogia.

Inicialmente, este volume de estreia iria ser publicado pela HQM, como este blog noticiou em agosto do ano passado.

O livro migrou, neste ano, para a Devir. Segundo o autor, a troca foi motivada por um intervalo sem contato por parte dos editores.

Leia as duas reportagens do blog sobre nas postagens de agosto de 2008 e de 25 de setembro deste ano.                        

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Serviço - Lançamento de "Yeshuah - Assim em Cima Assim Embaixo". Quando: sexta-feira (04.12). Horário: 19h30. Onde: HQMix Livraria. Endereço: Paraça Roosevelt, 142, centro de São Paulo. Quanto: R$ 23.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h13
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