23.05.11

Mauricio de Sousa, o homenageado do FIQ

 

  • Desenhista e empresário será principal destaque do festival de quadrinhos
  • Criador da Turma da Mônica está entre os mais de 60 convidados do evento
  • Sétima edição do FIQ será realizada entre 9 e 13 de novembro em Belo Horizonte

 

Mauricio de Sousa, durante entrega do Troféu HQMix, em 2010

 


Mauricio de Sousa será o homenageado da sétima edição do FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos), encontro realizado a cada dois anos em Belo Horizonte (MG).

A organização conta com a presença do desenhista e empresário logo na abertura, no dia 9 de novembro. E já estuda ampliar a presença dele por mais alguns dias.

Segundo Afonso Andrade, um dos nomes à frente do festival, a escolha de Mauricio foi a "mais óbvia possível". "Ele ainda não tinha sido homenageado pelo festival", diz, por e-mail.

"Como um dos maiores nomes da história do quadrinho mundial, o FIQ já estava devendo esta homenagem que,  apesar do atraso, vem em um bom momento."

                                                        ***

Andrade diz que a intenção inicial é que o criador da Turma da Mônica participe de um bate-papo e de uma sessão de autógrafos. Mas já se sabe que será mais que isso.

A homenagem, como nas edições anteriores, não se resume apenas à presença do autor no encontro. O nome principal é usado também para construir a identidade visual do evento.

"Teremos também uma exposição alusiva a sua obra", diz Andrade. Além de Mauricio, o FIQ já soma mais de 60 nomes convidados, entre editores, quadrinistas e jornalistas.

A relação foi confirmada na tarde desta segunda-feira com o professor universitário Daniel Werneck, que também cuida da seleção dos convidados do FIQ. 

                                                         *** 

Parte dos nomes já havia sido antecipada pelo blog na postagem de 18.03.

Segundo a relação, virão sete quadrinistas do exterior: Cyril Pedrosa, Cebulski, Eddie Berganza, Jill Thompson, Kelly Sue, Matt Fraction, Park Sang-Sun.

Entre os nacionais, alguns dos nomes são de Minas Gerais: Alves, Chantal, Cris Bolson, Duke, Eddy Barrows,  Eduardo Damasceno e Luis Felipe Garrocho (do site "Quadrinhos Rasos"), Eduardo Pansica, Fabiano Barroso, Guga Schultze, João Marcos Mendonça, Lelis, Luciano Irrthum, Marilda Castanha, Piero Bagnariol, Rodney Buchemi, Ryot, Vitor Cafaggi, Will Conrad e as meninas do site "Lady´s Comics".

Dos outros estados: Adriana Melo, Ana Luiza Koehler, André Conti, André Dahmer, Bira Dantas, Chiquinha, Claudio Martini, Cris Peter, Daniel Esteves, Danilo Beyruth, Eduardo Medeiros, El Cerdo, Fábio Moon, Gabriel Bá, Guazzelli, Gualberto Costa, Flávio Luiz, Flavio Teixeira, Gustavo Duarte, Ivan Reis, Jean Galvão, João Montanaro, Joe Prado, Laerte, Laudo Ferreira Jr., Lourenço Mutarelli, S. Lobo, Mike Deodato, Pedro Franz, Rafael Coutinho, Sidney Gusman, Roberto Ribeiro, Matheus Santolouco e Wander Antunes. Este jornalista também foi convidado.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h23
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15.05.11

Alain Voss (1946-2011)

 

  • Corpo do desenhista será cremado nesta segunda-feira em Lisboa, onde morava
  • Quadrinista morreu na sexta-feira em Portugal, após longo período de internação
  • Alain Voss passou parte da vida no Brasil e ganhou projeção ao publicar na Europa

 

Heilman. Crédito: Alain Voss

 

O corpo do desenhista Alain Voss será cremado nesta segunda-feira, em Lisboa, onde ele morava com a família. Ele morreu na última sexta-feira, vítima de infecção generalizada.

Voss estava internado há algumas semanas num hospital da capital portuguesa. Nos últimos três anos, ele passou por três AVCs (acidentes vasculares cerebrais).

"Fui visitá-lo lá [em Portugal] há uns 20 dias, mas ele não respondia. O olhar já estava distante", disse o amigo Hermes Ursini hoje, por telefone.

Publicitário e ilustrador, Ursini conhece Voss desde a década de 1970. Soube do falecimento por um telefonema dado pela esposa do desenhista, que estava com 65 anos.

                                                         ***

Ursini cedeu a casa a Voss em mais de uma passagem dele pelo Brasil. A trajetória do desenhista foi marcada por uma série de idas e vindas do país.

Voss nasceu na França, em 1946, mas cresceu e teve os primeiros trabalhos publicados no Brasil. Ele retornou à Europa em 1975. Foi um dos primeiros quadrinistas daqui a conseguir projeção no exterior.

O desenhista publicou na "Metal Hurlant", principal revista em quadrinhos francesa de então, e produziu álbuns entre o fim da década de 1970 e o início da seguinte.

Um dos mais polêmicos foi "Heilman". A obra misturava o movimento punk com esoterismo e alusões ao nazismo. Chegou a ser proibida na Alemanha.

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Segundo Ursini, Voss teve passagens pela Grécia e pela Iugoslávia. Retornou ao Brasil em 1981. Ficou até a virada da década, quando voltou à Europa e se estabeleceu em Portugal.

Ele passou a se dedicar mais à ilustração publicitária.

Voss teve mais um regresso ao Brasil em 2009. Nesse período, produziu a série de tiras "Os Zensectos", publicada na revista "Caros Amigos".

Na metade de 2010, a saúde debilitada o levou, uma vez mais, a Lisboa, para ficar com a família. Seu quadro clínico foi piorando desde então.

 

Os Zensectos. Crédito: Alain Voss

 

Escrito por PAULO RAMOS às 14h12
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12.05.11

Dos quadrinhos para o cinema. E vice-versa

 

  • Adaptações de Thor e Capitão América para o cinema pautam série de lançamentos
  • Heróis aparecem em edições especiais que republicam HQs de destaque dos dois
  • Capitão América terá histórias recentes reunidas em dois álbuns de luxo da Panini

 

Marvel Deluxe Capitão América 1. Crédito: editora Panini

 


Ocorre um comportamento circular com os super-heróis que tiveram suas histórias adaptadas para o cinema. 

É como se fosse um bumerangue arremessado, que volta ao mesmo lugar: os quadrinhos servem de base para os filmes e estes pautam uma série de lançamentos em quadrinhos.

O comportamento, comum nos Estados Unidos, é percebido no Brasil também. Exemplo recente: a adaptação de Thor levou a Panini a lançar uma série de especiais com o herói.

A editora também já prepara dois álbuns de luxo com histórias do Capitão América, personagem cujo longa-metragem está previsto para estrear no país no fim de julho.

                                                         ***

A Panini planeja lançar os dois especiais do Capitão América nas semanas que antecedem a estreia. O primeiro, "Marvel Deluxe - Capitão América: O Soldado Invernal", está programado para junho.

Com 304 páginas, o álbum reunir os números de um a nove e de 11 a 14 do título norte-americano do herói. O segundo, programado para o mês seguinte e com 216 páginas, trará as edições 15 a 21.

Os livros reúnem histórias recentes do personagem, que marcaram o retorno de Bucky Barnes, parceiro do herói dos tempos da Segunda Guerra Mundial e dado como morto.

As aventuras já haviam sido publicadas pela Panini na revista mensal "Os Novos Vingadores" e foram produzidas por Ed Brubaker e Steve Epting.

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"Filmes em geral costumam acarretar um pequeno aumento nas vendas na época do lançamento, algo em torno de 20% a 30%", diz Fernando Lopes, editor sênior das revistas dos heróis da Marvel Comics. 

"Mas a retenção costuma ser baixa", acrescenta, "já que os personagens normalmente apresentam grande diferença em relação às suas versões cinematográficas."

Segundo Lopes, o retorno dos especiais varia muito conforme o conteúdo. "Teremos uma boa base de avaliação com esses do Thor e do Capitão."

                                                        ***

Com Thor, a estratégia da editora incluiu especiais e a inclusão do nome do personagem no título da revista mensal do Homem de Ferro, até então único "dono" da publicação.

Dos álbuns programados, um já está à venda, uma compilação das primeiras histórias escritas por J. Michael Straczynski, que também participou do roteiro do filme.

Assim como Capitão América, "Thor - O Renascer dos Deuses" (164 págs., R$ 48) traz aventuras recentes do herói.

A Panini programa também o quarto volume de "Os Maiores Clássicos do Poderoso Thor", de Walt Simonson, tido por muitos leitores como um dos melhores momentos do herói. 

Escrito por PAULO RAMOS às 18h08
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09.05.11

Carlos Trillo (1943-2011)

O roteirista argentino Carlos Trillo morreu nesse domingo, em Londres, para onde havia viajado. Os motivos ainda não são claros. Ele estava com 68 anos.

Trillo era um dos principais autores de histórias em quadrinhos da Argentina. Dono de um texto eclético, transitava bem e com destaque entre diferentes gêneros.

Sua relação com os quadrinhos começou na metade da década de 1970. Ganhou destaque no país ao criar a tira "El Loco Chávez" para o jornal "Clarín".

Ele mesclava o roteiro da série com outras histórias, tanto para revistas como no formato álbum. Muitas delas foram publicadas no exterior.

                                                        ***

Trillo fez parceria com vários desenhistas: Alberto Breccia, Horacio Altuna, Domingos Mandrafina, Eduardo Risso (com que publicou um grande número de álbuns).

Atualmente, a arte de suas histórias costumava ser feita por Lucas Varela. É deles o álbum "Síndrome Guastavino", uma crônica ambientada na ditadura argentina.

Na Europa, tornou-se um roteirista respeitado. Era escritor regular de álbuns franceses e mantinha uma personagem, "Clara da Noite", na revista espanhola "El Jueves".

"Clara da Noite" chegou a ter um álbum lançado no Brasil pela Zarabatana. A editora publicou também outro trabalho dele, "Cicca Dum-Dum".

                                                          ***

Comentário: entrevistei Carlos Trillo para o livro "Bienvenido - Um Passeio pelos Quadrinhos Argentinos". Sempre acessível, era uma memória viva da história dos quadrinhos do país.

O último contato com ele foi no congresso Viñetas Serias, encontro acadêmico realizado em Buenos Aires no segundo semestre do ano passado.

A conferência dele, como era de se esperar, lotou. Era muito respeitado no país, parte pela maneira de ser, parte por ser um roteirista acima da média.

São dele duas das melhores histórias em quadrinhos que tive oportunidade de ler: "Cosecha Verde" e "Las Puertistas del Señor Lopez", inéditas no Brasil. Fará falta.

Escrito por PAULO RAMOS às 13h38
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08.05.11

Iniciada safra 2011 dos livros teóricos

 

  • "Angelo Agostini" mostra trajetória editorial e pessoal do pioneiro das HQs
  • Obra virtual detalha curiosidades dos mangás e da cultura pop japonesa
  • Livro com artigos de pesquisadores discute quadrinhos na educação

 

Angelo Agostini - A Imprensa Ilustrada da Corte à Capital federal, 1864-1910 

 

Diferentes obras lançadas de um mês para cá dão início às publicações teóricas deste ano sobre quadrinhos. Os temas variam, como é próprio dos estudos sobre a área.

As abordagens passam pelos mangás, por Angelo Agostini, tido como pioneiro dos quadrinhos no país, e pelo uso dos quadrinhos na área do ensino.

"História em Quadrinhos & Educação - Formação e Prática Docente" (Umesp, 151 págs., R$ 30) reúne oito artigos sobre aplicação das HQs em diferentes campos pedagógicos.

A obra foi organizada pelos pesquisadores Elydio dos Santos Neto e Marta Regina Paulo da Silva e tem lançamentos nesta segunda e terça-feiras em São Bernardo do Campo (abaixo).

                                                         ***

A trajetória editorial e empresarial do pioneiro dos quadrinhos no Brasil é o tema do livro do pesquisador, professor, jornalista e desenhista Gilberto Maringoni.

"Angelo Agostini - A Imprensa Ilustrada da Corte à Capital Federal, 1864-1910" (Devir, 256 págs., R$ 39,50) compila em livro o doutorado do autor em História Social, de 2006.

A pesquisa, desenvolvida na Universidade de São Paulo, estuda 43 anos de produção gráfica de Agostini. O passar dos anos mudou seu desenho e posicionamentos políticos.

"[Agostini] Revelou um elitismo e um racismo surpreendentes vindos de quem se colocara, anos antes, como porta-voz de uma causa democrática contra a Abolição", explica Maringoni, no final da obra.

                                                          ***

"Cultura Pop Japonesa - Histórias e Curiosidades" faz justamente o que sugere o subtítulo. A obra reúne os bastidores de mangás, animês e seriados japoneses de monstros.

Os temas foram divididos em quatro capítulos. O inaugural aborda especificamente os quadrinhos japoneses, da primeira menção ao termo, no século 19, à produções atuais.

Os autores - Alexandre Nagado, Michel Matsuda e Rodrigo de Goes - relembram também as primeiras produções nacionais de mangás.

A obra foi feita para ser lida e comercializada na internet (203 págs., R$ 10,90). A compra é feita por meio do blog de Nagado, autor de outros livros sobre o tema. 

                                                          ***

Serviço - Lançamentos de "Histórias em Quadrinhos & Educação - Formação e Prática Docente".
-  Quando: segunda-feira (09.05). Horário: 19h30. Onde: campus Vergueiro da Universidade Metodista de São Paulo. Endereço: avenida Senador Vergueiro, 1.301, São Bernardo do Campo (SP).
-  Quando: terça-feira (10.05). Horário: 9h30. Onde: Centro de Convivência da Universidade Metodista de São Paulo. Endereço: rua Alfeu Tavares, 149, São Bernardo do Campo (SP).

Escrito por PAULO RAMOS às 22h33
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07.05.11

Conrad oficializa fim da maior parte dos mangás 
  • Editora paulista suspendeu em definitivo negociação com Shueisha, de Dragon Ball
  • Informação foi apresentada em carta ao leitor, veiculada via Twitter
  • Conrad diz que irá retomar "Cavaleiros do Zodíaco", "Battle Royale" e reeditar "Gen"

 

Battle Royale 9. Crédito: editora Conrad

 


Uma novela que se arrastava há mais de três anos teve seu último capítulo neste encerramento de semana: a Conrad suspendeu em definitivo a maior parte de seus mangás.

A informação foi oficializada em uma carta direcionada ao leitor, veiculada via site de relacionamentos Twitter e assinada por Rogério de Campos, diretor editorial da Conrad.

O texto põe um ponto final nas negociações com a Shueisha, principal editora japonesa de mangás e detentora dos direitos de séries como "Dragon Ball" e "One Piece".

Segundo a carta, houve "exigências impossíveis de serem satisfeitas" pela editora.

                                                          ***

"Durante os últimos anos, nos esforçamos muito para que chegássemos a uma solução que permitisse continuarmos publicando os títulos dessa editora no Brasil", escreve Campos.

"Para nós, a questão nem era de interesse financeiro, mas do desejo de continuar o trabalho que havíamos iniciado. Infelizmente, tudo o que pudemos e fizemos não foi o bastante."

"Por isso, estamos anunciando a suspensão da publicação dos títulos vinculados à Shueisha em definitivo."

A circulação havia sido interrompida nos últimos anos. Desde então, a editora paulista vinha informando ao blog que mantinha as negociações e que tentava chegar a um acordo.

                                                         ***

Apesar da suspensão, agora em definitivo, a Conrad anunciou na carta a retomada de duas séries - no segundo semestre - e a reedição de outra.

A editora diz que irá voltar a publicar "Battle Royale", mangá que deixou de circular em dezembro de 2007, a poucos números do fim.

"Cavaleiros do Zodíaco Episódio G" será retomada do ponto onde havia parado pela editora.

A reedição é da série autobiográfica "Gen Pés Descalços", de Keiji Nakazawa, publicado entre 2000 e 2001. A história mostra a difícil realidade de vítimas da bomba de Hiroshima.

                                                         ***

O blog tentou conversar com Rogério de Campos no começo da noite desta sexta-feira.

Por e-mail, ainda não houve retorno. Por telefone, a resposta é que ele já havia saído da editora. O contato foi feito às 18h30.

A incógnita, agora, é saber o destino dos demais mangás, alguns deles bastante populares, inclusive no Brasil.

Atualmente, duas editoras daqui publicam títulos da Shueisha: Panini e JBC.                      

Escrito por PAULO RAMOS às 01h28
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02.05.11

Governo de São Paulo renova ProAC com mesmas regras

 

  • Edital paulista mantém verba de R$ 25 mil para cada um dos projetos selecionados
  • Programa da Apoio Cultural irá selecionar dez propostas de histórias em quadrinhos
  • Prazo de inscrição para esta quarta edição vai de 4 de maio a 17 de junho

 

Há nos bastidores uma declarada disputa por espaço interno no PSDB entre o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e seu antecessor, o ex-candidato a presidente José Serra.

A briga entre os dois políticos tucanos, pelo que se vê, não afetou o ProAC (Programa de Ação Cultural), que banca a produção de histórias em quadrinhos.

O projeto estadual terá uma quarta edição neste ano. Os detalhes foram disponibilizados nesta segunda-feira no site da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.

O edital manteve as mesmas regras das edições passadas. O governo irá bancar a produção de dez álbuns, pagando R$ 25 mil a cada um dos autores.

                                                         ***

Outros itens do edital também foram reprisados. Os autores selecionados deverão promover, como contraparte, oficinas de no mínimo oito horas a preços populares.

Cada obra deverá ter tiragem mínima de mil exemplares (200 serão doados ao governo). O prazo de produção é de oito meses. As inscrições vão de 4 de maio a 17 de junho.

O programa tem sido um dos principais estímulos à produção de quadrinhos nacionais nos últimos anos. A iniciativa recebeu em 2010 o Troféu HQMix de contribuição à área.

Uma das obras produzidas por meio do edital foi "Bando de Dois", de Danilo Beyruth, tida como um dos principais trabalhos nacionais publicados no ano passado.

                                                         ***

Os dados sobre o edital estão disponíveis no site da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Para acessar, clique aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 22h20
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