28.07.11

A volta de Los Três Amigos

 

  • Quadrinhos da Cia. vai lançar coletânea da série de Angeli, Laerte e Glauco
  • Editora programa publicar a obra no ano que vem, incluindo extras inéditos
  • Lista de lançamentos inclui tiras de Laerte e charges de guerra de Angeli

 

Los Três Amigos. Crédito: reprodução

 

As histórias de Los Três Amigos serão reunidas numa edição de luxo. A obra será lançada pelo Quadrinhos da Cia. e está programada para o ano que vem.

Segundo a editora, o contrato com os autores foi fechado há três meses. O nome do álbum ainda não foi definido. Sabe-se, no entanto, que terá algumas páginas nunca publicadas.

"Os originais estão sendo restaurados, com algum material de extras inéditos", diz André Conti, editor responsável pelo selo de quadrinhos da Companhia das Letras.

Ainda de acordo com Conti, a reunião de histórias irá pegar todas as fases da série, do início, apenas com Angeli, Laerte e Glauco, até a inclusão de Adão Iturrusgarai à trupe.

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O interesse do Quadrinhos da Cia.  não se limita a apenas a essa obra. A editora fechou contrato para publicar também duas outras antologias, uma de Laerte, outra de Angeli.

De Laerte, será uma reunião das tiras feitas por ele nos últimos anos para a "Folha de S.Paulo" e reproduzidas, depois, no "Manual do Minotauro", blog mantido pelo desenhista.

Ainda não se sabe se serão todas as tiras ou apenas uma seleção delas. A data de lançamento também não foi definida.

De Angeli, será uma coletânea das charges de guerra feitas por ele também para a "Folha de S.Paulo". O livro pode ser lançado ainda neste semestre.

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A participação no jornal paulista foi apenas um dos pontos em comum entre Angeli, Laerte e Glauco, morto em março de 2010.

Nas charges e nas tiras, produziam isoladamente. Em conjunto, criaram para as revistas da Circo Editorial na segunda metade da década de 1990 e fizeram "Los Três Amigos".

Os desenhistas se inspiraram no filme "Três Amigos!", de 1986. A versão em quadrinhos ironizava as histórias de faroeste ambientadas na divisa com o México.

Angeli era Angel Villa, Laerte, Laerton, e Glauco, Glauquito. A primeira história foi publicada em novembro de 1987, na revista "Chiclete com Banana". Na década seguinte, o trio virou quarteto com a entrada de Adão. Desde então, não é mais produzida. 

Escrito por PAULO RAMOS às 16h30
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27.07.11

Definidos projetos de edital paulista de quadrinhos

 

  • Nomes dos dez projetos vencedores foram divulgados nesta quarta-feira
  • Lista inclui adaptação do romance "Dom Casmurro", de Machado de Assis
  • Edital do governo paulista dará R$ 25 mil a cada um dos autores selecionados

 

Dom Casmurro. Crédito: Mario Cau

 

A Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo divulgou os nomes dos dez projetos selecionados no edital de incentivo à produção de histórias em quadrinhos.

Os autores e os títulos das obras foram publicados na edição desta quarta-feira do "Diário Oficial" do estado. Cada proponente irá receber R$ 25 mil para produzir a obra.

A lista deste ano trouxe uma novidade em relação às edições anteriores, uma proposta de adaptação literária do romance "Dom Casmurro", de Machado de Assis (imagem acima).

Veja a seguir os dez autores e projetos selecionados:

  • Mario Cau - Dom Casmurro
  • Céu D´Ellia - Zu Kinkajú
  • Luiz Carlos Fernandes - Alma: A História da Praça Esportiva Mais Antiga do País
  • Roberto Skubs Sobrinho - Fade Out: Suicídio sem Dor
  • Marcelo Shun Izumi - A Jornada de Gugu e Leo
  • Pablo Carranza - Se a Vida Fosse como na Internet
  • Éder Gil de Souza - Seu Turno
  • Leandro Melite Moraes - A Desistência do Azul
  • George Victor Schall - Sabor Brasilis
  • Daniel Esteves - Quilômetros Blues

É a quarta vez que o governo estadual reprisa o edital do ProAC (Programa de Ação Cultural). Na edição deste ano, houve 136 projetos inscritos, como o blog noticiou em 10.07.

Da seleção passada, só um dos dez trabalhos selecionados foi publicado até o momento: "A Chave do Universo - As Nove Máscaras e o Eneagrama", de Alexandre Montandon.

Outro está na gráfica: "Histórias do Clube da Esquina", de Laudo Ferreira Jr. e Omar Viñole. A obra será publicada pela editora Devir.

O edital paulista tem se tornado um dos principais estímulos recentes à produção de quadrinhos no país. Em 2010, recebeu um Troféu HQMix pela contribuição dada à área.

Escrito por PAULO RAMOS às 18h12
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24.07.11

Vídeo mostra premiação de Daytripper nos Estados Unidos

Caiu no YouTube um vídeo que mostra a premiação de "Daytripper", dos brasileiros Gabriel Bá e Fábio Moon, no Eisner Awards, espécie de Oscar dos quadrinhos nos EUA.

A cerimônia ocorreu na San Diego Comic Con na noite de sexta-feira (madrugada de sábado aqui no Brasil). O trabalho venceu na categoria melhor minissérie.

O começo do vídeo ficou um pouco fora de enquadramento, algo justificável por conta da euforia após o anúncio da premiação. Depois tudo se ajeita e é possível ouvir o discurso.

Lá pelas tantas, Fábio Moon, visivelmente empolgado, solta: "It´s awesome. It´s really awesome... like fora pra caralho!". Pode ser visto neste link.

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Leia mais sobre a premiação de Gabriel Bá e Fábio Moon no Eisner Awards, que também foi conquistado por outro brasileiro, Rafael Alburquerque, na postagem abaixo.

Escrito por PAULO RAMOS às 12h04
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23.07.11

Brasileiros são premiados nos Estados Unidos

 

  • Gabriel Bá, Fábio Moon e Rafael Alburquerque venceram o Eisner Awards
  • Prêmio, entregue neste fim de semana, é considerado o Oscar das HQs nos EUA
  • Desenhistas se destacaram pelas séries "Daytripper" e "Vampiro Americano"

 

Daytripper, de Gabriel Bá e Fábio Moon 

Eisner Awards, recebido por Gabriel Bá e Fábio Moon

 

Numa entrevista ao blog em julho de 2007, um ano antes de Gabriel Bá e Fábio Moon conquistarem o primeiro prêmio nos Estados Unidos, eles diziam o que buscavam no país.

A dupla queria ser reconhecida no mercado norte-americano como contadores de histórias, e não apenas como desenhistas. Conseguiram neste fim de semana.

Uma das histórias dos dois irmãos gêmeos, "Daytripper", venceu o Eisner Awards na categoria melhor minissérie. O prêmio é considerado o Oscar dos quadrinhos nos EUA.

O trabalho recebeu menção também no item colorização. Dave Stewart, responsável pelas cores, atuou ainda em outros títulos.

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O outro brasileiro premiado foi Rafael Albuquerque. A revista que ele desenha nos Estados Unidos, "Vampiro Americano", venceu na categoria melhor nova série.

No Twitter, o estreante Alburquerque vinha registrando estar bastante nervoso momenos antes da premiação. Após receber o troféu, agradeceu a todos os que torceram por ele.

"Muito obrigado a todos os que torceram pelo Eisner. Foi foda demais. Amo vocês", escreveu. Bá postou a foto do troféu, reproduzida logo acima.

"Vampiro Americano" tem roteiro de Scott Snyder e do famoso escritor Stephen King e é publicado no Brasil na revista mensal "Vertigo", da editora Panini.

                                                        ***

É também a Panini que irá publicar neste semestre o ainda inédito por aqui "Daytripper". A editora optou por lançar a versão encadernada, que reúne os dez capítulos da minissérie.

A antologia é a mesma que foi incluída, em fevereiro deste ano, na lista de mais vendidos do jornal "New York Times", na categoria coletâneas.

“Daytripper” se passa no Brasil e mostra diferentes momentos da vida de Brás de Oliva Domingos.

Escritor de obituários, ele é instado e enfrentar tanto a morte quanto as diferentes situações que a vida lhe apresenta.

                                                         ***

A minissérie foi publicada pela Vertigo, sleo adulto da DC Comics, mesma editora de Batman, Super-Homem e Mulher-Maravilha.

É a obra de maior fôlego da dupla, que iniciou os trabalhos em quadrinhos em 1997 com o fanzine (forma de publicação independente, feita em sulfite) “10 Pãezinhos”.

Desde então, Bá e Moon têm se firmado no mercado nacional e norte-americano, onde têm atuado nos últimos anos, mais como desenhistas de outras séries.

Os dois já venceram o Eisner Awards em 2008, pela publicação independente “5”, da qual participou outro brasileiro, Rafael Grampá. No ano seguinte, Bá teve três indicações.

                                                         ***

A cerimônia de entrega do Eisner Awards ocorreu na San Diego Comic Con, tradicional convenção estadunidense de histórias em quadrinhos e cultura pop.

A festa foi realizada na noite dessa sexta-feira (madrugada de sábado aqui no Brasil).

Os três desenhistas estiveram presentes à entrega dos prêmios. No caso específico de Bá e Moon, eles participam da convenção, anualmente, desde a virada do século.

Um esforço do qual colhem os frutos agora. No Brasil, eles preparam uma adaptação do romance "Dois Irmãos", de Milton Hatoum, a ser publicado pelo Quadrinhos da Cia.

Escrito por PAULO RAMOS às 11h23
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22.07.11

Capitão América volta a ser protagonista de revista

 

  • Depois de anos, personagem volta a encabeçar o título de uma revista mensal
  • Publicação da Panini está programada para as próximas semanas
  • Lançamento se pauta no filme do herói, que estreia no Brasil no dia 29

 

Capitão América e os Vingadores Secretos 1. Crédito: editora Panini

 

Faz 11 anos que os leitores brasileiros viram pela última vez o nome Capitão América no título de uma revista em quadrinhos mensal. O personagem agora volta ao protagonista.

Ele irá encabeçar, uma vez mais, uma publicação mensal, "Capitão América e os Vingadores Secretos" (Panini, 84 págs.).

Segundo a editora, a revista está programada para chegar às bancas um pouco depois da exibição do filme do personagem, que estreia no Brasil no próximo dia 29.

O longa-metragem, aliás, é o mote desse retorno ao destaque de uma revista própria. Dividida com outro projeto cinematográfico, o do supergrupo Vingadores.

                                                         ***

"Com o filme dos Vingadores a caminho, é fundamental divulgar a marca", diz Fernando Lopes, editor sênior da Mythos, que cuida da produção das revistas da Panini no Brasil.

"A Marvel vem investindo fortemente na linha dos Vingadores há alguns anos, e os filmes inspirados nos três membros mais importantes do grupo — Homem de Ferro, Thor e agora o Capitão — ajudam a divulgá-los pro grande público. Assim, nada mais natural que investir nesses personagens."

Segundo ele, a experiência em traduzir nas revistas o impacto dos longas tem sido positiva. Cita como exemplo o Homem de Ferro, que também ganhou revista própria, em 2010.

"O título dele surgiu com o filme e vem se mantendo bem, ainda mais com a passagem do Thor pra revista. São personagens que por muito tempo foram relegados a uma posição secundária, apesar de seu peso pro contexto do Universo Marvel. É bom vê-los tendo o destaque que merecem."

                                                         ***

O Poderoso Thor, Homem de Ferro e Capitão América protagonizaram revistas desde 1967, quando a linha Marvel ainda engatinhava no Brasil pela extinta Ebal (Editora Brasil-América).

Era comum, nesses primeiros anos, dois ou três dos personagens dividirem o nome da publicação. Do trio de heróis, Capitão América foi o que teve maior destaque.

Ele estava à frente de títulos da Bloch (1975-1977, 20 números) e da Abril, em dois momentos (1979-1997, 214 números; projeto Heróis Renascem, 1998-1999, 12 números).

Desde a virada do século, o herói dividia as páginas das publicações com outros personagens da norte-americana Marvel Comics.

                                                        ***

A exemplo de outros filmes de super-heróis, a Panini programou lançamentos especiais em torno do personagem, criado em 1941 por Jack Kirby e Joe Simon, por conta da guerra.

Perto da estreia do longa, a editora irá pôr nas bancas uma edição de "Marvel + Aventura" com as origens de Capitão América e de seu principal inimigo, o Caveira Vermelha.

A outra parte dos títulos havia sido antecipada pelo blog em 12 de maio. A editora publica uma antologia, em dois volumes e em capa dura, das histórias mais recentes dele.

O herói é também um dos personagens de "Projeto Marvels", obra já lançada, que reconta os primeiros dias dos heróis da franquia durante a Segunda Guerra Mundial.

Escrito por PAULO RAMOS às 14h20
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18.07.11

Por que Necronauta mudou de editora?

 

  • Segundo volume do personagem nacional sairá pela Zarabatana, e não pela HQM
  • Danilo Beyruth, autor da série, diz que prazo motivou a mudança de editora
  • Número anterior havia sido selecionado pelo governo para ser levado a escolas

 

 Necronauta. Crédito: site http://www.uarevaa.com/

 

A surpresa foi anunciada a mim e a outros dois colegas, no último sábado, no café da manhã onde estavam hospedados os convidados do Gibicon, realizado em Curitiba.

Quem trazia a notícia era o editor da Zarabatana, Claudio Martini. O segundo volume de "Necronauta" sairia pela editora dele, e não mais pela HQM, como vinha sendo anunciado.

A primeira pergunta feita a ele foi o motivo da mudança. Ele se limitou apenas a dizer que o álbum será publicado nos próximos meses.

Outras questões deveriam ser feitas diretamente ao autor, Danilo Beyruth. Foi o que o blog fez nesta segunda-feira, por e-mail.

                                                          ***

"Na verdade não existe nenhuma grande polêmica ou fato por trás dessa decisão", diz.

"O que aconteceu foi que, até mesmo por um atraso meu em produzir o material, a HQManiacs talvez não conseguisse editar o álbum no tempo que gostaria."

"Como não havia nenhum contrato me obrigando a ficar com eles para um segundo volume, optei por procurar outra editora."

"A primeira a ser consultada, é claro, foi a Zarabatana, que aceitou de pronto."

                                                          ***

O "é claro" da resposta de Beyruth é por conta da bem-sucedida parceria em torno do álbum "Bando de Dois", lançado em 2010 e um dos mais comentados do ano.

Necronauta havia sido publicado inicialmente de forma independente. As histórias mostram a forma como o personagem ajuda as pessoas a chegar ao além-vida.

O volume lançado pela HQM em dezembro de 2009 reunia as histórias avulsas. A obra foi selecionada pelo governo federal para ser levada a bibliotecas escolares de todo o país.

Este novo número traz tramas inéditas. A HQM não lançou novos títulos neste ano. Um dos mais aguardados é a continuação da série norte-americana "Mortos-Vivos". 

Escrito por PAULO RAMOS às 23h34
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15.07.11

Todos os olhares se voltam para Curitiba

 

  • Capital paranaense sedia de hoje a domingo encontro internacional de quadrinhos
  • Gibicon procura inserir cidade no circuito nacional de eventos do setor
  • Programação inaugura série de encontros, que serão realizados neste semestre

 

Gibicon. De 15 a 17 de julho, em Curitiba

 

Curitiba se insere a partir desta sexta-feira no circuito nacional de encontros de histórias em quadrinhos. O Gibicon irá reunir até domingo tanto convidados nacionais quanto de fora.

Os nomes já circulam nas redes sociais há pelo menos um mês. Dos internacionais, a maior parte dos convidados é da Europa.

Da Itália, vêm os desenhistas Fabio Civitelli e Lucio Filippucci, o jornalista e roteirista Luca Raffaelli e o produtor Tommaso D’Alessandro. Da Alemanha, Jens Harder.

Da França, Hervé Bourhis, autor de "Pequeno Livro dos Beatles". Fora do Antigo Continente, a exceção é o argentino Salvador Sanz, do álbum "Noturno".

                                                         ***

Os nomes de fora se juntam aos daqui para compor as várias mesas, oficinas e palestras que compõem os três dias de encontro.

A lista de brasileiros ligados à área de quadrinhos é ao mesmo tempo longa e eclética. Mas pode ser agrupada por afinidades regionais ou profissionais.

Do Paraná, por exemplo, estarão presentes os desenhistas André Caliman, Benett, Carlos magno, Fulvio Pacheco, Paixão, Solda, Rômolo, Pryscila Vieira e Guilherme Caldas.

Também integra a lista regional o roteirista Leonardo Melo e DW, desenhista curitibano que hoje mora em São Paulo. A produção local será tema de duas das mesas da programação.

                                                         ***

De fora do estado, há autores de álbuns, casos de André Diniz e Lourenço Mutarelli, e do meio independente, como a dupla Lídia Basoli e Sergio Chaves, da "Café Espacial".

Mas o predomínio é mesmo de desenhistas brasileiros que atuam no mercado externo, em particular o norte-americano. 

A lista inclui Ricardo Manhães, Eddy Barrows, Erica Awano, Fábio Moon, Gabriel Bá, Ibraim Roberson, Ivan Reis, Joe Benett, Joe Prado e Klebs Jr.

O Gibicon irá contar também com as presenças dos editores André Conti da Quadrinhos da Cia., Claudio Martini, da Zarabatana, e Guilherme Kroll, da Balão Editorial.

                                                        ***

Também integro a programação, assim como os jornalistas Sidney Gusman e Marden Machado e o crítico e tradutor Érico Assis.

Mas a lista não explicita um outro nome, que permeia todas as mesas do encontro de quadrinhos: o curitibano José Aguiar.

O desenhista é a peça-chave do evento, que vem sendo rascunhado há meses em contatos locais e externos, e não só entre autores.

A existência do encontro se deve muito ao esforço dele. O objetivo de Aguiar é fazer destes três dias um marco zero, uma espécie de projeto piloto para as próximas.

                                                          ***

A Gibicon de Curitiba dá a largada para uma série de outros eventos de histórias em quadrinhos, que serão realizados nos próximos meses em diferentes capitais.

Entre os principais, figuram a segunda edição do Rio Comicon, em princípio programada para 20 a 23 de outubro, e o 7º FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos), no mês seguinte.

Apesar de ser realizado pouco depois, entre 9 e 13 de novembro, em Belo Horizonte (MG), a organização do FIQ já se adiantou e divulgou os nomes dos convidados do evento.

A lista passa de 60 nomes, como o blog noticiou em maio. O homenageado desta edição será o desenhista e empresário Mauricio de Sousa.

                                                         ***

Nota: é ético de minha parte registrar que participo do Gibicon a convite da organização.

                                                         ***

Serviço - Gibicon. Quando: de hoje (15.07) a domingo (17.07). Onde: diferentes locais de Curitiba; a lista de endereços e a programação completa pode ser vista no site do encontro de quadrinhos. Quanto: de graça.

Escrito por PAULO RAMOS às 00h46
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10.07.11

Edital paulista recebe 136 projetos

 

  • Lista com nomes dos inscritos faz parte da primeira etapa do processo seletivo
  • Programa de apoio à produção de quadrinhos irá escolher dez projetos
  • É a quarta vez que o edital de incentivo é realizado no Estado de São Paulo

 

A Chave do Universo. Crédito: Qualidade em Quadrinhos Editora

 

A Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo recebeu 136 projetos para a edição deste ano do ProAC (Programa de Ação Cultural), edital de incentivo à produção de quadrinhos.

A lista traz tanto nomes conhecidos (como os de Eloar Guazzelli, Fábio Yabu e Klébs Jr.) quanto autores já contemplados em anos anteriores (Custodio, Orlandeli, entre outros).

O rol de inscritos faz parte do processo seletivo. O próximo passo é definir os dez projetos que serão escolhidos. Cada autor recebe R$ 25 mil para produzir um álbum.

Esta é a quarta vez que o edital é feito no Estado de São Paulo. As outras edições geraram trabalhos como o elogiado "Bando de Dois", de Danilo Beyruth.

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Dos dez projetos selecionados em 2010, só um foi publicado até o momento, "A Chave do Universo - As Nove Máscaras e o Eneagrama", de Alexandre Montandon (Qualidade em Quadrinhos Editora, 64 págs., R$ 39,90).

O álbum é direcionado ao público infanto-juvenil e discute a importância do ser humano.

A obra é um bom exemplo de como funciona a contraparte do edital. O autor tem de doar 200 exemplares ao governo e oferecer oficinas a preços populares.

Montandon irá fazer o workshop no próximo dia 23, das 10h às 19h, em São Paulo (no Espaço Tatuapé, rua Antônio de Barros, 2391, 11ºandar). O valor é R$ 10. 

                                                         ***

Nota: a relação completa dos inscritos no edital, bem como os nomes dos projetos, pode ser vista neste link.

Escrito por PAULO RAMOS às 23h01
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