16.12.11

A volta de One Piece, Dragon Ball e Monster

 

  • Panini anuncia para 2012 retorno de "One Piece", "Dragon Ball" e "Monster"
  • Segundo editora, "One Piece" será o primeiro dos três a ser lançado, em janeiro
  • Mangá terá duas revistas: uma com capítulos inéditos; outra, do início

 

One Piece

 

A Panini irá retomar as séries "One Piece", "Dragon Ball" e "Monster", que deixaram de ser publicadas pela Conrad em 2008. A informação foi divulgada à imprensa, por e-mail.

Segundo o texto da assessoria da editora, o primeiro título a ser lançado será "One Piece", de Eiichiro Oda, hoje um dos maiores sucessos de venda no Japão.

A editora pretende publicar duas revistas ao mesmo tempo, ambas programadas para janeiro. Uma será bimestral e irá trazer capítulos inéditos.

A outra irá relançar a série do início e terá periodicidade mensal. Cada um dos mangás irá custar R$ 10,90.

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O texto enviado à imprensa - chamado de "release" no meio jornalístico - não detalha como serão publicados os outros dois mangás nem em que mês de 2012.

"Monster" também havia sido interrompido antes do final. A série de Naoki Urasawa teve dez volumes lançados. São 18 ao todo.

"Dragon Ball", de Akira Toryiama, já foi lançado no Brasil mais de uma vez. A última versão reunia os capítulos em versão livro. Ainda é um dos mangás de maior repercussão.

As informações enviadas à imprensa registram também que a Panini irá lançar novas edições de "Gantz", "Ouran" e "Brave", que já integram o catálogo da editora.

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A Conrad oficializou em maio deste ano o fim das negociações para retomar os mangás da Shueisha, editora de "One Piece" e "Dragon Ball". Leia mais na postagem de 07.05.

Escrito por PAULO RAMOS às 12h32
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12.12.11

Câmara finaliza projeto de reserva para quadrinhos nacionais

  

  • Versão final do projeto será publicada nesta semana e encaminhada para votação
  • Se aprovado, texto será encaminhado ao Senado para ser avaliado
  • Proposta prevê que editoras publiquem 20% de conteúdo nacional; para jornais, 50%

 

A Câmara dos Deputados finaliza nesta semana o projeto de lei que obriga editoras de quadrinhos a reservar no mínimo 20% para trabalhos nacionais. Nos jornais, são 50%.

A proposta passa por uma revisão final nesta segunda-feira. O relator do projeto, Rui Costa (PT-BA), programa publicar o texto no meio desta semana.

Segundo o deputado federal, o projeto passa, depois, por votação na Comissão de Educação da Câmara. Ele diz que irá incluir na pauta da reunião deste mês.

Se aprovado, será encaminhado ao Senado. Lá, passará por novo trâmite nas comissões da casa. Caso tenha nova aprovação, vai para sanção da presidente Dilma Roussef.

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O projeto 6.060/09, de autoria do deputado federal Vicentinho (PT-SP), teve uma audiência pública, realizada em Brasília, com entidades ligadas ao setor de quadrinhos.

Um segundo encontro ocorreu na sexta-feira passada (09.12), em São Paulo. Estiveram presentes o relator e oito pessoas, entre elas representantes da área, editores e autores.

Rui Costa ouviu duas propostas. A primeira foi a inclusão do meio digital do texto. A segunda, um alargamento dos prazos estipulados pelo projeto.

O texto prevê uma implantação gradativa: cinco por cento no primeiro ano, 10% no segundo, 15% no terceiro até chegar aos almejados 20% mínimos no quarto ano.

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A terceira proposta foi uma ampliação da aplicação dos 20% para o conteúdo das publicações. O projeto foi pensado para ser aplicado apenas ao volume de títulos lançados.

A proposta permitiria dois caminhos às editoras: 1) atingir 20% do número de obras lançadas; 2) atingir 20% do conteúdo publicado, mesclando nacionais com estrangeiros.

Para entender melhor. No primeiro caso, uma editora que tenha lançado dez álbuns num ano, teria de produzir pelo menos dois deles com produções de autores brasileiros.

No segundo caso, haveria a alternativa de se observar a parte interna das obras. Estaria dentro da lei, por exemplo, a revista/livro que tivesse cem páginas, 20 delas nacionais.

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O relator disse estar propenso a acatar as propostas. No caso dos prazos, concorda com um alargamento no prazo inicial, mas não final. Este fica muito distante, no entender dele.

Os últimos dados sobre as sugestões serão enviados a ele nesta segunda-feira, por e-mail. Os eventuais ajustes serão feitos até o meio desta semana.

No geral, Rui Costa acredita que o ponto central do projeto é o de criar no país uma lei de incentivo à produção brasileira.

"Acho que a proposta é positiva porque lança um olhar sobre uma linguagem que tem muita força. Estimula que se valorize o artista nacional", disse ao blog, na sexta-feira.

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"A obrigatoriedade simplesmente não conquista mercado", disse José Alberto Lovetro, o JAL, da Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB) e um dos presentes ao encontro.

"O que interessa às editoras e aos artistas é o incentivo e que se tenha uma visibilidade ao autor nacional."

Além da ACB, participaram da reunião em São Paulo representantes de entidades culturais, editoras (via Câmara Brasileira do Livro) e de autores.

Os jornais, que terão de reservar metade do conteúdo a trabalhos nacionais, não estiveram presentes. Eles têm se posicionado contrários a qualquer forma de obrigatoriedade.

                                                         ***

Leia mais sobre o assunto na postagem de 03.11.

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Post postagem (15.12, à 0h04min): o colega Jota Silvestre traz um importante complemento a este assunto. Ele ouviu as opiniões de diferentes pessoas ligadas ao setor.

As respostas foram agrupadas em "a favor", "contra" ou "em termos". As opiniões podem ser lidas no blog "Papo de Quadrinho", via este link

Escrito por PAULO RAMOS às 11h47
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