22.04.08

Metrópoles faz um passeio pela cidade grande na forma de contos

 

 

 

 

 

 

 

 

Álbum de Leonardo Santana e Maurício Fig traz cinco histórias curtas sobre a vida nos grandes centros urbanos

 

 

 

 

 

 

Há quem defenda -até com uma dose de razão- que para o quadrinho nacional se firmar de vez é necessário aliar os lançamentos a textos de qualidade.

Leonardo Santana, pelo menos, cumpre essa meta em "Metrópoles", obra que começou a ser vendida nas últimas semanas (Marca de Fantasia, R$ 8, 40 págs.).

O álbum traz cinco contos curtos tendo temas ligados à vida nas grandes metrópoles.

Há o lado ruim das cidades grandes, como os assaltos e a questão dos menores nas ruas.

Mas há também o lado bom. Uma possível paixão, em um dos contos, e um encontro com a Felicidade, em outro.

Felicidade -com "f" maiúsculo mesmo- é um ser, assim como a Morte é na série "Sandman", de Neil Gaiman.

Essa história, diz Santana numa nota de rodapé, foi para atender a uma sugestão da esposa, que pedia a ele para escrever "algo mais leve".

"Cláudia Encontra a Felicidade", nome do conto, é um dos destaques do álbum.

Outro é a inovadora "O Suicídio". Inovadora porque é narrada de trás para frente.

A primeira página é o fim da história. As seguintes mostram retroativamente o que ocorreu para que uma mulher caísse da janela de um apartamento.

Teria sido jogada? Como as pessoas na rua e os vizinhos reagiram a isso?

Por uma daquelas coincidências inexplicáveis da vida, o conto traz inevitáveis semelhanças -embora em menor proporção- com o circo midiático em torno do caso Isabella Nardoni, a menina de cinco anos, assassinada em São Paulo.

Os desenhos dos cinco contos urbanos são de Maurício Fig.

"Metrópoles" só é vendida por meio do site da editora Marca de Fantasia (link).

O recifense Leonardo Santana tem conquistado nos últimos anos alguns prêmios ligados à produção independente.

No começo do ano, ele lançou a revista independente "FDP - Se Não Morrer Ninguèm, Não É Notícia". Leia resenha neste link.

Escrito por PAULO RAMOS às 15h42
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21.04.08

Mês tem overdose de bons lançamentos estrangeiros

 

 

 

 

 

 

 

Álbum em homenagem a Albert Uderzo, um dos criadores de Asterix, é um dos destaques do mês

 

 

 

 

 

 

 

Há uma overdose de bons lançamentos estrangeiros neste mês.

Alguns já foram resenhados ou noticiados neste blog ao longo das últimas semanas.

Outros merecem registro, mesmo que rápido.

                                                            ***

"Asterix e Seus Amigos – Uma Homenagem a Albert Uderzo" (Record, R$ 25, 64 págs.), como o título já antecipa, celebra os 80 anos de vida de Uderzo.

Ele criou o personagem em 1959. Uderzo fazia os desenhos. René Goscinny, os textos.

Com a morte de Goscinny, Uderzo assumiu todo o processo de criação dos álbuns, sem o mesmo talento do parceiro.

Este álbum-homenagem consegue trazer algo de novo, há muito não visto na série francesa.

Um grupo de 34 escritores e desenhistas se reúne para criar microcontos sobre Asterix.

Os mais conhecidos dos brasileiros são o canadense Stuart Immonen (que desenhou histórias para a Marvel e DC), David Lloyd (da minissérie "V de Vingança") e o italiano Milo Manara (que, como de costume, insere uma beldade na história).

O resultado é estilisticamente interessante, ora mais próximo ao traço de Uderzo, ora menos.

Merecem menção os encontros de Asterix com personagens clássicos dos quadrinhos, como Lucky Luke e Pato Donald.

                                                             ***

"Bone – Pedras de Oração" (Via Lettera, R$ 26,90, 72 págs.) é o décimo terceiro álbum da série lançado no Brasil.

Este novo volume traz mais três capítulos da história, escrita e desenhada pelo norte-americano Jeff Smith.

Bone, seus primos e Espinho –os protagonistas da trama- têm de enfrentar uma trilha misteriosa, rodeada por "círculos fantasmas".

Os círculos são uma espécie de portal para outro plano da realidade.

A marca da série é ser conduzida de uma forma que agrada tanto adultos quanto jovens.

O senão é que é recuperar todos os elementos dos álbuns anteriores requer releitura ou uma boa dose de memória.

Há um resumo numa das páginas iniciais.

Mas não é suficiente para introduzir o tema aos novos e antigos leitores.

Mesmo assim, merece investimento. É um dos clássicos contemporâneos dos quadrinhos.

A Via Lettera pretende lançar outros encadernados da série ainda este ano.

"Revelações" (Devir, R$ 42, 162 págs.) traz uma trama de mistério escrita por Paul Jenkins e desenhada por Humberto Ramos.

A dupla já havia trabalhado junta em histórias de super-heróis, como as do Homem-Aranha.

Mas a incursão dos dois por outro tema –um assassinato no Vaticano- não deixa de ser uma dupla surpresa.

Primeiro porque ambos conseguem conduzir uma trama simples, mas bem narrada, que deixa vontade de saber quem é o assassino.

Segundo porque, fora do universo dos super-heróis, dão um eficiente ar realista à história.

Os desenhos de Humberto Ramos são um destaque à parte.

Mesmo com estilo caricato, casam com a proposta séria da obra, como visto acima.

                                                            ***

"Planetary/Authority – Dominando o Mundo" (Pixel, R$ 11,90, 48 págs.) fecha o terceiro e último encontro do Planetary com outros personagens.

Nas duas edições anteriores, já lançadas pela Pixel, o grupo interagiu com Batman (o melhor dos três álbuns) e com a Liga da Justiça.

Neste encontro, os membros do Planetary tem de invadir a nave sede do Authority, uma força global de proteção da Terra.

O texto é de Warren Ellis, que escreve a série Planetary e já trabalhou também com Authority. Os desenhos são de Phil Jimenez.

É obra para quem gosta do estilo das duas séries.

O cartão de visitas de "Jornada ao Oeste – O Nascimento do Rei dos Macacos" (Conrad, R$ 42,90, 468 págs.) é o fato de o livro narrar o surgimento da lenda que inspirou Son Goku, protagonista do mangá Dragon Ball.

Mas ler a obra com esse olhar não é algo que faça jus a seu conteúdo.

Um conjunto de artistas adapta para os quadrinhos a trajetória do rei Sun Wukong, macaco que parte de sua aldeia em busca da imortalidade.

Retorna sábio, com conhecimentos marciais, e se envolve em uma série de outras desventuras pertencentes ao folclore chinês.

Ler o livro é ter acesso um lado cultural rico e desconhecido no Brasil.

É muito, muito mais do que um paralelo com Son Goku.

Sugestão: inicie a leitura pela boa introdução de Rogério de Campos, dono da Conrad.

Dá um bom panorama do tema e da lenda que envolve a obra.

                                                            ***

"Vida Louca" (Conrad, R$ 34,90, 184 págs.) é mais uma das raras histórias espanholas a furar o bloqueio da alfândega editorial brasileira.

O álbum de Jaime Martín narra a trajetória de Vicen, um jovem que mora na periferia pobre de Barcelona com a mãe e a irmã.

Para sobreviver, tem de se enquadrar com a vida em gangues, ora nas ruas, ora na escola, ora na cadeia.

Trata-se, na verdade, de uma história de sobrevivência na Espanha dos anos 80.

                                                           ***

Há um quê diferente no mangá "Seton – Um Naturalista Viajante" (Panini, R$ 15,90, 292 págs.). O diferencial é que se trata de uma história real.

Este primeiro volume –de um total de três- se baseia em um dos livros de Ernest Thompson Seton, tido com um dos pioneiros da exploração da vida selvagem.

Ele narra o encontro com um lobo na vila de Currupaw.

O animal era o líder de uma alcatéia, que nenhum dos moradores conseguia eliminar, dada a astúcia do bicho.

O interessante é acompanhar o jogo de astúcia do animal para fugir das armadilhas criadas por Seton para pegá-lo.

A história foi adaptada por Jiro Taniguchi –que já traduziu obra de Seton- e desenhada por Yoshiharu Imaizumi.

Segundo a Panini, a série será bimestral.

Escrito por PAULO RAMOS às 23h06
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20.04.08

Super-Herói - O Filme: dá para rir, mas não espere muito

 

 

Longa, que estreou neste fim de semana, faz paródia de filmes de super-heróis

 

 

 

Uma análise fria e honesta obriga a dizer que "Super-Herói – O Filme", que estreou neste fim de semana nos cinemas, não é daquelas produções das quais se pode esperar muita coisa.

Dá para rir um pouco. Mas é mais um filme menor do gênero besteirol, que teve longas bem melhores, como os da série "Corra Que a Polícia Vem Aí", estrelados por Leslie Nielsen.

Nielsen participa desta nova sátira, como o tio do protagonista. Mas é mal aproveitado.

"Super-Herói – O Filme" é uma sátira às adaptações de quadrinhos feitas para o cinema.

O ponto central da história são os longas do Homem-Aranha (há até tentativa de beijo de ponta-cabeça embaixo da chuva).

O jovem estudante Rick Riker –paródia de Peter Parker, identidade secreta do Aranha- é picado por uma libélula.

O acidente dá a ele poderes especiais, como subir pelas paredes e ter pele invulnerável.

Decide, então, tornar-se o super-herói Libélula.

A trajetória dele é semelhante à do Homem-Aranha, mas é permeada por encontros com versões de integrantes dos X-Men (um divertido Professor X interpretado por Tracy Morgan) e do Quarteto Fantástico.

Há também elementos do seriado Smallville e de Batman (os pais de Libélula foram assassinados quando criança, tal como ocorreu com os de Bruce Wayne, alter-ego do homem-morcego).

Para o apreciador de quadrinhos, a busca pelas referências é um interesse à parte, que pode até agradar os mais fanáticos.

E, como dito, dá para rir um pouco. Mas não espere muito mais.

Para quem arriscar, uma dica: espere o fim dos créditos. Há uma seqüência de extras.

Crédito da imagem: divulgação.

Escrito por PAULO RAMOS às 11h14
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18.04.08

Pequenos Guardiões: obra para jovens que pode agradar adultos

 

 

 

 

 

Capa do primeiro volume da série, escrita e desenhada pelo norte-americano David Petersen

 

 

 

 

 

Há um seleto grupo de histórias em quadrinhos que consegue agradar tanto adultos quanto crianças. Bone, Pogo, a lista é longa.

"Os Pequenos Guardiões", que começou a ser vendido neste mês (Conrad, R$ 12, 28 págs.), é um caso assim.

A série traz uma história simples e misteriosa, mesclada com atos de heroismo e protagonizada por ratos num ambiente medieval.

Ter animais à frente da trama é o que facilita o apelo aos mais jovens, real público da série.

Mas é uma historinha descompromissada e rápida de ser lida, que pode atrair os adultos.

Um grupo de ratos -com capa e espada- pertence a uma entidade chamada Guarda.

É uma espécie de milícia que defende os demais ratos da ação de predadores.

No primeiro volume, chamado "Na Barriga do Monstro", os integrantes da Guarda enfrentam uma serpente para encontrar um desaparecido.

No volume seguinte, intitulado "Nas Sombras" e também à venda, o vilão é um caranguejo.

De um número para o outro, vai sendo construído um mistério sobre as investigações do desaparecimento e sobre a presença de um traidor dentro da entidade.

O norte-americano David Petersen, escritor e desenhista da série, conseguiu um resultado raro com seus pequenos ratinhos.

Ele mira o jato d´água no público infanto-juvenil.

Mas o jorro respinga nos adultos também. E tem a proeza de molhar ambos.

Foi o que garantiu a repercussão que teve nos Estados Unidos, onde foi publicada em 2007.

A Conrad anunciou mais quatro volumes da série.

Escrito por PAULO RAMOS às 19h57
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06.04.08

Contos de Kafka são recriados na linguagem dos quadrinhos

 

 

 

 

 

 

 

 

Álbum de Peter Kuper, da editora Conrad, adapta nove contos do escritor tcheco

 

 

 

 

 

 

 

Não houve apenas um trabalho de adaptação de contos em "Desista! E Outras Histórias de Franz Kafka". (Conrad, R$ 22, 64 págs.). Ocorreu também um processo de transcriação das narrativas surreais do escritor tcheco.

O norte-americano Peter Kuper, autor da adaptação, traduziu em imagens o tom absurdo das situações criadas por Kafka (1883-1924).

Trata-se, evidentemente, de uma leitura pessoal dele mostrada na forma de imagens. 

No conto "Desista!", destacado no título e na capa do álbum, um homem atrasado pergunta a um policial "qual é o caminho". Acuado, ouve um sonoro "desista!" como resposta.

O atraso do homem é caracterizado com um relógio num dos olhos. A atitude agressiva do policial é simbolizada com um cano de revólver no lugar do nariz.

É esse o tom das nove histórias da obra, ora mais acentuado, ora menos. Imagem e texto procuram se harmonizar por meio dos toques surreais.

O resultado é um incômodo, muitas vezes acentuado pela crítica à condição humana.

Talvez o caso mais contundente desse desconforto seja "Um Artista da Fome", o mais longo do álbum (dez páginas).

Um jejuador profissional, que se apresenta em público, começa a perder o interesse da platéia. Tenta se apresentar num circo, mas a cena se repete.

Como de costume numa obra kafkiana, a situação em si dá margem a mais de uma leitura. Mas qualquer interpretação esbarra num certo desconforto.

Os nove contos do álbum –escritos por Kafka nas duas primeiras décadas do século 20- não são o primeiro passeio de Kuper pelo mundo kafkiano.

Ele adaptou também "A Metamorfose", trabalho feito após "Desista!".

A versão dele para o romance foi lançada pela Conrad em 2004.

Foi um bom negócio para a editora. A obra foi incluída no PNBE (Programa Nacional Biblioteca na Escola), do governo federal.

O programa compra obras literárias e em quadrinhos e as distribui a escolas do ensino fundamental. Resultado: a obra esgotou.

"Desista!", assim como outras adaptações literárias que vêm sendo produzidas, tem tudo para seguir o mesmo caminho. Melhor garantir antes que o governo a descubra.

Escrito por PAULO RAMOS às 12h12
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04.04.08

Leão Negro: produção nacional com cara de álbum europeu

 

 

 

 

 

 

 

Álbum da editora HQM traz história inédita da série, criada por Cynthia Carvalho e Ofeliano de Almeida

 

 

 

 

 

 

Há um ar europeu na série Leão Negro. Se o leitor não soubesse que a série foi criada pelos brasileiros Cynthia Carvalho e Ofeliano de Almeida, dificilmente diria que a obra foi produzida aqui. 

Isso não desmerece de modo algum os roteiros nacionais. É que é difícil encontrar uma história adulta brasileira em que os protagonistas sejam animais, convivendo numa fictícia e selvagem Idade Média.
 
O personagem principal é Othan, o Leão Negro, uma espécie de Conan, o Bárbaro em forma leonina. Na faixa dos 50 anos, é altruísta, bruto, mulherengo, chulo. Tem casos e filhos espalhados por aí.
 
Um dos filhos -ou filhotes, como se diz na obra- é o foco deste número de estréia.
 
Pepah é fruto de um relacionamento dele com uma pantera negra (os diferentes bichos são uma clara metáfora da segregação racial, só que na forma de animais).
 
Othan deixa a filha bastarda de lado por anos. O reencontro se dá anos depois.
 
Do pai, ela herdou o temperamento e quer dele aprovação. Mas é para Kasdhan -outro filho de Othan e meio-irmão de Pepah- que o coração dela imediatamente bate mais forte.
 
É desse esquisito triângulo familiar -com toques edipianos- que se molda a história do álbum, lançado no início do mês passado (HQM, R$ 19,90, 56 págs.).
 
A história, escrita por Cynthia Carvalho e desenhada por André Mendes e Danusko Campos, é inédita. Mas a série toda soa nova aos olhos do leitor.
 
São poucos os que lembram que o personagem foi publicado no jornal carioca "O Globo" em 1987. Essas primeiras histórias serão relançadas pela HQM num outro álbum, intitulado "Leão Negro - Série Origens".
 
Também nem todos sabem que a série já foi lançada na Europa pela editora Meriberica (o que justificaria ainda mais o verniz europeu da obra).
 
O site dedicado à série anuncia mais dois álbuns inéditos e cinco da coleção clássica.
 
Faz parte da guinada editorial da HQM, que, neste ano, investe acentuadamente em quadrinho nacional. Até então, os lançamentos eram norte-americanos (que não foram abandonados; um terceiro volume de "Mortos-Vivos" foi confirmado).
 
Além de Leão Negro, a editora lançou neste ano "Quadrinhofilia", do curitibano José Aguiar (leia aqui), e trouxe de volta Senninha às bancas (aqui).

Escrito por PAULO RAMOS às 20h09
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03.04.08

Insanidade: misteriosa história sobre a loucura

 

 

 

 

 

 

 

 

Narrativa toma todo o sexto número da revista independente "Quadrinhópole", que tem lançamento nesta sexta em Curitiba

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O que você faria se sua família o internasse num hospital psiquiátrico?
 
Detalhe: sem informar o motivo.
 
"Insanidade" parte dessa premissa. A história toma todo o sexto número da revista "Quadrinhópole", produção independente curitibana que tem lançamento nesta sexta-feira.
 
A narrativa, escrita por Juliano DFS e Leonardo Melo, mostra o drama do jovem Leonard Nicholson, que se vê exatamente na situação descrita acima.
 
(Perguntar não ofende: se a história é nacional, por que os personagens recebem nomes ingleses, como nos quadrinhos da editora italiana Sergio Bonelli?)
 
A cada capítulo, o desespero dele aumenta um pouco mais.
 
Dele e do leitor, fisgado em saber o desfecho da trama.
 
Essa mudança de tom a cada nova etapa é acentuada pela mudança de desenhistas.
 
Cada capítulo -são quatro ao todo- é feito por um artista diferente.
 
Parece até algo previamente imaginado. Não é. A alternância de desenhistas surgiu no meio do caminho, para contornar um problema de prazo.
 
Issac Santos, o primeiro a atuar na trama, não conseguiu finalizar a trama, segundo Leonardo Melo explica na contracapa da revista.
 
A solução, diz, foi ir à cata de outros nomes: Henrique Assale, Lipe Dias e Ângelo Ron.
 
O contratempo adiou o desfecho da história. A primeira parte já havia sido publicada no segundo número de "Quadrinhópole", lançada em dezembro de 2006.
 
"Insanidade" poderia se destacar por méritos próprios. Mas a trama ganhou um empurrãozinho a mais ao ser adaptada em um curta-metragem, em processo de finalização.
 
A versão filmada talvez revele algumas semelhanças com o cinema diluídas -mas presentes- nas páginas dos quadrinhos.
 
Revelar com quais longas-metragens "Insanidade" dialoga é tentador, mas pode estragar alguma surpresa. Por isso, deixo a tarefa a cargo do leitor.
 
Mas são apenas semelhanças. A história caminha com pernas próprias.
 
E faz por merecer destaque.
 
Em tempo: a capa da edição é de Julio Shimamoto, um dos nomes mais antigos e respeitados do quadrinho nacional. A revista traz, além da história, uma entrevista com ele.
 
Serviço
Lançamento de "Quadrinhópole 6". Quando: sexta-feira (04.04). Horário: a partir das 19h. Onde: Itiban, em Curitiba, Paraná. Endereço: rua Silva Jardim, 845. Quanto: R$ 3 (no evento, vai haver também o segundo lançamento da revista "Tipos 5").   

Escrito por PAULO RAMOS às 20h55
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